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sábado, 2 de maio de 2015

Paróquia de Pinheiros | Páscoa 2015 | Fotos

       A Páscoa é a festa litúrgica mais importante para os cristãos. A partir da Páscoa de Jesus, o nascimento da Igreja e dos cristãos. Um pouco por todas as comunidades se valorizam estes dias de celebração, festa, encontro e oração.
       É todo um tempo que se inicia com a Quaresma e se prolonga por 50 dias de Páscoa, até à solenidade de Pentecostes.
       O vídeo-diaporama que se segue, apresenta imagens deste ano na Paróquia de Santa Eufémia de Pinheiros, abrangendo a Quaresma, que incluiu a caminhada quaresmal, e a Semana Santa, para culminar na Páscoa, com a Visita Pascal.
       Como música de fundo, o grupo SIMPLUS, com o tema: "A Promessa".

segunda-feira, 30 de março de 2015

Caminhada Quaresmal 2015: início da Semana Santa

DOMINGO DE RAMOS NA PAIXÃO DO SENHOR
Texto da Caminhada Quaresmal, nas paróquias de Pinheiros e de Tabuaço, assinalada por um gesto/símbolo, sublinhando um aspeto do Evangelho do respetivo domingo. Em Domingo de Ramos na Paixão do Senhor, a Cruz, expressão do Amor de Deus manifestado em Jesus Cristo. Em Tabuaço, a capa e a cruz... em Pinheiros, a Cruz.
(Paróquia de Tabuaço)
(Paróquia de Pinheiros)

Com o Domingo de Ramos iniciamos a Semana Maior dos Cristãos, mistério pascal da morte e ressurreição de Jesus, Amor divino que nos assume na nossa fragilidade humana, na nossa caminhada pela história e pelo tempo.

CAPA – No primeiro momento, a entrada triunfal de Jesus na cidade santa de Jerusalém. À passagem de Jesus, várias pessoas lançam capas e ramos ao chão, reconhecendo-O como Messias, o Rei de Israel.
Seguindo o gesto daquela multidão, que saibamos amaciar o chão dos nossos irmãos para que sintam mais suaves as pedras que encontram pelo caminho. Podemos não evitar os tropeços ou os obstáculos, mas podemos estender a capa e a mão que os outros caminhem confiantes.

CRUZ – Quando Eu for levantado da terra, atrairei todos a Mim.
A Cruz é o sinal maior do amor de Deus que Se mostra em Jesus. Amor levado às últimas consequências, até à última gota de sangue. 
Que cada um de nós, atraído por tão grande amor, atraído pela Cruz de Jesus que nos abraça, possa tornar-se discípulo missionário, acolhendo a Mensagem e a Vida de Jesus, que nos é dada, e anunciando a todos a alegria do Evangelho.
A Cruz abarca a nossa história por inteiro. O AMOR de Deus que se firma na terra e se levanta, levantando-nos para a amizade com Deus e com os que seguem o caminho connosco.´
Professemos a nossa Fé:Creio em Um só Deus…

domingo, 22 de março de 2015

Paróquia de Pinheiros: CAMINHADA QUARESMAL

5.º DOMINGO DA QUARESMA
Caminhada Quaresmal nas paróquias de Pinheiros e de Tabuaço, assinalada por um gesto/símbolo, sublinhando um aspeto do Evangelho do respetivo domingo. Neste domingo, o desejo manifestado pelos gregos em ver Jesus (cf. Jo 12, 20-33), com a colocação de GLOBO com o rosto de Jesus. Em Pinheiros a opção por texto/reflexão:

Queríamos ver Jesus.
É um pedido que preenche por inteiro o Evangelho que nos é dito neste Domingo.
Jesus e os apóstolos sobem a Jerusalém, onde se concentra grande número de judeus.
É por ocasião da Páscoa judaica, que faz a memória da libertação do Povo.
Vêm de muitos lugares, das terras próximas, mas também de terras mais distantes.
Alguns vivem no estrangeiro e já nem falam a língua dos pais e, por isso, recorrem a um apóstolo que fala grego, a Filipe.
A fama de Jesus, para o bem e para o mal, já se tinha espalhado.
Como acontece na nossa comunidade, há notícias que correm depressa. 
Aqueles gregos já tinham ouvido falar de Jesus, ou na Grécia, por algum familiar que os visitou, algum comerciante ou no regresso à Judeia.
São muitos os motivos que conduzem a Jesus: curiosidade, ir na onda dos outros, conhecer a proposta de Jesus, ir à procura de um sentido novo para a sua vida.
Ainda que não saibamos as motivações, o pedido é claro e decidido: Queríamos ver Jesus.

COLOCAÇÃO DO GLOBO.

