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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Fé mística, irmanada com as criatura, fundada em Deus

       Do muito que aprendi na Acão Católica, (JAC) Juventude Agrária Católica e na (JOC) Juventude Operária Católica, descobri que, as pessoas do campo, em contacto constante e direto com a natureza, não só pela beleza que o envolve, mas o próprio trabalho, o contemplar, o germinar das sementes, a paciência de saber esperar, têm, em princípio, mais sensibilidade para as coisas de Deus. O camponês sabe que o resultado da sua colheita depende do seu saber fazer, do seu esforço e, por isso, trabalha como se tudo dependesse dele, sabendo no entanto que há outros fatores também decisivos para que a colheita resulte. De qualquer modo não desiste, confia, sabe que Deus providenciará.
       Ainda jovem, participei numa conferência, de um famoso teólogo alemão, sobre o Cristo-centrismo do mundo. Dessa conferência, guardei algo que me tem servido para a vida. Tudo no mundo está imbuído, penetrado de Deus. Deus é como um Pintor célebre, que deixa a sua marca em toda a sua obra, de tal modo que os apreciadores, ao olharem para ela, reconhecem de imediato o seu autor.
       Passeando com uma amiga, ao entardecer, como quem revela um segredo, confessa-me:
       – Gosto tanto de vir para aqui!... Quando venho sozinha eu rezo e sinto-me tão bem! É como se estivesse na Igreja. Vejo esta paisagem, estes montes, estes campos, estas árvores, estas flores, os passarinhos cantando, a água correndo… Que maravilha! Tudo nos fala de Deus. 
       Vem isto a propósito de um texto que li e refleti e rezei e partilho convosco, ainda que seja muito sinteticamente. O autor começa afirmando que, todos nós, estamos feitos de fé e sem fé, sem confiança, não poderíamos ser, falar ou mesmo conviver. A partir destas premissas, apresenta alguns rasgos caraterísticos da fé que estamos chamados a viver nos tempos de hoje:

1 – Uma fé Mística
       De uma fé apoiada numa cosmovisão de certezas firmes, temos que passar a uma fé mística cada vez mais enraizada no mistério de Deus, mistério que nos envolve, nos origina, nos funda e nos regenera.
       Uma fé feita de confiança radical e simples, vivida no seio da complexidade e incerteza, no meio da intempérie. Uma fé que nos leva a saber que somos acolhidos e defendidos na nossa vulnerabilidade, lugar para a misericórdia. Uma fé dialogante e amável, que sabe que a verdade e o bem, não são posse sua, mas não renuncia a ser testemunho da graça que a faz viver.

2 – Irmanados com todas as criaturas.
       Precisamos viver uma espiritualidade ecológica que implica uma nova maneira de nos situarmos ante a natureza e ante os outros. Uma espiritualidade que proporcione a nossa harmonia com o Cosmos, que repare a rutura secular entre Deus e a criação.
       Uma espiritualidade que redescubra o mistério de Deus no coração do Cosmos e contemple o Cosmos no Mistério de Deus.
       Precisamos duma espiritualidade animada pela cortesia e gentileza para com todas as criaturas, tratadas como irmãs.
       Uma espiritualidade que:
  • é um modo de pensar, sentir e atuar em comunhão;
  • uma forma de se situar ante qualquer realidade, desde o respeito e a reciprocidade;
  • que vê tudo com admiração, gratidão e confiança;
  • que admira venera e cuida;
       Animada pela convicção de que “todos os seres, dos mais simples aos mais complexos, formam um todo orgânico”, “todos procedemos de um mesmo ato amoroso do Criador” e por isso “há uma fraternidade e uma sonoridade fundamentais entre todos os seres”, todos “levam em si os traços das mãos divinas que os plasmaram”.

