sexta-feira, 30 de novembro de 2012

NOVENA da IMACULADA CONCEIÇÃO

       Iniciámos, ontem, 29 de novembro, a NOVENA de preparação para a celebração solene da Imaculada Conceição, Padroeira desta nossa Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, de Tabuaço, com a presença do jovem sacerdote, Pe. Ricardo Jorge Barroco, o mais recente sacerdote, ordenado no passado dia 1 de julho.
       No primeiro dia de Novena, o Pe. Ricardo começou por lembrar como é fácil falar mal de quem quer que seja, mas muitas vezes é difícil falar bem de quem nos quer bem. Maria, como Mãe dos cristãos, e como as nossas Mães, há muito a dizer d'Ela.
       Ela há-de ser como um GPS que nos orienta nos caminhos da vida. Tal como o GPS nos indica a direção, basta colocar as coordenadas, também Nossa Senhora nos guia e as coordenadas são o amor, a paz, a oração, a humildade. Com estas coordenadas Maria ensina-nos o caminho da fé. Todos cabemos no Seu Coração. É um coração grande que nos abarca, e como uma Barca Ela nos ajuda a caminhar. Cabemos todos na Barca de Maria que nos leva a Deus.
       Nós esperamos por Deus. Em relação a Maria, foi Deus que esperou desde sempre por Maria, até ao dia em que Ela estivesse preparada. Somos convidados a esperar por Deus, sempre, e a encontrá-l'O nos irmãos, encarnando, entrando no coração dos outros. Maria ensina-nos a possuir um CORAÇÃO enorme onde todos cabemos. Assim devemos alargar o nosso coração para que todos entrem nele.
       Entre outras coisas, o Pe. Ricardo convidou-nos a levar à vida concreta o que professámos. Encarnar. Entrar na vida do outro, identificando-nos com ele.

Bento XVI - Santo André, o segundo apóstolo


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Frei Ventura - tempo da fé e das ideias...

       Mais uma entrevista do Frei Ventura, aqui na Semana Bíblica dos Açores, um testemunho de vida, a força das palavras e das convicções. Passar da religião à fé:

terça-feira, 27 de novembro de 2012

O desafio do diálogo

O encanto do primeiro encontro (...) não pode iludir a questão de fundo: é importante falar das coisas que unem crentes e não crentes, mas é fundamental discutir também o que os separa

        A criação de um Átrio dos Gentios, por parte do Vaticano, para ir ao encontro de agnósticos e ateus é um sinal para toda a Igreja Católica e Portugal quis dizer presente, organizando uma sessão do projeto, em Braga e Guimarães, simbolicamente capitais europeias da juventude e da cultura, respetivamente.
       O encanto do primeiro encontro deixa uma sensação de dever cumprido e abre as possibilidades que todo o futuro encerra em si, mas não pode iludir a questão de fundo: é importante falar das coisas que unem crentes e não crentes, mas é fundamental discutir também o que os separa, um fosso que muitas vezes oscila entre a indiferença e a pura rejeição. Esse passo implica sair até do próprio átrio, por parte da Igreja, e ir à procura pelas ruas, pelos espaços que não habita, sujeitando-se à crítica, ao escárnio e eventualmente à perseguição, mas sempre na convicção de que a sua mensagem é de todos os tempos e para todas as pessoas.
       Os cruzamentos de reflexões e de valores podem, nesse sentido, reforçar a apresentação dessa mensagem, sem a desvirtuar, tornando-a mais apta à compreensão de quem a desconhece e mais plural para quem, dentro da própria Igreja, se limita a visões parciais, incompletas e mesmo incorretas do património ético, espiritual e religioso do Cristianismo.
       Entre o ‘eu acredito em mim’ e o ‘eu acredito em Deus’, expressões ouvidas em Braga, vai um mundo de questões, de vivências, de opções de fundo que não podem ser ignoradas se o Átrio dos Gentios, em Portugal, quiser mesmo ser a porta para um novo caminho que os seus promotores pretendem. E, necessariamente, tem de deixar os limites geográficos em que se realizou e abrir-se ao país, com o apoio dos responsáveis e das comunidades católicas, para uma nova gramática do ser Igreja num tempo em que a fé não é um dado explícito no viver quotidiano. O diálogo, o verdadeiro encontro, é sempre um prazer mas é, acima de tudo, um desafio constante e nunca terminado.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Jesus Cristo, o caminho para a divindade

"O Filho de Deus se faz homem para nos servir de caminho.

