segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Bebé cantando na Igreja...

"Deus cuidará de ti...Deus cuidará de ti, no teu viver, no teu sofrer... sim cuidará de ti, Deus cuidará de ti"-título em português.Ouçam e vejam a candura da criança.Vale a pena...

Visita Pastoral a Pinheiros e Carrazedo

       30 de Janeiro, IV Domingo do Tempo Comum (ano A), realizou-se a conclusão da Visita Pastoral do Sr. Bispo, D. Jacinto Botelho, Bispo da nossa Diocese de Lamego, às comunidades paroquiais de Pinheiros e de Carrazedo.
       Na passada Quinta-feira, 27 de Janeiro, tinha estado nas duas comunidades, na visita aos doentes, terminando com a celebração da Santa Missa e com o Sacramento da Santa Unção, na Igreja Paroquial de Pinheiros.
       Da parte de manhã de Domingo, a presença na paróquia de Pinheiros, com a recepção ao Sr. Bispo, com a celebração da Eucaristia solene, com o empenho de toda a comunidade, e que incluía também a celebração do Sacramento da Confirmação, a 10 pessoas (nove na Igreja, e uma, a Andreia, em casa, pelas condições de saúde, que impossibilitavam a deslocação à Igreja).
       No final da celebração, o almoço de convívio para toda a paróquia e para alguns convidados, das autoridades camarárias, Sr. Presidente da Câmara Municipal, Sr. Presidente da Assembleia Municipal, este natural de Pinheiros.
       Da parte de tarde de Domingo, a presença na paróquia de Carrazedo, com a celebração solene da santa Missa, com um ofertório recheado de produtos da terra, para o Sr. Bispo D. Jacinto.

domingo, 30 de janeiro de 2011

IV Domingo do Tempo Comum - 30/Janeiro

       1 – A vida de cada pessoa tem um fio condutor, não pára, não se interrompe, não avança um dia para a frente, não volta atrás alguns segundos. Por mais que o quiséssemos. Por mais que fizéssemos. A vida não se detém, não se suspende por momentos, não a recuperámos no passado. Este pode ajudar-nos a viver o presente com mais confiança, com mais serenidade e mais alegria, ou fazer-nos vacilar, desanimar ou desistir de alguns sonhos, mas sempre com a certeza que somos os grandes responsáveis pelo dia de hoje.
       Para uma pessoa crente, a vida não é mais fácil, os problemas e as dificuldades não desaparecem com a fé. No entanto, o fio condutor da nossa vida é garantido com a presença amorosa de Deus que nos inspira, nos desafia, nos interpela, nos conduz à verdade e ao bem. Ele atrai-nos simultaneamente da eternidade e do futuro. Da eternidade, onde se encontra à Sua direita a nossa natureza humana, lá colocada por Jesus Cristo. Do futuro, pois será Ele que sempre encontraremos amanhã, que não nos abandona, que não trai, não nos desilude, não foge, está sempre para nós, é a nossa salvação. Ainda que morramos, Ele espera por nós, acolhe-nos para a eternidade.

       2 – O fio condutor na vida de Jesus é Deus.
       Vem, enviado por Deus. O seu alimento é fazer a vontade do Pai. É a dinâmica que está patente em toda a Sua vida pública, no ensino, nos gestos, em cada encontro, em cada palavra, nos prodígios realizados, no acolhimento dos excluídos da sociedade, no diálogo com os que têm responsabilidade de ensinar as pessoas e de as orientar para o bem. O único desejo de Jesus é que todos se convertam e vivam em abundância. O anúncio deste domingo surge neste contexto.
       Depois do Baptismo, Jesus coloca-se em movimento, de um lado para o outro, acolhendo, desafiando, ensinando. É no hoje de Jesus que os cristãos se revêem. E que é que Jesus nos diz hoje? Escutemo-l'O atentamente:
«Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus.
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a terra.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino dos Céus.
Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós. Alegrai-vos e exultai, porque é grande nos Céus a vossa recompensa». 
       No alto do monte, Jesus ensina-nos o caminho que nos conduz até Ele e por Ele a Deus Pai: a humildade, a paz, a misericórdia, a justiça, mesmo que isso nos traga dissabores, que acarrete a perseguição e até mesmo a morte.

       3 – A mesma lógica nos aparece na profecia de Sofonias e na Epístola de São Paulo aos Coríntios.
       Diz-nos o profeta: "Procurai o Senhor, vós todos os humildes da terra, que obedeceis aos seus mandamentos. Procurai a justiça, procurai a humildade... Só deixarei ficar no meio de ti um povo pobre e humilde, que buscará refúgio no nome do Senhor" (primeira leitura). Ao nosso compromisso corresponde a promessa de Deus de fazer reinar a humildade.
       São Paulo, mais uma vez, é clarividente nas recomendações à Igreja e aos seus membros: "Deus escolheu o que é louco aos olhos do mundo para confundir os sábios; escolheu o que é vil e desprezível, o que nada vale aos olhos do mundo, para reduzir a nada aquilo que vale, a fim de que nenhuma criatura se possa gloriar diante de Deus. É por Ele que vós estais em Cristo Jesus..."
       Com efeito, não é o poder, ou a força, não são os títulos que possamos exibir diante de Deus, que nos inserem no Reino dos Céus; o que conta é a nossa humildade, que se abre à abundância dos dons de Deus, à Sua misericórdia infinita, e que deixa transparecer as maravilhas do Senhor, como luz para o nosso tempo e para o nosso mundo.

Pe. Manuel Gonçalves
______________________
Textos para a Eucaristia (ano A): Sof 2, 3; 3, 12-13; 1 Cor 1, 26-31; Mt 5,1-12

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Não perder Deus de vista...

       "Temos sobretudo de procurar que as pessoas não percam Deus de vista. Temos de procurar que elas reconheçam o tesouro que possuem. Temos de procurar que, depois, elas próprias, a partir da força da própria fé, entrem em confronto com o secularismo e consigam concretizar a separação de mentalidades. Este enorme processo é a verdadeira, a grande missão deste tempo. Só podemos esperar que a força interior da fé, presente no Homem, se torne publicamente potente, moldando o pensamento, e que a sociedade não caia simplesmente no abismo"

 BENTO XVI, Luz do Mundo... Lucerna: 2010.

Visita Pastoral em Pinheiros e Carrazedo

       No próximo Domingo, o senhor Bispo, D. Jacinto Botelho, Bispo desta nossa Diocese de Lamego, está nas paróquias de Pinheiros e de Carrazedo. Ontem houve um primeiro contacto, iniciando a Visita Pastoral, com a visita aos doentes, em Carrazedo e Pinheiros e com a celebração da Santa Unção, em Pinheiros.
       A presença do Sr. Bispo é sempre oportunidade para renovar e fortalecer a fé em Jesus Cristo, auscultando possibilidades e dificuldades, procurando a identidade a Jesus, na comunhão com a Igreja dicocesana, que nos insere na Igreja Católica.

São Tomás de Aquino, presbítero e doutor da Igreja

Nota Biográfica:
       Nasceu cerca do ano 1225, na família dos Condes de Aquino. Estudou primeiramente no mosteiro do Monte Cassino e depois em Nápoles. Entrou na Ordem dos Pregadores e completou os seus estudos em Paris e em Colónia, tendo tido como professor S. Alberto Magno. Escreveu muitas obras de grande erudição e exerceu o professorado, contribuindo notavelmente para o progresso da Filosofia e da Teologia. Morreu perto de Terracina no dia 7 de Março de 1274. A sua memória celebra-se a 28 de Janeiro, dia em que o seu corpo foi trasladado para Tolosa, no ano 1369.

