A terceira Carta Encíclica de Bento XVI empresta o título a este blogue. A Caridade na Verdade. Agora permanecem a fé, a esperança e a caridade, mas só esta entra na eternidade com Deus. Espaço pastoral de Tabuaço, Távora, Pinheiros e Carrazedo, de portas abertas para a Igreja e para o mundo...
sexta-feira, 22 de maio de 2026
sábado, 16 de março de 2019
Amai os vossos inimigos

Amar os nossos amigos é tarefa de fácil execução, não custa nada. Agora, amar os inimigos, aqueles de quem não gostamos, que nos fizeram mal ou a quem nós fizemos mal já é uma missão muito pesada, mas, garante Jesus, muito libertadora e que nos dignifica.
sábado, 12 de maio de 2018
Agora deixo o mundo e vou para o Pai
quinta-feira, 10 de maio de 2018
Daqui a pouco já não Me vereis...
sábado, 3 de março de 2018
Pai, dá-me a parte da herança que me toca...
Jesus disse-lhes então a seguinte parábola: «Certo homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me toca’. O pai repartiu os bens pelos filhos. Alguns dias depois, o filho mais novo, juntando todos os seus haveres, partiu para um país distante e por lá esbanjou quanto possuía, numa vida dissoluta. Tendo gasto tudo, houve uma grande fome naquela região e ele começou a passar privações. Entrou então ao serviço de um dos habitantes daquela terra, que o mandou para os seus campos guardar porcos. Bem desejava ele matar a fome com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. Então, caindo em si, disse: ‘Quantos trabalhadores de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome! Vou-me embora, vou ter com meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho, mas trata-me como um dos teus trabalhadores’. Pôs-se a caminho e foi ter com o pai. Ainda ele estava longe, quando o pai o viu: encheu-se de compaixão e correu a lançar- se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos. Disse-lhe o filho: ‘Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’. Mas o pai disse aos servos: ‘Trazei depressa a túnica mais bela e vesti-lha. Ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés. Trazei o vitelo gordo e matai-o. Comamos e festejemos, porque este meu filho estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado’. E começou a festa. Ora o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo. O servo respondeu-lhe: ‘O teu irmão voltou e teu pai mandou matar o vitelo gordo, porque chegou são e salvo’. Ele ficou ressentido e não queria entrar. Então o pai veio cá fora instar com ele. Mas ele respondeu ao pai: ‘Há tantos anos que te sirvo, sem nunca transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos. E agora, quando chegou esse teu filho, que consumiu os teus bens com mulheres de má vida, mataste-lhe o vitelo gordo’. Disse-lhe o pai: ‘Filho, tu estás sempre comigo e tudo o que é meu é teu. Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque o teu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado’» (Lc 15, 1-3.11-32).
quarta-feira, 12 de março de 2014
A belíssima oração do camponês
Então, pensou em rezar da seguinte maneira:
- Cometi uma verdadeira estupidez, Senhor. Saí de casa esta manhã sem o meu livro de oração e como tenho pouca memória, agora, não sou capaz de rezar nem sequer uma oração. De maneira que vou fazer uma coisa: vou rezar cinco vezes o alfabeto muito devagar, e tu, que conheces todas as orações, podes juntar as letras e formar essas oração que sou incapaz de recordar.
- De todas as orações que escutei hoje, esta foi, sem dúvida, a melhor, porque brotou de um coração simples e sincero.
quarta-feira, 20 de março de 2013
O Pai é o que assiste com mais amor
- O Pai é paciência infinitaEntão, continua a contar Jesus:
- O Pai é respeito infinito
- O Pai é generosidade sem limites
- O Pai é amor que persegue
- O Pai é amor que sabe sofrer sem pesar nos outros
- O Pai é amor sempre operante
- O Pai é esperança respeitosa
- O Pai é ternura que sabe derramar o Seu Sangue em silêncio
- O Pai é criatividade, que sabe arriscar
- O Pai é Aquele que quer a todo o custo a salvação do seu filho
- O Pai é aquele que quer arrancar o filho do mal!