Percorrendo o caminho de sua humanidade, chegaremos à divindade."


Santo Agostinho

domingo, 25 de novembro de 2012

Velho - Mafalda Veiga

Música/canção proposta na disciplina de EMRC, 9.º ano, sobre a dignidade humana. Aqui apresentada com imagens relacionadas com a letra...

sábado, 24 de novembro de 2012

Solenidade de Cristo Rei - ano B - 25 de novembro

XXXIV Domingo do Tempo Comum - ano B

       1 – Última etapa da peregrinação de Jesus. O Seu CAMINHO leva-O à Cruz e logo à Ressurreição. Chegou a Jerusalém, acompanhado com os seus discípulos e muitas pessoas que O seguiram desde a Galileia. Pessoas que O seguem de todo o coração. Pessoas que vão no grupo, fazendo o que outros fazem. Pessoas que, por curiosidade, O acompanham para ver o que acontecerá pela festa da Páscoa e para ver a atitude das autoridades do templo e da religião para com Ele.
       Entretanto, o Evangelho que nos é proposto, encerrando o ano litúrgico com a Solenidade de Cristo Rei, reconhecendo a soberania de Deus sobre a história, o mundo, o tempo, coroa a postura de Jesus Cristo, como temos visto nos domingos precedentes: Ele vem para servir, para dar a vida por todos, para enfrentar, por amor, o mundo inteiro, levando até à última gota a oferenda por nós.
       A realeza expectável por parte dos discípulos, e de muitos dos ouvintes de Jesus, seria imposta pelo poder revolucionário, com um forte exército, ajudado com o poder de Deus, com a violência levada aos extremos, se necessário, substituindo os que se encontram no poder pelos seguidores mais fiéis, os Apóstolos, que temos visto a discutir a ver qual será o mais favorecido.
       A pergunta do poder instituído – «Tu és o Rei dos Judeus?» –, assume o que se diz no meio do povo, e o que se esperava: que o Messias-Rei libertasse o povo do jugo romano.
       Jesus, de forma inequívoca esclarece as dúvidas: «O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que Eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui».
       O diálogo prossegue e Jesus clarifica a Sua missão: «Sou Rei. Para isso nasci e vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz».
       2 – O discípulo de Jesus não tem outra escolha que não seja AMAR e SERVIR: amar servindo, servir amando. Incluem-se todos os outros valores do evangelho: amizade, ternura, partilha, comunhão, vida nova, verdade, paz, liberdade, justiça, felicidade. Amar e servir, dois verbos, duas palavras, uma escolha de vida, seguimento do Mestre. É o serviço e o amor que nos torna discípulos de Jesus. Como diria santo Agostinho, “quem não vive para servir, não serve para viver”.
       Com efeito, Ele é glorificado pela entrega, pelo amor levado às últimas consequências, elevado até à eternidade de Deus.
“Jesus Cristo é a Testemunha fiel, o Primogénito dos mortos, o Príncipe dos reis da terra. Àquele que nos ama e pelo seu sangue nos libertou do pecado e fez de nós um reino de sacerdotes para Deus seu Pai, a Ele a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Ámen. Ei-l’O que vem entre as nuvens, e todos os olhos O verão, mesmo aqueles que O trespassaram; e por sua causa hão de lamentar-se todas as tribos da terra. Sim. Ámen. «Eu sou o Alfa e o Ómega», diz o Senhor Deus, «Aquele que é, que era e que há de vir, o Senhor do Universo».
       É o Senhor do Universo pela Omnipotência e sobretudo pelo AMOR a favor da humanidade. É o amor que gera a vida. Somos o transbordar do amor de Deus. Ele não nos larga, não nos deixa ao abandono, entregues ao pecado, à nossa fragilidade e finitude. Criou-nos livres, mas não cessa de vir até nós, como Pai/Mãe desafiando-nos a uma vida abundante e feliz.
       3 – Vivemos tempos conturbados. Não basta o que vemos à nossa volta, em nossa casa, ou em nós, ainda somos bombardeados com doses industriais de informações pejadas de violência e sofrimento extremo, que atravessa todas as idades, todas as cidades, com todo o tipo de problemas, de crimes, de abusos, de miséria, de conflito, nas famílias, em grupos rivais, em países inteiros, destruídos por décadas de conflito armado, guerras que não terminam mais.
       De tanta desgraça vermos, às tantas tornamo-nos insensíveis ao sofrimento alheio. Ou ficamos doentes, depressivos, desanimando, querendo que venha alguém para resolver. Olhando para a história, não é nada de novo. Sempre houve momentos de grande convulsão. Nessas ocasiões, surgiram profetas, pessoas com a capacidade de mobilizar e rasgar os céus à esperança.
       Na primeira leitura, Daniel, numa toada profética, apocalíptica, desperta todo o povo para a certeza de que Deus nunca abandona aqueles que criou por amor:
“Contemplava eu as visões da noite, quando, sobre as nuvens do céu, veio alguém semelhante a um filho do homem. Dirigiu-Se para o Ancião venerável e conduziram-no à sua presença. Foi-lhe entregue o poder, a honra e a realeza, e todos os povos, nações e línguas O serviram. O seu poder é eterno, não passará jamais, e o seu reino não será destruído”.
       A realeza de Deus é a garantia do nosso futuro e da nossa vida. Ele não nos larga à nossa sorte. Ele virá. Ele vem em nosso auxílio. Desengane-se, uma vez mais, quem pensar que a fé e a esperança em Deus nos desmobilizam. Pelo contrário, fique bem claro, somos responsáveis uns pelos outros, desde sempre, e pelo mundo, como casa comum. Olhar a história a partir da realeza de Deus, a partir do FIM, compromete-nos com o entretanto, com a VIDA a construir, com o mundo a edificar, para vivermos como irmãos, sentindo-nos em casa, sendo a casa uns dos outros.
       Importa apressar o futuro, não cronologicamente, mas em qualidade de vida. Para quem está bem consigo, com os outros, com o mundo e com Deus, o tempo passa a correr. Façamos com que o tempo tenha a pressa da caridade e do perdão, nos aproxime de Deus e dos outros. Não deixemos para amanhã ou para outros a transformação do mundo que habitamos.


