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segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Farei de vós pescadores de homens...

       Depois de João ter sido preso, Jesus partiu para a Galileia e começou a proclamar o Evangelho de Deus, dizendo: «Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho». Caminhando junto ao mar da Galileia, viu Simão e seu irmão André, que lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. Disse-lhes Jesus: «Vinde comigo e farei de vós pescadores de homens». Eles deixaram logo as redes e seguiram-n’O. Um pouco mais adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam no barco a consertar as redes; e chamou-os. Eles deixaram logo seu pai Zebedeu no barco com os assalariados e seguiram Jesus ( Mc 1, 14-20).
       Com o Batismo do Senhor, iniciámos o Tempo Comum.
       O ano litúrgico divide-se em vários tempos, que acentuam outras tantas dimensões da vida de Jesus e da vida do cristão e da Igreja. O tempo do Advento, como preparação para o Natal; o tempo do Natal; o tempo da Quaresma: quarenta dias de preparação para a Páscoa; a Páscoa e o Tempo Pascal, onde se acentua o mistério da morte e da ressurreição de Jesus, com a referência especial para o Tríduo Pascal: Quinta-feira santa, Sexta-feira santa e Sábado Aleluia, e o tempo Comum que se inicia com o Batismo do Senhor e terminará na Solenidade de Cristo Rei, na 34.ª Semana.
       Hoje o Evangelho dá-nos conta do chamamento dos Apóstolos. João Baptista é preso. Jesus, abertamente, desloca-se de aldeia em aldeia, pelas povoações, para anunciar o Evangelho do Reino de Deus, no desafio constante à conversão. É neste contexto inicial que chama os primeiros discípulos para fazer deles pescadores de homens...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos Céus

       Naquele tempo, quando Jesus ouviu dizer que João Batista fora preso, retirou-Se para a Galileia. Deixou Nazaré e foi habitar em Cafarnaum, terra à beira-mar, no território de Zabulão e Neftali. Assim se cumpria o que o profeta Isaías anunciara, ao dizer: «Terra de Zabulão e terra de Neftali, estrada do mar, além do Jordão, Galileia dos gentios: o povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que habitavam na sombria região da morte uma luz se levantou». Desde então, Jesus começou a pregar: «Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos Céus». Depois percorria toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, proclamando o Evangelho do reino e curando todas as doenças e enfermidades entre o povo. A sua fama propagou-se por toda a Síria: traziam-Lhe todos os que estavam doentes, atingidos de diversos males e sofrimentos, possessos, epilépticos e paralíticos, e Jesus curava-os. Seguiram-n’O grandes multidões, que tinham vindo da Galileia e da Decápole, de Jerusalém, da Judeia e de Além-Jordão (Mt 4, 12-17.23-25).
       Jesus é a LUZ que vem erradicar toda a treva. É a grande luz que nos traz a salvação, a paz, a vida nova. Com a prisão do João Batista, diz-nos o Evangelho, Jesus alarga e aprofunda a Sua missão. De algum modo se percebe a delicadeza de Jesus para com João, respeitando a sua missão e o espaço. A missão de um e outro entrelaçam-se, não se confundem, nem se sobrepõem. João prepara o caminho. Jesus é o Caminho. João fala da luz que há de surgir. Jesus é a Luz.
       De imediato e sem rodeios Jesus diz ao que vem: "Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos Céus". E age em conformidade. Prega, age: cura enfermidades e doenças. Como discípulos a missão é similar: anunciar a proximidade do Reino de Deus, que para nós é o próprio Jesus Cristo, e fazer com que Ele seja próximo de todos.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Homem, os teus pecados estão perdoados

