sexta-feira, 31 de março de 2017

Grupo Coral de Tabuaço em Sendim - 26 de março

       No passado dia 26 de março, o Grupo Coral de Nossa Senhora do Pranto, da Paróquia de Sendim, celebrou o seu 10.º Aniversário. A celebração centrou-se essencialmente na celebração e animação litúrgica da Missa comunitária.
       Para o efeito, foram convidados os Grupos Corais de Nossa Senhora da Conceição de Tabuaço e de São João Batista de Moimenta da Beira. A celebração iniciou com três cânticos de saudação-acolhimento, pelos três grupos corais. Seguiu-se a celebração da Santa Missa, com os três grupos a liderarem os cânticos em momentos distintos. No ofertório, alguns gestos que vincaram o aniversário e o compromisso eclesial. No momento de Ação de Graças, cada grupo coral cantou uma canção dedicada a Nossa Senhora. No final, os três grupos corais, em conjunto, cantaram um cântico, "Onde Deus te levar".
       O último momento foi um lanche-convívio.
       Algumas fotos da presença do Grupo Coral de Tabuaço no aniversário do Grupo Coral de Sendim.


Para outras fotos disponíveis, visite-nos no Facebook, Paróquia de Tabuaço.

quinta-feira, 30 de março de 2017

SUSAN SPENCER-WENDEL - ANTES DO ADEUS

SUSAN SPENCER-WENDEL, com Bret Witter (2013). Antes do Adeus. Lisboa: Editora Pergaminho. 384 páginas.
       Susan Spencer-Wendel é uma mulher adulta, 44 anos, jornalista reconhecida, satisfeita da vida, casada, mãe de três filhos. A vida é uma correria. A mão esquerda começa a ficar paralisada e começam as interrogações, os médicos, os exames e a negação do que começa a ser óbvio: esclerose lateral amiotrófica (ELA). O diagnóstico é uma sentença de morte, pois é uma doença terminal, três a cinco anos de vida, não há cura nem forma de retardar o seu avanço.
       Que fazer diante de uma notícia tremenda? A autora vai-nos dizendo. Uma fase de negação. Mas chega o momento que não há como fugir à inevitabilidade da doença. O corpo começa a deixar de funcionar, os comandos (cerebrais) não são correspondidos. Há consciência, mas os músculos vão atrofiando e deixando de obedecer e de funcionar. Até articular palavras se torna uma luta gigantesca.
É conhecida a expressão de Tolstoi: as famílias são iguais, as famílias tristes sofrem cada uma à sua maneira. Susan opta por viver e viver feliz, procurando criar memórias para os filhos, para o marido e para os amigos.
       O seguro de vida permite-lhe pagar a hipoteca da casa, viajar como sempre gostou de fazer, com a melhor amiga, Nancy, (para ver a aurora boreal), com o marido, numa espécie de segunda lua de mel, ir com a filha, de 14 anos, a Nova Iorque e vê-la provar um vestido de noiva, pois já não estará por cá quando ela casar, vai proporcionando aos filhos os seus pedidos.
       Entretanto decide escrever, enquanto é possível. Chega um momento que escreve apenas com um dedo num iphone, mas escreve, dedicando tempo. É um legado para os filhos, para o marido, para a família, para os amigos. Não se revolta. Procura viver cada momento, numa atitude zen, aceitando o que tem que ser, o que não está ao seu alcance modificar. Claro que sofre, chora, por ver o mundo avançar, os filhos a crescerem, certa que não estará cá para os ver crescer, querer fazer as coisas e não poder, a dependência de todos e em tudo. Chora. Mas não perde tempo a lamentar-se.
       Adotada, procura as suas raizes, para apaziguar o seu passado e ligar-se, ao marido e aos filhos, à família biológica, nomeadamente à sua ascendência grega.