Textos para a Eucaristia (ano B): Dan 7, 13-14; Ap 1, 5-8; Jo 18, 33b-37.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Escola da Fé - momentos de oração - Pe. Sousa Lara

       No ANO DA FÉ, e a prosseguir em anos posteriores, uma proposta de formação/reflexão/oração/convívio para pessoas motivadas e a motivar para aprofundar mais a fé, partilhar a vida, reforçar laços de amizade, promover a aproximação de todos, seguindo a ideia de D. António Couto, Bispo de Lamego, e abrindo a ESCOLA DA FÉ. Para já uma aula por mês, no Centro Paroquial de Tabuaço. O primeiro encontro, seguindo o CREDO, no dia 16 de outubro, com o Pe. Ricardo Barroco, centrou-se em Creio em Deus Pai. Foi mais formativo.
       O segundo encontro, no dia 18 de novembro, com o Pe. Duarte Sousa Lara, dedicado sobretudo à oração, louvor, ação de graças, prece, com momentos para cânticos, para leitura/escuta de uma passagem da Bíblia, partilha de experiência, reflexão, exposição e bênção do Santíssimo Sacramento. Um momento de graça.
       Ficam algumas imagens.

Para ver outras imagens da Escola da Fé visite a página da

domingo, 18 de novembro de 2012

Lançamento da Jornada Diocesana da Juventude

       Sábado, 17 de novembro, lançamento da XXVIII Jornada Diocesana da Juventude, que se realizará em 18 e 19 de maio de 2013, no Santuário de Santa Maria do Sabroso, Paróquia de Santa Maria de Barcos. Presentes jovens de algumas paróquias, com reunião de preparação às 14h30 e a celebração da Santa Missa às 17h00.
       Imagens deste momento:



Para ver outras fotos deste dia: AQUI.

