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domingo, 1 de maio de 2011

Dia da Mãe em Távora, Tabuaço e Pinheiros

       Também em Távora, Tabuaço e Pinheiros se festejou o DIA da MÃE, com gestos específicos durante a celebração da Eucaristia.
       De Távora, além de um poema, em acção de graças, um dedicação com uma flor para as mães:
"És a luz do dia que percorre o meu coração
És o piano afinado que eu gosto de ouvir tocar.
És a lã fofa, em que eu gosto de me embrulhar.
És a flor mais linda do meu jardim".
       Em Tabuaço, o momento de acção de Graças, com um cântico interpretado pelos mais novos, uma flor, um poema:
"Sinto-me, sempre.
Ó Mãe,
À frente de mim,
Atrás, ao lado,
Dentro de mim,
Comigo.

Mão na mão
Olhos nos olhos,
Coração no coração,
Saber o que eu penso,
o que eu quero,
O que eu sinto,
o que eu sofro,
o que eu sonho,
Só porque és Mãe!

Quando saio,
Vens comigo,
Quando estou,
Não me deixas.
Falas com os teus lábios,
Com os teus olhos,
Com o teu coração,
Com o teu amor,
Que eu sinto sempre,
Onde quer que esteja!
Ó Mãe

Na dificuldade,
Dás alento;
Na alegria,
Dás razões;
Na dor,
Dás bálsamo.

Nos projectos,
Dás força;
Nas dificuldades,
Dás luz;
Em todo o lado,
Em tudo,
Sempre tu!

Que bela,
Ó Mãe,
Este presença!
Sem ti,
Que sou,
Senão o que seria
sem ti?

Por tudo,
Por tanto,
um OBRIGADO.

Por tudo,
Por tanto,
UM BEIJO, Ó MÃE

... E até Já!      ... e Até sempre!"
Na comunidade Paroquial de Pinheiros, mais um belo poema à Mãe;

"Hoje é o teu dia
este poema te vou dar
Fi-lo com muito amor
pois em ti estava a pensar

És a melhor Mãe do mundo
Como Tu não há igual
Obrigado por me amares
Mesmo quando me porto mal

Do belo jardim das Mais
Tu és a mais bela flor
E eu sou o rebentinho
Que nasceu de ti com amor

Para a minha Mãe
com amor e alegria
O maior beijo do mundo
Quero-te dar neste dia"

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Jardim de encantos

Nossa existência é um jardim de encantos,
Alegrias, flores, risos, dores, prantos,
Abrigo de ervas, de culturas mil.
Regatos despontam de dolentes fontes,
Alvoradas rompem por detrás dos montes,
Resplandece a vida num clamor febril.

Surgem os amores, ardem corações,
Curvam-se vontades ante as tentações
De humanos desejos, temperando vidas.
Mas as tempestades vão rompendo aos poucos
Laços de amizades, nos tornando loucos,
Egoístas, tristes, de almas sofridas.

Sendo esta vida um imenso jardim,
Busquemos tratá-lo, torná-lo, enfim,
Morada de amor, bondade, oração.
Pois se não regarmos os canteiros d’alma,
Se não cuidarmos do jardim com calma,
As daninhas ervas o exterminarão.

(autor Oriza Martins)

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Deus, responde-me!

Que adianta a beleza
do meu palacete,
se não sou capaz de oferecer
uma cama a quem dorme na calçada?

Que adianta ter mesa farta,
onde há do bom e do melhor,
se não sou capaz de levar a ela
uma criança desamparada?

Que adianta matar a fome
do meu estômago,
se não consigo
ter fome de Ti?

Que adianta eu viver
de festas e fanfarras,
se meu espírito
não está em sintonia Contigo?

Que adianta eu cultivar rosas
e encher-me de beleza,
se atiro espinhos
sobre os irmãos?

Que adianta eu falar de paz,
se não sou capaz
de perdoar meu adversário,
meu amigo e meu inimigo?

Que adianta dominar o mundo,
abarcar a terra,
se a morada do meu coração
acha-se desabitada?

(autor desconhecido)

