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sábado, 21 de junho de 2014

Compromisso e envio - 2014 - 9.º ano de Catequese

       Santa Missa com crianças, dedicada especialmente à catequese. 21 de junho: Festa do Compromisso e envio, 9º ano de catequese. Algumas das fotos da celebração, mormente o ato penitencial e ofertório (sal, luz e pão), e no momento de ação de graças, Pegadas na Areia.

ATO PENITENCIAL
– Jesus viu muita gente preocupada apenas em enriquecer, insensível às desigualdades sociais. A sua resposta foi viver pobre e denunciar o culto do dinheiro.
– Jesus viu muita gente que procurava o prestígio, as honras sociais, as vénias dos outros...e Jesus recomendou aos seus seguidores que se comportassem com simplicidade.
– Jesus viu muita gente agarrada ao poder e a exercê-lo despoticamente. E Ele não só fez da sua vida um serviço, como disse aos seus discípulos, que o maior é aquele que mais serve.
– Jesus viu gente desprezada e posta à margem da sociedade...mas Jesus não tem preconceitos, vai ao seu encontro, diz que para eles foi enviado e acolhe-os.
– Jesus viu muito egoísmo coração das pessoas que dava origem a uma sociedade cruel e anunciou uma única lei...o AMOR!
TODOS: "É com Jesus Cristo o nosso compromisso!"
OFERTÓRIO
– Senhor, num mundo sem alegria, queremos ser SAL, que dá um novo sabor à vida, tornando os homens mais felizes!
– Senhor, num mundo onde se multiplicam as trevas do mal, da mentira, queremos ser LUZ, que indica caminhos de felicidade. – Senhor, num mundo que avança para futuros sempre inesperados, queremos ser FERMENTO, que faz levedar um mundo segundo o projeto de Jesus Cristo e que torna os homens irmãos.
AÇÃO DE GRAÇAS
"Pegadas na areia" 
"Uma noite eu tive um sonho...
Sonhei que andava a passear na praia com o Senhor, e, no firmamento, passavam cenas da minha vida.
Após cada cena que passava, percebi que ficavam dois pares de pegadas na areia: um era meu e o outro era do Senhor.
Quando a última cena da minha vida passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia.
Notei também que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiados do meu viver. Isso aborreceu-me deveras e perguntei então ao Senhor:
– Senhor, Tu disseste-me que, uma vez que resolvi seguir-Te, Tu andarias sempre comigo, em todos os caminhos. Contudo, notei que durante as maiores atribulações do meu viver, havia apenas um par de pegadas na areia. Não compreendo porque é que, nas horas em que eu mais necessitava de Ti Tu me deixaste sozinha.
O Senhor respondeu-me:
– Minha querida filha, jamais te deixaria nas horas de prova e de sofrimento.
Quando viste na areia apenas um par de pegadas, eram as minhas. Foi exatamente aí que peguei em ti ao colo".
Para visualizar outras fotos visite a página da Paróquia de Tabuaço no Facebook

sábado, 5 de setembro de 2009

Caixa (vazia)... de beijos

É uma história no livro "Pegadas na Areia", escrito em 1993, editado em 2009 em Portugal:

Margaret, autora de "Pegadas na Areia" (poema e livro), e Paul vivem casados há meia dúzia de anos.
Ela deixou o ensino para o seguir. Vendem a empresa de que são proprietários. Têm pouquíssimo dinheiro, e duas filhas. Margaret ameaça deixar Paul. Estão à beira da falência no que ao casamento diz respeito.

É o Natal de 1972. Batem no fundo. Paul consegue à volta de 40 dólares, das igrejas (baptistas) onde ia pregar. Dá-os à esposa para comprar artigos de mercearia, depois de ter posto gasolina no carro.
Margaret surge feliz por ter comprado algumas pechinchas. Paul fica zangado e, ainda por cima, a filha mais velha, Tina, comprara um rolo de papel dourado para embrulhos.
Em casa embrulham alguns presentes para levar para a família. Paul manda a filha buscar o papel dourado. Como ela demorasse vai ao seu encontro. Encontra a filha com três tesouras, fita-cola e folhas do papel dourado. Tina gastou todo o rolo a tentar embrulhar uma espécie de caixa de sapatos.
Paul agarra Tina por um braço e dá-lhe fortes palmadas, deixando-a a chorar e a gritar.
Margaret fica em estado de choque. Paul repete o que o alcoolismo do pai havia feito com ele durante a sua infância.
Na manhã seguinte, Paul tropeça e quase cai em cima da caixa embrulhada pela filha. Tina corre para a caixa, e entrega-ao ao pai como presente. Dando-se conta que a caixa parece vazia, Paul rasga rapidamente o papel e vê que a caixa está vazia.

