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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Escola da Fé - ORAÇÃO/TAIZÉ - SDPJ de Lamego

       Como anunciado, no passado dia 25 de janeiro, a ESCOLA da FÉ abriu as portas para mais um momento de oração, ao estilo de Taizé, pela mão do Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil de Lamego (SDPJ Lamego). Procurando responder a uma das proposta do nosso Bispo, D. António Couto, a Escola da Fé pretende ser uma espaço formativo, aberto a todos, oportunidade para jovens e adultos aprofundarem as razões da sua fé, ocasião para testemunhar a fé e para rezar.
        Este encontro foi mais orientado para a oração e reflexão, com cânticos em várias línguas, com adoração à santa Cruz...
       Além das pessoas de Tabuaço, a presença de jovens que acompanharam o Pe. Manuel João, e o Pe. Ricardo Barroco.
       Eis algumas das imagens, antes do início da oração.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Religiosos e Sacerdotes de Magueija

       Edição da Paróquia, foi dado à estampa o que pretende ser a segunda parte de um trabalho sobre a vivência religiosa na paróquia de São Tiago de Magueija, no Arciprestado de Lamego. Para já resenhas biográficas dos religiosos e sacerdotes, nascidos em Magueija, ou que para lá vieram viver desde a primeira infância, como o mais recente sacerdote que aí celebrou a Missa Nova, Pe. Ricardo Barroco.
       Aliás, foi por ocasião da Missa Nova do Pe. Ricardo Barroco, na Igreja Paroquial de São Tiago de Magueija, no dia 8 de julho de 2012, que o livro foi dado a conhecer: "Religiosos e Sacerdotes de Magueija (biografias do séc. XX)", da autoria de Paulo Ribeiro.
       O número significativo da vocações religiosas e sacerdotais expressa bem a vivência arreigada da fé cristã.
       Como residi durante muitos anos nesta paróquia de Magueija, embora me sentindo sempre de Penude (as duas fazem fronteira), sou também devedor da vivência da fé cristã. Sendo de Penude, a viver em Magueija, as festas da Catequese foram em Penude, mas a prática cristã, Domingos e Dias santos, era na Igreja Paroquial de São Tiago, e outras vezes, na Capela da Matança, ainda que muitas vezes nos deslocássemos à Matancinha, terra natal, ou mesmo à Igreja Paroquial de São Pedro de Penude.
       Salientaríamos a biografia do Pe. Ricardo Barroco, também ele natural de Penude, mas que desde a infância vive em Magueija. Foi ordenado sacerdote no dia 1 de julho de 2012 e celebrou a Missa Nova, em Magueija, no dia 8 de julho. Durante o ano pastoral precedente, esteve a estagiar em paróquias vizinhas, Valença do Douro e Desejosa.
       E do Pe. Luís Ribeiro da Silva, Pároco de Barcos, Santa Leocádia, Adorigo e Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Tabuaço, em trabalho pastoral intenso nas paróquias citadas, mas também em Tabuaço, Pinheiros, Távora, ou outras de que assumiu a paroquialidade durante algum tempo. A propósito, o Boletim Voz Jovem na sua edição de setembro de 2010, n. 123, foi uma das fontes para a resenha biográfica do Pe. Luís Ribeiro da Silva. O texto citado refere-se a uma pequena resenha sobre a vida do Pe. Luís, no ano em que celebrou as Bodas de Ouro Sacerdotais.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Pe. Ricardo Barroco - Imaculada Conceição