Momento de Oração com o Pe. Duarte Sousa Lara

sábado, 17 de novembro de 2012

XXXIII Domingo do Tempo Comum - ano B - 18 de novembro

       1 – Disse Jesus aos seus discípulos: «Naqueles dias, depois de uma grande aflição, o sol escurecerá e a lua não dará a sua claridade; as estrelas cairão do céu e as forças que há nos céus serão abaladas. Então, hão de ver o Filho do homem vir sobre as nuvens, com grande poder e glória... quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o Filho do homem está perto, está mesmo à porta. Em verdade vos digo: Não passará esta geração sem que tudo isto aconteça. Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão. Quanto a esse dia e a essa hora, ninguém os conhece: nem os Anjos do Céu, nem o Filho; só o Pai».
       Jesus já Se encontra em Jerusalém, com os seus discípulos, anuncia-se breve o desenlace da Sua vida. Porquanto Ele acentua os aspetos mais importantes para viver o reino de Deus, anunciando e vivendo do mesmo jeito, a acolher, a amar, a perdoar, a curar, a dar a vida.
       Nas últimas semanas pudemos ver como Jesus vai instruindo os Seus discípulos. A estes falta a vivência da Paixão, da entrega total que o Mestre faz. Por uns instantes mais os discípulos mostram-se apreensivos, à espera do que vai acontecer, mas quase sempre na expectativa que a vida doravante lhes será bem mais favorável.
       Desde a confissão de Pedro, palavras reconhecidas por Jesus como inspiração de Deus Pai, que tudo parece estar a funcionar mal. Pedro repreende Jesus quando Ele anuncia o sofrimento, a paixão. Ora, os discípulos discutem quem será o maior entre eles. Tiago e João pedem os lugares principais, logo os outros contestam por desejarem o mesmo. Repreendem quem anuncia e faz milagres em nome de Jesus e que não integra o grupo, sentindo que dessa forma o seu poder seria divido por mais um.
       Jesus mostra com evidência que o caminho é do serviço. Quem quiser ser o primeiro seja o último. Quem quiser ser o maior, seja o servo de todos, como Ele que não veio para ser servido mas para servir e dar a vida pela humanidade. Apresenta as crianças, colocando-as no centro, pois só com simplicidade e transparência nos podemos entranhar no Reino de Deus por Ele instaurado. E com a inclusão de todos, começando pelos excluídos e marginalizados, doentes, mulheres, crianças, publicanos, leprosos. Para Deus todos são igualmente filhos bem-amados.
       2 – As palavras de Jesus evocam a mensagem apocalíptica presente na Sagrada Escritura, como por exemplo em Daniel, na primeira Leitura: “Naquele tempo, surgirá Miguel, o grande chefe dos Anjos, que protege os filhos do teu povo. Será um tempo de angústia, como não terá havido até então, desde que existem nações. Mas nesse tempo, virá a salvação para o teu povo,… Os sábios resplandecerão como a luz do firmamento e os que tiverem ensinado a muitos o caminho da justiça brilharão como estrelas por toda a eternidade”.
       Numa leitura superficial e imediata, a mensagem de Jesus e de Daniel é terrífica, anuncia um tempo de grande convulsão, de guerra, terror por toda a parte. Até o universo concorrerá para tamanha violência. As entranhas revolver-se-ão, o cosmos entrará em destruição.
       Numa leitura mais atenta, vemos como são belas e encorajadoras as palavras que nos são propostas. A linguagem é apocalíptica, muito marcada, contudo, pela esperança, pela certeza que Deus guia a história e o tempo. Mesmo os fenómenos mais medonhos não vencerão a força do amor, a grandeza de Deus. Em Daniel, o Anjo é enviado para proteger, para salvar o povo. Não é um tempo de desgraça que se anuncia mas um tempo de alegria, de júbilo, de vida nova.
       No Evangelho, Jesus anima os Seus à confiança. Não temais. Quando virdes acontecer estas coisas sabei que o tempo de salvação está próximo, mesmo à porta.
       Mais uma vez é expressiva a situação da mulher que está para ser mãe. Os incómodos, as dores, a indisposição, a angústia, durante a gravidez e de forma mais acentuada no parto, são mais ou menos suportáveis pela alegria que está para acontecer com o nascimento do filho. Vale uma vida inteira. Vale todo o sofrimento. A mãe não consegue explicar tamanho milagre, esquece (quase) por completo o sofrimento que ainda agora experimentava.
       A salvação pode implicar a Cruz, esta porém não é em nada comparável à LUZ que vem das alturas, que vem da Ressurreição, que por Jesus nos chega da eternidade, pelo Espírito Santo.
        3 – Enquanto anuncia momentos dolorosos, Jesus garante a salvação, garante a eternidade e sublimidade das suas Palavras, que não passarão. Passará o Céu e a Terra, mas as Suas palavras são eternas, são vida nova, são alimento, são luz no nosso peregrinar frágil e finito. No meio da tormenta ou da festa, no mar revolto, ou na serenidade da primavera, na fragilidade da doença, da solidão e da morte, ou na beleza do céu estrelado, da paisagem pintada de mil cores, no sorriso de uma criança, encontrar-nos-emos com Ele, Deus nosso, Mestre, Companheiro, Bom Pastor, Amigo próximo e fiel. Ele não falhará. Podemos não O ver aqui ou acolá. Poderão os nossos olhos estar enublados pelas lágrimas, pelo cansaço, pelo desencanto. Ele não dormirá, não Se afastará dos nossos gritos e lamentos, dos nossos sonhos desfeitos. Não Se esconderá do nosso olhar e da nossa súplica ardente, que muitas vezes nos queima a alma e nos destrói por dentro.
       Esta garantia não aligeira a nossa responsabilidade para com os outros, o nosso compromisso com a verdade, com a justiça e com o bem. Pelo contrário, sabermos que Ele estará sempre, mesmo quando O não encontramos com o nosso coração, deverá ser força que nos anima a procurá-l'O mais e mais, no mundo, e naqueles que Ele mais ama, nos mais frágeis de nós, nos pequenos deste mundo. Dar esperança a quem a não tem, para também nós fortalecermos com eles a nossa esperança.
       4 – Jesus precede-nos na CRUZ e na Glória. Oferece toda a Sua vida, como Sumo-sacerdote, de uma vez para sempre, UM por todos, oblação pura, sem mancha. Traz-nos Deus, dá-nos Deus, eleva-nos para Deus. Rasga o Céu, e vem. Vencerá a morte para nos dar a VIDA em abundância.
“Cristo, tendo oferecido pelos pecados um único sacrifício, sentou-Se para sempre à direita de Deus, esperando desde então que os seus inimigos sejam postos como escabelo dos seus pés. Porque, com uma única oblação, tornou perfeitos para sempre os que Ele santifica. Onde há remissão dos pecados, já não há necessidade de oblação pelo pecado”.
       Somos peregrinos. Não caminhamos sós. Ele vai connosco. Levamos os irmãos. Guiam-nos os Santos. Sabemos que o chão que pisamos é sagrado, é chão que nos une ao universo inteiro, a todo o humano, é vida que pulsa desta terra, até aos confins do mundo.
       Com o salmista, rezamos a confiança em Deus próximo, para caminharmos mais seguros:
“Senhor, porção da minha herança e do meu cálice, / está nas vossas mãos o meu destino./ O Senhor está sempre na minha presença, /com Ele a meu lado não vacilarei”.
       Vivemos a Semana dos Seminários que agora concluímos. Este salmo mostra como a tribo de Levi não tem outro chão, outra terra, outra herança, que não seja Deus. Enquanto as outras tribos têm propriedade, esta conta com as dádivas do templo e com a fé das pessoas que contribuem. É um salmo de entrega, de confiança, de louvor. A segurança não lhes vem da terra mas de Deus.
“Por isso o meu coração se alegra e a minha alma exulta / e até o meu corpo descansa tranquilo. / Vós não abandonareis a minha alma na mansão dos mortos, / nem deixareis o vosso fiel sofrer a corrupção”.


