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sexta-feira, 3 de junho de 2016

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus - ano C

       Celebramos a solenidade do Sagrado Coração de Jesus, neste mês de junho que Lhe é especialmente dedicado, e cuja devoção popular está disseminada um pouco por todo o lado.
       "A liturgia deste dia convida-nos a contemplar a bondade, a ternura e a misericórdia de Deus pelos homens – por todos os homens, sem excepção. Como imagem privilegiada para exprimir esta realidade, a Palavra de Deus utiliza a figura do Pastor: Deus é o Pastor que, com amor, cuida do seu rebanho.
       A primeira leitura (Ez 34, 11-16) apresenta Deus como um “bom pastor” (contraposto aos líderes de Israel, os “maus pastores” que conduziram o Povo por caminhos de egoísmo e de morte), cuja preocupação fundamental é o bem-estar do seu rebanho; nesse contexto, o profeta anuncia a obra do Pastor/Deus: libertação do rebanho/Povo, o êxodo para a terra da liberdade, a condução do rebanho para “pastagens excelentes” e os cuidados amorosos que o Pastor dispensará a cada uma das suas ovelhas.
       A segunda leitura ( Rom 5, 5b-11) lembra-nos que o amor de Deus se derrama continuamente sobre os homens. A prova cabal desse imenso amor é Jesus Cristo, o Filho que o Pai enviou ao nosso encontro para nos libertar do egoísmo e do pecado e que deu a própria vida para que o projecto de amor do Pai se concretizasse e atingisse a humanidade inteira.
       O Evangelho ( Lc 15, 3-7) retoma a imagem do Deus/Pastor, cujo amor se derrama, de forma especial, sobre as ovelhas feridas e perdidas do rebanho. Dessa forma, sugere-se que o Pastor/Deus não só não exclui ninguém da sua proposta de salvação – nem sequer aqueles que, pelas suas atitudes “politicamente incorrectas” são marginalizados pelos outros homens – mas até tem um “fraco” especial pelos excluídos: são precisamente esses os destinatários privilegiados do amor de Deus".
Disse Jesus aos fariseus e aos escribas a seguinte parábola: «Quem de vós, que possua cem ovelhas e tenha perdido uma delas, não deixa as outras noventa e nove no deserto, para ir à procura da que anda perdida, até a encontrar? Quando a encontra, põe-na alegremente aos ombros e, ao chegar a casa, chama os amigos e vizinhos e diz-lhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida’. Eu vos digo: Assim haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se arrependa, do que por noventa e nove justos, que não precisam de arrependimento».
Oração de coleta:
       Concedei, Deus todo-poderoso, que ao celebrar a solenidade do Coração do vosso amado Filho, recordemos com alegria as maravilhas do vosso amor e mereçamos receber desta fonte divina a abundância dos vossos dons. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

A vida do Santo Cura d'Ars

       Estamos a viver o ano sacerdotal. convocado pelo papa Bento XVI, por ocasião dos 150 anos da morte de João Maria Vianney, apresentando-o como exemplo para todos os sacerdotes, mas também para cada cristão, na sua dedicação permanente à vivência do Evangelho, à intimidade com Jesus Cristo, na proximidade com os mais pobres e os mais pecadores, para a todos levar ao bom Deus.
       De entre outros trabalhos, fica aqui esta breve biografia do Santo Cuira d'Ars, em formato de Banda Desenhada...

