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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Tenho pena desta multidão...

       Jesus chamou os discípulos e disse-lhes: «Tenho pena desta multidão; há já três dias que estão comigo e não têm que comer. Se os despedir sem alimento para suas casas, desfalecerão no caminho, porque alguns vieram de longe». Responderam-Lhe os discípulos: «Como se poderia saciá-los de pão, aqui num deserto?». Mas Jesus perguntou: «Quantos pães tendes?». Eles responderam: «Temos sete». Então Jesus ordenou à multidão que se sentasse no chão. Depois tomou os sete pães e, dando graças, partiu-os e deu-os aos discípulos, para que os distribuíssem, e eles distribuíram-nos à multidão. Tinham também alguns pequenos peixes. Jesus pronunciou sobre eles a bênção e disse que os distribuíssem também. Comeram e ficaram saciados. Dos bocados que sobraram encheram sete cestos (Mc 8, 1-10).
       Neste episódio da multiplicação dos pães vemos a sensibilidade de Jesus, a Sua compaixão pelas multidões; vemos o milagre da multiplicação ou da partilha, num e noutro caso Jesus conta com a colaboração dos seus discípulos, isto é, Deus conta com a nossa cooperação para agir no mundo; a multiplicação mostra que o alimento que nos vem de Jesus nos sacia e ainda sobeja para os demais, em Cristo Jesus há alimento em abundância... símbolo claro da Eucaristia, onde Se nos dá de novo, sempre, até à eternidade e nos alimento...
       No meio do deserto, onde não existe nada, é possível que o amor transforme o pouco em muito, e que os poucos pães e os poucos peixes, pela oração, pela generosidade e pela fé, se transformem em muito, em abundância. O que daria para alguns, dá agora para muitos, para todos...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Filho, os teus pecados estão perdoados...

       Trouxeram-Lhe um paralítico, transportado por quatro homens; e, como não podiam levá-lo até junto d’Ele, devido à multidão, descobriram o tecto, por cima do lugar onde Ele Se encontrava e, feita assim uma abertura, desceram a enxerga em que jazia o paralítico. Ao ver a fé daquela gente, Jesus disse ao paralítico: «Filho, os teus pecados estão perdoados». Estavam ali sentados alguns escribas, que assim discorriam em seus corações: «Porque fala Ele deste modo? Está a blasfemar. Não é só Deus que pode perdoar os pecados?». Jesus, percebendo o que eles estavam a pensar, perguntou-lhes: «Porque pensais assim nos vossos corações? Que é mais fácil? Dizer ao paralítico ‘Os teus pecados estão perdoados’ ou dizer ‘Levanta-te, toma a tua enxerga e anda’? Pois bem. Para saberdes que o Filho do homem tem na terra o poder de perdoar os pecados, ‘Eu te ordeno – disse Ele ao paralítico – levanta-te, toma a tua enxerga e vai para casa’». O homem levantou-se, tomou a enxerga e saiu diante de toda a gente, de modo que todos ficaram maravilhados e glorificavam a Deus, dizendo: «Nunca vimos coisa assim» (Mc 2, 1-12).
       Um homem paralítico é levado à presença de Jesus. Perante a multidão que se junta Jesus, há uma enorme dificuldade em chegar perto d'Ele. Em todo o caso, a dificuldade pode ser sempre ultrapassada. É o que fazem os quatro homens que levam o paralítico a Jesus. Esta é uma lição importante para nós. Mesmo diante das dificuldades maiores, não devemos desistir. Conseguiremos chegar a Jesus.
       Por outro lado, para que Deus nos ajude, é necessário que queiramos ser ajudados. É o que acontece com este paralítico. Quer ser curado e enceta o caminho para se deixar curar. E Jesus, que vem para nos salvar, perante tamanha fé, atende às suas preces.
       Vê-se também como por vezes os nossos olhos estão ofuscados pela inveja, pelo ciúme, ou por uma visão muito materialista e racional. Jesus prepara-se para curar o paralítico, mas logo se levantam vozes sobre a forma como isso acontece, ao invés de apreciarmos os dons que Deus nos dá...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Todos Te procuram, Senhor! Também eu...

        Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, a casa de Simão e André. A sogra de Simão estava de cama com febre e logo Lhe falaram dela. Jesus aproximou-Se, tomou-a pela mão e levantou-a. A febre deixou-a e ela começou a servi-los. Ao cair da tarde, já depois do sol-posto, trouxeram-Lhe todos os doentes e possessos e a cidade inteira ficou reunida diante da porta. Jesus curou muitas pessoas, que eram atormentadas por várias doenças, e expulsou muitos demónios. Mas não deixava que os demónios falassem, porque sabiam quem Ele era. De manhã, muito cedo, levantou-Se e saiu. Retirou-Se para um sítio ermo e aí começou a orar. Simão e os companheiros foram à procura d’Ele e, quando O encontraram, disseram-Lhe: «Todos Te procuram». Ele respondeu-lhes: «Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas, a fim de pregar aí também, porque foi para isso que Eu vim» (Mc 1, 29-39).
       A missão de Jesus é um contínuo. Inicia a vida pública e passa de uma a outra terra, procurando chegar a todas as pessoas. Permanece o tempo suficiente para deixar marcas. Mas avança, para que cada um, tocado pela Sua presença, pela Sua graça, possa decidir livremente. Há os que O seguem, há os que O acolhem em suas vidas.
       Prega. Cura. Expulsa dos demónios. Esta é a certeza de que vem da parte de Deus.
       Embora a Sua vida seja uma oração constante a Deus - o seu verdadeiro alimento é Deus, é fazer a vontade de Seu Pai -, Jesus retira-se, afasta-se da multidão, para rezar. É um convite para nós: fazermos da nossa vida oração, mas reservarmos tempo para a intimidade com Deus, para o diálogo, para a oração.
       Todos de Te procuram Senhor! Alguns não sabem quem Tu és. Outros procuram-Te, mas estão longe de Ti, correm para Ti às apalpadelas, aos tropeções. Procuram-te onde Tu não estás. Procuram-Te substituindo-Te por ídolos, por deuses mais fáceis, criados à sua imagem e semelhança, conforme a disposição e o interesse. Procuram-Te!
       Também eu Te procuro. Também eu Te quero procurar.
       Também eu quero que me encontres. Também eu quero deixar que Tu me encontres.
       Também quero ser curado por Ti. Também quero seguir-Te.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Sei quem Tu és: o Santo de Deus

       Jesus chegou a Cafarnaum e quando, no sábado seguinte, entrou na sinagoga e começou a ensinar, todos se maravilhavam com a sua doutrina, porque os ensinava com autoridade e não como os escribas. Encontrava-se na sinagoga um homem com um espírito impuro, que começou a gritar: «Que tens Tu a ver connosco, Jesus Nazareno? Vieste para nos perder? Sei quem Tu és: o Santo de Deus». Jesus repreendeu-o, dizendo: «Cala-te e sai desse homem». O espírito impuro, agitando-o violentamente, soltou um forte grito e saiu dele. Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: «Que vem a ser isto? Uma nova doutrina, com tal autoridade, que até manda nos espíritos impuros e eles obedecem-Lhe!». E logo a fama de Jesus se divulgou por toda a parte, em toda a região da Galileia. (Mc 1, 21-28).
       A vida de Jesus não tem interregnos. Depois do Seu batismo, Jesus vai percorrer cidades, aldeias, passando de uma região a outra. Os evangelhos dão-nos conta do movimento constante de Jesus. Quase não se encontra no mesmo sítio. Está como que estado de permanente peregrinação. Sabe que todo o tempo de que dispõe é escasso para anunciar o reino de Deus, curar os enfermos, sensibilizar os corações para se abrirem à graça de Deus. Todo o tempo é pouco para fazer o bem. Refira-se, em todo o caso, que não é um fugitivo. As pessoas sabem onde Ele se encontra. Por vezes permanece um, dois, três dias, para ter oportunidade de chegar a todos, para cimentar a Palavra.
       Em Cafarnaum, Jesus entra na Sinagoga onde encontra um homem possesso. Ao libertá-lo do espírito impuro, Jesus mostra como o poder do bem é maior, o poder de Deus tudo vence. Também aí deverá repousar a nossa confiança. Por mais pessimistas que possamos ser, o AMOR de Deus vencerá.
       Por outro lado, sublinha-se que Jesus ensinava com autoridade e não como os escribas. Muitas vezes o Evangelho fala desta autoridade de Jesus. Vem-Lhe de Deus Pai, vem do conteúdo da Mensagem, mas sobretudo, o que é observável pelos conterrâneos e contemporâneos, a palavra corresponde à vivência. A autoridade significa aqui coerência de vida.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Senhor, se quiseres, podes curar-me

