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terça-feira, 16 de outubro de 2018

Santa Margarida Maria Alacoque, Virgem

Nota biográfica:
       Nasceu em 1647 na diocese de Autun (França). Acolhida entre as Irmãs da Visitação de Paray le Monial, progrediu de modo admirável no caminho da perfeição. Teve revelações místicas, particularmente sobre a devoção ao Coração de Jesus, e contribuiu muito para introduzir o seu culto na Igreja. Morreu a 17 de Outubro de 1690.
ORAÇÃO COLETA
       Infundi em nós, Senhor, o espírito com que enriquecestes Santa Margarida Maria, para chegarmos ao conhecimento do mistério incomparável do amor de Cristo e alcançarmos a plenitude da vida divina. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Das Cartas de Santa Margarida Maria Alacoque, virgem
Devemos conhecer o amor supereminente da ciência de Cristo
Parece me que a intenção de Nosso Senhor ao manifestar tão grande desejo de que o seu Sagrado Coração seja especialmente venerado, é renovar nas almas os efeitos da sua redenção. Na verdade, o Sagrado Coração é uma fonte inesgotável que não pretende senão comunicar se aos corações humildes, para que, mais livres e disponíveis, orientem a sua vida na entrega total à sua vontade.
Deste divino Coração brotam sem cessar três canais de graça. O primeiro é o da misericórdia para com os pecadores, sobre os quais infunde o espírito de contrição e de penitência. O segundo é o da caridade, para auxílio de quantos padecem tribulações e em especial dos que aspiram à perfeição, a fim de que superem todas as dificuldades. O terceiro é de amor e luz para os seus amigos perfeitos que deseja unir a Si para os tornar participantes da sua ciência e dos seus desígnios, a fim de que eles se consagrem inteiramente a promover a sua glória, cada um à sua maneira.
Este divino Coração é um abismo que encerra todos os bens e é preciso que os pobres Lhe confiem todas as suas necessidades. É abismo de alegria em que devem ficar submersas todas as nossas tristezas; é abismo de humildade contra o nosso orgulho; é abismo de misericórdia para os infelizes; é abismo de amor para saciar toda a nossa pobreza.
Uni vos intimamente, em tudo o que fizerdes, ao Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo, para fazerdes vossas as suas disposições e a sua satisfação. Por exemplo: não adiantais nada na oração? Contentai-vos com oferecer a Deus as preces que o divino Salvador eleva por nós no Sacramento do altar, oferecendo o seu fervor em reparação da vossa tibieza; e dizei em cada uma das vossas acções: «Meu Deus, faço isto ou sofro aquilo em união com o Sagrado Coração de vosso Filho e segundo as suas intenções; eu Vo-lo ofereço em reparação de todo o mal ou imperfeição das minhas obras». E de modo semelhante em todas as circunstâncias da vida. E sempre que vos sobrevém qualquer sofrimento, angústia ou mortificação, dizei no vosso interior: «Recebe o que o Sagrado Coração de Jesus te envia para te unir a Ele».
Acima de tudo, porém, conservai a paz de coração, que supera todos os tesouros. E o melhor meio de a conservar é renunciar à própria vontade e colocar a vontade do divino Coração em vez da nossa, para a deixar escolher por nós aquilo que mais pode contribuir para a sua glória.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus (ano B)