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

São Sebastião, Padroeiro da Diocese de Lamego

       1 – O padroeiro principal da Diocese de Lamego, é São Sebastião, ao qual se junta Santo Agostinho, padroeiro secundário..
        Quando uma terra e/ou uma comunidade escolhe um patrono isso deve-se ao seu carisma e à vontade de seguir a sua determinação e o exemplo da sua vida. Os santos mártires ganharam uma enorme projeção nas comunidades cristãs dos primeiros séculos e pelos séculos seguintes.
       É nesta perspetiva que São Sebastião, Santa Eufémia, Santa Inês, Santa Luzia, Santa Leocádia, São Vicente, diácono, Santa Bárbara, se impõem por todo o mundo cristão, pelo testemunho de fidelidade ao Evangelho, a Jesus Cristo, arriscando a própria vida. Foi também uma forma de catequizar as comunidades, pregar através de exemplos concretos.
       São Sebastião, que se celebra a 20 de janeiro, dia da sua morte, é a nossa escolha para janeiro, para também nós, unidos à Diocese, procurarmos acolher o testemunho da sua vida, na fidelidade à Igreja, no compromisso com o nosso tempo e com este mundo em que vivemos.
       É mais uma figura do ano sacerdotal que nos interpela. A coragem demonstrada diante dos perseguidores, diante dos algozes, desvela-nos o rosto de Deus, que em Cristo Jesus, Se entrega inteiramente à humanidade.
       2 – Descendente de uma família nobre, terá nascido em Narbona, sul de França, em meados do século III. Segundo a maioria dos estudiosos, os seus pais eram de Milão, onde cresceu até se mudar para Roma. Mas também há quem defenda que o pai era natural de Narbona e Sebastião tenha nascido em Milão.
       Em nome da religião enveredou por uma carreira militar, para desse modo defender os cristãos que sofriam uma terrível perseguição. As suas qualidades são amplamente elogiadas: figura imponente, prudência, bondade, bravura, era estimado pela nobreza e respeitado por todos. O imperador Diocleciano, reconhecendo nele a valentia e desconhecendo a sua religião, nomeou-o capitão general da Guarda Pretoriana. Animava os condenados para que se mantivessem firmes e fiéis a Jesus Cristo.
       Cada mártir que surgia era um alento para Sebastião. Foi denunciado por Fabiano, então Governador Romano. Diocleciano acusou-o de ingratidão. Foi cravado por flechas, até o julgarem morto. Santa Irene encontrou-o e tratou-o. Depois de restabelecido voltou junto do imperador. Este mandou que fosse chicoteado até à morte e depois deitado à Cloaca Máxima, o lugar mais imundo de Roma. O corpo foi recuperado e sepultado nas catacumbas da Via Ápia. Faleceu a 20 de janeiro de 288, ou 300.

       3 – O tempo e o ambiente em que vivemos não é de perseguição declarada aos cristãos, mas a nossa tarefa não é mais fácil que a de São Sebastião. A sua fé confrontou-se com a perseguição, ajudando aqueles que estavam próximos de desanimar.
       Quantas vezes nos deixamos contagiar por um contexto, por valores e leis contrários à fé que professámos? Quantas oportunidades para nos afirmarmos cristãos? Quantas formas de perseguição aos valores que defendemos? Quantos cristãos precisam que os animemos na sua fé, na sua caminhada espiritual?!
       São Sebastião, rogai por nós!

quinta-feira, 28 de março de 2013

Carta a Jesus numa Quinta-feira

       A quinta-feira é dedicada ao sacerdócio e à Eucaristia.
       Foi na Quinta-feira Santa, durante a Última Ceia, que Jesus instituiu o sacerdócio e a Eucaristia: "Fazei isto é memória de Mim". São os dois temas principais do Ano Pastoral na nossa Diocese de Lamego. O Ano Sacerdotal, convocado pelo Papa Bento XVI, por ocasião do 150.º aniversário da morte do Santo Cura d'Ars, e a Eucaristia, como proposta do nosso Bispo, D. Jacinto, para o último ano do terceiro triénio do seu pontificado à frente da Diocese de Lamego.
       O texto que se segue, em forma de carta a Jesus, ajuda-nos a situar-nos diante deste grandiloquente mistério:

 Meu querido Jesus
       Hoje é Quinta-feira, dia da semana em que a Igreja faz memorial da instituição da Eucaristia, a graça imensa que nos quiseste dar durante a Última Ceia.
       Por isso mesmo, querido Jesus, quero-te pedir perdão por todas as vezes em que participo na Santa Missa e apenas está presente o meu corpo, porque a minha cabeça, os meus pensamentos e às vezes até o meu coração, vagueiam pelos meus problemas do dia-a-dia, por tantas situações que nada têm a ver com aquele momento, e por isso mesmo não me deixo envolver na Tua presença de amor.
       Peço-Te perdão também, por todas as vezes em que Te recebo como alimento para a vida de fé que me deste, e o faço de um modo rotineiro, como se de um hábito “mecânico” se tratasse, quase não dando conta do extraordinário Mistério que nos deixaste para nossa Salvação, não realizando sequer que és Tu mesmo que Te dás como Alimento a mim, pobre pecador.
       Peço-Te perdão ainda, querido Jesus, porque às vezes, depois de Te receber em mim, em vez de Te adorar, amar e louvar, apenas penso em pedir, pedir para mim e para os outros, querendo mais ser consolado do que consolar.
       Querido Jesus, perdoa-me também, por todas as vezes em que tenho tanta pressa para me ir embora, quase não deixando a Santa Missa acabar, e sobretudo não Te agradecendo a graça de mais uma Eucaristia a que me chamaste a participar, a celebrar, para por mim e por todos Te entregares.
       E também, meu adorado Jesus, perdoa-me por tantas vezes criticar o Sacerdote, porque demora muito ou pouco, porque a homília não me agrada, e até pela crítica e julgamento que tantas vezes faço daqueles que acolitam, lêem, ou ajudam na distribuição da Comunhão.
       Pobre de mim, que mesmo na Tua presença real e verdadeira, tantas vezes me deixo levar pelos meus orgulhos e vaidades, em vez de baixar a cabeça e humildemente dizer: «Senhor, eu não sou digno…».
       Tem piedade, querido Jesus, deste pobre pecador, que apesar da sua fraqueza, crê em Ti, confia em Ti e Te agradece pelo Teu infinito perdão, pelo Teu eterno amor, pela Tua entrega permanente, por todos e por mim, ao Pai.
       Dá um beijo a Tua Mãe e diz-lhe que eu confio muito n’Ela, e que preciso muito que me guie no caminho da humildade, no caminho do Sim.
       Intercede por todos e por mim junto do Pai Criador e não Te esqueças, querido Jesus, de derramares em todos e em mim, como eu fracos e pecadores, o Espírito Santo que coloca a oração em nós e nos ensina, (como ensinou Tomé), a dizer: «Meu Senhor e meu Deus!»
       Um abraço e um beijo deste Teu irmão muito pequenino, pobre pecador, que Te quer amar cada vez mais e Te pede a Tua Bênção de amor.
Joaquim, in Que é a Verdade?

Outras cartas a Jesus: Segunda-feira; Terça-feira; Quarta-feira, e Sexta-feira.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Ordenações Sacerdotais - Diocese de Lamego

       A Diocese desde ontem conta com 4 novos sacerdotes: André Pereira, António Giroto, Bernardo Magalhães e José Filipe. A Celebração, presidida pelo Sr. Bispo D. Jacinto Botelho, contou com a presença de mais dois Bispos, D. António José Rafael, Bispo emérito de Bragança-Miranda, e D. Manuel António dos Santos, Bispo de S. Tomé e Príncipe, tio de André Pereira, e cerca de 100 sacedotes das dioceses de Lamego, Viseu, Bragança, Porto.
       Neste vídeo, do Gabinete de Impressa da Diocese de Lamego, podem visualizar-se algumas imagens da celebração de ordenação. Outros vídeos podem ser consultados no Canal da Diocese de Lamego no Youtube, ou no Blogue da Diocese.

