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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Papa FRANCISCO - Não há paz sem diálogo


Discurso do Papa Francisco a um grupo de estudantes e professores japoneses

       Bom dia! Vê-se que entendem o italiano...
       Saúdo-vos! Para mim esta visita é um prazer. Espero que esta viagem vos seja muito fecunda, pois conhecer outras pessoas e outras culturas nos faz sempre bem, nos faz crescer.
       E por quê? Porque se nos isolarmos em nós mesmos, só teremos o que temos, não poderemos crescer culturalmente; mas se formos ao encontro de outras pessoas, culturas, modos de pensar e religiões, sairemos de nós e começaremos a aventura tão bonita chamada «diálogo».
       O diálogo é muito importante para a nossa maturidade, pois no confronto com o outro, com as demais culturas, inclusive no confronto sadio com as outras religiões nós crescemos: crescemos e amadurecemos.
       Sem dúvida, há um perigo: se no diálogo nos fecharmos e nos irarmos, poderemos contestar; é o perigo da altercação, e isto não está bem, porque dialogamos para nos encontrarmos, não para impugnar.
       E qual é a atitude mais profunda que devemos ter para dialogar e não altercar? A mansidão, a capacidade de encontrar as pessoas, de encontrar as culturas com a paz; a capacidade de fazer perguntas inteligentes: «Mas por que pensas assim? Por que esta cultura é assim?». Ouvir o próximo e depois falar. Primeiro ouvir, depois falar. Tudo isto é mansidão. Se tu não pensas como eu — sabes... penso de outro modo, não me convences — mas somos amigos à mesma; ouvi como tu pensas e tu ouviste como eu penso.
       E sabeis algo, algo importante? É este diálogo que faz a paz. Não se pode ter paz sem diálogo. Todas as guerras e lutas, todos os problemas insolúveis, com os quais nos confrontamos existem devido à falta de diálogo. Quando existe um problema, dialogo: isto leva à paz. É isto que desejo a vós nesta viagem de diálogo: que saibais dialogar; como pensa esta cultura, como isto é bonito, não gosto disto, mas dialogando. Assim crescemos. Desejo-vos isto, e uma boa viagem em Roma. Desejo o melhor para vós, para a vossa escola, para as vossas famílias. Deus abençoe todos vós. Obrigado!

Pátio de São Dâmaso, Quarta-feira, 21 de Agosto de 2013
FONTE: aqui.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Roberto Carneiro - Educação, Cidadania, Ano da Fé, Europa

       "O antigo ministro da Educação, em entrevista à FAMÍLIA CRISTÃ, fala sobre um novo modelo educativo de serviço. A palavra servir – tão cristã – leva-nos a estender a conversa a outros focos. Escola, professores, alunos, família, cidadania, Igreja, fé, vida, doença e morte – eis alguns dos assuntos abordados numa conversa de duas horas no edifício da Biblioteca João Paulo II, da Universidade Católica de Lisboa".
 

FC – Quando falta cidadania, quando os portugueses participam muito pouco...
R.C. – Estou preocupado com isso. Há uma clivagem ética, cada um tenta resolver os problemas por si e para si. Esta clivagem ética de toda a Europa mina os seus fundamentos. Recordo-me de um episódio, passado há já alguns anos, quando um jornalista pergunta ao [ensaísta] Eduardo Lourenço qual seria a solução para a Europa. Ele respondeu simplesmente: «A fraternidade cristã.» Na fraternidade cristã somos todos irmãos em Jesus Cristo e filhos do mesmo Pai. Ninguém tem o direito de explorar e maltratar o outro. Esse sentido ético da fraternidade é eu sentir que preciso do outro para a minha felicidade, porque o outro não é senão a outra metade de mim. Sou incompleto se não me completar com o outro. Por conseguinte, uma questão central que temos de recolocar hoje, como há 2000 anos, é: Quem é o meu próximo? Como me posso sentir pobre dele? Que iniciativa devo tomar para dele me aproximar sem nada esperar em retorno?