Para prevenir equívocos e evitar falsas esperanças, Jesus fala do que está para vir:
“Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; mas se morrer, dará muito fruto. Quem ama a sua vida, perdê-la-á, e quem despreza a sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna. Se alguém Me quiser servir, que Me siga, e onde Eu estiver, ali estará também o meu servo”.
Mais perto, aqueles gregos, mas também os seus discípulos, começam a ver claramente que o projeto de Jesus exige coragem e serviço. Aproximam-se horas difíceis em que Ele será posto à prova. Mas também nós somos postos à prova.
Os gregos queriam ver Jesus. E nós, queremos ver Jesus?
E se estamos com Ele, facilitamos que outros cheguem perto de Jesus, como fez Filipe e André? Ou, pelo contrário, formamos uma barreira com a multidão, impedindo que outros se aproximem de Jesus?

Senhor Jesus, que também eu deseje ver-Te,
na palavra de cada domingo, no pão da Eucaristia, no irmão que puseste ao meu lado.
Que queira seguir-Te, tomando a cruz dos meus dias, e na Tua companhia, descobrir a alegria de ser teu discípulo, testemunhando o Amor que Tu nos trazes, para que outros queiram ver-Te e seguir-Te.

Paróquia de Tabuaço: CAMINHADA QUARESMAL 2015

5.º DOMINGO DA QUARESMA
Caminhada Quaresmal nas paróquias de Pinheiros e de Tabuaço, assinalada por um gesto/símbolo, sublinhando um aspeto do Evangelho do respetivo domingo. Neste domingo, o desejo manifestado pelos gregos em ver Jesus (cf. Jo 12, 20-33), com a colocação de GLOBO com o rosto de Jesus. Em Tabuaço a opção pela encenação do Evangelho.


PERSONAGENS:

Narrador | Jesus | André | Filipe | Gregos | Apóstolos | Multidão | Voz Off


Narrador: Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo, alguns gregos que tinham vindo a Jerusalém para adorar nos dias da festa, foram ter com Filipe, de Betsaida da Galileia, e fizeram-lhe este pedido:

Um grego: «Senhor, nós queríamos ver Jesus».

(Cântico: Queremos ver Jesus…)

Narrador: Havia sempre pessoas a partir e a chegar. Muitas vezes nem tinham tempo para comer ou para descansar. Ainda mais quando se aproximavam os dias de Páscoa. De todo o mundo há pessoas que querem ver Jesus.

GLOBO

Narrador: Filipe foi dizê-lo a André.

Filipe: Há pessoas que querem aproximar-se para ver Jesus.

André: Vamos dizer-lhe.

(Aproximam-se de Jesus e dizem): Mestre, há mais pessoas que querem ver-Te.

Jesus: «Chegou a hora em que o Filho do homem vai ser glorificado. Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; mas se morrer, dará muito fruto. 

(CÂNTICO: grão de trigo)

Jesus: Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; mas se morrer, dará muito fruto. Quem ama a sua vida, perdê-la-á, e quem despreza a sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna. Se alguém Me quiser servir, que Me siga, e onde Eu estiver, ali estará também o meu servo. E se alguém Me servir, meu Pai o honrará. Agora a minha alma está perturbada. E que hei de dizer? Pai, salva-Me desta hora? Mas por causa disto é que Eu cheguei a esta hora. Pai, glorifica o teu nome».

Narrador: Veio então do Céu uma voz que dizia:

Voz Off: «Já O glorifiquei e tornarei a glorificá-l’O».

Narrador: As pessoas não têm a certeza do que aconteceu…

Um jovem: Que foi isto? Ouviste o mesmo que eu?

Outro jovem: Foi um trovão, foi o que eu ouvi!

Terceiro jovem: Foi claramente um trovão…

Primeiro jovem: «Foi um Anjo que Lhe falou». Tenho a certeza.

Terceiro jovem: aproximemo-nos para ouvir o que Ele diz.

Jesus: «Não foi por minha causa que esta voz se fez ouvir; foi por vossa causa. Chegou a hora em que este mundo vai ser julgado. Chegou a hora em que vai ser expulso o príncipe deste mundo. E quando Eu for elevado da terra, atrairei todos a Mim».

Narrador: Falava deste modo, para indicar de que morte ia morrer.