sábado, 19 de junho de 2010

Ordenação de 4 novos sacerdotes

       O Ano Sacerdotal, para o qual o Santo Padre Bento XVI convocou toda a Igreja, terá a sua conclusão assinalada, na Diocese de Lamego, com a ordenação de quatro novos sacerdotes e com a reunião do Conselho de Presbíteros, a realizar na próxima Sexta-feira, 25 de Junho.
       Mas como corolário deste ano as ordenações sacerdotais que serão no próximo Domingo, 20 de Junho, com início pelas 16h na Sé de Lamego, e serão presididas pelo Bispo da Diocese, D. Jacinto Botelho que, nos 10 anos que leva à frente dos destinos da Diocese, ordenou, até agora, 20 sacerdotes.
(António Giroto; José Filipe; Bernardo Maria; André Pereira)

       Os novos 4 sacerdotes da Diocese de Lamego serão: André Filipe Mendes Pereira, da paróquia de S. Joaninho, concelho de Castro Daire; António Jorge Gomes Giroto, de Mós, Paróquia de Parada de Ester, concelho de Castro Daire; Bernardo Maria Furtado de Mendonça Gago de Magalhães, da Paróquia de Carvalhido, concelho do Porto; José Filipe Mendes Pereira, da Paróquia de Nespereira, concelho de Cinfães.
       Todos eles esceveram um breve testemunho, que pode ser lido no blogue da Diocese.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Ser padre, segundo Bento XVI

       Bento XVI, na Vigília de Encerramento do Ano Sacerdotal, perante 11 mil sacerdotes procurou responder a algumas questões colocadas pelos sacerdotes presentes. Uma das questões foi sobre o celibato. Em tempo que a moda "é não casar", tanta constestação ao celibato...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Nas Tuas mãos, ó Cristo, eu me perco e me encontras!

       No próximo Domingo, 20 de Junho, a Diocese de Lamego vai ordenar 4 novos sacerdotes: André Pereira e António Giroto, de Castro Daire (São Joaninho e Parada de Ester, respctivamente), Bernardo Magalhães, de Paços de Ferreira, e José Filipe Pereira, de Cinfães.
       O testemunho dos 4, encontra-se no blogue da Diocese de Lamego. Transcrevemos o do André Pereira, por o conhecermos melhor: quando precisamos de pautas de cânticos litúrgicos, recorremos a ele, e no passado dia 5 de Junho tivemos a oportunidade de estar no Seminário de Resende, onde faz o seu estágio pastoral, com a catequese. Leia o belíssimo testemunho:

       Não há nada de mais belo do que viver segundo a vontade de Deus e entregarmo-nos completamente aquele que sabemos que nos ama. Ser padre, para mim, é realizar e aceitar, em primeiro lugar, esse convite que Jesus faz aos seus Discípulos: Vem e segue-me! Aceitando esse convite, nós vamos descobrindo alguém extraordinário, que é verdadeiramente nosso amigo, e que nós vamos descobrindo, mais cedo ou mais tarde, que vale mesmo apena uma entrega radical a Ele, sendo seu discípulos e apóstolo. Aliás, Ele não vale apena; vale a vida!
       É esta a grande certeza que descobri ao longo destes anos de caminhada em Seminário. E é com esta convicção que, ao abraçar a mensagem de amor, esperança e salvação de Deus e ir anunciá-la àqueles que mais precisam, que darei mais um passo, o grande passo, para uma entrega total a Ele.
       Que ao longo da minha vida poderei concretizar tudo aquilo que Deus espera de mim, com as minhas qualidades e defeitos. Que nos momentos de desconfiança, Ele transforme-os em momentos de confiança. Que nos tempos de medo, Ele transforme-os em momentos de coragem.
       É nas Tuas mãos, ó Cristo, mão de amor, mãos de ternura, mãos que transformam tudo o que tocam, eu consiga perder-me, neste gesto de entrega e abnegação radicais, acolhendo a tua mensagem e transmitindo-a aos irmãos mais necessitados. Faz, Senhor, que tudo aquilo que fizer em teu nome seja realmente feito para Tua memória.
       Nas Tuas mãos, ó Cristo, eu me perco e me encontras! - Este é o lema que me irá guiar na minha caminhada no sacerdócio, porque tenho a certeza que, quanto maior é a entrega maior é a perdição (de nós mesmos) e maior é a alegria do encontro (que Tu realizas e provocas).
       Assim Deus me ajude!

