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quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Martírio de São João Batista

       A censura que João Batista fez a Herodes Agripa pela sua conduta desonesta e imoral, que o Evangelho nos descreve, valeu-lhe a morte por degolação (Mt. 14, 1-12). É o seu nascimento para o céu que a Igreja hoje celebra.
       A festa do martírio de São João Baptista remonta ao século V, na França; e ao século VI, em Roma. Está ligada à dedicação da igreja construída em Sebaste, na Samaria, no suposto túmulo do Precursor de Jesus. O próprio Jesus apresenta-nos João Baptista:

       Depois deles partirem, Jesus começou a falar a respeito de João às multidões: "Que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? Mas que fostes ver? Um homem vestido de roupas finas? Mas os que vestem roupas finas vivem nos palácios dos reis. Então, que fostes ver? Um profeta? Eu vos afirmo que sim, e mais do que um profeta. É dele que está escrito: "eis que envio o meu mensageiro à tua frente; ele preparará o teu caminho diante de ti. Em verdade vos digo que, entre os nascidos de mulher, não surgiu nenhum maior do que João, o Baptista, e, no entanto, o menor no Reino dos céus é maior do que ele ..." (Mt 11, 2-11).

       O martírio de João Batista liga-se à denúncia profética das injustiças cometidas pelos poderosos, inclusive o luxo da corte, cujo desfecho fatal é a morte do inocente e a opressão dos marginalizados.

Oração de coleta:
       Senhor, que na vossa admirável providência,  quisestes que São João Batista fosse o Precursor do nascimento e da morte do vosso Filho, concedei-nos que, assim como ele deu a sua vida pela justiça e pela verdade, também nós saibamos lutar corajosamente pela confissão da fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
São Beda Venerável, presbítero

Precursor de Cristo no nascimento e na morte

O santo precursor do nascimento, da pregação e da morte do Senhor, mostrou no momento da sua luta suprema uma coragem digna de atrair o olhar de Deus. Como diz a Escritura: Se aos olhos dos homens foi atormentado, a sua esperança estava cheia de imortalidade. Com razão celebramos festivamente o dia do seu novo nascimento, dia que ele tornou memorável com a sua própria morte e ilustrou com a gloriosa púrpura do seu sangue. Merecidamente veneramos com alegria espiritual a memória daquele que selou com o martírio o testemunho que dera do Senhor.
São João sofreu a prisão e as cadeias e deu a sua vida em testemunho do nosso Redentor, a quem devia preparar os caminhos. Não lhe foi pedido pelo perseguidor que negasse a Cristo, mas que calasse a verdade. E no entanto, ele morreu por Cristo.
Cristo disse: Eu sou a verdade. Por isso, foi por Cristo que São João derramou o seu sangue, porque foi pela verdade que o derramou. Se com o seu nascimento, a sua pregação e o seu batismo dera testemunho de Cristo que havia de nascer, pregar e batizar, também com o seu martírio precursor deu testemunho da futura paixão do Senhor.
Assim terminou a sua vida este homem tão insigne e valoroso, derramando o seu sangue depois de longo e penoso cativeiro. Ele que anunciara a liberdade duma paz superior, é lançado pelos ímpios na prisão; é encerrado na escuridão do cárcere aquele que veio para dar testemunho da luz e a quem a própria Luz, que é Cristo, denominou como uma lâmpada que arde e alumia; e foi batizado com o próprio sangue aquele a quem foi concedido baptizar o Redentor do mundo, ouvir a voz do Pai que falava do Filho, ver a graça do Espírito Santo que descia sobre Ele. Por isso, longe de lhe parecer penoso, era pelo contrário fácil e desejável para ele suportar pela verdade os tormentos temporais, que lhe faziam antever a recompensa das alegrias eternas.
A morte não era para João Batista apenas uma realidade inevitável da natureza ou uma dura necessidade. Ele desejou a como o melhor modo de confessar o nome de Cristo e receber assim a palma da vida eterna. Bem diz o Apóstolo: A vós foi concedido por Cristo não só acreditar n’Ele, mas também sofrer por Ele. E se ele diz que sofrer por Cristo é um dom concedido aos eleitos, é porque os sofrimentos do tempo presente não têm comparação com a glória futura que se há de manifestar em nós.
Fonte: Secretariado Nacional da Liturgia

