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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Festa e Romaria de Santa Eufémia 2013

       O dia 16 de setembro é o mais marcante para a comunidade paroquial de Pinheiros, Festa da Padroeira, Santa Eufémia. É uma data para os paroquianos e devotos de Santa Eufémia. Todos os que se encontram fora, Porto, Lisboa, Andorra, Angola, Macau, Suiça, França ou em outras paragens, fazem todo o esforço por estar presentes nesta ocasião. Só compromissos de maior impedem a participação na festa e romaria. A maior do Concelho de Tabuaço.
       Considerada a última festa (popular) de Tabuaço, aqui acorre uma multidão de pessoas, para coroar o tempo de festas, para honrar Santa Eufémia, para cumprir promessas, para rezar, suplicar, colocar novos pedidos diante de Santa Eufémia, para agradecer os benefícios por intercessão de Santa Eufémia.
       A partir do dia 7 de setembro, a NOVENA de preparação, com momentos diversos, recitação do Terço em honra de Nossa Senhora, celebração da Santa Missa, em honra de Santa Eufémia, e pelos que entretanto já partiram, no domingo, e este ano foram dois, a exposição e bênção do Santíssimo Sacramento, já que a Eucaristia se mantém no horário habitual, no final da manhã.
       No dia 14, sábado, e pela primeira vez, Procissão das Velas, em honra de Nossa Senhora do Rosário, Padroeira primitiva da paróquia.
       Mas o dia maior é mesmo o dia 16. Logo pela manhã, 8h00, a celebração da Missa matutina, para cozinheiros/as e outros que estarão ocupados durante a solene Eucaristia. Logo depois tempo dedicado ao Sacramento da Reconciliação. E são sempre tantas as pessoas que se confessam neste dia. Para algumas faz parte da promessa de se confessarem e participarem na Santa Missa.
       O facto deste ano ser numa segunda-feira, afastou alguns da festa e romaria, por se encontrarem na apanha da Maça, gentes de Armamar, por exemplo, ou já nas vindimas. Mas os romeiros são mais que muitos e o largo de Santa Eufémia preenche-se de pessoas vindas das paróquias vizinhas, dos concelhos de Tabuaço, em maioria, de Armamar e de Moimenta da Beira. A hora da Missa é a mais sagrada. E a pessoas cumprem com grande generosidade e em grande silêncio. Nem o calor as afasta.
       Este ano o pregador foi o Pe. Manuel João, sacerdote há dois anos, e natural de Penedono, precisamente onde existe um Santuário dedicado a Santa Eufémia. Esta ligação, só por si, já diz muito da devoção a Santa Eufémia por esta região. Contamos também com a presença amiga e prestável do Pe. Jorge Giroto, pregador em 2011.
       Depois da Missa, da Pregação, evocando a firmeza e fidelidade de Santa Eufémia e o desafio a vivermos testemunhando Jesus Cristo, a magestosa procissão com as 9 imagens dos Santos à veneração em Pinheiros: São Sebastião, Padroeiro da Diocese de Lamego, Santo António, Menino Jesus, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora do Rosário, Sagrado Coração de Jesus, São José, Santa Bárbara e Santa Eufémia. Este ano, outra novidade, os andores foram enfeitados com flores e já não com os tradicionais panos coloridos. A beleza honra-nos e sobretudo como homenagem aos santos evocados através das Imagens.
       No dia 17 de setembro a festa continua, mais reservada, mais familiar, maioritariamente para os pinheirenses. Se na véspera estiveram, muitos deles, concentrados em acolher/atender aos romeiros, neste segundo dia de festa, em Honra de Santa Bárbara, podem participar de forma mais descontraída. Inicia-se a Procissão, da Igreja para a Capela de Santa Bárbara, onde é celebrada a Eucaristia, com a pregação, seguindo a Procissão até à Igreja Paroquial.
       O mais também é muito importante, comes e bebes, o convívio, a música e a dança, os minutos em família, esteeitanto laços, amizades, vivendo a vida.
       Para o ano há mais, se Deus quiser. Em todo o caso, todo o ano há romeiros devotos de Santa Eufémia, que se deslocam a Pinheiros para cumprir promessas, agradecer a sua intercessão, ou fazer pedidos.
Para visualizar outras fotos visite o perfil da Paróquia de Pinheiros no facebook.

