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quarta-feira, 5 de setembro de 2018

SANTA TERESA DE CALCUTÁ, Religiosa

       Madre Teresa de Calcutá nasceu a 26 de agosto de 1910, em Skopje, na Albânia, no seio de uma família muito crente. O nome de batismo é Gonxhe Agnes (Inês) Bojaxhiu.
       Com 18 anos foi para a Irlanda, tornando-se irmã de Nossa Senhora do Loreto, em Dublin, escolhendo então o nome religioso como homenagem a Santa Teresa de Lisieux.
       Em 1928 foi para a Índia, a fim de ensinar (geografia e religião) no colégio de St. Mary, em Entally, Calcutá, tornando-se Diretora.
       Em 1946, sente a "vocação dentro da vocação", para sair ao encontro dos mais pobres dos pobres, daqueles que ninguém quer. Pouco depois solicita ao Vaticano autorização para fundar uma nova Congregação, as Missionárias da Caridade (1951). Seguem-na antigas alunas. Começa a usar um simples sari de algodão branco com um bordado azul e muda-se para um subúrbio de barracas de Calcutá para ensinar e prestar cuidados básicos.
       Em 1952, a descoberta de uma mulher em agonia numa estrada leva-a a pressionar as autoridades da cidade para conseguir um velho edifício para acolher e tratar com dignidade os moribundos, quando os hospitais já não os querem. Seguem-se as casas para os órfãos, leprosos, doentes mentais, mães solteiras, doentes de sida.
       Em 1979, recebe o Prémio Nobel da Paz. No seu discurso de aceitação, a irmã religiosa de 1,54 metros de altura choca o seu auditório ao denunciar o aborto como “a maior força de destruição da paz hoje (…), uma morte direta pela própria mãe”.
       Madre Teresa morreu a 5 de Setembro de 1997, na casa-mãe da sua congregação em Calcutá, onde repousa num túmulo que as irmãs decoram todos os dias com uma palavra escrita com pétalas de flores. Até à sua morte entregar-se-á inteiramente a Jesus Cristo no cuidado dos mais desfavorecidos. 
       Foi beatificada por João Paulo II em 19 de outubro de 2003.
      Foi canonizada por Francisco em 4 de setembro de 2016.

       Algumas expressões sintomáticas de Santa Teresa de Calcutá:
"Pela minha missão, pertenço a todo o mundo, mas o meu coração pertence a Jesus Cristo... Quando olhamos para a cruz, compreendemos a grandeza do Seu amor. Quando olhamos para a manjedoira compreendemos a ternura do Seu amor por ti e por mim, pela tua família e por cada família... Nunca estejais tristes. Sorri, pelo menos, cinco vezes por dia. Basta um sorriso, um bom-dia, um gesto de amizade. Fazei pequenas coisas com grande amor... Muitos de vós, antes de partir, vão pedir-me autógrafos. Seria melhor que vos aproximasses de um pobre e, através dele, pudésseis encontrar o autógrafo de Cristo"
«Reza como se tudo dependesse de Deus e age como se tudo dependesse de ti... A verdadeira santidade consiste em fazer a vontade de Deus com um sorriso... É fácil sorrir às pessoas que estão fora da nossa casa. É fácil cuidar das pessoas que não se conhecem bem. É difícil ser sempre solícito e delicado e sorridente e cheio de amor em casa, com os familiares, dia após dia, especialmente quando estamos cansados e irritados. Todos nós temos momentos como estes e é precisamente então que Cristo vem ter connosco vestido de sofrimento»
«Eu sou um lápis nas mãos de Deus. Ele usa-me para escrever o que quer... Demo-nos conta que o que fazemos é apenas uma gota no oceano. Mas sem essa gota, faltaria alguma coisa no oceano. Sejamos capazes de amar uma só pessoa de cada vez, de servir uma pessoa de cada vez... Jesus é o meu tudo. A minha plenitude».
“Para mim, as nações que legalizaram o aborto são as nações mais pobres, têm medo de uma criança não nascida e a criança tem que morrer”. 
“Em todo mundo se comprova uma angústia terrível, uma espantosa fome de amor. Levemos, portanto, a oração para as nossas famílias, levemos a oração para as nossas crianças, ensinemos-lhes a rezar. Pois uma criança que ora, é uma criança feliz. Família que reza é uma família unida”
“Amai-vos uns aos outros, como Jesus ama a cada um de vós. Não tenho nada que acrescentar à mensagem que Jesus nos transmitiu. Para poder amar, é preciso ter um coração puro e é preciso rezar. O fruto da oração é o aprofundamento da fé. O fruto da fé é o amor. E o fruto do amor é o serviço ao próximo. Isso nos conduz à paz”.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