Diác. André Pereira

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Ser sacerdote...

       No Ano Sacerdotal, este diaporama mostra-nos o que significa ser sacerdote e a importância do mesmo na comunidade crente.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Padres: sejam homens de paz e alegria

Papa diz que os cristãos não devem aceitar injustiças como o aborto, mesmo que sejam legais

       Bento XVI pediu esta Quinta-feira que os padres de todo o mundo sejam homens de paz e de alegria ao longo da sua vida.
       “Como sacerdotes, somos chamados a ser, na comunhão com Jesus Cristo, homens de paz, somos chamados a opor-nos à violência e a confiar no poder maior do amor”, assinalou.
       O Papa falava na homilia da chamada “Missa Crismal”, esta manhã, celebração que se repete em todo o mundo e reúne o clero de cada Diocese em torno do seu Bispo.
       Para Bento XVI, é urgente rezar para que os padres sejam capazes de levar a alegria “a um mundo tão urgentemente necessitado da alegria que brota da verdade”.
       Os apelos do Papa alargaram-se a todos os cristãos, que apelidou de “pessoas de paz, pessoas que reconhecem e vivem o mistério da Cruz como mistério da reconciliação”.
       Recordando os mártires dos primeiros séculos do Cristianismo, Bento XVI indicou que a sua luta “consistia, e consiste, não no uso da violência”, mas no facto de estarem “prontos a sofrer pelo bem, por Deus”.
       “Também hoje, é importante para os cristãos não aceitar uma injustiça que é elevada a direito – por exemplo, quando se trata do assassinato de crianças inocentes ainda por nascer”, apontou, condenando o aborto.
       Na celebração são abençoados os óleos dos catecúmenos e dos enfermos e consagrado o Óleo do Crisma, a homilia de Bento XVI centrou-se na explicação do que significam os Sacramentos e os elementos da natureza a eles associados.
       O Papa recordou que na Igreja antiga “o óleo consagrado foi considerado, particularmente, como sinal da presença do Espírito Santo”, “o óleo da alegria”.
       “Esta alegria é uma realidade diversa do divertimento ou da alegria exterior que a sociedade moderna deseja”, precisou.
       Bento XVI declarou que “o divertimento não é tudo” e que “quando pretende ser tudo, torna-se uma máscara por detrás da qual se esconde o desespero ou, pelo menos, a dúvida”.
       “A alegria, que nos vem de Cristo, é diferente. Essa também nos dá contentamento, mas pode sem dúvida coexistir com o sofrimento”, apontou.

Notícia: Agência Ecclesia.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Eucaristia, fonte e cume da vida cristã (2)

A santa Ceia:
       Jesus, como bom judeu, celebrava todos os anos a Páscoa. A celebração consistia numa ceia muito festiva na qual, com cânticos, orações e sinais, recordavam a última ceia no Egipto antes da partida e, sobretudo, recordavam o amor que Deus demonstrou pelo seu povo, conduzindo-o até à sua terra.
       Também para Jesus chegou a sua última ceia, a Santa Ceia. Reuniu-se com os seus Apóstolos para celebrar a Páscoa. Jesus disse-lhes, em primeiro lugar, que se queriam ser seus discípulos, tinham que se amar e ajudarem-se uns aos outros em tudo e, para o demonstrar, Jesus lavou-lhes os pés. Este ato, naquela época, só era feito pelos criados. A seguir, quando já estavam à mesa, Jesus tomou o pão, deu graças a Deus, Seu Pai, partiu-o e disse-lhes: “Tomai e comei, isto é o meu Corpo”. Ficaram todos muito surpreendidos, sem saber o que se passava. De seguida, Jesus tomou um cálice cheio de vinho misturado com um pouco de água e disse-lhes: “Este é o meu sangue derramado por vós. Fazei isto em memória de mim”.
       Deste modo, Jesus quis ficar connosco no pão e no vinho consagrados da Missa, para que todos os seus discípulos participassem da sua Páscoa.