FC – Em outubro inicia-se o Ano da Fé, que também se cruza com essa questão.
R.C. – A fé faz-nos livres para servir melhor o outro. A fé tem de ser imbuída em sentido de serviço, senão é orgulho pessoal. Ninguém se salva sozinho, salva-se sobretudo no abraço ao outro, no encontro com o outro e pensar que o outro tem sempre coisas fantásticas a dar-me: o sem-abrigo, o imigrante, eventualmente o mendigo andrajoso que nos repugna porque cheira mal... Quando nós achamos que uma pessoa não merece a nossa atenção é porque não a conhecemos. Se eu não a descubro, a culpa é minha. Está ali um filão para descobrir, é um poço onde posso matar a sede. Se eu souber beber do poço dos que estão à minha volta, disponíveis para o diálogo e para a relação, nunca mais terei sede.

FC – Que trabalho tem de ser feito pela Igreja no Ano da Fé?
R.C. – Organizar as comunidades de base. É de baixo para cima, capilarmente, que a Igreja se faz. Há uma grande crise da prática religiosa. Aproveito para dizer que ir ao domingo à Missa não faz ninguém praticante. Praticante é o que põe em prática a Palavra de Cristo. Precisamos de pastores e de uma orientação mais clara neste momento de crise: faça-se ouvir a voz da Igreja Mãe e Mestra. É preciso também rever a cultura em família. A semente tem de ser lançada quando a criança ainda é pequenina, e acarinhada para fazer com que a criança se enamore da pessoa de Cristo. A pessoa que não se enamora não descobre amor, não dá nada. O amor está na base da redenção. Temos de nos enamorar, ler todos os dias a Sagrada Escritura e nela buscar o "rosto de Cristo, meu irmão". Como se pode chegar à fé sem tempos de silêncio para ouvirmos a voz do Pai? O silêncio é, para mim, frequentemente, olhar para o crucifixo, testemunhar a grandeza contida na contingência humana, e escutar...

FC – O que escuta do Pai?
R.C. – Coisas terríveis: «És um soberbo, um orgulhoso, não estejas a dissimular as tuas deficiências, não queiras esconder a tua realidade frágil.»

FC – Que coisas boas lhe diz o Pai?
R.C. – «Estou sempre do teu lado. Nunca te abandonarei.» Sabe, cada vez mais identifico na Vanitas o grande pecado mortal. A vaidade está na raiz de todas as fraquezas humanas, da luxúria, da gula, da preguiça, da inveja, da mentira... e é o orgulho que nos afasta do Pai.

FC – Quando é que o Eng. Roberto Carneiro tem vaidade?
R.C. – Permanentemente. Quando tento parecer o que não sou. Em muitas conferências sou aplaudido. Aplausos para quê? Ajo para o reino de Deus ou para glória pessoal? Reconhecer que se é homem, pecador e frágil é fundamental para se ser salvo.

FC – Sente-se cada vez mais frágil?
R.C. – E dependente... uma dependência cada vez maior com a idade e com algumas maleitas. Às vezes para descer um degrau preciso de ajuda, preciso de um computador para escrever (já não consigo escrever à mão porque tremo), às vezes preciso de ajuda para descodificarem aquilo que digo. É a dependência. A dependência de Deus é total. Entrego-me nas mãos do Pai. Peço-Lhe sem descanso: «Dá-me sentido para isto, dá-me o sentido da vida» – e o sentido da vida e da morte é a dependência. Tornar-se dependente cada vez mais do Pai, é perceber que não se tem vontade própria, de nada nos serve a (van)glória pessoal. Tudo o que se faz bem, faz-se pelo Pai. O que sai bem, é o Pai que nos ajuda, é para glória de Deus e para o progresso do Seu reino que temos de fazer as coisas. Portanto, digo-Lhe: «Faz de mim o que quiseres.» A vida é bela se soubermos apreciá-la no esplendor da dependência do Senhor da História.