       Estando Jesus em certa cidade, apareceu um homem cheio de lepra. Ao ver Jesus, caiu de rosto por terra e suplicou-Lhe: «Senhor, se quiseres, podes curar-me». Jesus estendeu a mão e tocou-lhe, dizendo: «Eu quero; fica curado». E imediatamente a lepra o deixou. Jesus ordenou-lhe que a ninguém o dissesse, mas acrescentou: «Vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela tua cura o que Moisés ordenou, para lhes servir de testemunho». Cada vez se divulgava mais a fama de Jesus e reuniam-se grandes multidões para O ouvirem e serem curados dos seus males. Mas Jesus costumava retirar-Se em lugares desertos para orar (Lc 5, 12-16).
       Ao longo da vida pública de Jesus, são muitos os encontros, muitos os gestos de atenção, delicadeza, de intervenção positiva a favor sobretudo dos mais desfavorecidos. Jesus encontra multidões que O seguem, O escutam, querem ser seus discípulos. Mas a multidão não é impessoal, não dilui o encontro com pessoas concretas, Jesus vê o coração, e a necessidade das pessoas, descobre-as entre a multidão. Muitas pessoas que se juntam a Jesus e de repente Ele para, traz para a luz os que estão apagados, nas trevas, com mazelas físicas, espirituais, psicológicas, e dá-lhes brilho, luz, paz, saúde, faz-lhes ver como são queridos, amados, que para Deus são tudo.
       As doenças são inevitáveis em organismos sujeitos às leis da natureza, da temporalidade e do espaço, mas é possível que mesmo no meio da dor e do sofrimento haja vida, e a pessoa se encontre consigo e com Deus. A cura é um desafio à fé. É a certeza que todas as pessoas contam. E, por outro lado, o compromisso de combater todo o mal que está ao nosso alcance combater...

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Homem, os teus pecados estão perdoados

       Certo dia, enquanto Jesus ensinava, estavam entre a assistência fariseus e doutores da Lei, que tinham vindo de todas as povoações da Galileia, da Judeia e de Jerusalém; e Ele tinha o poder do Senhor para operar curas. Apareceram então uns homens, trazendo num catre um paralítico; tentavam levá-lo para dentro e colocá-lo diante de Jesus. Como não encontraram modo de o introduzir, por causa da multidão, subiram ao terraço e, através das telhas, desceram-no com o catre, deixando-o no meio da assistência, diante de Jesus. Ao ver a fé daquela gente, Jesus disse: «Homem, os teus pecados estão perdoados». Os escribas e fariseus começaram a pensar: «Quem é este que profere blasfémias? Não é só Deus que pode perdoar os pecados?» Mas Jesus, que lia nos seus pensamentos, tomou a palavra e disse-lhes: «Que estais a pensar nos vossos corações? Que é mais fácil dizer: ‘Os teus pecados estão perdoados’ ou ‘Levanta-te e anda’? Pois bem, para saberdes que o Filho do homem tem na terra o poder de perdoar os pecados... Eu te ordeno – disse Ele ao paralítico – levanta-te, toma a tua enxerga e vai para casa». Logo ele se levantou à vista de todos, tomou a enxerga em que estivera deitado e foi para casa, dando glória a Deus. Ficaram todos muito admirados e davam glória a Deus; e, cheios de temor, diziam: «Hoje vimos maravilhas» (Lc 5, 17-26).
       O perdão dos pecados é exclusivo de Deus. Jesus, ao usar esta linguagem, "provoca" a mente dos seus ouvintes. Ele não é simplesmente um curandeiro, é muito mais que isso, é o Messias que estava para vir ao mundo, é o Deus connosco. Milagres, curas, exorcismos, perdão dos pecados, atributos próprios do Messias, ainda que este último aspeto só se deva referir a Deus. Se Jesus perdoa os pecados, então o reino de Deus chegou até nós.
       O próprio nome, revelado a São José e a Maria, Jesus, traz consigo esta dimensão divina. Jesus é Aquele que salva, é o Salvador. Ele trará um reino de cura, a partir do interior, não apenas cura de doenças mas muito mais que isso, redenção. A cura é sobretudo um sinal do poder de Deus entre nós e que atua a nosso favor. A verdadeira cura, porém, é a que nos redime do pecado e da morte e nos aproxima de Deus e dos outros, de forma simples e verdadeira, sem reservas.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Que queres que Eu te faça? Senhor, que eu veja!