       Certo dia, enquanto Jesus ensinava, estavam entre a assistência fariseus e doutores da Lei, que tinham vindo de todas as povoações da Galileia, da Judeia e de Jerusalém; e Ele tinha o poder do Senhor para operar curas. Apareceram então uns homens, trazendo num catre um paralítico; tentavam levá-lo para dentro e colocá-lo diante de Jesus. Como não encontraram modo de o introduzir, por causa da multidão, subiram ao terraço e, através das telhas, desceram-no com o catre, deixando-o no meio da assistência, diante de Jesus. Ao ver a fé daquela gente, Jesus disse: «Homem, os teus pecados estão perdoados». Os escribas e fariseus começaram a pensar: «Quem é este que profere blasfémias? Não é só Deus que pode perdoar os pecados?» Mas Jesus, que lia nos seus pensamentos, tomou a palavra e disse-lhes: «Que estais a pensar nos vossos corações? Que é mais fácil dizer: ‘Os teus pecados estão perdoados’ ou ‘Levanta-te e anda’? Pois bem, para saberdes que o Filho do homem tem na terra o poder de perdoar os pecados... Eu te ordeno – disse Ele ao paralítico – levanta-te, toma a tua enxerga e vai para casa». Logo ele se levantou à vista de todos, tomou a enxerga em que estivera deitado e foi para casa, dando glória a Deus. Ficaram todos muito admirados e davam glória a Deus; e, cheios de temor, diziam: «Hoje vimos maravilhas» (Lc 5, 17-26).
       O perdão dos pecados é exclusivo de Deus. Jesus, ao usar esta linguagem, "provoca" a mente dos seus ouvintes. Ele não é simplesmente um curandeiro, é muito mais que isso, é o Messias que estava para vir ao mundo, é o Deus connosco. Milagres, curas, exorcismos, perdão dos pecados, atributos próprios do Messias, ainda que este último aspeto só se deva referir a Deus. Se Jesus perdoa os pecados, então o reino de Deus chegou até nós.
       O próprio nome, revelado a São José e a Maria, Jesus, traz consigo esta dimensão divina. Jesus é Aquele que salva, é o Salvador. Ele trará um reino de cura, a partir do interior, não apenas cura de doenças mas muito mais que isso, redenção. A cura é sobretudo um sinal do poder de Deus entre nós e que atua a nosso favor. A verdadeira cura, porém, é a que nos redime do pecado e da morte e nos aproxima de Deus e dos outros, de forma simples e verdadeira, sem reservas.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

... porque o reino de Deus está no meio de vós

       "Os fariseus perguntaram a Jesus quando viria o reino de Deus e Ele respondeu-lhes, dizendo: «O reino de Deus não vem de maneira visível, nem se dirá: ‘Está aqui ou ali’; porque o reino de Deus está no meio de vós». Depois disse aos seus discípulos: «Dias virão em que desejareis ver um dia do Filho do homem e não o vereis. Hão-de dizer-vos: ‘Está ali’, ou ‘Está aqui’. Não queirais ir nem os sigais" (Lc 17, 20-25).
       A pergunta feita a Jesus é reveladora de uma inquietação também nossa. Vivemos, com o horizonte da nossa morte mas também com o fim do mundo. Profecias apocalíticas, de ontem e de hoje, fazem-nos pensar, quando não nos atemorizam. A resposta de Jesus é de confiança, apelando à serenidade. Não vos inqueteis. Não vos alarmeis, Eu venci o mundo. E continua: o reino de Deus é, antes de mais, interior, espiritual. Não ocupa lugar. Não está for da humanidade. O reino de Deus está no meio de nós, vem com a conversão, vem com a intimidade com Deus. A chegada do reino de Deus não será catastrófica, mas a revelação da misericórdia de Deus e da Sua justiça paternal. Em nenhum lado Jesus sugere temor, mas confiança, ainda que haja um juízo benevolente de Deus. Mas se cabe a Deus não temos que nos preocupar. Ele é Pai. A nossa preocupação há de ser viver bem, fazer as coisas bem feitas, agir com honestidade e justiça, promover a paz e a conciliação. Se fizermos a nossa parte, ainda que os nossos pecados, não temos que viver assustados. Há lugar para nós. Em Casa de Meu Pai há muitas moradas...

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

São Josafat, Bispo e Mártir

Nota biográfica:
        Nasceu na Ucrânia, cerca do ano 1580, de pais ortodoxos. Abraçou a fé católica e entrou na Ordem de São Basílio. Ordenado sacerdote e eleito bispo de Polock, dedicou-se com grande empenho à causa da unidade da Igreja, pelo que foi perseguido pelos seus inimigos e morreu mártir em 1623.

Oração de Colecta:
       Intensificai, Senhor, na vossa Igreja a acção do Espírito Santo, que levou o bispo São Josafat a dar a vida pelo seu povo, e concedei-nos, por sua intercessão, que, fortificados pelo mesmo Espírito, não hesitemos em dar a vida pelos nossos irmãos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Da encíclica Ecclesiam Dei do papa Pio XI

