Mostrar mensagens com a etiqueta Encontro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Encontro. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Não encontrei ninguém em Israel com tão grande fé

       Ao entrar Jesus em Cafarnaum, aproximou-se d’Ele um centurião, que Lhe suplicou, dizendo: «Senhor, o meu servo jaz em casa paralítico e sofre horrivelmente». Disse-lhe Jesus: «Eu irei curá-lo». Mas o centurião respondeu-Lhe: «Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa; mas diz uma só palavra e o meu servo ficará curado. Porque eu, que não passo dum subalterno, tenho soldados sob as minhas ordens: digo a um ‘Vai’ e ele vai; a outro ‘Vem’ e ele vem; e ao meu servo ‘Faz isto’ e ele faz». Ao ouvi-lo, Jesus ficou admirado e disse àqueles que O seguiam: «Em verdade vos digo: Não encontrei ninguém em Israel com tão grande fé. Por isso vos digo: Do Oriente e do Ocidente virão muitos sentar-se à mesa, com Abraão, Isaac e Jacob, no reino dos Céus» (Mt 8, 5-11).
       O encontro de Jesus com o Centurião mostra como é fundamental a tolerância e a colaboração com aqueles que não fazem parte da nossa religião, da nossa ideologia, do nosso partido, do nosso grupo. Por um lado a abertura do Centurião, um homem justo, honesto, crente, que recorre a Jesus, depois de ter ouvido maravilhas acerca d'Ele, pedindo auxílio, não para si ou para a sua família, mas para um dos seus criados a quem ele estima.
       Por outro lado, Jesus mostra claramente que não é preciso ser judeu, pertencer a esta ou àquela religião para se ser bom e para fazer o bem. É um convite à tolerância, à compreensão, ao acolhimento do bem que nos chega dos outros, uma vez que todo o bem nos aproxima de Deus. Mas isso não alivia a nossa responsabilidade, todos podem ser bons, mas pelo facto de sermos cristãos a nossa consciência deve estar ainda mais apurada...
       O testemunho que Jesus dá acerca do centurião foi assumido e sublinhado pela Igreja, incluindo na Eucaristia a sua profissão de fé: "Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa; mas diz uma só palavra e o meu servo ficará curado". (Na Liturgia: "Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei um palavra e eu serei salvo").

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Paróquia de Pinheiros | Festa do Emigrante 2017

       A festa mais importante para a comunidade é a da Padroeira, com a romaria anual a Santa Eufémia de Pinheiros. Aproveitando a presença dos nossos emigrantes, esta Festa do Emigrante, este ano a 13 de agosto, permite marcar presença daqueles que em setembro não possam participar na festa anual de Santa Eufémia.
       As fotos dizem respeito à parte mais religiosa, com a celebração da Santa Missa, com a Procissão com o andor de Santa Eufémia, com o momento de oração no cemitério, por todos os que lá estão sepultados, mas neste dia em especial pelos emigrantes falecidos.
       Belíssima música de fundo: Gandara - Dame Tus Ojos.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Escola da Fé sobre São João de Brito - 24.02.2017

       Sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017, mais uma sessão da Escola da Fé, desta feita, dedicada a São João de Brito, o missionário nascido em Portugal, em Lisboa, e morto na Índia. Esta sessão foi orientada pelo Pe. Diamantino Alvaíde, Pároco de Moimenta da Beira e de Cabaços e Coordenador Pastoral do Arciprestado de Moimenta da Beira - Sernancelhe - Tabuaço.
       Alguns dados da vida de São João de Brito:
1647 – Nascimento em Lisboa (1 de Março).
1656 – Com 9 anos entra na Corte como pagem.
1662 – Entrada no Noviciado da Companhia de Jesus (17 de dezembro).
1664 – Faz os votos no fim do Noviciado (25 de dezembro).
1665 – Estudos na Universidade de Évora.
1666 – Começa os estudos no Colégio das Artes, em Coimbra.
1673 – Ordenação sacerdotal.
1673 – Partida para a Índia (15 de março). Chegada a Goa (14 de setembro).
1674 – Inicia a ação missionária na missão do Maduré.
1686 – Primeiro «martírio».
1687 – Regresso a Portugal. Chega a Lisboa a 8 de setembro.
1690 – Parte novamente para a Índia (8 de abril). Chegada a Goa (2 de novembro).
1693 – Prisão e tormento (8 de janeiro).
1693 – Martírio em Oriur (4 de fevereiro).
1852 – Beatificação pelo Papa Pio IX (8 de abril).
1947 – Canonização pelo Papa Pio XII (22 de junho)
       Depois de percorrer datas e momentos da vida e da missionação de São João de Brito, o missionário que procurou inculturar o cristianismo na Índia, sem impor, mas propondo, tempo para perguntas e para um interessante debate sobre o martírio e o amor a Deus e ao Evangelho, a ligação ao filme recente de Martin Scorsese, Silêncio, adaptação ao cinema do romance de Shusaku Endo, que fala dos missionários portugueses no Japão, onde o cristianismo chocou com a cultura nipónica.
       Os minutos finais foram aproveitados para uma breve apresentação da Caminhada diocesana para a Quaresma-Páscoa deste ano pastoral de 2016-2017.
       Como vem sendo habitual, o encontro encerrou com um momento de convívio, entre o chá e bolos e a conversa animada.
       Algumas fotos desta sessão:
Outras fotos disponíveis sobre as sessões da Escola da Fé 2016-2017

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Encontro dos Crismandos com D. António Couto

       Mais um grupo de catequese que completou o percurso de 10 anos do itinerário proposto. O culminar deste percurso, quanto possível, leva à celebração do Sacramento do Crisma, agendado para sábado, dia 16 de julho de 2016.
       Da preparação imediata para o Crisma, o encontro com o Sr. Bispo D. António Couto por forma a conhecer os crismandos, aproveitando para sublinhar os aspetos mais importantes na celebração e no compromisso com o Sacramento do Crisma.
       No final da tarde do dia 13 de julho, D. António Couto, acompanhado do Sr. Pró Vigário Geral, encontrou-se com os crismandos, no Centro Paroquial e com as suas catequistas.
Às jovens crismandas de Tabuaço juntaram-se três jovens de Arcos e uma de Valença do Douro.
       D. António Couto procurando salientar os aspetos que, em seu entender, são mais importantes, provocou um diálogo com os presentes, de forma a envolver-nos a todos na reflexão proposta, sobre o compromisso como batizados e ainda mais como crismados. Através de alguns dos símbolos presentes na celebração - o óleo/azeite, a pomba, a imposição das mãos - D. António clarificou o conteúdo do Crisma. Crisma que nos remete para unção, para Cristo. Como ungidos somos outros Cristo's. A pomba, que em Israel anuncia a chegada da primavera (o primeiro verão), com a vida que desponta de novo. A imposição das mãos, mãos de Deus que tudo nos dão, mãos abertas que nada guardam para Si, mãos estendidas a dar-nos todo o bem. Às mãos abertas e estendidas de Deus hão corresponder as nossas mãos estendidas, abertas, para tudo recebermos de Deus, que tudo nos dá, e de mãos abertas para partilharmos tudo o que recebemos de Deus.
       Algumas fotos deste momento preparatório:

terça-feira, 26 de abril de 2016

Tabuaço - Confraternização dos grupos paroquiais

       No dia 16 de abril, ao fim da tarde, no Centro Paroquial de Tabuaço, encontro, convívio e confraternização das pessoas mais envolvidas nas atividades da paróquia, membros dos vários grupos paroquiais, conselho económico, catequistas, grupo coral, acólitos, GJT, leitores, participantes nas celebrações da Semana Santa e na Visita Pascal.
       Um momento diferente mas que ajuda a estreitar laços de amizade, fortalecendo também o compromisso com a comunidade paroquial.
       Algumas fotos deste dia:

Outras na página da Paróquia de Tabuaço no Facebook.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Papa Francisco - cultura do encontro