"Antes do Adeus tem momentos profundamente tristes - trata-se, afinal, de uma despedida -, mas sem um traço de amargura ou de raiva. Em cada página, sente-se otimismo, a alegria de viver e o sentido de humor de uma mulher grata pela vida. Um livro sobre a morte, mas cheio de vida. Um livro que nos recorda que temos sempre a opção de sorrir. E que, como ensina a autora, «cada dia é melhor se for vivido com alegria»" (contracapa).
       Outro dos aspetos bem vincados ao longo de todo o livro, é a sua fé em Deus. Os pais (adotivos) são batistas, a autora nem por isso, mas acredita em Deus, acredita que se irá encontrar com o Pai biológico já falecido. E que o fim não será definitivo.
"Acenda uma vela em vez de amaldiçoar a escuridão".
"Acredito em Deus. Acredito em forças que nos transcendem de prodígios que escapam ao entendimento humano".
"Tomei a resolução de escrever sobre a força e não sobre a doença, sobre a alegria e não sobre o desespero".
"As minhas capacidades vão-se desprendendo do meu ser como uma medalha se desprende de um fio".
"Desde o diagnóstico, os estados depressivos tornaram-se menos frequentes. Desde que aceitei a minha condição, a angústia aproxima-se de mim ao de leve, como uma borboleta, e poisa silenciosamente como as borboletas poisam nas plantas à volta da cabana. Observo os seus rodopios, admiro a sua complexidade, sinto o seu peso por um breve instante, e depois... passa! Esa tristeza tem uma beleza intrínseca que me faz sentir sempre viva, e isso ainda me interessa, ainda é importante para mim".
"Regozija-te com o que tens e com a forma como as coisas são. Quando te deres conta de que não há nada em falta, o mundo inteiro será teu".
"Removendo a necessidade, removo também o sofrimento".
"Há que aceitar a vida conforme ela se desenrola. É importante que sonhemos e nos esforcemos por alcançar os nossos sonhos, mas também há que aceitar. Não faz sentido forçarmos o mundo a ser aquele que sonhámos. A realidade é muito melhor que isso".
"Não faz qualquer sentido ansiar por algo inalcançável, pois esse é o caminho direto para a loucura".
"Procurem-me nos vossos corações, meus filhos. Sintam-me aí e sorriam... procurem-me nos ocasos... sei que o meu fim está próximo, mas não desespero".
A autora terá morrido em 4 de junho de 2014.
Alguns vídeos disponíveis na Internet:

quarta-feira, 22 de março de 2017

Aura Miguel. Conversas... com o Papa Francisco

AURA MIGUEL (2017). Conversas em Altos Voos. Encontros e entrevista com o Papa Francisco. Lisboa: Paulus Editora. 146 páginas.
"A matéria-prima deste livro é a entrevista de uma hora que o Papa Francisco concedeu à Rádio Renascença, a 8 de Setembro de 2015, na Casa Santa Marta. Mas este livro inclui detalhes inéditos sobre como é viajar com o Papa Francisco e como é o seu estilo descontraído, dentro do avião e não só; há várias peripécias documentadas em muitas fotos, aqui reproduzidas, bem como minuciosos relatos dos bastidores. Mas o motivo principal deste livro relaciona-se com a próxima visita do primeiro Papa latino-americano a Fátima. A nossa esperança é que estas páginas ajudem a conhecer melhor o ilustre peregrino que aí vem e reforcem o amor dos portugueses pelo Sucessor de Pedro, tão inseparavelmente ligado à Mensagem que a Virgem, há cem anos, confiou a três crianças portuguesas" (contracapa).
       Aura Miguel é "vaticanista", isto é, jornalista, da Rádio Renascença, e que está creditada junto da Santa Sé (Vaticano), acompanhando o Papa nas suas viagens apostólicas. Já conta mais de 80 viagens no avião que transporta o Papa para diversos países. Acompanhou João Paulo II, Bento XVI e agora Francisco. São muitas as histórias e as curiosidades. Neste livro conta o primeiro encontro com o Papa Francisco, como lhe solicitou uma entrevista para a Rádio Renascença e como Francisco respondeu num novo voo, numa nova Viagem Apostólica, seis meses depois, entregando-lhe um envelope, com a data para entrevista, o lugar e a hora.
       A entrevista realizou-se a 8 de setembro de 2015, Natividade de Nossa Senhora, na Casa de Santa Marta, por ocasião da Visita Ad Limina dos Bispos portugueses, com início a 7 de setembro.
       A publicação do livro e da entrevista, disponível digitalmente na Rádio Renascença, prepara e antecipa a Visita do Papa Francisco a Portugal como Peregrino de Fátima.
       A entrevista começa precisamente por falar do conhecimento que o Papa tem dos portugueses, falando também encontro com os Bispos portugueses, com a acentuação nos jovens e na catequese, partindo depois para outros temas como a surpresa da eleição, as periferias, os jovens e a Europa envelhecida, os valores e a educação, a paz em que sente apesar de tamanha responsabilidade, o Jubileu da Misericórdia, a cultura do encontro, a criatividade na educação, os direitos e os deveres, os direitos com a verdade, a felicidade e os problemas a enfrentar, o empenho político e o cuidado pela criação, a preferência de uma Igreja acidentada que uma Igreja doente por não sair...
       Além de outras curiosidades que constam do livro, o facto do Papa Francisco, juntamente com o envelope, ter entregado a Aura Miguel duas pagelas, uma de Santa Teresa do Menino Jesus e outra de São José.