        Quando Jesus Se aproximava de Jericó, estava um cego a pedir esmola, sentado à beira do caminho. Quando ele ouviu passar a multidão, perguntou o que era aquilo. Disseram-lhe que era Jesus Nazareno que passava. Então ele começou a gritar: «Jesus, filho de David, tem piedade de mim». Os que vinham à frente repreendiam-no, para que se calasse, mas ele gritava ainda mais: «Filho de David, tem piedade de mim». Jesus parou e mandou que Lho trouxessem. Quando ele se aproximou, perguntou-lhe: «Que queres que Eu te faça?». Ele respondeu-Lhe: «Senhor, que eu veja». Disse-lhe Jesus: «Vê. A tua fé te salvou». No mesmo instante ele recuperou a vista e seguiu Jesus, glorificando a Deus. Ao ver o sucedido, todo o povo deu louvores a Deus (Lc 18, 35-43).
        A visão física é importante. Se nos imaginarmos às escuras, no breu da noite, sem qualquer claridade, já podemos intuir as dificuldades de um invisual. Mas os sentidos deste compensam, em certa medida, a falta de visão. É uma outra forma de ver. O Evangelho deste dia, fala da visão física mas também da visão espiritual. Esta muitas vezes é tenebrosa. Pior do que o "cego" é o que não quer ver.
       Mais uma vez podemos retirar um sentido mais literal - intervenção milagrosa de Jesus a favor de uma pessoa concreta -, mas igualmente um sentido simbólico, sabendo que muitas vezes estamos cegos e de tal maneira que não vemos a beleza da criação, os desafios da vida, a grandeza das pessoas que nos rodeiam, a alegria da presença de Deus em nós e em tudo o que nos rodeia.
       A fé abre-nos o coração para os outros e para o Totalmente Outro, ou melhor, o Totalmente Próximo (Deus connosco). Pela fé descobrimo-nos como filhos de Deus em Jesus Cristo e nesta mesma fé encontramo-nos como irmãos. É a fé que nos salva, retirando-nos da solidão e do egoísmo, colocando-nos em movimento de partilha solidária, de comunhão...
        Jesus vai passando. Está aqui! Não tenhamos receio de Lhe pedir: Senhor, que eu veja! Peçamos-Lhe que nos ilumine, que guie os nossos caminho pelo bem: "Senhor, que eu veja!".

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

A prática do bem não tem horas definidas...

        Estava Jesus a ensinar ao sábado numa sinagoga. Apareceu lá uma mulher com um espírito que a tornava enferma havia dezoito anos; andava curvada e não podia de modo algum endireitar-se. Ao vê-la, Jesus chamou-a e disse-lhe: «Mulher, estás livre da tua enfermidade»; e impôs-lhe as mãos. Ela endireitou-se logo e começou a dar glória a Deus. Mas o chefe da sinagoga, indignado por Jesus ter feito uma cura ao sábado, tomou a palavra e disse à multidão: «Há seis dias para trabalhar. Portanto, vinde curar-vos nesses dias e não no dia de sábado». O Senhor respondeu: «Hipócritas! Não solta cada um de vós do estábulo o seu boi ou o seu jumento ao sábado, para o levar a beber? E esta mulher, filha de Abraão, que Satanás prendeu há dezoito anos, não devia libertar-se desse jugo no dia de sábado?». Enquanto Jesus assim falava, todos os seus adversários ficaram envergonhados e a multidão alegrava-se com todas as maravilhas que Ele realizava (Lc 13, 10-17).
       Em mais um diálogo/confronto de Jesus com as classes predominantes do judaísmo sobressai o legalismo à volta da religião. Com efeito, esta justifica situações que deveria corrigir. Cumpre-se com a lei, ainda que se esqueça o semelhante. E com a mesma Lei se protegem trabalhos mais ou menos pesados, mas recusa-se a caridade.
       Jesus certamente não menospreza as tradições judaicas. Também Ele é judeu. Mas a religião não pode servir apenas para os interesses pessoais, nem como desculpa para não fazer o bem. Mais, o bem não tem dia nem hora para se realizar, todos os segundos são bons para praticar o bem.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Jovem, Eu te ordeno: levanta-te