       Permito-me uma proposta: precisamos de gerar uma cultura de encontro. Perante a cultura do fragmento, como alguns quiseram chamar-lhe, ou da não-integração, nestes tempos difíceis ainda se nos exige mais: não favorecer quem pretende capitalizar o ressentimento, o esquecimento da nossa história partilhada, ou se regozija em debilitar vínculos...
         O homem de carne e osso, com uma pertença cultural e história concreta... é ele que deve estar no centro dos nossos desvelos e reflexões...
       Não se pode educar se estivermos desencaixados da memória. A memória é potência unificadora e integradora. Assim como o entendimento entregue às suas próprias forças desobstrui, a memória vem a ser o núcleo vital da uma família ou de um povo. Uma família sem memória não merece tal nome. Uma família que não respeita e não cuida dos seus avós, que são a sua memória viva, é uma família desintegradora; mas uma família e um povo que se recordam são uma família e um povo com futuro...
        Para quem não tem passado, não há nada realizado. Tudo é futuro, há que fazer tudo a partir do zero...
       Juntarmo-nos em harmonia, sem renunciar ao que é nosso, a algo que nos transcende.
       E isto não pode fazer-se por via do consenso, que nivela por baixo, mas sim pelo caminho do diálogo, da confrontação de ideias e do exercício da autoridade.
       ... o diálogo requer paciência, clareza, boa vontade para com o outro. Não exclui a confrontação, de diversos pontos de vistas, sem no entanto usar as ideias como armas mas como luz. Não abdiquemos das nossas ideias, utopias, propriedades ou direitos, renunciemos apenas à pretensão de que sejam únicos e absolutos...

in Jorge Bergoglio/Papa Francisco, O Verdadeiro poder é servir.

sábado, 6 de julho de 2013

Encontro de D. António com os Crismandos

       Na véspera da celebração do Sacramento da Confirmação, o Sr. Bispo, D. António, acompanhado pelo Sr. Vigário-Geral, Mons. Joaquim Dias Rebelo, encontrou-se com os 17 jovens adolescentes, suas catequistas, pároco, para um momento de reflexão/aproximação.
       Oportunidade para D. António conhecer os Crismandos, e para este se sentirem mais próximos e à vontade com o Pastor da Diocese de Lamego.
       Oração inicial, trocas das primeiras palavras, e a primeiro sugestão: leitura da unção de David - 1 Samuel 16. Deus envia Samuel a Jessé de Belém. Jessé tem vários filhos. Samuel manda que lhe apresentem um a um, os filhos, a começar pelo mais velho. Desfilam diante de Samuel os filhos de Jessé, mas nenhum, nem o mais velho, cuja belo aspeto impressiona, nem os outros são os escolhidos. 7 filhos e nenhum é o escolhido de Deus. Deus vai respondendo a Samuel - não te deixes impressionar pelo aspeto. "O homem vê as aparências, mas o SENHOR olha o coração". Samuel vendo que nenhum daqueles fora o escolhido por Deus pergunta a Jessé se tem mais filhos. Jessé lembra-se que ainda tem um garoto, David, a guardar o rebanho. É precisamente aquele, que quase não conta, que Deus escolhe para ungir como Rei,
       D. António centrou a sua reflexão nesta passagem da Bíblia, dizendo que Deus não olha à aparência. Se fosse hoje talvez não escolhesse os que têm as suas caras em cartazes mas talvez alguém que ninguém estivesse à espera. Deus olha ao coração.
       Sobre a unção, o gesto... que aponta para o coração. Naquele tempo, e no Oriente, a unção é abundante, sobre a pessoa, com a esperança que o óleo penetre até ao coração. Jesus é o Ungido/Cristo/Messias. Os 17 jovens são ser ungidos. São outros Cristo(s). Então, se são Cristo, têm que agir como Ele, com amor, atendendo aos mais frágeis.
       Outro dos aspetos sublinhados e relacionando com a Confirmação, a imposição das mãos, invocando o Espírito Santo. Mãos sobre a assembleia, sinal de bênção, como Deus. As mãos estendidas não tem nada, assim Deus, não tem nada, dá tudo. As mãos abertas e viradas para baixo, não sustentam nada. Também as de Jesus Cristo, estendido na Cruz, de mãos abertas, cravadas, tudo é dado.
       Quem recebe, tem as mãos estendidas, viradas para cima, abertas, recebem e distribuem. O pecado é quando alguém fecha as mãos, querendo apenas para si, como Eva no paraíso, agarra o fruto e reserva-o para si e para o homem. Usurpa o DOM.
       Na parte final, uma pequena estória. Deus criou a pomba. No primeiro dia, pouco depois de pousar no chã, veio um gato, mais forte, e deixou-a de rastos. Então a pomba foi ter com Deus e disse-lhe: como é que pode ser uma coisa destas, a mim deste-me duas patas, fininhas, frágeis e ao gato, mais forte, e com quatro belas patas, assim não pode ser, ele dá cabo de mim. Então Deus colocou-lhe duas asas. A pomba, satisfeita da vida, lá andava toda contente. Vem o gato e de novo a deixa em frangalhos. De novo a pomba vai ter com Deus e protesta: já não bastava duas pequenas patas, franzinas, e ainda que puseste mais peso em cima, assim não me posso quase mexer, o gato dá cabo de mim. Deus respondeu-lhe: estúpida pomba (ingénua), eu não te dei as asas para te pesarem mas para suportarem o teu peso. Nesta belíssima imagem, o convite de D. António aos jovens para se voem, alegres, com Jesus Cristo, ungidos pelo Espírito, no coração, não desistam de voar...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