terça-feira, 13 de abril de 2010

Poema do Menino Jesus

Num meio-dia de fim de primavera eu tive um sonho como uma fotografia: eu vi Jesus Cristo descer à Terra.
Ele veio pela encosta de um monte, mas era outra vez menino, a correr e a rolar-se pela erva, a arrancar flores para deitar fora, e a rir de modo a ouvir-se de longe.
Ele tinha fugido do céu. Era nosso demais pra fingir-se de Segunda pessoa da Trindade.
Um dia que DEUS estava dormindo e o Espírito Santo andava a voar, Ele foi até a caixa dos milagres e roubou três. Com o primeiro Ele fez com que ninguém soubesse que Ele tinha fugido; com o segundo Ele se criou eternamente humano e menino; e com o terceiro Ele criou um Cristo eternamente na cruz e deixou-o pregado na cruz que há no céu e serve de modelo às outras. Depois Ele fugiu para o Sol e desceu pelo primeiro raio que apanhou.
Hoje Ele vive na minha aldeia, comigo.
É uma criança bonita, de riso natural. Limpa o nariz com o braço direito, chapinha nas poças d'água, colhe as flores, gosta delas, esquece. Atira pedras aos burros, colhe as frutas nos pomares, e foge a chorar e a gritar dos cães. Só porque sabe que elas não gostam, e toda gente acha graça, Ele corre atrás das raparigas que levam as bilhas na cabeça e levanta-lhes a saia.
A mim, Ele me ensinou tudo. Ele me ensinou a olhar para as coisas. Ele me aponta todas as cores que há nas flores e me mostra como as pedras são engraçadas quando a gente as tem na mão e olha devagar para elas. Damo-nos tão bem um com o outro na companhia de tudo que nunca pensamos um no outro. Vivemos juntos os dois com um acordo íntimo, como a mão direita e a esquerda. Ao anoitecer nós brincamos as cinco pedrinhas no degrau da porta de casa. Graves, como convém a um DEUS e a um poeta. Como se cada pedra fosse todo o Universo e fosse por isso um perigo muito grande deixá-la cair no chão. Depois eu lhe conto histórias das coisas só dos homens. E Ele sorri, porque tudo é incrível. Ele ri dos reis e dos que não são reis. E tem pena de ouvir falar das guerras e dos comércios.
Depois Ele adormece e eu o levo no colo para dentro da minha casa, deito-o na minha cama, despindo-o lentamente, como seguindo um ritual todo humano e todo materno até Ele estar nu. Ele dorme dentro da minha alma. Às vezes Ele acorda de noite, brinca com meus sonhos. Vira uns de perna pro ar, põe uns por cima dos outros, e bate palmas, sozinho, sorrindo para os meus sonhos.
Quando eu morrer, Filhinho, seja eu a criança, o mais pequeno, pega-me Tu ao colo, leva-me para dentro da Tua casa. Deita-me na tua cama. Despe o meu ser, cansado e humano. Conta-me histórias caso eu acorde para eu tornar a adormecer, e dá-me sonhos Teus para eu brincar.
(Fernando Pessoa)

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Jesus é o meu tudo

Jesus é a palavra que deve ser anunciada.
Jesus é a verdade que deve ser narrada.
Jesus é o caminho que deve ser percorrido.
Jesus é a luz que deve resplandecer.
Jesus é a vida que deve ser vivida.
Jesus é o amor que deve ser amado.
Jesus é a alegria que deve ser partilhada.
Jesus é o sacrifício que deve ser oferecido.
Jesus é a paz que deve ser dada.
Jesus é o pão da vida que deve ser comido.
Jesus é o esfomeado que deve ser alimentado.
Jesus é o sedento que ser saciado.
Jesus é o nu que deve ser vestido.
Jesus é o sem abrigo que deve ser hospedado.
Jesus é o doente que deve ser curado.
Jesus é o homem só que ser consolado.
Jesus é o indesejado que deve ser desejado.
Jesus é o leproso a quem se devem lavar as feridas.
Jesus é o mendicante a quem se deve oferecer um sorriso.
Jesus é o bêbado a quem é preciso ouvir.
Jesus é o doente mental que é preciso proteger.
Jesus é o pequenino que é preciso abraçar.
Jesus é o cego que precisa de guia.
Jesus é o mudo que precisa de falar.
Jesus é o coxo com quem é preciso caminhar.
Jesus é o drogado que é preciso ajudar.
Jesus é a prostituta que é preciso libertar do perigo.
Jesus é o prisioneiro que é preciso visitar.
Jesus é o velhinho que precisa de ser servido.

Jesus é…
Jesus é o meu Deus.
Jesus é o meu esposo.
Jesus é a minha vida.
Jesus é o meu único amor.
Jesus é o meu tudo.
A minha plenitude.
Jesus,
Eis-me aqui amando com todo o meu coração, Com todo o meu ser.
 Madre Teresa de Calcutá

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

À VIRGEM SANTÍSSIMA

Num sonho todo feito de incerteza,
De noturna e indizível ansiedade,
É que vi teu olhar de piedade
E (mais que piedade) de tristeza...

Não era o vulgar brilho da beleza,
Nem o ardor banal da mocidade...
Era outra luz, era outra suavidade,
Que até nem sei se as há na natureza...

Um místico sofrer... uma ventura
Feita só de perdão, só de ternura
E da paz da nossa hora derradeira...
Ó visão, visão triste e piedosa!
Fita-me assim calada, assim chorosa...
E deixa-me sonhar a vida inteira!

Antero de Quental

domingo, 13 de setembro de 2009

Quadras a Santa Eufémia

Milagrosa Santa Eufémia
Virgem Santa, Padroeira
Ilumina a nossa fé
Que seja mais verdadeira

Milagrosa Santa Eufémia
Serva humilde do Senhor
Aceita a nossa oração
Nosso canto, nosso amor.

Milagrosa Santa Eufémia
Da nossa terra és encanto
Dá saúde aos doentinhos
Cobre-nos com o teu manto

Milagrosa Santa Eufémia
Chegado é o teu dia
Protege todos os que vêm
Em promessa ou romaria

Milagrosa Santa Eufémia
Tens nesta terra um altar
Ajuda os que de perto, ou de longe
Sempre te vão recordar.