Palavra Salvação

(Novamente o refrão do cântico: queremos ver Jesus)

sábado, 21 de março de 2015

Domingo V da Quaresma - ano B - 22 de março de 2015

       1 – Como o rio que corre para o mar... a vida pública de Jesus aproxima-se do fim, a Quaresma faz-nos caminhar com Ele, em passos decididos, envolvendo-nos com uma vontade férrea de prosseguir, apesar da dor, do sofrimento, do sangue: «Agora a minha alma está perturbada. E que hei de dizer? Pai, salva-Me desta hora? Mas por causa disto é que Eu cheguei a esta hora. Pai, glorifica o teu nome».
       Fazendo memória daqueles dias, a Epístola aos Hebreus acentua a dramaticidade com que Jesus enfrenta o momento mais doloroso da Sua vida: «Nos dias da sua vida mortal, Cristo dirigiu preces e súplicas, com grandes clamores e lágrimas, Àquele que O podia livrar da morte e foi atendido por causa da sua piedade. Apesar de ser Filho, aprendeu a obediência no sofrimento e, tendo atingido a sua plenitude, tornou-Se para todos os que Lhe obedecem causa de salvação eterna».
       O sublinhado feito nesta epístola remete-nos para a oblação de Jesus, para a Sua obediência por amor, pela qual nos redime do pecado e da morte. Deus não O livra do sofrimento, mas, apesar do sofrimento, na oferenda de amor, n'Ele nos garante a passagem desta vida para a eternidade, já experimentável para aqueles que vivem em Cristo.
       Jesus sobe a Jerusalém com os seus discípulos, por ocasião da Páscoa (judaica), vivendo, ensinando, com uma clarividência cada vez maior: «Chegou a hora em que o Filho do homem vai ser glorificado. Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; mas se morrer, dará muito fruto. Quem ama a sua vida, perdê-la-á, e quem despreza a sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna. Se alguém Me quiser servir, que Me siga, e onde Eu estiver, ali estará também o meu servo. E se alguém Me servir, meu Pai o honrará».
       São estas as coordenadas dos seguidores de Jesus: amar, servir, dar a vida, gastando-a a favor dos outros, para dar fruto em abundância, em comunhão com Ele, imitando-O.
       2 – Entre a multidão que subiu a Jerusalém para as festas pascais, alguns gregos se destacam, indo ter com Filipe pedem-lhe: «Senhor, nós queríamos ver Jesus». Um pedido que enche todo o Evangelho dito neste dia. Os dizeres de Jesus estão agrafados a este pedido, dizendo a todos, àqueles que estão à volta e àqueles que se aproximam, quais as condições do seguimento e do discipulado.
       Filipe escuta o pedido daquelas pessoas e não se faz rogado. Vai ter com André e juntos vão ter com Jesus, para Lhe darem a conhecer o desejo daqueles homens que vêm de longe. Sublinhe-se deste já como Filipe não se faz estorvo mas é instrumento para chegar a Jesus. Por outro lado, o discipulado envolve os que caminham connosco, não somos discípulos sozinhos. Filipe "arrasta" André, para em conjunto irem até Jesus.
       Mas se Filipe e André são facilitadores da aproximação dos gregos a Jesus, há também aqueles que dificultam o acesso ao Senhor. O pedido denota que há barreiras que impedem um acesso fácil a Jesus. Isso deve-se à multidão e também à língua falada.
       O anúncio da salvação é para todos, e Jesus fala para aquela multidão, para os apóstolos, para aqueles gregos que entretanto engrossam o número dos que estão perto de Jesus e, claro, para nós.
       Como no batismo, como na Transfiguração, ouve-se uma voz que dá testemunho acerca de Jesus: «Já O glorifiquei e tornarei a glorificá-l’O». No batismo, a voz dirige-se a Jesus; na Transfiguração dirige-se aos apóstolos; desta feita é audível pela multidão. O desafio é idêntico, Deus sanciona Jesus. Cabe-nos a nós seguir aquela voz, seguir Aquele de Quem a Voz dá testemunho.
        Uns desculpar-se-ão que não ouviram, ou não perceberam, outros não chegaram a encontrar-se com Jesus, por razões diversas, outros ouviram bem a voz mas não estão preparados para assumir o desafio.
       3 – É neste sentido que vale a pena rogar a Deus para que disponha o nosso coração e assim, iluminados pelo Espírito de Deus, possamos escutar, compreender, assimilar e viver segundo a sua palavra.
       Com o salmista, deixemos que ressoe em nós esta súplica: «Criai em mim, ó Deus, um coração puro / e fazei nascer dentro de mim um espírito firme. / Não queirais repelir-me da vossa presença / e não retireis de mim o vosso espírito de santidade. / Dai-me de novo a alegria da vossa salvação / e sustentai-me com espírito generoso. / Ensinarei aos pecadores os vossos caminhos / e os transviados hão de voltar para Vós».
       Quando os gregos se acercam de Filipe, Deus já agia nos seus corações. Como Santo Agostinho sublinha nas Confissões: Procurava-te (antes de Te conhecer) fora de mim e Tu estavas dentro de Mim. É Deus que toma a iniciativa, mas salvaguarda a nossa decisão. «Todos Te procuram» – recado dos discípulos a Jesus, ainda na Galileia. Vamos a outros lugares anunciar a Boa Nova, foi para isso que Eu vim – resposta de Jesus. Em Jerusalém, uma multidão se aproxima de Jesus. «Queríamos ver Jesus». Pedido dos gregos. De toda a parte vêm pessoas para ouvir Jesus e estar com Ele. Antes, foi Ele que partiu por aldeias e cidades, levando Deus, dando-nos Deus, assumindo-nos como irmãos para Deus.
       4 – Em Jesus, tempo novo e vida nova, nova e eterna Aliança de Deus com o Seu povo, com a humanidade. Jesus reconcilia-nos para que nos tornemos uma só família.
       O profeta Jeremias, já citado no domingo passado, mostra-nos como Deus estabelece, unilateralmente, Aliança com o Povo, sendo que não desiste de nós, apesar do nosso pecado, da nossa infidelidade e da nossa ingratidão. Jeremias antecipa uma aliança:
«Dias virão, diz o Senhor, em que estabelecerei com a casa de Israel e com a casa de Judá uma aliança nova. Não será como a aliança que firmei com os seus pais, no dia em que os tomei pela mão para os tirar da terra do Egito, aliança que eles violaram... Hei de imprimir a minha lei no íntimo da sua alma e gravá-la-ei no seu coração. Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo... Porque vou perdoar os seus pecados e não mais recordarei as suas faltas».
       O Filho de Deus Amado "substitui-nos", inocente, sem mancha nem pecado, assume-Se um de nós, e n'Ele somos libertos do pecado e da morte. Na Sua vida dada, no Corpo e Sangue oferecidos, uma Aliança que perdurará até à eternidade.

