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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Douro em chamas...

       "Douro em chamas. As lutas liberais no Douro", é o título do 5.º romance do Pe.  Joaquim Correia Duarte, apresentada no dia 24 de Abril, no Auditório da Câmara Municial de Resende.
       Depois de termos recomendado os anteriores como leituras obrigatórias, mais este romance que revisita a história de Portugal, que também se fez em terras do Douro, com as lutas miguelistas/liberais.
       No meio da trama, espaço e tempo para o romance de Jorge Marçal, de Foz Côa, e de Margarida, de Resende, cujo encontro se dá na Lapa, cuja distância territorial e as opções partidárias dos pais (e consequentemente, famílias), os afastam... até quando?! Até à eternidade...
       As terras são nossas conhecidas, bem como algumas histórias/estórias bem populares, como a da Granja do Tedo, com o Custódio e a Maria Coroada (a auto-intitulada Terceira Eva). Resende, Cinfães, Lamego, Castro Daire, Tabuaço, Armamar, Sernancelhe, Moimenta da Beira, Tarouca, Pesqueira, Foz Côa, Régua, Vila Real, Porto, Viseu... e outras paisagens nacionais, e as lutas travadas entre povoações e/ou facções... Em Tabuaço, as escaramuças entre Barcos e Tabuaço, a história célebre da Granja do Tedo, mas também a passagem por Longa...
       Depois da leitura, a sugestão. Vale a pena: introduz-nos numa época da nossa história, no contexto da nossa região, de fácil e agradável leitura, lê-se como está escrito, ao correr da pena.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Que fizeste do tempo?!

Outro texto que vale a pena descobrir. O Pe. José Augusto Marques, Pároco de Resende e Felgueiras, Professor de EMRC, Assistente dos Escuteiros, escreve habitualmente uma coluna do Boletim "Sê", dos Agrupamento de escuteiros, no género deste que aqui encontramos. Pode consultar o texto no Perfil Hotmail do Pe. José Augusto Marques:



“O tempo é o único bem totalmente irrecuperável. Recupera-se uma posição, um exército e até um país, mas o tempo perdido, jamais”.
Napoleão Bonaparte
  
O ritmo alucinante em que se desenrola a nossa vida actualmente faz com que “o tem­po” se torne como um dos bens mais preciosos. A nossa vida transforma-se muitas vezes numa luta feroz contra o tempo que nos parece escapar das mãos como areia movediça. A nossa vida tornou-se, em muitas circunstâncias, escrava do tempo.
Este facto traz consigo inúmeras consequências quer ao nível pessoal, quer para a sociedade em geral. Sentimo-nos muitas vezes profundamente divididos - por um lado senti­mo-nos comprometidos a aproveitar bem o tempo e a administrar da melhor forma um con­junto de oportunidades que nos são dadas; por outro lado sentimos que nos falta tempo para realizar coisas essenciais e nem sempre somos capazes de gerir bem as opções que se nos deparam. É aqui que se joga tantas vezes o sentido da vida e da nossa realização pessoal - saber distinguir o essencial do acessório é o segredo duma vida realizada e feliz.
Impõe-se por isso a grande questão: que fizeste do tempo? Da resposta a esta per­gunta depende a nossa qualidade de vida. Podemos distinguir vários tempos entre os quais a nossa vida se desenrola: tempo para Deus, tempo para mim, tempo para os outros, tempo para as coisas. Todos eles são importantes, mas, dependendo da hierarquia que nós fizer­mos deles, assim definimos as prioridades da nossa vida e, consequentemente, o maior ou menor sentido da nossa realização.
Em primeiro lugar devemos estabelecer o tempo para Deus. É Ele que nos dá todo o tempo, é a Ele que nós devemos oferecer o nosso tempo - quando rezamos ou trabalhamos, quando descansamos ou nos divertimos, quando estudamos ou convivemos, tudo são opor­tunidades imperdíveis de louvar o Senhor de todas as coisas. Quando ouvimos dizer às pes­soas que não têm tempo para rezar, então é sinal que o Senhor do tempo fica fora do nosso tempo. Que ingratidão!
Muito importante é também o tempo para mim. É necessário que eu prescinda do rit­mo rotineiro da vida que me projecta constantemente para o exterior para poder mergulhar dentro de mim e pensar a minha vida. Fazer projectos, avaliar resultados, redefinir cami­nhos… são condições essenciais para que a minha qualidade de vida melhore. Às vezes limitamo-nos a ser escravos do tempo em vez de sermos administradores do tempo, porque nos falta encontrar este momento especial de encontro connosco próprios.