é o arrependimento que se torna eficaz,é o arrependimento que se torna acção,é o arrependimento que se torna reparação.Eis que assim nós vemos que o Pai não somente ama,mas reconstrói dentro de nós com uma paciência infinita,com o sofrimento e a dor.O Pai dobra a vontade do filho.O Pai trabalha no coração do homem com amor infinitoque nunca compreenderemos:situações duras, humilhações, sofrimentos, vergonha etc.até que apareça o arrependimento.
terça-feira, 19 de março de 2013
Solenidade de São José, Esposo de Maria
sábado, 9 de março de 2013
IV Domingo da Quaresma - ano C - 10 de fevereiro
5 – Debrucemo-nos um pouco mais sobre a postura do pai. Respeita a opção dos filhos. Dá parte dos seus bens – para ele não existem bens que paguem o amor aos filhos, tudo é para os filhos –, não reclama com o filho mais novo. Não o repreende. Não o castiga. Poderia, ao menos, deixá-lo partir mas de mãos vazias. Os bens são seus, enquanto viver, não dos filhos…
6 – Como outrora, também hoje Deus nos tira do opróbrio, da miséria. Deus vem para nos resgatar de toda a escravidão (primeira leitura). Dá-nos como herança, não uma parte, mas dá-Se todo, em Jesus Cristo, o Seu bem mais precioso, para que no Seu filho muito amado descubramos o caminho de regresso à Casa do Pai, onde jorra a vida.
“Se alguém está em Cristo, é uma nova criatura. As coisas antigas passaram; tudo foi renovado. Tudo isto vem de Deus, que por Cristo nos reconciliou consigo e nos confiou o ministério da reconciliação. Na verdade, é Deus que em Cristo reconcilia o mundo consigo, não levando em conta as faltas dos homens e confiando-nos a palavra da reconciliação. Nós somos, portanto, embaixadores de Cristo… A Cristo, que não conhecera o pecado, Deus identificou-O com o pecado por causa de nós, para que em Cristo nos tornemos justiça de Deus”.
terça-feira, 19 de junho de 2012
Amai os vossos inimigos e orai por eles...
Acrescentamos as palavras, enviadas por email pelo Pe. José Luís Rodrigues, do blogue: O Banquete da Palavra:
"Ao amável toda a gente ama, ao respeitável toda a gente respeita.
Com o encantador toda a gente simpatiza.
Mas, perdoar ao ofensor, calar frente a uma grosseria, ser afectuoso com o insuportável?
Só agarrados a um Jesus Cristo vivo é possíivel engolir em seco, ceder, deixar passar, ter paciência, compreender, perdoar..." (Frei Ignácio Larranaga).
sábado, 4 de junho de 2011
Solenidade da Ascensão do Senhor - 5 de junho
sábado, 28 de maio de 2011
VI Domingo da Páscoa - 29 de maio de 2011
Jesus é um grande pedagogo. Guia-nos pela mão para que possamos captar a Sua mensagem. Quando as palavras podem ser dúbias, apresenta-nos exemplos, imagens, comparações, parábolas. Permitindo-nos também uma escolha, pessoal, livre, despreconceituosa. Deixa margem para que possamos dizer não, ou para que sintamos que o nosso sim é mesmo nosso, é interior. Não se impõe, mas também não lava as mãos, oferece-Se por nós e coloca-nos diante de uma proposta de vida. A Sua tolerância não é de todo indiferença, mas acolhimento, compreensão, perdão, desafio. É Amor. Quer o nosso sim, mas como o Pai, também Jesus age numa dinâmica paterna, respeita o nosso não, ou dá-nos tempo para repensarmos, está sempre disponível, espera por nós, impele-nos para Ele, sem forçar.
Quando sabe próxima a Sua hora, como morte e entrega, mas também como ressurreição/ascensão ao Céu, Jesus não deixa os Seus discípulos às escuras, em incerteza absoluta. A incerteza pode provocar medo e este por sua vez pode tornar-se uma fonte de poder e de controlo. Jesus deixa claro os tormentos por que vai passar, e a que estarão sujeitos os que O seguirem. Para que mais à frente não se sintam defraudados. Mas e ao mesmo tempo, a garantia que a Sua morte, como a Sua ascensão aos Céus, não será um abandono, mas um "até já", Ele enviará o Espírito Santo Consolador.
Mais, Ele fica connosco se guardarmos os Seus mandamentos. É a oportunidade para Lhe mostrarmos o quanto O amamos, e a certeza que Ele e o Pai permanecem em nós, fazem em nós a Sua morada.
2 – São Pedro sustenta o fundamento da justiça e do bem: Jesus Cristo. O bem deverá ser o horizonte de todo o crente, mesmo que implique, por vezes, a perseguição, a prisão e a própria morte!