VL – Santa Mãe dos Pobres

       Madre Teresa de Calcutá nasceu a 26 de agosto de 1910, em Skopje, na Albânia. O nome de batismo é Agnes (Inês). Com 18 anos foi para a Irlanda, tornando-se irmã de Loreto. Em 1928 foi para a Índia, a fim de ensinar (geografia e religião) no colégio de St. Mary, em Entally, Calcutá. Em 1946, sente a "vocação dentro da vocação", para sair ao encontro dos mais pobres dos pobres, daqueles que ninguém quer. Pouco depois solicita ao Vaticano autorização para fundar uma nova Congregação, as Irmãs da Caridade. Até à sua morte entregar-se-á inteiramente a Jesus Cristo no cuidado dos mais desfavorecidos.
       Beatificada por João Paulo II em 19 de outubro de 2003.
       Canonizada por Francisco em 4 de setembro de 2016.
       Partindo de Cristo… "Pela minha missão, pertenço a todo o mundo, mas o meu coração pertence a Jesus Cristo... Quando olhamos para a cruz, compreendemos a grandeza do Seu amor. Quando olhamos para a manjedoira compreendemos a ternura do Seu amor por ti e por mim, pela tua família e por cada família... Nunca estejais tristes. Sorri, pelo menos, cinco vezes por dia. Basta um sorriso, um bom-dia, um gesto de amizade. Fazei pequenas coisas com grande amor... Muitos de vós, antes de partir, vão pedir-me autógrafos. Seria melhor que vos aproximasses de um pobre e, através dele, pudésseis encontrar o autógrafo de Cristo".
       Na oração e na intimidade com Deus, a ousadia para servir os enjeitados deste mundo. «Reza como se tudo dependesse de Deus e age como se tudo dependesse de ti... A verdadeira santidade consiste em fazer a vontade de Deus com um sorriso... É fácil sorrir às pessoas que estão fora da nossa casa. É fácil cuidar das pessoas que não se conhecem bem. É difícil ser sempre solícito e delicado e sorridente e cheio de amor em casa, com os familiares, dia após dia, especialmente quando estamos cansados e irritados. Todos nós temos momentos como estes e é precisamente então que Cristo vem ter connosco vestido de sofrimento».
       O mundo precisa de Deus. E precisa de nós para levarmos Deus aos mais pobres. «Eu sou um lápis nas mãos de Deus. Ele usa-me para escrever o que quer... Demo-nos conta que o que fazemos é apenas uma gota no oceano. Mas sem essa gota, faltaria alguma coisa no oceano. Sejamos capazes de amar uma só pessoa de cada vez, de servir uma pessoa de cada vez... Jesus é o meu tudo. A minha plenitude».