Oração:
       Senhor nosso Deus, que fizestes de São Tomás de Aquino um exemplo admirável de santidade e de amor às ciências sagradas, dai-nos a graça de compreender os seus ensinamentos e de imitar a sua vida. Por Nosso Senhor...

Curiosidade:
       Conta-se que um dia um monge foi ter com São Tomás de Aquino e disse-lhe que andava um boi a voar. O santo levantou-se e foi à janela para ver tal fenómeno. O colega monge começou a rir-se por ele ter acreditado em algo tão surpreendente. São Tomás respondeu-lhe: é mais fácil ver um burro a voar que um monge a mentir...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Amor adolescente

O amor de um adolescente
é cheio de energia e paixão,
de repente, ele invade o coração
enchendo-o de tanta alegria,
que não o deixa perceber
que aquele amor, é sonho ... é fantasia.

E aquele corpo tão frágil ... indefeso ..
sente-se tão envolvido ... tão preso ...
cheio de sonhos ... castelos coloridos ...
que prefere fechar os olhos e não ver
que está sonhando um amor proibido.

Uma mistura de sentimentos
explode em seu peito naquele momento,
e ele sai da realidade..
seu coração ,cheio de paixão...ilusão...
diz está apaixonado
por uma mulher de idade.

E, nessa fase recheada de sonhos e conflitos,
àquele coração adolescente e lindo,
não descobriu ainda que o amor
é sentimento de alegria...mas que também causa dor.

Amor adolescente...
não é amor.... é paixão,
mas, do jeito que ele chega ele sai,
amadurecendo, e aliviando o coração.

(autor Maria Socorro Teixeira de Castro)

O valor dos gestos de amor

Um garoto pobre, com cerca de doze anos de idade, vestido e calçado de forma humilde, entra na loja, escolhe um sabonete comum e pede ao proprietário que embrulhe para presente.

“É para minha mãe”, diz com orgulho.

O dono da loja ficou comovido diante da singeleza daquele presente. Olhou com piedade para o seu freguês e, sentindo uma grande compaixão, teve vontade de ajudá-lo.

Pensou que poderia embrulhar, junto com o sabonete comum, algum artigo mais significativo. Entretanto, ficou indeciso: ora olhava para o garoto, ora para os artigos que tinha em sua loja.

Devia ou não fazer? O coração dizia sim, a mente dizia não.

O garoto, notando a indecisão do homem, pensou que ele estivesse duvidando de sua capacidade de pagar.

Colocou a mão no bolso, retirou as moedinhas que dispunha e as colocou sobre o balcão.

O homem ficou ainda mais comovido quando viu as moedas, de valor tão insignificante. Continuava seu conflito mental. Em sua intimidade concluíra que, se o garoto pudesse, ele compraria algo bem melhor para sua mãe.

Lembrou de sua própria mãe. Fora pobre e muitas vezes, em sua infância e adolescência, também desejara presentear sua mãe. Quando conseguiu emprego, ela já havia partido deste mundo. O garoto, com aquele gesto, estava mexendo nas profundezas dos seus sentimentos.

Do outro lado do balcão, o menino começou a ficar ansioso. Alguma coisa parecia estar errada. Por que o homem não embrulhava logo o sabonete?

Ele já escolhera, pedira para embrulhar e até tinha mostrado as moedas para o pagamento. Por que a demora? Qual o problema?

No campo da emoção, dois sentimentos se entreolhavam: a compaixão do lado do homem, a desconfiança por parte do garoto.

Impaciente, ele perguntou: “Moço, está faltando alguma coisa?”

“Não”, respondeu o proprietário da loja. “é que de repente me lembrei de minha mãe. Ela morreu quando eu ainda era muito jovem. Sempre quis dar um presente para ela, mas, desempregado, nunca consegui comprar nada.”

Na espontaneidade de seus doze anos, perguntou o menino: “Nem um sabonete?”

O homem se calou. Refletiu um pouco e desistiu da idéia de melhorar o presente do garoto. Embrulhou o sabonete com o melhor papel que tinha na loja, colocou uma fita e despachou o freguês sem responder mais nada.

A sós, pôs-se a pensar. Como é que nunca pensara em dar algo pequeno e simples para sua mãe? Sempre entendera que presente tinha que ser alguma coisa significativa, tanto assim que, minutos antes, sentira piedade da singela compra e pensara em melhorar o presente adquirido.

Comovido, entendeu que naquele dia tinha recebido uma grande lição. Junto com o sabonete do menino, seguia algo muito mais importante e grandioso, o melhor de todos os presentes: o gesto de amor!

(Autor desconhecido)

A Caridade

Ela tinha no rosto uma expressão tão calma
Como o sono inocente e primeiro de uma alma
Donde não se afastou ainda o olhar de Deus;
Uma serena graça, uma graça dos céus* *,
Era-lhe o casto, o brando, o delicado andar,
E nas asas da brisa iam-lhe a ondear
Sobre o gracioso colo as delicadas tranças.

Levava pela mão duas gentis crianças.

Ia caminho. A um lado ouve magoado pranto.
Parou. E na ansiedade ainda o mesmo encanto
Descia-lhe às feições. Procurou. Na calçada
À chuva, ao ar, ao sol, despida, abandonada
A infância lacrimosa, a infância desvalida,
Pedia leito e pão, amparo, amor, guarida.

E tu, ó Caridade, ó virgem do Senhor,
No amoroso seio as crianças tomaste,
E entre beijos – só teus — o pranto lhes secaste
Dando-lhes leito e pão, guarida e amor.

(autor Machado de Assis, in 'Crisálidas')

Aquele que fez a promessa é fiel

       Tendo nós plena confiança de entrar no santuário por meio do sangue de Jesus, por este caminho novo e vivo que Ele nos inaugurou através do véu, isto é, o caminho da sua carne, e tendo tão grande sacerdote à frente da casa de Deus, aproximemo-nos de coração sincero, na plenitude da fé, tendo o coração purificado da má consciência e o corpo lavado na água pura. Conservemos firmemente a esperança que professamos, pois Aquele que fez a promessa é fiel. Velemos uns pelos outros, para nos estimularmos à caridade e às boas obras, sem abandonarmos a nossa assembleia, como é costume de alguns, mas exortando-nos mutuamente, tanto mais quanto vedes que se aproxima o dia do Senhor (Hebr 10, 19-25).

       A Epístola aos Hebreus que temos vindo a escutar nestas três últimas semanas (primeiras do Tempo Comum) é verdadeiramente inspiradora, envolvendo-nos na confiança em Deus, que é Pai e que nos dá por Salvador o Seu Filho, Jesus Cristo, que Se torna para nós o verdadeiro e sumo Sacerdote, o sacerdote que nos convinha, sem mácula nem pecado, que de uma vez para sempre morre pelos nossos pecados.
       Sabendo que sacerdote temos à frente da Casa do Senhor - Jesus Cristo - vivamos confiantes e conduzamos outros à presença do Senhor, com a nossa fé e com a prática de boas obras. Ajudemo-nos mutuamente na caridade.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Sou um palhaço pobre

Sou um palhaço pobre
De alma e coração
Salto
Tropeço
Arremesso
Como à mão
Faço mil diabruras sem ter onde cair
E mesmo quando salto...
E mesmo se tropeço...
De que vale lamentar meu coração a partir?
Sou um palhaço pobre!
Só me importa o teu sorrir!

