A terceira Carta Encíclica de Bento XVI empresta o título a este blogue. A Caridade na Verdade. Agora permanecem a fé, a esperança e a caridade, mas só esta entra na eternidade com Deus. Espaço pastoral de Tabuaço, Távora, Pinheiros e Carrazedo, de portas abertas para a Igreja e para o mundo...
sexta-feira, 14 de agosto de 2026
Solenidade da ASSUNÇÃO de NOSSA SENHORA AO CÉU
sábado, 4 de maio de 2019
A Palavra Mãe... oração e gratidão
Mãe, palavra que nos sai do coração e nos faz agradecer a vida.
A minha e a tua vida. A nossa vida! Sem Mãe, nem palavra nem vida nem amor!
Mãe, palavra gravada no nosso coração e no nosso corpo, na nossa vida!
Se olharmos para o nosso umbigo, logo nos lembraremos da nossa origem. Não nos criámos sozinhos. O umbigo liga-nos à fragilidade, à humanidade, aos afetos!
Tivemos origem noutro corpo que não o nosso.
Fomos gerados no corpo da nossa Mãe, no seu ventre e no seu amor!
Para quem tem fé, a origem última é em Deus. E Deus, como não podia estar fisicamente em todo o lado, deu-nos uma Mãe. A minha e a tua Mãe.
E deu-nos também a Mãe de Jesus, nossa Mãe santíssima!
Para quem não tem fé, a presença do que resta do cordão umbilical, relembra que antes da nossa vida, outra vida, que nos gerou, nos alimentou e nos trouxe à vida.
Alguém se imagina sem o umbigo? Não! O umbigo é uma marca humana que nos liga aos outros, através da nossa Mãe, através dos nossos pais.
Que admirável: se a nossa memória nos trair, há um umbigo que nos fala da nossa Mãe! Afinal somos seres carentes, finitos, limitados, ligados, com origem em outro alguém! Não fomos nós que nos demos a vida!
A vida é um dom! Foi-nos dada! É-nos dada!
Podemos agradecer! Podemos viver! É a viver que agradecemos! É vivendo que experimentamos a alegria de sermos alguém, a gratidão de pertencermos a alguém. E começamos por pertencer à nossa Mãe! Nove meses! Dentro de ti, ó Mãe! Nove meses ligados! Alimentados! Dependentes da vida e do amor!
E aí começou uma nova história! Uma cumplicidade para a vida toda!
Duas vidas; dois corações a bater juntinhos; dois mundos, um por dentro do outro!
E uma vida imensa, uma vida intensa! Começa a fazer sentido a palavra Mãe.
E então, o medo e a esperança; a pressa e a paciência; os sonhos e as angústias!
Sentes-te Mãe antes de alguém saber, antes de alguém sonhar! Mas logo se começa a notar! E mais uma vez o revelas no corpo, na alegria e no sorriso!
E, depois, é a vida toda: o nascimento, os primeiros gestos, sorrisos, palavras, o gatinhar e o andar, o crescimento, a adolescência, a juventude, até sairmos de casa...
As noites por dormir, a angústia de fazer alguma coisa errada, não saber cuidar, ou não estar à altura das nossas necessidades; as primeiras lágrimas, o primeiro choro, a primeira queda, a primeira ferida; as birras, e com o tempo, as diferenças que parecem roubarem-nos de ti, minha Mãe…
Mãe é uma palavra para a vida toda! É uma vida toda em que facilmente te esqueces de viver a tua vida para viveres em função nos nossos anseios e urgências.
Tornámo-nos crescidos! Mas nem por isso os teus cuidados de Mãe enfraquecem! As preocupações não cessam! E, tantas vezes, filhos criados trabalhos dobrados! Mas é a vocação e a felicidade de cada Mãe. Da minha e da tua Mãe!
Duas palavras ocupam este dia: Maria e Mãe!