Pe. Manuel Gonçalves



Textos para a Eucaristia (ano B): Jer 31, 31-34; Sl 50 (51); Hebr 5, 7-9; Jo 12, 20-33.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Dentro do Coração de Jesus cabe cada um de nós

4.º DOMINGO DA QUARESMA
Texto da Caminhada Quaresmal, nas paróquias de Pinheiros e de Tabuaço, assinalada por um gesto/símbolo, sublinhando um aspeto do Evangelho do respetivo domingo. Neste domingo, a certeza clara que Jesus veio para que o mundo seja salvo por Ele. Deus amou tanto o mundo que lhe entrega o Seu Filho Unigénito (cf. Jo 3, 14-21). Gesto: um Coração, o Coração de Jesus.
 (Paróquia de Pinheiros)

(Paróquia de Tabuaço)


       Deus é Amor.
       Só quem ama conhece a Deus.
       Amar é a maior tarefa do ser humano. Quem não for capaz de amar e de ser amado, nunca descobrirá a beleza da vida e a possibilidade de se encontrar com Deus.
       Só o amor nos liberta das garras da morte, do medo e da solidão, do egoísmo e da injustiça.
       O pior que nos pode acontecer não é morrer. O pior é não amar. Não ser amado. Morremos antes de morrer. A solidão é uma das doenças mais endémicas do nosso tempo. Viver só. Sentir-se só. Sentir-se abandonado, incompreendido, sem um olhar que nos acolha como irmãos, sem uma voz que nos faça sentir vivos, sem a escuta que nos reconheça como iguais!
       Viver sem amor é viver sem futuro, sem esperança, sem sonhos para cultivar, sem projetos para construir. 
       Deus é Amor. Só o amor cria. Só o amor clama por esperança, por vida, por futuro.
       Desde o início que por Amor Deus nos chama à vida, nos ampara e envia sinais e mensageiros para nos anunciarem caminhos de salvação.
       Jesus – Deus connosco – vem transparecer este amor. Só o amor nos salva. Jesus é o Amor em carne e osso. Faz-Se um de nós, identifica-Se com a nossa fragilidade e com os nossos sonhos, abre-nos o Seu Coração para que n’Ele o nosso coração seja maior.
       O CORAÇÃO de Jesus é um Coração de carne, cheio de Deus, cheio de amor, que transvasa para nós. Ele não veio para condenar o mundo mas para que o mundo seja salvo por Ele. Deus amou tanto o mundo que nos deu o Seu próprio para filho, assumindo-nos também a nós como filhos bem-amados.
       No coração de Jesus cabemos todos. E todos podemos viver como irmãos se estivermos dentro do Seu coração.
Preparemo-nos para escutar a Palavra de Deus.
Na primeira leitura, a certeza que Deus não Se esquecerá de Jerusalém, não Se esquecerá de nós e, como num sábado permanente, esperará por nós.
Na segunda leitura, o apóstolo São Paulo faz-nos ver a riqueza da misericórdia de Deus. A salvação é dom de Deus, colocado ao alcance da nossa mão.
No Evangelho, a certeza que a vinda de Jesus Cristo tem como propósito a salvação do mundo. Ele é a luz que nos guia para a verdade.
Serenamente escutemos a Palavra de Deus.

