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segunda-feira, 8 de maio de 2017

Grupo de Jovens de Tabuaço no Lar da Santa Casa

       O Grupo de Jovens (GJT) aproveitou o dia 1 de maio, feriado, dia do trabalhar, para uma visita ao Lar da Santa Casa da Misericórdia de Tabuaço. Faz parte da missão do GJT a atenção às pessoas que se encontram em situação mais frágil, mormente pessoas idosas, doentes e/ou que vivem em solidão.
      Ao início da tarde, alguns dos membros do GJT encontraram-se no Lar, levando a boa disposição e, através de alguns cânticos, interagindo com as pessoas presente, procuraram proporcionar uma tarde diferente àqueles que nos precedem no tempo e na história.
       No final, como habitualmente, o GJT foi convidado para uma lanche, um gesto de gratidão e de simpatia. Algumas das fotos desta jornada importante do GJT no Lar da Santa Casa.

Disponíveis outras fotos: Paróquia de Tabuaço no Facebook.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

10 aconselhamentos para não envelhecer

  1. Não te deixes envelhecer. Nunca digas, mesmo a brincar, que estás velho. O estar velho não tem muito a ver com a idade. É uma atitude.
  2. Também nunca digas que estás jovem. Se o ouvires dos outros, não acredites em demasia.
  3. Procura ser do teu tempo, entender o teu tempo. Nem olhes para trás, nem ultrapasses as nuvens.
  4. Que o passado sirva para te situares no presente e perspetivares o futuro com sabedoria.
  5. Não te "armes" em conselheiro, com os pretextos da experiência vivida e acumulada. Que sejam os outros a descobrir-te e a procurar-te.
  6. Não te feches, nem em casa, nem em ti. O mundo é o teu espaço: sai, convive, troca ideias e experiências, ajuíza os acontecimentos, que vão marcando a marcha da comunidade. Se não forem bons, procura corrigi-los.
  7. Encontra tempo para te pores as perguntas que, se calhar, nunca te puseste a sério: Afinal, quem sou eu? Porque sou? Para que sou?
  8. Não és uma "ilha", não fazes parte de um "arquipélago". Antes, és membro de uma grande família, na qual e com a qual - com cuja sorte - estás comprometido até ao pescoço.
  9. Aceita as limitações com naturalidade, sem queixumes que te "coitadinhizam". Em qualquer estádio da vida.
  10. Canta a vida, em cada dia. Cada dia é o nosso dia. Nele, devemos ser e estar por inteiro.
D. Manuel Martins, Pregões de Esperança, pp. 151-152

sexta-feira, 13 de junho de 2014

ANSELM GRÜN - Que fiz eu para merecer isto?

ANSELM GRÜN (2007). Que fiz eu para merecer isto? A incompreensível justiça de Deus. Prior Velho: Paulinas Editora. 160 páginas.
       O sofrimento, físico, psíquico, espiritual, o sofrimento auto-infligido, ou consequência dos outros ou da natureza, é um tema por demais delicado. É precisamente aqui que o monge beneditino, alemão, Anselm Grün, reconhecido pelos seus conselhos, em palestras, livros publicados, aconselhamento espiritual, como pároco, apresenta mais uma reflexão que pretende compreender o sofrimento e dar pistas para o enfrentar, para o superar, para o aceitar, sabendo-se que cada pessoa é única e que por vezes as palavras são insuficientes para ajudar ou outras vezes são inúteis para quem passa por situações de tormenta, culpabilizando-se ou culpando os outros.
       Para os crentes há sempre uma pergunta que vem ao de cima: por quê eu? Porque é que Deus me fez isto? Sendo eu uma pessoa de bem, que vivi sempre de forma saudável, respeitando os outros, cuidando da alimentação, fazendo desporto, por que é que Deus permitiu que se manifestasse em mim esta doença?
       Embora com riscos, o autor procura mostrar que não adianta muito procurar culpados, mas vale muito levar até Deus o protesto, como fez Job, como fez Jesus, rezar-lhe as próprias mágoas, protestando contra Ele. No final, o nosso coração ficará mais preparado para aceitar a nossa fragilidade e para aceitarmos que Deus ultrapassa sempre os nossos conceitos humanos. O sofrimento pode ser oportunidade para desfazermos a imagem que temos de Deus e por outro lado para erguermos a nossa casa, a nossa vida, sobre a rocha firme que é Deus. Quando edificamos a nossa vida sobre a saúde, os bem materiais, os amigos, poderemos desembocar na desilusão, no desencanto. Edificar a nossa vida a partir de Deus, mesmo que por vezes O não entendamos, é a garantia que a nossa casa sobrevirá a todas as intempéries.
       Como em outros livros do autor que aqui já recomendámos, como Pai-nosso, uma ajuda para a vida, e A sublime Arte de envelhecer, também este lança pistas, sugestões, coloca perguntas, procura na Bíblia, na Filosofia, na Psicologia, na experiência pessoal e sacerdotal, apresentando casos concretos com os quais se deparou ao longo da vida... Sem dogmatismos, com forte confiança em Deus e na dimensão espiritual da pessoa.
       Pelo índice: respostas teológicas ao sofrimento; explicação do sofrimento pelos místicos; relação com experiências concretas de sofrimento (sofrimento provocado pelas pessoas, morte de pessoas queridas, quando o corpo ou a alma adoecem, preocupações com os filhos - homossexualidade, doença e deficiência, doença psíquica, anorexia, toxicodependência), fracasso no trabalho e nas relações (desemprego, separação e divórcio); sofrimento auto-infligido, a catástrofes naturais.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

ANSELM GRÜN - A sublime arte de envelhecer

ANSELM GRÜN (2009). A sublime arte de envelhecer e tornar-se uma bênção para os outros. Prior Velho: Paulinas Editora, 176 páginas.
       Voltámos a sugerir um livro de Anselm Grün, o monge beneditino que é considerado um verdadeiro guia espiritual, através dos seus escritos, das conferências e seminários em que participam, refletindo a vida com as complexidades da morte, do sofrimento, do mal, da fé, da doença.
       A reflexão proposta anteriormente: PAI-NOSSO, uma ajuda para a vida: AQUI.
       Neste volume a reflexão sobre a arte de envelhecer. Embora esteja no horizonte de todas as pessoas ir envelhecendo, é necessário adaptar-se, renunciar, lidar com a perda e o sofrimento, com as limitações físicas e mentais, aprender a conviver com a própria morte e transformá-la numa dádiva de comunhão, como fez Jesus Cristo. Na morte, já nada nos separará dos outros. Somos mais iguais.
       O prefácio está a cargo do Pe. Vítor Feytor Pinto, durante muito tempo ligado diretamente às questões da Vida, toxicodependência, Sida,, cuja experiência e sabedoria lhe permitem fazer uma leitura assertiva sobre a temática presente.
       O autor, Anselm Grün, com 64 anos quando escreveu o texto, fala a partir da experiência de outros, recorrendo à filosofia e à teologia, mas também a outras áreas do saber, como a psicologia. Faz-nos, como se diz no prefácio, conhecer o pensamento de Karl Rahner, Teilhard Chardin, Romano Gurdini, Breemen, Hermann Hesse, e tanto outros. É um excelente livro para os mais velhos, mas também para os mais novos.
       O papa Francisco tem insistido na cultura da inclusão, referindo que os dois extremos, jovens e idosos, são frequentemente esquecidos. No entanto, uma sociedade que esquece o saber, a experiência e a memória dos mais velhos, é uma sociedade condenada a desaparecer.
        É precisamente nesta linha que se desenvolve o pensamento de Grün, sobre o contributo dos mais velhos, mas também, dedicando-lhe muito espaço, com os mais velhos a lidarem com as suas limitações, com a doença, com a falta de forças, renunciando ao poder, renunciando a controlar a vida por inteiro, descobrindo novos afazeres, aprendendo a sublime arte de envelhecer, a paciência, o despojamento.
       Veja-se o índice: O significado da velhice; Aceitação da própria existência (reconciliação com o passado, aceitar os seus limites, aprender a viver com a solidão); Renunciar aos bens materiais, à saúde, renunciar às relações, à sexualidade, ao poder, ao ego; Fertilidade; Envelhecer juntos; Virtudes da velhice - serenidade, paciência, mansidão, liberdade, gratidão, amor; Lidar com os medos e com a depressão; o caminho do silêncio; transcender o ego; treino para a morte.
        É mais um daqueles títulos que até pode ser provocador, mas que se lê com facilidade, pois os exemplos concretos ajudam a entrar dentro dos diversos conteúdos.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

D. Manuel Clemente - Portugal é uma teima

       Pátria marinheira e andarilha, forçosamente assim pela exiguidade da terra, forçosamente assim pela mundialização do mercado, estou realmente em crer que a nossa diáspora é, em boa parte, o nosso futuro. Com as diferenças de hoje, pela potencialidade das comunicações de todo o género. Quase podermos partir ficando e ficar partindo, mas temos portos em todo o lado, nos cinco milhões que somos fora. O que noutros tempos foi forçoso, ganha agora outra força potencialmente criativa.
       O melhor que tempos para o futuro é tanta humanidade acumulada. E este é um futuro onde os outros também cabem, como nós caberemos com os outros, com aquela lucidez que só o tempo apura. Também para a Europa fita o mundo com os olhos portugueses, de mar a mar.

       Sabedoria é saber de experiência feita, ou experiência decantada, assimilada e transformada em vida. Requer um tempo que não é logo dinheiro, assim como induz um conjunto de qualidades e virtudes que não estão hoje em alta: prudência, ponderação, memória histórica, considerações humanistas em geral...

       Sabedoria que requer tempo, muito tempo, para assimilar a experiência, dando-lhe consistência realmente humana, porque refletida, livre e responsável. Perspetiva esta que alterará profundamente o esquema comum de crescimento - plenitude - decadência para o itinerário oposto de ignorância - aprendizagem - sabedoria...

       Portugal culturalmente é uma teima, como geograficamente é uma praia, feita cais de partir e chegar, chegar e partir...
       ... o ficar e o partir se equacionam agora de modo muitíssimo diferente do que ainda há poucos anos nos caraterizava em geral. Mentalmente, ficámos marcados com os êxitos (alguns) e os traumas (muitos) das emigrações forçadas para o Brasil de Oitocentos ou para a França e Alemanha de há meio século e depois....

       Cultura, como aquilo que sabemos antes de aprender tudo o mais e continuamos a saber depois de esquecermos tudo o resto.

in D. Manuel CLEMENTE, O tempo pede uma Nova Evangelização.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Cardeal Bergoglio/Papa Francisco - Só o amor nos salvará


Jorge Mario Bergoglio/Papa FRANCISCO, Só o amor nos salvará. Lucerna. Cascais 2013, 160 páginas.

       Têm-se multiplicado as publicações sobre o atual Papa, estudos, perspetivas, recolha de textos, intervenções, mensagens.
       Eis mais uma recolha de homilias, mensagens aos sacerdotes, religiosos, leigos, à cidade e diocese de Buenos Aires, à Argentina, aos dirigentes políticos, à Igreja e à cultura, aos poderosos e a todos aqueles que nas dependências exploram pessoas.
       Desde o início do seu Pontificado tem surgido uma curiosidade em crescendo com os gestos e palavras do Papa Francisco. Independentemente das motivações editoriais, os livros sobre o Papa Francisco, ou com textos do então Cardeal, mostram a vida, o pensamento, o conteúdo, que agora se universalizam como Papa Francisco.
       São textos expressivos, revelam a fé, a experiência de um homem de Deus, a proximidade com os seus conterrâneos e com a cidade de Buenos Aires, como sacerdote, como irmão, como pastor, em diálogo com as forças vivas, na exigência da subsidiaridade para com os pais pobres. Sobrevém a Doutrina Social da Igreja, como mensagem desafiadora de interesses instalados.
       Algumas expressões são contundentes, a cultura do "caixote do lixo", idosos abandonados, como lixo, dispensáveis, descartáveis, formas encapotadas de eutanásia, deixando-se nos hospitais para morrer, com falta de assistência e medicação. Outra ideia semelhantes, os idosos como um casaco que se deixa pendurado quando não é necessário. E assim também numerosas crianças, maltratadas, abandonadas, a recolher cartão, a passar fome, a ser usadas e abusadas. Grito contra a escravatura na cidade de Buenos Aires, exploração no trabalho, tráfico de drogas mas também de pessoas.
       Numa das mensagens, sobretudo aos sacerdotes e religiosos, o então Cardeal, estava a meditar nas leituras de Domingo e sentiu um impulso de lhes escrever uma carta sobre a oração. Um dos dados que tem deixado marcas e que aprece em muitas intervenções: "rezem por mim", pedi-lhes para pedirem por mim. Rezar, chatear Deus, importuná-l'O, insistir, interceder por outros.
       Outra expressão que lhe é própria e que a ouvimos logo na primeira intervenção como Papa e referida a Bento XVI, que Jesus vos abençoe e que Maria cuide de vós/ que Nossa Senhora vos ajude. Aliás, como outros papas anteriores, a referência a Maria é constante, mas que traz como bispo e cardeal.
       Outra terminologia assumida desde o início, a Igreja não pode ser autorreferencial, há de anunciar Jesus. Cristo estava à porta a bater, para poder entrar, agora está dentro a querer sair, para o exterior, ao encontro de pessoas. A Igreja tem de ir às periferias existenciais, ao encontro das pessoas.
       Outros temas tratados por Jorge Bergoglio, o casamento de pessoas do mesmo sexo, a função do estado, a construção da Pátria, os valores, a dignidade humana...

Sobre esta obra e esta sugestão veja também: Fundamentos - AQUI.

domingo, 25 de novembro de 2012

Velho - Mafalda Veiga

Música/canção proposta na disciplina de EMRC, 9.º ano, sobre a dignidade humana. Aqui apresentada com imagens relacionadas com a letra...

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Dia Mundial do Doente - Oração a Maria

Oração a Nossa Senhora, Saúde dos Enfermos
Ó Virgem Santa Maria, Saúde dos Enfermos
que acompanhaste Jesus ao longo da vida
desde o nascimento em Belém
à vida oculta em Nazaré
desde o começo da pregação do Reino em Cafarnaúm
e ao cuidado com os mais pobres e que mais sofrem
nos caminhos da Galileia e da Judeia
até ao momento do grande sacrifício, no Calvário,
Ó Virgem Santa Maria, consoladora dos aflitos
que permaneceste junto à Cruz do teu Filho
participando intimamente nas suas dores
Ó Virgem Santa Maria, Mãe de Jesus
e mãe de todos os homens e mulheres
acolhe os nossos sofrimentos e une-os ao de Jesus
para que as sementes da esperança
espalhada no mundo pela fé e pelo amor
continuem a produzir frutos abundantes
na vida de todos os doentes.
Mãe de misericórdia, com a maior fé nos volvemos para ti,
Senhora consegue-nos do teu Filho Jesus
que rapidamente possamos voltar,
plenamente restabelecidos,
às nossas ocupações
para sermos úteis aos outros com o nosso trabalho.
Entretanto, fica ao pé de nós neste momento de sofrimento
e ajuda-nos a repetir, cada dia,
contigo o nosso "sim"
sabendo que Deus sabe tirar do mal, um bem sempre maior.

Virgem lmaculada,
faz que a nossa oração no mundo da dor e da angústia
se transformem para nós e para os que mais amamos
na expressão mais bela da vida cristã
para que, na contemplação do Rosto de Cristo Ressuscitado,
encontremos a abundância da misericórdia de Deus
e a alegria de uma comunicação,
cheia de amor, com os nossos irmãos
antevisão da alegria sem fim que todos teremos no Céu. Amem!

Oração recolhida a partir de uma oração de João Paulo II no Jubileu 2000
Veja alguns textos e histórias recolhidos neste blogue:

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Além das receitas - editorial da Agência Ecclesia

Todos podemos aprender a ouvir mais atentamente a terceira idade, envolvendo-a nas paróquias
        A UE pretende desenvolver, até 2014, uma série de iniciativas/respostas ao crescente envelhecimento da sua população. A mais saliente de entre elas será a celebração do Ano Europeu do Envelhecimento Ativo, que agora começa.
       Os números justificam-no claramente: “em 2060 haverá apenas uma pessoa em idade ativa (15-64) por cada pessoa com mais de 65 anos”. É, pois, evidente o desafio que daqui emerge; mas também a oportunidade de pensamento e mudança que tal comporta. Sobretudo, se tal fizer aprofundar políticas sociais e alterar preconceitos...
       Um deles é a ideia, muito assimilada, de que a vida (quase) termina no dia em que se passa à reforma. A pessoa em causa facilmente sente que perdeu status numa sociedade que considera que deixar de trabalhar é deixar de produzir e aumentar o número dos descartáveis.
       Contrariar esta mentalidade e aprender a tirar partido da vida em tais circunstâncias é uma tarefa de cada um; mas há, igualmente, que fazer ver à opinião pública o potencial dos mais idosos para o serviço à sociedade e à economia: não os afastando do mercado do trabalho e incrementando a sua participação na vida da comunidade. Concretamente, proporcionando contextos para a transmissão dos respetivos conhecimentos, que enriquecem outras gerações e salvaguardam a própria autoestima. Ao mesmo tempo, os mais idosos também se enriquecem, pois que nenhuma geração tem o monopólio do saber: cada um tem conhecimentos de que outros carecem!
       Este é um caminho a percorrer, contra o individualismo que ameaça dominar-nos e nos fecha dentro de fronteiras que os outros rotulam: de um lado, os “cotas”; do outro, os “inconscientes”. Uns e outros, porém, fechando aos demais as condições do seu (des)envolvimento pessoal e social.
       Entendo que neste ano e neste diálogo indispensável a Igreja tem muito a aportar. A começar pela prática - mostrando que, no seu seio, não há lugar para a discriminação. Pelo contrário, assumindo-se como lugar onde cada ser humano vale e é reconhecido pelo que é e não pelo que faz ou produz.
       Todos podemos aprender a ouvir mais atentamente a terceira idade, envolvendo-a nas paróquias, mediante o acolhimento dos seus dons. E o voluntariado não é o menor dos espaços de participação, sendo que a imaginação e a sensibilidade pastoral saberão encontrar outros ministérios.
       Comecemos por deixar intervir, contrariando a tentação de manter ou desejar idosos passivos ou como meros e mais frequentes fregueses da Missa e outros sacramentos...
       A este propósito encontrei citado, acho que apropriadamente, o Salmo 92 “Os que estão plantados na casa do Senhor florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos e vigorosos para anunciar que o Senhor é reto”.
       Amá-los e respeitá-los é muitíssimo mais que ter saudades dos contos do avô ou das receitas da avozinha!

João Aguiar Campos, Editorial da Agência Ecclesia.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Filho és, Pai serás - versão chinesa

       Uma senhora de idade avançada foi morar com o filho, a nora e a netinha de 4 anos. As mãos da velhinha estavam trémulas, sua visão embaçada e os passos, vacilantes.
       A família comia reunida à mesa. Mas as mãos trémulas e a visão falha da senhora a atrapalhavam na hora de comer. A soja rolava de sua colher e caía no chão. Quando pegava a tigela, o missoshiru (sopa à base de pasta de soja) era derramado na toalha.
       O filho e a nora irritaram-se com a bagunça:
       - Precisamos tomar uma providência com respeito à mamãe”, disse o filho.
       - Já tivemos suficiente sopa derramada, barulho de gente comendo com a boca aberta e comida pelo chão.
       Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da cozinha.
       Ali, a senhora comia sozinha, enquanto o resto da família fazia as refeições na sala, com satisfação.
       Desde que a velhinha quebrara uma ou duas tigelas de louça, sua comida era servida numa tigela de madeira. Quando a família olhava para a velha senhora sentada ali sozinha, às vezes notava que ela tinha lágrimas nos olhos.
       Mesmo assim, as únicas palavras que lhe diziam eram admoestações ásperas quando ela deixava um palito ou comida cair ao chão. A menina de 4 anos assistia a tudo em silêncio.
       Uma noite, antes do jantar, a mãe percebeu que a filha pequena estava no chão, manuseando pedaços de madeira. Ela perguntou delicadamente à criança: “O que estás a fazer?”
       A menina respondeu docemente:
       - Oh, estou fazendo uma tigela para você comer, quando eu crescer.
       E a garota sorriu e voltou ao trabalho.

Filho és, Pai serás - LIMITES

        Nos velhos tempos havia uma terra onde os filhos costumavam levar os pais velhos, que já não podiam trabalhar, para o cimo de um monte, onde ficavam sozinhos, para morrer à míngua. Certa vez um jovem do lugar foi levar o velho pai, às costas, para abandoná-lo. Chegando ao ponto em que ia deixar o ancião, colocou-o no chão e deu-lhe uma manta para que se abrigasse do frio até a hora da morte.
        E o velho perguntou :
       - Tens por acaso uma faca contigo?
       - Tenho, sim senhor. Para que a quer?
       - Para que cortes ao meio esta manta que me estás dando. Guarda a outra metade para ti, quando teu filho te trouxer para este lugar.
       O jovem ficou pensativo. Tomou o pai às costas e voltou com ele para casa, fazendo assim, com que o horrível costume desaparecesse para sempre.
       Filho és, pai serás, como fizeres, assim acharás.
       Conhecemos esta história e este provérbio.
       Veja o vídeo/diaporama que sobre a exigência em relação aos filhos, na relação com a displicência em relação aos pais...

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Eu, Domador de Mim...


.O velhote já tinha todas as rugas do tempo, quando o encontrei pela primeira vez. Queixava-se de que tinha muito a fazer.
Contra quem lutamos? Perguntei-lhe.Como era possível, que em sua solidão, tivesse tanto trabalho...
- Tenho que domar dois falcões, treinar duas águias, manter quietos dois coelhos, vigiar uma serpente, carregar um asno e dominar um leão! – disse ele.
- Não vejo nenhum animal perto do local onde vives.
-Onde eles estão?
- Ele então explicou:
- Estes animais, todos os Homens têm!
. Os dois falcões lançam-se sobre tudo o que aparece, seja bom ou mau. Tenho que domá-los para que se fixem sobre uma boa presa. São meus olhos!
. As duas águias, ferem e destroçam com suas garras. Tenho que treiná-las para que sejam úteis e ajudem sem ferir. São as minhas mãos!
. Os dois coelhos, querem ir aonde lhes agrada. Fugindo dos demais e esquivando-se das dificuldades... Tenho que ensinar-lhes a ficarem quietos, mesmo que seja penoso, problemático ou desagradável. São meus pés!
.O mais difícil é vigiar a serpente. Apesar de estar presa numa jaula de 32 barras, mal se abre a jaula, está sempre pronta para morder e envenenar os que a rodeiam. Se não a vigio de perto, causa danos. É a minha língua!
. O burro é muito obstinado, não quer cumprir com suas obrigações. Alega estar cansado e se recusa a transportar a carga de cada dia. É meu corpo!
.Finalmente, preciso dominar o leão... Ele quer ser sempre o rei, o mais importante. É vaidoso e orgulhoso. É o meu coração!

Autor Desconhecido.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Dia Internacional do Idoso


Idoso é quem tem o privilégio de viver uma longa vida... velho é quem perdeu a jovialidade.

A idade causa a degenerescência das células... a velhice causa a degenerescência do espírito.

Você é idoso quando sonha... você é velho quando apenas dorme.

Você é idoso quando ainda aprende... você é velho quando já nem ensina.

Você é idoso quando se exercita... você é velho quando somente descansa.

Você é idoso quando tem planos... você é velho quando só tem saudades.

Para o idoso a vida se renova a cada dia que começa... para o velho a vida se acaba a cada noite que termina.

Para o idoso o dia de hoje é o primeiro do resto de sua vida... para os velhos todos os dias parecem o último de uma longa jornada.

Para o idoso o calendário está repleto de amanhãs...
para o velho o calendário só tem ontens.

Que você, quando idoso, viva uma vida longa, mas que nunca fique velho.

Oração pelo Idoso

A ti, meu Deus, elevo minha oração
Por todos aqueles e aquelas que já se sentem vergados pelo peso dos anos.
Tua providência amorosa permitiu que se prolongassem os seus dias na Terra.
Meu Deus, agora eles olham para trás e vêem todo o passado percorrido, desde as traquinices da infância até à fragilidade dos derradeiros dias.
Retira toda a amargura dos seus espíritos, para que se fixem, de preferência,nas lembranças agradáveis e felizes.
Apaga, meu Deus, qualquer marca de ressentimento causado pela ingratidão e pela maldade dos que um dia passaram pelo seu caminho.
Alegra os corações cansados e abatidos.Proporciona-lhes os meios de reviverem as alegrias de uma vida normal e associativa.
Meu Deus, afugenta os fantasmas da solidão, do abandono e do desprezo.
Cerca-os de amparo e de calor humano no cotidiano em que vivem, para que possam manter ânimo bem-disposto, aberto e feliz em Esperança que revigora a vida.
Recompensa, meu Deus, a longa dedicação que demonstram com a bênção daquela paz que vem de Ti, e prevalece contra todas as limitações da idade avançada !

Que assim seja!!
 
( autor M. R. Guerra )

domingo, 4 de julho de 2010

Encontro de Jovens e Idosos de Tabuaço

       O V Encontro de Jovens e Idosos do Concelho de Tabuaço, promovido pela Associação com o mesmo nome, sediada em Adorigo, realizou-se em Pinheiros. No final da manhã a celebração da Eucaristia, no Cabeço das Pombas. Três fotos cedidas pelo Sr. Rui de Carvalho.
       Numa das imagens pode ver-se a belíssima imagem de Nossa Senhora do Rosário, que recentemente foi intervencionada pela Signinum, efectuando-se a sua limpeza e restauro, e que foi transportada da Igreja paroquial de Pinheiros, num andor arranjado com arte.

sábado, 29 de maio de 2010

Sorria!...


O sofrimento é algo que aprendemos a sentir dentro de uma situação que contraria a nossa vontade.

A situação existe, mas sofrer dentro dela é uma escolha nossa.

Finanças? Se o dinheiro está curto... Sorria! O sorriso atrai prosperidade.

Família - Se está havendo conflitos... Sorria! O sorriso, dissolve as energias pesadas.

Trabalho - Se o trabalho parece lento... Sorria! O sorriso abre novas portas para novas possibilidades.

Amigos - Se alguns o desapontaram... Sorria! O sorriso é um íman para novas amizades.

Saúde - Se não está bem... Sorria! O sorriso fortalece as defesas do corpo.

Idade - Se ela o (a) preocupa... Sorria! O sorriso emite a luz da jovialidade.

Solidão - Se ela aparecer... Sorria! O sorriso conquista boas companhias.

Amor - Se você está sem nenhum... Sorria! O sorriso nos torna mais atraentes.

Sorria!

A escolha é sua!

segunda-feira, 22 de março de 2010

A velhice existe?


Alguns de nós envelhecemos, de facto, porque não amadurecemos.

Envelhecemos quando nos fechamos às novas ideias e nos tornamos radicais.

Envelhecemos quando o novo nos assusta.

Envelhecemos também quando pensamos demasiado em nós próprios e nos esquecemos dos outros.

Envelhecemos se paramos de lutar.

Todos estamos matriculados na escola da vida, onde o mestre é o Tempo.

A vida só pode ser compreendida olhando para trás. Mas só pode mesmo ser vivida olhando para a frente.

Na juventude aprendemos; com a idade compreendemos…

Os homens são como os vinhos: a idade estraga os maus, mas melhora os bons.

Envelhecer não é preocupante: ser olhado como velho é que o é.

Envelhecer é mesmo uma Graça de Deus!

Nos olhos do jovem arde a chama, nos do velho brilha a luz.

Sendo assim, não existe idade, somos nós que a criamos. Se não acreditares na idade, não envelhecerás até ao dia da tua morte.

Pessoalmente, eu não tenho idade: tenho vida!

Não deixes que a tristeza do passado e o medo do futuro te estraguem a alegria do presente.

A vida não é curta; as pessoas é que ficam mortas tempo demais…

Faz da passagem do tempo uma conquista e não uma perda.

Deus vos abençoe!


terça-feira, 2 de março de 2010

A velhinha do cruzeiro


Uma boa ideia, para quando chegar a nossa vez de ir para um LAR,desde que se receba uma boa reforma!!!...