Reflexão distribuída na Eucaristia solene:
(Imagem do teto da Igreja paroquial de Tabuaço)
       "Nove dias passados, nove dias vividos com Maria. A vida é uma viagem feita de pequenas etapas, feita de pequenos encontros e o encontro com as pessoas de quem gostamos é sempre o mais fortuito. Esta novena foi assim como uma pequena mas importantíssima etapa em que caminhamos com a mãe de Deus, com a nossa mãe. Maria chegou, apresentou-se e sem gritar, sem correr, sem exaltar-se, tocou-nos onde mais precisamos: no nosso coração tantas vezes ferido, desconcentrado e perdido! 
       Não foram dias a falar de histórias passadas, fábulas ou de sonhos vãos. Falar de Maria é falar da nossa própria vida, do concreto, do presente. Não aguardamos ilusões; desejamos palavras reais. Não esperamos mentiras; queremos a autenticidade de gestos sentidos. Maria é o conjunto dos nossos dias, é o resumo das nossas lutas, vemos nela todos os esforços de uma vida. Ela é a procura de um sentido que se faz pessoa, exatamente como cada um de nós!
       Um Anjo chega e anuncia-lhe o impensável. Ela não contava! Sente-se pequena, diz que sim, mas ainda lhe resta na cabeça um pouco daquela dúvida de que tudo não passa de um sonho... "Porquê eu?" É a pergunta que nos assalta em tantos momentos. A resposta deve ser como a desta mulher: continuar em frente! O anúncio de Deus não é para esconder, a mensagem é para espalhar! A Boa Nova é para ser dita, proclamada aos outros. Maria fê-lo de forma exemplar ao caminhar em direção aos famintos de Esperança. Dirige-se à casa dos seus primos, a uma Isabel que está grávida como ela. De repente todos parecem estar de "esperanças". Também nós devemos ficar "grávidos" de Deus, ele que se quer fixar em nós. Homens e mulheres "grávidos" de amor! 
       Deus vem então para se estabelecer em nós como um novo inquilino. Estabeleceremos um contrato com Ele que pagará com a vida, não em prestações mensais! É a totalidade que nos oferece, nunca remendos ou partes do que quer que seja. Ele vem habitar um mundo desconhecido, este mundo que somos nós! Chega, entra, instala-se em nós! Não quer sair mais: não adianta rescindir o contrato ou despejá-Lo... Ele veio para ficar.
       No meio de tudo isto encontrámos um José baralhado. A mulher prometida prometeu igualmente a "Outro". Olha desconcertado para o à vontade daquela mulher: passeia a sua "infidelidade" com alegria. A bondade de um homem mede-se por aquilo que está disposto a assumir mesmo quando a inocência o justifica. Decide retirar-se! Todavia, uma segunda Anunciação: Maria é fiel, a Deus, a José, à Humanidade. O filho também é dele, é de todos nós. A paternidade que o Menino vem instaurar não é de sangue, mas de afinidade, afetos, de Amor.
       Novamente juntos, como todos devemos estar, Maria e José apresentam-nos o seu filho! Muitas vezes estamos tão "aéreos" que Deus passeia em nós e não damos conta. Somos a sua Jerusalém onde Deus Se quer perder. Somos a Sua cidade repleta de ruas, avenidas, casas que Jesus quer percorrer, palmilhar centímetro a centímetro para tudo conhecer. Apenas temos de O acolher, abrir-Lhe as portas para que Ele se sinta em casa, em Sua casa.
       Depois de Deus se instalar começa então a festa, o casamento, as Bodas de Caná. Alegria pura. Porém, mesmo no meio de tanta felicidade, esta vida que é dom torna-se tantas vezes um mar de sacrifício com as suas dores, doenças e azares. Uma festa interrompida invariavelmente na melhor parte. Nestes momentos Deus resgata-nos: somos as suas talhas onde Ele quer operar o milagre do esbanjamento. A mudança ocorre no interior. Uma mudança de esperança: tudo ficará bem! Acreditemos!
       Junto à cruz Maria/nós provaremos o derradeiro teste. As nossas limitações, as nossas impotências perante o correr do mundo só tem comparação no mistério da morte, das nossas mortes, dos espinhos com que finitude nos vai magoando. Mas a morte só tem sentido porque é "vivida"! Até ela tem Vida, uma alma de que Cristo a investiu no momento decisivo: tudo acaba em Ressurreição, tudo ressurge numa casa eterna que é o coração deste Pai que tanto nos Ama!
       Nossa Senhora da Conceição nos ilumine e nos leve como um pequeno barco, no qual somos convidados a embarcar numa viagem que mudará as nossas vidas!!!
Pe. Ricardo Jorge Barroco