Também Maria é Mãe! Mãe de Deus e nossa Mãe. Do anúncio à cruz! Da cruz até a nossa vida! Também Maria, como Mãe, vem morar em nossa casa, na minha e na tua vida! Só se quiseres! Só se quisermos! Mas como Mãe, como a minha e a tua Mãe, mesmo que fujamos, mesmo que nos descuidemos a retribuir ou a agradecer, ou a viver, Ela está lá para nós! Sempre! Só se não quiseres! Só se não quisermos.
Mãe, obrigado!
Que te mereça e te saiba chamar e tratar por Mãe pela vida toda! Obrigado, Mãe!
Rezemos uma Ave-Maria, pelas nossas Mães, presentes no meio de nós e por aquelas que já se encontram no coração de Deus que é Pai e é mais Mãe!
segunda-feira, 27 de agosto de 2018
Santa Mónica, Mãe de Santo Agostinho
Terá nascido pelo ano 331. Foi criada/educada com uma escrava, o que significa que deveria ser filha de nobres, recebendo uma educação rígida, também ao nível religioso.
Não se sabe muito da sua infância ou juventude. Casou-se com Patrício, aos 17 ou 18 anos. Tinha um certo estatuto social mas parece que Santa Mónica não se sentia feliz, tendo que suportar as infidelidades do marido e um temperamento violento. Conseguiu que o marido se convertesse ao cristianismo. Morrendo o marido, ela dedicou-se por inteiro aos filhos.
Para Santo Agostinho, e segundo ele próprio, ela foi o alicerce que o conduziu à fé verdadeira, convertendo-o ao cristianismo. Mónica rezava constantemente, com lágrimas, pela conversão do filho.
Deu sempre uma grande testemunho de boa esposa e boa mãe, procurando educar os seus três filhos, Agostinho, Navigius e Perpétua, na grandeza do cristianismo.
Santo Agostinho olha para a mãe como santificadora, mas salientando o fardo feminino que carrega. A dimensão positiva do sexo feminino era representada por Maria, Mãe de Deus, e a parte negativa, que se entrega à tentação, por Eva. Assim foi vista santa Mónica por seu filho e pela Igreja Católica.
Morreu com 56 anos, pelo ano de 387, em Ostia, o ano da conversão do seu filho. O seu corpo foi descoberto no ano de 1430 e trasladado para Roma. Foi reconhecida pela Igreja como Santa, não por ter realizado milagres, mas por ter conseguido a conversão de Santo Agostinho, ensinando-lhe os ideais cristãos.
É padroeira das mães.
Santo Agostinho, bispoAo aproximar se o dia em que ela ia partir desta vida – dia que Vós conhecíeis, mas nós ignorávamos – sucedeu, segundo creio, por disposição de vossos secretos desígnios, que nos encontrámos sozinhos, eu e ela, encostados a uma janela, cuja vista dava para o jardim interior da casa que nos hospedava, em Óstia, onde, afastados das multidões, depois da fadiga de uma longa viagem, retemperávamos as forças, antes de embarcarmos. Conversávamos a sós muito suavemente e, esquecendo o passado e voltando nos para o futuro, interrogávamo-nos mutuamente, à luz da Verdade presente, que sois Vós, qual seria a vida eterna dos Santos, que nem os olhos viram nem os ouvidos escutaram nem jamais passou pelo pensamento do homem. Mas os nossos corações suspiravam pela corrente celeste, que brota da vossa fonte, a fonte de vida, que está em Vós.
Procuremos alcançar a sabedoria eterna
Assim falava eu, embora não por este modo e por estas palavras; contudo bem sabeis, Senhor, quanto o mundo e os seus prazeres nos pareciam vis naquele dia em que assim conversávamos. Minha mãe acrescentou ainda: «Filho, quanto a mim, já nada me dá gosto nesta vida. Não sei o que faço ainda aqui, porque já nada espero deste mundo. Havia só uma razão pela qual eu desejava prolongar um pouco mais esta vida: ver-te cristão católico, antes de eu morrer. Deus concedeu me esta graça de modo superabundante, pois vejo que já desprezas a felicidade terrena para servires o Senhor. Que faço eu ainda aqui?».
