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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Ressurreição: Cristo na vastidão de Deus

       "A ressurreição de Jesus foi a evasão para um género de vida totalmente novo, para uma vida já não sujeita à lei do morrer e do transformar-se, mas situado além disso - uma vida que inaugurou uma nova dimensão de ser homem. Por isso, a ressurreição de Jesus não é um acontecimento singular que possamos menosprezar e que pertença apenas ao passado, mas sim uma espécie de «mutação decisiva» (...), um salto de qualidade. Na ressurreição de Jesus, foi alcançada uma nova possibilidade de ser homem, uma possibilidade que interessa a todos e abre um futuro, um novo género de futuro para todos os homens...
       A ressurreição de Cristo ou é um acontecimento universal, ou não existe, diz-nos São Paulo. E somente se a entendermos como acontecimento universal, como inauguração de uma nova dimensão da existência humana, é que estaremos no caminho de uma interpretação justa do testemunho sobre a ressurreição presente no Novo Testamento...

Ele saiu para uma vida diversa, nova: saiu para a vastidão de Deus e é a partir dela que Se manifesta aos seus...

Joseph Ratzinger/Bento XVI, Jesus de Nazaré,  pp 199-200.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Ecce Homo - Eis o Homem!

       "N'Ele se manifesta a miséria de todos os prejudicados e arruinados. Na sua miséria, reflecte-se a desumanidade do poder humano, que assim esmaga o impotente. N'Ele se reflecte aquilo que chamamos «pecado»: aquilo em que se torna o homem quando vira as costas a Deus e, autonomamente, toma nas suas mãos o governo do mundo...
       N'Ele continua presente o Deus escondido. Também o homem açoitado e humilhado permanece imagem de Deus. Desde que Jesus Se deixou açoitar, são precisamente os feridos e os açoitados a imagem de Deus, que quis sofrer por nós. Assim, Jesus, no meio da Sua Paixão, é imagem de esperança: Deus está do lado dos que sofrem".

Joseph Ratzinger/Bento XVI, Jesus de Nazaré,  p 164.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

A fé purifica o coração!

       "...Adão, que tentara com as próprias forças apoderar-se do divino... Cristo desceu da Sua divindade tornando-Se homem... despoja-Se do seu esplendor divino, ajoelha-Se por assim dizer diante de nós, lava e enxuga os nossos pés sujos, para nos tornar capazes de participar no banquete nupcial de Deus.
       ... é o amor de Jesus até ao fim que nos purifica, que nos lava. O gesto do lava-pés exprime isto mesmo: é o amor serviçal de Jesus que nos arranca da nossa soberba e nos torna capazes de Deus, nos torna 'puros'...
       ... A fé purifica o coração. A fé deriva do facto de Deus Se voltar para o homem. Não se trata simplesmente de uma decisão autónoma dos homens. A fé nasce porque as pessoas são tocadas interiormente pelo Espírito de Deus, que lhes abre os corações e os purifica".

Joseph Ratzinger/Bento XVI, Jesus de Nazaré,  pp. 56-57.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A Palavra de Jesus é o verdadeiro firmamento!

       "A palavra é quase-nada quando confrontada com o enorme poder do universo material imenso, é um sopro momentâneo na grandeza silenciosa do universo; pois bem, a palavra é mais real e duradoura do que todo o mundo material. É a realidade verdadeira e merecedora de confiança, o terreno firme sobre o qual podemos apoiar-nos e que permanece inclusive com o escurecimento do Sol e q queda do firmamento. Os elementos cósmicos passam; a palavra de Jesus é o verdadeiro 'firmamento' sob o qual o homem pode estar e permanecer".

Joseph Ratzinger/Bento XVI, Jesus de Nazaré,  p 51.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Como peregrino, Ele vem ao nosso encontro

"Como peregrinos caminhamos para Ele; como peregrino, Ele vem ao nosso encontro e associa-nos à sua «subida» para a cruz e a ressurreição, para a Jerusalém definitiva que, na comunhão com o seu Corpo, já está a crescer no meio deste mundo".

Joseph Ratzinger/Bento XVI, Jesus de Nazaré.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Jesus identifica-Se com o menino

"Jesus identifica-Se com o menino; Ele mesmo Se fez pequeno. Como Filho, nada faz por Si mesmo, mas age totalmente a partir do Pai".

Joseph Ratzinger/Bento XVI, Jesus de Nazaré. Volume II. Da entrada em Jerusalém até à Ressurreição. Principia. Parede: 2011.

domingo, 3 de julho de 2011

A Caritas radica na Eucaristia...