(autor Buster Keaton)

Bênção irlandesa

"Suas alegrias podem ser tão brilhantes quanto a manhã
E suas mágoas apenas sombras que desaparecem na luz do amor.
Que você tenha felicidade suficiente
Para manter sua doçura,
Provas para lhe manter forte,
Mágoas para lhe manter humano,
Esperanças para lhe manter feliz,
Fracassos para lhe manter humilde,
Sucesso para lhe manter entusiasmado,
Amigos para lhe Dar conforto,
Fé e coragem em si mesmo para eliminar a tristeza,
Riqueza para suprir suas necessidades,
E mais uma coisa:
determinação para fazer com que cada dia
Seja mais maravilhoso que o dia anterior."

- Doçura para saborear o que me é dado viver ...
Mágoas que me ensinam humildade...
Esperanças que me fazem levantar toda manhã...
Fé e coragem em mim mesma são meus predicados essenciais.
Amigos que estão comigo e a quem dou pousada e conforto.

(autor Maria Neusa)

Liberdade não pode ser indiferença!

"Temos de voltar a reconhecer que não podemos simplesmente viver na indiferença. Temos de reconhecer que a liberdade não pode ser indiferença. Trata-se de aprender uma liberdade que é repsonsabilidade".

BENTO XVI, Luz do Mundo... Lucerna: 2010.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Os amigos


Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!
Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!
Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!
Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direcção.
Amigo é a base quando falta o chão!
Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!
Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

(autor Machado de Assis)

A Fábula da Verdade


Uma tarde, muito desconsolada e triste,
a verdade encontrou a Parábola,
que passeava alegremente,
num traje belo e muito colorido.
- Verdade, porque estás tão abatida?
- perguntou a Parábola.
- Porque devo ser muito feia já que os homens
me evitam tanto!
- Que disparate! - riu a Parábola - não é por isso
que os homens te evitam.Toma,
veste algumas das minhas roupas e vê o que acontece.

Então a Verdade pôs algumas das lindas
vestes da Parábola e, de repente,
por toda à parte onde passava
era bem vinda.
- Pois os homens não gostam de encarar a
Verdade nua; eles a preferem disfarçada.

(autor desconhecido)

Canto dos excluídos

Mas eu, Senhor!... Eu triste abandonada
Em meio das areias esgarrada,
Perdida marcho em vão!
Se choro... bebe o pranto a areia ardente;
talvez... p'ra que meu pranto, ó Deus clemente!
Não descubras no chão...

(Castro Alves - Vozes D'África)

José Mourinho: a fé e o sucesso

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Luta entre dois amores...

       "Como dizia Santo Agostinho, a História mundial é uma luta entre dois tipos de amor: o amor por si próprio - até à destruição do mundo - e o amor pelo Outro - até à renúncia de si próprio. Esta luta, que sempre pudemos presenciar também está a acontecer agora".

BENTO XVI, Luz do Mundo... Lucerna: 2010.

sábado, 22 de janeiro de 2011

III Domingo do Tempo Comum - 23/Janeiro

       1 – "O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que habitavam nas sombras da morte uma luz se levantou. Multiplicastes a sua alegria, aumentastes o seu contentamento... Vós quebrastes, como no dia de Madiã, o jugo que pesava sobre o povo, o madeiro que ele tinha sobre os ombros e o bastão do opressor".
       O texto de Isaías, proclamado na primeira leitura é assumido no Evangelho de Mateus, que nos diz que "assim se cumpria o que o profeta Isaías anunciara". Jesus toma conhecimento que João Baptista foi preso. Deixa a Galileia, sai de Nazaré e vai habitar em Carfarnaum, cumprindo os desígnios proféticos.
       Como vimos nos domingos anteriores, o Baptismo de Jesus inaugura um tempo novo, a missão de João Baptista, como preparação, dá lugar ao acontecimento, o Reino de Deus no meio de nós, em Jesus Cristo, o Ungido do Senhor, o Messias de Deus.
       Os evangelistas mostram-nos esta passagem de testemunho, de João para Jesus, do Precursor para o Filho de Deus. Na expressividade de João evangelista, a indicação clara: Eis o Cordeiro de Deus... é Ele o Filho de Deus... Em Mateus, a informação da prisão do Baptista é mais um sinal impulsionador da hora de Jesus Cristo. Doravante deixará o seu retiro de Nazaré, a família mais estrita, humana, para fazer da Sua casa as diversas terras por onde passará a pregar o reino de Deus, na assimilação da família de Deus, formada por todos, a começar pelos excluídos da sociedade, da política e da religião.

       2 – O centro do Reino de Deus é Jesus Cristo. Aliás, para nós crentes cristãos, o Reino de Deus é o próprio Jesus Cristo. Com Ele, chega até nós o Reino de Deus, reino de verdade, de justiça e de amor. A pregação de Jesus centraliza a chegada do Reino de Deus, num convite permanente à conversão: "Desde então, Jesus começou a pregar: «Arrependei-vos, porque o reino de Deus está próximo»... ". Só desta forma é possível reconhecer a presença de Jesus Cristo no mundo, na palavra de Deus, na Sua Igreja, nos Sacramentos.
       O caminho do cristão é Jesus Cristo.
       Para chegar a Cristo, o cristão assumirá uma atitude de arrependimento e conversão permanentes. O orgulho e auto-suficiência afastam-nos dos outros e do Outro, que para nós, em Jesus Cristo, é o Totalmente Próximo.
       A humildade e a conversão conduzem-nos a Deus, abrem-nos as portas da eternidade, possibilitam o diálogo, a partilha e a comunhão com o nosso semelhante, na certeza que nesse encontro se dá o enriquecimento mútuo e o reconhecimento da presença de Deus. Cada irmão é rosto do Deus Altíssimo. Cada um de nós poderá testemunhar a alegria e esperança de Deus em nós.
       3 – No acolhimento à Mensagem de Jesus, tornar-nos-emos, levando a sério o que escutámos, mensageiros de Jesus Cristo, vivendo da Sua vida, procurando que actue em nós e através de nós. Somos por Ele chamados e enviados. Como reflectíamos nos domingos anteriores, o baptismo dá lugar ao chamamento, dá lugar à missão. O que vale para Jesus Cristo, vale para cada um de nós.
       Assim, com a força do Espírito Santo, Jesus passará de uma a outra terra, pregando, anunciando a Boa Nova de que Deus nos ama. Entretanto, chama os Seus Apóstolos, os Seus discípulos, daquele e deste tempo, para que a Sua missão continue a frutificar através dos tempos, através das gerações.
       No Evangelho vemos como Jesus "convida" ao seguimento: "Disse-lhes Jesus: «Vinde e segui-Me e farei de vós pescadores de homens»..."
       No mar revolto, daquele e deste tempo, os discípulos de Jesus são pescadores de homens, serão ocasião de salvação, instrumentos ao serviço do Evangelho de Jesus. Com a palavra e com a vida, podem e devem, ou melhor, podemos e devemos, fazer com que a agitação das águas não leve, uns e outros, ao fundo do mar, pelo contrário, mesmo na agitação mais feroz, sejamos trampolim para que o nosso semelhante encontre em Jesus Cristo a terra firme que procura, por vezes, às apalpadelas.