O tempo para os outros deve ser resultado do reconhecimento óbvio da nossa condi­ção de seres humanos que vivem em sociedade e em família. Não vivemos isolados, depen­demos uns dos outros e temos necessidade de dar de nós o melhor em reconhecimento pelo muito que recebemos dos outros e dessa grande herança que nos foi legada ainda antes de nós o merecermos. Dar tempo aos outros fazendo da vida uma missão de serviço, adminis­trar a vida sempre com o sentido de quem põe ao serviço do bem comum o melhor que há em si, dá-nos uma sensação de paz, de dever cumprido, de realização. “Dar de si, antes de pensar em si” - este lema rotário lembra-nos a necessidade de focalizarmos o objectivo nos outros em vez de o focalizarmos em nós, desprende-nos do nosso egoísmo e torna-nos pes­soas melhores. “Há mais alegria em dar do que em receber”, diz Jesus.
Finalmente o tempo para as coisas. Também é importante dedicar tempo às coisas de que gostamos. Ter tempo para apreciar a natureza e cultivar um jardim ou uma horta, ter tempo para o lazer e o desporto, ter tempo para a aventura e o descanso, ter tempo para cui­dar da casa e da sua imagem, etc. Tudo é importante na vida quando realizado com amor e há pequenos pormenores nas nossas ocupações que fazem grandes diferenças. O que mar­ca essa diferença é sempre o objectivo que nos move em cada realização.
Administrar bem o tempo é, pois, o grande desafio que se coloca diante de nós. Um dia, quando comparecermos diante do Senhor do tempo, Ele nos perguntará: que fizeste do Meu tempo? A resposta a esta pergunta deparar-se-á diante de nós em ecrã gigante e a ver­dade das nossas prioridades definirá a assertividade ou não da nossa vida. De uma coisa podemos estar certos - não teremos nova oportunidade para viver o que foi vivido. O tempo é coisa tão rara quanto preciosa, não nos podemos permitir desperdiçar as oportunidades que nos foram dadas com amor.
Quando o nosso tempo coincidir com o tempo de Deus, então seremos plenamente felizes, mas esse momento deixará de chamar-se tempo e será eternidade!
Pe. José Augusto

sábado, 19 de setembro de 2009

Ordenação de D. Manuel Linda

O dia 20 de Setembro é de festa para a Igreja, por ser Domingo, o Dia do Senhor, antes de mais, e também, um motivo acrescido, pela Ordenação Episcopal de D. Manuel Linda.
Originário de uma freguesia da Diocese de Lamego, Paus, concelho de Resende.
Estudou no Seminário Maior de Lamego.
Com outros colegas, saiu de Lamego e ingressou no Seminário de Vila Real, tornando-se sacerdote desta Diocese. Actualmente era o Reitor deste Seminário.
Aos 53 anos idade é ordenado como Bispo Auxiliar de Braga.
De referir que em tempos celebrou Missa em Tabuaço. Um benfeitor da Igreja, dos Seminários de Lamego e de Vila real, nas suas Exéquias, na Igreja Paroquial, estiveram sacerdotes dos referidos seminários, bem como alguns seminaristas, onde me incluía.

Para mais informações: Agência Ecclesia.