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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Maria de Villota - Sem um olho, vejo melhor...

        A ex-piloto de testes de Fórmula 1 Maria de Villota, encontrada hoje sem vida num quarto de hotel em Sevilha, faleceu por causas naturais, de acordo com fontes da investigação citadas pela agência EFE. A autópsia realizada no Instituto Anatómico Forense de Sevilha confirmou que a antiga piloto, que em 2012 sofreu um grave acidente, no qual perdeu um olho, morreu por causas «absolutamente naturais». Maria de Villota, cujo corpo foi encontrado esta manhã no quarto de hotel em que estava hospedada para participar numa conferência na capital da Andaluzia, foi levada pelas 10h00 locais ao Instituto Anatómico, onde foi realizada a autópsia. De Villota, 33 anos, estava em Sevilha, onde hoje deveria participar num evento no centro de Congressos da cidade, dias antes da apresentação de um livro sobre a sua vida. Filha do ex-piloto de F1 Emilio De Villota, Maria de Villota sofreu um grave acidente em junho de 2012 durante testes realizados pela escuderia Marussia, perdendo o olho direito. Para a próxima segunda-feira estava previsto que apresentasse o livro sobre a sua vida: “La vida es um regalo” (A vida é um presente).
FONTE da notícia: AQUI.
Post publicado em 14 de outubro de 2012:

       María de Villota - 32 anos - era piloto de Fórmula 1. Apaixonada pela velocidade e pelos carros, conseguira atingir o seu sonho. Era a única mulher num mundo dominado por homens. Um dia teve um acidente grave e azarado: regressando dos testes na pista - sem que se perceba porquê - acelerou e embateu contra a traseira de um camião. Na altura pensou-se que teria a vida em risco. "María, te hemos salvado la vida... pero tenemos que decirte que has perdido el ojo" - disse-lhe o médico, depois da operação. "Usted es cirujano?" - respondeu María - "… y usted necesita dos manos para operar? pues yo soy piloto de Fórmula 1 y necesito dos ojos!…". Passados três meses de recuperação, em conferência de imprensa, partilha com todos a transformação interior que sofreu: "…te dás cuenta que ves más que antes… porque yo antes sólo veía la Fórmula 1, sólo me veía encima de un coche compitiendo, y no veía lo que era realmente importante en la vida; la claridad de decir "joder, estoy viva" y que en ese momento no estaba valorando lo más grande que es que esa persona que estaba allí me haya salvado"; "este ojo me ha devuelto el Norte; me ha devuelto lo importante"; "esta nueva oportunidad la voy a vivir al cien por cien"; "hoy cuando me miro al espejo estoy orgullosa porque realmente pienso que mi aspecto actual dice más de quién es María de Villota"; "llevo mi historia y la llevo con mucho cariño y orgullo". Mais nada.


[Fotografia de GrandPrixMotoriOnline]

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A nossa maratona

No meio daquela multidão cada um se sente, de repente, radicalmente só, ferido pela dor, provado por uma incógnita que não oferece tréguas
       Acho que todas as vidas, mais longas ou mais breves, têm o mesmo comprimento: medem todas quarenta e dois Kms. Porquê? Por que essa é a extensão de uma maratona. Repito: se a vida se parece com alguma modalidade, penso que não anda longe dessa corrida bela e interminável que de uma maneira evidente coloca em prova a resistência, a esperança e a vontade. Hoje vi passar uns largos milhares de corredores e dei comigo a pensar no que faz estas pessoas correr. Não falo dos atletas profissionais que têm aí uma expressão importante da sua vocação e do seu talento. Falo destes milhares de mulheres e de homens comuns, que ao longo de um ano arranjam com esforço um tempo livre para os treinos necessários e que anualmente acorrem à maratona não para competir uns com os outros, mas talvez por alguma razão mais profunda, que nos endereça para zonas silenciosas do nosso próprio coração. Eles correm porquê? Muito simplesmente para se sentirem vivos ou a reviver. Para se lançarem a si próprios um desafio. Para sentirem, de forma mais palpável, que as múltiplas corridas em que quotidianamente se embrenham (em que nos embrenhamos) convergem para uma meta.
       De que a maratona é uma parábola da vida não restam dúvidas quando ouvimos um maratonista descrever a sua experiência. O arranque, com o entusiasmo e a quase euforia. Depois a comunhão com os outros corredores e com o público que assiste. As palmas tornam-se um encorajamento e as palavras de confiança um redobrar da confiança própria. Nesta etapa nem se sente o chão e cada corredor como que levita. Diz quem sabe que as coisas mudam mais ao menos ao Km vinte e cinco. O desgaste físico e as primeiras incertezas trazem um abatimento interior inesperado. No meio daquela multidão cada um se sente, de repente, radicalmente só, ferido pela dor, provado por uma incógnita que não oferece tréguas. “É a primeira crise?”- perguntamos. Um maratonista ri-se e dirá que daí para a frente é só crises. E, por isso mesmo, ele tem a cada momento, na adversidade, de restaurar a possibilidade da esperança. A confiança não é um garantido seguro, mas uma marcha no aberto, para não dizer no desprovido. E, verdadeiramente, os corredores vacilantes que cruzam a meta não se podem queixar. A primeira parte desta maratona, por exemplo, era feita por mulheres e homens em cadeiras de rodas, e muitos deles não tinham pernas.