FC – Mesmo os amargos de boca...
R.C. – Os amargos de boca têm sentido – ajudam-nos a sentir a nossa fragilidade. Quando morrer espero poder dizer como São Paulo: «Combati o bom combate, cheguei ao fim da corrida e mantive a minha fé.»
 (Entrevista completa, edição de setembro da Família Cristã)

domingo, 30 de outubro de 2011

A lição da CRIANÇA sobre o amor!

       Numa sala de aula, havia várias crianças.
       Quando uma delas perguntou à professora:
       - Professora, o que é o amor?
       A professora sentiu que a criança merecia uma resposta à altura da pergunta inteligente que fizera. Como já estava na hora do recreio, pediu para que cada aluno desse uma volta pelo pátio da escola e trouxesse o que mais despertasse nele o sentimento de amor.
       As crianças saíram apressadas e, ao voltarem, a professora disse:
       - Quero que cada um mostre o que trouxe consigo.
       A primeira criança disse:
       - Eu trouxe esta flor, não é linda?
       A segunda criança falou:
       - Eu trouxe esta borboleta. Veja o colorido de suas asas, vou colocá-la em minha coleção.
       A terceira criança completou:
       - Eu trouxe este filhote de passarinho. Ele havia caído do ninho junto com outro irmão. Não é uma gracinha?
       E assim as crianças foram se colocando.
       Terminada a exposição, a professora notou que havia uma criança que tinha ficado quieta o tempo todo. Ela estava vermelha de vergonha, pois nada havia trazido. A professora se dirigiu a ela e perguntou:
       - Meu bem, por que você nada trouxe?
       E a criança timidamente respondeu:
       - Desculpe, professora. Vi a flor e senti o seu perfume. Pensei em arrancá-la, mas preferi deixá-la para que seu perfume exalasse pôr mais tempo. Vi também a borboleta, leve, colorida. Ela parecia tão feliz que não tive coragem de aprisioná-la. Vi também o passarinho caído entre as folhas, mas, ao subir na árvore, notei o olhar triste de sua mãe e preferi devolvê-lo ao ninho. Portanto professora, trago comigo o perfume da flor, a sensação de liberdade da borboleta e a gratidão que senti nos olhos da mãe do passarinho. Como posso mostrar o que trouxe?
       A professora agradeceu a criança e lhe deu nota máxima, pois ela fora à única que percebera que só podemos trazer o amor no coração.

Autor desconhecido, in Nova Civilização.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Bento XVI com Religiosas e Professores Universitários

       Foram vários os desafios que o Papa deixou aos jovens professores universitários que o ouviram no Mosteiro do Escorial, em Espanha. Bento XVI mostrou-se conhecedor da vida universitária e pediu aos professores que não se deixem conquistar pela vaidade.
        “Havemos de considerar que a verdade em si mesma está para além do nosso alcance. Podemos procurá-la e aproximar-nos dela, mas não possuí-la totalmente; antes, é ela que nos possui a nós e estimula. Na actividade intelectual e docente, a humildade é também uma virtude indispensável, pois protege da vaidade que fecha o acesso à verdade. Não devemos atrair os estudantes para nós mesmos, mas encaminhá-los para essa verdade que todos procuramos. Nisto vos ajudará o Senhor, que vos propõe ser simples e eficazes como o sal, ou como a lâmpada que dá luz sem fazer ruído”, afirmou. 
Foi neste sentido que o Papa defendeu que professores e estudantes devem procurar, juntos, a verdade em todos os saberes.
       “Encarecidamente vos exorto a não perderdes jamais tal sensibilidade e encanto pela verdade, a não esquecerdes que o ensino não é uma simples transmissão de conteúdos, mas uma formação de jovens a quem deveis compreender e amar, em quem deveis suscitar aquela sede de verdade que possuem no mais fundo de si mesmos e aquele anseio de superação. Sede para eles estímulo e fortaleza”, apelou.
       Outro aspecto focado pelo Santo Padre é o exemplo do mestre. Não basta ser erudito e ensinar bem, é preciso comprometer-se com aquilo que ensina. 
       “Como se sabe, quando a mera utilidade e o pragmatismo imediato se erigem como critério principal, os danos podem ser dramáticos: desde os abusos duma ciência que não reconhece limites para além de si mesma, até ao totalitarismo político que se reanima facilmente quando é eliminada toda a referência superior ao mero cálculo de poder. Ao invés, a genuína ideia de universidade é que nos preserva precisamente desta visão reducionista e distorcida do humano”, considerou.
       Antes, o Papa dirigiu-se a milhares de jovens freiras, que o receberam com um enorme entusiasmo. 