Milagrosa Santa Eufémia
Belo exemplo do cristão
Ensina-nos a construir
A paz, o amor e a união.

Milagrosa Santa Eufémia
Que estais em vosso altar
Estais pedindo a Deus
Tudo para nos salvar

Milagrosa Santa Eufémia
Que és nossa padroeira
Rogai pelos portugueses
E pela nossa pátria inteira

Milagrosa Santa Eufémia
Está a chegar o teu dia
Ajudai vossos romeiros
No dia da romaria

Milagrosa Santa Eufémia
Que estais no vosso altar
Ajudai vossos romeiros
Que vos vêm visitar

Milagrosa Santa Eufémia
Que és o nosso encanto
Dai saúde aos doentinhos
Que vos pedem tanto.

SANTA EUFÉMIA
SANTA EUFÉMIA
SANTA EUFÉMIA
ROGAI POR NÓS

(Cantam-se durante a novena em honra de Santa Eufémia, em Pinheiros. Procura-se uma musicalidade mais fácil e alegre...)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Margaret Fishback Powers e Pegadas na Areia


"Pegadas na Areia" é um poema muito conhecido, sobre o caminho que Deus percorre connosco e como nos pega ao colo nos momentos mais difíceis da vida.

Foi escrito por Margaret Fishback Powers, em 1964.
Durante muitos anos o poema passou de mão e mão. Na mudança de casa, os poemas de Margaret perderam-se. Quando viu o poema tentou fazer valer os direitos de autor. Quando estava prestes a desistir, encontrou uma versão original...
No livro conta-se a origem do poema, a forma como se perdeu, a procura dos direitos, e o testemunho da verdade de que Deus nos carrega nas dificuldades maiores da nossa vida..

No dia 7 de Agosto de 1989, vão fazer um piquenique, com filha e várias crianças/jovens. À beira de um lago gelado com 12 metros de profundidade, com declives escorregadios... A filha caiu de uma escarpa de vinte metros, na água gelada. O marido tem um ataque cardíaco e cai... Um casal socorre-os, a esposa era enfermeira e ajuda o marido de Margaret. Esta vai direita à água, e o filho da enfermeira ajuda-a com uma corda que se destinava habitualmente a prender o cão. Entretanto, alguns jovens que nadavam no lago gelado encontra Paula e pensando que é um cadáver recolhem-na. Entretanto outra mulher vê e vai fazer-lhe reanimação, era uma enfermeira com treino específico para reanimação, cunhada da primeira enfermeira. Margaret vai de encontro ao marido, a nado, e parte um braço.
Os medicamentos que leva no bolso dão para o marido mas também para as suas dores. A filha, Paula, partiu o pescoço, deslocou um braço, perfurou um rim e o fígado. Mas está viva.
No Hospital uma enfermeira decide rezar por Paul, lendo o poema "Pegadas na Areia", que teve o título original de "Eu tive um sonho". A enfermeira diz desconhecer o autor e é então que Paul lhe revela que a autora é a esposa.

"Para nós, diz Margaret, será sempre uma recordação do nosso passeio na praia. Para nós, simboliza o momento em que percebemos que Deus nos dizia que este seria um casamento abençoado por Ele, e que lá estaria sempre a caminhar connosco, carregando-nos quando precisássemos de ser carregados".

A primeira edição do livro com o mesmo nome e que explica a origem do poema, o seu reaparecimento, veio a público em 1993. A Portugal chegou em 2009 e já vai na 4.ª edição.

Margaret Fishback Powers já escreveu 10 livros e compôs outros 16 mil poemas, a maioria com temática cristã. Conjuntamente com o marido, criou e dirige uma organização que promove a assistência a crianças de todo o mundo, no Canadá.

Pegadas na Areia


Uma noite tive um sonho.
Estava a passear na praia com o meu Senhor
Pelo céu escuro passavam cenas a minha vida.
Por cada cena, percebi que eram deixados dois pares
de pegadas na areia,
um que me pertencia
e outro ao meu Senhor.

Quando a última cena da minha vida passou perante mim
olhei para trás para as pegadas na areia.
Havia apenas um par de pegadas.
Apercebi-me de que eram os momentos mais difíceis
e tristes da minha vida.
Isso sempre me incomodou
e interroguei o Senhor
sobre o meu dilema.

"Senhor, quando decidi seguir-Te, disseste-me
que caminharias ao meu lado
e falarias comigo durante todo o caminho.
Mas apercebo-me de que,
durante os momentos mais atormentados da minha vida,
há apenas um par de pegadas.
Não percebo por que razão, quando mais precisei de Ti,
Tu me deixaste".

Ele segredou: "Meu precioso filho
Eu amo-te e nunca te deixarei,
nas horas de provação e de sofrimento. Nunca.
Quando viste na areia apenas um par de pegadas foi porque Eu te carreguei ao colo".

Margaret Fishback Powers(A versão é a que aparece no Livro com o mesmo título, Pegadas na Areia, estrelapolar. 4.ª Edição: 2009).