Publicado na Voz de Lamego, n.º 4377, de 6 de setembro de 2016

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Maria Teresa Gonzalez - Um Lápis chamado Teresa

MARIA TERESA MAIA GONZALEZ (2016). Um lápis chamado Teresa. Prior Velho: Paulinas Editora. 72 páginas.
       Há livros pequenos em tamanho que são enormes pelo conteúdo e pelas marcas que podem deixar impressas, pelos desafios que nos lançam.
       É conhecida a afirmação da Santa Teresa de Calcutá sobre o trabalho a favor dos mais pobres dos pobres: Sou um lápis nas mãos de Deus. A Madre Teresa de Calcutá não se deixava engrandecer, mas remetia o louvor para Deus, pois é Ele que chama, que envia, dá força, compromete. Cuidar das feridas de alguém maltratado, abandonado, excluído, é cuidar das feridas de Jesus. O que fizerdes ao mais pequeno dos meus irmãos é a Mim que o fazeis.
       A autora torna fácil a biografia de Madre Teresa de Calcutá. Sentando-se como aluna nas cadeiras da escola, no quarto ano de escolaridade, quando a professora Maria do Carmo nos pediu para fazer um trabalho «se eu fosse...» A narradora relata que escreveu "Se eu fosse um lápis". O diálogo com a tia vai permitir-lhe conhecer a frase de Madre Teresa de Calcutá - Sou um lápis nas mãos de Deus. Três anos depois, na época em que está a escrever, a autora faz outro trabalho, agora específico sobre a Mãe dos Pobres.
       O professor de Português pediu uma mini-biografia sobre uma personagem importante e, de preferência, que tivesse o mesmo nome ou de um familiar. Como Teresa será sobre Teresa de Calcutá que a narradora fará o seu trabalho, surpreendo os outros, mas surpreendendo-se, pois no final, verifica que talvez os santos não estejam muito na moda... o mais importante talvez não seja a nota do trabalho, mas identificar-se com a biografada.
       A linguagem do livro é própria de um adolescente, mas cuidada, para ressalvar o realmente importante. No final do livro algumas frases conhecidas de Madre Teresa de Calcutá:
"Precisamos de dizer aos pobres que são alguém para nós. Que também eles foram criados pela mão de Deus, para amarem e serem amados"
"Todas as nossas palavras serão inúteis se não brotarem do fundo do coração. As palavras que não dão luz aumentam a escuridão"
"Façam algo de belo para Jesus (...) Desprendam-se dos vossos bens e do vosso tempo. Deem até doer"
"Não estamos no mundo apenas para existir. Não estamos só de passagem. A cada um de nós foi dada a capacidade de fazer algo maravilhoso!"
"Trabalhai por Jesus e Jesus trabalhará convosco".
"Jesus espera-nos sempre em silêncio. Escuta-nos em silêncio e no silêncio fala às nossas almas. No silêncio é-nos dado poder escutar a sua voz"
A vida é uma oportunidade, agarra-a.
A vida é beleza, admira-a.
A vida é felicidade, saboreia-a.
A vida é um sonho, faz dele uma realidade.
A vida é um desafio, enfrenta-o.
A vida é um dever, cumpre-o.
A vida é um jogo, joga-o.
A vida é preciosa, cuida dela.
A vida é uma riqueza, conserva-a.
A vida é amor, aprecia-o.
A vida é um mistério, penetra-o.
A vida é promessa, cumpre-a.
A vida é tristeza, vence-a.
A vida é um hino, canta-o.
A vida é um combate, aceita-o.
A vida é aventura, arrisca-a.
A vida é alegria, merece-a.
A vida é vida, defende-a.

domingo, 16 de agosto de 2015

Pensamentos de Madre Teresa de Calcutá

"Para mim evangelizar significa ter Jesus no coração e levá-lo aos corações dos outros»

Fórmulas mágicas:
"- Nunca estejais tristes. Sorri, pelo menos, cinco vezes por dia. Basta um sorriso, um bom-dia, um gesto de amizade.
- Fazei pequenas coisas com grande amor. Contando pelos cinco dedos da mão, pronunciai as palavras de Jesus: Foi a mim que fizeste.
- Fazei pequenas coisas que ninguém, teve tempo de fazer.
- Muitos de vós, antes de partir, vão pedir-me autógrafos. Seria melhor que vos aproximasses de um pobre e, através dele, pudésseis encontrar o autógrafo de Cristo"