       Celebramos hoje a solenidade do Sagrado Coração de Jesus, acentuando-se o amor que Deus revela através da vida e sobretudo da oferenda de Jesus na Cruz. Com a Sua morte, Jesus mostra como o amor não tem limites, pode ir até à radicalidade, até às últimas consequência, com um senão, ficando na morte ficaria esquecido para sempre. Ele veio para testemunhar, para ilustrar o amor de Deus. Ao morrer, levou-nos conSigo, partimos no Seu coração, para o coração de Deus Pai, de onde nos atrai, nos envolve, nos assiste, pelo Espírito Santo que nos dá em abundância.
       Na última Ceia deixa-nos precisamente o memorial através do qual o Seu Corpo permanece, faz Corpo connosco.
       Mas vejamos cada uma das leituras que nos são propostas para esta solenidade.
       Na primeira leitura, retirado do profeta Oseias (11, 1.3-4.8c-9), as palavras calorosas e intimistas do Senhor Deus. Deus guia-nos como crianças ao colo da Mãe, cuidando, alimentando, através dos laços humanos:
«Quando Israel era ainda criança, já Eu o amava; do Egipto chamei o meu filho. Eu ensinava Efraim a andar e trazia-o nos braços; mas não compreenderam que era Eu quem cuidava deles. Atraía-os com laços humanos, com vínculos de amor. Tratava-os como quem pega um menino ao colo, inclinava-Me para lhes dar de comer. O meu coração agita-se dentro de Mim, estremece de compaixão. Não cederei ao ardor da minha ira, nem voltarei a destruir Efraim. Porque Eu sou Deus e não homem, sou o Santo no meio de ti e não venho para destruir».
       Deus que ama com o coração de Mãe. Bem sabemos como a linguagem em Oseias é por demais expressiva para nos permitir (quase) palpar o amor de Deus.
       Na segunda leitura, da Epístola de São Paulo aos Efésios (3, 8-12.14-19), o desafio para nos enraizarmos no grande amor de Jesus Cristo, que ultrapassa qualquer conhecimento:
"Assim, profundamente enraizados na caridade, podereis compreender, com todos os cristãos, a largura, o comprimento, a altura e a profundidade do amor de Cristo, que ultrapassa todo o conhecimento, e assim sejais totalmente saciados na plenitude de Deus".
       O Evangelho (Jo 19, 31-37), por sua vez, relato o momento pós-mortem de Jesus:
Ao chegarem a Jesus, vendo-O já morto, não Lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados trespassou-Lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. Aquele que viu é que dá testemunho e o seu testemunho é verdadeiro. Ele sabe que diz a verdade, para que também vós acrediteis. Assim aconteceu para se cumprir a Escritura, que diz: «Nenhum osso lhe será quebrado». Diz ainda outra passagem da Escritura: «Hão-de olhar para Aquele que trespassaram».
       Do lado de Jesus sai sangue e água, símbolos dos Sacramentos. É pela água e pelo Espírito Santo que nos tornamos participantes do Corpo de Cristo, que é a Igreja. É no Seu sangue que Jesus sela a nova aliança connosco, é uma Aliança de Sangue. Melhor, é uma aliança que brota do Seu lado aberto, bem junto ao coração. O coração, anatomicamente não passa de um músculo, mas teológica, religiosa, poética e biblicamente, é o centro dos sentimentos e emoções, é no coração que a vontade nos aproxima (ou distancia) dos outros e de Deus.

Leituras e orações: Secretariado Nacional da Liturgia.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus - ano A

       Depois de termos celebrado a solenidade do Corpo e Sangue de Jesus, é agora o dia de celebrarmos o Seu Sagrado Coração. A acentuação de um ou outro aspeto inserem-se na mesma dinâmica de sublinhar o AMOR que Deus nos tem, cuja plenitude se manifestada no mistério de Jesus Cristo, Encarnação, Vida, Morte e Ressurreição. Jesus doa-Se por inteiro a Deus Pai. Doa-Se por inteiro a favor da humanidade.
       Fixar-nos no Coração de Jesus é reconhecer que n'Ele todos somos bem Amados de Deus. Cabemos todos no Seu coração. Vejamos o que a liturgia da palavra acentua neste ciclo de leituras.
       Na primeira leitura, retirada do livro de Deuteronómio (7, 6-11) a predileção pelo povo, não pela quantidade de pessoas, mas precisamente pela grandeza do amor de Deus:
Moisés falou ao povo dizendo: «Tu és um povo consagrado ao Senhor teu Deus; foi a ti que o Senhor teu Deus escolheu, para seres o seu povo entre todos os povos que estão sobre a face da terra. Se o Senhor Se prendeu a vós e vos escolheu, não foi por serdes o mais numeroso de todos os povos, uma vez que sois o menor de todos eles. Mas foi porque o Senhor vos ama e quer ser fiel ao juramento feito aos vossos pais, que a sua mão poderosa vos fez sair e vos libertou da casa da escravidão... Guardarás, portanto, os mandamentos, leis e preceitos que hoje te mando pôr em prática».
       O salmo 102 (103) acentua a bondade de Deus sobre aqueles que O amam.
       Na segunda leitura (1 Jo 4, 7-16), São João insiste no mandamento do amor, pelo qual conhecemos Deus, pelo qual Deus permanece em nós. Amar a Deus nos irmãos:
Amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus; e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Assim se manifestou o amor de Deus para connosco: Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigénito, para que vivamos por Ele. Nisto consiste o amor: não fomos nós que amámos a Deus, mas foi Ele que nos amou, e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados. Caríssimos, se Deus nos amou assim, também nós devemos amar-nos uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e em nós o seu amor é perfeito... Deus é amor: quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus permanece nele.
       No Evangelho de São Mateus (11, 25-30), Jesus convida-nos para que vamos a Ele e n'Ele encontremos sentido e descanso para a nossa vida. O Seu Coração é manso e humilde, a todos nos interpela, porque a todos nos ama, sem medida, com todas as suas forças, com todo o AMOR do Pai que lhe absorve a vida por inteiro:
Jesus exclamou: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, Eu Te bendigo, porque assim foi do teu agrado. Tudo Me foi dado por meu Pai. Ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve».
       Lembra-nos que só as pessoas de coração simples, pobre, humilde, poderão acolher o mistério que chega da eternidade.