Derramou o seu sangue pela unidade da Igreja

Sabemos que a Igreja de Deus, constituída por sua admirável providência para ser na plenitude dos tempos uma família imensa que englobe todo o género humano, se distingue por disposição divina, entre outras características singulares, pela sua unidade ecuménica.
Cristo Senhor não Se limitou a encomendar apenas aos Apóstolos a missão que Ele próprio recebera do Pai, ao dizer: Foi-Me dado todo o poder no céu e na terra; ide e fazei discípulos de todos os povos. Quis também que o colégio apostólico fosse especialmente uno, e ligado por um vínculo estreitíssimo e duplo: um interior, a saber, a mesma fé e caridade, que foi derramada pelo Espírito Santo nos nossos corações; e outro exterior, pelo governo de um sobre os demais, por ter conferido o primado apostólico a Pedro, como princípio permanente e fundamento visível da unidade. Para que esta unidade e harmonia permanecessem para sempre, Deus providentíssimo consagrou-a ao mesmo tempo com o selo da santidade e do martírio.
Esta grande honra coube ao arcebispo de Polock, São Josafat, de rito eslavo oriental, que com razão reconhecemos como glória e sustentáculo esplendoroso dos eslavos orientais. Nenhum outro ilustrou mais o nome deles e contribuiu mais para a sua salvação do que este seu pastor e apóstolo, especialmente ao derramar o seu sangue pela unidade da santa Igreja. Além disso, sentindo-se movido por uma inspiração celeste, compreendeu que podia contribuir muito para restabelecer a santa unidade, se mantivesse dentro da unidade universal o rito oriental eslavo e a ordem monástica de São Basílio.
Preocupado, entretanto, principalmente com a união dos seus compatriotas à Cátedra de Pedro, procurava por toda a parte quantos argumentos pudessem promovê-la ou confirmá-la, sobretudo consultando os livros litúrgicos que os Orientais e os próprios dissidentes costumavam usar por prescrição dos Santos Padres. Utilizando tão diligente preparação, começou a trabalhar pela unidade ao mesmo tempo com tal firmeza e brandura e também com tanto fruto que os próprios adversários lhe chamaram «conquistador de almas».

terça-feira, 30 de outubro de 2018

O reino de Deus é semelhante a...

       Disse Jesus: «A que é semelhante o reino de Deus, a que hei-de compará-lo? É semelhante ao grão de mostarda que um homem tomou e lançou na sua horta. Cresceu, tornou-se árvore e as aves do céu vieram abrigar-se nos seus ramos». Jesus disse ainda: «A que hei-de comparar o reino de Deus? É semelhante ao fermento que uma mulher tomou e misturou em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado» (Lc 13, 18-21).
       O reino de Deus, instaurado por Jesus, por Ele anunciado e vivido, está em crescimento constante. Para nós, crentes cristãos, o reino de Deus está entre nós, veio em Jesus Cristo, é Ele o rosto de Deus Pai, é o Reino de Deus que seguimos e que queremos acolher em nossas vidas.
       Nestas duas parábolas, Jesus envolve-nos na confiança: Deus vai guiando a história e o tempo. Por vezes não se dá por isso, mas o reino de Deus cresce dia e noite, é semente lançada à terra, é fermento que leveda a massa. No meio da incerteza, Deus garante o nosso futuro.

sábado, 22 de setembro de 2018

O semeador saiu para semear a sua semente

        Ele falou-lhes por meio da seguinte parábola:
       «O semeador saiu para semear a sua semente. Quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho: foi calcada e as aves do céu comeram-na. Outra parte caiu em terreno pedregoso: depois de ter nascido, secou por falta de humidade. Outra parte caiu entre espinhos: os espinhos cresceram com ela e sufocaram-na. Outra parte caiu em boa terra: nasceu e deu fruto cem por um».
       Dito isto, exclamou: «Quem tem ouvidos para ouvir, oiça».
       Os discípulos perguntaram a Jesus o que significava aquela parábola e Ele respondeu:
       «A vós foi concedido conhecer os mistérios do reino de Deus, mas aos outros serão apresentados só em parábolas, para que, ao olharem, não vejam, e, ao ouvirem, não entendam. É este o sentido da parábola: A semente é a palavra de Deus. Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouvem, mas depois vem o diabo tirar-lhes a palavra do coração, para que não acreditem e se salvem. Os que estão em terreno pedregoso são aqueles que, ao ouvirem, acolhem a palavra com alegria, mas, como não têm raiz, acreditam por algum tempo e afastam-se quando chega a provação. A semente que caiu entre espinhos são aqueles que ouviram, mas, sob o peso dos cuidados, da riqueza e dos prazeres da vida, sentem-se sufocados e não chegam a amadurecer. A semente que caiu em boa terra são aqueles que ouviram a palavra com um coração nobre e generoso, a conservam e dão fruto pela sua perseverança» (Lc 8, 4-15)
       Para que melhor possamos compreender e sobretudo para que possamos acolher e viver em Reino de Deus, Jesus narra diversas parábolas. Hoje é sobre o semeador que saiu a semear... depois falar-nos-á do proprietário que nas diferentes horas dos dias sai à praça para chamar trabalhadores para a sua vinha, por outras palavras, chama-nos ao Seu reino de amor a todas as horas da nossa vida.
       Somos convidados a tornarmo-nos terra fértil para que a Palavra de Deus germine em abundância em nós, e através de nós, pelo testemunho de vida, germine para o mundo que nos rodeia.
       Nem sempre somos a terra fértil. Quantas vezes nos tornamos inóspitos, terra árida, ressequida, sem água, dura como a pedra, no cansaço, na irritação, no ódio, na inveja, no ciúme, na sede de vingança. Mas Deus não cessa de lançar a semente à terra. Cabe-nos cuidar da nossa casa, na terra que é a nossa vida, para que irrigados do amor, do perdão, da bondade de Deus possamos acolhê-l'O, partilh'a-l'O, comunicá-lO ao mundo inteiro.
sobre esta parábola pode ver  a Reflexão Dominical, proposta para o XV Domingo do tempo Comum (2011).