terça-feira, 10 de março de 2015

Do Templo de Jerusalém ao Templo Novo de Jesus

3.º Domingo da Quaresma
Texto da Caminhada Quaresmal, nas paróquias de Pinheiros e de Tabuaço, assinalada por um gesto/símbolo, sublinhando um aspeto do Evangelho do respetivo domingo. Neste domingo, tendo em conta a passagem em que Jesus expulsa os vendilhões do Templo (cf. Jo 2, 13-25), dois tijolos, um maior ou mais pequeno, um inteiro, outro partido... no Templo que é Cristo, todos temos lugar...
(Paróquia de Tabuaço)
(Paróquia de Pinheiros)

       «Destruí este templo e em três dias o levantarei»
       Resposta pronta de Jesus àqueles que questionam a Sua autoridade.
       Jesus chegou ao Templo para rezar, para refletir, para Se encontrar com Deus, juntamente com o Povo. Em vez de um espaço agradável de acolhimento, Jesus encontra uma balbúrdia, o Templo transformado numa praça, onde se discute, se compra e se vende, com uns tantos a aproveitar-se da miséria e da fé dos muitos crentes que se aproximam.
       Bem sabemos que uma construção – uma casa, um templo, um jardim – leva o seu tempo e os seus cuidados. Para destruir é mais fácil!
       Quantos dias e quantas horas para que o jardim fique a nosso gosto? Há sempre alguma coisa a acrescentar, a ratificar, a compor! Ervas a mondar, regas a efetuar, proteções a colocar! E de repente, um vendaval, um animal selvagem, um roedor, e é destruído em segundos, o trabalho que demorou tanto a fazer e tantos cuidados ocupou.
       O Templo de Jerusalém demorou 46 anos a construir e bastaram algumas horas para os romanos deitarem por terra o trabalho de milhares de judeus! Daí que os judeus não percebam como é possível a Jesus levantar um novo Templo em três dias?
       «Destruí este templo e em três dias o levantarei».
       Jesus fala-nos de outro templo, fundado na Sua vida e na Sua entrega. Será morto para nos salvar. Três dias depois ressuscitará, dando início a um novo Templo, no Seu Corpo, do qual nos tornamos membros, pelo Batismo.
       Neste Templo cada pedra é importante. Ninguém é substituível, pois todos têm o seu lugar. Muitos membros, mas o mesmo Corpo, a mesma Igreja, o mesmo Templo. Numa construção, os tijolos que não prestam, que têm defeito, que estão partidos, são dispensáveis. Nesta construção, (GESTO: introdução do tijolo… ou um tijolo bom e um meio partido) cada pedra, cada prego, cada tijolo, cada pedaço, é fundamental para a construção do Corpo de Cristo. Se um só tijolo estiver de fora será nossa obrigação repescá-lo para a construção do Reino de Deus.

       Senhor Jesus, que neste Templo, que é a Igreja, o Teu Corpo, saibamos ser pedras vivas, acolhendo os que chegam, procurando os que partem, indo ao encontro dos desavindos, para construirmos com mais amor a família de Deus. Amém.

Para lá das nuvens, o sol continua a brilhar

O texto publicado na última edição da Voz de Lamego (3 de março de 2015) foi em parte utilizado na dinâmica da Quaresma nas Paróquia de Tabuaço e de Pinheiros, no segundo domingo da Quaresma, com a proclamação do Evangelho da Transfiguração de Jesus...
(Paróquia de Tabuaço)
(Paróquia de Pinheiros)

       Ficamos felizes com um dia radiante, cheio de sol e de luz e sobretudo se é em pleno inverno. Há dias em que as nuvens são densas, carregadas, escuras, prontas a cair-nos em cima.
       Assim é connosco, com a nossa vida. Por vezes, os desertos, as cinzas, o sofrimento, a morte, a tristeza, fazem-nos perder o pé. Mas sabemos que não será para sempre.
       O Sol continua a brilhar para lá das nuvens que nos assustam e tiram brilho aos nossos dias.
       Por vezes precisamos apenas de um raio de sol, uma palavra, um sorriso, alguém que nos diga que a nossa vida faz sentido e que as coisas vão melhorar, apesar de tudo. Dias melhores virão.
       Jesus tinha dito aos seus discípulos que ia ser morto (cf. Mc 8, 27-33).
       Os discípulos ficam em desespero. Como é possível que Jesus vá ser morto? Logo agora que encontraram um sentido maior para as suas vidas!
       Jesus mostra-lhes a luz que vem das alturas, mostra-lhes o Céu (cf. Mc 9, 2-10), mas não lhes diz, nem a eles nem a nós, que a vida vai ser fácil daqui para a frente. Não. Diz-lhes que têm que descer da Montanha. Por maiores que sejam as dificuldades, Deus não os abandonará.
       Quando as trevas forem mais densas e o sofrimento mais intenso, lembrar-se-ão deste momento, desta luz, para prosseguirem caminho, pois para lá das nuvens o Sol continua a brilhar, depois das trevas a luz virá, depois da noite o dia surgirá.
       A Quaresma desperta-nos para esse caminho de luz e salvação, de esperança e vida nova. A Quaresma é um tempo limitado (podemos dizê-lo em relação à Páscoa, que se prolonga por 50 dias e em todas as Eucaristias do anos, e em relação à Páscoa definitiva). Logo estaremos a celebrar a Ressurreição de Cristo, a Páscoa.
       É uma primavera de promessas a despontar. O que está encoberto, sob a terra, logo desabrochará; os rebentos morrerão para que nasçam as flores e os frutos. A Páscoa, a vida, a felicidade, Deus, o amanhã, impelem-nos a caminhar, a avançar. Ainda que seja um pequeno vislumbre de luz far-nos-á avançar com mais segurança, até que a luz inunde por completo o espaço em que caminhamos, até que a vida se imponha sobre a morte, a luz sobre as trevas, a alegria sobre a tristeza.
       Transfiguremo-nos com Cristo, para melhor sentirmos a Páscoa!