"Nunca escondais Deus e nunca vos escondais de Deus"

       No dia 21 de janeiro, segunda-feira, o Sr. Bispo D. António, juntamente com o Sr. Vigário-Geral, Pe. Joaquim Dias Rebelo, tinha hora marcada com os sacerdotes mais jovens desta nossa Diocese de Lamego, da parte da manhã na Casa de São José.
       O limite: sacerdotes ordenados desde o ano 2000. Ao todo estávamos 23 sacerdotes, sendo eu o mais antigo, de 2000, nascido e batizado na paróquia de São Pedro de Penude e o primeiro a ser ordenado na Diocese por D. Jacinto Botelho, e o mais recente, em julho passado, o Pe. Ricardo Barroco, nascido e batizado na paróquia de São Pedro de Penude, o primeiro a ser ordenado na Diocese por D. António Couto. Outra curiosidade, dois sacerdotes a servir em duas Dioceses vizinhas, Bragança-Miranda e Aveiro.
(A imagem não corresponde à notícia. Esta foi tirada na passagem de D. António Couto, por Tabuaço, na Santa Casa da Misericórdia, aquando da bênção das obras do santuário do Sabroso)

D. António Couto, depois da oração - Hora Intermédia - sugeriu-nos alguns aspetos para meditar, começando por evocar a virgem emártir Santa Inês, que a Igreja celebra neste dia.

       MEDITAR - médico, medicina... Meditar a Palavra de Deus para curar a nossa vida.
       Deus escreve em nós. Escreve o Perdão. "Nunca escondais Deus e nunca vos escondais de Deus"
       O último texto de Deus é a CRUZ. Na Cruz está escrita a nossa estupidez, mas está também escrito o nosso perdão. O AMOR é mais forte que a nossa estupidez.
       A nossa MISSÃO é EXPOR Deus e expormo-nos a Deus.
       Segundo PIO XII a maior heresia do século XX é o ATIVISMO - Eu em movimento. É nosso. É meu. Sou EU o centro. Sou eu que faço.
       No último Síndo dos Bispos sublinou-se precisamente que a Igreja não é chamada tanto a FAZER mas sobretudo a DAR A CONHECER o que Deus fez - REZAR (dar a conhecer o que Deus fez/faz).
       Um encontro leva tempo... 
       SACRAMENTO DA RECONCILIAÇÃO - por aí passa a plenização do nosso sermos cristãos e sacerdotes.
       REZAR - dizer a história de Deus connosco. A Palavra de Deus é o que está antes da História.
       LITURGIA das HORAS - viver todas as horas... encher os nossos dias com a Palavra de Deus.
O que mais importa é NÓS estarmos disponíveis...
       O trabalho não deve ser o meu dono. Daí a importância do descanso e do DOMINGO... importa não me deixar dominar pelo trabalho.
       DEUS nunca é HABITUAL, sempre nos surpreende.
       O ESSENCIAL - oração/meditação.