Leituras: PAPA FRANCISCO - A Verdade é um Encontro

PAPA FRANCISCO (2015). (2.ª Edição). A Verdade é um Encontro. Homilias em Santa Marta. Prior Velho: Paulinas Editora. 568 páginas.
       Uma das novidades do pontificado do Papa Francisco, eleito a 13 de março e iniciando oficialmente o pontificado a 19 de março de 2017, foi a celebração quotidiana da Eucaristia na Capela de Casa de Santa Marta onde fixou a sua residência.
       Todos os dias, pela manhã, o Papa celebra com outros sacerdotes e para diversas pessoas, de paróquias, comunidades, grupos, funcionários do Vaticano, alunos dos colégios, congregações. Funciona como uma Missa paroquial, aos dias de semana, à mesma hora, para começar bem o dia. A diferença está nos fiéis que mudam de dia para dia e no facto de o pároco ser o Papa.
       As homilias diárias são familiares, íntimas, expressivas, com diversas imagens, exemplos, com muitas perguntas, com expressões que imediatamente circulam pelo mundo inteiro. É, de algum modo, um laboratório, já que as pistas de reflexão são muitas vezes desenvolvidas em discursos, mensagens, nos documentos pontifícios e aprofundadas nas Homilias em Eucaristias solenes.
       Logo após a celebração da Eucaristia, a Santa Sé, pelos órgãos competentes, faz chegar um breve resumo das palavras do Papa, acompanhadas de uma imagem, um pequeno vídeo...
       Não é a homilia inteira, como é explicado na apresentação do livro, não faria muito sentido, pois é um comentário a partir das leituras, procurando desafiar, propor, refletir, com pausas, interrogações, aproximando-se quase de uma conversa familiar. O acesso a estes trechos está disponível na plataformas da Internet da Santa Sé, mas também em muitas páginas ligadas a Dioceses, paróquias, comunidades, partilhadas, espalhadas. O livro tem a vantagem de ser sublinhado e mastigado. Quando lemos num ecrã, pelo menos para mim é assim, quase sempre o fazemos a correr, ou se for em vídeo, ouvimos e já estamos a fazer outra coisa, o livro ajuda a tomar mais atenção (claro que também há distrações).
       Este volume, na segunda edição, contém as "homilias" do primeiro ano de pontificado. Lendo, percebe-se melhor as intervenções mais públicas do Papa: pecadores mas não corruptos... misericórdia... cristãos aguados (água das rosas)... humildes mas não ingénuos... perdão... adoração de Deus (cuja dificuldade é notória nas pessoas e nas comunidades)... economia e os pobres... a riqueza e a avareza... pecadores concretos (e não abstratos, genéricos)... obras de misericórdia e juízo final, a fé vive-se, é concreta... cristãos alegres, na certeza que Deus nos ama ao ponto de em Jesus dar a vida por nós... a contradição dos cristãos da sexta-feira santa sem a Páscoa, tristes, melancólicos, sempre a protestar por tudo e por nada... incapazes de sorrir, de levantar a cabeça... pessoas com cara de santinhos mas que na verdade são hipócritas... perfeitos, pessoas boas, sem levantar ondas, como o jovem do Evangelho, certinho mas que no final não segue Jesus, pelo Seu caminho... Conhecer, confiar em Jesus, seguir Jesus pelo Seu caminho... ainda que com dificuldades e perseguição... a cruz é parte essencial da vida do cristão e da Igreja... Igreja em saída... ir às periferias... rezar com coragem, lutando com Deus como fizeram Abraão, Jacob, Moisés, David... fieis a Deus e ao povo... o encontro com Jesus na Eucaristia.. Lamentar-se faz mal ao coração... a fé não se negoceia... o perigo de falar dos outros... os mexericos matam... não maquilhar a vida, mas aceitar o bem e o mal... cristãos mornos fazem mal à Igreja... A Igreja é mãe, é uma história de amor... Um bom cristão não se lamenta... um cristão que se lamenta continuamente, deixa de ser um bom cristão: é o senhor ou a senhora "lamúrias"... o problema não é sermos pecadores: o problema é não nos arrependermos do pecado, não termos vergonha daquilo que fizemos... cultura do encontro, construtores de pontes e não de muros... a originalidade cristã não é a uniformidade...
       Seguir Jesus, caminhar com Jesus, adorar Jesus...

Tabuaço: Festa do Pai-nosso | Dia do Pai | 2017

       Nos últimos anos, a Festa do Pai-nosso, dos meninos do 2.º ano de catequese, da nossa paróquia, tem sido na solenidade de São José, também Dia do Pai. Este ano, o dia 19 coincidiu com o 3.º Domingo da Quaresma, sendo transferida a Salinidade de São José para segunda-feira, dia 20. Porém, a Festa do Pai-nosso manteve-se no dia 19 de março, assinalando-se também o dia do Pai.


       Uma celebração belíssima, valorizada por alguns gestos específicos, como o Ofertório, com gestos relacionados com a liturgia da Palavra e com os pais. No Pai-nosso, a formação de um anagrama, com as letras transformadas em orações e a coreografia do Pai-nosso.
       No momento de Ação de Graças, a distribuição a todos os pais de um porta-chaves, feito pela catequese e catequistas e pelo Grupo de Jovens, e também a distribuição de um copo branco, a cada pessoa, com a palavra "Sede de Deus", gesto este inserido na Caminhada da Quaresma-Páscoa, iniciativa pastoral da nossa Diocese de Lamego.