        Dirigia-Se Jesus para uma cidade chamada Naim; iam com Ele os seus discípulos e uma grande multidão. Quando chegou à porta da cidade, levavam um defunto a sepultar, filho único de sua mãe, que era viúva. Vinha com ela muita gente da cidade. Ao vê-la, o Senhor compadeceu-Se dela e disse-lhe: «Não chores». Jesus aproximou-Se e tocou no caixão; e os que o transportavam pararam. Disse Jesus: «Jovem, Eu te ordeno: levanta-te». O morto sentou-se e começou a falar; e Jesus entregou-o à sua mãe. Todos se encheram de temor e davam glória a Deus, dizendo: «Apareceu no meio de nós um grande profeta; Deus visitou o seu povo». E a fama deste acontecimento espalhou-se por toda a Judeia e pelas regiões vizinhas (Lc 7, 11-17).
       A fama de Jesus vai-se espalhando por toda a parte. Deus está entre nós, Deus visitou o Seu povo. As palavras, os gestos, a denúncia dos abusos dos poderosos, a intervenção a favor dos mais desprotegidos da sociedade, o acolhimento dos marginalizados da sociedade, da religião e da vida, o convívio com a "escumalha", a cura de doentes, o diálogo com todas as pessoas, o expulsar e exorcizar de todas as forças demoníacas/diabólicas, a salvação que se alarga e comunica aos estrangeiros, como ontem ao Centurião, representante da autoridade colonizadora, curando o seu servo, as companhias que traz conSigo, a delicadeza diante de pessoas magoadas com a vida, o perdão dos pecados a quem já não se considera digno, tudo isto fazem d'Ele uma pessoa querida e querida sobretudo das pessoas mais simples. Dos simples e puros de coração será o reino de Deus.
       Jesus passa por nós e cura-nos. Jesus ia a passar e, vendo o sofrimento atroz daquela mãe, não poderia ficar indiferente. Nem foi preciso que alguém viesse interceder. Sendo viúva, e perdendo agora o filho, aquela mãe perdia o seu maior e único tesouro e socialmente ficaria totalmente exposta, não teria nenhuma forma de sustento que não fosse mendigar esmolas. Jesus reabilita esta mãe ressuscitando-lhe o filho, antecipando  e visualização a Sua ressurreição.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Levanta-te, põe-te de pé, estende a mão!

       Jesus entrou numa sinagoga a um sábado e começou a ensinar. Estava lá um homem com a mão direita paralítica. Os escribas e fariseus observavam Jesus, para verem se Ele ia curar ao sábado e encontrarem assim um pretexto para O acusarem. Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse ao homem que tinha a mão paralítica: «Levanta-te e põe-te de pé, aí no meio». O homem levantou-se e ficou de pé. Depois Jesus disse-lhes: «Eu pergunto-vos se é permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar a vida ou tirá-la». Então olhou para todos à sua volta e disse ao homem: «Estende a mão». Ele assim fez e a mão ficou curada. Os escribas e fariseus ficaram furiosos e começaram a falar entre si do que haviam de fazer a Jesus (Lc 6, 6-11).
 
       Jesus entra numa sinagoga, lugar de oração, de escuta da Sagrada Escritura, e de reflexão, para os judeus. Aproveita a ocasião para ensinar. Entre os presentes um homem com a mão direita paralítica. Os doutores da lei e os fariseus estão atentos ao ensino de Jesus mas também aos gestos que Ele possa fazer.
        Jesus não se inibe e chama o homem para que ele fique ainda mais visível, trá-lo para a luz, para o meio, para que todos possam testemunhar, pergunta se é permitido fazer bem ou mal em dia de Sábado, o dia sagrado dos judeus... e cura a mão paralítica.
       Para Jesus, como para os seus seguidores, todos os dias são bons para fazer bem... e todos os dias sãos ruins para fazer mal
       Por outro lado, as curas são sinal da força e presença de Deus em Jesus Cristo, juntamente com os exorcismos e o perdoar pecados.
        A discussão de hoje não se centra tanto na cura do paralítico, mas sobretudo no facto de se realizar a um Sábado. Para os judeus aceitava-se com facilidade que alguém pudesse, inspirado por Deus, ter poderes curativos. Facilmente aceitariam este facto em Jesus. Mas o Sábado é sagrado, motivo para censurarem Jesus.
        Por sua vez, Jesus aproveita para lhes dizer com clareza: o bem não tem dia nem hora, deve fazer-se em todo o tempo. As leis, as tradições, os preceitos não devem servir para escravizar mas para libertar a pessoa.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Faz-te ao largo e lançai as redes para a pesca

