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domingo, 25 de novembro de 2012

Velho - Mafalda Veiga

Música/canção proposta na disciplina de EMRC, 9.º ano, sobre a dignidade humana. Aqui apresentada com imagens relacionadas com a letra...

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Um estranho perto de minha casa

       Um velho camponês observava, descontente, um jovem que construía uma cabana perto do seu arrozal.
       - Pergunto-me de onde veio - disse à mulher, nessa mesma noite. - Não é daqui da terra. A julgar pelas roupas, é originário das montanhas. Que vem fazer para aqui? Isto não me agrada nada. Isto não me agrada mesmo nada...
       - Porque não vais cumprimentá-lo amanhã? - Aconselhou a mulher.
       - Dá-lhe as boas vindas. De certeza que não conhece ninguém por estes lados.
       - Nem penses nisso - ripostou o camponês. - Não sabes que os habitantes das montanhas são todos uns ladrões? Ignoremo-lo; com sorte, talvez até se vá embora.
       Todos os dias, o camponês trabalhava no arrozal. Com a água pela barriga das pernas, arrancava as ervas daninhas e punha-as num balde. Uma manhã, descobriu que o balde não estava no sítio do costume.
       - Eu sabia. - Vociferava, enquanto levantava a cama e espreitava por detrás do armário. - Eu sabia. O homem roubou-me. Roubou o meu balde!
       A mulher perguntou-lhe:
       - Quem te roubou o balde?
       - Ora quem! - Sussurrou o homem - O montanhês!
       - Ninguém te roubou nada - assegurou a mulher. - Sabes muito bem que passas a vida a perder tudo. Procura bem o balde e acabarás por encontrá-lo!
       Mas o camponês não lhe deu ouvidos. Saiu de casa à socapa e foi espiar o vizinho. O jovem estrangeiro cuidava tranquilamente das suas tarefas, mas o camponês achou que ele tinha um ar suspeito.
       - Não há dúvida - disse para consigo, semicerrando os olhos enquanto observava o montanhês. - Tem ar de ladrão de baldes, anda como um ladrão de baldes: é um ladrão de baldes!
       - Bom-dia, vizinho - saudou-o o jovem, ao aperceber-se de que o camponês o espreitava por detrás de uma árvore.
       O velho fugiu a correr. Quando chegou junto da mulher, disse-lhe, esbaforido:
       - Estás a ver, até me cumprimenta para que não desconfie dele. É mesmo arrogante! Desafia-me! Ri-se de mim!
       O camponês barricou-se em casa com a mulher, as dez galinhas e os três porcos.
       - Meu pobre amigo - disse-lhe a mulher, abrindo a porta. - Perdeste mesmo a cabeça!
       - Mas - gemeu o camponês - Agora que tem o meu balde, vai querer tudo o que eu tenho. E ainda não te disse tudo - acrescentou o homem, batendo os dentes. - Quando não são ladrões, os montanheses são assassinos!
       A mulher encolheu os ombros e foi dedicar-se às tarefas do dia.
       Ao cair da tarde, o camponês saiu de casa para beber água do poço. E o que viu ele, pousado no parapeito do poço? O seu balde! Lembrava-se agora que tinha ido buscar água para dar de beber aos animais. Tinha-se esquecido completamente de pôr o balde no lugar.
       - Mas - repetia para si mesmo, envergonhado - O montanhês tinha mesmo ar de ladrão...

Johanna Marin Coles & Lydia Maria Marin Ross. O balde. Retirado de Caminhos de Encontro, Manual de EMRC, 5.º Ano

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Pedacinho de DEUS

       Esta é uma canção proposta no manual de EMRC do 6.º Ano de escolaridade. Na unidade letiva 1 - Sou Pessoa - Deus é-nos apresentado como PESSOA, que Se relaciona connosco, e que nós trazemos em nós, a nossa identidade fala-nos de Deus, trazemos em nós os traços da divindade, com a mesma capacidade criativa para amar e ser amado, para construir, para renovar, para fazer "coisas novas". Pedacinho de Deus recorda-nos o que há de melhor em nós.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Inocência de criança

Na pré-escola, na aula de Religião, a professora procurava saber como andava o relacionamento dos seus alunos com Deus.

Então ela sorridente perguntou a classe:
- Quando temos medo ou insegurança na vida, o que fazemos?
Carlinhos levantando a mão disse:
- Ah, professora, minha mãe me ensinou que quando eu tenho medo de alguma coisa, é só ajoelhar e rezar que o medo passa.
- Muito bem! Respondeu à professora, a oração sempre nos fortalece e acalma.
No mesmo instante João levantou as mãozinhas e disse a professora:
- Eu também rezo quando tenho medo.
- Eu também - falou Aninha levantando rápido sua mãozinha para que a professora a olhasse.
E assim, quase ao mesmo tempo, fizeram todos os alunos da sala, menos o Gabriel que se manteve sentado somente observando.
A professora, curiosa para saber porque somente ele não se manifestou, perguntou-lhe:
- E você Gabriel, também reza quando sente medo?
Gabriel então, calmamente e com uma inocência que só uma criança poderia ter, respondeu:
- Tia, quando eu era pequenino e não sabia falar, minha mãe me atendia por gestos, então quando eu sentia medo apenas levantava meus bracinhos e minha mãe me pegava no colo. Da mesma forma, Tia, eu faço agora que já sou um pouco maior. É certo que já sei falar, mas as vezes quando eu sinto muito medo e nem mesmo consigo rezar, eu olho para Jesus e estendo meus braços. Ele então que tudo sabe, entende meu gesto e no mesmo instante me pega no colo.
Muitas vezes em nossas vidas passamos por momentos de tribulações que não sabemos nem mesmo como orar. Então, como criancinhas, abra o seu coração, estenda o seu braço e diga “Te louvo Jesus, Te amo Jesus”. E evangelize!