in Voz de Lamego, edição de 3 de março de 2015

sábado, 7 de março de 2015

Domingo III da Quaresma - ano B - 8 de março de 2015

       1 – «Destruí este templo e em três dias o levantarei». Resposta de Jesus àqueles que o questionaram sobre a autoridade com que repreende e expulsa os vendilhões do templo.
       Os ouvintes de Jesus replicam com outra questão, fundamentada na experiência e na história: «Foram precisos quarenta e seis anos para se construir este templo e Tu vais levantá-lo em três dias?». Como sublinha o evangelista, são duas leituras diferentes sobre realidades distintas. Os judeus falam do templo de Jerusalém. Jesus fala da Sua vida, anunciando a Sua morte e a Sua ressurreição três dias depois de ser morto. «Quando Ele ressuscitou dos mortos, os discípulos lembraram-se do que tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra de Jesus».
       Neste terceiro domingo da Quaresma, com Jesus no Templo de Jerusalém, de quê ângulo nos colocamos? Como cambistas ou como Seus seguidores? A casa é lugar, é espaço sagrado, é altar, é sacramento, do nosso encontro com Deus e com os irmãos, seja templo de pedra ou a nossa vida, e, por conseguinte, deverá ser honrado, íntegro, sem barreiras ou tralha que nos impeça de voltar o coração para o alto e abraçar os que prosseguem na mesma caminhada.
       Mais à frente, no diálogo com a Samaritana, Jesus concluirá, com todas as letras, que o verdadeiro culto não se realiza em Jerusalém ou em Gerizim, mas em espírito e verdade, através do nosso corpo, da nossa vida por inteiro. Porém, e como se conclui da atitude de Jesus, os espaços sagrados devem ser respeitados e respeitáveis, pois possibilitam um maior recolhimento para nos encontrarmos connosco, com os outros, com Deus.
       Três domingos e três espaços para encontrar Deus. No deserto, onde as seguranças, os pontos de referência, não existem, ficámos a sós com Deus. Poderá advir a tentação, a prova, o amadurecimento da fé. O monte que nos invita a sair do nosso conforto e comodismo, exigindo que nos ponhamos a caminho e subamos, não para ficarmos envoltos em nuvens, mas para regressarmos e trazermos a luz ao mundo, descendo ao compromisso quotidiano. Hoje é o Templo, espaço sagrado (separado da banalidade, do mundo, ainda que dentro do mundo), para sentirmos que Deus tem lugar e hora marcada connosco, não é simples abstração espiritual.
       2 – «Não façais da casa de Meu Pai, casa de comércio». Nas entrelinhas, os discípulos percebem as palavras da Escritura Sagrada: «Devora-me o zelo pela tua casa». Quem não respeita a casa onde vive... quem não respeita esta casa de todos, o mundo... não respeitará a casa dos outros nem saberá reconhecer que a verdadeira casa, o templo novo, é o nosso corpo, a nossa vida, através da qual comunicamos e nos comunicamos, através da qual estamos diante dos outros e nos podemos encontrar e reconhecer como irmãos.
       Jesus é o TEMPLO que nos acolhe. A Sua vida, feita doação, tornar-se-á LUGAR de encontro e de vida nova. N'Ele seremos uma só família para Deus. Do alto da Cruz, Ele nos assumirá como irmãos e dar-nos-á como referência, como Mãe, a Sua Mãe, para que n'Ela aprendamos a amar-nos uns aos outros. Uma casa só será verdadeiramente humana com a presença de uma Mãe e, por conseguinte, Maria cuidará de nós para que a casa do Pai não seja casa de comércio, mas casa de encontro, de partilha e de comunhão. Uma Mãe tudo fará para que entre os filhos se esbatam quaisquer contendas, rivalidades ou negociatas!
       É preciso muito tempo para construir, edificar, para solidificar. Num edifício como nas nossas vidas, na nossa família e no grupo de amigos. Para destruir por vezes basta uma pequena aragem, uma palavra, um gesto, uma gota de inveja. Um jardim leva uma geração a ficar do agrado de quem dele cuida. Uma família está sempre em aperfeiçoamento, entre alegrias e tristezas.
       E, no entanto, um animal selvagem pode destruir um jardim em alguns minutos, ou uma praga, ou um temporal. Assim na família, assim na Igreja, assim na sociedade. O que muitos em muito tempo edificaram, poucos em pouco tempo podem destruir com a maior das facilidades. E até a madeira mais dura, endurecida pela qualidade, pelos anos e pelo tratamento pode ser carcomida por alguma traça. Todo o cuidado é pouco. Será muito importante não desistir. Deus não desiste de nós. Nunca desiste da humanidade. Não desistamos uns dos outros!
       3 – Jesus edifica este novo Templo sobre rocha firme, sobre a Sua própria vida, que nos dá para que tenhamos, n'Ele, vida abundante. Como os ramos em relação à vide se mantêm viçosos e dão muito fruto também nós se nos mantivermos como membros do Corpo de Cristo formaremos um Templo robusto e durável.
       Neste Templo não há pedras a mais ou desnecessárias. Ele resgata-nos para Deus com a Sua vida e a Sua morte, feita dom. A ressurreição logo chegará; com Ele nos colocará em Deus de onde nos atrai. Mas porquanto é tempo de caminhar, de construir. É necessário descer da montanha, sair do Templo. As cearas ainda não estão prontas para a ceifa. O Filho do Homem vai ser morto. Mas não será uma morte em vão, pois ninguém lhe tira verdadeiramente a vida, Ele no-la oferece, por amor.
       É a maior dádiva. Naquele tempo como neste outros tesouros nos atraem. "Os judeus pedem milagres e os gregos procuram a sabedoria". E continua o apóstolo: "Quanto a nós, pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios; mas para aqueles que são chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é poder e sabedoria de Deus. Pois o que é loucura de Deus é mais sábio do que os homens e o que é fraqueza de Deus é mais forte do que os homens".
       Seguimos um Homem cujo poder se visualiza na Cruz, na fragilidade e na impotência, onde nos revemos. Salvar-nos-á pelo amor e não pela força, gastando-se até à última gota de sangue. Nova e eterna Aliança. Dando-nos a vida, dá-nos o Céu.