       4 – A nossa missão não é individual. Cada um, dando o melhor de si, poderá contribuir para que a presença de Deus nas nossas vidas, no mundo actual, seja mais significativa. Mas como parte de um todo. Juntos, somos mais fortes, animámo-nos na caridade de Deus, fortalecemo-nos mutuamente na fé que recebemos, espelhamos mais facilmente a esperança que Deus nos dá em Jesus Cristo pelo Espírito Santo, que nos habita e que habita a Igreja.
       As palavras de São Paulo, na segunda leitura para hoje, são disso testemunho e desafio: "Rogo-vos, pelo nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma linguagem e que não haja divisões entre vós, permanecendo bem unidos, no mesmo pensar e no mesmo agir" (segunda Leitura).
       Se fomos baptizados pelo mesmo Espírito, no mesmo Baptismo de Jesus, então também vivemos e anunciamos o mesmo Cristo, o mesmo Espírito de Amor.
       Num mundo dilacerado pela discórdia, presente também nas comunidades cristãs, a Igreja deverá assumir-se cada vez mais como rosto da Unidade de Deus, que em Três Pessoas, vive a plena comunhão de vida e de amor. A Igreja nasce da Trindade e desemboca na mesma Trindade.
       Mais uma vez a urgência da conversão, não a esta ou àquela verdade, mas a conversão sincera a Jesus Cristo, morto e ressuscitado. A nossa comunhão em Cristo, une-nos a todos os que d'Ele se aproximam com fé.


Textos para a Eucaristia (ano A): Is 8,23-9,3; 1Cor 1,10-13.17; Mt 4,12-23

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Ainda bem que Deus fez as crianças

Elas me causam orgulho e me enchem de esperança.
Elas em sua simplicidade me ensinam como é fácil e gostoso viver em harmonia.
Nelas eu vejo uma centelha da vida que, imagino eu,
Deus projetou para a humanidade.
Estes pequenos seres,
ignorados na maioria das vezes,
como se nada soubessem da vida,
são o espelho para os adultos se mirarem.
São elas que no dia-a-dia, com sua maneira fácil,
nos ensinam o que é e como deve ser a vida.

(autor desconhecido)

Chorar

Chorar?
Como?
Como ser humano,
Como semelhante,
Com toda a singeleza que há,
Com toda a franqueza,
E... Enquanto é tempo...
...é tempo.
Quando?
Pense nas alegrias;
Pense nos amigos leais;
Extasie-se com o que há de mais belo
no mundo;
Extasie-se com o que há de mais belo
na natureza;
Por quê?
Refrigera a alma.
fortifica o ser.
dignifica o humano.
Unifica as pessoas.

(autor desconhecido)

Um exemplo de vida!...

Amar um ser é esperar nele para sempre

       «Que significa amar?
       Amar um ser é esperar nele para sempre.

       Amar um ser é não o julgar; julgar um ser é identificá-lo com aquilo que dele se conhece: «Agora, conheço-te. Agora julgo-te. Sei aquilo que vales»... Isto representa matar um ser.

       Amar um ser é esperar sempre dele algo de novo, algo de melhor.

       Se bem leio no Evangelho, poderei concluir da maneira pela qual Jesus saiu ao encontro dos homens e os amou e enriqueceu, que Ele sempre os considerou crianças, crianças que não haviam crescido convenientemente, que não haviam sido suficientemente amadas.
      
       Cristo nunca os identificou com aquilo que tinham feito até então.

       Pensai, por exemplo, em Maria Madalena: Cristo esperava dela algo que ninguém tinha conseguido descobrir e amou-a tanto, perdoou-lhe tão generosamente que dela obteve o amor mais puro e mais fiel e, admirados, todos à sua volta comentavam: «Será possível que ela seja assim?! Tínhamo-la julgado, pensávamos conhecê-la, haviamo-la condenado e tudo porque nunca fora convenientemente amada...»
       Cristo amou-a com tal perfeição que a tornou aquilo que os outros, pobres e desconfiados, demasiado avarentos de amor, não tinham sido capazes de suscitar nela.

       Cristo aguardava, esperava tudo de toda a gente. Fazia surgir, ao Seu redor, vocações, amizades e generosidades; e todos os que supunham conhecer de longa data aqueles personagens, ficavam atónitos: «Como? Zaqueu tornou-se generoso? Maria Madalena tornou-se pura e fiel? Tomé tornou-se crente? Mateus, o publicano, feito Apóstolo? E todos esses pobres, todos esses pecadores se transformaram em apóstolos e santos?... Como é possível?»

       Alguém os tinha amado, tinha acreditado neles.
       Alguém não havia repetido o que nós dizemos: «Não há nada a fazer dele, nada se conseguirá. Tentei tudo. Não quero tornar a vê-lo. Não volto a escrever. É perder tempo...»
       Cristo foi ao encontro de cada um deles, dizendo: «Só porque não foi amado o bastante é que se tornou assim mau. Se o amassem mais, seria melhor. Se tivessem sido mais delicados, mais generosos, mais afectuosos para com ele, ele teria conseguido libertar-se daquela armadura, daquela carapaça de que se revestiu para não sofrer tanto»...

Louis Evely, em "Fraternidade e Evangelho", in Abrigo dos Sábios.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A cada dia o seu mal...

       "Há um palavra do Senhor que considero muito importante em toda a minha vida: «Não vos preocupeis com o amanhã; cada dia tem o seu mal». Um mal por dia é suficente para os homens; mais não conseguem suportar. Por isso procuro concentrar-se na resolução do mal de cada dia, e deixar o seguinte para o dia seguinte".

BENTO XVI, Luz do Mundo... Lucerna: 2010.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Uma jóia de real valor

"... Não tendes vós muito mais valor do que elas?" (Mateus
6,26)

Uma família tinha um belo vaso que era uma relíquia dos
antepassados. A pequena filha ouviu de sua mãe: "É nosso
tesouro de família". Certo dia, ouviu-se um grande estrondo
e a pequena menina começou a lamentar-se. A mãe, correndo,
veio a seu encontro e a encontrou caída, chorando, ao lado
do vaso quebrado. "Que aconteceu?" perguntou à filha. "Eu
quebrei o tesouro de família", ela respondeu, ainda
soluçando. Sua mãe a levantou e disse: "Sim, mas você está
bem". Quando a menina se tornou adulta ela comentou: "eu
descobri, naquele dia, que eu era o verdadeiro tesouro de
família."

É incrível como valorizamos as coisas materiais desse mundo,
como se fossem tesouros imprescindíveis à nossa felicidade.
Cremos que seremos felizes se tivermos muitos desses
tesouros e infelizes se nada tivermos. Damos exagerado valor
a coisas que não têm valor e não atinamos para o fato de que
nós, filhos escolhidos e separados por Deus, somos os
verdadeiros tesouros desse mundo. Somos nós que temos valor
e não os objectos que possuímos ou não.