       "Partir o pão para todos é, em primeiro lugar, a função do pai da família, que nisto representa de algum modo Deus-Pai, o qual, através da fertilidade da terra, distribui por todos nós o necessário para a vida. Depois, é também o gesto da hospitalidade, pelo qual se faz participar o estrangeiro em coisas próprias, acolhendo-os na comunhão da refeição. Partir e partilhar - é precisamente a partilha que cria comunhão. Este gesto humano primordial do dar, de partilhar e unir, adquire, na Última Ceia de Jesus, uma profundidade inteiramente nova: Ele dá-Se a Si mesmo. A bondade de Deus, que se manifesta na distribuição, torna-se totalmente radical no momento em que o Filho, no pão, Se comunica e distribui a Si mesmo.
       O gesto de Jesus tornou-se assim o símbolo de todo o mistério da Eucaristia... Nela beneficiamos da hospitalidade de Deus, que, em Jesus Cristo crucificado e ressuscitado, Se nos entrega. Por isso, o partir e o distribuir do pão - o acto de amorosa atenção àquele que precisa de mim - é uma dimensão intrínseca da própria Eucaristia.
       A caritas, a solicitude pelo outro, não é um segundo sector do cristianismo a par do culto, mas está radicada precisamente nele e faz parte dele. Na Eucaristia, no 'partir o pão', estão indivisivelmente ligadas as dimensões horizontal e vertical"

Joseph Ratzinger/Bento XVI, Jesus de Nazaré,  pp. 111.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Jesus é a presença do Deus vivo

       "O próprio Jesus é a presença do Deus vivo. N'Ele, Deus e homem, Deus e o mundo estão em contacto. N'Ele realiza-se aquilo que o rito do Dia da Expiação pretendia exprimir: na doação de Si mesmo na cruz, Jesus depõe, por assim dizer, todo o pecado do mundo no amor de Deus e nele o dissolve. Aproximar-se da cruz, entrar em comunhão com Cristo, significa entrar no espaço da transformação e da expiação"

Joseph Ratzinger/Bento XVI, Jesus de Nazaré,  p 43.

sábado, 16 de abril de 2011

Domingo de Ramos na Paixão do Senhor - 17 de abril de 2011

       A liturgia do Domingo de Ramos envolve vários momentos importantes no desenrolar da Paixão de Jesus, deixando entrever os acontecimentos que precipitam o desfecho da Sua missão terrena e temporal. Iniciámos a Semana Maior com a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e com o relato da Paixão do Senhor, que acompanhamos desde a oração e agonia no Horto das Oliveiras até à crucifixão e morte de Jesus.
       Vejamos alguns desses momentos e dos intervenientes principais.

       1 NOITE:
       É de noite que Jesus sai com os discípulos para o Jardim das Oliveiras. Para Jesus, a noite é tempo e oportunidade de oração, explicitando a Sua comunhão íntima com Deus.
       Na noite, porém, tudo acontece, todos os gatos são pardos. Os guardas, com os dirigentes do Templo, vão pela calada da noite, quando as pessoas estão tranquilas em suas casas, prender Jesus, evitando qualquer surpresa que contrariasse os seus intentos.
       O mal tem a noite, a escuridão, as trevas, por aliada. É noite quando Judas se perde e entrega Jesus. Ainda é noite quando Pedro renega Jesus.

       2 JESUS:
       O itinerário de Jesus, em Semana Santa, relembra-nos as situações diversas da nossa existência, marcada por alegrias e tristezas, pelo encanto da vida e pela  desilusão, pelas conquistas e pelas derrotas, que nos tornam mais fortes (ou nos derrotam) e fazem de nós o que somos hoje e o que poderemos vir a ser.
Em todo o trajecto sobressai uma grande confiança em Deus. Na dor mais atroz, a única saída para Jesus é entregar-se em Deus: "Pai em Tuas mãos entrego o meu espírito".

       3 MULTIDÃO:
       Quando estamos sós reagimos de maneira diversa de quando estamos em grupo. Juntamente com os outros podemos facilmente embarcar na corrente geral, para o bem e para o mal.
       No recente volume da obra "Jesus de Nazaré", o Papa Bento XVI/Joseph Ratzinger chama a atenção para duas multidões distintas: na entrada triunfal em Jerusalém e diante de Pilatos pedindo a crucifixão de Jesus.
       Jesus chega a Jerusalém para a festa da Páscoa, acompanhado pelos discípulos, pelos galileus (judeus originários da Galileia, como a maioria dos Apóstolos), e por pessoas das aldeias vizinhas, por onde Ele passou e que engrossam o grupo. É neste contexto que os judeus (de Jerusalém) perguntam o motivo da agitação e a identidade d'Aquele homem!
       Diante da autoridade romana, a "outra multidão" os dirigentes do Templo e seus sequazes, que iniciam o processo ainda noite para não chamar muito a atenção, e os companheiros de Barrabás, que estarão diante de Pilatos para fazer lóbi pela amnistia pascal do seu líder.
       Os discípulos, com medo, acobardam-se e mantêm-se à distância, não estão lá para gritar pela libertação do Mestre.