       Houve depois tempo para diálogo, refletindo algumas vivências paroquais, seguindo-se almoço de confraternização. Mais uma oportunidade de refletirmos DEUS e o ministério sacerdotal.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Ninguém tem muitos amigos

Neste mundo cada vez mais distante e deserto é urgente preservar o amigo, viver o amor, para que não se seja apenas mais um
       A maior parte daqueles que nos estão próximos farão as malas assim que o céu se cobrir de nuvens. Bem a tempo de não lhes cair nenhuma lágrima nossa em cima.
        Mas, infelizmente, também nós somos dos que se afastam quando os que connosco contam de nós precisam...
        Talvez o leitor se julgue bem-aventurado por contar com muitos amigos. Mas a sabedoria antiga adverte que vive feliz aquele que nunca tenha de pôr à prova os seus amigos... Mais, julgamo-nos a nós próprios, quase sempre, como bons amigos de outrem... mas será que somos capazes de o ser de verdade? Qual o limite de adversidade a partir do qual abandonaríamos esse papel? Afinal, a dureza da prova de amizade em nada se compara à troca de sorrisos depois de uma piada. A vida real é a sério, passa por muitos caminhos duros até... encontrar caminhos ainda mais duros. Sermos capazes de pensar em alguém que não em nós mesmos é, neste cenário, algo arrojado. Raríssimo. Quase ilógico. Sem reciprocidade garantida. Solitário.
        É comum (e errado) o preconceito de que todas as pessoas amam. Como se amar fosse uma espécie de prémio distribuído de forma universal e personalizada a todos e cada um dos seres humanos. Não. Muito longe disso. Poucas pessoas são capazes de amar, porque isso não é nenhuma recompensa, mas uma firmeza capaz de seguir adiante pelos trilhos mais impiedosos. Quase um castigo voluntário em nome de algo maior que nós.
        Há ainda que ter em conta que as coisas que não têm fim assustam qualquer espírito menos sólido, porque comprometem a essência de uma forma não egoísta, não lhe permitindo vaguear/errar ao sabor dos prazeres imediatos. É bem mais simples do que parece: um amor que acaba prova que nunca chegou sequer a existir.
        Hoje, com as novas tecnologias, a ilusão da proximidade é de tal forma convincente que cada vez há mais distâncias... pobrezas que se escondem por detrás de horizontes em forma de montras de intimidade... gritos desesperados de quem se vê num deserto de emoções... onde todos parecem felizes mas, na verdade, cada um vive no fundo de um poço. E porque hoje se busca mais ser resgatado do que resgatar, há cada vez mais vítimas e menos heróis...
        Nascemos sós e morreremos sós.
        À tristeza da solidão não faltam nem beleza nem grandeza. Mas o abandono dos que julgávamos chegados revela tanto sobre eles (os que partiram antes mesmo de chover) como a respeito de nós mesmos que, crédulos, julgámos ser uma excepção. Cumpre-nos não lhes seguir o exemplo.
        Se ser amigo é raro, abrigar um amor no coração é-o superlativamente. Nem todos os caminhos são para todos os caminhantes e, perante os mais penosos, apenas aqueles que percebem que há valores mais altos que a própria vida seguem adiante. Caminham mesmo descalços por onde for necessário para não deixar o amigo só.
        Há quem considere que a amizade é uma forma de amor. Concordo. O que ama é um amigo absoluto. Sem porquês nem para quês. Apenas para se ser quem se é. Dão-se as mãos e enfrentam-se as tempestades. Vive-se, e morre-se, sem nunca fazer contas ao que passou. Olhos postos no sonho. O verdadeiro amigo será feliz ainda que numa vida carregada de sofrimento, porque a sua existência tem sentido, ao contrário da esmagadora maioria dos demais.
        Neste mundo cada vez mais distante e deserto é urgente preservar o amigo, viver o amor, para que não se seja apenas mais um.
        É a mais impiedosa das tempestades que naufraga perante a firmeza de um amor autêntico. Afinal, nenhuma tormenta dura para sempre.