BENTO XVI no martírio de São João Batista

Estimados irmãos e irmãs
Nesta última quarta-feira do mês de Agosto celebra-se a memória do martírio de são João Batista, o precursor de Jesus. No Calendário romano, é o único santo do qual se celebra tanto o nascimento, a 24 de Junho, como a morte ocorrida através do martírio. A memória hodierna remonta à dedicação de uma cripta de Sebaste, em Samaria onde, já em meados do século IV, se venerava a sua cabeça. Depois, o culto alargou-se a Jerusalém, às Igrejas do Oriente e a Roma, com o título de Degolação de são João Batista. No Martirológio romano faz-se referência a uma segunda descoberta da preciosa relíquia, transportada naquela ocasião para a igreja de São Silvestre em Campo Márcio, em Roma.

Estas breves referências históricas ajudam-nos a compreender como é antiga e profunda a veneração de são João Batista. Nos Evangelhos realça-se muito bem o seu papel em relação a Jesus. De modo particular, são Lucas narra o seu nascimento, a sua vida no deserto e a sua pregação, e no Evangelho de hoje são Marcos fala-nos da sua morte dramática. João Batista começa a sua pregação sob o imperador Tibério, em 27-28 d.C., e o convite claro que ele dirige ao povo que acorre para o ouvir é que prepare o caminho para receber o Senhor, e endireitem as veredas tortas da própria vida através de uma conversão radical do coração (cf. Lc 3, 4). Contudo, João Batista não se limita a pregar a penitência e a conversão mas, reconhecendo Jesus como «o Cordeiro de Deus» que veio para tirar o pecado do mundo (cf. Jo 1, 29), tem a profunda humildade de mostrar em Jesus o verdadeiro Enviado de Deus, pondo-se de lado a fim de que Jesus possa crescer, ser ouvido e seguido. Como último gesto, João Batista testemunha com o sangue a sua fidelidade aos mandamentos de Deus, sem ceder nem desistir, cumprindo a sua missão até ao fim. São Beda, monge do século IX, nas suas Homilias diz assim: «São João, por [Cristo] deu a sua vida; embora não lhe tenha sido imposto que negasse Jesus Cristo, só lhe foi imposto que não dissesse a verdade» (cf. Hom. 23: ccl 122, 354). E ele dizia a verdade, e assim morreu por Cristo, que é a Verdade. Precisamente pelo amor à Verdade, não cedeu a compromissos nem teve medo de dirigir palavras fortes a quantos tinham perdido o caminho de Deus.

Nós vemos esta grande figura, esta força na paixão, na resistência contra os poderosos. Interroguemo-nos: de onde nasce esta vida, esta interioridade tão forte, tão recta e tão coerente, empregue totalmente por Deus e para preparar o caminho para Jesus? A resposta é simples: da relação com Deus, da oração, que é o fio condutor de toda a sua existência. João é o dom divino longamente invocado pelos seus pais, Zacarias e Isabel (cf. Lc 1, 13); uma dádiva grande, humanamente inesperada, porque ambos eram de idade avançada e Isabel era estéril (cf. Lc 1, 7); mas a Deus nada é impossível (cf. Lc 1, 36). O anúncio deste nascimento verifica-se precisamente no contexto da oração, no templo de Jerusalém; aliás, acontece quando Zacarias recebe o grande privilégio de entrar no lugar mais sagrado do templo para fazer a oferta do incenso ao Senhor (cf. Lc 1, 8-20). Também o nascimento de João Batista é marcado pela oração: o cântico de alegria, de louvor e de acção de graças que Zacarias eleva ao Senhor e que nós recitamos todas as manhãs nas Laudes, o «Benedictus», exalta a obra de Deus na história e indica profeticamente a missão do filho João: preceder o Filho de Deus que se fez carne, para lhe preparar as estradas (cf. Lc 1, 67-79). Toda a existência do precursor de Jesus é alimentada pela relação com Deus, de modo particular o período transcorrido em regiões desertas (cf. Lc 1, 80); as regiões desertas que são lugares de tentação, mas também lugares onde o homem sente a própria pobreza, porque desprovido de apoios e certezas materiais, e compreende que o único ponto de referência sólido permanece o próprio Deus. Mas João Batista não é apenas um homem de oração, do contacto permanente com Deus, mas também um guia para esta relação. Citando a oração que Jesus ensina aos discípulos, o «Pai-Nosso», o evangelista Lucas anota que o pedido é formulado pelos discípulos com estas palavras: «Senhor, ensinai-nos a rezar, como também João ensinou aos seus discípulos» (cf. Lc 11, 1).