Não é o nosso belo carro que herdará os Céus de glória, nem
a nossa bela casa próxima ao mar, nem o grande saldo em
nossas contas bancárias. Tudo isso é passageiro e ficará
aqui neste mundo. O que realmente tem valor é a nossa vida.
Foi por nós que Jesus veio a este mundo. Foi por nós que Ele
morreu na cruz. Foi para nós que Ele preparou as moradas
celestiais. Nós somos o tesouro real e eterno!

Sim, temos muito mais valor que os pássaros de nosso verso
inicial. Temos mais valor que as mais caras jóias desse
mundo. Temos muito mais valor do que os anseios frustrados
que ficaram para trás.

Você é a grande jóia de Deus! Deixe que Ele guarde esse
tesouro... para sempre!

(autor Paulo Roberto Barbosa)

História da Lagarta

Imagine uma lagarta. Passa grande parte de sua vida no chão,
olhando os pássaros, indignada com seu destino e com sua forma.
"Sou a mais desprezível das criaturas", pensa.
"Feia, repulsiva, condenada a rastejar pela terra."
Um dia, entretanto, a Natureza pede que faça um casulo.
A lagarta se assusta - jamais fizera um casulo antes.
Pensa que está construindo seu túmulo, e prepara-se para morrer.
Embora indignada com a vida que levou até então,
reclama novamente com Deus.
"Quando finalmente me acostumei,
o Senhor me tira o pouco que tenho."
Desesperada, tranca-se no casulo e aguarda o fim.
Alguns dias depois, vê-se transformada numa linda borboleta.
Pode passear pelos céus, e ser admirada pelos homens.
Surpreende-se com o sentido da vida e com os desígnios de Deus.

(autor desconhecido)

Fé, Esperança e Amor

Um dia, a FÉ, a ESPERANÇA e o AMOR saíram pelo mundo para ajudar os aflitos. Quem das três, seria capaz de realizar o melhor trabalho para a glória de Deus?

A beira da estrada da vida encontraram um homem pobre que sofria com uma doença que o deixou paralítico desde nascença. Mendigava às almas caridosas a fim de sobreviver. Diante daquela situação, a FÉ tomou a frente da Esperança e do Amor para resolver o caso. Disse:

* Esperem aqui, vou realizar minha obra na vida daquele infeliz e tirá-lo daquela situação.

A FÉ trouxe ao homem a palavra de Deus e assim ela foi reproduzida no coração dele. Imediatamente aquele homem se rebelou contra aquela situação e usou a FÉ que tinha no coração para determinar sua cura e, no momento em que orava, seus ossos e juntos tornaram-se firmes.

Finalmente ficou de pé e saltou de alegria. Não precisava ficar mais a beira da estrada para mendigar e muito menos padecer todas as dores de antes.
Passadas algumas horas, o homem não tinha para onde ir. Nem casa, nem profissão, que lhe desse condições de se estabelecer na vida.

Neste momento a ESPERANÇA sentiu que era chegada a sua vez de trabalhar. Ela o levou para o alto da montanha e fez com que ele visse os férteis campos da terra. Desta maneira, foi mudando o seu coração e o homem entendeu que podia prosperar.

Movido pela força da ESPERANÇA, ele se pôs a caminho. Logo conseguiu um emprego, em uma fazenda próxima, e rapidamente aprendeu a cultivar a terra. Em pouco tempo, tinha juntado o suficiente para comprar seu próprio campo.

Com FÉ e ESPERANÇA, renovava suas forças a cada dia, e em poucos anos expandiu grandemente seus negócios. Suas colheitas eram exportadas em navio, alcançando portos de todo o mundo.

Ele tinha muitos empregados e se tornou o homem mais rico da terra. A FÉ e a ESPERANÇA estavam satisfeitas com o maravilhoso trabalho que haviam produzido na vida daquele homem.

Então disseram ao Amor:
* "Não te preocupes em realizar tua obra. Vês, que juntas, mudamos completamente a vida deste homem, fazendo-o forte e próspero".

Assim, o Amor partiu em busca de alguém a quem pudesse ajudar. O império daquele homem se expandia por todo o lado, de forma que eram tantas as casas que muitas delas nem sequer conhecia.

Viajou o mundo inteiro e nada mais havia que o surpreendesse. Mas com o passar do tempo o homem foi ficando triste e enfastiado.
* "Tenho tudo que um homem possa desejar" dizia ele, "mas ainda me sinto vazio".

A FÉ e a ESPERANÇA conversavam o que podiam fazer para torná-lo forte como antes? Ele agora não precisava do milagre da cura nem da Esperança para crer no sucesso do seu futuro, pois era muito rico.
Então as duas foram correndo em busca do AMOR para lhe pedir ajuda.
O AMOR voltou com elas e realizou sua obra no coração daquele homem.

Ao sentir AMOR, ele passou a entender Deus e a sua mais extraordinária obra. Surgiu a necessidade de ajudar outros com os mesmos problemas que os seus. A FÉ e a ESPERANÇA entenderam que embora suas obras tivessem sido de grandeza extraordinária... com o passar do tempo, sem AMOR, tudo perdia o sentido.

A FÉ é rápida.... a ESPERANÇA permanece por mais tempo, mas o
AMOR...NÃO ACABA NUNCA !!!

(Autor desconhecido)

Proibição do crucifixo no Ocidente cristão!

       "Se a cruz contivesse uma afirmação que fosse incompreensível e inaceitável para os outros, então essa seria uma medida a considerar. Mas a cruz representa que o próprio Deus é sofredor, que Ele nos ama através da Sua dor, que Ele nos ama. esta é uma afirmação que não ataca ninguém. Isto por um lado.
       Por outro lado, também existe naturalmente uma identidade cultural na qual se baseiam os nossos países. Uma identidade que forma os nossos países de maneira positiva e a partir de dentro - e que forma ainda os princípios positivos e as estruturas básicas da sociedade por meio das quais o egoísmo é rejeitado, possibilitando uma cultura de humanidade. Eu diria que essa auto-expressão cultural de uma sociedade que vive de forma positiva não pdoe ser cirticada por ninguém que não partilhe dessa convicção, e também não pode ser banida".

BENTO XVI, Luz do Mundo... Lucerna: 2010.

Haverá dias próprios para fazer o bem?

       Jesus perguntou-lhes: «Será permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar a vida ou tirá-la?». Mas eles ficaram calados. Então, olhando-os com indignação e entristecido com a dureza dos seus corações, disse ao homem: «Estende a mão». Ele estendeu-a e a mão ficou curada. Os fariseus, porém, logo que saíram dali, reuniram-se com os herodianos para deliberarem como haviam de acabar com Ele (Mc 3, 1-6).

       Mais um momento sintomático no confronto entre Jesus e os defensores da lei, sem olhar para as pessoas concretas. A lei, e neste concreto a Lei de Moisés, não pode ser usada para impedir o bem, para o não-compromisso. Antes da Lei e paa lá da Lei estão as pessoas que Deus ama.
       Jesus testemunha a atenção de Deus às pessoas de carne e osso e neste gesto a certeza que Deus continua a agir no mundo. No sinal da cura, a certeza que Deus nos ama e nos quer bem.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Bento XVI - Luz do Mundo...

BENTO XVI, Luz do Mundo. O Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos. Uma conversa com Peter Seewald. Lucerna. Cascais: Novembro de 2010.

