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quarta-feira, 9 de maio de 2012

M A R I A - Aquela que está mais perto de Deus


Àquela que é infinitamente jovem.
Porque também infinitamente mãe.
Àquela que é infinitamente reta.
Porque também infinitamente inclinada.
Àquela que é infinitamente alegre.
Porque também infinitamente dolorosa.
Setenta vezes dolorosa.
Àquela que é infinitamente sensível.
Porque também infinitamente tocada.

Àquela que está infinitamente acima de nós.
Porque também está infinitamente entre nós.

Àquela que é cheia de graça,
Porque está connosco.

Àquela que está connosco,
Porque o Senhor está com Ela.

Àquela que está repleta de graças,
Porque Ela é cheia de graça.

Àquela que está mais perto de Deus,
Porque Ela é quem está mais perto dos homens.
Charles Péguy (1873-1914), in Família Paroquial de Rio Tinto: 01/01/2012

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Deixemos Deus amar a nossa pequenez

       A Senhora do Magnificat ensina-nos que não nos falta nada, não falta nada a cada um de nós para se deixar incendiar e transformar pela Graça de Deus. Deus ama-nos sem porquê, amam-nos porque nos ama. A fraqueza que achamos dentro de nós não é um obstáculo ao seu amor, ao contrário do que pensamos. Deixemos Deus amar a nossa pequenez, insignificância, escassez, o nosso nada. Porque só isso permitirá que abramos realmente as portas do nosso coração a Deus e aí Ele possa dizer que a nossa vocação, qualquer que ela seja, será Amor.

Pe. José Tolentino de Mendonça, o Tesouro escondido.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Deus nunca Se decepciona

«Somos moldados por todas as graças que recebemos, por todas as graças que recusámos,
por todos os gestos de amor e todos os gestos de ódio ou de indiferença,
pelos nossos fracassos e os nossos êxitos;
tudo, literalmente tudo se inscreve na nossa carne.

Assim, a experiência do amor de Deus por nós,
experiência que fazemos um dia (...),
não muda a nossa história nem o que nos moldou,
mas muda-nos porque nos revela que Deus nos ama,
tal como somos,
não tais como gostaríamos de ser,
não tais como a sociedade ou os nosso pais gostariam que fôssemos,
mas tais como somos hoje, com as nossas fragilidades, as nossas feridas,
os nosso medos, as nossas qualidades e os nosso defeitos.

Tais como somos hoje, somos amados por Deus.

E, se temos a impressão de que constantemente decepcionamos os outros,
que somos incapazes de corresponder às suas expectativas,
à sua confiança, às esperanças que depositaram em nós;
se temos o sentimento de que há uma distância
entre o que parecemos ser e o que somos na realidade,
entre aquilo que os outros pensam que somos capazes de fazer e o que podemos fazer de facto, então é preciso que saibamos que a Ele, o nosso Deus, jamais O decepcionaremos.

Ele conhece-nos exactamente.
Conhece o estranho mundo de trevas e luz que nos habita,
conhece melhor que nós esta mistura misteriosa que somos,
sabe aquilo de que somos capazes.
Os outros podem ser decepcionados por nós porque formam sonhos a nosso respeito
e nos projectam no ideal;
Deus nunca Se decepciona, porque aquele que ama, é aquele que eu sou hoje;
Deus não vive no futuro nem no passado mas sim no presente.
Ele "é" o presente e vê-me na minha realidade presente.»

Jean Vanier, em "A Fonte das Lágrimas", in Conhecer e Seguir Jesus.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Sussurros de Deus...


"Fiquemos em silêncio para que possamos ouvir
os sussurros de Deus...
Há um caminho para cada um de nós,
e se escutarmos com humildade,
ouviremos a palavra certa".

(Ralph Waldo Emerson)

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Onde abundou o pecado superabundou a graça

"Se pelo pecado de um só pereceram todos, com muito mais razão a graça de Deus, dom contido na graça de um só homem, Jesus Cristo, se concedeu com abundância a todos os homens. Se a morte reinou pelo pecado de um só homem, com muita mais razão aqueles que recebem com abundância a graça e o dom da justiça, reinarão na vida por meio de um só, Jesus Cristo...
Onde abundou o pecado superabundou a graça, para que, assim como o pecado reinou pela morte, também a graça reine pela justiça, para nos dar a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor" (Rom 5, 12.15b.17-19.20b-21).

O Apóstolo da Palavra, ao dirigir-se aos romanos, fala-lhes do grande DOM da GRAÇA recebido em Jesus Cristo. O pecado foi vencido pela caridade e pelo perdão. Um só homem, Jesus Cristo, salvou a humanidade inteira. Na Sua cruz, libertou-se das consequência do pecado, a morte eterna.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Santa Eufémia: acolher o Espírito de Deus

       O segundo dia da novena em honra de Santa Eufémia é coincidente com a festa da Natividade de Nossa Senhora, a Virgem Santa Maria. Aquela que vem a ser a mãe de Jesus e nossa mãe, é preparada desde sempre para assumir uma missão específica, abrir-nos as portas da salvação.
       O SIM de Nossa Senhora cumpre para nós um desígnio de redenção.
       É Ela que nos dá Jesus. É preservada de toda a mancha para que n'Ela floresça a Graça do Senhor.
       Maria já no seio materno resplandece de graça e de virtude.
       Nasce para dar à luz o autor da vida: Jesus Cristo.
       Santa Eufémia, muitos anos depois, é uma digna imitadora de Nossa Senhora, na virgindade e no sofrimento por amor a Jesus Cristo. Como cada um de nós, Eufémia nasce com a missão de realizar a vida, de ser feliz, de dar o melhor de si ao mundo em que vive.
       Com efeito, a vida de santa Eufémia é digno testemunho do amor, do bem, da caridade, da vivência íntima a Jesus Cristo.
       Como Maria e como Santa Eufémia, saibamos, também nós, acolher o Espírito de Deus, para nos tornarmos portadores de Jesus Cristo e do Seu Evangelho de Amor.