A morte e a ressurreição 
       Já sabemos o que aconteceu com Jesus, o Senhor, depois da Última Ceia. Prenderam-n'O e, como se se tratasse de um malfeitor, cravaram-no na cruz.
       Os apóstolos entenderam que a Última Ceia era uma lição do amor, o pão e o vinho que se converteram no Corpo e Sangue de Cristo, a sua serenidade e confiança no Amor de seu Pai do Céu, tudo era como uma chama que iluminava naqueles momentos de tristeza e desilusão. Com a Páscoa, os discípulos compreenderam o que Jesus lhes havia explicado antes: que, com a sua morte na cruz e dando a sua vida, Deus lhes mostrava o seu Amor e os salvava do pecado e da morte. Compreenderam também que a última Ceia era o anúncio da morte e ressurreição de Jesus e a Páscoa, a celebração do mesmo acontecimento.

Cristãos: o novo Povo de Deus
       Com a morte e ressurreição de Jesus, e com a Vinda do Espírito Santo, no Pentecostes, nasce o novo Povo de Deus, constituído por todos os que se unem a Jesus pela fé e pelo sacramento do Baptismo.
       Os primeiros membros do novo Povo de Deus, a Igreja, foram os Apóstolos e os demais discípulos, tendo papel preponderante Nossa Senhora, Mãe de Jesus.

Igreja e Eucaristia:
       Ao povo de Deus, que nasce da Páscoa de Cristo, chamamos Igreja, isto é, “Assembleia”. Mas, poderíamos perguntar: porquê esta palavra? Porque os Apóstolos e os discípulos de Jesus, depois da Sua morte e ressurreição, continuaram juntos, pois sabiam que Jesus estava presente no meio deles.
       No próprio dia da ressurreição – o domingo – o Senhor tornou-se presente, quando os seus amigos e Apóstolos estavam reunidos. Ao fim de oito dias, tornou-se de novo presente. E, a partir daí, os cristãos reúnem-se para celebrar a Eucaristia, já que sabem que Jesus está presente entre eles de uma forma muito especial.

Domingo, o dia do Senhor
       Passado o dia de descanso, o sábado, as mulheres foram ao sepulcro de Jesus para ungir o seu corpo com os unguentos funerários, segundo os costumes daquela época. Era domingo, ao nascer do sol. Elas estavam tristes, por causa da grande injustiça que tinham feito ao seu Mestre, cravando-o numa cruz. Quando lá chegaram foram surpreendidas... Jesus tinha ressuscitado!
       Foram imediatamente ter com os Apóstolos e estes, depois de terem comprovado o que as mulheres lhes disseram, compreenderam que o Senhor tinha ressuscitado e recordaram-se do que Ele, noutras ocasiões, havia dito: “Ao terceiro dia ressuscitarei.” E assim foi. Naquele mesmo domingo, ao entardecer, Jesus apareceu-lhes e eles viram-no, com grande alegria. Desde então, o dia a seguir ao sábado é o dia do Senhor, e nós celebramos a Eucaristia porque é o memorial da morte e ressurreição de Jesus.

Texto retirado do Boletim Paroquial, Voz Jovem, Fevereiro 2010.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Eucaristia, fonte e cume da vida cristã