Novena da Imaculada Conceição - 9.º dia

       No nono dia, o Pe. Ricardo conduziu-nos com Maria até à Cruz de Jesus. Ela diz pouco. Faz silêncio. Sofrimento e lágrimas. É hora de falar a cruz. A vida não é perfeita. Maria faz essa experiência. A dor está presente na Sua vida. A cruz é um espinho cravado no seu coração. A dor em si mesma nem sempre é mal, é um aviso que alguma coisa não está bem. E, por conseguinte, a dor pode levar à cura.
       A cruz é como um espinho cravado no coração. No de Maria e no nosso. E como a dor relembra-nos que a nossa vida não é perfeita, temos de continuar a caminhar.
       A Cruz é como um elevador, que se levanta da terra. Mas enquanto o elevador sobre e desce, a cruz sobe, não desce, eleva-nos. Está cravada na terra, como espinha no coração, para faz-nos ascender para o alto. 
       É como uma chave de fendas, gira sobre a terra. A CRUZ como que gira sobre a terra, apertando, apertando para compor, para ajustar. À memória a lembrança da estória de um rapazito que estava a "chatear" o pai, cientista famoso, enquanto este tentava trabalhar. Decidiu dar ao filho um puzzle do mundo, sabendo que o filho, de 5/6 anos nunca tinha visto o mapa mundo. Passados uns minutos a criança, para admiração do pai, entrega o puzzle completo. O pai pergunta muito admirado - como é que conseguiste compor tão rapidamente o mundo. Resposta do filho, por detrás do mundo, estava a figura de um homem... para consertar o mundo é necessário começar pelo homem, por nós...

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Novena da Imaculada Conceição - 8.º Dia

       No oitavo dia da novena, o Pe. Ricardo, seguindo os mistérios da vida de Maria e de Jesus, guiou-nos às Bodas de Canaã. Maria e Jesus são convidados. Vão em dois grupos separados. Não confundir Nossa Senhora com Jesus, nem colocar Maria no lugar de Deus. Maria, é a mais perfeita das criaturas, mas não é Deus. Só Deus é Deus e só Ele deverá ser adorado como tal.
       Jesus, como em Jerusalém, vai onde nós estamos, percorre os nossos caminhos, a nossa vida, em todas as artérias, em todas as circunstâncias. A história de Maria com Jesus é também a nossa história. Ele vem às nossas festas, ao nosso dia a dia.
       Às tantas Maria apercebe-se que os noivos não têm um elemento fundamental para a festa. Como não perceber aqui a nossa vida. Tudo nos corre de feição de repente, sem que não o fizesse prever, alguma coisa nos acontece, uma doença, uma dificuldade, a morte de alguém, um braço partido e tudo se desmorona. 
       Maria fala discretamente a Jesus, sussurra-lhe ao ouvido. Não pede, ou não exige. Deixa ao discernimento de Jesus. Quantas vezes a nossa oração é sobretudo para que Deus faça o que nós queremos e não o que Ele quer para nós. É preciso pedirmos, mas Deus bem sabe do que precisamos.
Maria confia em Jesus, confia em Deus: fazei o que Ele vos disser. Jesus parece resmungar, mas atende ao pedido de Maria, Sua Mãe.
       As talhas de água podem ser comparadas à nossa vida. Somos talhas, que é preciso encher de água e deixar que Deus a transforme em vinho, em vida.
       A este propósito uma pequena estória: um mestre que levou vários discípulos a sua casa. Quando chegou disse-lhes para escolherem um chávena de entre a enorme coleção de chávenas que se encontravam na sala. Foi fazer um chocolate quente, e viu a confusão na escolha das chávenas, como se estas pudessem alterar o conteúdo ou o sabor, ou a textura do chocolate. Assim é connosco. Assim aquelas talhas. Água ou vinho, a alteração está no interior, está em Deus, e na nossa ligação a Deus. Por outro lado, as talhas, as chávenas são as coisas que temos, que em nada alteram o que somos. precisamos de bem materiais, mas o importante é o que somos cá por dentro. E de facto aquele vinho levado aos noivos é excelente.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Novena da Imaculada Conceição - 7.º Dia