Notícia: Rádio Renascença. Ver também Agência Ecclesia.


A partir da Agência Ecclesia:

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A "outra" poluição... bem mais destrutiva!

       O professor mandou redigir um texto acerca da poluição. De facto, é um assunto muito actual, sobretudo nas cidades. As pessoas continuam a poluir a atmosfera com o anidrido de carbono, a poluir a terra com os pesticidas, a poluir as águas com as descargas poluentes das fábricas.
       Os alunos foram à internet e apresentaram trabalhos sem originalidade. Apenas um deles viu a poluição de outra maneira. Escreveu ele:
       "Polui o egoísta que só pensa em si mesmo. Polui o preguiçoso que é um parasita. Polui o marido que trata a esposa como escrava. Polui quem faz mal em vez de fazer o bem. Polui quem anda na vida sempre envinagrado em vez de irradiar alegria. Polui o corrupto que enriquece à custa do povo. Polui o jornalista que divulga mentiras e difama as pessoas".
       O professor gostou deste texto, que serviu de motivação para toda a turma dialogar.

In Revista Juvenil, n.º 545, abril de 2011.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Uma Chávena de chá


Um sábio japonês, conhecido pela profundidade e justeza das suas doutrinas, recebeu a visita de um professor universitário que tinha ido inquirir acerca dos seus pensamentos.

O professor universitário tinha fama de ser orgulhoso, nunca prestando atenção às sugestões dos outros, julgando-se sempre na posse de toda a verdade.

O sábio quis dar-lhe uma lição. Para tal quis servir-lhe uma chávena de chá.

Começou por deitar o chá pouco a pouco. E a chávena encheu-se.

O sábio, fingindo não dar conta de que a chávena já estava cheia, continuou a deitar até que este transbordou e começou a molhar a toalha. O velho japonês mantinha a sua expressão serena e sorridente.
O professor universitário viu o chá a transbordar e ficou sem perceber como era possível uma tal distracção, tão contrária às normas das boas maneiras. Mas, a dado momento, não pôde conter-se mais e disse ao sábio:

— Já está cheia! Não cabe mais!

O sábio, imperturbável, disse-lhe então:

— Tal como esta taça, também tu estás cheio da tua cultura, das tuas opiniões, de um amontoado de conjecturas eruditas e complexas. Como posso eu falar-te da sabedoria, que só é compreendida pelas pessoas simples e disponíveis, se antes não esvaziares a tua chávena?

O professor compreendeu a lição. A partir desse dia, esforçou-se por se “esvaziar” das suas certezas e por escutar as opiniões dos outros, sem desprezar nenhuma delas.

(autor desconhecido)

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Ser "Professor"


Jô Soares define o que é ser "Professor"...

O material escolar mais barato que existe na praça é o professor !

É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.

Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia".

Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.

Não falta ao colégio, é um "Adesivo".
Precisa faltar, é um "turista".

Conversa com os outros professores, está "malhando" nos alunos.
Não conversa, é um desligado.

Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.

Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.

Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não se sabe impor.

A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as hipóteses do aluno.

Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.

Fala correctamente, ninguém entende.
Fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário.

Exige, é rude.
Elogia, é debochado.

O aluno é retido, é perseguição.
O aluno é aprovado, deitou "água-benta".

É! O professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui,
agradeça a ele.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

História da vida professora- aluno

Podemos fazer a diferença... EDUCAÇÃO
A professora Teresa conta que no seu primeiro dia de aulas parou em frente aos seus alunos do 5º ano e, como todos os demais professores, disse-lhes que gostava de todos por igual.

No entanto, ela sabia que isto era quase impossível, já que na primeira fila estava sentado um rapaz chamado Ricardo.