3 – Uma fé fundada em Deus

       Tudo está fundado em Deus que é “essencialmente comunhão, vida em relação, energia em expressão e amor supremo”, que vê no universo em formação uma metáfora do mesmo Deus, uma imagem da sua exuberância de ser, de viver e de colaborar que deu a cada ser o poder de se ir fazendo em relação com todos os seres;
       Fundada numa fé em Deus que “sustem todas as coisas com sua palavra poderosa”;
       Uma fé que partilhe a esperança de libertação e o gemido da criação inteira. Corpórea e sensível, convencida de que “não há redenção pessoal sem redenção da natureza humana e da natureza da terra a que os seres humanos estão indissoluvelmente ligados, porque convivem com ela”.
       Ante todo isto resta-nos cantar com o Salmista: 
Grandes e maravilhosas são as Tuas Obras,
Ó Senhor Deus, Omnipotente!...
Justos e verdadeiros os Teus caminhos
Ó Rei dos povos
Como não temer-Te, Senhor!
Quem não dará glória ao Teu Nome!...
Porque só Vós sois Santo. Aleluia, Aleluia.
Eva La Salette  (a partir de ARREGUI, A Graça de Crer no Nosso Tempo),

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Si es Democracia no entiendo por qué es la mayoría quien pierde

       Como é possível que numa Democracia moderna seja a maioria a perder? Como é possível manifestar-se sem violência? Por que é que em tempo de crise, as classes dirigentes continuem a ter todo o tipo de privilégios, havendo cada vez mais famílias com hipotecas, sem emprego, com filhos para criar?
       O grito mudo:
       Veja, escute e reflicta: jovens espanhóis (e também portugueses) na Praça do Sol AQUI. Postado a partir de Padres Inquietos: Espanha, revolução moral

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Natal

Os sinos anunciam a chegada do menino de Belém,

que veio habitar entre nós, trazendo amor, alegria e paz.
Ele é o grande presente enviado por Deus Pai para alegrar
o coração da humanidade.
É o Salvador anunciado pelos profetas, aguardado com
amor pela Virgem Maria.
Ele veio ao mundo para nos salvar!

Natal...

É tempo de recordar o Menino Jesus da Manjedoura.
É tempo de renovar a esperança de que o nascimento de Jesus seja uma
realidade em nossa vida e, com isto, renasça no mundo
a bondade, a solidariedade,e a fraternidade.

Natal...

É tempo de nos inspirarmos a realizar grandes e pequenas coisas...
É tempo de amar, sonhar, e renovar as nossas esperanças...
É tempo de família unida e reunida, de oração, de partilha, de
revisão de vida, de relembrar os belos momentos, de acolher
os pedidos de perdão e de recomeçar.

Natal ...

É tempo de paz, luz,e esperança de salvação, por meio daquele que veio para
nos deixar uma mensagem de fé, alegria e amor!
É tempo de reflexão, de feliz espera e uma renovada busca de motivações.
É tempo de cultivar a fé, de celebrar a vida, e agradecer a
alegria do renascer a cada ano.
O Salvador Jesus, deseja ardentemente nascer em nossos corações!
Que Jesus nasça em nossos corações e que nosso Natal seja uma festa de muita
paz,harmonia e esperança!

"O anjo então lhes disse: 'Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que será também a de todo o povo; hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós o Salvador, que é o Cristo Senhor!"
(Lc 2,10-11)

(autora Rosemary de Ross)

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Na pele do outro...

       Bom dia Meu Filho, Minha Filha!
       É bom que repares no teu modo de olhar os estranhos; é que, por vezes, és tu o estranho. É bom que prestes atenção aos que te pedem ajuda; é que, noutro momento, foste tu o que precisou de ajuda. É bom que tenhas cuidado na relação com os doentes; é que, um dia, serás tu o doente.
       Sempre que puderes experimenta fazer este exercício de imaginação: e se fosses o outro? O que sentirias? Como gostarias de ser tratado? O que serias capaz de fazer por ele?
       Só se vê bem com o coração. Quando és capaz de te pôr no lugar do outro, sintonizas com o seu coração. E se o teu coração muda, o teu olhar muda. Então tudo muda. E tu tornas-te capaz do que antes te parecia impossível.
       Um abraço deste Pai que te ama.

João Delicado, in Deus reza de manhãzinha.