(Papa e Peter Seewald)

       Ao longo do tempo temos vindo a recomendar leituras, não por nos parecerem sugestivas, ou porque estão na moda, ou porque todos leêm, mas por terem sido relevantes para nós. Por isso, só recomendamos leituras depois de lidas, passe a redundância.
       Naturalmente, que este livro-entrevista de Bento XVI é uma leitura obrigatória para quem quer conhecer melhor o Papa Bento XVI mas também as grandes questões da Igreja e da Sociedade contemporânea.
       Sem rodeios, sem fugir ou contornar as perguntas, numa linguagem sempre muito acessível, retratando cada dificuldade da Igreja com frontalidade, sem poeiras, e com a humildade de quem coloca tudo nas mãos de Deus.
       Peter Seewald e Bento XVI percorrem várias problemáticas do nosso tempo, procurando perscrutar os sinais da presença de Deus...
       Para mim, pessoalmente, qualquer leitura que traga a chancela de Joseph Ratzinger ou de Bento XVI é convidativa. Como teólogo ou como Papa lê-se com agrado, percebe-se bem na primeira leitura, abre a nossa mente para outras dimensões da vida, para a cultura, para a arte, para a música, para a beleza da natureza... para a surpresa de Deus

Deus não é injusto!

       Deus não é injusto. Ele não pode esquecer o vosso trabalho e o amor que mostrastes pelo seu nome, colocando-vos ao serviço dos santos, no passado e no presente. Desejamos, porém, que cada um de vós mostre o mesmo zelo, mantendo intacta a sua esperança até ao fim, de modo que não vos torneis tíbios, mas imiteis aqueles que, pela fé e pela esperança, se tornam herdeiros dos bens prometidos (Hebr 6, 10-20).

       Deus não esquece aqueles que cria por amor.
       O autor da Epístola aos Hebreus, sublinha a fidelidade de Deus, mas também o trabalho e o amor das comunidades cristãs. No entanto, alerta para que os crentes não caiam na rotina, deixando de se alegrar na esperança de Deus.
       É um alerta para todos os cristãos. Não nos acontecerá por vezes que façamos as coisas tão rotineiramente que não nos deixemos tocar pelas palavras de Deus? Até somos praticantes, mas deixamos-nos provocar, surpreeender pela fé, pelas celebrações, pela palavra de Deus? Entusiasmamo-nos com o amor que Deus nos devota? E na vida quotidiana, experimentamos a presença de Deus? Testemunhamo-l'O nas nossas escolhas?

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Canto de Gratidão (Sta. Teresinha)

Tu me escondeste para sempre em Tua Face!…
Escuta minha voz, ó divino Jesus;
Venho cantar a inexprimível graça
De ter sofrido e carregado a cruz.

Muito tempo bebi no cálice do pranto
E partilhei a taça de tuas dores,
Descobri que sofrer tem seu encanto
E pela cruz se salvam pecadores.

Pela cruz foi que cresceu a minha vida
E nela achei um horizonte lindo.
Nos raios de Tua Face tão querida
Meu frágil coração vive subindo.

Ouço Tua voz, meu Bem-Amado, em tom
macio e terno:
“É uma nova estação que se inicia;
Vem”, me dizes, “chegou o fim do inverno,
A noite finalmente virou dia”!

“Mantém os olhos ao céu sempre elevados
E, em dois tronos, verás, na eternidade,
Teu Pai e tua Mãe, seres amados
Dos quais te veio a felicidade!…”

“Como um instante fluirá a tua vida
E estás perto do céu neste Carmelo;
Por Meu Amor é que foste escolhida
E no céu te reservo um trono belo!”

(autor desconhecido)

FOGO DE PENTECOSTES

Quem és tu, Luz que me inundas
E clareias o meu coração?
Tu me guias,
Qual mão carinhosa de mãe,
Se de Ti me desprendo,
Não saberia caminhar
Nem mais um passo.
Tu és o espaço,
Que cerca meu ser
E em si me acolhe.
Saindo de Ti,
Mergulho no abismo do nada,
De onde tu me tiraste.
Tu estás mais próximo a mim
Do que eu a mim mesmo,
E mais íntimo
Do que meu interior –
No entanto, continuas intocável
E incompreensível,
Arrebatando o que existe:
Santo Espírito – Eterno Amor.

Não és tu o maná,
Que passa do coração do Filho
Ao meu,
Comida dos anjos e dos santos?
Ele, que da morte
Para a vida se levantou,
Também a mim ressuscitou para a vida.

Arrancou-me do sono da morte,
E nova vida Ele me dá
De dia para dia.
Um dia sua plenitude
Inundar-me-á totalmente,
Vida de tua vida –
Sim, tu mesmo:
Santo Espírito – Eterna Vida.

És tu o raio
Que estala
Do trono do Juiz
E irrompe na noite da alma,
Que nunca se reconhece e si mesma.
Misericordioso – inexorável,
Penetra-lhe os abismos sombrios,
E ela, assustada com a visão de si mesma,
Cede-lhe confiante o lugar –
Santo temor,
Início daquela sabedoria,
Que vem das alturas
E nas alturas nos ancora fortemente - ,
Tua realidade nos cria de novo:
Santo espírito – Raio Penetrante.

És tu a canção do amor
E santo temor,
Que ecoa eternamente
Ao redor do trono de Deus,
Que une em si
O puro som de todas as criaturas?
A sintonia
Que une os membros com a cabeça,
Nela cada um
Encontra feliz
O sentido misterioso de seu ser
E flutua em júbilo,
Em tuas torrentes:
Santo Espírito - Eterno Júbilo.

És tu a plenitude,
A força do Espírito,
Pela qual o Cordeiro rompe os selos
do livro da vida
Por um eterno decreto de Deus.
Impelidos por Ti,
Os mensageiros do juízo
Galopam pelo mundo
E separam com espada afiada
O Reino do meio das trevas.
Então, tornar-se-ão novos
O céu e a terra,
E tudo aparecerá no devido lugar
Pelo teu sopro:
Santo Espírito – Força Vencedora.

(Pentecostes de 1942, últimos meses da vida de Edith Stein)

Santo Antão

Repensar a pastoral da Igreja

       "Repensar a Pastoral da Igreja em Portugal". Este é o propósito da Conferência Episcopal Portuguesa, que depois da Visita Ad Limina, ao Vaticano, e depois das chamadas de atenção do Papa Bento XVI, nessa ocasião e na Sua Viagem Apostólica a Portugal, procurando auscultar as Dioceses, Paróquias, Movimentos, Grupos paroquiais, sobre os desafios e interpelações da sociedade actual, descobrindo os sinais da presença e actuação do Espírito Santo e, por outro lado, os sinais e indicadores do Espírito Santo na vida da Igreja, potencialidades, calores, necessidades das pessoas e das comunidades, propostas para um melhor acolhimento e vivência da Palavra de Deus.
       Foi com esta preocupação que ontem, pela tarde, se realizou um encontro de reflexão, na paróquia de Tabuaço, com os diversos grupos paroquiais, zeladoras da Igreja e altares, grupos corais, catequistas, acólitos, conselho económico, escuteiros, leitores.
       Posteriormente a síntese será feita, a nível paroquial, arciprestal e diocesana e depois enviada para o Comissão Nacional que coordena este estudo...

sábado, 15 de janeiro de 2011

Minha Luz!

Deus é luz para quem quer caminhar a seu lado, só que às vezes nos esquecemos de o acompanhar.
Música linda,simplesmente maravilhosa.
Para Deus nada é demais!
Ouça e relaxe...

