sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Pinheiros: Festa e Romaria de Santa Eufémia

       Santa Eufémia, virgem e mártir, recolhe a veneração de um mar de gente, um pouco por todo o mundo, em muitas terras portuguesas, sendo-lhe dedicados santuários, igrejas, capelas.
       É a padroeira da paróquia de Pinheiros, concelho de Tabuaço, Diocese de Lamego. Há muito que a sua festa se converteu numa importante romaria para as paróquias do concelho, mas igualmente para outras paróquias vizinhas, de Armamar e de Moimenta da Beira.
       Saliente-se, contudo, que ao longo de todo ano se deslocam a Pinheiros pessoas de diversas proveniências, cumprindo promessas, fazendo votos, agradecendo as graças concedidas por sua intercessão, oferendo a Sagrada Eucaristia em honra de Santa Eufémia.
       Morreu num tempo de grande perseguição à Igreja, em 16 de Setembro de 304. Muitos foram mortos só por serem cristãos e assumirem sem medo a sua fé.
       Santa Eufémia, Santa Bárbara, Santa Marinha, Santa Inês, Santa Luzia, Santa Catarina de Alexandria, São Lourenço, São Sebastião, São Cornélio e São Cipriano, que a Igreja celebra a 16 de setembro, e tantos homens e mulheres que desde que morreram foram venerados como santos e cuja devoção se preservou e acentuou ao longo dos tempos. O fervor com que nos dirigimos a Santa Eufémia, confirma-nos na certeza de que a sua vida é um exemplo a seguir e que a sua intercessão nos faz sentir mais próximos do Senhor.
       A palavra mártir aponta imediatamente para o que significa, testemunha, neste caso, testemunha da fé em Jesus Cristo. Assim sendo, cada cristão há-de chegar a ser mártir, uma vez que é testemunha da fé, da intimidade e da vivência em Jesus Cristo. Mas depois há alguns testemunhos que se tornaram mais eloquentes porque tiveram que dar a vida por causa da sua fé em Jesus Cristo.
       O próprio Jesus Cristo testemunhou a Verdade, a Vida, a Fé em Deus Pai, com a Sua Mensagem mas também com a sua Morte. Depois d’Ele muitos outros, muitos outros não temeram a ofensa, a perseguição, a morte, por amor ao Mestre dos Mestres, sendo cristãos pela vida e pela morte.
       Eufémia nasceu à volta do ano 288, na cidade de Calcedónia.
       A família era nobre e respeitável. Procurava viver e ensinar os ideais cristãos.
       Com o imperador Diocleciano, as perseguições do império aos cristãos acentuam-se. Eufémia testemunha a crueldade nas acusações, nas torturas e na morte de muitos cristãos, só por terem esse nome. Não fraqueja. Os mártires incentivam-na a também se apresentar como cristã, pronta para o sacrifício, por amor a Jesus Cristo.
        Prisco, o procônsul, juiz perseguidor, dá-lhe a oportunidade, como jovem, bela e nobre, de renunciar à sua fé. Eufémia mantém-se firme, sofrendo, por isso, diversos tormentos. Não vacila.
       Diz o grande Santo Ambrósio: “A santa e gloriosa Eufémia conservou a virgindade e mereceu ser cingida com a coroa do martírio. Pelas suas preces o inimigo foi vencido, o adversário Prisco eliminado, a virgem tirada do fogo da fornalha, sã e salva, as pedras duras transformadas em pó, as feras amansaram-se e submeteram-se, todos os suplícios foram superados pela oração; por fim, trespassada pela espada, deixou a prisão da carne e, jubilosa, juntou-se ao coro celeste…”
       A fama da sua santidade, rapidamente se espalhou. O corpo, incorruptível, foi preservado, em Calcedónia. Em 620, com a perseguição dos persas, os cristãos mudaram o seu corpo para Constantinopla, para uma Igreja mandada construir em sua honra por Constantino, imperador romano. Com imperador Nicetor, que era contra símbolos religiosos, os cristãos temeram que os restos mortais de Santa Eufémia desaparecessem. A lenda refere que numa noite de tempestade, o sarcófago desapareceu da cidade. Talvez tenha sido levado por pescadores cristãos. Em Julho de 800, deu à costa em Rovinj, onde se encontra à veneração, na atual Croácia. O Sarcófago trazia dentro um pergaminho: “… este é o corpo de Santa Eufémia de Calcedónia, virgem e mártir de Calcedónia, filha do nobre senador, nascida para o céu em 16 de Setembro de 304, Ano do Senhor” (304 AD).
       É considerada a protetora da pele.

(FONTE: apresentação da Novena e resenha biográfica, edição publicada em 2009, disponível na Paróquia de Pinheiros).

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