José Tolentino Mendonça, Editorial da Agência Ecclesia

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

E se o seu matrimónio fosse um desporto?

       A Conferência Episcopal dos Estados Unidos lançou uma campanha publicitária sobre o matrimónio e a vivência salutar em família, como um desporto que se pratica... Qual seria o desporto escolhido, se o seu matrimónio fosse um desporto...

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

José Mourinho em "10 Milhões de Estrelas"

       "10 Milhões de Estrelas - um Gesto pela Paz". É este o título da campanha de Natal da Caritas que em cada ano recolhe fundos a favor das pessoas mais carenciadas, este ano mais voltada para o apoio a crianças desfavorecidas. O spot que se segue inclui a generosa participação de José Mourinho.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Camisolas do Benfica e do Sporting para Bento XVI

       Os principais clubes de Lisboa – Benfica e Sporting – oferecem camisolas com as assinaturas dos jogadores a Bento XVI na celebração do Terreiro do Paço, dia 11 de Maio, às 18h15.
       Em encontro esta Quarta-feira com o Núncio Apostólico, elementos da direcção destes clubes sublinharam a importância do desporto para a juventude.
       “O desporto é um bom veículo de valores” – disse José Eduardo Bettencourt, presidente do Sporting Clube de Portugal.
       Para além de José Eduardo Bettencourt, o clube leonino estava representado pelo capitão da equipa de futebol, João Moutinho, e pelo judoca João Pina.
       Por parte do Benfica esteve presente Ricardinho, jogador de Futsal, a judoca Telma Monteiro e o vice-presidente da direcção Rui Gomes da Silva, que, apelando a uma “prática desportiva com valores”, referiu também que será oferecido “um troféu de prestígio com a águia” ao Papa alemão.
       Na celebração em Lisboa, dia 11 de Maio, o vice-presidente do Benfica disse que o clube estaria representado pelo presidente, Luis Filipe Vieira, pelo capitão Nuno Gomes e pelo director desportivo, Rui Costa.
       Inicialmente estava prevista igualmente a presença de responsáveis do Belenenses.
       As ofertas foram dadas a conhecer num encontro com o Núncio Apostólico em Portugal, D. Rino Passigato, que sublinhou, depois de agradecer as prendas, que “a Igreja tem um grande apreço pelo desporto”.
       Em declarações à Agência ECCLESIA, D. Rino Passigato recordou os seus tempos de seminarista e de futebolista: “Sempre joguei com o camisola número 1, a do guarda-redes”.
       O Núncio Apostólico confessou que gosta de futebol e é adepto do Inter de Milão, clube treinado pelo português José Mourinho.
       O Porta-Voz da Conferência Episcopal Portuguesa, Pe. Manuel Morujão, realça que esta manifestação dos clubes de Lisboa é “uma declaração de fraternidade com um ilustre hóspede que defende também os valores do desporto”.
       E finaliza: “o desporto é uma escola de virtudes e valores”.
       O Papa visita Portugal de 11 a 14 de Maio, com passagens por Lisboa, Fátima e Porto.