terça-feira, 14 de abril de 2015

Damos testemunho do que vimos...

       A Ressurreição é um desafio e um compromisso dos seguidores de Jesus Cristo em mostrá-l'O vivo nas palavras e nos gestos, na organização das comunidades crentes. Jesus coloca-se no MEIO deles e eles perdem o medo, pois Ele sempre estará.
       Na primeira leitura, que atravessa este tempo de Páscoa, do livro dos Atos dos Apóstolos, vamos acolhendo a chama com que os discípulos dão a conhecer o Evangelho de Jesus Cristo, morto e ressuscitado, suscitando entusiasmo mas também ódios e perseguição. O texto de hoje caracteriza a a comunidade, a forma como procurou encarnar o Evangelho:

A multidão dos haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma; ninguém considerava seu o que lhe lhe pertencia, mas tudo entre eles era comum. Os Apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus com grande poder e gozavam todos de muita simpatia. Não havia entre eles qualquer necessitado, porque todos os que possuíam terras ou casas vendiam-nas e traziam o produto das vendas, que depunham aos pés dos Apóstolos, e distribuía-se então a cada um conforme a sua necessidade. José, um levita natural de Chipre, a quem os Apóstolos chamaram Barnabé – que quer dizer «Filho da Consolação» – possuía um campo. Vendeu-o e trouxe o dinheiro, que depositou aos pés dos Apóstolos (Atos 4, 32-37)
No Evangelho, Jesus continua em diálogo com Nicodemos:
Disse Jesus a Nicodemos: «Não te admires por Eu te haver dito que todos devem nascer de novo. O vento sopra onde quer: ouves a sua voz, mas não sabes donde vem nem para onde vai. Assim acontece com todo aquele que nasceu do Espírito». Nicodemos perguntou: «Como pode ser isso?» Jesus respondeu-lhe: «Tu és mestre em Israel e não sabes estas coisas? Em verdade, em verdade te digo: Nós falamos do que sabemos e damos testemunho do que vimos, mas vós não aceitais o nosso testemunho. Se vos disse coisas da terra e não acreditais, como haveis de acreditar, se vos disser coisas do Céu? Ninguém subiu ao Céu, senão Aquele que desceu do Céu: o Filho do homem. Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita tenha n’Ele a vida eterna» (Jo 3, 7b-15).
       São João coloca-nos junto de Jesus e de Nicodemos, doutor da Lei. Jesus diz claramente a Nicodemos que tem de nascer de novo, uma nova vida, que não virá apenas da conversão, mas também da redenção operado por Jesus Cristo. Por outro lado, Jesus coloca a transcendência de Deus em destaque, não O podemos encerrar na nossas concepções muito nossas. A força do Espírito manifesta-se onde quer, é como o vento que não sabemos de onde vem ou para onde vai.
       Por outro lado ainda, Jesus anuncia a elevação do Filho do homem, para que todos O vejam e acreditando tenham a vida eterna. A elevação do filho enquadra a crucifixão de Jesus, a Sua morte redentora, mas também o NOME que é colocado acima de todos os todos e ao qual todos os joelhos se deve dobrar, não como penitência, mas para que a contemplação de Deus os leve ao serviço dos irmãos.

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