A este propósito, São Pedro, na sua primeira epístola, é categórico: "... Mais vale padecer por fazer o bem, se for essa a vontade de Deus, do que por fazer o mal. Na verdade, Cristo morreu uma só vez pelos nossos pecados o Justo pelos injustos para nos conduzir a Deus. Morreu segundo a carne, mas voltou à vida pelo Espírito".
Com efeito, Jesus, prosseguindo a vontade de Deus, passando pelo mundo fazendo o bem, optando pela verdade e pela justiça, é morto. Mas morre pelo Seu projecto de amor para com toda a humanidade. Na cruz, todos nós fomos/somos redimidos. Cumpre com a vontade de Deus. E a vontade de Deus é que leve até às últimas consequências o amor, a entrega por amor, mesmo que as últimas consequências signifiquem a morte.
Assim como Jesus Cristo em relação a nós, também nós, pela nossa parte, deveremos prosseguir com o bem, mesmo que isso acarrete padecimentos. Sabendo, por outro lado, que Jesus Cristo está vivo e a agir em nós e no mundo através do Espírito Santo.
3 – O início da Igreja é fulgurante, se pensarmos no número de discípulos e nos meios disponíveis para o anúncio da Palavra de Deus. Para se deslocarem de terra em terra precisavam de dias, de semanas, ou mesmo anos. Mas o que é certo, depois da ressurreição/ascensão de Jesus aos Céus, os discípulos espalham a boa notícia em Jerusalém e arredores.
A perseguição a que estão sujeitos a partir daquela que deveria ser a cidade principal do cristianismo, Jerusalém – e foi-o nos primeiros tempos –, vai acelerar a evangelização. Obrigados a abandonar a cidade santa, vislumbram uma nova oportunidade para testemunhar em nome de Jesus Cristo, falando dos Seus tormentos e sobretudo do Seu projecto de amor para com todos.
O Livro dos Actos dos Apóstolos, que nos narra os progressos da evangelização, hoje, fala-nos de Filipe e como este espalha a boa nova, seguindo-se a ligação à Igreja-Mãe no apostolado de Pedro e de João.
"Filipe desceu a uma cidade da Samaria e começou a pregar o Messias àquela gente. As multidões aderiam unanimemente às palavras de Filipe, ao ouvi-las e ao ver os milagres que fazia... houve muita alegria naquela cidade. Quando os Apóstolos que estavam em Jerusalém ouviram dizer que a Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhes Pedro e João. Quando chegaram lá, rezaram pelos samaritanos, para que recebessem o Espírito Santo, que ainda não tinha descido sobre eles. Então impunham lhes as mãos e eles recebiam o Espírito Santo".
sábado, 21 de maio de 2011
V Domingo da Páscoa - 22 de maio de 2011
Sublinhe-se, uma vez mais, que o cristianismo não é uma Religião do Livro (a Bíblia), ou um conjunto de verdades, de leis, de decretos, mas é antes de mais e sobretudo, uma PESSOA e um acontecimento, Jesus Cristo com o mistério da Sua morte e Ressurreição, momento pelo qual nos oferece a Deus, redimindo-nos de todo o mal, e (re)colocando-nos em Deus.
São escolhidos 7 homens, honrados, justos, de entre a comunidade. Surgem os diáconos (= aquele que serve... serviço das mesas = caridade). A dimensão caritativa não é dispensável, não é acessória, não é engavetável, é o rosto da Igreja, porque é também o rosto de Jesus Cristo. Ele não vem para ser servido mas para servir. Diante dos discípulos para lhes lavar os pés, a reafirmação: assim como Eu vos fiz, fazei-o também vós uns aos outros. Ele é o caminho a percorrer. Mas cada pessoa, como rosto de Cristo para este tempo, é caminho para a salvação.
Caminhamos juntos, mas não uns em vez dos outros!
Caminhamos juntos, mas não uns em vez dos outros!
Olhando para o lado, não vendo ninguém, o caminho torna-se desértico, arenoso.
Mas com os outros, e com Deus no nosso caminho, tudo se torna mais luminoso, mais seguro, ainda que as dificuldades persistam. Sabemos com Quem caminhamos e para onde vamos. O nosso caminhar torna-se mais decidido.
Textos para a Eucaristia (ano A): Act 6, 1-7; 1 Ped 2, 4-9; Jo 14, 1-12.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Este é o Meu Filho muito amado: escutai-O

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Advento...Oração
Vinde, com alegria!