       4 DISCÍPULOS: 
       Acompanham Jesus titubeando. As coisas correm de feição e eles rodeiam-n'O alegremente. As coisas correm mal e afastam-se d'Ele rapidamente para não serem notados. No monte das oliveiras, dispersam, fogem, escondem-se. Durante o processo e até à Cruz tornam-se observadores cautelosos e distantes, vendo para onde pende a balança.
       Dói ser abandonado, mas muito mais por aqueles que deveriam estar perto, dando apoio, acompanhando.

       5 JUDAS: 
       Sem dúvida um dos discípulos mais próximos de Jesus e alguém de confiança dentro do grupo, mas que tropeça na noite e se precipita na entrega do Seu Mestre.
       O drama de Judas não está apenas no trair da confiança, mas na consequente culpabilização. Não supera o sentimento de culpa, ainda que se vislumbre o seu arrependimento - entreguei um homem inocente. A noite é mais forte, as trevas paralisam-no, não deixam penetrar a luz de Jesus Cristo.

       6 - PEDRO: 
       Do círculo mais próximo de Jesus - do qual fazem parte Tiago e João e Judas, este retirado muito cedo pelas comunidades cristãs -, Pedro encontra-se muito "verde". Com o mesmo entusiasmo se empolga no aplauso a Jesus e logo se amedronta, escondendo-se e renegando o Mestre. Dito de outra forma, quando o Mestre está, Pedro é forte. Quando Jesus não está, Pedro fraqueja.
       Diferentemente de Judas, Pedro não se deixa afundar pelo seu pecado, pelas suas trevas, "agarra-se" (de novo) a Jesus e ao Seu olhar compassivo e reconciliador e deixa-se salvar por Ele.

       7 - AUTORIDADES DO TEMPLO: 
       Funcionam também em grupo, protegendo-se mutuamente, ainda assim com dissidentes que não concordam com os procedimentos realizados para condenar Jesus. Um dos contestatários é Nicodemos.
       Sentindo-se ameaçados no seu poder e na sua liderança, não hesitam em entregar Jesus, "é melhor que morra um só homem pela nação". De algum modo completam a profecia, Jesus morrerá pela humanidade inteira, por um só homem é dada a salvação a todos.

       8 PILATOS: 
       Representante do imperalismo romano, cedo acautela o seu lugar. Seguindo a lei romana, sabe que Aquele homem é inocente e não merece qualquer tipo de preocupação. Mas logo a pressão e o medo em perder os favores do imperador alteram o seu juízo. E, ele que não queria ser envolvido nas questões religiosas dos judeus, deixa-se enredar, não tanto pelos argumentos mas pela conveniência em manter o posto. Entrega Jesus para ser açoitado e crucificado.

       9 MULHERES: 
       Ao longo da história da humanidade elas sofrem como filhas, como esposas e como mães, sofrem pelos pais, pelos maridos, pelos filhos, pelos outros. Mas aguentam firmes, vão à luta. Lá estão elas na primeira linha. Acompanham de perto o Mestre, estão bem junto à Cruz. Serão elas também as primeiras testemunhas da ressurreição. A sua fidelidade é premiada com a primeira aparição do Ressuscitado.

       10 – NÓS:
       Jesus entrega-Se também por nós. Ou dito de outra forma, também por nós Ele é pregado à CRUZ. Se vivêssemos naquele tempo e naqueles dias subíssemos a Jerusalém, pela festa da Páscoa, em que grupo nos inseriríamos? É possível que estivéssemos no lugar de qualquer um daqueles intervenientes.
       Como é que hoje nos situamos diante da Sua Cruz? Que respostas damos com a nossa vida? De que forma a Cruz é redentora para nós? Em que medida influencia as nossas escolhas e as nossas vivências?
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Textos para a Liturgia (ANO A): Is 50,4-7; Sl 21 (22); Fil 2,6-11; Mt 26,14 - 27,66

quinta-feira, 10 de março de 2011

Jesus de Nazaré, de Bento XVI, na RTP

       A apresentação do Livro de Bento XVI, Jesus de Nazaré, no segundo volume, que abarca a Semana Santa de Jesus, apresentado hoje, para sexta-feira estar à venda em todo o país.
       Veja-se a reportagem da RTP sobre o livro e a oferta de 7 traduções do mesmo ao Papa Bento XVI,
       Na página da Agência Ecclesia podem encontrar-se notícias, reflexões e partes do texto deste segundo volume e de "Jesus de Nazaré", clique AQUI.