       Depois do NATAL, reflexão proposta no dia anterior, o pregador situou-nos em dois mistérios da vida da Sagrada Família: Apresentação de Jesus, e Perda do Menino no Templo.
       No Natal são os homens que vão ao encontro de Jesus, aos encontro do Menino: os pastores, os Magos vindos do Oriente. Com a Apresentação é Deus que em Jesus vai ao encontro das pessoas.
       A apresentação de Jesus no Templo de Jerusalém, é a apresentação na cidade, onde vão, onde estão todos. Jesus vai ao encontro de todas, pelas ruas, pelos corações dos que estão lá, dos que estão cá. Por outro lado, poderá hoje acontecer como então. Deus vem ao nosso encontro, passeia-se pelos caminhos da nossa vida, nas nossas cidades e aldeias, passa por nós, mas muitas vezes DESCONHECIDO. Deus entra na cidade anonimamente. Deus no meio de tantas pessoas e não é reconhecido. Apenas a profetisa Ana e o velho Simeão, com o espírito aberto e disponível para o mistério de Deus, percebem que Deus está no templo, Deus está em Jerusalém, e proclamam-no.
       Maria quase que desejava que ninguém soubesse. É o Seu Menino. Se se souber que é Deus, deixa de ser Seu, será de todos. Maria não quer ficar tão cedo sem o Seu amado Filho. Não está ainda preparada. Mas a voz de Ana e de Simeão lembram que Ele é para todos. Cedo deixará de ser apenas Seu Filho, para ser Filho do Homem, filho da humanidade, filho de Deus. Somos Ana e Simeão quando o nosso coração está sensível a encontrar Deus nos nossos irmãos.
       Por volta dos 12/13 anos, Jesus volta a Jerusalém, acompanhado dos pais e de outros familiares, vizinhos e amigos. É a idade em que se assume como homem entre os homens, como se fora um adulto, já pode falar publicamente, ler e refletir a Sagrada Escritura em público. Jesus, inserido nas tradições judaicas cumpre como as outras crianças e jovens.
       Nesta passagem vê-se como Jesus está mais crescido do que Maria. Ela não é Deus, Ela dá-nos Deus. É criatura como nós. A perda de Jesus pode ver-se em dois sentidos. Ele que Se perde. Maria e José que O perdem.
       Ele perde-Se, Deus quer perder-Se entre nós. Quer estar connosco. De novo em Jerusalém, de novo no Templo, de novo no meio dos homens, de novo nos nossos caminhos. Ele está onde deve estar: a ocupar-se das coisas do Pai. Cresceu.
       Maria e José regressam a casa. Quando a viagem vai em andamento, percebem que O perderam. Como deveria ter sido devastador. Não perdem uma coisa, perdem o Filho que tanto amam. Como é possível que nós percamos Deus, como é possível que Ele escape da nossa vida e nem nos apercebamos?! Quantas vezes nós perdemos Deus! Maria e José voltam atrás. O regresso a casa só faz sentido se Deus segue no seu caminho, de contrário é preferível voltar atrás, procurá-l'O onde se pode encontrá-l'O. Encontram-n'O onde Ele deveria estar. De novo se vê que Maria não está preparada para O perder para a humanidade. Ela já deveria saber que Ele está a ocupar-se das coisas de Deus. Também a Maria e José, Jesus indica o caminho (com Deus).
       Deus vem aos nossos caminhos. Como e onde O poderemos encontrar? Quantas vezes O perdemos?

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Novena da Imaculada Conceição - 6.º Dia

