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sábado, 21 de setembro de 2013

Não importa o ponto de partida

(reposição desta reflexão na Festa de São Mateus:)
       Não importa (tanto) o ponto de partida, a situação em que nos encontramos, o lugar em que estejamos, a condição que vivemos no momento actual, a distância da estrada...
       Importa (sobretudo e acima de tudo) a nossa predisposição para escutar a voz de Deus, o caminho que nos dispomos a percorrer, a disponibilidade para nos deixarmos converter pela graça de Deus e de caminharmos juntamente com o Mestre dos Mestres, Jesus Cristo.
       São Mateus, cuja festa celebramos hoje, diz-nos isso mesmo. É um cobrador de impostos. Está ao serviço do Império Romano, que oprime e subjuga Israel. É (considerado) inimigo dos judeus. Publicano (=cobrador de impostos) é o mesmo que pecador público. É ostracizado na convivência social, política e religiosa. E. no entanto, Jesus chama-o no seu local de trabalho, na sua condição actual, sem preconceitos...
       Mateus torna-se discípulo e apóstolo de Jesus. Convida-O para sua casa. A refeição é uma forma de comunhão. Só se senta à minha mesa quem me quer bem. Só me sento à mesa com quem me dou. E Jesus lá está, no meio de pecadores e publicanos, em casa de Mateus, sujeito a olhares, a juízos de valor. O preconceito de alguns leva-os a murmurar. Jesus vive eliminando todo e qualquer preconceito. Todos somos igualmente filhos de Deus.
       Podemos ser os maiores pecadores. Ainda assim, Deus chama-nos, espera por nós, quer a nossa conversão, a nossa felicidade, a nossa salvação.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

As borboletas e o fogo

       Uma noite, as borboletas reuniram-se na ânsia de conhecer a chama.
       Diziam:
       – é preciso que alguém nos dê alguma informação.
       Uma delas aproximou-se de um castelo e, de fora, viu a luz da candeia. Contou as colegas a sua impressão segundo tinha podido entender. Mas a borboleta que presidia à assembleia não ficou satisfeita. E disse:
       – Não sabes nada acerca da chama.
       Partiu uma outra e penetrou no castelo, tocando na candeia, mas ficando longe da chama. Também esta trouxe uma mão cheia de segredos, falando do seu encontro com a candeia. Mas a borboleta sábia disse:
       – Também isso não é uma informação com interesse, minha querida. Precisamos de uma melhor investigação.
       Partiu a terceira e devagarinho, bateu as asas e poisou em cima da chama. Estendeu as patas e abraçou-a, perdendo-se alegremente nela. Envolvida completamente pelo fogo, tornou-se toda vermelha como ele.
       Quando a borboleta sábia a viu de longe a tornar-se uma só coisa com a candeia e a ficar cor da luz, disse:
       – Apenas esta conseguiu. Só ela sabe alguma coisa acerca da chama!
Lenda Árabe

       Em muitas das questões fundamentais, o ser humano precisa de fazer a experiência por si mesmo. Não basta o que ouvimos dizer, é fundamental o que sentimos nesta ou naquela dimensão da vida. Para o crente cristão não basta o que já ouvir dizer de Jesus Cristo, é imperioso que faça a experiência de Jesus na sua vida pessoal e familiar, que leia, medite, reflicta a Palavra de Deus, que concretize a sua fé em gestos concretos de perdão e de caridade, ao jeito de Jesus, para assim saber quem é Jesus,...

segunda-feira, 4 de junho de 2012

O Príncipe e os prisioneiros

       Depois de ter vencido a batalha, os conselheiros disseram ao princípe:
        - Todos os prisioneiros devem ser mortos, porque era assim que fazia o teu pai.
       O príncipe convocou os prisioneiros à sua presença. Chamou o primeiro e disse-lhe:
       - Amas alguém?
       Ele respondeu:
       - Sim, amo a minha esposa.
       O príncipe sentenciou:
       - Então estás salvo, pois o amor tem direito à vida.
       E assim foi interrogando, um a um, todos os prisioneiros, e todos amavam alguém. Tinham, por isso, direito a viver.
       Apareceu, contudo, um que não amava ninguém e odiava toda a gente. O princípe disse-lhe:
       - Tu também te podes ir embora, pois não existes! És como se estivesses morto. Só existe verdadeiramente quem sabe amar.