       "Estava a multidão aglomerada em volta de Jesus, para ouvir a palavra de Deus. Ele encontrava-Se na margem do lago de Genesaré e viu dois barcos estacionados no lago. Os pescadores tinham deixado os barcos e estavam a lavar as redes. Jesus subiu para um barco, que era de Simão, e pediu-lhe que se afastasse um pouco da terra. Depois sentou-Se e do barco pôs-Se a ensinar a multidão. Quando acabou de falar, disse a Simão: «Faz-te ao largo e lançai as redes para a pesca». Respondeu-Lhe Simão: «Mestre, andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada. Mas, já que o dizes, lançarei as redes». Eles assim fizeram e apanharam tão grande quantidade de peixes que as redes começavam a romper-se. Fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco para os virem ajudar; eles vieram e encheram ambos os barcos de tal modo que quase se afundavam. Ao ver o sucedido, Simão Pedro lançou-se aos pés de Jesus e disse-Lhe: «Senhor, afasta-Te de mim, que sou um homem pecador». Na verdade, o temor tinha-se apoderado dele e de todos os seus companheiros, por causa da pesca realizada. Isto mesmo sucedeu a Tiago e a João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão. Jesus disse a Simão: «Não temas. Daqui em diante serás pescador de homens». Tendo conduzido os barcos para terra, eles deixaram tudo e seguiram Jesus" (Lc 5, 1-11).
       A multidão segue Jesus. Procuremos situar-nos naquele tempo, no meio daquela multidão. Alguns de nós estaríamos pela primeira vez, outras vinham acompanhando Jesus há vários dias, outros já tinham ouvido falar d'Ele, outros tinham-se cruzado com Ele em outras cidades e aldeias.
       E o que é que estamos a fazer junto de Jesus? Nem todos estaremos pelas mesmas razões, cada um leva a sua vida. Segundo o próprio evangelista a multidão está ali aglomerada para ouvir Jesus. Da Sua boca saem palavras de desafio e de esperança.
       Todos podem ser cooperadores de Jesus Cristo e da Boa Notícia. Os pescadores já estão a lavar os barcos. Jesus sobre para o barco de Simão, para criar as melhores condições para a pregação e para a escuta. Senta-Se e do barco põe-se a ensinar a multidão.
       Segundo momento, diz a Simão para lançar as redes ao mar, como se fosse um entendido em pescaria. Pedro coloca a suas reservas/dúvidas, tal como faria cada um de nós se fosse pescador. Pedro entendia mais de pesca que Jesus. Como é que Este convida a pescar durante o dia. Mas o benefício da dúvida, já que o dizes, nós faremos como dizes. E lançaram as redes ao mar. E não é que a pescaria foi abundante!
       Mais vale quem Deus ajuda do que quem muito madruga. Sem Deus a pesca, a vida, é vazia, insignificante. Com Deus toda a pesca é abundante. Deus conta que façamos a nossa parte. O milagre não é "gratuito", pressupõe a fé e o empenho. Ele conta com o nosso barco, com as nossas redes, com os nossos braços, para lançar as redes e para pescar.
       A Pedro, como a outros, o desafio vai ainda mais longe: doravante serás pescadores de homens. Maior exigência. trabalho constante. Uma certeza: se Deus está connosco a pesca vai ser abundante.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

...porque falava com autoridade!

        Jesus desceu a Cafarnaum, cidade da Galileia, e ali ensinava aos sábados. Todos se maravilhavam com a sua doutrina, porque falava com autoridade. Encontrava-se então na sinagoga um homem que tinha um espírito de demónio impuro, que bradou com voz forte: «Ah! Que tens que ver connosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos destruir? Eu sei quem Tu és: o Santo de Deus». Disse-lhe Jesus em tom severo: «Cala-te e sai desse homem». O demónio, depois de o ter arremessado para o meio dos presentes, saiu dele sem lhe fazer mal nenhum. Todos se encheram de assombro e diziam entre si: «Que palavra esta! Ordena com autoridade e poder aos espíritos impuros e eles saem!». E a fama de Jesus espalhava-se por todos os lugares da região (Lc 4, 31-37).
       Dois aspectos importantes se destacam no Evangelho proposto para hoje: a autoridade do ensino de Jesus e o poder de expulsar espíritos impuros, isto é, o poder curativo.
       A autoridade de Jesus vem não apenas pela origem da Sua missão (divina), mas sobretudo da coerência de vida, entre o que ensina, professa, e o que vive, os gestos que assume na relação com as pessoas que encontram, não se encontrando n'Ele acepção de pessoas, quando muito valorizando as que se encontram marginalizadas pela sociedade, pela política e/ou pela religião.
       Por outro lado, o poder curativo é expressão que este  HOMEM vem da parte de Deus, por isso realiza prodígios. Mais, expulsa os demónios. A palavra tem uma consequência prática, efetiva e concreta na vida das pessoas. As suas palavras não são acessórias, mas essenciais, convertem. curam, expulsam os espíritos impuros, salvam, envolvem...

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Homem de pouca fé, porque duvidaste?

       Na quarta vigília da noite, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. Os discípulos, vendo-O a caminhar sobre o mar, assustaram-se, pensando que fosse um fantasma. E gritaram cheios de medo. Mas logo Jesus lhes dirigiu a palavra, dizendo: «Tende confiança. Sou Eu. Não temais». Respondeu-Lhe Pedro: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas». «Vem!» – disse Jesus. Então, Pedro desceu do barco e caminhou sobre as águas, para ir ter com Jesus. Mas, sentindo a violência do vento e começando a afundar-se, gritou: «Salva-me, Senhor!». Jesus estendeu-lhe logo a mão e segurou-o. Depois disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?». Logo que subiram para o barco, o vento amainou. Então, os que estavam no barco prostraram-se diante de Jesus e disseram-Lhe: «Tu és verdadeiramente o Filho de Deus» (Mt 14, 22-36).
       No meio da tempestade, em mar alto e revolto, Jesus estende-nos a mão para não cairmos.
       Por um lado, Deus é o Senhor do dia e da noite, do mar e da terra, é o soberano de toda a criação. Ainda que as forças da natureza tenha dinâmicas próprias, neste episódio Jesus sublinha que a última palavra é de Deus e por isso a vida deverá ser encarada numa lógica de confiança. São as palavras do próprio Jesus: não temais, tende confiança.
       Quantas vezes perdemos o pé? Tantas situações que não acreditamos, em que as dúvidas são demasiados porque as situações da vida são adversas. E, para lá das complicações da vida, a insegurança e o medo ainda acentuam mais os problemas e por vezes afundamos mesmo. Jesus estende-nos a mão. Só n'Ele encontramos refúgio e segurança, no meio do mar das nossas vidas. Só n'Ele as inquietações e as preocupações da vida não nos despedaçam.
       Por vezes basta-nos a humildade de Pedro para também nós nos socorrermos de Jesus: «Salva-me, Senhor!».

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Tem confiança, minha filha. A tua fé te salvou

       Estava Jesus a falar aos seus discípulos, quando um chefe se aproximou e se prostrou diante d’Ele, dizendo: «A minha filha acaba de falecer. Mas vem impor a mão sobre ela e viverá». Jesus levantou-Se e acompanhou-o com os discípulos. Entretanto, uma mulher que sofria um fluxo de sangue havia doze anos, aproximou-se por detrás d’Ele e tocou-Lhe na fímbria do manto, pensando consigo: «Se eu ao menos Lhe tocar no manto, ficarei curada». Mas Jesus voltou-Se e, ao vê-la, disse-lhe: «Tem confiança, minha filha. A tua fé te salvou». E a partir daquele momento a mulher ficou curada. Ao chegar a casa do chefe e ao ver os tocadores de flauta e a multidão em grande alvoroço, Jesus disse-lhes: «Retirai-vos, porque a menina não morreu; está a dormir». Riram-se d’Ele. Mas quando mandou sair a multidão, Jesus entrou, tomou a menina pela mão e ela levantou-se. E a notícia divulgou-se por toda aquela terra (Mt 9, 18-26)
       Dois episódios que se entrelaçam, mas que mostram a força que brota do amor de Deus por nós, e da fé como abertura aos dons divinos. Um chefe dos judeus aproxima-se de Jesus clamando para que Jesus intervenha. A minha filha morreu, mas se Tu lhe impuseres as mãos ela viverá. A certeza e a confiança deste homem em Jesus. E não sairá defraudado, Jesus atende-os, sublinhando dessa forma a resposta dada à fé e pela fé em Deus.
       É nesta mesmo prerrogativa, que pelo caminho, Jesus dará a força d'Ele para curar uma mulher que vivia atormentada por um fluxo de sangue que a afastava do convívio social e até da religião. Jesus é a sua última esperança, talvez devesse ser a primeira, para ela e para nós.
       Neste dois gestos se sublinha a bondade de Deus. Ele, em Jesus Cristo, vem para nos salvar, para nos restituir ao bem e à felicidade, à harmonia, para que tenhamos vida em abundância.