       O padre pregador, Pe. Ricardo Barroco, retomou "o fio ao meada" e depois de ter falado de São José, figura importantíssima do Advento, seria agora tempo para falar do Natal. Começou por introduzir uma pequena estória: um professor/a que mostrou a foto de uma família a uma turma, em que um dos filhos do casal era diferente dos seus irmãos que apareciam na foto. Uma das crianças interrogou o professor/a que lhe respondeu que aquela criança era adotada. Outra criança perguntou o que significava ser adotada. Na sala levantou-se uma menina dizendo que podia explicar pois também era adotada: uma criança adotada nasce do coração e não da barriga.
       Assim acontece com Maria e com José. Maria dá-nos um Filho que não é dela, é de todos, nasce do Seu ventre mas não é seu. Nasce sobretudo do coração. Maria vive 9 meses em advento, à espera do Filho de Deus. Dá-nos o Seu Filho, por Amor. A gravidez é uma alegria, mas é também uma dor. Ela sabe o que acontecerá, o Seu filho é para todos. Do mesmo jeito, e mais expressivo ainda, São José que é Pai adotivo, é Pai do coração e não do ventre. As duas coisas são importantes, mas no final o que nos une aos outros, aos filhos, é o amor. E por isso José é Pai de verdade porque ama até à loucura.
       Num segundo momento, introduzindo Natal, apresentou-nos a simbologia da mangedoura relacionada com o altar da Eucaristia. Mangedoura, onde está o alimento (para os animais). É lá que Maria coloca Jesus. É na mangedoura que os Magos e nós encontramos Jesus, o Deus Menino. Assim também no altar, onde se dá o milagre do alimento da Eucaristia. Jesus está verdadeiramente sobre o altar, e depois é "partido" por todos como alimento até à vida eterna. A mangedoura não se pode dispensar, pois é nela que encontramos o nosso alimento.
       No Natal, mas também no Advento, além de Maria (e de José), os Magos vindos do Oriente são figuras por demais relevantes. Quando chegam eles já fizeram um longo caminho. Estiveram em peregrinação durante meses ou anos. Maria esteve em advento 9 meses, nós 4 semanas, os Magos estiveram em atitude de espera e preparação durante largos meses. Vieram adorá-l'O. Como eles também nós devemos pôr-mo-nos a caminho, em peregrinação, mudando a nossa vida. Mudar o mundo é fácil, se começarmos por nos mudarmos a nós. O mais difícil é mudar o nosso coração.
       Ofereceram ouro, incenso e mirra, mas o fundamental é o terem oferecido a sua vida, o seu amor. Para aquele menino de nada valem os presentes materiais - são quanto muito um gesto de delicadeza e reconhecimento - , o que vale é o amor. Os Magos vieram de longe. Alteraram as suas rotinas, mudaram as suas vidas para se encontrarem com Jesus. E nós, estamos dispostos a mudar para encontrar Jesus.
       Coincidindo este com a celebração popular da popular Santa Bárbara, o pregador fez uma analogia entre Santa Bárbara e Maria, Mãe de Jesus. Prisioneira numa torre, Bárbara manda abrir uma terceira janela - evocando a Santíssima Trindade -, isto é, rasga as paredes para que entre mais luz. Assim Maia, rasga o mundo inteiro para que o Céu possa descer à terra. Com o Seu Sim vem mais LUZ, a Luz por excelência, Jesus. Por outro lado, a torre "cresce" para o alto, ultrapassam as demais construções. Em Maria, o nascimento de Jesus é como que a torre que nos une a Deus, eleva-Se da terra para o Céu, e simultaneamente e o Céu que brota da terra. Nossa Senhora faz uma ligação direta para Deus. Quando vivemos situações de maior dúvida e afastamento, sabemos que n'Ela temos ligação direta para Deus.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Novena da Imacaulada Conceição - 5.º dia

       Ao 5.º dia de Novena, o Pe. Ricardo brindou-nos com uma reflexão mais centrada em São José. A novena está atravessada pelo início do tempo do Advento, preparação para o Natal. São José é uma figura incontornável do Advento e do Natal.
       São José é o único homem a quem Deus chama Pai. O habitual é nós chamarmos a Deus nosso Pai. No caso concreto, José é verdadeira/legalmente o Pai de Jesus. É Filho de Maria e do Espírito Santo. Mas José acolhe-o como filho. Cuida dele. Responde às suas perguntas e às suas brincadeiras. Prepara-lhe uma casa para Ele morar. Ensina-lhe uma profissão.
       São José ensina-nos que a paternidade é muito mais do que a relação biológica. É PAI aquele que ama, que protege, que cuida, como José o faz em relação a Jesus.
       José ama até à loucura. É amor louco por Maria. Amor louco por Jesus. Amor louco por Jesus.
       Uma mulher que lhe está prometida. De repente diz-lhe que está grávida e que o Filho é de Deus. A dúvida é terrível, o sonho de uma vida feliz a dois, dá lugar a um pesadelo. Mas eis a segunda anunciação. A primeira a Nossa Senhora, que diz SIM a Deus. A segunda anunciação do Novo Testamento, do Anjo a José, em sonho. Em Maria, o sonho dá lugar à realidade de ser Mãe de Deus. Em José, a realidade, Maria que será a Sua mulher e a Mãe dos seus filhos, dá lugar ao sonho, ao pesadelo. Na sua anunciação José diz NÃO aos preconceitos humanos. Se José denunciasse Maria, esta seria, segundo a Lei, morta por apedrejamento. José decide fugir, deixá-la em segredo, para que Maria fique em segurança e não seja morta. Com a anunciação José diz NÃO à fuga.
São José mostra-nos como podemos preparar a casa para acolher Jesus, para acolher Maria, para acolhermos quem passa. Levando o amor até à loucura. Ele é ve3rdaeiro Pai de Jesus porque O ama até ao limite.
 (imagem do teto da Igreja Paroquial - altar-mor)

       Quando morre, José tem o Céu ao pé de Si, Jesus. Ele que preparou a casa para acolher o Céu, deixa agora o Céu, e parte da terra. Morre no Céu. É uma honra imensa, estar acompanhado, no leito da morte, por Maria e pelo Céu, por Jesus Cristo.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Novena da Imaculada Conceição - 4.º dia