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Bem-aventuranças....

       Jesus, erguendo os olhos para os discípulos, disse:
       «Bem-aventurados vós, os pobres, porque é vosso o reino de Deus. Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados. Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir. Bem-aventurados sereis, quando os homens vos odiarem, quando vos rejeitarem e insultarem e proscreverem o vosso nome como infame, por causa do Filho do homem. Alegrai-vos e exultai nesse dia, porque é grande no Céu a vossa recompensa.
       Era assim que os seus antepassados tratavam os profetas.
        Mas ai de vós, os ricos, porque já recebestes a vossa consolação! Ai de vós, que agora estais saciados, porque haveis de ter fome! Ai de vós, que rides agora, porque haveis de entristecer-vos e chorar! Ai de vós, quando todos os homens vos elogiarem!
       Era assim que os seus antepassados tratavam os falsos profetas» (Lc 6, 20-26).
        As bem-aventuranças, como a oração do Pai-nosso, encerram, de forma sintética, simples e clara, todo o Evangelho de Jesus Cristo, ou, pelo menos, o essencial da Sua mensagem.
       São um programa de vida. Para todos.
       O reino de Deus é daqueles e daquelas que estiverem dispostos a dar o melhor de si mesmos, abrindo-se à vida, acolhendo as intempéries do presente e do futuro com a mesma humildade e generosidade que as conquistas, procurando, em cada situação, retirar uma lição de vida, ajudando os outros, vivendo numa lógica de amor sem fim, perdoando as fragilidades próprias e alheias, convertendo-se à verdade, vivendo honestamente, identificando-se com Jesus Cristo, tornando-se, em gestos e palavras, um hino de louvor constante a Deus, confiando no bem, na justiça, em Deus. Assumindo o passado, mas voltados para o futuro, vivendo com alegria no presente.
       Bem-aventurados todos os que vivem, aspirando às coisas do alto, como nos refere hoje São Paulo, não apenas nos momentos fáceis da vida mas em todos os momentos.

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Ninguém coloca remendo novo num vestido velho...

       Os fariseus e os escribas disseram a Jesus: «Os discípulos de João Baptista e os fariseus jejuam muitas vezes e recitam orações. Mas os teus discípulos comem e bebem». Jesus respondeu-lhes: «Quereis vós obrigar a jejuar os companheiros do noivo, enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo lhes será tirado; nesses dias jejuarão». Disse-lhes também esta parábola: «Ninguém corta um remendo de um vestido novo, para o deitar num vestido velho, porque não só rasga o vestido novo, como também o remendo não se ajustará ao velho. E ninguém deita vinho novo em odres velhos, porque o vinho novo acaba por romper os odres, derramar-se-á e os odres ficarão perdidos. Mas deve deitar-se vinho novo em odres novos. Quem beber do vinho velho não quer do novo, pois diz: ‘O velho é que é bom’» (Lc 5, 33-39).
       Todas as instituições, constituídas por pessoas, enquadram regras, ritos, tradições, que as identificam. As religiões não são excepção. Pelo contrário, é nos ritos e nas tradições que têm a sua força e a sua identidade. Mas para que a religião seja saudável e redentora não pode ser fixista e aprisionar as pessoas a tradições válidas no passado mas que na atualidade estão desajustadas.
       Jesus depara-se com as tradições judaicas. Os fariseus e os escribas chamam-n'O a atenção para o não cumprimento das normas religiosas por parte dos seus discípulos. Embora Jesus não se volte diretamente contra as tradições - importa sobretudo a vivência interior, a transformação de vida, o compromisso com a justiça e com a paz, e a coerência entre o que se exige aos outros e o que se vive -, ainda assim aproveita a ocasião para lembrar que os tempos são novos e se são novos não se encerram nas mesmas estruturas do passado.
       A salvação vai para lá de todas as estruturas, tradições, usos e costumes, normas e preceitos. A graça de Deus é maior, e não está prisioneira das nossas estruturas ou concepções.