«Reza como se tudo dependesse de Deus e age como se tudo dependesse de ti»

"A Igreja somos nós. Não devemos julgar os outros, mas a nós mesmos. Nós seremos julgados por aquilo que tivermos feito a Jesus sofredor e abandonado"

"Temos o Corpo de Cristo. Ele dá-nos força. Jesus vem a nós em forma de pão mostrar-nos o seu amor, e tão faminto que possamos dar-lhe de comer"

"O meu segredo é a oração que se transforma em ação. O que fazemos é amor de Deus em ação"
«A oração é uma linha direta de comunicação com deus».
«No Pai-nosso há tudo. Deus, próximo, eu própria. Se perdoar aos outros posso orar. Não há complicações e, todavia, nós complicamos tanto a vida com tantas coisas supérfluas»

«Caros jovens, o maior mal de hoje é a falta de amor e de caridade, a terrível indiferença com os irmãos e as irmãs, filhos de Deus nosso Pai, que vivem marginalizados, presas da exploração, da corrupção, da pobreza e da doença... A vida é um dom maravilhoso de Deus e todos foram criados para amar e ser amados. Não é um dever ajudar os pobres material e espiritualmente: é um privilégio, porque Jesus, Deus feito Homem, assegurou-nos que "tudo o que fizerdes ao último dos meus irmãs a Mim o fareis"... só no Céu é que veremos quanto somos devedores aos pobres, por nos terem ajudado a amar melhor o Senhor».

«Vós no Ocidente tendes que fazer com que aqueles que são espiritualmente os mais pobres dos pobres, mais do que com pessoas pobres no sentido material. É muito mais simples dar um prato de arroz a um esfomeado, encontrar um leito para quem o não tem... mas consolar ou eliminar um certo tipo de amargura, remover aquela raiva, aquela solidão, requer um empenhamento muito maior».
«No Ocidente, não se morre de fome, mas vós tendes outro tipo de pobreza, muito pior. É a pobreza de quem não ora, de quem não se preocupa com os outros, de quem não sabe sofrer e de quem se desespera. Esta pobreza do coração é mais difícil socorrer»

«O fruto do silêncio é a oração.
O furto da oração é a fé.
O fruto da fé e o amor.
O fruto do amor é o serviço.
O fruto do serviço é a PAZ»

"A verdadeira santidade consiste em fazer a vontade de Deus com um sorriso"
"A alegria é oração, a alegria é força, a alegria é uma rede de amor. Quem dá com alegria dá muito mais. O melhor modo de mostrar gratidão a Deus e aos homens é aceitar tudo com alegria".
"A alegria é oração. A alegria é força. A alegria é amor. A alegria é uma rede de amor para conquistar as almas. Deus ama quem dá com alegria"
"Nada deve provocar-te tanta dor que te faça esquecer a alegria de Cristo ressuscitado".
"Quem dá com alegria é grande. A alegria é a marca de uma pessoa generosa, humilde que se esquece de tudo, até de si mesma, e procura agradar a Deus em tudo o que faz. Frequentemente, a alegria esconde uma vida de sacrifício, uma contínua união com Deus".
"Fazei com que todo aquele que for ter convosco saia da vossa beira sentindo-se melhor. Todos devem ver a bondade no vosso rosto, nos vossos olhos, no vosso sorriso. a Alegria transparece pelos olhos, manifesta-se quando falamos e caminhamos. Não pode. permanecer encerrada dentro de nós. A alegria é contagiosa».