        O quarto dia da Novena de Nossa Senhora da Conceição coincidiu com o Domingo, e neste caso concreto, com o Domingo I do Advento. Habitualmente a novena consta da recitação do Terço, celebração da Santa Missa e pregação incluída. Ao domingo, oportunidade para exposição e bênção solene do Santíssimo Sacramento, com a recitação do terço e pregação.
       O Padre pregador escolheu para o quarto dia a passagem da Visitação de Nossa Senhora à Sua prima Isabel. Depois da recitação do terço, a proclamação do Evangelho de São Lucas, narrando a Visitação, seguindo-se a reflexão.
       O Pe. Ricardo começou por falar na generosidade das abelhas e na doçura que espalham, "saltando" de flor em flor. Assim Maria espalha doçura. Não fica em casa. Vai e vai rapidamente visitar Isabel. O evangelho mostra que Maria e Isabel se saudaram, mal se encontram. O normal seria bater à porta e aguardar. Deus não bate à porta e espera. Entra de rompante na nossa vida. Cabe-nos depois acolher ou não. É Maria que visita Isabel, mas já com a marca de Jesus. É Cristo que já opera n'Ela maravilhas.
       Cristo irrompe na nossa vida, como na de Maria. E nós como reagimos, como espalhamos a doçura que Ele nos traz? Vamos ao encontro do irmão?

domingo, 2 de dezembro de 2012

Novena da Imaculada Conceição - 3.º dia

       Terceiro dia da NOVENA de Nossa Senhora da Conceição, sábado, 1 de dezembro, Eucaristia com crianças e com o Compromisso dos Acólitos. O Pe. Ricardo, Pregador deste ano, usou duas imagens na reflexão que nos propôs: um contrato imobiliário (de arrendamento), e o para-quedas.
       Num contrato imobiliário há direitos e deveres, daquele que cede e daquele que arrenda a casa para aí habitar.
       Com Jesus Cristo, Deus faz um contrato connosco. Quem paga renda fá-lo todos os meses. Jesus paga de uma vez para sempre, com a Sua vida, na Cruz. Uma única tranche a favor da humanidade inteira.
       Entra em nossa casa, no nosso coração, na nossa vida e apropria-se. Não Se vai embora. A condição que nos coloca tem a ver com a liberdade que possuímos, basta abrir-lhe as portas do nosso coração, tornámo-nos Sua casa, Sua habitação. Inunda-nos, preenche toda a nossa vida.
       Maria é a arrendatária, a intermediária. Na Anunciação, quando aceita ser a Mãe do Filho de Deus, Ela sabe que vai ser Mãe de um Filho que não é dela, e não é para Ela. O Filho é da humanidade inteira. Gera um Filho para nós. É Ela que possibilita o contrato connosco.
       A segunda história: um aviador que se despenhou na 2.ª Grande Guerra, e ao cair foi salvo pelo para-quedas que não o deixou ficar mal. Feito prisioneiro de guerra, depois desta acabar regressou aos EUA e a partir de então foi várias vezes solicitado para conferências, entrevistas, para falar da guerra e da forma como fora tratado. Um dia, no final de uma dessas conferências, do meio da audiência, um homem levantou-se, simples, pobre, anónimo, e perguntou-lhe se sabia quem lhe tinha dobrado o para-quedas que lhe permitiu sobreviver à queda do avião? Identificou-se. Agora, sempre que solicitado, começa as conferências perguntando à assembleia quem - hoje - vos dobrou o para-quedas, ou a quem nós dobramos o para-quedas...
       Assim é Maria com Deus e de Deus para connosco. Simples, humilde, pobre, responde SIM ao anúncio do Anjo. É Ela que nos traz o para-quedas, que o "dobra" para que Ele nos salve. E nós para quem dobramos o para-quedas?...