sábado, 1 de setembro de 2018

A todo aquele que tem, dar-se-á mais...

       Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «Um homem, ao partir de viagem, chamou os seus servos e confiou-lhes os seus bens. A um entregou cinco talentos, a outro dois e a outro um, conforme a capacidade de cada qual; e depois partiu. O que tinha recebido cinco talentos fê-los render e ganhou outros cinco. Do mesmo modo, o que recebera dois talentos ganhou outros dois. Mas, o que recebera um só talento foi escavar a terra e escondeu o dinheiro do seu senhor. Muito tempo depois, chegou o senhor daqueles servos e foi ajustar contas com eles. O que recebera cinco talentos aproximou-se e apresentou outros cinco, dizendo: ‘Senhor, confiaste-me cinco talentos: aqui estão outros cinco que eu ganhei’. Respondeu-lhe o senhor: ‘Muito bem, servo bom e fiel. Porque foste fiel em coisas pequenas, confiar-te-ei as grandes. Vem tomar parte na alegria do teu senhor’. Aproximou-se também o que recebera dois talentos e disse: ‘Senhor, confiaste-me dois talentos: aqui estão outros dois que eu ganhei’. Respondeu-lhe o senhor: ‘Muito bem, servo bom e fiel. Porque foste fiel em coisas pequenas, confiar-te-ei as grandes. Vem tomar parte na alegria do teu senhor’. Aproximou-se também o que recebera um só talento e disse: ‘Senhor, eu sabia que és um homem severo, que colhes onde não semeaste e recolhes onde nada lançaste. Por isso, tive medo e escondi o teu talento na terra. Aqui tens o que te pertence’. O senhor respondeu-lhe: ‘Servo mau e preguiçoso, sabias que ceifo onde não semeei e recolho onde nada lancei; devias, portanto, depositar no banco o meu dinheiro e eu teria, ao voltar, recebido com juro o que era meu. Tirai-lhe então o talento e dai-o àquele que tem dez. Porque, a todo aquele que tem, dar-se-á mais e terá em abundância; mas, àquele que não tem, até o pouco que tem lhe será tirado. Quanto ao servo inútil, lançai-o às trevas exteriores. Aí haverá choro e ranger de dentes’» (Mt 25, 14-30).
       Vigilância e compromisso. Utilizando a beleza das palavras, "obrigando" a refletir, Jesus vai educando os seus discípulos, daquele e deste tempo, para a vivência concreta da fé. Na parábola das 10 virgens, 5 prudentes e 5 insensatas, sublinhava-se precisamente que a espera e confiança em Deus não nos leva a cruzar os braços, mas a preparar-nos em tempo útil para o que virá. A espera não resignação, imobilismo, ociosidade. Pelo contrário, o facto de esperarmos por Deus, a certeza de que Ele virá e que não estaremos cá para sempre, há de levar-nos a aproveitar bem o tempo de que dispomos para dar valor e sentido à nossa vida. Quando Ele vier, se praticámos o bem, se vivemos com os outros em lógica de serviço e de amor, as nossas mãos erguer-se-ão, confiantes, até ao Céu com o perfume que irradiámos pelos outros, pelo mundo.
       Hoje, do mesmo modo, a parábola dos talentos. Deus confia em nós. Deus coloca nas nossas mãos a salvação do mundo. Cabe-nos desenvolver os nossos talentos. A fé não nos desliga do tempo presente. Aliás, veja-se a oração sacerdotal. Jesus pede a Deus Pai não que livre os discípulos do mundo, mas do mal enquanto estão no mundo.
       Somos as mãos, os pés, a voz, o rosto de Deus para os nossos concidadãos. Poderia ser de outro modo. Mas Deus ama-nos e por que nos ama aposta em nós. Conta connosco. Não desperdicemos os talentos que possuímos. Agradeçamo-los ao Senhor, sabendo que a melhor forma de agradecer é pô-los a render. Como é que sabemos os talentos que temos que não os colocamos em ação?
       Como é que fixamos o olhar em Deus, se nos esquecemos de amar o nosso próximo?
       Não é possível, como facilmente se conclui, amarmos a Deus se não amarmos os Seus filhos...