«É fácil sorrir às pessoas que estão fora da nossa casa. É fácil cuidar das pessoas que não se conhecem bem. É difícil ser sempre solícito e delicado e sorridente e cheio de amo em casa, com os familiares, dia após dia, especialmente quando estamos cansados e irritados. Todos nós temos momentos como estes e é precisamente então que Cristo vem ter connosco vestido de sofrimento».
«O amor começa na própria casa e continua na própria casa, onde nunca faltam ocasiões de o demonstrar. A casa é o primeiro lugar onde é necessário praticar o amor e o espírito de serviço. Não há necessidade de ir a Jericó, o nosso trabalho mais importante deve desenvolver-se em Jerusalém [onde estava a falar], onde está o templo do verdadeiro Deus. Conheceis realmente os vossos familiares, os vossos vizinhos, as pessoas que frequentais? Preocupais-vos com a sua felicidade? Procurai, antes de tudo,  fazer isto e, depois, podereis pensar também nos pobres da Índia ou de outros países»
«As almas de oração são almas de grande silêncio. Nãos e pode encontrar Deus no barulho e na agitação. Deus é amigo do silêncio. Observai a natureza: as árvores, as flores, a erva crescem no silêncio; as estrelas, o Sol, a Lua movem-se no silêncio. Quanto mais recebemos na oração silenciosa mais podemos dar na vida ativa. Temos necessidade de silêncio para poder tocar as almas. Todas as nossas palavras serão inúteis se não vierem do nosso coração. As palavras que não têm a luz de Cristo aumentarão a escuridão. O silêncio dá-nos um modo novo de olhar as coisas»

«Deus criou-nos para amar e para ser amados. É este o início da oração: saber que Ele me ama, saber que fui criada para coisas maiores».

«Jesus teria morrido por uma única pessoa»
«Muitos falam dos pobres, mas poucos falam com os pobres»
«Os pobres não precisam da nossa comiseração. Os pobres precisam da nossa ajuda. O que eles nos dão é muito mais do que o que nós lhes damos».

"Demo-nos conta que o que fazemos é apenas uma gota no oceano. Mas sem essa gota, faltaria alguma coisa no oceano. Não devemos pensar na quantidade, nos números. Sejamos capazes de amar uma só pessoa de cada vez, de servir uma pessoa de cada vez».

"Para mim, cada um é Cristo e, assim, como existe um só Jesus, aquele que encontro é, naquele momento, o único no mundo".

«Nunca pensei mudar o mundo. Só procurei ser uma gota de água limpa em que o amor de Deus pudesse brilhar. Esforce-se também por ser uma gota de água limpa e já seremos dois. É casado?... Então diga à sua esposa e, assim, já seremos três! Tem filhos? (três filhos)... Diga-lhes também a eles e já seremos seis!»

«Eu sou um lápis nas mãos de Deus. Ele usa-me para escrever o que quer. O lápis não tem nada a ver com tudo isto. O lápis só deve ser usado»

«O amor é um fruto de todas as estações e ao alcance de todos».
"Todos têm o direito de vir ao mundo, desejado ou não. As crianças são o mais belo dom de Deus. O aborto é um crime realizado no ventre da mãe. Ninguém pode decidir sobre a vida alheia. O primeiro direito é nascer. Todos os outros vêm depois".
«Nós combatemos o aborto com a adoção. salvamos milhares de vidas. fazemos circular este aviso nos hospitais e nas clínicas e nas esquadras de polícia: "por favor, não mateis a criança antes de nascer; confiai-no-la". Assim, cada hora do dia e da noite, há sempre alguma (sabei, entre nós há muitas mais solteiras) a quem dizer: "Vem, tomaremos conta de ti, ficaremos com a criança que nascer de ti e dar-te-emos uma família". É uma bênção do Senhor para nós».