in Juvenil, n.º 537. Maio 2010.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Às vezes basta SORRIR

       É impressionante a quantidade de pessoas pelas quais passamos todos os dias, muitas vezes as mesmas pessoas, dia após dia, nos mesmos sítios, mas sempre distantes, ausentes, frias, de cara "fechada".
        Vivemos numa sociedade governada pelo medo do próximo, falta de atenção, de simpatia, a pensar apenas em si próprio no eu apenas. Somos fruto de uma sociedade que nos vai moldando e nem sempre da melhor maneira.
       Muitas vezes basta sorrirmos para fazermos alguém sentir-se melhor, um “bom-dia” sorridente, um “olá” que muda a outra pessoa. Quantas vezes não acontece chegarem a um sítio para tratarem de alguma coisa e aparecer uma cara sisuda para vos atender e vos deixa de pé atrás?
       Mas não desanime porque mesmo nesses casos um sorriso da nossa parte é uma maneira de falar melhor e, mais, tornar as coisas mais agradáveis. Depois temos aquelas pessoas que nos veem todos os dias e nos sorriem, que nos tratam bem, que nos sabem atender e nos fazem sentir bem. E isso é muito muito bom. Por isso, sorriam, façam algo pelos outros, mudemos algumas coisas e pode ser que o que está a nossa volta mude também de alguma forma para nós. 

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Paradoxos vivos

Como bem, mas sinto fome
        porque há um ser humano que está faminto.
Bebo água fresca, mas tenho a garganta seca
        porque há um ser humano que está sedento.
Posso sorrir, mas soltam-se-me as lágrimas
        porque há um ser humano profundamente triste.
Tenho um corpo são, mas sinto-me mal
        porque há um ser humano que está doente.
Tenho boa visão, mas encontro-me na escuridão
        porque há um ser humano que está cego.
Tenho uma mente esclarecida, mas as ideias fogem-me
        porque há um ser humano que é analfabeto.
Tenho amigos, mas vivo a solidão com angústia
        porque há um ser humano que está abandonado.
Tenho mais que uma casa, mas sinto-me à intempérie
        porque há um ser humano sem abrigo.
Procuro a pureza, mas sinto-me culpado
        porque há um ser humano refém do pecado.
Sou livre, mas é como se as minhas janelas tivessem grades
        porque há um ser humano encarcerado.
Visto-me segundo a moda, mas sinto-me coberto de trapos
        porque há um ser humano que está nu.
Desfruto da comodidade, mas não tenho descanso
        porque há um ser humano necessitado.

Myrtle Householder, in Cristo Jovem

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Mensagem

"Acredito nas pessoas em que habita algo mais que a humanidade.Aquelas que, as vezes, a gente confunde com anjos.Falo daquelas pessoas que existem em nossas vidas,que enchem nosso espaço, de pequenas alegrias, e grandes atitudes. Daquelas que olham nos olhos,quando precisam ser verdadeiras,que tecem elogios, que agradecem, e pedem desculpas, com a mesma simplicidade de uma criança"(Breno Angellus) ( Dylma)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O espelho

Ninguém pode estragar o seu dia, a menos que você permita.

O colunista Sydney Harris acompanhava um amigo a banca de jornal.
O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas, como retorno, recebeu o jornal que foi atirado em sua direção.
O amigo de Sydney sorriu atenciosamente e desejou ao jornaleiro um bom final de semana.
Quando os dois amigos desciam pela rua, o colunista perguntou:
- Ele sempre te trata com tanta grosseria?
- Sim, infelizmente é sempre assim.
- E você é sempre tão atencioso e amável com ele?
- Sim, sou.
- Por que você é tão educado, já que ele é tão rude com você?
- Porque não quero que ele decida como eu devo agir.

Nós somos nossos "próprios donos".
Não devemos nos curvar diante de qualquer vento que sopra, nem estar à mercê do mal humor, da mesquinharia, da impaciência e da raiva dos outros.
Não são os ambientes que nos transformam e sim nós que transformamos os ambientes.
"Os tristes acham que o vento geme.
Os alegres e cheios de espírito afirmam que ele canta".
O mundo é como um espelho, devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos.