Vamos em família para a casa do Pai.
Somos filhos do Deus da Luz:
abandonemos as obras das trevas
e caminhemos à luz de Cristo.
Peçamos a paz para todos os povos:
que façam das espadas alfaias agrícolas,
e das armas, ceifeiras para os trigais.
– Mostrai-nos, Senhor,
a vossa misericórdia
e dai-nos a vossa salvação.
Revesti-vos do Senhor Jesus Cristo,
o Filho muito amado que o Pai nos enviou
como nosso Salvador.
– Mostrai-nos, Senhor,
a vossa misericórdia
e dai-nos a vossa salvação.
Senhor, despertai-nos do sono da evasão.
Ensinai-nos a vigiar e a estar preparados,
para que não nos surpreenda o vosso Dia.
Amém.
Frei Osvaldo Maffei, OFM
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Deus ama-te apaixonadamente, como és!
"Deus ama-te apaixonadamente, tal como és. (...)
O Senhor é um Deus apaixonado por ti.
Deus é amor e não pode, não sabe, não é capaz de fazer outra coisa
senão amar-te, gostar de ti, querer-te bem. (...)
O Senhor ama-te porque Ele é bom, porque é amor.
Não está à espera que tu sejas anjo ou santo para te amar.
Ele sabe que és barro, que és frágil e por isso te ama, te quer bem.
Não duvides deste amor e abre-te a Ele. (...)
Recorda o que o Senhor disse a Catarina de Sena:
«faz-te receptiva e Eu serei torrencial».
Aprende a ser receptivo, aprende a ter um coração pobre, despojado e humilde,
e o Senhor será, em ti, torrencial, encher-te-á, mais e sempre mais, do seu amor. (...)
Deixa Deus ser Deus, deixa Deus amar-te, abraçar-te, beijar-te,
acariciar-te como faz o Pai do pródigo.
Não fujas, não recues, não te afastes, não coloques obstáculos.
Deixa-te amar por Deus. (...)
Antes de pensares nos teus pecados, contempla o amor que Deus tem por ti,
antes de olhares as tuas misérias, descobre a ternura amorosa do teu Deus. (...)
Convence-te, cada dia sempre mais, que Ele não é capaz de deixar de te amar»
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Ah!!! Se todo o filho pudesse ler isto...

AMADO FILHO
Espero que o dia em que este velho não seja mais o mesmo, tenhas paciência e me compreendas.
E quando deixar cair comida sobre a minha camisa e esquecer como se faz o laço no atacador do meu sapato, tenhas paciência comigo e lembra-te das horas que passei ensinando-te essas mesmas coisas.
Se quando conversares comigo eu repetir as mesmas histórias, não me interrompas e escuta-me. Quando eras pequeno, para que dormisses, tive de contar milhares de vezes as mesmas histórias até tu fechares os teus olhinhos.
Quando estivermos reunidos e sem querer fizer as minhas necessidades, não fiques com vergonha.Espero que compreendas que não tenho culpa disso, pois já não as posso controlar. Pensa quantas vezes pacientemente, troquei as tuas roupas para que tivesses sempre limpo e cheiroso.
Lembra-te que fui eu quem te ensinou tanta coisa...Comer, vestir e como enfrentar a vida tão bem como hoje o fazes. Isso é o resultado do meu esforço e da minha perseverança.
Se em algum momento quando conversarmos eu esquecer-me do que estávamos a falar, tem paciência comigo e ajuda-me a lembrar.Talvez a única coisa importante para mim naquele momento, seja o fato de te ver perto de mim e dando-me atenção e não o que falávamos.
Se alguma vez eu não quiser comer, espero que saibas insistir com carinho assim como fiz contigo.
Espero que compreendas que com o tempo não terei dentes fortes nem agilidade para engolir.
E quando as minhas pernas falharem por estarem tão cansadas e eu não conseguir mais me equilibrar...Com ternura dá-me a tua mão para me apoiar, como eu o fiz quando começaste a caminhar com as tuas perninhas tão frágeis.
Se algum dia me ouvires dizer que não quero mais viver, não te aborreças comigo.Algum dia entenderás que isto não tem a ver com o teu carinho ou com quanto te amo.
Espero que compreendas que é difícil ver a vida abandonando aos poucos o meu corpo, e que é duro admitir que já não tenho o mesmo vigor para correr ao teu lado.
