       4 – Ao longo de gerações, de Adão a David, de Elias a João Batista, de Eva a Maria, Deus nos desafia, nos interpela, conta connosco para estabelecer um pacto que faça germinar a vida, salvando a humanidade, restaurando a Aliança sempre que é quebrada. Unilateralmente. Em Noé. Em Abraão. O interlocutor deste domingo é Moisés, ou melhor, é o Povo de Deus e Deus especifica de novo as condições, que brotam da Sua misericórdia e nos aponta um caminho de salvação e de felicidade:
«Uso de misericórdia até à milésima geração para com aqueles que Me amam e guardam os meus mandamentos... Durante seis dias trabalharás e levarás a cabo todas as tuas tarefas. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus... Honra pai e mãe, a fim de prolongares os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te vai dar. Não matarás. Não cometerás adultério. Não furtarás. Não levantarás falso testemunho contra o teu próximo. Não cobiçarás a casa do teu próximo; não desejarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo nem a sua serva, o seu boi ou o seu jumento, nem coisa alguma que lhe pertença».
       Se partirmos de Deus encontraremos o caminho para amar, respeitar e promover a vida dos outros, acolhendo-os como iguais. Como no relembra o salmo, «a lei do Senhor é perfeita, / ela reconforta a alma; / as ordens do Senhor são firmes, / dão sabedoria aos simples». Por outras palavras, a Lei de Deus não tem como preocupação primeira fazer-nos andar na linha, mas conduzir-nos à felicidade duradoura, que mutuamente nos inclui, para que num só coração, sejamos uma só família humana (cf. tema da Semana Nacional Cáritas).

Pe. Manuel Gonçalves



Textos para a Eucaristia (ano B): Ex 20, 1-17; Sl 18 (19); 1 Cor 1, 22-25; Jo 2, 13-25.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Mensagem de D. António Couto para a Quaresma 2015


QUARENTA DIAS DE ORAÇÃO E 24 HORAS DE PERDÃO


1. Na sua mensagem para esta Quaresma, o Papa Francisco lança um forte apelo contra a indiferença generalizada e globalizada, que se instala no nosso coração e o anestesia e endurece, tornando-nos insensíveis. A indiferença é, diz o Papa, uma reclusão mortal em nós mesmos, e desafia, por isso, as nossas paróquias e comunidades a serem ilhas de misericórdia no meio deste vasto mar de indiferença. E contra a dureza enrugada do nosso coração, o Papa propõe a beleza e leveza, sem rugas, da graça e do perdão, uma Igreja maternal, vigilante, compassiva e comovida, com «um coração que vê», como uma mãe sempre atenta, uma mão sempre estendida para manter entreaberta a porta do amor e do perdão, a porta de Deus (Salmo 106,23).