Paul repreende a filha:
"Christina! Não sabes que deves pôr qualquer coisa numa caixa antes de a embrulhares como presente?".

A pequena, com as lágrimas a correrem-lhe pelo rosto, responde:
"Mas, Papá, eu pus uma coisa lá dentro. Soprei beijos para dentro dela! Está cheia de amor só para ti!".

Margaret Powers, Pegadas na Areia. Estrela Polar. Alfragide 2009.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Margaret Fishback Powers e Pegadas na Areia


"Pegadas na Areia" é um poema muito conhecido, sobre o caminho que Deus percorre connosco e como nos pega ao colo nos momentos mais difíceis da vida.

Foi escrito por Margaret Fishback Powers, em 1964.
Durante muitos anos o poema passou de mão e mão. Na mudança de casa, os poemas de Margaret perderam-se. Quando viu o poema tentou fazer valer os direitos de autor. Quando estava prestes a desistir, encontrou uma versão original...
No livro conta-se a origem do poema, a forma como se perdeu, a procura dos direitos, e o testemunho da verdade de que Deus nos carrega nas dificuldades maiores da nossa vida..

No dia 7 de Agosto de 1989, vão fazer um piquenique, com filha e várias crianças/jovens. À beira de um lago gelado com 12 metros de profundidade, com declives escorregadios... A filha caiu de uma escarpa de vinte metros, na água gelada. O marido tem um ataque cardíaco e cai... Um casal socorre-os, a esposa era enfermeira e ajuda o marido de Margaret. Esta vai direita à água, e o filho da enfermeira ajuda-a com uma corda que se destinava habitualmente a prender o cão. Entretanto, alguns jovens que nadavam no lago gelado encontra Paula e pensando que é um cadáver recolhem-na. Entretanto outra mulher vê e vai fazer-lhe reanimação, era uma enfermeira com treino específico para reanimação, cunhada da primeira enfermeira. Margaret vai de encontro ao marido, a nado, e parte um braço.
Os medicamentos que leva no bolso dão para o marido mas também para as suas dores. A filha, Paula, partiu o pescoço, deslocou um braço, perfurou um rim e o fígado. Mas está viva.
No Hospital uma enfermeira decide rezar por Paul, lendo o poema "Pegadas na Areia", que teve o título original de "Eu tive um sonho". A enfermeira diz desconhecer o autor e é então que Paul lhe revela que a autora é a esposa.

"Para nós, diz Margaret, será sempre uma recordação do nosso passeio na praia. Para nós, simboliza o momento em que percebemos que Deus nos dizia que este seria um casamento abençoado por Ele, e que lá estaria sempre a caminhar connosco, carregando-nos quando precisássemos de ser carregados".

A primeira edição do livro com o mesmo nome e que explica a origem do poema, o seu reaparecimento, veio a público em 1993. A Portugal chegou em 2009 e já vai na 4.ª edição.

Margaret Fishback Powers já escreveu 10 livros e compôs outros 16 mil poemas, a maioria com temática cristã. Conjuntamente com o marido, criou e dirige uma organização que promove a assistência a crianças de todo o mundo, no Canadá.

Pegadas na Areia


Uma noite tive um sonho.
Estava a passear na praia com o meu Senhor
Pelo céu escuro passavam cenas a minha vida.
Por cada cena, percebi que eram deixados dois pares
de pegadas na areia,
um que me pertencia
e outro ao meu Senhor.

Quando a última cena da minha vida passou perante mim
olhei para trás para as pegadas na areia.
Havia apenas um par de pegadas.
Apercebi-me de que eram os momentos mais difíceis
e tristes da minha vida.
Isso sempre me incomodou
e interroguei o Senhor
sobre o meu dilema.

"Senhor, quando decidi seguir-Te, disseste-me
que caminharias ao meu lado
e falarias comigo durante todo o caminho.
Mas apercebo-me de que,
durante os momentos mais atormentados da minha vida,
há apenas um par de pegadas.
Não percebo por que razão, quando mais precisei de Ti,
Tu me deixaste".

Ele segredou: "Meu precioso filho
Eu amo-te e nunca te deixarei,
nas horas de provação e de sofrimento. Nunca.
Quando viste na areia apenas um par de pegadas foi porque Eu te carreguei ao colo".

Margaret Fishback Powers(A versão é a que aparece no Livro com o mesmo título, Pegadas na Areia, estrelapolar. 4.ª Edição: 2009).