(in www.padremarcelorossi.com.br)

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

O Amor e a Beleza...


"A beleza vem do amor.
O amor vem da atenção.
A atenção simples ao simples,
a atenção humilde aos humildes,
a atenção viva a todas as vidas...
Beleza é algo de que Cristo nunca fala.
Só lida com ela, mas dando-lhe o seu verdadeiro nome: o amor.
A beleza vem do amor,
como o dia vem do sol,
como o sol vem de Deus,
como Deus vem de uma mulher esgotada pelo parto".

Christian Bobin, Um Deus à Flor da Terra. Postado a partir de Abrigo dos Sábios.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Opções com Sentido

       Opções com Sentido: Blogue dedicado à disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC), da Escola EB 2,3/S Abel Botelho, de Tabuaço. Será um espaço para informações acerca da disciplina e de tudo o que a envolve, a religião, a catequese, a educação, os valores e os princípios, a cultura e a educação, a escola; será espaço para colocar trabalhos dos alunos de EMRC, trabalhos preparados para as aulas, bem como porta de entrada para outras ligações internautas relacionadas com a disciplina, com a Igreja, e com a comunidade educativa de Tabuaço.
     Queremos que seja um espaço interactivo no âmbito da disciplina de EMRC,  e que ajude a fazer opções com sentido, na partilha solidária, na justiça e na alegria, na vida e no bem.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Que fizeste do tempo?!

Outro texto que vale a pena descobrir. O Pe. José Augusto Marques, Pároco de Resende e Felgueiras, Professor de EMRC, Assistente dos Escuteiros, escreve habitualmente uma coluna do Boletim "Sê", dos Agrupamento de escuteiros, no género deste que aqui encontramos. Pode consultar o texto no Perfil Hotmail do Pe. José Augusto Marques:



“O tempo é o único bem totalmente irrecuperável. Recupera-se uma posição, um exército e até um país, mas o tempo perdido, jamais”.
Napoleão Bonaparte
  
O ritmo alucinante em que se desenrola a nossa vida actualmente faz com que “o tem­po” se torne como um dos bens mais preciosos. A nossa vida transforma-se muitas vezes numa luta feroz contra o tempo que nos parece escapar das mãos como areia movediça. A nossa vida tornou-se, em muitas circunstâncias, escrava do tempo.
Este facto traz consigo inúmeras consequências quer ao nível pessoal, quer para a sociedade em geral. Sentimo-nos muitas vezes profundamente divididos - por um lado senti­mo-nos comprometidos a aproveitar bem o tempo e a administrar da melhor forma um con­junto de oportunidades que nos são dadas; por outro lado sentimos que nos falta tempo para realizar coisas essenciais e nem sempre somos capazes de gerir bem as opções que se nos deparam. É aqui que se joga tantas vezes o sentido da vida e da nossa realização pessoal - saber distinguir o essencial do acessório é o segredo duma vida realizada e feliz.
Impõe-se por isso a grande questão: que fizeste do tempo? Da resposta a esta per­gunta depende a nossa qualidade de vida. Podemos distinguir vários tempos entre os quais a nossa vida se desenrola: tempo para Deus, tempo para mim, tempo para os outros, tempo para as coisas. Todos eles são importantes, mas, dependendo da hierarquia que nós fizer­mos deles, assim definimos as prioridades da nossa vida e, consequentemente, o maior ou menor sentido da nossa realização.
Em primeiro lugar devemos estabelecer o tempo para Deus. É Ele que nos dá todo o tempo, é a Ele que nós devemos oferecer o nosso tempo - quando rezamos ou trabalhamos, quando descansamos ou nos divertimos, quando estudamos ou convivemos, tudo são opor­tunidades imperdíveis de louvar o Senhor de todas as coisas. Quando ouvimos dizer às pes­soas que não têm tempo para rezar, então é sinal que o Senhor do tempo fica fora do nosso tempo. Que ingratidão!
Muito importante é também o tempo para mim. É necessário que eu prescinda do rit­mo rotineiro da vida que me projecta constantemente para o exterior para poder mergulhar dentro de mim e pensar a minha vida. Fazer projectos, avaliar resultados, redefinir cami­nhos… são condições essenciais para que a minha qualidade de vida melhore. Às vezes limitamo-nos a ser escravos do tempo em vez de sermos administradores do tempo, porque nos falta encontrar este momento especial de encontro connosco próprios.