«Sente muitas vezes durante o dia a necessidade da oração e preocupa-te em orar. A oração alarga o coração até quando ele é capaz de conter o dom que Deus faz de Si mesmo. Pede e procura e o teu coração será suficientemente grande para recebê-lo e para conservá-lo absolutamente teu».
"Jesus é a palavra que temos de falar
Jesus é a verdade que temos de gritar.
Jesus é o caminho que temos de percorrer.
Jesus é a luz que temos de acender.
Jesus é a vida que temos de viver.
Jesus é o amor que temos de amar.
Jesus é a alegria que temos de partilhar.
Jesus é o sacrifício que temos de oferecer.
Jesus é é a paz que temos de levar.
Jesus é o faminto a quem temos de matar a fome.
Jesus é o sedento a quem temos de matar a sede.
Jesus é o nu que temos de vestir.
Jesus é o sem-teto que temos de abrigar.
Jesus é o doente que temos de tratar.
Jesus é o abandonado que temos de amar.
Jesus é o o não querido que temos de querer...»


Recolha a partir:
FRANCA ZAMBONINI (2005). Madre Teresa. A mística dos últimos.
Prior Velho: Paulinas Editora.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

F. Zambonini: MADRE TERESA, a mística dos últimos

FRANCA ZAMBONINI (2005). Madre Teresa. A mística dos últimos. Prior Velho: Paulinas Editora. 176 páginas.

       Há muita bibliografia sobre a Madre Teresa de Calcutá, a Mãe dos pobres, a pequena freira que se dedicou aos mais pobres dos pobres. Neste biografia, de Zambonini, ressalva-se o essencial da vocação, da vida, da obra de Madre Teresa, bem assim como das Missionárias da Caridade que ela fundou e que estão espalhadas um pouco por todo o mundo. A escolha pelas mais pobres, pois em cada um deles está impresso o rosto de Jesus Cristo.
       Tocar as feridas de um leproso, recolher um moribundo, acolher uma criança abandonada, adotar uma criança que estava para ser descartada antes de nascer, ir pelas ruas pedir esmola para alimentar os famintos, instruir as crianças, apoiar os mas desfavorecidos... como refere muitas vezes a Madre Teresa, é tocar as feridas de Cristo, acolhê-l'O, cuidar d'Ele, "Isto Me fizeste a Mim" (expressão adaptada do inglês para português: cada palavra corresponde a um dedo da mão). É a expressão do juízo final, o que fizeste ao mais pequeno dos meus irmãos a Mim o fizeste. Tem a ver com as obras de misericórdia. Sublinhe-se, como se pode ver no livro, que as Missionárias da Caridade têm casas abertas em muitos países ocidentais, onde a maior pobreza e mais difícil de atender é mesmo a pobreza da solidão, da perda de sentido de Deus, de abertura aos outros e à vida.
       Madre Teresa nasceu a 26 de agosto de 1910 - embora ela refira o dia 27, dia do seu batismo, como o dia do seu nascimento - em Skopje, na Albânia. O nome de batismo é Agnes (Inês) Ganxhe Bojaxhui. Com 18 anos vai para a Irlanda, onde se torna irmã de Loreto, cuja Ordem envia missionárias sobretudo para a Índia. Em 1928 vai finalmente para a Índia, com a missão, como as companheiras, de ensinar (geografia e religião) no colégio de St. Mary, em Entally, Calcutá, de que se tornará Diretora.

       Em 1946, sente a "vocação dentro da vocação", para sair ao encontro dos mais pobres dos pobres daqueles que ninguém quer. Cerca de 2 anos depois solicita ao Vaticano a autorização para deixar a Ordem de Loreto e fundar uma nova Congregação. A partir daqui nunca mais descansará no serviço diário de ajuda aos mais pobres. Pouco a pouco engrossa o números das irmãs que se querem dedicar como ela aos mais pequeninos. vai abrindo casas, primeiro na Índia mas logo em outros países. É um trabalho árduo. Pelo menos 12 horas dedicadas a serviço dos outros, percorrendo as ruas de Calcutá, batendo a muitas portas, autoridades, hospitais, recolhendo as pessoas encontradas abandonadas para morrer. Mais 2 horas de oração, indispensável ao trabalho prático. As Missionárias da Caridade têm também um ramo contemplativo. A Irmã Nirmala, que viria a ser a Sucessora de Madre Teresa à frente da Congregação, ficou responsável por abrir a casa das Missionárias da Caridade, no ramo da Contemplação, em Nova Iorque, invertendo as horas, 12 horas para a oração, duas horas para o serviço aos outros, indicando desta forma que a contemplação leva ao serviço, o serviço leva à oração.
       Pelo caminho a Madre Teresa é reconhecida pelo seu trabalho, nomeadamente sendo-lhe atribuído o Prémio Nobel da Paz e, na Índia, tendo direito a funeral de Estado. Morreu a 5 de setembro de 1997. Continua a inspirar cristãos e não cristãos em todo o mundo. Marcou a Índia, o mundo e a Igreja, com a sua vontade férrea de chegar aos mais desfavorecidos.
       Como a própria referia, não se podem resolver todos os problemas do mundo, comecemos por resolver o que está à nossa frente. Mesmo que sejamos como uma gota de água, mas ainda ainda o oceano ficará incompleto sem essa gota. Começar por nós, amar os de nossa casa. É sempre mais fácil amar e cuidar daqueles que não conhecemos. É imperativo que amemos os que estão perto de nós.
       Este livro é uma biografia, mas é sobretudo um testemunho de vida. A autora conviveu em diferentes ocasiões com Madre Teresa, entrevistando-a e acompanhando-a em viagens, e beneficiando de gestos concretos que demonstram a postura de Madre Teresa de Calcutá.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Papa Francisco na Casa DOM de MARIA

       No dia 21 de maio, o Papa Francisco deslocou-se à Casa Dom de Maria, estrutura desejada  e inaugurada pelo beato João Paulo II, da responsabilidade das Missionárias da Caridade, congregação criada pela beata Madre Teresa de Calcutá.
Amados irmãos e irmãs, boa tarde!

        Dirijo uma saudação carinhosa a todos vós; de modo totalmente especial a vós, queridos hóspedes desta Casa, que é sobretudo vossa, porque para vós foi pensada e instituída. Agradeço a quantos, de vários modos, contribuem para esta bonita realidade no Vaticano. A minha presença esta tarde quer ser, antes de tudo, um agradecimento sincero às Missionárias da Caridade, fundadas pela Beata Teresa de Calcutá, que trabalham aqui há vinte e cinco anos, com numerosos voluntários, a favor de muitas pessoas que necessitam de ajuda. Obrigado de coração! Vós, prezadas Irmãs, juntamente com os Missionários da Caridade e com os colaboradores, tornais visível o amor da Igreja pelos pobres. Mediante o vosso serviço quotidiano, sois — como reza um Salmo — a mão de Deus que sacia a fome de cada ser vivo (cf. Sl 145, 16). Ao longo destes anos, quantas vezes vos inclinastes sobre os necessitados, como o bom samaritano, os fitastes nos olhos e os ajudastes a erguer-se! A quantas bocas destes de comer com paciência e dedicação! Quantas feridas, especialmente espirituais, curastes! Hoje, gostaria de meditar sobre três palavras que vos são familiares: Casa, Dom e Maria.

       Esta estrutura, desejada e inaugurada pelo Beato João Paulo II — mas trata-se de algo entre santos, entre beatos! João Paulo II, Teresa de Calcutá; e a santidade passou; isto é bonito! — é uma «casa». E quando dizemos «casa» referimo-nos a um lugar de acolhimento, a uma morada, a um ambiente humano onde estar bem, encontrar-se a si mesmo, sentir-se inserido num território, numa comunidade. Ainda mais profundamente, «casa» é uma palavra com um sabor tipicamente familiar, que evoca o entusiasmo, o carinho e o amor que se podem experimentar no seio de uma família. Então, a «casa» representa a riqueza humana mais preciosa, a do encontro, a dos relacionamentos entre as pessoas, diferentes por idade, por cultura e por história, mas que vivem unidas e que, juntas, se ajudam a crescer. Precisamente por isso, a «casa» é um lugar decisivo na vida, onde a vida se desenvolve e se pode realizar, porque se trata de um lugar onde cada pessoa aprende a receber amor e a doar amor. Esta é a «casa». E é isto que procura ser, desde há vinte e cinco anos, também esta casa! No limite entre Vaticano e Itália, ela constitui uma vigorosa exortação a todos nós, à Igreja e à Cidade de Roma, a ser cada vez mais família, «casa» onde devemos permanecer abertos ao acolhimento, à atenção e à fraternidade.

       Depois, há uma segunda palavra muito importante: o termo «dom», que qualifica esta Casa e define a sua identidade típica. Com efeito, trata-se de uma Casa que se caracteriza pela dádiva, pelo dom recíproco. Que quero dizer com isto? Quero dizer que esta Casa vos oferece acolhimento, ajuda material e espiritual, a vós estimados hóspedes, provenientes de várias regiões do mundo; mas também vós constituís uma dádiva para esta Casa e para a Igreja. Vós dizeis-nos que amar Deus e o próximo não é algo de abstracto, mas de profundamente concreto: significa ver em cada pessoa o rosto do Senhor para servir, e para o servir concretamente. E vós, caros irmãos e irmãs, sois a face de Jesus. Obrigado! Vós «ofereceis» a quantos trabalham neste lugar, a possibilidade de servir Jesus naqueles que se encontram em dificuldade, em quem precisa de ajuda. Então, esta Casa constitui uma transparência luminosa da caridade de Deus, que é um Pai bom e misericordioso para com todos. Aqui vive-se uma hospitalidade aberta, sem distinção de nacionalidade ou de religião, segundo o ensinamento de Jesus: «Recebestes de graça, dai também de graça» (Mt 10, 8). Todos nós temos o dever de recuperar o sentido do dom, da gratuidade e da solidariedade. Um capitalismo selvagem tem ensinado a lógica do lucro a qualquer custo, do dar para obter, da exploração sem considerar as pessoas... e podemos ver os resultados na crise que estamos a viver! Esta Casa é um lugar que educa para a caridade, uma «escola» de caridade que ensina a ir ao encontro de cada pessoa, não para obter lucro, mas por amor. A música — por assim dizer — desta Casa é o amor. E isto é bonito! E gosto que seminaristas do mundo inteiro venham aqui para fazer uma experiência directa de serviço. Assim, os futuros sacerdotes podem viver de forma concreta um aspecto essencial da missão da Igreja e fazer valorizar isto para o seu ministério pastoral.

       Finalmente, há uma última característica desta Casa: ela qualifica-se como um dom «de Maria». A Virgem Santa fez da sua existência uma dádiva incessante e inestimável a Deus, porque amava o Senhor. Maria é um exemplo e um estímulo para aqueles que vivem nesta Casa, e para todos nós, a viver a caridade em relação ao próximo não devido a uma espécie de dever social, mas a partir do amor de Deus, da caridade de Deus. E também — como ouvimos a Madre dizer — Maria é aquela que nos leva a Jesus e nos ensina como ir até Ele; e a Mãe de Jesus é a nossa e forma uma família connosco e com Jesus. Para nós, cristãos, o amor ao próximo nasce do amor de Deus e constitui a sua expressão mais límpida. Aqui procura-se amar o próximo, mas também deixar-se amar pelo outro. Estas duas atitudes caminham juntas, pois uma não pode existir sem a outra. No papel timbrado das Missionárias da Caridade estão impressas estas palavras de Jesus: «Todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes» (Mt 25, 40). Amar Deus nos irmãos e amar os irmãos em Deus.

        Dilectos amigos, mais uma vez obrigado a cada um de vós. Rezo a fim de que esta Casa continue a ser um lugar de acolhimento, de dom e de caridade no coração da nossa Cidade de Roma. A Virgem Maria vele sempre sobre vós, e acompanhe-vos a minha Bênção. Obrigado!

FONTE - AQUI.