2. Para tornar as coisas mais palpáveis e visíveis, o Papa propõe mesmo a realização de um «Dia do Perdão», 24 horas de reconciliação, a levar a efeito na Igreja inteira nos dias 13 e 14 de Março, de meia tarde a meia tarde, sob o lema: «Deus, rico de misericórdia» (Efésios 2,4). Peço, por isso, encarecidamente, a todos os sacerdotes que convoquem as comunidades paroquiais para este exercício de renovação das pautas do coração através da oração, da escuta atenta e qualificada da Palavra de Deus, da vivência da Eucaristia, do Sacramento da Reconciliação e da prática da caridade. Não deixemos de dar corpo e alma a este «Dia do Perdão», para o qual o Papa Francisco nos convoca.


3. Façamos, amados irmãos e irmãs, do tempo da Quaresma um tempo de diferença, e não de indiferença. Dilatemos as cordas do nosso coração até às periferias do mundo, e que o nosso olhar seja de graça para os nossos irmãos de perto e de longe. Façamos um exercício de verdade. Despojemo-nos, não apenas do que nos sobra, mas também do que nos faz falta. Dar o que sobra não tem a marca de Deus. Jesus não nos deu coisas, algumas coisas para o efeito retiradas da algibeira, mas deu por nós a sua vida inteira. Dar-nos uns aos outros e dar com alegria deve ser, para os discípulos de Jesus, a forma, não excecional, mas normal, quotidiana, de viver (Atos 20,35; cf. Tobias 4,16). Como em anos anteriores, peço aos meus irmãos e irmãs das 223 paróquias da nossa Diocese de Lamego para abrirmos o nosso coração a todos os que sofrem aqui perto e lá longe.

4. Neste sentido, vamos destinar uma parte da nossa esmola quaresmal para o Fundo Solidário Diocesano, para aliviar as dores dos nossos irmãos e irmãs de perto que precisam da nossa ajuda. Olhando para os nossos irmãos e irmãs de longe, vamos destinar outra parte do esforço da nossa caridade para apoiar os 25 Centros de Recuperação Nutricional (CRN) da Guiné Bissau. Esta mão de amor estendida até à Guiné Bissau traduz-se no apoio concreto a 60.000 crianças (dos 0 aos 6 anos), enquadradas em 10.000 famílias e 320 comunidades. Lembro que a mortalidade infantil (dos 0 aos 5 anos) atinge, na Guiné Bissau, a cifra altíssima de 27,4%, muito devido à subnutrição e parcos cuidados de higiene e de saúde. Estes 25 Centros de Recuperação Nutricional, geridos por Congregações Religiosas com a coordenação da Cáritas da Guiné Bissau, representam um pouco mais de esperança para as crianças guineenses. A Fundação Fé e Cooperação (FEC), que foi instituída em 1990 pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) e pela Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP), e que este ano celebra 25 anos de existência, diálogo, fé e cooperação, encontra-se também a trabalhar no terreno guineense, dando apoio a estes 25 Centros de Recuperação Nutricional. Serão os membros desta instituição da Igreja Católica que levarão a nossa esmola para as crianças da Guiné Bissau, e velarão pela sua eficaz aplicação. Esta finalidade da nossa Renúncia ou Caridade Quaresmal será anunciada em todas as Igrejas da nossa Diocese no Domingo I da Quaresma, realizando-se a Coleta no Domingo de Ramos na Paixão do Senhor.

5. Com a ternura de Jesus Cristo, saúdo, no início desta caminhada quaresmal de 2015, todas as crianças, jovens, adultos e idosos, catequistas, acólitos, leitores, salmistas, membros dos grupos corais, ministros da comunhão, membros dos conselhos económicos e pastorais, membros de todas as associações e movimentos, departamentos e serviços, todos os nossos seminaristas, todos os consagrados (em ano a eles consagrado), todos os diáconos e sacerdotes que habitam e servem a nossa Diocese de Lamego ou estão ao serviço de outras Igrejas. Saúdo com particular afeto todos os doentes, carenciados e desempregados, e as famílias que atravessam dificuldades. Uma saudação muito especial a todos aqueles que tiveram de sair da sua e da nossa terra, vivendo a dura condição de emigrantes.

Lamego, 18 de Fevereiro de 2015, Quarta-feira de Cinzas
Na certeza da minha oração e comunhão convosco, a todos vos abraça o vosso bispo e irmão,

+ António.