Textos para a Eucaristia (ano B): Dan 12, 1-3; Sl 15 (16); Hebr 10, 11-14.18; Mc 13, 24-32.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Lançamento da Jornada da Juventude

       Pelas 14h30, no Centro Paroquial, reunião com os membros do SDPJ de Lamego e jovens das paróquias do Arciprestado de Tabuaço. Pelas 16h0, enquanto decorre o tempo da catequese paroquial, preparação da Eucaristia, a celebrar pelas 17h00 na Igreja Paroquial.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Ó Deus, dá-me a força de procurar-Te

Ó Deus, dá-me a força de procurar-Te,
Tu que me fizeste para procurar-Te mais e mais.
Diante de Ti está a minha força
e a minha fraqueza.
Guarda a minha força e cura a minha fraqueza.
Diante de Ti, está a minha ciência
e minha ignorância.
Lá onde me abriste,
acolhe-me quando eu entrar.
Lá onde fechaste, abre-me quando eu bater.
Que seja de Ti que eu me lembre,
Tu que eu compreendo, Tu a quem amo
aumenta em mim estes três dons,
ate que me tenhas renovado por inteiro.
Santo Agostinho, De Trinitade XV, 51.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

D. ANTÓNIO COUTO - Estação de Natal

D. ANTÓNIO COUTO, Estação de Natal. Paulus Editora, Apelação 2012.

       Quando se aproxima o tempo do Advento, para preparar a celebração do Natal, a Paulus Editora dá à estampa “Estação de Natal”, apresentando pequenos textos, “pedaços de poesia e prosa poética” sobre o Natal, enquadrando a história, as figuras principais, Jesus, Nossa Senhora, São José, São João Batista.
       Vejamos a apresentação da obra:

“Neste Natal vai até Belém / Vence o mal com o bem / Na tua história / Entrará o Rei da glória / Não deixes ir embora / O único rei que não reina desde fora.