VOCÊ FICARIA DE PÉ?


Havia um professor de filosofia que era um ateu convicto.

A sua meta principal era durante um semestre inteiro provar que DEUS não existe.
Os estudantes tinham medo de responder por causa da sua lógica impecável.
Durante 20 anos ensinou e mostrou que jamais haveria alguém que ousasse contrariá-lo,
embora, às vezes surgisse alguém que o tentasse, nunca o venciam.

No final de cada semestre, no último dia, fazia a mesma pergunta à sua classe de 300 alunos:
- Se há alguém, aqui, que ainda acredita em Jesus, que fique de pé!
Em 20 anos ninguém ousou levantar-se.
Sabiam o que o professor faria em seguida.
Diria :
- Quem acredita em Deus é um tolo! Se Deus existe impediria que este giz caísse ao chão e se quebrasse.
Esta simples questão provaria que Ele existe, mas, não pode fazer isso!
E todos os anos soltava o giz, que caia ao chão partindo-se em pedaços.
E os estudantes apenas ficavam quietos, vendo a DEMONSTRAÇÃO.
A maioria dos alunos pensavam que Deus poderia não existir.
Certamente, havia alguns cristãos mas, tiveram muito medo de ficar de pé.
Bem.... há alguns anos chegou a vez de um jovem cristão que tinha ouvido sobre a fama daquele professor.
O jovem estava com medo, mas, durante 3 meses daquele semestre orou todas as manhãs, pedindo que tivesse coragem de se levantar, não importando o que o professor dissesse
ou o que a classe pensasse.
Nada do que dissessem abalaria sua fé...
ao menos era seu desejo.

Finalmente o dia chegou. O professor disse:
- Se há alguém aqui que ainda acredita em Jesus, que fique de pé!
O professor e os 300 alunos viram, atónitos, o rapaz levantar-se no fundo da sala.

O professor gritou:
- Você é um TOLO!!! Se Deus existe impedirá que este giz caia ao chão e se quebre!
E começou a erguer o braço, quando o giz escorregou entre seus dedos, deslizou pela camisa,
por uma das pernas da calça, correu sobre o sapato e ao tocar no chão simplesmente rolou,
sem se quebrar.

O queixo do professor caiu, enquanto o seu olhar, assustado, seguia o giz.
Quando o giz parou de rolar levantou a cabeça... encarou o jovem e...
saiu apressadamente da sala.

O rapaz caminhou firmemente para a frente de seus colegas e, durante meia hora,
compartilhou sua fé em Jesus.

Os 300 estudantes ouviram, silenciosamente, sobre o amor de Deus por todos
e sobre seu poder através de Jesus.

Muitas vezes passamos por situações em que acreditamos que "nosso giz" vai quebrar,
mas Deus, com sua infinita sabedoria e poder faz o contrário.

EU ESTOU DE PÉ!!! Alguém me acompanha???

EU ACREDITO EM DEUS..

Autor Desconhecido

II Domingo Tempo Comum - 16/Janeiro

       1 – "João Baptista viu Jesus, que vinha ao seu encontro, e exclamou: «Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. É d’Ele que eu dizia: ‘Depois de mim vem um homem, que passou à minha frente, porque era antes de mim’. Eu não O conhecia, mas foi para Ele Se manifestar a Israel que eu vim baptizar na água». João deu mais este testemunho: «Eu vi o Espírito Santo descer do Céu como uma pomba e permanecer sobre Ele. Eu não O conhecia, mas quem me enviou a baptizar na água é que me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito Santo descer e permanecer é que baptiza no Espírito Santo’. Ora, eu vi e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus»" (Evangelho)
       Definitivamente, a missão de João Baptista cumpre-se com a chegada e manifestação de Jesus Cristo. Vemo-lo de maneiras diversas nos Evangelhos, mas a realidade é a mesma, João Baptista é o Precursor, a voz que clama no deserto, Jesus é o Messias de Deus, a Palavra que Se faz pessoa humana.
       No Baptismo, o próprio Céu garante Jesus como Messias: "Este é o meu Filho muito amado". Antes, e quase silenciosamente, João testemunha acerca de Jesus: Tu é que me deverias baptizar e vens para eu Te baptizar?
       Hoje (na versão de São João), João, o Baptista, dá um testemunho claro e inequívoco acerca de Jesus: é Ele o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, é Ele o Filho de Deus, foi sobre Ele que o Espírito de Deus repousou no momento do baptismo.
       2 – Como víamos na semana passada, o baptismo dá lugar à missão. Jesus, o Ungido por Deus, é enviado a anunciar, com palavras e com gestos, a boa nova da salvação. O testemunho é, neste contexto, um voto de confiança n'Aquele que é o Eleito do Senhor. A partir de então, Jesus faz-Se à estrada, e irá de povoação em povoação.
       Do mesmo modo, na segunda leitura, o Apóstolo São Paulo sente-se chamado a ser Apóstolo de Jesus e do Seu Evangelho. A identidade é também missão. É Apóstolo como aprendiz/disípulo de Jesus. É Apóstolo como enviado de Cristo Senhor. Não se trata de um auto-elogio, mas da disponibilidade de colocar a sua vida ao serviço da palavra de Deus.
       O chamamento não se encerra na individualidade de cada um, antes pelo contrário, abre-se à humanidade inteira, como serviço, como entrega, como compromisso. Assim com Jesus, assim com São Paulo, assim com os profetas.
       Nas palavras de Isaías, referidas ao profeta, ou ao Messias que há-de vir, a mesma dinâmica no chamamento, enquanto "instrumento" ao serviço da Palavra de Deus, da libertação do Povo eleito. "O Senhor falou-me, Ele que me formou desde o seio materno, para fazer de mim o seu servo, a fim de Lhe reconduzir Jacob e reunir Israel junto d’Ele.... «Vou fazer de ti a luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da terra»". Servo de Deus e enviado por Ele, para se tornar Luz das nações, para levar a salvação a todos os povos.

       3 – O que vale para Jesus vale também para nós.
       Valeu para São Paulo, para os Apóstolos, para Francisco de Assis, para João Paulo II, para Madre Teresa de Calcutá, para o Padre Américo, para Santa Teresinha, para Santo António, para Santa Teresa d' Ávila, para Santo Agostinho, para os Pastorinhos de Fátima, para o Padre Cruz: Há-de valer também para nós. Pelo baptismo fomos chamados ao projecto de Jesus Cristo, não apenas por nós, não primeiramente pelas qualidades que pudéssemos ter, mas com uma missão de salvação: utilizar a nossa voz e a nossa vida, para acolher a vida nova que nos é dada em Jesus Cristo, para testemunhar a presença de Deus em nós, para nos tornarmos interpelação para o mundo que vivemos e no tempo que atravessámos, em lógica de perdão, de compromisso e de caridade.
       Não se deitam pérolas aos animais. A riqueza que nos é dada por Deus, desde a criação, e por Ele confirmada/aprofundada nos Sacramentos, não é inútil, não é em vão, é para ser acolhida e partilhada em comunidade, numa atitude de serviço, de gratidão e de louvor. 
_______________________ 
Textos para a Eucaristia (ano A): Is 49, 3.5-6; 1 Cor 1, 1-3; Jo 1, 29-34