sábado, 30 de junho de 2018

Domingo XIII do Tempo Comum - 1 de julho de 2018

Não sou digno de que entres em minha casa

        Ao entrar Jesus em Cafarnaum, aproximou-se d’Ele um centurião, que Lhe suplicou, dizendo: «Senhor, o meu servo jaz em casa paralítico e sofre horrivelmente». Disse-lhe Jesus: «Eu irei curá-lo». Mas o centurião respondeu-Lhe: «Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa; mas diz uma só palavra e o meu servo ficará curado. Porque eu, que não passo dum subalterno, tenho soldados sob as minhas ordens: digo a um ‘Vai!’ e ele vai; a outro ‘Vem!’ e ele vem; e ao meu servo ‘Faz isto!’ e ele faz». Ao ouvi-lo, Jesus ficou admirado e disse àqueles que O seguiam: «Em verdade vos digo: Não encontrei ninguém em Israel com tão grande fé» Por isso vos digo: Do Oriente e do Ocidente virão muitos sentar-se à mesa, com Abraão, Isaac e Jacob, no reino dos Céus, ao passo que os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes». Depois Jesus disse ao centurião: «Vai para casa. Seja feito conforme acreditaste». E naquela hora, o servo ficou curado. Quando Jesus entrou na casa de Pedro, viu que a sogra dele estava de cama com febre. Tocou-lhe na mão e a febre deixou-a; ela então levantou-se e começou a servi-los. Ao cair da tarde, trouxeram-Lhe muitos possessos. Jesus expulsou os espíritos com uma palavra e curou todos os doentes. Assim se cumpria o que o profeta Isaías anunciara, dizendo: «Tomou sobre si as nossas enfermidades e suportou as nossas doenças» (Mt 8, 5-17).
        Mais um encontro com um estrangeiro. O centurião romano, responsável por cem (centurião) soldados que fazem parte do poder político e militar e que asseguram a ordem em Israel, a favor do imperador. Pelo lugar que ocupam são pessoas odiosas, porque impõem a ordem, por vezes com violência extrema, são estrangeiros, lembram ao povo que são governados a partir do exterior, a partir de Roma, são de uma religião estranha.
       É o próprio centurião que vai ao encontro de Jesus, para lhe pedir a Sua intervenção a favor de um dos seus servos. Sublinhe-se a atitude de humildade e de fé do centurião. Deixa de lado a sua autoridade e confia-se a uma pessoa que é natural do país dominado, deixa de lado qualquer presunção. Daqui concluímos também que a salvação não depende dos genes, da família, do país, da religião, ainda que o ambiente possa favorecer, mas depende da conversão de cada um.
       A sensibilidade deste homem é notória. Para outros, talvez o servo fosse dispensável, mas para o centurião mais que um servo é uma amigo.
       Jesus sublinha a fé deste homem, "não encontrei ninguém em Israel com tão grande fé", e aponta-o como exemplo de conversão e de fé. A expressão desta fé ficou para sempre ligada à Eucaristia: "Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa; mas diz uma só palavra e o meu servo ficará curado".

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Tendes alguma coisa para comer?

        Estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo, e Natanael, que era de Caná da Galileia. Também estavam presentes os filhos de Zebedeu e mais dois discípulos de Jesus. Disse-lhes Simão Pedro: «Vou pescar». Eles responderam-lhe: «Nós vamos contigo». Saíram de casa e subiram para o barco, mas naquela noite não apanharam nada. Ao romper da manhã, Jesus apresentou-Se na margem, mas os discípulos não sabiam que era Ele. Disse-lhes então Jesus: «Rapazes, tendes alguma coisa para comer?» Eles responderam: «Não». Disse-lhes Jesus: «Lançai a rede para a direita do barco e encontrareis». Eles lançaram a rede e já mal a podiam arrastar por causa da abundância de peixes. Então o discípulo predilecto de Jesus disse a Pedro: «É o Senhor»...
        Disse-lhes Jesus: «Vinde comer». Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar: «Quem és Tu?» bem sabiam que era o Senhor. Então Jesus aproximou-Se, tomou o pão e deu-lho, fazendo o mesmo com o peixe. Foi esta a terceira vez que Jesus Se manifestou aos discípulos, depois de ter ressuscitado dos mortos (Jo 21, 1-14).
       Oito dias de Páscoa, como se de um só dia se tratasse, para sublinhar a importância primordial da Ressurreição de Jesus Cristo, como acontece também por ocasião do Natal. Em cada dia desta Semana, celebramos o primeiro dia - eis o DIA que o Senhor fez, exultemos e cantemos de alegria -, o grande DIA em que se inicia um tempo novo, de graça e salvação.
       Com o primeiro dia, vêm as aparições de Jesus aos seus, para renovar neles a esperança, para confirmar neles a missão de serem Apóstolos para a humanidade, Apóstolos da salvação, da ressurreição.
       Esta, segundo São João, é a terceira aparição.
       Jesus aparece-lhe no local de trabalho. Já por si é um dado importante. Jesus vem ao nosso encontro, não apenas nos momentos de oração e de reunião, mas também no hoje da nossa existência, no meio das nossas preocupações e trajetos. Podemos encontrar Deus em qualquer parte, em todos os momentos.
       Jesus dá-Se a conhecer no lugar onde tinha chamado alguns dos discípulos, relembrando que doravante serão pescadores de homens. É outro dado importante.
       Manifesta-Se na pesca abundante mas uma vez mais também na refeição, que poderá apontar para a abundância da outra refeição - a Eucaristia, como alimento espiritual até à vida eterna, saciando-nos com o Pão descido do Céu, que é o próprio Jesus.