José Luís Nunes Martins, i-online 18 Ago 2012, in POVO.

domingo, 6 de maio de 2012

Encontro bíblico: Páscoa, Ascensão, Pentecoste

       No dia 24 de abril realizou-se um encontro de reflexão bíblica, no Centro Paroquial de Tabuaço, tomando o texto de Roberta Taverna, da coleção de Mapas bíblicos. Para ajudar a meditar o texto foi convertido em diaporama, que ora disponibilizamos:

terça-feira, 24 de abril de 2012

Música cristã: "Sereis minhas testmunhas"

       Música de inspiração bíblica, da autoria do Pe. Marcos Alvim, sacerdote da nossa Diocese de Lamego, e utilizada na dinâmica do Encontro de Reflexão Bíblica, proposta à comunidade paroquial, para o início da noite de 24 de abril, no Centro Paroquial de Tabuaço:

Encontro de Reflexão Bíblica - 24 de abril

DESTINATÁRIOS
todos os paroquianos, os membros dos vários grupos paroquiais: acólitos, leitores, catequistas, conselho económico, jovens, coral, zeladoras, ...

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Ecografia - preparação dos jovens para o Advento

       O SDPJ de Lamego levou a efeito mais um dia de encontro, oração, reflexão, no passado dia 19 de novembro, em Armamar, para preparar o Advento. Da paróquia de Tabuaço estiveram presentes 17 jovens, acompanhados pela Catequista e responsável pelo grupo. Aqui ficam, em formato de vídeo, alguns desses momentos, através das fotos que o secretariado disponibiliza também na sua página no facebook.

domingo, 9 de outubro de 2011

Primeiro dia de Catequese e do Ano Pastoral

       Outubro é o mês de retomar a Catequese Paroquial, bem assim como as diversas actividades e celebrações que dinamizam a vida da paróquia.
 
 
 
       Sábado, 8 de Outubro, voltámos em força ao Centro Paroquial , para num ambiente de festa e alegria nos sentirmos mais próximos uns dos outros. Os jovens, com as catequistas, ajudaram a ambientar os que vieram pela primeira ve, mas também todos os outros, para que o regresso pudesse ser apreciado por todos. Depois de uma parte mais recreativa, a celebração da Eucaristia, parte integrante da Catequese, ou, dito de outra forma, a catequese procura levar o cristão à Eucaristia, e da Eucaristia nasce a melhor e mais autêntica catequese, como vivência, como anúncio, como testemunho de que Jesus Cristo vive em nós, no meio de nós, e Se nos dá na Palavra proclamada e no Pão repartido.
 
       No final do dia, pelas 21h00, reunião com os diversos grupos paroquiais para programar os diversos tempos pastorais, reflectindo sobre a vida comunitária e os momentos mais marcantes ao longo do ano pastoral que agora se inicia. 

       Abaixo as fotos em formato de vídeo do primeiro dia de Catequese, tendo por música de fundo a bonita canção da Fraternidade Verbum Dei, Passo a Passo, Grão a Grão.
Para ver todas as fotos do Primeiro dia da catequese, para lá do vídeo, pode aceder ao facebook.

domingo, 17 de abril de 2011

Deixar-se transformar pelo Espírito Santo

Na Sua Mensagem para esta Quaresma 2011, Bento XVI diz o seguinte...:

        O itinerário quaresmal, no qual somos convidados a contemplar o Mistério da Cruz, é «fazer-se conformes com a morte de Cristo» (Fl 3, 10), para realizar uma conversão profunda da nossa vida: deixar-se transformar pela acção do Espírito Santo, como São Paulo no caminho de Damasco; orientar com decisão a nossa existência segundo a vontade de Deus; libertar-nos do nosso egoísmo, superando o instinto de domínio sobre os outros e abrindo-nos à caridade de Cristo. O período quaresmal é momento favorável para reconhecer a nossa debilidade, acolher, com uma sincera revisão de vida, a Graça renovadora do Sacramento da Penitência e caminhar com decisão para Cristo.
       Queridos irmãos e irmãs, mediante o encontro pessoal com o nosso Redentor e através do jejum, da esmola e da oração, o caminho de conversão rumo à Páscoa leva-nos a redescobrir o nosso Baptismo. Renovemos nesta Quaresma o acolhimento da Graça que Deus nos concedeu naquele momento, para que ilumine e guie todas as nossas acções. Tudo o que o Sacramento significa e realiza, somos chamados a vivê-lo todos os dias num seguimento de Cristo cada vez mais generoso e autêntico. Neste nosso itinerário, confiemo-nos à Virgem Maria, que gerou o Verbo de Deus na fé e na carne, para nos imergir como ela na morte e ressurreição do seu Filho Jesus e ter a vida eterna.

domingo, 10 de abril de 2011

Deus criou-nos para a ressurreição e para a vida

Na Sua Mensagem para esta QUARESMA 2011, Bento XVI diz o seguinte sobre este V Domingo de Quaresma:

       Quando, no quinto domingo, nos é proclamada a ressurreição de Lázaro, somos postos diante do último mistério da nossa existência: «Eu sou a ressurreição e a vida... Crês tu isto?» (Jo 11, 25-26). Para a comunidade cristã é o momento de depor com sinceridade, juntamente com Marta, toda a esperança em Jesus de Nazaré: «Sim, Senhor, creio que Tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo» (v. 27). A comunhão com Cristo nesta vida prepara-nos para superar o limite da morte, para viver sem fim n’Ele. A fé na ressurreição dos mortos e a esperança da vida eterna abrem o nosso olhar para o sentido derradeiro da nossa existência: Deus criou o homem para a ressurreição e para a vida, e esta verdade doa a dimensão autêntica e definitiva à história dos homens, à sua existência pessoal e ao seu viver social, à cultura, à política, à economia. Privado da luz da fé todo o universo acaba por se fechar num sepulcro sem futuro, sem esperança.

domingo, 3 de abril de 2011

Com o milagre da cura, Jesus abre o nosso olhar

Na Sua Mensagem para esta Quaresma 2011, Bento XVI diz o seguinte sobre este IV Domingo de Quaresma:

       O domingo do cego de nascença apresenta Cristo como luz do mundo. O Evangelho interpela cada um de nós: «Tu crês no Filho do Homem?». «Creio, Senhor» (Jo 9, 35.38), afirma com alegria o cego de nascença, fazendo-se voz de todos os crentes. O milagre da cura é o sinal que Cristo, juntamente com a vista, quer abrir o nosso olhar interior, para que a nossa fé se torne cada vez mais profunda e possamos reconhecer n’Ele o nosso único Salvador. Ele ilumina todas as obscuridades da vida e leva o homem a viver como «filho da luz».

terça-feira, 22 de março de 2011

Encontro de Jesus com a Samaritana...

       1 – A nossa vida é marcada por muitos encontros (e desencontros também).
       Cada encontro deveria ser único, e de alguma maneira é, pois não se volta a repetir nas mesmas circunstâncias, mas único no sentido de transformar a minha, a nossa vida, para sempre. O outro “impõe-se”, não se reduz a mim, é uma interpelação, como dizia o grande filósofo E. Levinas, veicula o imperativo: “Não matarás”. O outro é apelo, desafio, testemunho do Infinito. Irrompe na minha vida, diz-me não à aniquilação.
       O mandamento “não matarás” assume-se positivamente pelo mandamento do amor. Acolher, respeitar, dignificar, dar a vida ao outro e pelo outro. O rosto do outro envia-me para o Totalmente Outro, que para nós Se converte em Totalmente próximo, Deus connosco.

