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segunda-feira, 24 de abril de 2017

VL – Largar a pele da serpente, revestir-se de Cristo

       Quem tem familiaridade com o campo é possível que, por mais de uma vez, tenha encontrado a pele de uma cobra. Por vezes a pele encontra-se quase inteira, como se de repente a cobra despisse uma camisa e vestisse outra. A pele das cobras é constituída por escamas. Mudam de pele periodicamente. Uma das finalidades desta muda será remoção dos parasitas. Outra explicação plausível é que as cobras crescem constantemente e precisam de largar a pele que as aprisiona e limita por uma nova pele, maior, que as liberta para continuarem a crescerem.
       A Quaresma encaminha-nos e prepara-nos para a Páscoa, vida nova, luz e salvação, a vastidão do Céu chega para toda a humanidade. Neste caminho somos desafiados à renúncia, à penitência. É um tempo de conversão e de esperança. É caminho (pessoal e comunitário) mas já iluminado pela ressurreição de Jesus. A mudança de vida é uma constante na vida do discípulo de Jesus Cristo. Fomos batizados na água e no Espírito Santo, tornamo-nos novas criaturas. A vida toda é esta configuração à nossa origem batismal.
       Um dos ritos do batismo é o da veste branca. “Agora és nova criatura e estás revestido de Cristo. Esta veste branca seja para ti símbolo da dignidade cristã”. Se voltarmos ao exemplo da renovação da pele na cobra, também esta veste nos reveste por inteiro. A cobra cresce e precisa de mudar de pele, libertando-se. Nós crescemos desde o batismo, precisamos de viver numa tensão permanente para fazer com que a nossa vida nos faça crescer na santidade, afeiçoando-nos a Cristo, isto é, adotando as feições de Cristo, ficando parecidos com Ele. Qual é a nossa pele antiga que nos aprisiona? Tudo o que nos impede de transparecer e testemunhar Jesus. Tudo o que nos afasta dos outros, o nosso egoísmo, o orgulho, a sobranceria, a avareza, a prepotência a inveja, o endeusamento do nosso ego.
        Mas alguém poderá perguntar: se é só a pele que muda então nada muda interiormente? Se nos fixarmos no exemplo da cobra talvez tenhamos alguma razão. Contudo, o desprendimento da pele velha expressa o seu crescimento e, portanto, todo o corpo da cobra cresce, além de se libertar dos parasitas. Como cristãos revestimo-nos de Cristo para que toda a nossa vida se transforme, libertando-nos dos parasitas que nos impedem de ser imagem e semelhança de Deus, rosto e presença de Jesus Cristo para as pessoas do nosso tempo.

Publicado na Voz de Lamego, n.º 4404, de 21 de março de 2017

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

DIA MUNDIAL DA PSORÍASE


Comemorou-se, hoje, o Dia Mundial da Psoríase – uma doença que afecta 125 milhões de pessoas em todo o Mundo e mais de 250 mil portugueses – com um conjunto de acções de sensibilização em todo o Mundo, com o objectivo de alertar a sociedade e os decisores políticos para o reconhecimento da Psoríase e Artrite Psoriática como doenças crónicas e incapacitantes.

Segundo João Cunha, presidente da Associação Portuguesa da Psoríase (PSOPortugal), o dia presta-se “a alertar para as dificuldades diárias dos doentes quer a nível físico, psicológico e financeiro".

Refere ainda que “para muitos, a Psoríase e Artrite Psoriática continuam a ser doenças ‘escondidas’, devido ao forte estigma social que ainda existe”. E acrescenta: “os efeitos são devastadores quer ao nível físico quer ao nível psicológico. A Psoríase é das doenças com maior taxa de suicídio e os portadores sentem-se de tal forma incomodados com os olhares de repulsa, quando estão em locais públicos, que se recusam a sair de casa”.

Para além do encontro, no primeiro dia da nova legislatura, a PSOPortugal entregou na Assembleia da República uma petição com 11 517 assinaturas a pedir a comparticipação a cem por cento de seis medicamentos de uso exclusivo.

Participação exclusiva

A associação realizou também, em conjunto com dois doentes – o Chefe de cozinha Hélio Loureiro e a apresentadora de televisão Dália Madruga –, o almoço «À Mesa com a Psoríase», que teve também como objectivo angariar fundos para a criação de uma linha de apoio aos doentes.

Dália Madruga juntou-se à PSOPortugal e deu a cara pelo problema que a afecta desde os seis anos. “É essencial que as pessoas saibam que não estão sozinhas e que devemos ser nós a controlar esta doença e não deixar que ela nos controle a nós. Tenho consciência de que sou uma figura conhecida do público, pelo que me senti no dever de me juntar e ajudar a sensibilizar a opinião pública para esta doença que é para toda a vida”.

O presidente da PSOPortugal, João Cunha, foi um dos oradores convidados, nas Primeiras Jornadas de Actualização em Psoríase, que se realizaram nesta quinta-feira, pelas 14h30, na Ordem dos Médicos.

A Psoríase deixa a pele vermelha e seca, começando depois a escamar e por vezes gretar. O rosto, o couro cabeludo, os cotovelos, os joelhos e as costas são as áreas mais afectadas, sendo que, nos casos mais graves, chega a atingir mais de 90 por cento do corpo.

Retirado de "Portal da Saúde"