Instituição: Última Ceia
       Quando chegou a hora, Jesus pôs-se à mesa e os Apóstolos com Ele. Disse-lhes: “Tenho ardentemente desejado comer esta Páscoa convosco, antes de padecer, pois digo-vos que já não a voltarei a comer até ela ter pleno cumprimento no Reino de Deus”. Tomando uma taça, deu graças e disse: “Tomai e reparti entre vós, pois digo-vos que não tornarei a beber do fruto da videira, até chegar o Reino de Deus”. Tomou, então, o pão e, depois de dar graças, partiu-o e distribuiu-o por eles, dizendo: “Isto é o meu corpo, que vai ser entregue por vós; fazei isto em minha memória”. Depois da ceia, fez o mesmo com o cálice, dizendo: “Este cálice é a nova Aliança no meu sangue, que vai ser derramado por vós” (Lc 22, 7-20; cf. Mt 26,26-29; 1 Cor 11,23-27).
       A instituição da Eucaristia, acontece no decorrer da Última Ceia, de Jesus com os Apóstolos. São João (13,1-17,26), no mesmo ambiente, mostra um gesto que ficou para sempre interligado com a Eucaristia, o Lava-pés. Jesus dobra-Se diante dos seus discípulos, levando a encarnação às últimas consequências, e lava-lhes os pés, dizendo-lhes: como Eu fiz, fazei vós também. A expressão da instituição da Eucaristia – “Fazei isto em memória de mim” – adquire um sentido pleno: celebração da Morte e Ressurreição de Jesus, que Ele antecipa na Ceia Pascal, mas igualmente compromisso no serviço, na caridade para com o nosso semelhante.
Nomes da Eucaristia
       A celebração da Páscoa do Senhor teve e tem distintos nomes. Cada palavra exprime um aspecto e, a partir dele, se designa toda a realidade. Vejamos:
- Fracção do pão. Faz referência ao momento em que se parte o pão, antes de comungar. Significa, entre outras coisas, que, ao comermos todos um pedaço do mesmo pão, somos uma só coisa, como o pão é um só. Assim, expressamos que somos irmãos em Jesus Cristo.
- Eucaristia. Vem do grego e significa “ação de graças”. Toda a celebração é uma grande oração de bênção ou ação de graças a Deus Pai, por Jesus Cristo, morto e ressuscitado, no Espírito Santo. 
- Missa. Quando a celebração era em latim, ao terminar, o sacerdote dizia: Ite, missa est; Ide, é a despedida. E então, toda a gente saía.
Assembleia Celebrante
       Quando nos reunimos para celebrar a Eucaristia, formamos uma assembleia. Somos uma imagem do que é a Igreja. E, nesta celebração, nem todos fazemos as mesmas coisas. Há distintos ministérios.
       Em primeiro lugar, o bispo ou o sacerdote. Às vezes também, junto a ele, um ou dois diáconos. Os bispos, os sacerdotes e os diáconos, são ministros que receberam o sacramento da Ordem; o bispo e o sacerdote para presidirem e consagrarem o pão e o vinho; o diácono, como servidor do Evangelho e do altar.
       Leitores, acólitos, ministros da comunhão, grupo coral, salmistas, organistas, animadores litúrgicos, zeladoras, todos e cada um, procurando solenizar o mistério da Morte e Ressurreição do Senhor, para que todos, sendo Assembleia, façam a experiência de ressuscitados em Cristo Jesus.

Texto retirado do Boletim Paroquial, Voz Jovem, Janeiro 2010.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Why not? Why not priest?

 E porque não? E porque não ser sacerdote? Ou: padre, porque não?! Esta página, Why not priest?, já citada anteriormente, coloca-nos perante esta questão pertinente e por maioria de razão neste ano sacerdotal. Por vezes encontram-se jovens que não sabem que vida seguir, como gastar o seu tempo. Aqui fica a pergunta. Obviamente, a resposta caberá a cada jovem, ou menos jovem. Claro que não é uma pergunta apenas masculino, ainda que o seja em relação ao sacerdócio ordenado, mas é uma pergunta abrangente quando se coloca em relação à vocação de cada um e de cada uma. A vocação primeira do cristão é a santidade. Todos somos chamados à santidade, a identificarmos progressivamente a nossa com a vida de Jesus Cristo e com o Seu evangelho de CARIDADE. E, por outro lado, todo o baptizado participa do sacerdócio de Jesus Cristo, enquanto templo do Espírito Santo. A vida de cada um pode ser oportunidade para fazer a ponte entre o humano e o divino, entre Deus e a humanidade. Cada um de nós pode ser a expressão do amor de Deus.
...