Caros irmãos e irmãs, celebrar o martírio de são João Batista recorda-nos, também a nós cristãos deste nosso tempo, que não se pode ceder a compromissos com o amor a Cristo, à sua Palavra e à Verdade. A Verdade é Verdade, não existem compromissos. A vida cristã exige, por assim dizer, o «martírio» da fidelidade quotidiana ao Evangelho, ou seja, a coragem de deixar que Cristo cresça em nós e que seja Cristo quem orienta o nosso pensamento e as nossas acções. Mas isto só se verifica na nossa vida se a nossa relação com Deus for sólida. A oração não é tempo perdido, não é roubar espaço às actividades, inclusive às obras apostólicas, mas é precisamente o contrário: se formos capazes de ter uma vida de oração fiel, constante e confiante, o próprio Deus dar-nos-á a capacidade e a força para viver de modo feliz e tranquilo, para superar as dificuldades e testemunhá-lo com coragem. São João Batista interceda por nós, a fim de sabermos conservar sempre o primado de Deus na nossa vida. Obrigado!
in BENTO XVI, Audiência Geral de 29 de agosto de 2012.

domingo, 29 de agosto de 2010

Martírio de S. João Batista


A festa do martírio de São João Baptista remonta ao século V, na França; e ao século VI, em Roma. Está ligada à dedicação da igreja construída em Sebaste, na Samaria, no suposto túmulo do Precursor de Jesus. O próprio Jesus apresenta-nos João Baptista:

Ao partirem eles, começou Jesus a falar a respeito de João às multidões: "Que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? Mas que fostes ver? Um homem vestido de roupas finas? Mas os que vestem roupas finas vivem nos palácios dos reis. Então, que fostes ver? Um profeta? Eu vos afirmo que sim, e mais do que um profeta. É dele que está escrito: " eis que envio o meu mensageiro à tua frente; ele preparará o teu caminho diante de ti. Em verdade vos digo que, entre os nascidos de mulher, não surgiu nenhum maior do que João, o Baptista, e, no entanto, o menor no Reino dos céus é maior do que ele ..." (Mateus 11:2-11).

O martírio de João Baptista liga-se à denúncia profética das injustiças cometidas pelos poderosos, inclusive o luxo da corte, cujo desfecho fatal é a morte do inocente e a opressão dos marginalizados.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Inocente á aquele que...

Inocente é aquele em quem não reside o mal,
E que não o comete;
Nele não existe qualquer duplicidade, o seu coração não
Está dividido;
Nele não há sinuosidade: nem no seu comportamento
Nem nas suas palavras.
Só tem um olhar,
O do amor,
Mas do amor que se dá,
E se difunde sem cálculos.

O inocente em quem não reside o mal,
Não o vê no outro,
Confia sempre…
«Não tenho receio de ti, posso aproximar-me de ti sem
Qualquer temor, não tens segundas intenções, nem preconceitos;
Não és manhoso nem matreiro; os teus olhos límpidos
Desmontam as barreiras que ergui em torno do meu coração, barreiras de medo.
A tua inocência seduz-me».