sábado, 18 de agosto de 2018

Deixai que as crianças se aproximem de Mim

       Apresentaram umas crianças a Jesus, para que lhes impusesse as mãos e orasse sobre elas. Mas os discípulos afastavam-nas. Então Jesus disse: «Deixai que as crianças se aproximem de Mim; não as estorveis. Dos que são como elas é o reino dos Céus». A seguir, impôs as mãos sobre as crianças e partiu dali ( Mt 19, 13-15).
        Jesus quebra mais um preconceito: no seu tempo, as mulheres e as crianças não faziam número, não contavam, apenas os homens. Em alguns episódios sublinha-se esta realidade como por exemplo na multiplicação, em que o autor sagrado refere que eram cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças. As crianças, embora estimadas pelos judeus, só contavam a partir da adolescência, na idade em que se iniciavam no judaísmo, por volta dos 12/13 anos. Outra das razões, é que havia uma mortalidade infantil muito grande e, por conseguinte, a vida da criança estaria incerta e a breve prazo.
       No entanto, Jesus diz claramente aos seus discípulos e às multidões que as crianças também fazem parte do Seu reino. Mais, a sua simplicidade e transparência são um exemplo de como os adultos se devem colocar diante do Reino de Deus e do Evangelho.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

O reino de Deus: como uma rede lançada ao mar

       Disse Jesus à multidão: «O reino dos Céus é semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes. Logo que se enche, puxam-na para a praia e, sentando-se, escolhem os bons para os cestos e o que não presta deitam-no fora. Assim será no fim do mundo: os Anjos sairão a separar os maus do meio dos justos e a lançá-los na fornalha ardente. Aí haverá choro e ranger de dentes. Entendestes tudo isto?». Eles responderam-Lhe: «Entendemos». Disse-lhes então Jesus: «Por isso, todo o escriba instruído sobre o reino dos Céus é semelhante a um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas». Quando acabou de proferir estas parábolas, Jesus continuou o seu caminho.(Mt 13, 47-53).
       Jesus continua a falar-nos em parábolas sobre o reino dos Céus.
       Hoje Jesus apresenta o reino dos Céus no contexto de uma pescaria: a rede é lançada ao mar. Nela vem toda a espécie de peixes, bons e maus, grandes e pequenos, de todas as cores e feitios. Faz-nos lembrar de novo a parábola do trigo e do joio, em que crescem juntamente, isto é, o bem e o mal, até ao fim. Numa e noutra se acentua a paciência de Deus, em espera para que vença o bem e possa abafar toda a semente ruim que há em nós. Deus chama todos. No início todos valemos o mesmo. A rede não nos separa. Só no fim. Deus dá-nos tempo. Espera. Mas respeita as nossas escolhas.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Recebestes de graça; dai de graça

       Disse Jesus aos seus Apóstolos: «Ide e proclamai que está próximo o reino dos Céus. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça; dai de graça. Não adquirais ouro, prata ou cobre, para guardardes nas vossas bolsas; nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado; porque o trabalhador merece o seu sustento. Quando entrardes em alguma cidade ou aldeia, procurai saber de alguém que seja digno e ficai em sua casa até partirdes daquele lugar. Ao entrardes na casa, saudai-a, e se for digna, desça a vossa paz sobre ela; mas se não for digna, volte para vós a vossa paz. Se alguém não vos receber nem ouvir as vossas palavras, saí dessa casa ou dessa cidade e sacudi o pó dos vossos pés. Em verdade vos digo que haverá mais tolerância, no dia do Juízo, para a terra de Sodoma e Gomorra do que para aquela cidade» (Mt 10, 7-15).
        O chamamento por parte de Jesus não é fixista, isto é, não é para acomodar aqueles que são chamados, é um chamamento ativo, corresponde a uma missão, a um envio. Jesus chama para enviar. Hoje no evangelho ouvimo-l'O a fazer as recomendações aos discípulos: anunciar o reino de Deus, curar os enfermos, expulsar os espíritos impuros, permanecendo leves, disponíveis para estar com as pessoas.
       Recebestes de graça, dai de graça. Os talentos que Deus nos dá são para partilhar, só assim têm valor e sentido. Se cruzarmos os braços, por mais talentos que tenhamos, de nada valem, é como se não existissem em nós.
       Enviados para levar a paz de Jesus Cristo, que está entranhada no coração. Não uma paz qualquer, uma paz imposta, mas a que brota do amor...
       O Evangelho é a expressão plena de que Deus em Jesus Cristo entra na humanidade, habita no meio de nós, mais, habita em nós. Os discípulos, ao serem enviados, levam esta boa nova de que o Reino de Deus chegou até nós.