(autor desconhecido)

Elogiar

O ser humano é feito, entre outras coisas, de sonhos, ideais, expectativas...

O futuro, apesar dos percalços e obstáculos do presente, sempre se desenha com bons ventos, melhorias e conquistas. Por isso, sempre devemos prosseguir lutando, doando o melhor de nós na busca dos objetivos e metas.
Nesse percurso, à medida que nos esforçamos, alcançamos degraus intermediários e vitórias parciais que nos animam e estimulam avante. Ser reconhecido pelos que nos cercam, parentes ou colegas de trabalho, é um grande incentivo.

Aprendamos a elogiar as boas atitudes, as idéias felizes, os esforços sinceros daqueles que caminham conosco; digamos-lhes o quanto foi importante trabalhar juntos dedicadamente.

Evitemos abrir a boca para a crítica desalentadora, tendo em mente que colhemos tudo o que plantamos. O rigor desanima e afasta, tanto quanto as bajulações excessivas.

Elogiar é reconhecer as virtudes e os esforços dos outros, assim como gostaríamos que fizessem conosco.

(autor do livro "Pequenas Atitudes", de Joamar Z. Nazareth, Minas Editora, 3a. edição, 2005.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

13 passos para o bem

1- Por mais que lhe falem da tristeza . . .
. . . prossiga sorrindo !
2- Por mais que lhe demonstrem rancor . . .
. . . prossiga perdoando !
3- Por mais que lhe tragam decepções . . .
. . . prossiga confiando !
4- Por mais que lhe ameacem de fracasso . . .
. . . prossiga apostando na vitória !
5- Por mais que lhe apontem erros . . .
. . . prossiga com os seus acertos !
6- Por mais que discursem sobre a ingratidão . . .
. . . prossiga ajudando !
7- Por mais que noticiem a miséria . . .
. . . prossiga crendo na prosperidade !
8- Por mais que lhe mostrem destruições . . .
. . . prossiga na construção !
9- Por mais que acenem doenças . . .
. . . prossiga vibrando saúde !
10- Por mais que exibam ignorância . . .
. . . prossiga exercitando sua inteligência !
11- Por mais que o assustem com a velhice . . .
. . . prossiga sentindo-se jovem !
12- Por mais que plantem o mal . . .
. . . prossiga semeando o bem !
13- Por mais que contem mentiras . . .
. . . prossiga na sua verdade !
Por mais difícil que lhe pareçam essas 13 tarefas . . .
. . . prossiga acreditando na capacidade que
Deus lhe deu para cumpri-las !

(autro desconhecido)

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Testamento de um idoso com Alzheimer (Lilian Alicke)

"Os homens que perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde;
Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro;
Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido.“ (Buda)
❖
Junto com meu testamento, no qual lego a meus filhos e amigos a minha vontade de viver e meu amor a Deus e a toda a criação, faço um pedido:
❖Se, por ventura, no meu cérebro a senilidade penetrar sorrateiramente, a demência se infiltrar inesperadamente e o esquecimento, a falta de lucidez e a confusão se instalarem, por favor, lembrem que eventualmente, ainda tenho uma vaga idéia de minha identidade;
gosto de ser chamada pelo meu nome, aquele que meus pais me deram;
posso ainda saber onde estou e com quem estou;
posso estar gostando ou não de onde estou e com quem estou faço ainda questão de usar aquele tipo de sapato que toda a minha vida usei;
gosto ainda de usar a roupa ao estilo que sempre preferi; a roupa dos outros colocada em mim me entristece.
❖A falta de atenção em me ajudar na higiene pessoal me traz ansiedade.
❖A comida de um estilo que não conheço não me apetece;
as fraldas de vez em quando me incomodam e me deixam envergonhada.
❖
Gostaria, às vezes, de caminhar para espairecer e ver a natureza.
❖Receber uma palavrinha me faz lembrar que sou gente;
receber visitas me faz lembrar que sou importante;
receber um abraço e um beijo me diz que alguém ainda tem afecto por mim.
❖
A falta de sono não é proposital, nem intencional;
a falta de interesse está além do meu controle;
minha falta de jeito é inexplicável para mim mesma;
o esquecimento me deixa traumatizada.
❖
Tenho dores que às vezes não posso contar.
❖
Nem sempre o que me fazem fazer é o que eu gostaria de estar fazendo.
❖Meu olhar vago não reflecte o que sinto.
❖E se não dou um abraço é porque os meus braços não me obedecem mais se não dou um beijo é porque meus lábios não sabem mais o que fazer.
❖Se não te digo que valorizo sua dedicação e seu amor é porque a ponte se partiu e perdi o caminho que me levaria a compartilhar meus sentimentos com você....
❖Ass. “Um ser Humano que Envelhece"
❖"Os homens não têm muito respeito pelos outros porque têm pouco até por si próprios."
(Leon Trotsky)