O mundo não pode receber esse inocente.
A sua presença condena.
O brilho dos seus olhos condena,
Não o da criança que pretende captar e seduzir,
Nem o do ignorante ou do ingénuo,
Mas o do homem consciente do alcance
Dos seus actos,
Que sabe que diante dos homens
E da lei
Pode ser tido por louco ou até condenável,
Mas prefere deixar-se guiar por essa outra lei, a lei eterna
Da pessoa e do seu amor, e da sua verdade.

O inocente é o homem livre que se faz escravo de Espírito.
Não se deixa aprisionar num grupo,
Branco ou negro,
Com as suas convenções sociais,
As suas maneiras de agir e os seus costumes.
Esse Espírito dá-lhe um coração universal
Que lhe permite poder encontrar o miserável,
O rico, o pobre,
Com um coração feito amor para o acolher e introduzir
No seu próprio coração,
Com esse sopro eterno.

A inocência verdadeira é a do amor que se difunde
Sem medo,
Porque somos amados e envolvidos
Pelo Amor do Pai.
E essa primeira fonte chama-se JESUS CRISTO.

E tu, inocente
Não tens medo,
Não tens medo do mundo,
Nem medo do mal,
Nem medo dos outros,
Nem medo de ti mesmo e da tua carne.
Tu caminhas pela vida
Sem temor,
Olhando, dando,
Entregando-te em absoluta tranquilidade,
De rosto radiante e límpido.
Mas tu não irradias a tua própria inocência,
É por isso que não tens medo…
Não tens medo de a perder,
Porque sabes que essa inocência vem do Alto,
Ou, antes, de uma nascente mais profunda
Do que tu:
A inocência que jorra de Deus
E que se chama JESUS CRISTO.

Porque és pobre
E porque o sabes
E porque amas a tua pobreza,
É que podes enfrentar a vida, o mundo e os outros,
Sem medo,
Para oferecer a tua inocência,
Para dar a tua paz,
Essa certeza e essa força do Amor.

Tu, inocente,
Podes tocar no mundo, na matéria e no outro,
Não para os tomar para ti,
Arrebatando-os ao outro,
Nem para os possuir só para ti
(contacto impuro e possessivo),
Nem para os destruir, pisar,
Fazer desaparecer, matar
(contacto de ódio e violência),
Mas para lhes transmitir a vida,
A liberdade
Que brota da paz.

O teu contacto, então, é como o de Jesus,
Um contacto feito de doçura,
De ternura
De vida,
Que cura.
«Ó contacto delicado
Que transforma a morte em vida!» (S. João da Cruz)

A inocência,
Miragem imaginária que se esfuma
Mal a procuro,
Porque não se pode procurar.
Ela só existe na medida
Em que te encontro
A ti
E a ti, Jesus Cristo,
A quem amo.

Jean Vanier, em "Novas Perspectivas do Amor", in Conhecer e Seguir Jesus.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Flores para Jesus!

Na florista, uma menina tentava comprar flores.
A vendedora já estava perdendo a paciência, a menina começou a perguntar o preço das mais belas e caras flores e foi assim até às mais baratas. Então a vendedora perguntou-lhe quanto tinha e ela mostrou lhe algo em torno de 15 cêntimos. E a vendedora disse-lhe:
- Com isso não conseguirás comprar nada aqui.
E ela respondeu:
- É tudo o que tenho e eu preciso dessas flores para dar à minha mãe.
Então, eu aproximei-me e perguntei se poderia ajudar, pois para dar flores à mãe era um gesto nobre que não podia deixar de ajudar. E disse à vendedora que fizesse um bonito ramo e eu pagaria as flores.
Nesse momento percebi que a menina estava com um triste olhar mesmo tendo conseguido as flores. Baixei-me e carinhosamente afaguei seu rosto e algumas lágrimas rolaram. Pedi-lhe para a acompanhar até sua casa, com a intenção de acalmar aquele coraçãozinho tão apertado.
Saímos de mãos dadas e caminhando lado a lado pude perceber os passinhos ligeiros da pequenina como se tivesse pressa.
E assim aproximamo-nos de uma casinha simples e que estava com muitas pessoas em frente e dentro da casa. As pessoas olhavam para a menina e para as flores que ela trazia em seus bracinhos. E ela sem falar com ninguém foi entrando em casa e eu a seguia.
Ao entrarmos na sala pude então ver um caixão, onde estava o corpo da mãe da menina, que se aproximou e beijou o rosto de sua mãe dizendo:
- Um dia a senhora me disse que para entrar no céu temos que levar flores nas mãos. Então agora a senhora pode entrar no céu, pois já tem as flores para oferecer a Jesus.

