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sexta-feira, 18 de junho de 2010

Eucaristia dos Finalistas - Távora

       Ontem, a celebração da Missa em Tabuaço dedicada ao finalistas do Pré-escolar. Hoje foi a vez de Távora, não de finalistas da Pré, ainda que estivessem presentes, mas de 3 finalistas (rapazes) do Primeiro Ciclo do Ensino Básico.
       Ao longo dos anos é uma celebração que se repete, com alegria, como acção de graças, como súplica das bênçãos de Deus. É por demais significativo, que os meninos possam assinalar a passagens das diversas etapas da vida (também) numa perspectiva de fé.
       Logo que tenhamos acesso a fotografias das duas celebrações, de Tabuaço e de Távora, colocaremos aqui neste espaço de encontro, de reflexão e de partilha.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Eucaristia: Finalistas Pré-escolar - Tabuaço

       Quiseram as Educadoras de Tabuaço, do pré-escolar, assinalar o fim do ano e a passagem dos seus educandos para o Primeiro Ciclo do Ensino Básico com a celebração de uma Eucaristia festina, na Igreja Paroquial de Tabuaço, com a presença do Grupo Coral Infanto-Juvenil (da catequese), 18 crianças finalistas, outras crianças, pais e amigos dos finalistas, comunidade paroquial.
       Quando a dimensão crente é afastada da vida pública, social e cultural, este é um gesto por demais significativo. As professoras quiseram que a dimensão religiosa e festiva coroasse o trablaho realizados nos últimos anos. Com elas podemos concluir, que a fé nada retira, dá-nos uma visão positiva sobre a vida.
       Amanhã será a vez de Távora, mas desta feita os finalistas serão da pré-escola, mas também do Primeiro Ciclo do Ensino Básico.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Quem leva o filho para a igreja, não vai buscá-lo na cadeia

       O médico psiquiatra Içami Tiba em palestra proferida em Curitiba levantou questão em diversos pontos na criação dos filhos. Transcrevemos parte da palestra e sugerimos uma reflexão em família, pois como ressaltamos: "a mãe ou o pai que leva o filho para a igreja, não vai buscá-lo na cadeia..."
A educação não pode ser delegada à escola.
> Aluno é transitório. Filho é para sempre.
O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo.
> Não se pode castigar com internet, som, tv, etc...
Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo.
> Queimou índio pataxó, a pena deve ser passar o dia todo em hospital de queimados.
É preciso confrontar o que o filho conta com a verdade real.
> Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.
A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança.
> A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe “não pode” interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa. Se o pai determinar que não haverá um passeio, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinquente.
Em casa que tem comida, criança não morre de fome.
> Se ela quiser comer, saberá à hora. E é o adulto quem tem que dizer “qual é à hora” de se comer e o que comer.
A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada.
> Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender.
É preciso transmitir aos filhos a idéia de que temos de produzir o máximo que podemos.
> Isto porque na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio: não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0.
As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconseqüente.
> A gravidez é um sucesso biológico e um fracasso sob o ponto de vista sexual.
Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para fazer uso da droga.
> A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da idéia. Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve 'abandoná-lo'.
A mãe é incompetente para 'abandonar' o filho.
> Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria. Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita.
Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo.
> A calmaria deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias. Enquanto isso, o videojogo, as saídas, a balada, ficarão suspensas, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.
Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação.
> Tirar nota boa é obrigação. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se for mal na faculdade.
Quem educa filho é pai e mãe.
> Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais. Não é cabível palpite. Nunca.
Mãe não deve engolir sapos do filho,
> > pois ele pensará que a sociedade terá que engolir também.
Videojogos são um perigo: os pais têm que explicar como é a realidade, mostrar que na vida real não existem 'vidas', e sim uma única vida.
> Não dá para morrer e reencarnar. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.
O erro mais frequente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos.
> O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.
Dinheiro 'a rodo' para o filho é prejudicial.
> Mesmo que os pais o tenham, precisam controlar e ensinar a gastar.
Dr. Içami Tiba
  • Membro do Board of Directors of the International Association of Group Psychotherapy.
  • Conselheiro do Instituto Nacional de Capacitação e Educação para o Trabalho "Via de Acesso".
  • Professor de cursos e workshops no Brasil e no Exterior.
       Em pesquisa realizada em março de 2004, pelo IBOPE, entre os psicólogos do Conselho Federal de Psicologia, os entrevistados colocaram o Dr. Içami Tiba como terceiro autor de referência e admiração - o primeiro nacional.
  1. lugar: Sigmund Freud;
  2. lugar: Gustav Jung;
  3. lugar: Içami Tiba.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Vou-te acusar à Protecção de Menores...