       Algumas fotos deste bela e terna celebração:


Para mais fotos, visitar a Paróquia de Tabuaço no Facebook

sábado, 18 de março de 2017

Georges Bernanos - DIÁRIO DE UM PÁROCO DE ALDEIA

GEORGES BERNANOS (2016). Diário de um pároco de aldeia. Prior Velho: Paulinas Editora. 264 páginas.
       O título já deixa antever um conjunto de vivências num lugar em que as pessoas se conhecem, em que as novidades, os boatos, as insinuações se espalham rapidamente, onde a privacidade é muito relativa. O padre, numa pequena aldeia, rústica, vai escrevendo um diário com as suas impressões, encontros, dificuldades, tornando visível a intriga e o mau-estar entre o pároco, vindo de uma família simples, o senhor conde, benemérito da paróquia e que tem outros familiares mais bem colocados, com outros contacto, como um tio padre.
       Padre jovem, por um lado, e acabado de chegar, as dificuldades cedo se fazem notar. No catecismo ou na celebração da Eucaristia, por vezes com poucas pessoas, outras vezes desinteressadas. Os jovens, em fase adolescente, provocam-no e gozam com ele. As condições sócio-económicas são mínimas. Alimenta-se mal. Por vezes a refeição é vinho aquecido com pão. Pouco mais. As dívidas são do conhecimento da povoação. Os sacerdotes amigos tentam alertá-lo, chamá-lo à razão. De algum modo, até pode ter razão e iniciativa, mas o melhor é não levantar ondas nem enfrentar os poderes instituídos.
       O conde, a esposa e a filha são o rosto mais visível da oposição ao padre. Os pecados que escondem, e talvez para os esconder, voltam-se contra o padre. Ora o convidam ora o alertam para não se meter em determinados assuntos, que não lhe dizem respeito.
       Querendo ser fiel ao ministério sacerdotal não deixa de ouvir, de exortar, de intervir. A saúde é que não ajuda. E os comentários sobre a sua conduta também não. É considerado um bêbado, ainda que não se considere tal. A fraqueza, a batina gasta, uma cor de meter dó, amarelo, sumido, faz pena vê-lo assim e assim se vê, ainda que a bebida (vinho aquecido com pão) seja o único que o seu frágil estômago vai aguentando. Adia a ida ao médico. Quando vai ao médico, a revelação de cancro deixa-o de rastos. Não há muito a fazer.
       Mas não é a doença terminal que mais o afeta, mas o silêncio de Deus. Há muito que vive com dificuldades em falar com Deus, em rezar, em se colocar confiante nas mãos de Deus. Os que se aproximam dele, desabafam, falam e voltam a falar e, no entanto, há um silêncio e um vazio que o preenchem. Faz com que os outros se abram, mas fecha-se, discreto, como que desejando apagar-se. Até a morte quer que seja silenciosa.
"A minha morte está ali. É uma morte igual a qualquer outra, e eu entrarei nela com os sentimentos de um homem muito comum, muito vulgar. É mesmo mais que certo que não saberei morrer melhor do que soube governar a minha pessoa. Vou ser na morte tão desastrado, tão acanhado como na vida... Meu Deus dou-te tudo, de boa vontade. Simplesmente, não sei dar, dou como quem deixa que lhe tirem as coisas. O melhor que tenho a fazer é estar sossegado. Pois se eu não sei dar, Tu, Tu sabes tirar... E no entanto teria gostado de ser, pelo menos uma vez, uma só vez, liberal para contigo... O heroísmo à minha medida está em não ter heroísmo, visto que me faltam as forças, agora o que eu queria é que a minha morte fosse pequena, o mais pequena possível, que se não distinguisse dos outros acontecimentos da minha vida. No fim de conta é a minha natural inépcia..."
Para leituras próximas outras sugestões:
       Obviamente que são livros muito diferentes, Tomáš Halík e Timothy Radcliffe ajduam-nos a refletir em Deus e na Sua presença amoroso na nossa vida, também nos momentos difíceis e até obscuros, apontando para um Deus que em Jesus Cristo Se revela dócil, compreensivo, próximo, exigente.
       Cormac McCarthy mostra que a fé pode ser ténue, mas a força do amor é inabalável, até ao fim. Shusaku Endo, no seu romance com fundo histórico e que deu origem ao filme com o mesmo nome, questiona até que ponto a fé é sustentável nas adversidades e nas monstruosidades. Todos os títulos nos falam da busca de Deus, do questionamento de Deus, da fé e do amor, da vida e da generosidade, da noite e da dúvida e da treva, mas com aquela réstia de esperança que tudo possa ser diferente.