Eu vim chamar os pecadores

       Jesus saiu de novo para a beira-mar. A multidão veio ao seu encontro, e Ele começou a ensinar a todos. Ao passar, viu Levi, filho de Alfeu, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: «Segue-me». Ele levantou-se e seguiu Jesus. Encontrando-Se Jesus à mesa em casa de Levi, muitos publicanos e pecadores estavam também a mesa com Jesus e os seus discípulos, pois eram muitos os que O seguiam. Os escribas do partido dos fariseus, ao verem-n’O comer com os pecadores e os publicanos, diziam aos discipulos: «Por que motivo é que Ele come com publicanos e pecadores?». Jesus ouviu e respondeu-lhes: «Não são os que têm saúde que precisam do médico, mas os que estão doentes. Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores» (Mc 2, 13-17).
       Dois momentos complementares neste Evangelho para Sábado, o chamamento de Levi, cobrador de impostos, considerado traidor do povo judeu, estava ao serviço do império romano, é um pecador público, uma das profissões mais odiosas para os judeus. Mas Jesus vem salvar o que estava perdido.
       Refeição de Jesus e dos Apóstolos em casa de Levi, com publicanos e pecadores, mostrando Jesus que todos são igualmente dignos e todas as moradas podem ser habitação de Deus.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Saber viver

Para muitas pessoas saber viver
é acreditar que tudo é possível!
Saber viver é aproveitar cada minuto
como se fosse o último.
É olhar ao redor e rir de tudo,
rir de si mesmo.
Saber viver é crer num amanhã melhor
Que os sonhos são possíveis…
Para mim viver é aprender
com os nossos erros,
É rir mesmo quando se tem vontade de chorar!
É sonhar sem vontade de acordar.
Viver é buscar mais que um amanhã melhor
é buscar um hoje especial.
Viver é contar a seus amigos
que você está por perto
quando precisarem de ti.
Viver é perceber nos pequenos gestos
quem são seus amigos,
mas é também perdoar os que não o são.
Viver é acreditar que temos uma força bruta
para superar todas as adversidades!
Viver é passar por esse mundo
e deixar seu nome escrito,
tatuado no coração de muitas pessoas.
De uma coisa tenho certeza!
Não há uma receita,
mas sempre podemos escolher o melhor sabor!
Que o mais importante é viver!

(autor Sirlei L. Passolongo)

O tempo


A vida são os deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado…
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas…
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo…
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

(autor Mário Quintana)

João Paulo II (quase) Santo

João Paulo II será beatificado no dia 1 de Maio
       O Papa Bento XVI aprovou hoje a publicação do decreto que comprova um milagre atribuído à intercessão de João Paulo II (1920-2005), concluindo assim o processo para a sua beatificação.
       A sala de imprensa da Santa Sé anunciou, entretanto, que a cerimónia de beatificação vai decorrer a 1 de Maio, Domingo da Divina Misericórdia, no Vaticano, sendo presidida por Bento XVI.
       O milagre agora comprovado refere-se à cura da freira francesa Marie Simon Pierre, que sofria da Doença de Parkinson.
       A religiosa pertence à congregação das Irmãzinhas das Maternidades Católicas e trabalha em Paris, tendo superado, em 2005, todos os sintomas da doença de que sofria há quatro anos.
       A decisão abriu caminho, em definitivo, à beatificação do Papa polaco, que liderou a Igreja Católica entre 1978 e Abril de 2005, quando faleceu.
       Bento XVI anunciou no dia 13 de Maio de 2005, quarenta e dois dias após a morte de João Paulo II, o início imediato do processo de canonização de Karol Wojtyla, dispensando o prazo canónico de cinco anos para a promoção da causa.
       No dia 8 de Abril desse ano, por ocasião da Missa exequial de João Paulo II, a multidão exclamou por diversas vezes "santo subito" (santo depressa).
        Em Dezembro de 2009, o actual Papa assinou o decreto que reconhece as “virtudes heróicas” de Karol Wojtyla, primeiro passo em direcção à beatificação.
       Recorde-se que, num caso semelhante, o de Madre Teresa de Calcutá, a beatificação aconteceu em 2003, também seis anos após a sua morte.
       A data escolhida para a beatificação recorda a celebração litúrgica mais próxima da morte de João Paulo II, que faleceu na véspera da festa da Divina Misericórdia, por ele criada em 2000.
       Como o próprio Bento XVI recordou, em 2008, durante o jubileu do ano 2000, "João Paulo II estabeleceu que na igreja inteira o Domingo a seguir à Páscoa passasse a ser denominado também Domingo da Divina Misericórdia".
       João Paulo II tornou pública a sua decisão no âmbito da cerimonia de canonização de Faustina Kowalska (30.04.2000), religiosa polaca nascida em 1905 e falecida em 1938, "zelosa mensageira de Jesus Misericordioso".
       Os trâmites processuais para o reconhecimento do milagre aconteceram segundo as normas estabelecidas em 1983.
       A legislação estabelece a distinção de dois procedimentos: o diocesano e o da Congregação, dito romano.
       O primeiro realiza-se no âmbito da diocese na qual aconteceu o facto: O bispo abre a instrução sobre o pressuposto milagre na qual são reunidas tanto os depoimentos das testemunhas oculares interrogadas por um tribunal devidamente constituído, como a completa documentação clínica e instrumental inerente ao caso.
       Num segundo momento, a Congregação para as Causas dos Santos examina os actos processuais recebidos e as eventuais documentações suplementares, pronunciando o juízo de mérito.
       O decreto é o acto que conclui o caminho jurídico para a constatação de um milagre.
       É um acto jurídico da Congregação para as Causas dos Santos, aprovado pelo Papa, com o qual um facto prodigioso é definido como verdadeiro milagre.
       Quando após a beatificação se verifica um outro milagre devidamente reconhecido, então o beato é proclamado “santo”.
       A canonização é a confirmação, por parte da Igreja, que um fiel católico é digno de culto público universal (no caso dos beatos, o culto é diocesano) e de ser dado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade.

Outros textos sobre esta notícia:

Os teus pecados estão perdoados...

       ... Jesus, percebendo o que eles estavam a pensar, perguntou-lhes: «Porque pensais assim nos vossos corações? Que é mais fácil? Dizer ao paralítico ‘Os teus pecados estão perdoados’ ou dizer ‘Levanta-te, toma a tua enxerga e anda’? Pois bem. Para saberdes que o Filho do homem tem na terra o poder de perdoar os pecados, ‘Eu te ordeno – disse Ele ao paralítico – levanta-te, toma a tua enxerga e vai para casa’». O homem levantou-se, tomou a enxerga e saiu diante de toda a gente, de modo que todos ficaram maravilhados e glorificavam a Deus, dizendo: «Nunca vimos coisa assim» (Mc 2, 1-12).

       O início do Evangelho de São Marcos, que escutámos durante esta semana, apresenta-nos Jesus Cristo como verdadeiro Messias de Deus: Ele anuncia a palavra de Deus aos pobres, em toda a parte, cura os doentes, expulsa os espíritos impuros, perdoa os pecados.
       O poder dos pecados é uma perrogativa de Deus. Se Jesus perdoa os pecados é porque é Deus.
       Marcos mostra-nos claramente que este Jesus, que apresenta sobretudo na Sua humanidade, é também verdadeiro Deus.