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quinta-feira, 5 de junho de 2014

ANSELM GRÜN - A sublime arte de envelhecer

ANSELM GRÜN (2009). A sublime arte de envelhecer e tornar-se uma bênção para os outros. Prior Velho: Paulinas Editora, 176 páginas.
       Voltámos a sugerir um livro de Anselm Grün, o monge beneditino que é considerado um verdadeiro guia espiritual, através dos seus escritos, das conferências e seminários em que participam, refletindo a vida com as complexidades da morte, do sofrimento, do mal, da fé, da doença.
       A reflexão proposta anteriormente: PAI-NOSSO, uma ajuda para a vida: AQUI.
       Neste volume a reflexão sobre a arte de envelhecer. Embora esteja no horizonte de todas as pessoas ir envelhecendo, é necessário adaptar-se, renunciar, lidar com a perda e o sofrimento, com as limitações físicas e mentais, aprender a conviver com a própria morte e transformá-la numa dádiva de comunhão, como fez Jesus Cristo. Na morte, já nada nos separará dos outros. Somos mais iguais.
       O prefácio está a cargo do Pe. Vítor Feytor Pinto, durante muito tempo ligado diretamente às questões da Vida, toxicodependência, Sida,, cuja experiência e sabedoria lhe permitem fazer uma leitura assertiva sobre a temática presente.
       O autor, Anselm Grün, com 64 anos quando escreveu o texto, fala a partir da experiência de outros, recorrendo à filosofia e à teologia, mas também a outras áreas do saber, como a psicologia. Faz-nos, como se diz no prefácio, conhecer o pensamento de Karl Rahner, Teilhard Chardin, Romano Gurdini, Breemen, Hermann Hesse, e tanto outros. É um excelente livro para os mais velhos, mas também para os mais novos.
       O papa Francisco tem insistido na cultura da inclusão, referindo que os dois extremos, jovens e idosos, são frequentemente esquecidos. No entanto, uma sociedade que esquece o saber, a experiência e a memória dos mais velhos, é uma sociedade condenada a desaparecer.
        É precisamente nesta linha que se desenvolve o pensamento de Grün, sobre o contributo dos mais velhos, mas também, dedicando-lhe muito espaço, com os mais velhos a lidarem com as suas limitações, com a doença, com a falta de forças, renunciando ao poder, renunciando a controlar a vida por inteiro, descobrindo novos afazeres, aprendendo a sublime arte de envelhecer, a paciência, o despojamento.
       Veja-se o índice: O significado da velhice; Aceitação da própria existência (reconciliação com o passado, aceitar os seus limites, aprender a viver com a solidão); Renunciar aos bens materiais, à saúde, renunciar às relações, à sexualidade, ao poder, ao ego; Fertilidade; Envelhecer juntos; Virtudes da velhice - serenidade, paciência, mansidão, liberdade, gratidão, amor; Lidar com os medos e com a depressão; o caminho do silêncio; transcender o ego; treino para a morte.
        É mais um daqueles títulos que até pode ser provocador, mas que se lê com facilidade, pois os exemplos concretos ajudam a entrar dentro dos diversos conteúdos.

domingo, 25 de novembro de 2012

Velho - Mafalda Veiga

Música/canção proposta na disciplina de EMRC, 9.º ano, sobre a dignidade humana. Aqui apresentada com imagens relacionadas com a letra...

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Além das receitas - editorial da Agência Ecclesia

Todos podemos aprender a ouvir mais atentamente a terceira idade, envolvendo-a nas paróquias
        A UE pretende desenvolver, até 2014, uma série de iniciativas/respostas ao crescente envelhecimento da sua população. A mais saliente de entre elas será a celebração do Ano Europeu do Envelhecimento Ativo, que agora começa.
       Os números justificam-no claramente: “em 2060 haverá apenas uma pessoa em idade ativa (15-64) por cada pessoa com mais de 65 anos”. É, pois, evidente o desafio que daqui emerge; mas também a oportunidade de pensamento e mudança que tal comporta. Sobretudo, se tal fizer aprofundar políticas sociais e alterar preconceitos...
       Um deles é a ideia, muito assimilada, de que a vida (quase) termina no dia em que se passa à reforma. A pessoa em causa facilmente sente que perdeu status numa sociedade que considera que deixar de trabalhar é deixar de produzir e aumentar o número dos descartáveis.
       Contrariar esta mentalidade e aprender a tirar partido da vida em tais circunstâncias é uma tarefa de cada um; mas há, igualmente, que fazer ver à opinião pública o potencial dos mais idosos para o serviço à sociedade e à economia: não os afastando do mercado do trabalho e incrementando a sua participação na vida da comunidade. Concretamente, proporcionando contextos para a transmissão dos respetivos conhecimentos, que enriquecem outras gerações e salvaguardam a própria autoestima. Ao mesmo tempo, os mais idosos também se enriquecem, pois que nenhuma geração tem o monopólio do saber: cada um tem conhecimentos de que outros carecem!
       Este é um caminho a percorrer, contra o individualismo que ameaça dominar-nos e nos fecha dentro de fronteiras que os outros rotulam: de um lado, os “cotas”; do outro, os “inconscientes”. Uns e outros, porém, fechando aos demais as condições do seu (des)envolvimento pessoal e social.
       Entendo que neste ano e neste diálogo indispensável a Igreja tem muito a aportar. A começar pela prática - mostrando que, no seu seio, não há lugar para a discriminação. Pelo contrário, assumindo-se como lugar onde cada ser humano vale e é reconhecido pelo que é e não pelo que faz ou produz.
       Todos podemos aprender a ouvir mais atentamente a terceira idade, envolvendo-a nas paróquias, mediante o acolhimento dos seus dons. E o voluntariado não é o menor dos espaços de participação, sendo que a imaginação e a sensibilidade pastoral saberão encontrar outros ministérios.
       Comecemos por deixar intervir, contrariando a tentação de manter ou desejar idosos passivos ou como meros e mais frequentes fregueses da Missa e outros sacramentos...
       A este propósito encontrei citado, acho que apropriadamente, o Salmo 92 “Os que estão plantados na casa do Senhor florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos e vigorosos para anunciar que o Senhor é reto”.
       Amá-los e respeitá-los é muitíssimo mais que ter saudades dos contos do avô ou das receitas da avozinha!

João Aguiar Campos, Editorial da Agência Ecclesia.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Dia Internacional do Idoso


Idoso é quem tem o privilégio de viver uma longa vida... velho é quem perdeu a jovialidade.

A idade causa a degenerescência das células... a velhice causa a degenerescência do espírito.

Você é idoso quando sonha... você é velho quando apenas dorme.

Você é idoso quando ainda aprende... você é velho quando já nem ensina.

Você é idoso quando se exercita... você é velho quando somente descansa.

Você é idoso quando tem planos... você é velho quando só tem saudades.

Para o idoso a vida se renova a cada dia que começa... para o velho a vida se acaba a cada noite que termina.

Para o idoso o dia de hoje é o primeiro do resto de sua vida... para os velhos todos os dias parecem o último de uma longa jornada.

Para o idoso o calendário está repleto de amanhãs...
para o velho o calendário só tem ontens.

Que você, quando idoso, viva uma vida longa, mas que nunca fique velho.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Ah!!! Se todo o filho pudesse ler isto...


AMADO FILHO
Espero que o dia em que este velho não seja mais o mesmo, tenhas paciência e me compreendas.
E quando deixar cair comida sobre a minha camisa e esquecer como se faz o laço no atacador do meu sapato, tenhas paciência comigo e lembra-te das horas que passei ensinando-te essas mesmas coisas.
Se quando conversares comigo eu repetir as mesmas histórias, não me interrompas e escuta-me. Quando eras pequeno, para que dormisses, tive de contar milhares de vezes as mesmas histórias até tu fechares os teus olhinhos.
Quando estivermos reunidos e sem querer fizer as minhas necessidades, não fiques com vergonha.Espero que compreendas que não tenho culpa disso, pois já não as posso controlar. Pensa quantas vezes pacientemente, troquei as tuas roupas para que tivesses sempre limpo e cheiroso.
Lembra-te que fui eu quem te ensinou tanta coisa...Comer, vestir e como enfrentar a vida tão bem como hoje o fazes. Isso é o resultado do meu esforço e da minha perseverança.
Se em algum momento quando conversarmos eu esquecer-me do que estávamos a falar, tem paciência comigo e ajuda-me a lembrar.Talvez a única coisa importante para mim naquele momento, seja o fato de te ver perto de mim e dando-me atenção e não o que falávamos.
Se alguma vez eu não quiser comer, espero que saibas insistir com carinho assim como fiz contigo.
Espero que compreendas que com o tempo não terei dentes fortes nem agilidade para engolir.
E quando as minhas pernas falharem por estarem tão cansadas e eu não conseguir mais me equilibrar...Com ternura dá-me a tua mão para me apoiar, como eu o fiz quando começaste a caminhar com as tuas perninhas tão frágeis.
Se algum dia me ouvires dizer que não quero mais viver, não te aborreças comigo.Algum dia entenderás que isto não tem a ver com o teu carinho ou com quanto te amo.
Espero que compreendas que é difícil ver a vida abandonando aos poucos o meu corpo, e que é duro admitir que já não tenho o mesmo vigor para correr ao teu lado.

TEU VELHO

terça-feira, 31 de agosto de 2010

A velhinha mal humorada.

Lindo PPs recebido de uma amiga, via gmail , transformado em vídeo para inserção no youtube.
Assista, reflicta e tire suas conclusões.