Não deixe de ler o seguinte o comentário ao livro: Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

Domingo III da Quaresma - 19 de março de 2017

       1 – O ser humano adulto é constituído por cerca de 75% de água. Curioso, pois o que se vê é solidez, carne, ossos, pele, músculo. Nas crianças a percentagem aumenta para cerca de 85%, maior elasticidade, e nos idosos baixa para cerca de 50%, daí a necessidade de beberem mais líquidos para equilibrar o organismo. E por falar em corpo, a água é um dos elementos fundamentais para a saúde da pessoa. Os médicos sempre recomendam: beber muita água e fazer desporto e alimentar-se com comida saudável.
       Em muitas regiões da terra, a água é um bem escasso, provocando lutas, violência e guerra. Nas guerras tradicionais uma das formas de ganhar vantagem era controlar o acesso à água potável, vigiando as fontes, impedindo que a água chegasse às populações inimigas. Na guerra da Jugoslávia as pessoas arriscavam serem mortas ao irem buscar água, gastando horas a caminhar para os locais onde havia água, esperando horas na fila. É um pouco como a eletricidade, vemos a sua importância quando falha. Vivemos num paraíso, bastam uns segundos, abrir a torneira, ou uns minutos para a ir buscar!
       A escassez de água é um drama do nosso tempo. Já existe o Dia Mundial da Água, incentivando a sua racionalização, a preservação dos solos e aquíferos, sensibilizando a distribuição/partilha da água e para que, sendo um direito, não leve à corrupção e à exploração das populações que não têm fácil acesso a água potável. É o petróleo do século XXI. Em muitos lugares, já á mais cara que o gasóleo.
       A terra é constituída por cerca de 70% de água, mas só 3% dessa água é doce e menos de 1% está acessível. A pescaria, a pecuária, a agricultura, a indústria... tudo depende da água... para beber, para lavar, para regar, para cozinhar... Em algumas partes do planeta não há água, pelo que a solução é comprá-la, noutros lugares, a água é tão cara que não há condições de pagar! É um direito por cumprir!
       2 – «Dá-Me de beber». Junto ao poço de Sicar, Jesus encontra uma Mulher, samaritana, logo inimiga dos judeus, que há muito não se davam. Jesus não deixa que a nacionalidade seja um impedimento para lhe pedir água, ainda que ela se admire por tal atrevimento. Jesus prossegue: «Se conhecesses o dom de Deus e quem é Aquele que te diz: ‘Dá-Me de beber’, tu é que Lhe pedirias e Ele te daria água viva».
       Mas como é possível tirar água de um poço fundo sem um balde? Dá que pensar! Será que está bom da cabeça? Será Ele maior que Jacob? Porém, Jesus não despega e reafirma o DOM: «Todo aquele que bebe desta água voltará a ter sede. Mas aquele que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede: a água que Eu lhe der tornar-se-á nele uma nascente que jorra para a vida eterna».
       Como um de nós, a Samaritana entrevê uma oportunidade: «Senhor, dá-me dessa água, para que eu não sinta mais sede e não tenha de vir aqui buscá-la». Depreendemos das suas palavras o tempo gasto e o cansaço em ir buscar água à fonte. A Samaritana está fixa numa necessidade básica, urgente e fundamental, mas biológica. Jesus deu um passo em frente, está a falar de SEDE de Deus, de sentido, de uma saciedade que nos humaniza, nos apazigua e, simultaneamente, nos compromete com os outros. A água recebida, como todo o dom, é água partilhável. Assim a vida. Recebeste de graça, dai de graça!
       3 – O diálogo continua e apercebemo-nos que Jesus entra na nossa vida sem invadir a nossa liberdade. Propõe-nos um caminho de felicidade, vida abundante, abertura aos outros, compromisso e "obediência" (= escuta) a Deus, por forma a garantir que os outros são DOM e não são dispensáveis.
       A Samaritana é uma mulher insaciável. Que fazer quando estamos insatisfeitos com a nossa vida? Comemos, enfartamo-nos ou vamos às compras, compramos até o que não precisamos, mas pelo menos preenchemos tempo e talvez alguns vazios que nos esgotam. Esta mulher não está bem com a vida que leva. Nada a satisfaz. A sua sede fá-la perder-se com as pessoas. Como não lembrar também aquele jovem que vai ter com Jesus e lhe pergunta o que fazer para entrar na vida eterna, isto é, o que fazer para se sentir útil e ser feliz. A resposta de Jesus respeita o ritmo de cada um. Vai, vende, dá, vem e segue-Me!