sábado, 1 de dezembro de 2012

Novena da Imaculada Conceição - 2.º dia

       Coincidindo com a Festa de Santo André, apóstolo, o segundo dia da novena de preparação da solenidade de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Tabuaço (e de Portugal).
       Se no primeiro dia o Pe. Ricardo falava de Nossa Senhora como a segunda ARCA, pela qual chega Deus até nós, de uma MÃE com um Coração enorme onde cabemos todos, um GPS que nos guia pela Fé para Jesus Cristo, neste dia referiu que Nossa Senhora era como que um MICRO ou um sistema de som que ampliava a voz de Deus, melhor, através d'Ela, a VOZ, a Palavra encarna e comunica-Se à humanidade inteira. Ela faz com que a VOZ se ouça mais longe, se ouça mais perto.
       Partindo do início, o Pe. Ricardo colocou-nos a refletir na ANUNCIAÇÃO, lembrando que Deus espera que Maria esteja pronta para Lhe falar, tal como espera que estejamos prontos para nos falar. A história de Maria, a relação de Deus com Maria, é a mesma relação de Deus com cada um de nós. Também a nós Deus nos chama, nos fala. Também de nós espera uma resposta. Os acontecimentos da vida de Nossa Senhora não são do passado, mas do presente e do futuro. Com Ela procuremos acolher a PALAVRA que vem de Deus, Jesus Cristo, Palavra que n'Ela Se faz carne, respondendo com a nossa vida, como Ela.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

NOVENA da IMACULADA CONCEIÇÃO

       Iniciámos, ontem, 29 de novembro, a NOVENA de preparação para a celebração solene da Imaculada Conceição, Padroeira desta nossa Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, de Tabuaço, com a presença do jovem sacerdote, Pe. Ricardo Jorge Barroco, o mais recente sacerdote, ordenado no passado dia 1 de julho.
       No primeiro dia de Novena, o Pe. Ricardo começou por lembrar como é fácil falar mal de quem quer que seja, mas muitas vezes é difícil falar bem de quem nos quer bem. Maria, como Mãe dos cristãos, e como as nossas Mães, há muito a dizer d'Ela.
       Ela há-de ser como um GPS que nos orienta nos caminhos da vida. Tal como o GPS nos indica a direção, basta colocar as coordenadas, também Nossa Senhora nos guia e as coordenadas são o amor, a paz, a oração, a humildade. Com estas coordenadas Maria ensina-nos o caminho da fé. Todos cabemos no Seu Coração. É um coração grande que nos abarca, e como uma Barca Ela nos ajuda a caminhar. Cabemos todos na Barca de Maria que nos leva a Deus.
       Nós esperamos por Deus. Em relação a Maria, foi Deus que esperou desde sempre por Maria, até ao dia em que Ela estivesse preparada. Somos convidados a esperar por Deus, sempre, e a encontrá-l'O nos irmãos, encarnando, entrando no coração dos outros. Maria ensina-nos a possuir um CORAÇÃO enorme onde todos cabemos. Assim devemos alargar o nosso coração para que todos entrem nele.
       Entre outras coisas, o Pe. Ricardo convidou-nos a levar à vida concreta o que professámos. Encarnar. Entrar na vida do outro, identificando-nos com ele.

domingo, 28 de outubro de 2012

Escola da Fé - CREIO EM DEUS PAI - Pe. Ricardo Barroco

       No dia 26 de outubro, sexta-feira, como previamente divulgado, a "primeira aula" da Escola da Fé, prevista para todos os meses, com acentuação formativa e/ou orante.
       Estando no ANO DA FÉ, respondendo ao desafio do nosso Bispo, D. António Couto, laçamos bases para que estes encontros sejam uma verdadeira escola de fé, aprofundando as razões da nossa fé, motivações para a alegria e para a esperança, rezando a vida, com um Deus que em Jesus nos mostra a face de um Deus meigo, amigo, companheiro, e fazendo a experiência de fé com os outros.
       Os temas, na acentuação formativa, partirão da formulação do CREDO, o que nos identifica como comunidade cristã. O primeiro tema - CREIO EM DEUS PAI.
       Para nos ajudar nesta primeira reflexão/formação, contamos com a presença do Pe. Ricardo Jorge Barroco, que será também o pregador da Novena e Festa da Imaculada Conceição. A novena, como retiro aberto, é também uma verdadeira escola de fé.
       O Pe. Ricardo procurou desmontar as imagens tradicionais de Deus, como bombeiro, como juiz, Deus "General", "Génio da Lâmpada", "Estrela de cinema", Deus "sádico", "Intelectual",... para nos mostrar o Pai e sobretudo Amigo com que Deus é revelado em Jesus. Por outro lado, vincando a urgência das nossas celebrações, e a nossa vida toda, espelhar a alegria da salvação.
       Abaixo algumas imagens deste encontro:
 
Para mais fotografias deste encontro consultar o perfil da:

domingo, 16 de setembro de 2012

Pregador da Festa de Santa Eufémia

       Pe. Ricardo Barroco, natural de Penude, paroquiano de Magueija, paróquias do Arciprestado de Lamego, foi ordenado sacerdote no passado 1 de julho, na Sé Catedral de Lamego, por D. António José da Rocha Couto, Bispo de Lamego.