Ela, aos poucos, notou que ele não se dava bem com os colegas da classe e muitas vezes as suas roupas estavam sujas e cheiravam mal. Houve até momentos em que ela sentia um certo prazer em dar-lhe notas baixas ao corrigir as suas provas e trabalhos.

Ao iniciar o ano lectivo, era solicitado a cada professor que lesse com atenção a ficha escolar dos alunos, para tomar conhecimento das anotações. Ela deixou a ficha do Ricardo para último. Mas quando a leu foi grande a sua surpresa...

Ficha do 1º ano: “Ricardo é um menino brilhante e simpático. Os seus trabalhos estão sempre em ordem e muito nítidos. Tem bons modos e é muito agradável estar perto dele.”

Ficha do 2º ano: “Ricardo é um aluno excelente e muito querido dos seus colegas, mas tem estado preocupado com a sua mãe que está com uma doença grave e desenganada pelos médicos. A vida no seu lar deve estar a ser muito difícil.”

Ficha do 3º ano: “A morte da sua mãe foi um golpe muito duro para o Ricardo. Ele procura fazer o melhor, mas o seu pai não tem nenhum interesse e depressa a sua vida será prejudicada se ninguém tomar providências para ajudá-lo.”

Ficha do 4º ano: “O Ricardo anda muito distraído e não mostra interesse algum pelos estudos. Tem poucos amigos e muitas vezes dorme na sala de aulas.”

Ela deu-se conta do problema e ficou terrivelmente envergonhada... E ficou pior quando se lembrou dos lindos presentes de Natal que ela recebera dos alunos, com papéis coloridos, excepto o do Ricardo, que estava enrolado num papel de supermercado.

Lembrou-se que abriu o pacote com tristeza, enquanto as outras crianças se riam ao ver que era uma pulseira à qual faltavam algumas pedras e um frasco de perfume pela metade.

Apesar das piadas ela disse que o presente era precioso e pôs a pulseira no braço e um pouco de perfume sobre a mão.

Naquela ocasião Ricardo ficou um pouco mais de tempo na escola do que o costume. Relembrou-se, ainda, que ele lhe disse: - A senhora está perfumada como a minha mãe!

E, naquele dia, depois de todos se irem embora, a professora chorou durante bastante tempo... De seguida, decidiu mudar a sua maneira de ensinar e passou a dar mais atenção aos seus alunos, especialmente ao Ricardo.

Com o passar do tempo ela notou que o rapaz só melhorava. E quanto mais ela lhe dava carinho e atenção, mais ele se animava. Ao finalizar o ano lectivo, o Ricardo foi o melhor da classe.

Seis anos depois, recebeu uma carta do Ricardo contando que havia concluído o secundário e que ela continuava a ser a melhor professora que tivera.

As notícias repetiram-se até que um dia ela recebeu uma carta assinada pelo Dr. Ricardo Stoddard, o seu antigo aluno, mais conhecido como Ricardo. Mas a história não terminou aqui...

Tempos depois recebeu o convite de casamento e a notificação do falecimento do pai de Ricardo. Ela aceitou o convite e no dia do casamento usou a pulseira que recebeu do Ricardo anos antes, e também o perfume.

Quando os dois se encontraram, abraçaram-se longamente e Ricardo disse-lhe ao ouvido: “Obrigado por acreditar em mim e me fazer sentir importante, demonstrando-me que posso fazer a diferença.”

E com os olhos banhados em lágrimas sussurrou: “Engano teu! Depois que te conheci aprendi a leccionar e a ouvir os apelos silenciosos que ecoam na alma do educando.

Mais do que avaliar as provas e dar notas, o importante é ensinar com amor mostrando que é sempre possível fazer a diferença...” (Autor Desconhecido)

Afinal, o que realmente faz a diferença?
É o fazer acontecer, a solidariedade, a compreensão, a ajuda mútua e o amor entre as pessoas... O resto vem por acréscimo... É este o segredo da VIDA. Tudo depende da Pedagogia do Amor.

E por "isto"vale a pena ser professora!...