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sexta-feira, 13 de maio de 2016

MARIA, MÃE DE MISERICÓRDIA

«O nosso pensamento volta-se agora para a Mãe da Misericórdia»
(Papa Francisco, MV 24)

Jesus é rosto da misericórdia do Pai; mas foi Maria quem deu o rosto a Jesus.
E foi olhando no rosto do Filho que Ela aprendeu a moldar o rosto de Mãe:
quando deu à luz o Filho que encarnou a misericórdia de Deus,
quando acolheu e amparou nos braços a ternura de Deus humano,
quando alimentou Aquele que veio para ser o pão da vida,
quando vestiu o corpo que se ofereceu despido à misericórdia do Pai,
quando conduziu ao templo o próprio Templo,
quando ensinou a andar aquele que era o Caminho para todos,
quando apresentou aos cegos o que veio como Luz do mundo,
quando levou à sinagoga Aquele que era a Verdade contida na Torá,
quando encontrou entre os mestres o Mestre de todos.
Ali, Ela compreendeu como Jesus passou à frente
e, a partir de então, a Mãe devia seguir o Filho.
Com Ele percorreu os caminhos da Palestina
para anunciar o Reino da Misericórdia:
entrou na casa de Zaqueu, da Madalena e de Mateus,
intercedeu a favor dos noivos em Caná,
ouviu as palavras e as parábolas da misericórdia,
guardou «todas estas coisas meditando-as em seu coração» (Lc 2, 19),
esteve presente no regresso da ovelha perdida,
viu nos olhos de Pedro as lágrimas de todos os redimidos,
seguiu o rasto da cruz pela montanha dos condenados,
recebeu o testamento do Filho para A aceitarmos por Mãe,
ficou de pé, em silencia, quando a terra tremeu no alto do Calvário.
Na manhã de Páscoa «atesta que a misericórdia do Filho de Deus não conhece limites e alcança a todos» (MV 24).
Ela é a verdade Porta Santa
Por onde agora entramos «no santuário da misericórdia divina» (MV 24).
Para a invocarmos como
Saúde dos Enfermos,
Auxílio dos Cristãos,
Consoladora dos Aflitos,
Refúgio dos pecadores.
Frei Manuel Rito Dias, in revista Bíblica, n.º 364, maio-junho, 2016

domingo, 21 de julho de 2013

Frei Rito Dias - Salmo 56

O Deus da Bíblia nunca diz quem é, mas onde está.
Sempre que a alegria bate à porta,
Deus manda entrar.

Sempre que a paz quer falar,
Deus escuta.

Sempre que a tristeza chega,
Deus manda esperar.

Sempre que o futuro é duvidoso,
Deus tem a certeza.

Sempre que a amizade atraiçoa,
Deus é fiel.

Sempre que o medo nos assusta,
Deus dá a mão.

Sempre que a cobiça pisa o inocente,
Deus reclama.

Sempre que a inveja mata o amor,
Deus ama.

Sempre que a dor oculta Deus,
Deus aparece.

Sempre que as promessas humanas faltam,
Deus cumpre.

Sempre que a liberdade propõe,
Deus é escolha.

Sempre que o homem foge de Deus,
Deus vai com ele.

Sempre que a esperrança vai embora,
Deus Fica.
Tu contaste os passos do meu peregrinar (v 9a)

Frei Manuel Rito Dias, in Bíblica, n.º 347, junho-agosto 2013

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Será que Deus se ri na nossa comunidade?

"Pessoas que oram juntas e conversam juntas,
riem-se juntas e prestam-se serviços mútuos,
divertem-se juntas e aprendem juntas a estar sérias.
Por vezes, têm pontos de vista divergentes,
mas não se enfadam interiormente
antes usam as divergências para reforçar a harmonia habitual.
Aprendem umas com as outras.
Sentem falta das ausentes
e recebem calorosamente as que regressam.
Mostram o seu amor com centelhas que saem dos seus corações
e rebrilham no rosto, nas palavras, no solhares
e em mil e um gestos de carinho.
Partilham juntas o alimento lá em casa
onde muitas, afinal, são apenas uma"

Santo Agostinho, Confissões, sobre a comunidade.
"Dedica o teu tempo:
a ler, que é o segredo da sabedoria;
a pensar, que é a fonte do poder;
a dar, que é mais estimulante do que receber;
a amar e ser amado, que é o caminho da felicidade;
a trabalhar, que é o preço do sucesso;
a rir, que é a música da alma:
a orar, que é o diálogo com Deus".

Gregório Iriarte
In Revista Bíblica, n.º 344, janeiro-fevereiro 2013.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Salmo 32

Todos acreditamos na felicidade.
Só que uns esperam por ela na praia; outros constroem o barco e vão procurá-la.

A felicidade percorreu o mundo.
Todos a viram passar
subindo a escada inacessível,
com o seu cântaro de água,
e seus olhos de oferta
e transcendência..
Só as crianças e os pobres
que seguiam Jesus
lhe abriram a porta
e beberam da sua água.

A felicidade e a alegria
moram juntas
na casa das sete virtudes,
com a simplicidade,
a paz,
a pobreza,
a verdade,
o silêncio,
a humildade.

Ela é o mar de Deus
e, ao mesmo tempo, um barco que nos leva;
mas é Deus quem comanda o barco.

frei Manuel Rito Dias, revista Bíblica, n.º 338, janeiro/fevereiro 2012.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O Senhor ama a cidade

Deus ama a cidade, apesar dos sinais proibidos, dos sentidos obrigatórios e dos jardins fechados
 (Adaptação do) SALMO 87
O Senhor ama a cidade,
e todos os que nela vivem.

O Senhor está na cidade
E vai à loja do cidadão
Para fazer o registo dos povos.

O Senhor conduz a cidade
ao ritmo da sua eternidade
e não dos nossos relógios.

O Senhor alimenta a cidade
Com as fontes da Sua palavra
e o pão do nosso suor.

O Senhor constrói a cidade,
a partir da sua sabedoria infinita
e dos nossos precários projectos.

O Senhor ilumina a cidade;
também as favelas, bidonvilles e musseques.

O Senhor caminha na cidade,
indiferente aos radares
e sinais vermelhos
dos que não O deixam passar.

O Senhor faz parar a cidade
para levar pão e água,
pelas passagens dos peões,
ao outro lado da rua da humanidade.

Grandes coisas se dizem de ti,
ó cidade de Deus e dos homens!

Frei Manuel Rito Dias, in Revista Bíblica, n. 335, Julho-Agosto 2011

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Fé, Esperança e Caridade

SALMO 54

A caridade dá os pés à esperança para caminhar até à meta da fé
Creio em ti como rei,
espero em ti como pastor,
amo-te como pai.

Creio em ti como fonte,
espero em ti como rio,
amo-te como água viva.

Creio em ti como Senhor,
espero em ti como Mestre,
amo-te como amigo.

Creio em ti como sol,
espero em ti como chuva,
amo-te como pão.

Creio em ti como Deus,
espero em ti como Salvador,
amor-te como irmão.

Creio em ti neste silêncio,
espero em ti nesta cruz,
amo-te nesta Igreja.

Creio em ti porque és,
espero em ti porque vens,
amo-te porque estás.
Frei Manuel Rito Dias, in Revista Bíblica, Nov-Dez 2010, n.º 331.