Leituras e orações: Secretariado Nacional da Liturgia.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus - ano C

       Celebramos a solenidade do Sagrado Coração de Jesus, neste mês de junho que Lhe é especialmente dedicado, e cuja devoção popular está disseminada um pouco por todo o lado.
       "A liturgia deste dia convida-nos a contemplar a bondade, a ternura e a misericórdia de Deus pelos homens – por todos os homens, sem excepção. Como imagem privilegiada para exprimir esta realidade, a Palavra de Deus utiliza a figura do Pastor: Deus é o Pastor que, com amor, cuida do seu rebanho.
       A primeira leitura (Ez 34, 11-16) apresenta Deus como um “bom pastor” (contraposto aos líderes de Israel, os “maus pastores” que conduziram o Povo por caminhos de egoísmo e de morte), cuja preocupação fundamental é o bem-estar do seu rebanho; nesse contexto, o profeta anuncia a obra do Pastor/Deus: libertação do rebanho/Povo, o êxodo para a terra da liberdade, a condução do rebanho para “pastagens excelentes” e os cuidados amorosos que o Pastor dispensará a cada uma das suas ovelhas.
       A segunda leitura ( Rom 5, 5b-11) lembra-nos que o amor de Deus se derrama continuamente sobre os homens. A prova cabal desse imenso amor é Jesus Cristo, o Filho que o Pai enviou ao nosso encontro para nos libertar do egoísmo e do pecado e que deu a própria vida para que o projecto de amor do Pai se concretizasse e atingisse a humanidade inteira.
       O Evangelho ( Lc 15, 3-7) retoma a imagem do Deus/Pastor, cujo amor se derrama, de forma especial, sobre as ovelhas feridas e perdidas do rebanho. Dessa forma, sugere-se que o Pastor/Deus não só não exclui ninguém da sua proposta de salvação – nem sequer aqueles que, pelas suas atitudes “politicamente incorrectas” são marginalizados pelos outros homens – mas até tem um “fraco” especial pelos excluídos: são precisamente esses os destinatários privilegiados do amor de Deus".
Disse Jesus aos fariseus e aos escribas a seguinte parábola: «Quem de vós, que possua cem ovelhas e tenha perdido uma delas, não deixa as outras noventa e nove no deserto, para ir à procura da que anda perdida, até a encontrar? Quando a encontra, põe-na alegremente aos ombros e, ao chegar a casa, chama os amigos e vizinhos e diz-lhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida’. Eu vos digo: Assim haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se arrependa, do que por noventa e nove justos, que não precisam de arrependimento».
Oração de coleta:
       Concedei, Deus todo-poderoso, que ao celebrar a solenidade do Coração do vosso amado Filho, recordemos com alegria as maravilhas do vosso amor e mereçamos receber desta fonte divina a abundância dos vossos dons. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

São João Eudes, presbítero

Nota biográfica:
       Nasceu na diocese de Séez (França) no ano 1601; recebeu a ordenação sacerdotal e dedicou se durante vários anos à pregação nas paróquias. Fundou duas Congregações: uma destinada à formação sacerdotal dos seminaristas e outra para a educação das mulheres cuja vida cristã corria perigo. Fomentou com particular zelo a devoção aos Corações de Jesus e de Maria. Morreu em 1680.
Oração (de coleta):
       Senhor nosso Deus, que Vos dignastes escolher o presbítero São João Eudes para anunciar as insondáveis riquezas do mistério de Cristo, concedei-nos que, seguindo o seu exemplo e os seus ensinamentos, conheçamos cada vez melhor a vossa verdade e vivamos fielmente à luz do Evangelho. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
São João Eudes, sobre o admirável Coração de Jesus