       Jesus não assume uma atitude invasiva. Não há n'Ele palavras recriminatórias, tão-somente uma constatação que resulta da escuta, da atenção, do Seu cuidado para com esta mulher e que a faz sentir amada, a faz sentir pessoa. Jesus não lhe pergunta pelos pecados, pergunta-lhe pela vida e pelo sentido da vida. Para Jesus, o caminho da felicidade passa pela adoração, em espírito e verdade, a adoração de Deus que é Pai. Não há fronteiras, há opções. Não há privilegiados, há pessoas que abrem o seu coração a Deus!
       4 – O verdadeiro encontro com Jesus realiza a conversão, a mudança de vida. A mulher sai transformada da presença de Jesus. Disponível para dar testemunho. Com efeito, parte e vai à cidade anunciar o Messias: «Ele disse-me tudo o que eu fiz». A conversão faz-se a partir do anúncio e do testemunho recebido, mas só se torna decisivo no encontro com Jesus. Muitos vierem ao Seu encontro, com sede própria e pediram-Lhe que ficasse algum tempo. Jesus não Se faz rogado e fica com eles durante dois dias. No final o testemunho deste encontro transformador: «Já não é por causa das tuas palavras que acreditamos. Nós próprios ouvimos e sabemos que Ele é realmente o Salvador do mundo».
       E nós? Que transformações se operam na nossa vida no encontro com Jesus? Há diferenças na minha, na tua, na nossa vida por sermos cristãos? Experimentamos a alegria de pertencermos a Cristo? Anunciamos Jesus aos outros, pelas palavras e pelos gestos, ou guardamos a fé só para nós?
       Quem se aproxima de Jesus é iluminado pelo Seu olhar, pelo Seu amor. E quando alguém se aproxima de nós, pressente a presença de Deus, a Sua luz e o Seu amor? Ou somos velas já sem chama?
       5 – Os discípulos ficam surpreendidos quando voltam para junto de Jesus. Tinham ido à cidade buscar alimento. Espantam-se com o facto de Jesus estar (sozinho) em amena caveira com uma mulher. E como se isso não bastasse, é samaritana! O certo é que para Jesus não há exceções. Todos contam. Homens e mulheres. Nativos e estrangeiros. Santos e pecadores. Eu conto. Tu contas. Contamos todos.
       A vida de Jesus e dos Seus discípulos não é fácil. Andar por aldeias e cidades, sem poiso certo, gera cansaço e desgaste. Trazem pouca coisa. Os recursos são escassos. Contam com a boa vontade de algumas mulheres convertidas e de seus maridos que simpatizam com Ele! Contam com as dádivas de algumas famílias que os acolhem e de outras que se tornam amigas. Se eles estavam esfomeados, também Jesus deveria estar. Insistem para que coma! A não ser que já o tenha feito! A resposta de Jesus é taxativa: «O meu alimento é fazer a vontade d’Aquele que Me enviou e realizar a sua obra».
        Como não lembrar as palavras de Jesus no deserto: nem só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus. Claro que o alimento biológico é imprescindível e não cai do céu como que por magia, mas é fruto do trabalho honesto e dedicado de cada um de nós. Contudo, o homem é mais do que o alimento e do que vestuário. Na verdade, há pessoas miseráveis a viver em palácios e pessoas bem aventuradas a viver em bairros de lata. Isso não significa a defesa da miséria material, mas sublinha que a felicidade exige mais de nós. O que temos pode ajudar-nos a viver mais confortavelmente. O que somos, a família e os amigos, o que damos e o quanto nos damos, em tempo e gastando a vida, define o que nos faz felizes e nos realiza como pessoas.
       6 – Deus não nos deixa sem resposta. Ele escuta as nossas preces. «O Senhor está ou não no meio de nós?». A provocação de Moisés vem depois da sua conversa com Deus. Nem sempre a oração é fácil, nem sempre Deus nos responde da forma como esperávamos, mas não deixa de velar, de cuidar, de nos abençoar. Deus sacia a sede daquele povo e através de Moisés manda-o avançar, pôr-se a caminho. A sede também é saciada pelo esforço em caminhar, pela ação do nosso bastão, dos nossos braços. Toda a criação é dom de Deus. Mas o dom é partilhável ou deixa de ser dom. Cabe-nos tornar acessíveis os bens da criação para toda a humanidade, com o nosso trabalho e com a nossa partilha solidária.