"A vida é mais simples do que a gente pensa; basta aceitar o impossível, dispensar o indispensável e suportar o intolerável."
( Kathleen Norris)

O Mal de Alzheimer, ou Doença de Alzheimer ou simplesmente Alzheimer é a forma mais comum de demência.
Esta doença degenerativa, até o momento incurável e terminal foi descrita pela primeira vez em 1906 pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer, de quem herdou o nome.
Esta doença afeta geralmente pessoas acima dos 65 anos, embora o seu diagnóstico seja possível também em pessoas mais novas do que esta idade.
Cada paciente de alzheimer sofre a doença de forma única mas existem pontos em comum, por exemplo o sintoma primário mais comum é a perda de memória.
Muitas vezes os primeiros sintomas são confundidos com problemas de idade ou de stress.

Quando é suspeitado Alzheimer o paciente é submetido a uma série de testes cognitivos.

Com o avançar da doença vão aparecendo novos sintomas como confusão, irritabilidade e agressividade, alterações de humor, falhas na linguagem, perda de memória a longo prazo e o paciente começa a desligar-se da realidade.
As suas funções motoras começam a perder-se e o paciente acaba por morrer.

Antes de se tornar totalmente aparente o alzheimer vai-se desenvolvendo por um período indeterminado de tempo e pode manter-se invisível durante anos.

Não importa o ponto de partida

       Não importa (tanto) o ponto de partida, a situação em que nos encontramos, o lugar em que estejamos, a condição que vivemos no momento actual, a distância da estrada...
       Importa (sobretudo e acima de tudo) a nossa predisposição para escutar a voz de Deus, o caminho que nos dispomos a percorrer, a disponibilidade para nos deixarmos converter pela graça de Deus e de caminharmos juntamente com o Mestre dos Mestres, Jesus Cristo.
       São Mateus, cuja festa celebramos hoje, diz-nos isso mesmo. É um cobrador de impostos. Está ao serviço do Império Romano, que oprime e subjuga Israel. É (considerado) inimigo dos judeus. Publicano (=cobrador de impostos) é o mesmo que pecador público. É ostracizado na convivência social, política e religiosa. E. no entanto, Jesus chama-o no seu local de trabalho, na sua condição actual, sem preconceitos...
       Mateus torna-se discípulo e apóstolo de Jesus. Convida-O para sua casa. A refeição é uma forma de comunhão. Só se senta à minha mesa quem me quer bem. Só me sento à mesa com quem me dou. E Jesus lá está, no meio de pecadores e publicanos, em casa de Mateus, sujeito a olhares, a juízos de valor. O preconceito de alguns leva-os a murmurar. Jesus vive eliminando todo e qualquer preconceito. Todos somos igualmente filhos de Deus.
       Podemos ser os maiores pecadores. Ainda assim, Deus chama-nos, espera por nós, quer a nossa conversão, a nossa felicidade, a nossa salvação.

domingo, 12 de setembro de 2010

Limites - Mónica Monastério

Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos, os erros de nossos progenitores... e com o esforço de abolirmos os abusos do passado... somos os pais mais dedicados e compreensivos, mas, por outro lado... os mais bobos e inseguros que já houve na história.

O grave é que estamos lidando com crianças mais “espertas” do que nós, ousadas, e mais “poderosas” que nunca!

Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ser, passamos de um extremo ao outro. Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais... e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos.

Os últimos que tivemos medo dos pais... e os primeiros que tememos os filhos.

Os últimos que cresceram sob o mando dos pais... e os primeiros que vivem sob o jugo dos filhos.

E, o que é pior... os últimos que respeitamos nossos pais...(às vezes sem escolhas)... e os primeiros que aceitamos que nossos filhos nos faltem com o respeito.

À medida que o permissível substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudou de forma radical... para o bem e para o mal.

Com efeito, antes se considerava um bom pai, aquele cujos filhos se comportavam bem, obedeciam suas ordens, e os tratavam com o devido respeito. E bons filhos, as crianças que eram formais, e veneravam seus pais, mas à medida em que as fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos foram se desvanecendo... hoje, os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem, ainda que pouco o respeitem.

E são os filhos, quem agora, esperam respeito de seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem suas idéias, seus gostos, suas preferências e sua forma de agir e viver. E que além disso, que patrocinem no que necessitarem para tal fim.

Quer dizer; os papéis se inverteram. Agora são os pais que têm que agradar a seus filhos para “ganhá-los” e não o inverso como no passado. Isto explica o esforço que fazem tantos pais e mães para serem os melhores amigos e “darem tudo” a seus filhos.

Dizem que os extremos se atraem. Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de medo de seus pais... a debilidade do presente os preenche de medo e menosprezo... aos nos verem tão débeis e perdidos como eles.

Os filhos precisam perceber que durante a infância, estamos à frente de suas vidas, como líderes capazes de sujeitá-los quando não os podemos conter... e de guiá-los, enquanto não sabem para onde vão...

É assim que evitaremos que as novas gerações se afoguem no descontrole e tédio no qual está afundando uma sociedade que parece ir à deriva, sem parâmetros nem destino. Se o autoritarismo suplanta, o permissível sufoca.

Apenas uma atitude firme, respeitosa, lhes permitirá confiar em nossa idoneidade para governar suas vidas enquanto forem menores, porque vamos à frente liderando-os... e não atrás, carregando-os e rendidos às suas vontades.

Os limites abrigam o indivíduo. Com amor ilimitado e profundo respeito.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A elegância do comportamento

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.
É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.
É uma elegância desobrigada.
É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.
Nas pessoas que escutam mais do que falam.
E quando falam, passam longe da fofoca, das maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detectá-las nas pessoas que não usam um tom superior de voz.
Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.
É possível detectá-la em pessoas pontuais.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.
É elegante não ficar espaçoso demais.
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante retribuir carinho e solidariedade.
Sobrenome, jóias, e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.
Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.
Educação enferruja por falta de uso.

"LEMBRE-SE de que colheremos, infalivelmente aquilo que houvermos semeado.

Se estamos sofrendo, é porque estamos colhendo os frutos amargos das sementeiras errôneas. Fique alerta quanto ao momento presente. Plante apenas sementes de sinceridade e de amor, para colher amanhã os frutos doces da alegria e da felicidade. Cada um colhe, exatamente, aquilo que plantou."

Autor desconhecido

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Sorte!... ou não!

       Existia numa aldeia, um homem muito pobre, que tinha um cavalo muito bonito.
       O cavalo era tão bonito que os fidalgos do castelo queriam comprar-lho, mas ele nunca quis.
       "Para mim, este cavalo não é um animal, é um amigo. Como é que eu podia vender um amigo?
       Perguntou-se.
       Uma manhã, ele vai ao estábulo e o cavalo não estava.
       Todos os aldeões lhe disseram: "Nós avisámos-te! Devias tê-lo vendido. Agora roubaram-to... que má sorte!"
       O velho homem respondeu "Sorte ou má sorte, quem o pode dizer?"
       Todas as pessoas faziam pouco dele. Mas 15 dias depois, o cavalo apareceu, com uma horda de cavalos selvagens. Ele tinha fugido para conquistar uma bela égua e depois veio com o resto da horda.
       "Que sorte!" disseram os aldeões.
       O velho homem e seu filho começaram a domar os cavalos selvagens. Mas uma semana mais tarde, o filho parte a perna num treino.
       "Que má sorte!" dizem os amigos. "Como vais fazer, tu que já és tão pobre, se o teu filho, a tua única ajuda não pode te ajudar!"
       O velhote responde "Sorte, má sorte, quem o pode dizer?"
       Alguns tempos mais tarde, os soldados dos fidalgos do país chegaram à aldeia e levaram à força todos os jovens disponíveis.
       Todos... excepto o filho do velhote, que tinha a perna partida.
       "Que sorte tu tens, todos os nossos filhos foram para a guerra, e tu és o único a guardar o teu filho contigo. Os nossos se calhar vão morrer..."
       O velhote responde "Sorte, má sorte, quem o pode dizer?"
       O futuro é-nos dado por fragmentos. Não sabemos nunca o que vai acontecer. Mas um pensamento positivo permanente abre-nos as portas da sorte, da criatividade e faz-nos mais feliz.

Autor desconhecido

domingo, 30 de maio de 2010

A Arte do Perdão


VOCÊ SABE PERDOAR?
Quem acha complicado deixar passar as falhas alheias é uma pessoa inflexível. Ela exige perfeição dos outros como exige de si mesma. Não permite que ninguém erre, mas sabemos que perfeição não existe. À medida que nos perdoamos, começamos também a perdoar as faltas dos outros. Não é fácil engolir as pisadas dos amigos, familiares e conhecidos, principalmente quando eles magoam os nossos sentimentos. Mas é necessário prestar atenção a posturas rigorosas demais. Se você vive ruminando velhos ressentimentos, é possível que tenha contas a acertar consigo mesma.

Não perdoar é manter o papel de vítima, que não permite crescimento. É conservar a raiva e a mágoa ao se apegar a uma situação do passado, que influencia o presente, compromete o futuro e as relações em geral. Perdoar representa a habilidade de compreender as dificuldades alheias e aceitar que os deslizes do dia a dia fazem parte da natureza humana. Saber perdoar, no entanto, não significa banalizar o gesto nem transformá-lo num hábito. Se está profundamente aborrecida, espere antes de concordar em perdoar o seu agressor emocional.

TOQUES SOBRE O PERDÃO:
Se o facto é recente ou grave demais, afaste-se de quem feriu os seus sentimentos e pense primeiro antes de decidir perdoar ou não.

Caso ache quase impossível relevar os erros de alguém, reflicta se você é uma pessoa crítica consigo mesma.

Depois de desculpar alguém, encerre o assunto e siga adiante. Relembrar o ocorrido é inútil e imaturo.

Cuidados com os viciados em pedir perdão: aquelas pessoas que repetem os mesmos erros e não aprendem com isso.

Questione se é você quem está prolongando essa situação ao permitir agressões contínuas.

Tenha MAIS EQUILÍBRIO, se, para perdoar. a pessoa tiver que passar por cima dos seus próprios princípios, é mais indicado pensar a respeito noutro momento!

Ao desculpar quem a agrediu no passado, você purifica as suas emoções e favorece o seu crescimento emocional!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

A vida dar-te-á o quiseres!

Um pai passeava com o seu filho na montanha, quando de repente o filho caiu, levantou-se e gritou:
"AAAhhhhhhhhhhhhhhh!!!"
Com surpresa, ele ouviu uma voz repetir, na montanha:
"AAAhhhhhhhhhhhhhhh!!!"
Pergunta curiosa: Quem és tu?
Recebe como resposta:
"Quem és tu?"
Enervado por esta resposta, ele grita:
"Medroso!"
E ouve:
"Medroso!"
Então ele olha para o pai e pergunta:
"O que se passa pai?"
O pai sorriu e respondeu:
"Meu filho, ouve bem agora"
E ele gritou para a montanha:
"Admiro-te!"
A voz respondeu
"Admiro-te!"
Ele grita outra vez:
"És um campeão!"
A voz responde:
"És um campeão"
O rapaz ficou admirado mas não compreendeu. Então o pai explicou:
       "As pessoas perdem-se, caiem e levantam-se, é a vida. A vida devolve-te o que tu dizes e fazes. A nossa vida é simplesmente o reflexo dos nossos actos. Se queres amor no mundo, começa por o ter no teu coração. Se queres que a tua equipa funcione, começa por confiares mais em ti próprio.
       Isto funciona para tudo na nossa vida.
       A vida dar-te-á tudo o que tu quiseres. A vida não é uma coincidência: mas sim o reflexo do que se pensa e faz".

Autor desconhecido.