Fonte de salvação e de vida verdadeira

Rogo-te que penses em Nosso Senhor Jesus Cristo como tua verdadeira Cabeça e em ti como um dos seus membros. Ele é para ti como a cabeça para os membros.
Tudo o que é d’Ele é teu: o seu espírito, o seu coração, o seu corpo, a sua alma e todas as suas faculdades. Deves usar de todas elas como se fossem realmente tuas, para servir, louvar, amar e glorificar a Deus. Tu és para Ele como um membro em relação à cabeça; e por isso também Ele deseja ardentemente servir-Se de todas as tuas faculdades como se fossem suas, para servir e glorificar o Pai.
Cristo não somente é para ti, mas quer também estar em ti, viver e dominar em ti, como a cabeça vive e reina nos seus membros. Quer que tudo quanto n’Ele existe viva e domine em ti: o seu espírito no teu espírito, o seu coração no teu coração, todas as faculdades da sua alma nas faculdades da tua alma, de modo que se realizem em ti aquelas palavras: Glorificai e trazei a Deus no vosso corpo, e a vida de Jesus se manifeste em vós.
E tu não somente és para o Filho de Deus, mas deves estar n’Ele tal como os membros estão na cabeça. Tudo quanto há em ti deve ser inserido n’Ele e d’Ele deves receber a vida e por Ele ser governado. Fora d’Ele não encontrarás a vida verdadeira, porque Ele é a única fonte de vida verdadeira; fora d’Ele não encontrarás senão morte e perdição.
Seja Ele o único princípio dos teus movimentos, acções e energias da tua vida; deves viver d’Ele e por amor d’Ele, para que em ti se cumpram estas palavras: Nenhum de nós vive para si mesmo e nenhum de nós morre para si mesmo; se vivemos, vivemos para o Senhor, e se morremos, morremos para o Senhor. Portanto, quer vivamos quer morramos, pertencemos ao Senhor. De facto, Cristo morreu e ressuscitou para ser o Senhor dos mortos e dos vivos. Tu és, por conseguinte, uma só coisa com Jesus, como os membros são uma só coisa com a cabeça; e por isso deves ter com Ele um só espírito, uma só alma, uma só vida, uma só vontade, um só pensamento, um só coração. E Ele deve ser o teu espírito, o teu coração, o teu amor, a tua vida, enfim, deve ser tudo para ti. Todas estas grandezas do cristão têm a sua origem no Batismo, crescem e robustecem se pela Confirmação e pelo bom exercício das outras graças que Deus lhe comunica e que têm o seu mais perfeito complemento na sagrada Eucaristia.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus (ano C)

       A liturgia deste dia convida-nos a contemplar a bondade, a ternura e a misericórdia de Deus pelos homens – por todos os homens, sem excepção. Como imagem privilegiada para exprimir esta realidade, a Palavra de Deus utiliza a figura do Pastor: Deus é o Pastor que, com amor, cuida do seu rebanho.
       A primeira leitura apresenta Deus como um “bom pastor” (contraposto aos líderes de Israel, os “maus pastores” que conduziram o Povo por caminhos de egoísmo e de morte), cuja preocupação fundamental é o bem-estar do seu rebanho; nesse contexto, o profeta anuncia a obra do Pastor/Deus: libertação do rebanho/Povo, o êxodo para a terra da liberdade, a condução do rebanho para “pastagens excelentes” e os cuidados amorosos que o Pastor dispensará a cada uma das suas ovelhas.
        A segunda leitura lembra-nos que o amor de Deus se derrama continuamente sobre os homens. A prova cabal desse imenso amor é Jesus Cristo, o Filho que o Pai enviou ao nosso encontro para nos libertar do egoísmo e do pecado e que deu a própria vida para que o projecto de amor do Pai se concretizasse e atingisse a humanidade inteira.
       O Evangelho retoma a imagem do Deus/Pastor, cujo amor se derrama, de forma especial, sobre as ovelhas feridas e perdidas do rebanho. Dessa forma, sugere-se que o Pastor/Deus não só não exclui ninguém da sua proposta de salvação – nem sequer aqueles que, pelas suas atitudes “politicamente incorrectas” são marginalizados pelos outros homens – mas até tem um “fraco” especial pelos excluídos: são precisamente esses os destinatários privilegiados do amor de Deus".

sábado, 12 de junho de 2010