O tempo para os outros deve ser resultado do reconhecimento óbvio da nossa condi­ção de seres humanos que vivem em sociedade e em família. Não vivemos isolados, depen­demos uns dos outros e temos necessidade de dar de nós o melhor em reconhecimento pelo muito que recebemos dos outros e dessa grande herança que nos foi legada ainda antes de nós o merecermos. Dar tempo aos outros fazendo da vida uma missão de serviço, adminis­trar a vida sempre com o sentido de quem põe ao serviço do bem comum o melhor que há em si, dá-nos uma sensação de paz, de dever cumprido, de realização. “Dar de si, antes de pensar em si” - este lema rotário lembra-nos a necessidade de focalizarmos o objectivo nos outros em vez de o focalizarmos em nós, desprende-nos do nosso egoísmo e torna-nos pes­soas melhores. “Há mais alegria em dar do que em receber”, diz Jesus.
Finalmente o tempo para as coisas. Também é importante dedicar tempo às coisas de que gostamos. Ter tempo para apreciar a natureza e cultivar um jardim ou uma horta, ter tempo para o lazer e o desporto, ter tempo para a aventura e o descanso, ter tempo para cui­dar da casa e da sua imagem, etc. Tudo é importante na vida quando realizado com amor e há pequenos pormenores nas nossas ocupações que fazem grandes diferenças. O que mar­ca essa diferença é sempre o objectivo que nos move em cada realização.
Administrar bem o tempo é, pois, o grande desafio que se coloca diante de nós. Um dia, quando comparecermos diante do Senhor do tempo, Ele nos perguntará: que fizeste do Meu tempo? A resposta a esta pergunta deparar-se-á diante de nós em ecrã gigante e a ver­dade das nossas prioridades definirá a assertividade ou não da nossa vida. De uma coisa podemos estar certos - não teremos nova oportunidade para viver o que foi vivido. O tempo é coisa tão rara quanto preciosa, não nos podemos permitir desperdiçar as oportunidades que nos foram dadas com amor.
Quando o nosso tempo coincidir com o tempo de Deus, então seremos plenamente felizes, mas esse momento deixará de chamar-se tempo e será eternidade!
Pe. José Augusto

domingo, 27 de setembro de 2009

Consenso alimentar


(Peixe: símbolo dos cristãos.
As iniciais em grego correspodem à expressão: Jesus Filho de Deus Salvador)

"Poucas carnes, pouco açucar, poucas gorduras, de preferência de ave ou de peixe, muitos frutos e legumes, pratos que apresentem variedade de alimentos, um bom copo de vinho e, de vez em quando, uma barra de chocolate ou um cálice de uma bebida alcoólica... Não é na verdade um regime de asceta. E isso não nos impede de matarmos o nosso porco ou o nosso borrego para festejarmos".

(AA.VV, Viver mais e melhor. Editorial Presença: Barcarena 2006;
Imagem: Desafios. EMRC 7.º Ano)

Obrigado, Senhor, pela vida


Obrigado, Senhor,
por me teres dado a vida
e me teres ensinado e chamado a usá-la
como Tu fizeste com a tua.
Chamas-me todos os dias a ser Tua testemunha
na Igreja a que pertenço e no mundo em que vivo.
Chamas-me todos os dias
a viver com os outros e para os outros
na mesma entrega incondicional
em que Tu viveste e deste a vida por todos.
Chamas-me todos os dias a ser mensageiros da tua Ressurreição,
nomeadamente para aqueles que correm perigo de sucumbir
sob o peso doloroso da sua cruz.
Tu, que vês a minha vida e conheces todo o meu ser.
Ajuda-me a descobrir e a viver plenamente a minha vocação,
seguindo pelos teus caminhos, Senhor.

(in Somos +, 8.º Ano de Catequese, SNEC; Imagem: Desafios. EMRC 7.º Ano)

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Dar banho a um leproso

Um jornalista, entrevistando Madre Teresa, disse:
- Nem por um milhão de dólares eu daria banho a um leproso.
Ao que a Madre Teresa respondeu:
- O senhor não daria banho a um leproso nem por um milhão de dólares? Eu também não. Só por amor se pode dar banho a um leproso.

In Alicerces. A Civilização do amor. EMRC. Ensino Secundário.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Provérbios ao amor...

  • O amor não envelhece, morre criança.
  • O amor é um passarinho que não aceita gaiola.
  • O amor é como a Lua, quando não cresce, mingua.
  • Onde manda o amor, não há outro senhor.
  • As ausências curtas, acirram o amor; as longas, fazem-no morrer,
  • O amor dos asnos entra aos coices e sai aos bocados.
  • Quando o amor nos visita, a amizade se despede.
  • O amor novo vai e vem, mas o velho se mantém.
  • O amor olha de tal maneira que o cobre parece ouro.
In Livres para Amar. Educação Moral e Religiosa Católica, 8.º Ano. Moscavide: 2009.