terça-feira, 10 de julho de 2018

A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos

       Apresentaram a Jesus um mudo possesso do demónio. Logo que o demónio foi expulso, o mudo falou.
       A multidão ficou admirada e dizia: «Nunca se viu coisa semelhante em Israel». Mas os fariseus diziam: «É pelo príncipe dos demónios que Ele expulsa os demónios».
        Jesus percorria todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do reino e curando todas as doenças e enfermidades. Ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão, porque andavam fatigadas e abatidas, como ovelhas sem pastor. Jesus disse então aos seus discípulos: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara» (Mt 9, 32-38).
        A missão de Jesus é constante. Por vezes ficam apenas escassos momentos para descansar, retirando-se para lugares isolados, com uma multidão que procura adivinhar onde Ele está. Percorre cidades e aldeias. Vai ao encontro das pessoas, nas sinagogas, lugares de oração, de escuta da Palavra de Deus, de reflexão, aos campos, às praças. Definitivamente vai, vem, ao encontro das pessoas. Hoje, fá-lo através de nós, sempre e quando nos predispomos amar ao jeito que Ele amava.
       Anuncia o Reino de Deus, cura doenças e enfermidades.
       Também nós, do mesmo modo, em palavras e em atos, somos enviados a anunciar este reino de paz, de justiça e de amor. Também nós possuímos um poder curativo. Como o utilizamos? Quando vêm até nós, contribuímos para a saúde e a alegria daqueles que vêm?
       No reino de Deus há lugar para todos. Todos são necessários, todos são sempre poucos...A seara é grande... No reino de Deus todos figuram como intervenientes principais. A seara é grande... Deus quer precisar de todos nós. Criou-nos livres, salva-nos na nossa liberdade, no nosso sim. Todos somos chamados. Cabe a cada um responder à chamada, com as palavras e a vida. Cabe a cada um acolher o Seu Espírito Santificador...

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

O Reino de Deus está próximo...


       Jesus contou-lhes a seguinte parábola: «Reparai na figueira e nas restantes árvores. Quando começam a deitar rebentos, ao vê-los, ficais a saber que o Verão está próximo. Assim também, quando virdes essas coisas, conhecereis que o Reino de Deus está próximo. Em verdade vos digo: Não passará esta geração sem que tudo se cumpra. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão-de passar» (Lc 21, 29-33).

       Jesus, no Evangelho, utiliza uma linguagem semelhante, dizendo aos seus discípulos para se não alarmarem, pois o que está para acontecer é oportunidade de salvação, o Reino de Deus está próximo. Os sinais não são de desgraça, mas são sinais que falam da proximidade do Reino de Deus. O reino que se avizinha é um Reino de verdade, de justiça e de paz. Chega com o próprio Jesus Cristo, já está em ebulição. As palavras proféticas do Mestre dos Mestres são um desafio à confiança. Entretanto muitas coisas acontecerão, guerras, conflitos, destruição, morte, mas aqueles que perseverarem salvar-se-ão em Cristo Jesus.
       A Sua vinda é um encontro que nos redime, nos salva, nos insere na comunhão com Deus. Ele ilumina o nosso caminho e as nossas opções. As suas palavras elevam-nos até à eternidade. Por ora é tempo de colocarmos mãos à obra e transformarmos o mundo em que vivemos, cuja responsabilidade Deus nos concedeu.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Fiel no pouco, receberás o governo de dez cidades