       Integram este livrinho três partes: a primeira, intitulada «Natal», tem naturalmente sabor natalício direto. São Pedaços de poesia e prosa poética, tudo embrulhado em papel Bíblia; a segunda, intitulada «Tempo do Advento», traz-nos luzes bíblicas que preparam o lume vivo e cristalino do Natal; a terceira, intitulada «Maria, Natal, Família, Paz, Epifania», acende luzes, também bíblicas, litúrgicas e celebrativas, indispensáveis à iluminação interior da maravilhosa estação do Natal.
       Algumas notas históricas, culturais e arqueológicas, disseminadas ao longo destas páginas, trazem-nos o sabor do céu, sem termos de tirar os pés da terra”.

       D. António Couto, nas suas reflexões tem-nos habituado a um leitura fácil dos acontecimentos da Bíblia e da vida. Este livrinho é mais um exemplo concreto, como é possível dizer bem de forma acessível para todos. Com as reflexões aqui propostas poder-se-á fazer uma preparação mais consciente dos domingos do Advento, Natal e até à Epifania, Imaculada Conceição, Sagrada Família, Santa Maria, Mãe de Deus.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Festa de Acolhimento - 1.º Ano de catequese

       No dia 10 de novembro, sábado, realizou-se a primeira festa da Catequese, a Festa do Acolhimento, com os meninos do 1.º ano de catequese. Oportunidade para os fazer sentir em casa. A festa é um momento de aproximação. A comunidade participa com alegria na entrada de novos membros para participarem mais assiduamente na celebração da Santa Missa. Os meninos que entram sentir-se-ão parte importante da comunidade, onde são estimados e acarinhados, como o devem ser todas as pessoas.
       Ficam algumas imagens da celebração da Eucaristia, com o destaque para os meninos que fizeram a Festa do Acolhimento. No mesmo dia, no Centro Paroquial, o Magusto da catequese, aberto aos pais e à comunidade paroquial, de que ficam também algumas imagens.
        Para outras fotos da Festa do Acolhimento e para outras fotos do Magusto da catequese visite o perfil da paróquia de Tabuaço no facebook.
A seguir em formato de vídeo/diaporama veja as fotos, com música apropriada à catequese e ao momento:
 

sábado, 10 de novembro de 2012

XXXII Domingo do Tempo Comum - ano B - 11 de novembro

       1 – A palavra de Deus apresenta-nos, na primeira leitura e no Evangelho, como protagonistas, duas viúvas, trazidas para a luz, para a história, pelos enviados de Deus.
       Crianças, mulheres, coxos, surdos, mudos, leprosos, publicanos, cegos, são não-gente, não têm lugar à mesa, não entram no templo, não contam como população ativa e participativa, o seu valor social e cultural é insignificante, são olhados com desdém, com indiferença, com desprezo. Deverão manter-se escondidos, nas trevas, silenciosos, sem que se note a sua presença, sem voz, sem palavra, sem caminho, sem dignidade, sem direitos (apenas deveres e obrigações).
       As viúvas, mulheres sem marido, sem nome, sem estatuto social, são um estorvo, nas ruas, ou nas entradas do templo, junto à Sinagoga, ou à distância a ver o tempo passar, a pedir esmola ou à espera que alguém use de compaixão e lhes dê um resto de nada, para aguentar mais um pouco, numa existência triste, apagada, gasta em solidão, lágrimas e cansaço de existir, sentindo-se lixo dispensável, sem esperar nada do futuro, vivem o agora nos mínimos.
       Como acontece em nossos dias, também naqueles lugares, as viúvas, os pedintes, fazem parte da paisagem, estão ali, são dali, sempre se encontram nos mesmos sítios. Não têm rosto próprio. O olhar ora é vazio, ora demasiado escuro, perdido. Não têm vida própria. Fazem número, mas não entram nas contagens oficiais. Já nem incomodam, porque já são da cor das pedras e dos cantos onde estendem a mão, ou já nem estendem, tornaram-se invisíveis. Só elas se veem, só elas sentem. Já poucos as ouvem pedir, as suas vozes já não reproduzem qualquer som, ou os sons são lengalenga que se repete e de tanto repetir já não desperta consciências.
       Ontem como hoje, felizes das viúvas que vivem no seio de uma família mais alargada, ou até mesmo em povoações mais pequenas e habitualmente mais solidárias, mais atentas. Para o melhor e para o pior, nos meios mais pequenos todos se conhecem.
        2 – A Bíblia fala das viúvas e dos órfãos como um dos grupos sociais mais vulneráveis e desprotegidos. São pessoas dependentes das circunstâncias, da ajuda dos outros, da providência divina.
       Uma das leis previa que se o marido morresse sem descendência (tratando-se do filho mais velho, aquele que deveria prolongar o nome da família e a herança), o irmão ou os irmãos deveriam casar-se com a viúva. Dessa forma assegurar-se-ia o nome da família e proteger-se-ia aquela mulher que (até aí) fazia parte da família.
       O evangelho narra-nos a ressurreição do filho da viúva de Naim (cf. Lc 7, 11-17). Jesus compadece-se daquela mulher, viúva e mãe de um filho só. Para lá do sofrimento horripilante de uma mãe que perde um filho, acrescia o facto de o filho ser a sua esperança de proteção, de sustento, de amparo. Viúva e sem filhos, ficaria só e sem futuro.
       Nos Atos dos Apóstolos (6,1-7) justifica-se o chamamento de 7 homens honrados para se tornarem diáconos e servirem as viúvas e órfãos, diariamente. Aos Apóstolos estava reservado o anúncio da Palavra de Deus e a oração, e o serviço às pessoas mais vulneráveis. Com o crescimento da comunidade, e com a adesão dos helenistas, os apóstolos não tinham tempo para fazer bem as duas coisas. Daí a necessidade de dedicar pessoas para servirem exclusivamente as viúvas e os órfãos. Aqueles que são considerados não-gente, para Jesus Cristo são os primeiros a merecerem cuidado, atenção e ajuda. São filhos prediletos.