Reflexão:
Oferecer flores para Jesus é ajudar as pessoas no momento em que precisem.
Essa história é ficção, graças a Deus. Mas poderiam ser as flores mais dolorosas, que eu teria oferecido a Jesus.
Mas é exactamente nesses momentos de dor que o verdadeiro cristão deve agir. Ser cristão nas horas fáceis é fácil. E ser cristão nas horas difíceis é ser irmão de fé e de coração.
Então, quando encontrar Jesus, tenha muitas flores nas mãos para oferecer e terá um tesouro nos céus.

AUTOR DESCONHECIDO

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Não há amor adulto!...

"Amo-te e sinto-me desolado por te amar tão pouco, por te amar tão mal, por não saber amar-te." 

       Em realidade, quanto mais se acerca da luz, mais se descobre cheio de sombras.
       Quanto mais ama, mais se conhece indigno de amar.
       É que não há progresso em amor, não há perfeição que se possa um dia alcançar.
       Não há amor adulto, maduro e razoável.
       Não há perante o amor nenhum adulto, apenas crianças, apenas este espírito de infância que é abandono, despreocupação, espírito da perda de espírito.

       A idade adiciona. A experiência acumula. A razão constrói.
       O espírito de infância não conta nada, não amontoa nada, não edifica nada.
       O espírito de infância é sempre novo, retorna sempre aos começos do mundo, aos primeiros passos do amor.
       O homem de razão é um homem acumulado, amontoado, construído.
       O homem de infância é o contrário de um homem adicionado sobre si mesmo: um homem retirado de si, renascendo em todo o nascimento de tudo. Um imbecil que joga à bola. Ou um santo que fala ao seu Deus. Ou ambas as coisas ao mesmo tempo.

Christian Bobin, em "Um Deus à Flor da Terra, postado a partir de Abrigo dos Sábios.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Inocência... fabuloso!!!

Vejam a inocência duma criança... que em Deus confia!
No meio do sofrimento do mundo...
sejamos crianças sorrindo para Deus e a quem Deus sorri de verdade!!!

Boa semana e Deus vos abençoe...


Uma menina, diariamente, fazia o caminho para a escola, sozinha e a pé.
Apesar do mau tempo daquela manhã, do vento forte e das nuvens ameaçadoras, ela seguiu o seu caminho para a escola.
Ao longo do dia, os ventos aumentaram e formou-se uma tempestade com muitos raios e trovões.
A mãe pensou que sua filha poderia ter muito medo no caminho de volta pois ela mesma estava assustada com os raios e trovões.
Preocupada, a mãe rapidamente entrou no seu carro e conduziu em direcção à escola.
Logo ela avistou a filha andando, mas, a cada relâmpago, a criança parava, olhava para cima e sorria!!!
Outro e outro trovão e, após cada um, ela parava, olhava para cima e sorria!!!
Finalmente, a menina entrou no carro e a mãe curiosa perguntou-lhe:
- "O que estavas a fazer?"
A garotinha respondeu:
- "Sorrindo! Deus não pára de tirar fotos minhas!!"
Deixemos que toda a inocência floresça em nossos corações para podermos ver a bela e real felicidade que está nos momentos de simplicidade.
Autor Desconhecido