       7 – São Paulo é um pouco como a Samaritana, um pouco como nós, busca água em fontes que saciam momentaneamente a sede. O problema não é a sede, as fontes é que não têm a água que a nossa vida precisa.
       O Apóstolo perseguiu Jesus até ao dia em que se deixou encontrar e surpreender por Ele. A sua sede encontra uma fonte que sacia a sua busca. Aos Romanos, revela que está em paz, apoiado na graça de Deus, na esperança que não engana, «porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. Quando ainda éramos fracos, Cristo morreu pelos ímpios… Dificilmente alguém morre por um justo; por um homem bom, talvez alguém tivesse a coragem de morrer. Mas Deus prova assim o seu amor para connosco: Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores».
       Vale a pena aqui evocar a figura de Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) que, como Paulo, como a Samaritana, chegou um dia e disse: "é esta a verdade". Tendo passado a noite a ler a autobiografia de Santa Teresa de Ávila, encontra Jesus e o cristianismo. Logo pedirá o batismo. Tanto que buscou que encontrou. Mas a chegada não é o fim, é o início de um novo caminho que a levará ao martírio!

Pe. Manuel Gonçalves


Textos para a Eucaristia (A): Ex 17, 3-7; Sl 94 (95); Rom 5, 1-2. 5-8; Jo 4, 5-42.

sexta-feira, 17 de março de 2017

«Nunca ninguém falou como esse homem»

       Ao longo da história da Salvação, de Aliança de Deus com o Seu povo, muitos foram os mensageiros divinos, juízes, réis e profetas. Aqueles que perseveraram fiéis à Lei, aos mandamentos à Aliança tiveram, por demasiadas vezes, de se sujeitar à maledicência, à perseguição, ao exílio forçado, e à própria morte. Jeremias é disso exemplo. A sua vontade férrea em se manter do lado da Lei de Deus, provoca a ira daqueles que se afastaram e procuram justificar-se. E se é possível contornar a Lei ou arranjar justificações, ou excepções, é muito difícil contradizer o testemunho de uma vida em concreto.
       Mas vejamos o texto de Jeremias:
Quando o Senhor me avisou, eu compreendi; vi então as maquinações dos meus inimigos. Eu era como manso cordeiro levado ao matadouro e ignorava a conjura que tramavam contra mim, dizendo: «Destruamos a árvore no seu vigor, arranquemo-la da terra dos vivos, para não mais se falar no seu nome». Senhor do Universo, que julgais com justiça e sondais os sentimentos e o coração, seja eu testemunha do castigo que haveis de aplicar- lhes, pois a Vós confio a minha causa. (Jer 11, 18-20)
       Jeremias confia em Deus e segue na fidelidade à Palavra de Deus.
       No Evangelho, também Jesus é sujeito das maquinações dos líderes religiosos, de um punhado de judeus, fariseus, doutores da Lei, que se veem ameaçados pela pregação de Jesus e sobretudo pela adesão do povo às palavras de Jesus. Qual a solução para aqueles que ameaçam o nosso lugar? A morte? A injúria? A difamação?
       Alguns parece deveras convencidos. Mas é mais forte a suspeita!
Alguns que tinham ouvido as palavras de Jesus diziam no meio da multidão: «Ele é realmente o Profeta». Outros afirmavam: «É o Messias». Outros, porém, diziam: «Poderá o Messias vir da Galileia? Não diz a Escritura que o Messias será da linhagem de David e virá de Belém, a cidade de David?» Houve assim desacordo entre a multidão a respeito de Jesus. Alguns deles queriam prendê-l’O, mas ninguém Lhe deitou as mãos. Então os guardas do templo foram ter com os príncipes dos sacerdotes e com os fariseus e estes perguntaram-lhes: «Porque não O trouxestes?». Os guardas responderam: «Nunca ninguém falou como esse homem». Os fariseus replicaram: «Também vos deixastes seduzir? Porventura acreditou n’Ele algum dos chefes ou dos fariseus? Mas essa gente, que não conhece a Lei, está maldita». Disse-lhes Nicodemos, aquele que anteriormente tinha ido ter com Jesus e era um deles: «Acaso a nossa Lei julga um homem sem antes o ter ouvido e saber o que ele faz?» Responderam-lhe: «Também tu és galileu? Investiga e verás que da Galileia nunca saiu nenhum profeta». E cada um voltou para sua casa (Jo 7, 40-53).
       A vida de Jesus desliza para a plenitude, mas também para um desfecho esperado: a morte. Não como auto flagelação, mas como inevitabilidade da Sua postura diante do povo, das autoridades, diante das tradições, diante das pessoas mais fragilizadas. A opção preferencial pelos excluídos, leva os instalados a sentirem-se postos em causa... 

quinta-feira, 16 de março de 2017

O pobre Lázaro e rico avarento...