Por curiosidade que já tínhamos aqui publicado, alguns pontos de contacto:
       A naturalidade é a mesma: PENUDE. Nascemos e fomos baptizados na paróquia de Penude.
       O Ricardo, ainda muito novo foi viver para Magueija. Entre os 2 e os 10/11 anos também vivi em Magueija e aí frequentei a Escola Primária (no Cabeço). Nessa altura, já andava no ciclo, regressei à minha povoação, Matancinha, em Penude. Ele permaneceu em Magueija.
       O Ricardo pertence a uma família - os Barrocos - a que também eu tenho ligações, parentes afastados. Quando era pequeno, diziam aos meus pais que eu saía à parte dos barrocos.
       Saliente-se também que o Ricardo tem um primo sacerdote, o Pe. Horácio Rossas, Comboniano e que se encontra atualmente na Zâmbia, em missão.
       No meu estágio pastoral, no Seminário Menor de Resende, como Diácono, na Equipa Formadora, encontrei o Ricardo Barroco, aluno do 8.º ano e depois do 9.º ano, juntamente com outros que hoje são sacerdotes, o Pe. António Giroto, aliás, são do mesmo ano e que foi o pregador da Festa no ano passado.
       Atualmente e desde há 12 anos ao serviço de paróquias no Arciprestado/Concelho de Tabuaço, e o Pe. Ricardo Barroco, integrou para estágio, a Equipa Sacerdotal do Pe. Amadeu e do Pe. Filipe, algumas paróquias deste Arciprestado: Valença do Douro, Desejosa (com a anexa da Balsa) e Pereiro.

Veja o perfil do Pe. Ricardo Barroco no facebook, bem como álbum de fotos da Ordenação Sacerdotal.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Ordenação do Diácono Ricardo Barroco

       Ontem, a partir das 16h00, na Sé Catedral, 135 anos depois da Dedicação da mesma, Dia da Igreja Diocesana, solenidade de Jesus Cristo Rei do Universo, o Administrador Apostólico da Diocese de Lamego, D. Jacinto Botelho, um dia depois de conhecer o Seu sucessor, D. António Couto, presidia à Eucaristia solene com a Ordenação de mais um Diácono em ordem ao sacerdócio ordenado: Ricardo Jorge Ribeiro Barroco.

Pontos de contacto:
       Durante a celebração de ordenação do novo Diácono Ricardo, lembramo-nos de alguns pontos de contacto importantes, pelo menos para nós.
       A naturalidade é a mesma: PENUDE. Nascemos e fomos baptizados na paróquia de Penude.
       O Ricardo, ainda muito novo foi viver para Magueija. Entre os 2 e os 10/11 anos também vivi em Magueija e aí frequentei a Escola Primária (no Cabeço). Nessa altura, já andava no ciclo, regressei à minha povoação, Matancinha, em Penude. Ele permaneceu em Magueija.
       O Ricardo pertence a uma família - os Barrocos - a que também eu tenho ligações, parentes afastados. Quando era pequeno, diziam aos meus pais que eu saía à parte dos barrocos.
       Saliente-se também que o Ricardo tem um primo sacerdote, o Pe. Horácio Rossas, Comboniano e que se encontra atualmente na Zâmbia, em missão.
       No meu estágio pastoral, no Seminário Menor de Resende, como Diácono, na Equipa Formadora, encontrei o Ricardo Barroco, aluno do 8.º ano e depois do 9.º ano, juntamente com outros que hoje são sacerdotes, como o Pregador da novena da Imaculada Conceição, o Pe. António Giroto, aliás, são do mesmo ano.
       Atualmente e desde há 11 anos ao serviço de paróquias no Arciprestado/Concelho de Tabuaço, e o Ricardo Barroco, integrando a Equipa Sacerdotal do Pe. Amadeu e do Pe. Filipe, estagia em algumas paróquias deste Arciprestado: Valença do Douro, Desejosa (com a anexa da Balsa) e Pereiro.