       2 – Entramos na dinâmica de Jesus e do seu evangelho de amor. Encontra-nos. Mostra-nos respeito, amor até ao limite. É, como muito bem sublinha Bento XVI, um Deus bom “cuja vingança é a Cruz, o NÃO à violência, o amor até ao fim, até ao extremo. É este Deus de que temos necessidade… opõe à violência o seu sofrimento; … perante o mal e o seu poder, como limite e superação, a sua misericórdia”.
       Jesus torna-se último por nós. O Seu amor e a Sua entrega estão presentes o tempo todo, ao longo da sua vida, tratando cada ser humano como pessoa, com um rosto, com um nome e não apenas pelos comentários que Lhe chegam ou pela opinião de terceiros. Deixa de lado todo o preconceito. Não rotula as pessoas, acolhe-as no seu íntimo.
       3 – O encontro de Jesus com a samaritana é estranho (Jo 4, 1-42).
       Os judeus e os samaritanos são inimigos. Não se falam. Acrescente-se o facto de Jesus ficar sozinho com aquela mulher. Quando chegam, os Apóstolos ficam boquiabertos, como é possível o Mestre estar a conversar com uma mulher e ainda por cima samaritana.
       Para Jesus, o encontro é uma oportunidade de conversão, de anúncio do Evangelho. Entabula diálogo com a samaritana pedindo-lhe de beber, para de seguida lhe dizer: “Se conhecesses o dom que Deus tem para dar e Quem é que te diz: ‘dá-me de beber’, tu é que lhe pedirias, e Ele havia de dar-te água viva!”
       Jesus não insulta a mulher, não Se afasta, deixa que ela se aproxime, física mas também espiritual e afectivamente. Jesus convida-a à conversão profunda, à mudança de vida. Ela, olhando para Jesus descobre a sua vida, descobre a sua dignidade. Jesus não força, propõe. Doravante não será mais a mesma. Ela própria corre a anunciar Jesus aos seus conterrâneos.

       4 – Em tempo de Quaresma, Jesus interpela-nos também a nós, pessoal e comunitariamente. A água viva, Jesus Cristo, é uma proposta de vida. Não podemos ficar indiferentes. Os mistério da morte e ressurreição de Jesus exige de nós uma tomada de decisão. Vamos, como a samaritana, a correr alegremente anunciar que Jesus nos diz quem somos?!
       Senhor, dá-nos dessa água viva!

Editorial Voz Jovem, n.º 95, Fevereiro 2008.
  • NOTA: O Evangelho do próximo Domingo, III da Quaresma, 27 de Março de 2011, é precisamente o do encontro de Jesus com a mulher samaritana.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Sacerdotes de Lamego in Rio Douro

       Aproximadamente meia centena de sacerdotes da Diocese de Lamego, incluído meia dúzia de seminaristas maiores, encontraram-se em convívio sacerdotal no RIO DOURO, apreciando o que Miguel Torga classificou com "Excesso de Beleza". A organização esteve a cargo do Seminário Maior de Lamego. O primeiro ajuntamento, no Seminário Maior, para depois todos se encontrarem no Pinhão. Daqui partimos em Barco até ao Pocinho, e do Pocinho ao Pinhão regressámos de comboio. Ficam algumas imagens e pequenos vídeos, deste convívio sacerdotal, que contou também com a presença do Sr. Bispo, D. Jacinto, do Sr. Vigário Geral.
       Imagens dos sacerdotes e da paisagem deslumbrante das margens do Rio Douro:

       Pequenos vídeos:

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Catequese no Seminário de Resende - imagens

       No dia 5 de Junho, Sábado, a Catequese teve um doa diferente, passado no Seminário de Nossa Senhora de Lourdes, ou Semináro Menor de Resende. Foi um dia de festa, de convívio, com diversos momentos: visita, oração, jogos... Neste diaporama encontram-se algumas imagens ilustrativas deste encontro da Catequese de Tabuaço com o Seminário de Resende.
       Aproveite ainda para ouvir a música inerpretada pelo Pe. Marcos Alvim, o Hino da Jornada Diocesana da Juventude, realizada em Tabuaço, no ano de 2001: