Mostrar mensagens com a etiqueta Ecologia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ecologia. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 17 de maio de 2018

João Batista Libânio - a Ética do Quotidiano

LIBÂNIO, João Batista (2015). A Ética do Quotidiano. Obra póstuma. Prior Velho: Paulinas Editora. 200 páginas.
       O autor terminou a revisão final, em vésperas de morrer. A pendrive só foi encontrada algum tempo depois, mas permitiu a publicação desta obra sobre a ética do quotidiano. Crescendo num ambiente em que o contacto com a extrema pobreza vive ao lado da riqueza luxuosa, num país marcado pelos problemas sociais, tráfico de droga, guetos, favelas, conflitos, assaltos, trabalho infantil, exploração sexual, o autor brasileiro é uma das vozes esclarecidas da Teologia da Libertação.
       A sua reflexão, porém, não se enreda na luta de classes, na destruição de uns para outros ocuparem os seus lugares, mas aponta à transcendência, para garantir a perenidade dos valores, da ética, da vida, da dignidade da pessoa. O convite é que a racionalidade se abre ao divino sob pena de tudo relativizar.
       No primeiro capítulo, as questões sobre a vida, sublinhando os avanços científicos e tecnológicos, mas apresentando a ética da pessoa, da sua vida e da sua dignidade, acima de experiências ou instrumentalização em prol da ciência, do lucro, jogando com o controlo da vida, quer no início quer no fim. A a religião, a fé, é a garantia que a vida não pode ser relativizada, pois só Deus é o Senhor da vida e da morte. Quem não admite a existência de Deus cedo cederá ao relativimo.
       O segundo capítulo é um tema que continua na ordem do dia, a ecologia, o cuidar da casa comum. O perigo da destruição da terra, a escassez da água, a crise energética, as catástrofes, os dois extremos, a terra regenera-se por maior que seja a destruição, ou a um ecologismo que sacrificaria a pessoa em prol do ambiente. É possível a coabitação. Também aqui a dimensão da fé, da religião, da Bíblia. Deus criou o ser humano e deu-lhe o cuidado do mundo, não para o destruir, mas para o administrar.
       No terceiro capítulo, a ética e o cuidado, partindo desde logo do cuidado da mãe em relação ao filho, alargando-se à vida, olhando para os outros como semelhantes, não como estorvo ou empecilho, ainda que desde o início, com Caim e Abel, as pessoas vejam os irmãos como inimigos a abater. O cuidado é atitude de quem reconhece o outro como igual, como auxiliar, como imagem e semelhança de Deus.
       No quarto capítulo, a educação da ética, sublinhando a importância da educação, desde o berço, em casa, passando pela infância, pela adolescência, pela juventude. A educação é fundamental para salvar a humanidade, para salvar o mundo.
       No quinto capítulo, a ética e o mundo da informação. Num mundo em que parece valer tudo, o direito à informação e à devassa sobrepõe ao direito à dignidade e à privacidade. Aqui como em outras dimensões da vida, há de encontrar-se o equilíbrio, na certeza de que não vale tudo. O direito de informar terá em conta o bem e a verdade, a dignidade das pessoas.

Vale a pena ler também o dissensão do portal do

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Sugestão: ANIMAIS & COMPANHIA

domingo, 11 de julho de 2010

O que é de todos, também é dos outros!

       Há determinados bens – materiais, sociais e culturais – que são de todos. À primeira vista não são de ninguém em concreto, logo pertencem a todos: os bens do Estado, bens públicos, os bens da Igreja, os bens de uma qualquer associação, grupo ou sociedade, os bens de uma autarquia ou Junta de Freguesia, os baldios.
       O mundo – o céu, a terra, a água, a chuva, as estrelas, o sol – não é propriedade privada ou individual. Poderíamos a este propósito dizer que quando faz sol ou quando chove é para todos. Por vezes nem é.
       Poderemos cair na tentação fácil de usar e abusar daquilo que entendemos ser de toda a gente. Num plano global, a exploração dos recursos da terra por parte de algumas potências mundiais, países ou organizações, levada ao excesso, deixa hipotecado o futuro daqueles que virão depois de nós e de uma grande maioria de povos.
       Naquilo que a nós nos diz respeito, mais de perto, poderemos por vezes descambar para uma forma rebuscada de comunismo – no que ele tem de perverso –, o que é de todos só beneficia uns poucos, ou se é de todos posso fazer o que me dá na real gana, mesmo destruir, sem que ninguém me possa julgar ou sequer chamar à atenção.
      Quando olhamos para o Estado – fonte de todos os males? – verifica-se uma progressiva subsidiodependência (por vezes os subsídios são a única forma de equilibrar), e uma progressiva relutância em pagar os impostos que nos cabem; queremos receber, mas não queremos contribuir, salvo as situações de injustiça declarada.
       No meio ambiente, como é de todos, deitamos papéis para o chão, beatas, lenços de papel, pastilhas elásticas, cuspimos… alguém há-de limpar! O que é de todos, entenda-se, é para benefício de todos, correcto, mas não para que cada um possa estragar. De todos para cuidar, para preservar, ou a alternativa, de todos para destruir, já que não é de ninguém?
       O que é de todos também tem governo, como na casa de Deus. Não para cada um a seu bel-prazer fazer o que mais lhe convém, mas para que cada um de nós cuide daquilo que é de todos e para todos, com alegria e generosidade.
       Na hora de reivindicar e de exigir, o argumento mais válido é que o que é de todos a todos pertence. Quando está mal, danificado ou é insuficiente, então a culpa é dos que gerem.
       Importa, como crentes, apostar na ecologia, nesta casa comum da humanidade que é o mundo, cuidando, protegendo, amando, e não esperar que outros resolvam o que eu posso resolver e que está ao meu alcance e me compete. Se eu cuido, eu testemunho, e subsequentemente posso exigir que outros também cuidem…

editorial Voz Jovem, n.º 77, Junho 2006

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Em 50 anos a TERRA pode acabar, como a conhecemos

       A terra é uma obra magnífica. O ser humano é um milagre. Mas tudo isto poderá tornar-se apenas um sonho, se continuarmos a destruir o chamado Planeta Azul. Veja este magnífico diaporama. Éstá em castelhano, mas é facilmente perceptível:

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Ecologia humama pelo ambiente e pela paz