terça-feira, 25 de junho de 2013

São João Batista - Padroeiro do Município de Tabuaço

       A solenidade do nascimento de São João Batista reveste-se de festa em Tabuaço, sendo o padroeiro do Município (e padroeiro de uma das paróquias deste concelho, a de Távora). No que à parte religiosa, a celebração da Eucaristia e a Procissão por algumas das ruas da vila de Tabuaço.
       Presidida pelo pároco, a Eucaristia contou com a presença do Pe. Bráulio Félix, Pe. António Jorge Giroto, que formam equipa sacerdotal em Alvite e Leomil, e Pe. Luís António, pároco de Sendim, Paradela e Granjinha.
       Na pregação, a cabo do Pe. Bráulio, oportunidade para nos fixarmos na figura de João Batista, o Precursor, que nos faz descobrir a presença do Filho de Deus, como um tesouro. Numa pequena estória, o pregador fez-nos compreender a riqueza do encontro com Jesus Cristo a alegria experimentada que se converte em testemunho. O patrão pediu ao seu servo para vender um anel, com a condição de não o vender por menos de uma moeda de ouro. O servo procurou então vender o anel a vários comerciantes. Uns davam um punhado de moedas de prata, outros davam o correspondente a meia moeda de ouro. Foi o melhor que conseguiu. A exigência do seu senhor fê-lo regressar a casa com o anel por vender. Muito triste, pensando que poderia ficar sem o seu emprego, entregou o anel, desculpando-se com a crise e com o facto de ninguém querer ficar com o anel por um valor tão elevado. Então o patrão disse ao seu servo: foste ao menos avaliar o preço do anel? Como não tinha avaliado o anel, a nova ordem do patrão foi que fosse ao ourives avaliar o valor do anel, mas só isso, e depois voltasse com o anel. O ouvires sopesou o anel, olhou uma e outra vez, observou com muita atenção e pensado que era uma anel para vender, disse ao servo: Sabe, como estamos em tempo de crise, eu só posso pagar 60 moedas de ouro. O quê? Uma fortuna. Como foi possível que tivesse andado com um anel tão valioso e não se tivesse apercebido do seu enorme valor. São João Batista ajuda a perceber a presença de Jesus e salta de alegria no seio de sua Mãe, quando Isabel ouve a voz de saudação da Virgem Maria. Que também nós nos deixemos tocar por Jesus Cristo experimentar a mesma alegria de João Batista, para que também nós nos tornemos verdadeiras testemunhas...
       A procissão, como em anos anteriores, contou com as imagens dos santos padroeiros das diferentes freguesias/paróquias do Concelho de Tabuaço.
       Algumas imagens que ilustram a Festa de São João Batista:
Para visualizar todas as fotos que temos,
visitar o perfil da página da Paróquia de Tabuaço: AQUI.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Escola da Fé - CREIO EM JESUS CRISTO - Pe. Giroto

       No dia 14 de dezembro, sexta-feira, no Centro Paroquial de Tabuaço, mais um tempo de formação, encontro, reflexão, testemunho de fé e de vida, desta feita com o Pe. António Jorge Giroto.
       Depois da temática - Creio em Deus Pai -, este encontro versava sobre a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem.
          O ponto de partida foi o poema de José Régio que se segue:

Ignoto Deo

Desisti de saber qual é Teu nome,
Se tens ou não tens nome que Te demos,
Ou que rosto é que toma, se algum tome,
Teu Sopro tão além de quanto vemos. 
Desisti de Te amar, por mais que a fome
Do Teu amor nos seja o mais que temos,
E empenhei-me em domar, nem que os não dome,
Meus, por Ti, passionais e vãos extremos. 
Chamar-Te amante ou pai…, grotesco engano
Que por demais tresanda a gosto humano!
Grotesco engano o dar-te forma! E enfim, 
Desisti de Te achar no quer que seja,
De Te dar nome, rosto, culto, ou igreja…
— Tu é que não desistirás de mim!
José Régio, Biografia

       Sempre numa toada de grande familiaridade, o Pe. Giroto, servindo-se de alguns documentos importantes paras os cristãos - a Bíblia, o Catecismo da Igreja Católica, os documentos do Vaticano II e um ou outro estudo - ajudou-nos a aprofundar a fé em Jesus Cristo, numa lógica de compromisso com o tempo presente. Numa belíssima imagem, baseando-se no texto dos Atos dos Apóstolos, em que Pedro e João não dão moedas mas pegam pela mão um paralítico e falam-lhe de Jesus... assim também nós, que estamos coxos, precisamos de nos levantar, saltar, dançar, indo à procura de Jesus onde O poderemos encontrar...
       Dentro deste espaço de formação, houve também tempo para perguntas, em jeito de partilha. E uma das questões presentes - como fazer? Desde que nos levantamos, todas as horas que temos pela frente é para viver ao jeito de Jesus Cristo.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Festa do Município de Tabuaço - São João Batista