Não me lembro bem do que lhe respondi a respeito destas palavras. Entretanto, passados cinco dias ou pouco mais, ela caiu de cama com febre. Num daqueles dias da sua doença, perdeu os sentidos e durante um curto espaço de tempo não dava acordo dos presentes. Acorremos logo e depressa recuperou os sentidos. Vendo nos de pé, junto de si, a mim e ao meu irmão, disse-nos como quem procura alguma coisa: «Onde estava eu?».
Depois, vendo nos atónitos de tristeza, disse: «Sepultareis aqui a vossa mãe». Eu estava calado e tentava conter as lágrimas. Meu irmão, porém, proferiu algumas palavras, mostrando a preferência de que ela não morresse em país estranho, mas na sua pátria. Ouvindo isto, fixou nele um olhar cheio de angústia, censurando o por pensar assim e, olhando depois para mim, disse: «Repara no que ele diz». E em seguida disse para ambos: «Sepultai este corpo em qualquer parte e não vos preocupeis com ele. Só vos peço que vos lembreis de mim diante do altar do Senhor, onde quer que estejais». Tendo feito esta recomendação com as palavras que pôde, calou se. Entretanto agravava-se a enfermidade e o sofrimento prolongava-se.
Finalmente, no nono dia da sua doença, aos cinquenta e seis anos de idade e no trigésimo terceiro da minha vida, aquela alma piedosa e santa libertou se do corpo.
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Carta às Mães em Dia da Mãe
Para todas as mães:Mãe há só uma e tu és a minha. Tu me puseste no mundo e me criaste. Aturaste as minhas birras, ensinaste-me a amar Deus, sempre te preocupaste em me dar o melhor. Quando me lembro das coisas que me contas, de quando eu era pequena, penso logo: "Como tiveste paciência para comigo?"Por tudo o que fizeste e fazes por mim, pela tua paciência para comigo, pelo apoio e amizade que sempre me deste, quero-te agradecer. Quero também agradecer-te pelo teu amor, pelo teu carinho, pela ajuda que me deste, quando eu mais precisei de ti.Muitas vezes não te dou razão, mas quase sempre és tu que a tens. Só te peço a tua compreensão para comigo, quanto às minhas ideias. Eu sei que são ideias muito diferentes das tuas, mas como já te disse: "mudam-se os tempos, mudam-se as vontades!"MÃE, adoro-te!...Obrigada por tudo!A tua Filha / O teu Filho
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Papa Francisco - na Universidade das Mães
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Papa Francisco - a Igreja é Mãe
quarta-feira, 8 de maio de 2013
São Josemaria Escrivá - como amar a Nossa Senhora
domingo, 7 de outubro de 2012
Porque choras, Mamã?

quarta-feira, 9 de maio de 2012
M A R I A - Aquela que está mais perto de Deus
Àquela que é infinitamente jovem.
Porque também infinitamente mãe.
Àquela que é infinitamente reta.
Porque também infinitamente inclinada.
Àquela que é infinitamente alegre.
Porque também infinitamente dolorosa.
Setenta vezes dolorosa.
Àquela que é infinitamente sensível.
Porque também infinitamente tocada.
Àquela que está infinitamente acima de nós.
Porque também está infinitamente entre nós.
Àquela que é cheia de graça,
Porque está connosco.
Àquela que está connosco,
Porque o Senhor está com Ela.
Àquela que está repleta de graças,
Porque Ela é cheia de graça.
Àquela que está mais perto de Deus,
Porque Ela é quem está mais perto dos homens.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Dia da Mãe - vídeo com imagens
Dia da Mãe 2012
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Filho és, Pai serás - versão chinesa
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Dá-me, Senhora, mãe de Deus...

Pe. Héber S. Lima, S.J.
Dá-me um pouco de tua força...
Para a minha fraqueza.
Um pouco da tua coragem...