       Então Jesus disse: «Um homem nobre foi para uma região distante, a fim de ser coroado rei e depois voltar. Antes, porém, chamou dez dos seus servos e entregou-lhes dez minas, dizendo: ‘Fazei-as render até que eu volte’...
       Quando voltou, investido do poder real, mandou chamar à sua presença os servos a quem entregara o dinheiro, para saber o que cada um tinha lucrado...
       Apresentou-se o primeiro e disse: ‘Senhor, a tua mina rendeu dez minas’. Ele respondeu-lhe: ‘Muito bem, servo bom! Porque foste fiel no pouco, receberás o governo de dez cidades’. Veio o segundo e disse-lhe: ‘Senhor, a tua mina rendeu cinco minas’. A este respondeu igualmente: ‘Tu também, ficarás à frente de cinco cidades’. Depois veio o outro e disse-lhe: ‘Senhor, aqui está a tua mina, que eu guardei num lenço, pois tive medo de ti, que és homem severo: levantas o que não depositaste e colhes o que não semeaste’. Disse-lhe o senhor: ‘Servo mau, pela tua boca te julgo. Sabias que sou homem severo, que levanto o que não depositei e colho o que não semeei. Então, porque não entregaste ao banco o meu dinheiro?...
       A todo aquele que tem se dará mais, mas àquele que não tem, até o que tem lhe será tirado. Quanto a esses meus inimigos, que não me quiseram como rei, trazei-os aqui e degolai-os na minha presença’». 
       Dito isto, Jesus seguiu, à frente do povo, para Jerusalém (Lc 19, 11-28).
       A parábola que Jesus nos apresenta, aqui na versão do Evangelho de São Lucas, corresponde à parábola dos Talentos, do Evangelho de São Mateus e que nos foi proposta no domingo passado. O reino de Deus é comparado a um senhor ou um rei que vai de viagem e se ausenta por um tempo determinado. Na sua volta ajusta contas com aqueles a quem confiou os seus bens, o seu dinheiro, os talentos. Com satisfação há quem multiplique o que recebeu e assim aquele senhor confiará bens maiores. Porém, um deles, temendo a severidade do seu senhor não produz, esconde com medo os bens que recebeu. O senhor retira-lhe tudo pois se não foi fiel no pouco, muito menos o será no muito.
       Deus entrega-nos o mundo. "Ausenta-Se" e deixa-nos ao comando. Cabe-nos a nós, na Sua "ausência", edificar, construir, transformar o mundo em que vivemos. Quando chegar a hora do ajuste de contas, será a hora da misericórdia de Deus, então como queremos apresentar-nos diante do Senhor?

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Jesus designou 72 discípulos e enviou-os

        Designou o Senhor setenta e dois discípulos e enviou-os dois a dois à sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir. E dizia-lhes: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao dono da seara que mande trabalhadores para a sua seara. Ide: Eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis bolsa nem alforge nem sandálias, nem vos demoreis a saudar alguém pelo caminho. Quando entrardes nalguma casa, dizei primeiro: ‘Paz a esta casa’. E se lá houver gente de paz, a vossa paz repousará sobre eles; senão, ficará convosco. Ficai nessa casa, comei e bebei do que tiverem, que o trabalhador merece o seu salário. Não andeis de casa em casa. Quando entrardes nalguma cidade e vos receberem, comei do que vos servirem, curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: ‘Está perto de vós o reino de Deus’. Mas quando entrardes nalguma cidade e não vos receberem, saí à praça pública e dizei: ‘Até o pó da vossa cidade que se pegou aos nossos pés sacudimos para vós. No entanto, ficai sabendo: Está perto o reino de Deus’. Eu vos digo: Haverá mais tolerância, naquele dia, para Sodoma do que para essa cidade» (Lc 10, 1-12).
       O anúncio do Evangelho necessita de evangelizadores. A missão de Jesus envolve todo o mistério de salvação - encarnação, pregação do Evangelho, instauração do Reino de Deus, morte e ressurreição, envio do Espírito Santo, contituição da Igreja, como o Seu Corpo no tempo -, e envolve-nos como discípulos.
       Primeiro condição, viver com Jesus, fazer a experiência pessoa e admirável de encontro com Ele e de encontro transformador. Só poderemos ser enviados se antes nos sentimos chamados e se nos identificamos com Aquele que envia. Que contradição seria, sermos enviados, para anunciar uma Mensagem com a qual estamos em desacordo. Ora, o centro e o essencial da Mensagem é o próprio Jesus Cristo. É a Ele que o anunciamos.
       Envia 72 discípulos. Também fazemos parte deste desafio, deste envio. 70 ou 72 implica discípulos de todas as nações. Jesus chama todos.
       Neste momento, os discípulos vão/vamos como Precursores, preparar o caminho, os corações, para Jesus ser acolhido. É uma tarefa teologicamente atual. É Deus quem age. Cabe-nos acolhê-l'O e preparar os outros para também terem a dita de O conhecer, de O encontrar, de O receber em suas casas, nas suas vidas.
       Vamos confiantes, na certeza que Ele nos acompanha e, nesse sentido, Ele realizará obras grandiosas. Se fosse para nos anunicarmos a nós, sairíamos desiludidos. Deixemos que Ele opere em nós e através de nós.

Sobre este texto pode revisitar a nossa Reflexão Dominical: AQUI.