       3 – Num tempo de grande carestia e de fortes convulsões sociais e políticas, em Israel, o profeta vê-se obrigado a sair da cidade, vai ao encontro de uma viúva. Elias não bate à porta de uma família abastada, mas de uma viúva. Tem casa, tem um filho, mas está ao abandono, está nas lonas, tem um pouco de azeite e um pouco de farinha. Com a desistência, chegará o cansaço, o desfalecimento, a morte. Já nada espera: «Tão certo como estar vivo o Senhor, teu Deus, eu não tenho pão cozido, mas somente um punhado de farinha na panela e um pouco de azeite na almotolia. Vim apanhar dois cavacos de lenha, a fim de preparar esse resto para mim e meu filho. Depois comeremos e esperaremos a morte».
       No entanto, Elias desperta a sua esperança: «Não temas; volta e faz como disseste. Mas primeiro coze um pãozinho e traz-mo aqui. Depois prepararás o resto para ti e teu filho. Porque assim fala o Senhor, Deus de Israel: ‘Não se esgotará a panela da farinha, nem se esvaziará a almotolia do azeite, até ao dia em que o Senhor mandar chuva sobre a face da terra’».
       O profeta acorda a presença de Deus nesta mulher. Ninguém como ela para perceber a indigência, a necessidade, a abertura a Deus. A morte trazer-lhes-á a paz junto de Deus.
       Só uma pessoa sofrível entende verdadeiramente outra que sofre e pede ajuda. Realista, sabe que não lhe resta muito, nem ao seu filho, mas atende com generosidade e confiança ao pedido do profeta. “A mulher foi e fez como Elias lhe mandara; e comeram ele, ela e seu filho. Desde aquele dia, nem a panela da farinha se esgotou, nem se esvaziou a almotolia do azeite, como o Senhor prometera pela boca de Elias”. E Deus não os deixa ficar mal.
        4 – Aqueles que a sociedade coloca de parte são filhos de Deus de pleno direito. Jesus não segue os estereótipos sociais ou religiosos. Vem para todos. Não fica em palácios ou no templo. Vai ao encontro de pessoas de carne e osso. Aldeias e cidades. Pequenas e grandes povoações. Percorre os caminhos e as margens. Passa de uma à outra margem. Vem para a nossa margem. Passa junto de nós e traz-nos o Seu Caminho, a Sua vida. Abranda o passo para que possamos segui-l'O.
       Detém-se junto daqueles que estão fora de jogo, fora da vida social, cultural, religiosa, que dependem das sobras dos outros, da ganância e da generosidade alheia. Não fora a ganância e talvez não precisassem de pedinchar. Não fora a generosidade e não sobreviriam.
       No templo, Jesus fixa-se nas pessoas que deitam esmolas no tesouro e que se destinavam às obras do templo, à sustentação dos sacerdotes, escribas, levitas, líderes religiosos, e para atender aos necessitados, às viúvas e órfãos.
“Muitos ricos deitavam quantias avultadas. Veio uma pobre viúva e deitou duas pequenas moedas, isto é, um quadrante. Jesus chamou os discípulos e disse-lhes: «Em verdade vos digo: Esta pobre viúva deitou na caixa mais do que todos os outros. Eles deitaram do que lhes sobrava, mas ela, na sua pobreza, ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver».
       Nas sociedades do nosso tempo, Jesus seria sempre um mau Ministro das Finanças. Ele não se impressiona com as quantias avultados que os poderosos colocam no tesouro do templo, mas com uma viúva que deita duas moedas de bronze. Uma insignificância. Aquelas moedas não fazem diferença. Não enriquecem o tesouro, não fazem história, não alteram nada. No entanto, para Jesus, aquela viúva deitou mais que todos os outros.
       É uma mulher a viver das esmolas. Tem duas pequenas moedas. O normal é que as guardasse e pedisse mais algumas. Só alguém assim necessitado sabe o que custa a vida. Por isso, deita as moedas na certeza que pode contribuir para a alegria de alguém que venha a recebê-las. Ela já nada espera. Sobrevive com pouco ou nada. A sua alma é de uma grandeza admirável. Dá o melhor de si mesma, tudo o que tem. Faz toda a diferença.
       Não é fácil colocar-se no lugar do outro sem ter passado pelo mesmo sofrimento. Esta viúva sabe o que é penar por duas moedas, um bocado de pão, uma tigela de sopa, por isso reparte pelos que têm menos ainda. Ela tem Deus, apesar da sua miséria material.