Para o meu desalento.
Um pouco da tua compreensão...
Para o meu problema.
Um pouco da tua plenitude...
Para o meu vazio.
Um pouco da tua rosa...
Para o meu espinho.
Um pouco da tua certeza...
Para a minha dúvida.
Um pouco do teu sol...
Para o meu inverno.
Um pouco da tua disponibilidade...
Para o meu cansaço.
Um pouco do teu rumo infinito...
Para o meu extravio.
Um pouco da tua neve...
Para o meu barro.
Um pouco da tua serenidade...
Para a minha inquietude.
Um pouco da tua chama...
Para o meu gelo.
Um pouco da tua luminosidade...
Para a minha noite.
Um pouco da tua alegria...
Para a minha tristeza.
Um pouco da tua sabedoria...
Para a minha ignorância.
Um pouco do teu amor...
Para o meu rancor.
Um pouco da tua pureza...
Para o meu pecado.
Um pouco da tua vida...
Para a minha morte.
Um pouco da tua transparência...
Para o meu escuro.
Um pouco do teu filho Deus...
Para o teu filho pecador.
Com todos esses “poucos”, Senhora, eu terei Tudo.
E assim seja, eternamente,com Cristo, na Glória, Aleluia.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Qual dos seus filhos ama mais?
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Imagens do Dia da Mãe, para recordar!
domingo, 2 de janeiro de 2011
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
ORAÇÃO PELAS MISSÕES
Ó Deus, Pai bondoso, que quereis a salvação e a união de todas as pessoas junto de vós, olhai por todas as famílias e por todos que se prepara para receber a graça das Missões. Jesus, fortalecei nossa vontade de continuar sempre nossas reuniões, reflectindo, rezando e ajudando uns aos outros, como faziam os primeiros cristãos.
Espírito Santo santificador, iluminai aqueles que estão sem fé, afastados e separados de vossa Igreja pelo pecado e pelo esquecimento. Reuni-nos todos numa família para que nos amemos como irmãos.
Maria, Mãe da Igreja, alcançai-nos a graça da perseverança nesta vida de comunhão com Deus e com os irmãos! Amém!
sábado, 9 de outubro de 2010
NEGRA

Gentes estranhas com seus olhos cheios doutros mundos
quiseram cantar teus encantos
para elas só de mistérios profundos,
de delírios e feitiçarias...
Teus encantos profundos de África.
Mas não puderam.
Em seus formais e rendilhados cantos,
ausentes de emoção e sinceridade,
quedas-te longínqua, intangível
virgem de contactos mais fundos.
E te mascararam de esfinge de ébano, amante sensual,
jarra etrusca, exotismo tropical,
demência, atracção, crueldade,
animalidade, magia...
e não sabemos quantas outras palavras vistosas e vazias.
Em seus formais cantos rendilhados
foste tu, negra...
menos tu.
E ainda bem.
Ainda bem que nos deixaram a nós,
do mesmo sangue, mesmos nervos, carne, alma,
sofrimento,
a glória única e sentida de te cantar
com emoção verdadeira e radical,
a glória comovida de te cantar, toda amassada,
moldada, vazada nesta sílaba imensa e luminosa: MÃE.
NOÉMIA DE SOUSA
(Moçambique)
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Oração a Nossa Senhora das Dores
Mãe pela dor que experimentastes quando vosso divino Filho, no meio de tantos tormentos, inclinando a cabeça expirou a vossa vista sobre a cruz, eu vos suplico que me alcanceis uma boa morte. Por piedade, ó advogada dos pecadores, não deixeis de amparar a minha alma na aflição e no combate da terrível passagem desta vida a eternidade.
E, como é possível que, neste momento, a palavra e a voz me faltem para pronunciar o vosso nome e o de Jesus, rogo-vos, desde já, a vós e a vosso divino Filho, que me socorrais nessa hora extrema e assim direi: Jesus e Maria, entrego-Vos a minha alma.
Amém.