       O André tem 10 anos. É uma criança calma, divertida, alegre, pacífica, inteligente e sensível.
       Mas é uma criança, claro! Há dias fez uma asneira em casa e a mãe repreendeu-o. Pouco tempo depois, fosse por descuido ou para tentar perceber até onde ia a paciência materna, repetiu a mesma asneira. Então a mãe, pessoa muito calma e grande educadora - penso que teria dado uma óptima professora - achou que devia tomar uma posição e deu uma palmada no rabiosque do filho.

       Oh! Foi o bonito!
       - Vou-te acusar à Protecção dos Menores! Fui vítima de violência doméstica. Vais ficar atrás das grades e eu não tenho pena nenhuma!
       - Está, meu filho! E eu vou-te lá levar para não gastares dinheiro no telemóvel. Mas antes levas outra palmada, porque esses não são modos de falares com a tua mãe...
       O pai, que se encontrava no escritório a trabalhar, apercebeu-se pouco depois que havia alegria a rodos na cozinha e aproximou-se, dizendo:
       - Então ainda há pouco parecíeis cão e gato e já estais os dois na maior!...
       - Ó pai, dusculpa lá! - respondeu o André - mas pareces uma criança a pensar! Confundes os tempos. Estávamos chateados há pouco, mas isso já passou.
       - Pois claro - sentenciou a mãe. - A situação normal é estarmos bem. Conversarmos, rirmos, falarmos a sério no respeito pela condição de mãe e de filho. Mas às vezes, há excepções...
       O pai encolheu os ombros, sorriu e debandou, não sem antes poder escutar o André:- Ó mãe, não achas que nas poucas vezes em que nos chateámos, aumentou depois mais a nossa amizade?!
       Pois, onde as famílias funcionam, as coisas são assim.

quinta-feira, 18 de março de 2010

PAIS MAUS!!!!...

“Um dia quando os meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães, eu hei de dizer-lhes:
- Eu amei-vos o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.
- Eu amei-vos o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
- Eu amei-vos o suficiente para vos fazer pagar os rebuçados que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e vos fazer dizer ao dono: “Nós tiramos isto ontem e queríamos pagar”.
- Eu amei-vos o suficiente para ter ficado em pé, junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o vosso quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
- Eu amei-vos o suficiente para vos deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
-Eu amei-vos o suficiente para vos deixar assumir a responsabilidade das vossas acções, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
-Mais do que tudo, eu amei-vos o suficiente para vos dizer NÃO, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em alguns momentos até odiaram).
-Estas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente, venci… Porque no final vocês venceram também! E qualquer dia, quando os meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães; quando eles lhes perguntarem se os seus pais eram maus, os meus filhos vão lhes dizer:
- “Sim, os nossos pais eram maus. Eram os piores do mundo…As outras crianças comiam doces no café e nós só tínhamos que comer cereais, ovos, torradas. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvetes ao almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. Nossos pais tinham que saber quem eram os nossos amigos e o que nós fazíamos com eles.
- “Insistiam que lhes disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Nossos pais insistiam sempre connosco para que lhes disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade.
- E quando éramos adolescentes, eles conseguiam até ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata”!
-“Nossos pais não deixavam os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para que os nossos pais os conhecessem.
- Enquanto todos podiam voltar tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelo menos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aqueles chatos levantavam para saber se a festa foi boa (só para verem como estávamos ao voltar)”.
- “Por causa dos nossos pais, nós perdemos imensas experiências na adolescência.
- Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em actos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime”.
- “FOI TUDO POR CAUSA DOS NOSSOS PAIS!”
-“Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o melhor para sermos “PAIS MAUS”, como eles foram.

EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE:

“NÃO HÁ PAIS MAUS SUFICIENTES”!

(Dr. Carlos Hecktheuer, Médico Psiquiatra)