       5 – A ganância e esta economia de mercado sem limites nem fronteiras, sem critérios humanizadores nem justiça social, não nos levará se não para o abismo, que ora destrói uns e logo há de destruir outros mais, aos milhões. Pessoas sem futuro, sem esperança e sem nome.
       No entanto, como seguidores de Jesus Cristo não podemos, de modo algum, baixar os braços e entregar-nos ao acaso ou à decisão de outros. Temos de fazer alguma coisa. Redobrar esforços para criarmos e solidificarmos redes e laços de caridade, procurando que não falte o essencial às pessoas e às famílias, e envolvendo-se social e politicamente por medidas mais justas e solidárias.
       Jesus ensinava a multidão, dizendo: «Acautelai-vos dos escribas, que gostam de exibir longas vestes, de receber cumprimentos nas praças, de ocupar os primeiros assentos nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes. Devoram as casas das viúvas, com pretexto de fazerem longas rezas. Estes receberão uma sentença mais severa».
       As palavras de Jesus põem a descoberto a exploração, mesmo quando feita sobre a capa da religião. As viúvas – símbolo de toda a pobreza – deveriam ser protegidas, mas são exploradas. Há quem atenda apenas aos meios, ao lucro, às benesses, e não às necessidades das pessoas e das famílias. Hoje como ontem. Como não nos deixarmos tocar por estas palavras de Jesus!

       6 – Acentua-se o serviço sacerdotal de Jesus, que Se oferece por todos, fazendo com que os últimos estejam na primeira fila. O Seu sacerdócio não busca riquezas materiais, ou lugares de honra, palmadas nas costas, mas a salvação, a felicidade de todos.
"Cristo manifestou-Se uma só vez, na plenitude dos tempos, para destruir o pecado pelo sacrifício de Si mesmo. E, como está determinado que os homens morram uma só vez e a seguir haja o julgamento, assim também Cristo, depois de Se ter oferecido uma só vez para tomar sobre Si os pecados da multidão, aparecerá segunda vez, sem a aparência do pecado, para dar a salvação àqueles que O esperam".
       Neste dia de São Martinho, deixemo-nos iluminar pela sua vida. Mostra-nos que não é a classe social que importa, mas a grandeza do coração. Que também nós saibamos levar sol a quem vive rodeado de trevas e repartir a nossa capa com os desvalidos que se cruzam connosco, acalentando a sua esperança, descobrindo o ROSTO de Jesus em todos os que se abeiram de nós.


Textos para a Eucaristia (ano B): 1 Reis 17, 10-16; Sl 145 (146); Hebr 9, 24-28; Mc 12, 38-44.