       Disse Jesus aos fariseus: «Havia um homem rico, que se vestia de linho fino e se banqueteava esplendidamente todos os dias. Um pobre chamado Lázaro jazia junto do seu portão, coberto de chagas. Bem desejava ele saciar-se com os restos caídos da mesa do rico; mas até os cães vinham lamber-lhe as chagas. Ora sucedeu que o pobre morreu e foi colocado pelos Anjos ao lado de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. Na mansão dos mortos, estando em tormentos, levantou os olhos e viu Abraão com Lázaro a seu lado. Então ergueu a voz e disse: ‘Pai Abraão, tem compaixão de mim. Envia Lázaro, para que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nestas chamas’. Abraão respondeu-lhe: ‘Filho, lembra-te que recebeste os teus bens em vida e Lázaro apenas os males. Por isso, agora ele encontra-se aqui consolado, enquanto tu és atormentado. Além disso, há entre nós e vós um grande abismo, de modo que, se alguém quisesse passar daqui para junto de vós, não poderia fazê-lo’. O rico exclamou: ‘Então peço-te, ó pai, que mandes Lázaro à minha casa paterna – pois tenho cinco irmãos – para que os previna, a fim de que não venham também para este lugar de tormento’. Disse-lhe Abraão: ‘Eles têm Moisés e os Profetas: que os oiçam’. Mas ele insistiu: ‘Não, pai Abraão. Se algum dos mortos for ter com eles, arrepender-se-ão’. Abraão respondeu-lhe: ‘Se não dão ouvidos a Moisés e aos Profetas, também não se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dos mortos’» (Lc 16,19-31).
       Esta parábola de Jesus é ainda mais provocante e significativa nos dias que correm.
       Em todos os tempos, é visível a dicotomia entre os que mandam e os que obedecem, os que têm e os que nada têm, os que vivem abastadamente e os que vivem na indigência.
       Ao tempo de Jesus, existiam os homens livres e os escravos. Uns viviam regaladamente em seus palácios, subjugando súbditos, gozando a vida, dando largas a todos os luxos, vivendo faustosamente, sem se importarem dos que viviam na miséria, não porque não tivessem feito por isso, mas simplesmente porque eram de outra classe e não tinham direito a almejar por melhores condições de vida. Um fosso gigantesco, determinado por nascimento. Quem nascia em família pobre, seria sempre pobre; quem nascesse em berço de ouro, viveria sempre na abundância, a não ser que acontecesse alguma desgraça.
       No nosso tempo, o fosso entre ricos e pobres, entre magnatas e pedintes, alargou-se, muitas vezes não pelo mérito dos primeiros, mas pelo trabalho e inteligência dos segundos. Não está em causa a criação de riqueza, quando resulta do trabalho honesto e recompensa uns e outros, patrões e trabalhadores. O problema é quando a riqueza se faz à custa dos mais pobres, dos que trabalham, dos malabarismos corruptos, da desonestidade. Por isso também se verifica que há cada vez um fosso maior, mas também que há cada vez mais pobres e uma crescente concentração de riqueza num número cada vez mais reduzido de pessoas e de empresas.
       Em tempo de crise vem ao de cima a fragilidade das economias que procuram satisfazer apenas o lucro esquecendo as pessoas e as famílias. Faltou a aposta na formação, habilitação e (re)qualificação) - daria menos lucro -, no investimento em novos produtos, na modernização de equipamentos e gestão, na reconversão de empresas, na promoção do melhor que havia e há nas empresas: as pessoas.
       Certamente que Jesus, naquele e neste tempo, não diaboliza a economia ou a riqueza, mas enquadra-a num contexto mais amplo. A pessoa há-de estar em primeiro lugar. A economia não é um fim em si mesmo, deve estar ao serviço da pessoa, da sua dignidade, do seu desenvolvimento.
       E ainda que por vezes a pobreza se tenha tornado endémica - "pobres sempre os tereis" -, a responsabilidade dos cristãos é permanente, procurar viver solidariamente como irmãos, partilhar com os mais desfavorecidos, não apenas os bens materiais, mas os valores, a cultura, os bens intelectuais e espirituais, lembrando aqui o provérbio japonês: não se deve dar o peixe, mas deve dar-se a cana e ensinar a pescar. Obviamente, que num primeiro momento é necessário também prover ao alimento e aos bens materiais essenciais, dar o peixe e a cana, ensinar a pescar...

sábado, 11 de março de 2017

Conferência com a Irmã Ângela Coelho sobre Fátima

       No âmbito do Centenário das Aparições de Nossa Senhora aos Pastorinhos de Fátima, e a convite do Pe. Diamantino Alvaíde, a presença da Irmã Ângela Coelho, Postuladora para a Canonização dos Pastorinhos Francisco e Jacinta e Vice-Postuladora para a beatificação da Irmã Lúcia, no Auditório Municipal, Padre Bento da Guia, a 10 de março de 2017.
       O evento foi promovido e alargado a todo o Arciprestado de Moimenta da Beira, Sernancelhe, Tabuaço. A nossa paróquia de Tabuaço contou com uma belíssima participação, com forte incidência do Grupo de Jovens (GJT).
       O encontro foi moderado pelo anfitrião, Pe. Diamantino Alvaíde. O Grupo Coral da Paróquia de Moimenta da Beira ajudou a criar um belíssimo ambiente para acolher e escutar a Irmã Ângela, que nos apresentou a Mensagem de Fátima a partir, principalmente, dos dois Beatos, Francisco e Jacinta, com muitos dados curiosos, partindo sobretudo da simplicidade das duas crianças.
       No final da exposição, tempo para responder a algumas questões colocadas pela assembleia.
       A Irmã Ângela surpreendeu muito positivamente, pela sabedoria, pela simplicidade de comunicação, pela alegria do testemunho, pela interação fácil com a assembleia, deixando algumas mensagens incisivas como, por exemplo: A minha vida vale pelo tamanho do meu amor... Fátima apela ao essencial e sobretudo a recentrar a vida em Deus... Francisco remete para o essencial - Deus; Jacinta, a generosidade do coração... Irmã Lúcia - pessoa muito inteligente, muito alegre, ensina a perseverança no meio das dificuldades, sentido de fidelidade... comunicar alegria aos outros... A mensagem de Fátima... apocalíptica? Duas dimensões essenciais: dimensão mística, oração, união a Cristo, e dimensão profética - Deus continua a caminhar connosco, conta comigo, sou responsável pela história...

       Algumas fotos deste encontro:

Outras fotos disponíveis: Paróquia de Tabuaço no Facebook.