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Deus nas ruas - God in the streets

Neste Ano Sacerdotal tem aparecido diversos trabalhos sobre a vocação, sobre o sacerdócio. Um site que nos foi recomendado e que agora também recomendamos: ser padre, porque não?, isto é, Why not priest? Desta página postamos este vídeo: Deus pelas ruas de Nova York:

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Palavras do Cura d'Ars

       Neste ANO SACERDOTAL, cuja figura de referência tem sido o Santo Cura d'Ars, João Maria Baptista Vianney, no âmbito dos 150 anos da sua morte, e por proposta do Sua Santidade o Papa Bento XVI, sugerimos mais esta leitura.
       Um sacerdote simples, enviado para uma pequena aldeia de França, Ars, onde rapidamente se afirma como sacerdote exemplar na pregação, na confissão, na celebração da santa Missa, na visita aos doentes, na assitsência aos mais carenciados, na promoção da cultura e da educação com a criação de escolas para rapazes e raparigas, uma voz atenta, envolvente, desafiadora, numa apelo permanente à mudança de vida e à identificação com Jesus, com Nossa Senhora, com os santos... 
Françoise Bouchard, Palavra do Cura d'Ars. Padres que nos mostram o caminho do Céu!. Paulinas: Prior Velho 2009.
       Um cento de páginas, num livro de bolso, que se lê de uma assentada, deixando-nos envolver por palavras simples e profundas, de quem dá conselhos, mas sobretudo de quem dá a partir das suas vivências espirituais. É a mesma autora de um outro livro aqui recomendado: O Santo Cura d'Ars. Visceralmente Sacerdote.

domingo, 22 de novembro de 2009

Os Acólitos na voz dos Papas

«Maravilhoso! Constituís a melhor consolação que pode receber o nosso coração de Bispo de Roma: demonstrais pela vossa presença, a vitalidade religiosa e pastoral das vossas paróquias e comunidades, uma vitalidade que tem a frescura dum campo de primavera, vitalidade de eleição, como a de um jardim florido, vitalidade inteligente e diligente tecida por sábia e paciente solicitude.
(...) Dizei-lhes (aos pais, párocos, sacerdotes assistentes, aos dirigentes e delegados da juventude católica) que os acólitos agradam muito ao Papa e que ele recomenda a todos que vos estimem! E bastará que leveis esta mensagem do Papa a vosso favor, (...) para que todos tomem imediatamente consciência da importância do acolitado.
Sem vós que faria a Santa Igreja para se apresentar com dignidade?

PAPA PAULO VI

Como deve ser um Acólito?

Não basta ser um bom rapaz ou uma boa rapariga, o que é absolutamente necessário. Deve ter, antes de mais, um grande desejo de servir ao Senhor, ao sacerdote e a toda a comunidade. Deve amar Jesus de todo o coração e desejar ardentemente que toda a gente o conheça e o escute.
Para ser um bom ministro do altar de Deus, são necessárias boas qualidades e uma adequada preparação.
* O bom acólito é pontual na hora do seu serviço, para poder preparar-se bem e sem pressas.
* O bom acólito é fiel ao seu compromisso, ainda que, às vezes, para isso, deva renunciar a outras coisas de que também gosta.
* O bom acólito é constante às reuniões do grupo paroquial ou da comunidade, à catequese, às preparações, e participa nelas activamente.
* O bom acólito é ordenado, sabe onde deixa as coisas e preocupa-se para que tudo esteja sempre em bom estado.
* O bom acólito é amável, visto que a proximidade com Jesus no altar o ajuda a vê-lo presente nas outras pessoas.
* O bom acólito é piedoso, gosta de dedicar tempo a rezar só e em comunidade, de ler a Bíblia e de participar nos actos litúrgicos.
* O bom acólito é humilde, está atento ao que lhe ensinam os sacerdotes e as outras pessoas mais velhas da comunidade, e não se aborrece quando o corrigem; pelo contrário, agradece de todo o coração. Quer aprender cada vez mais.
FONTE - Blog Acólitos Carmelitas