       Como muitos municípios (por exemplo São João da Pesqueira, Sernancelhe,...), também Tabuaço tem como Padroeiro São João Batista, oportunidade para atrair muitas pessoas à Vila e ao Concelho. No que à dimensão religiosa diz respeito, o DIA da solenidade do Nascimento de São João Batista, a celebração solene da Eucaristia, com pregação, a cargo do reverendo Pe. António Giroto, Pároco em Leomil, Sever e Alvite, no Arciprestado de Moimenta da Beira (com o Pe. Bráulio), e com a presença do Pe. Luís António, pároco de Sendim, de Paradela e da Granjinha, e a majestosa procissão com os santos padroeiros das paróquias do Arciprestado (excluindo Carrazedo, única paróquia que não freguesia).
        Durante a pregação o ilustre Pregador, partindo da primeira leitura, do profeta Isaías falou no cansaço que humanamente se pode sentir no trabalho profético/pastoral. Será um trabalho fastidioso, cansativo, em vão, se tiver em vista apenas o sucesso imediato, o sucesso humano. Por vezes não se vê o fruto. Contudo, em Isaías, como em São João, o cansaço físico é superável com o compromisso da missão em prosseguir a verdade e o bem, promovendo a justiça, procurando fazer a vontade de Deus. E quando Deus está no centro o sucesso surgirá, sem dúvidas.
       Outras das acentuações, bem visível, o facto de o nome de JOÃO apontar para o futuro. Os familiares querem, como tradicional no filho primogénito, siga com o mesmo nome do Pai, Zacarias. Mas Zacarias e Isabel decidem um nome que assume futuro. É certo que a nossa vida é também fruto da história, mas somos chamados a viver hoje, para diante, no futuro que é Deus.
       Um dado claro em Zacarias é a mudez do anúncio que vai ser pai até ao dia de dar o nome ao seu filho... às vezes também deveríamos ser mudos, pelo menos quando estamos a dizer mal dos outros, e falar quando temos algo de bem e de bom para dizer. Zacarias ultrapassa a mudez para louvar a Deus, do silêncio às palavras, para que estas sejam proveitosas...
       A ALEGRIA é uma dimensão também importante da vida de João Batista, ainda no seio materno já ele rejubila pela proximidade de Jesus Cristo. Perto de Jesus Cristo, de Deus, também os cristãos hão de ser alegres, firmes na esperança que vem de Deus.
       Como João Batista, também os cristãos devem orientar a sua vida por três paradigmas/ddimensões:
  • martirial
  • integradora
  • superadora.
  • Martirial. São João dá testemunho com o próprio sangue, dando a sua vida. É mártir. Nós podemos não ter necessidade testemunhar Jesus Cristo com o sangue, mas podemos e devemos testemunhá-lo com a nossa vida, com suor, trabalho, dedicação.
  • Integradora. Importa, como cristãos, estar com todos, procurar que tudo façam parte do Corpo de Cristo, que é a Igreja. Ir até aos átrios da Igreja anunciar Jesus Cristo, levar o Evangelho, tornando acessível a todos a palavras de Deus, mas sem impor, respeitando a opção dos outros. Ainda que os outros não acolham, não cessemos de dar testemunho. São livres para entrar ou não. Ao cristão cabe sempre ser testemunha de Jesus, como o foi João a apontar para o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
  • Superadora. Os cristãos têm de ser as melhores pessoas. Não se trata de descriminação ou de juízos de valor. Mas se se tem Deus, e se tem consciência que tem Deus dentro de si, então só podem ser as melhores pessoas. Dar Deus aos outros. Dar o melhor. Dizer bem. Fazer bem, e que começa em casa, na família, nos que estão perto... às vezes somos menos delicados e tolerantes para os que estão mais perto e com quem deveríamos amar, proteger, respeitar...
 
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domingo, 24 de junho de 2012

São João Baptista, o Padroeiro do Município

       O Padroeiro do Município de Tabuaço é São João Baptista. Hoje é o dia principal. Na parte que nos diz mais respeito, a Eucaristia, a começar às 16h00, seguindo-se da Procissão, com as imagens dos Padroeiros das paróquias do Arciprestado (à excepção de Carrazedo, única paróquia que não é freguesia...).
       A pregação estará a cargo do Pe. António Giroto, natural de Parada de Ester, em Castro Daire, e pároco de Sever, Alvite e Leomil (em equipa sacerdotal com o Pe. Bráulio). É um dos padres mais jovens e recentes da Diocese de Lamego, foi ordenado há dois anos, a 20 de Junho de 2010, e  já tem estado connosco em outras ocasiões festivas.
       Na Procissão, e tal como em anos anteriores, contará com as imagens dos Padroeiros das freguesias do Concelho.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Imaculada Conceição - Tabuaço 2011

       A Solenidade da Imaculada Conceição é, para a comunidade paroquial de Tabuaço, o acontecimento mais importante. Tem-n'A como Padroeira e cada ano, com carinho e muita devoção, esteja chuva, nevoeiro, frio, um número significativo de pessoas participa na novena e um maior número na Eucaristia e na Procissão em honra da Padroeira. No decorrer da novena alguns momentos que têm ganhado relevância, o Compromisso dos Acólitos, e as comemorações dos Bombeiros Voluntários de Tabuaço, de que Nossa Senhora da Conceição é Madrinha.
       Aqui ficam em formato de vídeo as imagens dos vários momentos, mas sobretudo da Eucaristia e da procissão. Parte das fotografias foram-nos gentilmente cedidas pela Nucha Martins. A música de fundo que escolhemos - Nossa Senhora do Sim, interpretada pelo Grupo Coral da Catequese de Gavião, de Famalicão.

Grupo de Acólitos de Tabuaço - Compromisso 2011

       Os elementos do grupo de acólitos da paróquia de Tabuaço renovaram o seu compromisso de servir Jesus Cristo na comunidade, no dia 3 de dezembro. Durante a Eucaristia, inserida na novena da Imaculada Conceição, com a pregação do Pe. António Giroto, novos acólitos se comprometeram, a Inês Rocha, a Tatiana, a Daniela e a Mara. No dia 4 de dezembro foi a vez do Samuel fazer o seu compromisso e passar a integrar o grupo de Acólitos.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Pregação na Festa de Nossa Senhora da Conceição

       A pregação na novena de preparação para a Festa da nossa padroeira, de Tabuaço, e na solenidade da Imaculada Conceição esteve a cargo do distinto e jovem sacerdote Pe. António Jorge Giroto, pároco de Alvite, Leomil e Sever, in solidum com o Pe. Bráulio Félix.
       Se quiséssemos recorrer a lugares comuns diríamos que foi uma lufada de ar fresco, uma pedrada no charco. Não deixou indiferentes os que tiveram a oportunidade de participar nos vários dias da novena nem as muitas pessoas que se congregaram para a Solenidade da nossa Padroeira.
       No dia da Festa, o Evangelho  é o da anunciação do Anjo a Nossa Senhora de que vai ser a Mãe do Filho de Deus. O nosso pregador partiu precisamente deste Evangelho para nos guiar à vida de Maria, para com Ela seguirmos Jesus Cristo, enchendo-nos do Seu Espírito, procurando fazer com que a fé se estenda à prática de cada dia.
       Deus escolhe pessoas concretas. Escolhe uma jovem, Maria, num tempo e lugar determinados. É de uma pequena cidade, Nazaré. Tem a sua vida, está noivo de um homem chamado José. Não cai do Céu, não surge das nuvens, é uma mulher concreta, real, histórica. Também a nós Deus nos chama na nossa realidade, com a nossa fragilidade e com as nossas qualidades.
       É VIRGEM. É totalmente para Deus, corpo e espírito. Concebida sem pecado. Nela a Santidade não é uma adjectivo que se acrescente. É sumamente pura. É a cheia de graça. Quando o Anjo Lhe diz "Avé cheia de Graça, o Senhor está contigo", não se refere ao passado, a uma situação estanque, é actual, dinâmica, a Graça está em acção, como sim de Maria, não de uma vez para sempre, mas concretiza nos diversos momentos da Sua vida, na visitação a Isabel, ou nas Bodas de Canaã.
       Ela diz sim, mas não de qualquer maneira: "como será isto se não conheço homem?" A fé não é irracional, cega. Com Maria devemos procurar a inteligência da fé. A fé envolve a nossa vontade, o nosso sentir, a nossa inteligência, envolve-nos em toda a nossa vida e suas dimensões.
       Nela não encontramos uma falsa humildade, que se descompromete. Podia lamentar-se, dizer que não era capaz. Quantas vezes nos desculpamos com a nossa incapacidade, "não sou capaz", há pessoas que o façam melhor... Maria responde: faça-se em mim segundo a tua palavra.
       É uma resposta que se efetiva em outros momentos. Sabe que a Sua prima Isabel está grávida, em idade avançada e vai ao seu encontro para a ajudar, apressadamente dirige-se para a montanha. Quantas Isabeis existem na nossa vida, no nosso tempo, na família, na comunidade, à espera da nossa visita, do nosso testemunho, da nossa ajuda?
       O caminho de santidade transparece em Maria. Pode também transparecer em nós.
       Outra dimensão importante na vida de Nossa Senhora e dos cristãos é a alegria. Por vezes o nosso rosto não transparece o rosto de gente salva por Jesus Cristo. Em Maria é notória a alegria de ser a Mãe de Deus, que extravasa como testemunho: a minha alma exulta de alegria... Isso mesmo é visível na visitação. Isabel tem essa prova. Também ela testemunha a alegria pela proximidade do Messias: logo que ouvi a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio...
       Quando nos aproximamos do Natal, exultemos de alegria porque trazemos em nós o Deus Menino, Jesus Cristo, dêmo-l'O à luz com alegria...
       Há-de haver na sua vida momentos de dor, de sofrimento de cruz. Mas a confiança em Deus leva-la-á até à ressurreição. Como cristãos não devemos ter (Não temas...), contemplar a cruz para vermos surgir a luz da ressurreição...

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Festa da Padroeira de Tabuaço - primeiras imagens

 

Solenidade da Imaculada Conceição

REFLEXÃO proposta pelo Pregador para este dia e distribuída durante a Eucaristia, na Igreja Paroquial de Tabuaço, às 14h30:
        Todos os anos a comunidade de Tabuaço inicia o advento de um modo muito especial. Coloca-se ao lado de MARIA e inicia com ela uma caminhada de fé que a todos levará ao Natal de Jesus. O objectivo é fazer deste tempo um espaço de graça que parte da recordação da vivência cristã de MARIA para uma actualização e implicação de cada um de nós no projecto que Deus tem para todos. No presente ano a reflexão teve como tema “MARIA, Mulher Santíssima, transparência de Deus”.
       A necessidade e a vontade que temos de ser santos leva-nos a fazer da novena um momento de auto-exame, diagnóstico da nossa vida, da distância a que mantemos Deus.
       Na verdade, toda a nossa vida cristã é como um curso, um curso superior. Inscrevemo-nos e somos imediatamente seleccionados, sem concurso, no nosso baptismo. Temos aulas teóricas onde aprendemos e estamos com o Mestre e temos aulas práticas. A metodologia não é e-learning, não é à distância. O Mestre, o tutor, acompanha-nos em cada momento, estando ao nosso lado e ajudando na resolução de problemas, na superação de desafios, na partilha das dificuldades, mas está também na profundidade do nosso olhar, na largueza do nosso sorriso e na amplitude do nosso serviço. A avaliação, contínua, não assusta, antes é estímulo e impedimento de distracção dos nossos deveres. As notas, semestrais, trimestrais, mensais, diárias até, vão-nos dando o feedback do Mestre em relação ao nosso trabalho e à nossa produtividade.
       Para a maioria de nós é difícil ter 20 mas isso não impede nem desmotiva quem para isso luta. São necessárias aulas, muitas aulas, e prática, muita prática. A nota final valorizará muito o nosso esforço, a nossa dedicação, a nossa assiduidade, o nosso comportamento. Que o medo da negativa não nos faça anular a matrícula, desistir antes de tentar, partir para “exame de recurso”. Esse é o último momento e pode não ser suficiente para uma nota digna do Mestre. Não desistamos.
       Este é o curso da santidade do qual MARIA foi a melhor aluna. Temos autorização para copiar por Ela, podemos usar os seus apontamentos, o seu método (caminho para…). Mais, podemos tê-l’A connosco nos testes e nos intervalos, no estudo e na aplicação. MARIA ajuda a corrigir, a melhorar, a ter vontade de ser melhor, a olhar para o máximo sem medo de apenas conseguir o mínimo. O seu exemplo de Santidade torna-a transparência de Deus. As suas imagens e os seus ícones são reflexo de Deus para a humanidade. Não sejamos opacos para os que fazem parte da nossa turma, da nossa escola…
       A Sua santidade, nota máxima, passou sempre pelo sim ininterrupto dado ao Mestre. Ele continua connosco na esperança que sejamos seus discípulos. Os discípulos dos filósofos seguiam as ideias dos seus mestres e imitavam o seu agir. É esse o desafio, a oportunidade. Imitar o agir do Mestre implica dinamismo, caminhada, presença ao lado dos que precisam de Deus, dos que precisam do Deus presente em nós.
       A escola-vida encerra um misto de beatitude e dor, de felicidade e angústia, de alegria e de tormento (Beato João Paulo II, NMI, n.º 27). É o paradoxo de Jesus na Cruz, feliz por ter terminado o seu curso, por ter consumado a sua aprendizagem/realização, mas ao mesmo tempo angustiado por todos aqueles que não querem estudar, que ficam à margem, que ficam à espera de “Novas Oportunidades”.
       Com Maria, em vez de esperar para ver e vir, optamos por vir e ver. Em vez de viver na sombra, escolhemos o Sol de Deus que aquece, que ilumina, que dá vida.
       Estamos inscritos, temos número, temos turma, temos apontamentos. Alinhamos?

Pe. António Jorge Giroto

CRUZ: lugar de arrependimento e não de culpabilidade

       Ao 9.º dia da novena, o texto escolhido e proclamado foi o que narra o episódio de Maria junto ao Cruz, com o discípulo amado, tradicionalmente identificado com o apóstolo e evangelista São João.
        O pregador remeteu-nos para a Cruz de Jesus, sublinhando a necessidade de não excluir a cruz pela ressurreição, esta acontece porque a morte é real, é verdadeira. Junto à Cruz estavam poucos, mas a Sua Mãe estava. "A cruz não é lugar de culpabilidade mas de arrependimento".
       Maria está de pé junto à cruz, com doçura mas firme. Quando nos dobramos sobre nós, não vemos Deus, temos que levantar o pescoço, a cabeça, firmes, mesmo que o sofrimento seja intenso.
       Maria não grita, esquece-se de Si, não desvia o olhar de Jesus Cristo. Aponta sempre para Ele. Fixa-se no Seu Menino.
       Jesus que teve compaixão da viúva de Naim que vê morrer o seu filho único, ressuscitando-lho, agora não recorre ao milagre, também Ele filho único, mas vence a obediência.
       Quando Abraão vai ao alto do monte para oferecer o Cordeiro, Isaac interroga-o porque não levam com eles o cordeiro a imolar. Abraão diz simplesmente: Deus providenciará. Agora no alto do monte, no calvário, Deus entrega o Filho como Cordeiro. É Ele que tira o pecado do mundo.
A salvação não vem pelo sofrimento, mas pela obediência até ao fim, é um amor louco pela humanidade, por cada um de nós.
       Na cruz dá-se como que uma segunda anunciação: "Eis o teu filho". Maria torna-se a mãe de uma multidão, a mãe da Igreja. No nascimento Maria coloca o Menino na manjedoura, dá-O à humanidade. Agora é Jesus que no-l'A entrega. Que fazemos? Como o discípulo amado que A leva para casa?
       Com Maria, firmes diante da Cruz que nos redime, e mesmo que a noite da fé também nos envolva na dúvida, confiemos que Ela nos guia a Jesus, dissipe as nossas dúvidas e incertezas, apazigue o nossos medos.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Ser "serventes" dos milagres de Deus

       Ao 8.º Dia de novena, o nosso padre pregador, Pe. António Giroto, partiu da proclamação do Evangelho das Bodas de Caná da Galileia. Jesus, Sua Mãe e os discípulos são convidados para uma boda. A determinada altura, Nossa Senhora constata que os noivos não têm vinho e faz chegar rapidamente essa informação ao Seu filho Jesus.

O caminho de Maria é um caminho de Fé, ligado a Jesus.
       A partir de agora ela deixa o nome próprio e passa a ser a Mãe de Jesus. A presença de Maria increve-se numa lógica de caridade, como na visitação assim também nas bodas de Canaã. Sublinhe-se a delicada atenção de Maria e o exemplo de uma oração confiante: Ela não especifica a Jesus o que tem de fazer, Ele o saberá. Diz apenas que os noivos não têm vinho. Quantas vezes nas nossas orações já especificamos o que queremos e em que tempo queremos que Deus nos atenda e até "negociamos" a realização das nossas súplicas. Deus bem sabe o que precisamos.
       "A mediação ininterrupta de Maria; solidária com as necessidades humanas, mas confiante no plano de Deus (não sabia o que jesus ia pedir) - Maria... confia em Deus".
       Aos serventes, Maria diz apenas para que eles façam tudo o que Jesus lhes disser. Também nós precisamos de ser serventes de Deus, para que Ele continue a operar no mundo, para que os milagres continuem a realizar-se.
       Entre Maria e Jesus mantém-se uma ligação íntima, numa troca de olhares intensa, permanente, comunhão de alma e de coração. Ela confia, mesmo quando Ele lhe diz: que temos nós a ver com isso? Maria "sugere" aos serventes que sirvam confiantes.
  
"O vinho da boda é distribuído por toda a humanidade sedenta"
       As talhas que estavam por ali serviam para a purificação dos judeus. Tinha água suja. Deus serve-se até do nosso pecado para realizar o milagre. Naquelas talhas surge "o vinho da alegria oferecido por Deus... vinho das núpcias, da nova aliança, sangue do cordeiro.

O seguimento de Cristo
       Depois da Boda, Maria, Jesus e os seus discípulos desceram para Cafarnaum… Depois do milagre, da festa, tempo para refletir, para rezar, para fazer um exame de consciência sobre o sucedido, até para apreciar o dom. Por sua vez, Maria surge agora como discípula, acompanha Jesus e com Ele faz o caminho de Nazaré até Jerusalém, das Bodas até à Cruz, no Calvário...

A tentação da Mãe 
       Maria e José guiam-se pela certeza de que Jesus vem da parte de Deus, é o Filho de Deus altíssim, mas por outro lado a incredulidade do povo, as hesitações. Jesus esteve sujeito às tentações. Certamente também Maria o esteve. Mas que tentações? A tentação das mães, tentação de ir buscar Jesus, o Seu Menino, de O proteger contra os delatores, os boatos, a malediência, de não deixar que digam ma d'Ele, por exemplo quando é instada a ir ver o que se passa com Jesus, de Quem se dizia que tinha um espírito impuro, que estava possuído. A espada de dor que atravessa a alma de Maria é cada vez mais profunda. 
 
Caminho de alegria 
       "Feliz o ventre que te trouxe e os peitos que te amamentaram" - alguém grita o meio da multidão. Contudo Jesus acentua uma vez mais que felizes são os que escutam a Palavra de Deus e procuram fazer a Sua vontade. Isso vale para Maria, vale também pata nós.
       Perante Jesus é necessário assumir uma liberdade interior de acolhimento, de aceitação. Ele vem até nós para nos elevar. Deixemos que através de nós, Deus continue a operar maravilhas.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Voltar à cidade de Jerusalém para encontrar Jesus

       No sétimo dia de novena o nosso pregador, Pe. António Giroto, partiu de duas passagens dos Evangelhos de Infância: a "Apresentação de Jesus no Templo e a Purificação de Nossa Senhora (4.º mistério gozoso) e a "perda e encontro de Jesus no Templo entre os Doutores da Lei (5.º mistério gozoso).
       Maria não precisava de purificação, Ela é sumamente pura, mas não quer "armar-se", cumpre, como todos os do seu tempo, com os preceitos religiosos prescritos. Assim o cumprem Maria e José em relação a Jesus.
       No templo estão dois anciãos, Simeão e Ana. São movidos pelo Espírito Santo. Quando o Espírito Santo guia as nossas escolhas não erramos.
       Simeão expressa a sua alegria ao receber o Menino nos seus braços. N'Ele reconhece o Messias prometido: "Agora Senhor, segundo a Tua palavra, deixareis ir em paz o vosso servo, porque os meus olhos viram a salvação que puseste ao alcance de todos os povos, luz para se revelar às nações, glória de Israel vosso povo." Nas palavras de Simeão, a certeza de que o Deus que vem está em seus braços, dado ao mundo por Maria.
       Mas se Simeão proclama a glória, também projeta a cruz: "uma espada atravessará a tua alma". Maria e José não entram em euforia nem se tornam depressivos. Confiam em Deus.

       A perda de Jesus no templo marca uma nova etapa na vida de Jesus, passa para a idade adulta, pode ler e comentar a Sagrada Escritura em público. Ele está onde deve estar, no templo. Maria e José dão-se conta que Jesus ficou para trás. Notam a ausência do MENINO. Quantas vezes nos apercebemos da ausência de Deus, não porque Ele esteja distante, mas porque o nosso pecado ou a nossa distração não nos permitem perceber a Sua presença. Precisamos de O procurar onde O poderemos encontrar. Maria e José voltam ao templo. Hoje, a Igreja é o lugar privilegiado para encontrar Jesus, no pão da Eucaristia. Podemos encontrar Deus no mundo, nas pessoas, na natureza, mas é na Igreja, nos Sacramentos, no Pão da Eucaristia onde Ele se dá inteiramente.
       Como Maria e José, precisamos de regressar, voltar, procurá-l'O, ou melhor, deixarmo-nos encontrar por Ele. Mas ainda que se esteja bem no templo, na Igreja, e nos sintamos fortes, não podemos ficar o tempo todo, temos de ir. Maria e José encontram o Seu menino no templo, depois regressam a casa, ao mundo, guardam as Suas palavras, para o testemunhar. Assim também nós, procuremo-l'O até o encontrar, como diria Santo Agostinho, e depois de O encontrar, continuemos a procurá-l'O... voltemos com Ele para a nossa casa, para o nosso mundo.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Viver na nostalgia do passado ou no desejo do futuro

      No 6.º dia da Novena da Imaculada Conceição, o Pregador, Pe. Giroto, centrou a sua reflexão à volta do Evangelho de São Mateus, sobre o nascimento de Jesus.
        Habitualmente, a novena inicia com a recitação do Terço e a Eucaristia, incluindo a pregação, numa única celebração. Ao domingo, o Dia do Senhor, a novena tem uma configuração ligeiramente diferente, com a exposição e bênção do Santíssimo Sacramento, e que inclui o terço e a meditação.
       Depois da recitação do terço, a proclamação do Evangelho do nascimento de Jesus, para de seguida o Pe. António Giroto encetar a meditação do dia.
  • Jesus nasce numa pequena cidade, quase insignificante, mas nem por isso desprovida de simbolismo. Belém significa a casa do pão. Pão do deserto, o Maná, com que Deus alimenta o Seu povo; pão da Eucaristia, que Se transforma em Corpo de Cristo, com que nos alimentamos até à vida eterna, e que agora adoramos; pão dos pobres que somos chamados a partilhar, a distribuir pior quem o não tem.
  • Por vezes vivemos na nostalgia do passado ou no desejo do futuro e esquemo-nos de viver o presente. Queremos regressar ao passado que já não volta, ou antecipar o futuro que ainda não vem. Quando comemos a maça verde ela faz-nos mal, pois ainda não tem todas as propriedades que lhe são próprias e que nos tornam mais fortes. Maria espera 9 meses, com paciência e alegria. Ao fim desse tempo torna-se Mãe de Deus, do Deus que vem e que fica, torna-Se homem para nos divinizar. Rezamos, pedimos a Deus, mas não Lhe damos tempo, com pressa não esperamos por Ele.
  • Depois do nascimento, Maria não fica com o menino nos seus braços, coloca-O na manjedoura, para que O possamos tocar, pegar ao colo, fazer-lhe mimos. Ele está assim tão perto de nós, como agora no Santíssimo Sacramento.
  • Os Magos vêm, vêem e adoram-n'O e deixam-se transformar por Ele. No encontro pessoal com Jesus, o Deus menino, os Magos mudam de vida, voltam por outro caminho. Quando nos encontramos com Deus, com Jesus Cristo, também mudamos, não podemos regressar à mesma vida, aos mesmos hábitos.
  • Uma das frases, colocada na Igreja, e lema para os meses de Outubro e Novembro é "Ide e Ensinai". Mas antes disso é preciso vir e ver, fazer a experiência de encontro pessoal com Cristo e então, depois ir anunciá-l'O em palavras e obras, ou melhor testemunhá-l'O pela caridade.
  • É necessário vir para ver e não estar à espera de ver para vir, senão não vimos e não vemos. Se viermos, podemos vê-l'O assim desta forma, tão perto de nós...

domingo, 4 de dezembro de 2011

5.º dia da NOVENA... com a catequese e João Baptista

       Na paróquia de Tabuaço o Sábado é da catequese e a celebração eucarística tem a presença das crianças e dos adolescentes, pelo que a pregação também se adapta. Assim, o Pe. António Giroto, procurou dialogar com os meninos e meninas da catequese, fazendo diversas perguntas. O Domingo II do Advento consagra João Baptista, o Precursor do Messias, com ele descobrimos que o mais importante não é a roupa que se veste mas a atitude perante os outros. Com João Baptista, o desafio a preparar o caminho do Senhor.
       Como se preparam os caminhos do Senhor? Fazendo o bem. Fazendo um exercício espiritual: procurar ver nos outros Jesus Cristo, como se em cada pessoa estivesse grávida, com Jesus Cristo. Assim, como se tratam bem as mulheres grávidas, procurando satisfazer os seus desejos, assim também devemos tratar cada pessoa, que traz em si Jesus Cristo.
       Tempo houve ainda para lembrar o episódio da perda e encontro de Jesus no templo: dedicar tempo a Deus...

sábado, 3 de dezembro de 2011

São José: homem justo, Pai solícito, esposo dedicado

       No 4.º dia da Novena de preparação para a Festa de Nossa Senhora da Conceição, o nosso pregador centrou a sua reflexão na figura de São José, como esposo de Nossa Senhora, e como Pai de Jesus.
       São José, um homem jovem, que tem promessa de casamento com Maria, é "surpreendido" pelos desígnios de Deus. Não terá sido nada fácil. As promessas trocadas entre Maria e José assentam na honra e na fidelidade. Entretanto Maria fica grávida. Como seria a reação de José perante um facto de que é alheio? De estupefacção? E agora?
       Certamente Deus encarrega-se de preparar também São José, falando-lhe ao coração. José aparece como um homem justo. Ele justifica-se pela honestidade, pelo trabalho, pela dedicação à família. É um homem de silêncio, que se põe à escuta de Deus. Temos uma boca e dois ouvidos, para ouvirmos. Deus fala-nos, mas nós falámos mais. São José escuta. Acolhe a vontade de Deus com alegria, com generosidade.
       É um homem justo. Maria, sua esposa, é a sua santidade. José, por sua vez, é a santidade de Maria. Santificam-se na vivência quotidiana um com o outro e com o filho Jesus Cristo. São José justifica-se com a fé que concretiza em obras, no trabalho humilde, sério, sacrificado. Com as suas mãos alimenta, sustenta, protege Maria e Jesus. Ele é verdadeiramente pai de Jesus, na medida em que cria o espaço para que Jesus viva tranquilo, seguro e feliz. Pai não é apenas o que dá a vida, mas o que está, acompanha...
       Numa imagem sugestiva, o pregador sugeriu que pudéssemos fazer uma ecografia espiritual para vermos até que ponto Jesus Cristo nasce e cresce em nós, no nosso interior, como nasceu e cresceu em Maria e José...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

A minha alma exulta de alegria no Senhor...

(Teto da Igreja Paroquial de Tabuaço)

       Ao terceiro dia de NOVENA, o Pe. Giroto partiu da Visitação de Nossa Senhora à Sua prima santa Isabel, para nos envolver no testemunho de Maria, que não regateia condições favoráveis para ir ao encontro de sua prima, simplesmente vai, faz-se à estrada, sem dar demasiada importância às dificuldades que iria encontrar pelo caminho, ou que encontraria na volta a casa.
       Maria procura realizar a vontade de Deus, mais do que os comentários que possam surgir da parte de terceiros. É isso o mais importante também na nossa vida como crentes, fazer a vontade de Deus e não agir só porque esta ou aquela voz que se levanta nos força ou nos inibe.
       Maria dá-nos o exemplo. Não fica a lamentar-se sobre o que poderia fazer ou o que poderia ter feito. Põe-se a caminho. Vai ao encontro. Na atenção aos outros, procura satisfazer a suas carência. É o compromisso dos cristãos, ir ao encontro dos outros, procurando responder às suas necessidades, não apenas materiais mas também espirituais.
       Por outro lado, a fé de Maria em Deus, como a de Isabel, leva-A a proclamar as maravilha do Senhor. Poderia manter o silêncio, ficar com a alegria só para si, mas partilha-a com Isabel e connosco. Assim também a nossa fé nos aproxima dos outros, da comunidade e leva-nos a testemunhá-la aos outros, em palavras e em obras (de misericórdia).
       É a fé que nos salva. Mas a fé leva-nos à prática das boas obras. A fé de Maria condu-la à montanha para ajudar Isabel.