A terceira Carta Encíclica de Bento XVI empresta o título a este blogue. A Caridade na Verdade. Agora permanecem a fé, a esperança e a caridade, mas só esta entra na eternidade com Deus. Espaço pastoral de Tabuaço, Távora, Pinheiros e Carrazedo, de portas abertas para a Igreja e para o mundo...
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sexta-feira, 28 de novembro de 2025
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
JOSÉ ANTONIO PAGOLA - Volver a Jesús
JOSÉ ANTONIO PAGOLA(2014). Volver a Jesús. Hacia la renovación de las parroquias e comunidades. Madrid: PPC. 128 páginas.
O teólogo espanhol é já nosso conhecido nestas andanças de livros, textos e sugestões. Tem-se dedicado a refletir sobre Jesus e sobre os Evangelhos, contextualizando a época em que Jesus viveu e procurando que a Mensagem seja significativa neste tempo.
Neste pequeno livro, Pagola desafia precisamente a regressar a Jesus, à Sua mensagem, à Sua vida, gestos, postura, procurando ver como Jesus fazia, abrindo caminhos para viver ao Seu jeito nos dias em que nos é dado viver a nossa vida.
Mergulhar no Evangelho. Reportar-nos ao essencial: amor, perdão, acolhimento, proximidade, grande intimidade com o Pai, opção pelos pobres, denúncia do mal, do pecado, da hipocrisia, dos poderosos que usam os pobres.
O ponto de partilha é a Exortação Apostólica do Papa Francisco, a Alegria do Evangelho, que convoca os cristãos, todos os cristãos, a viverem com alegria a sua fé, como pessoas corajosas, sem medo de falar, de mostrar Jesus Cristo, saindo ao encontro de todos, mas primeiramente dos pobres, dos mais pobres. Agindo ao jeito de Jesus.
O texto é também uma proposta pastoral, para formar os Grupos de Jesus, para a escuta do Evangelho, em que o centro seja Jesus, cujos encontros podem ser em casas particulares, sem rigidez quanto ao número de pessoas, em que a escuta e meditação do Evangelho sejam a referência. Obviamente estes grupos deverão estar atentos e poderão cooperar ativamente me dinâmicas pastorais e paroquiais. O Objetivo primeiro é escutar Jesus, deixar-se converter pela Sua Palavra, com ligação ao compromisso social.
Ter a coragem de colocar fim a estruturas que já não convertem, não mobilizam, não libertam a pessoa.
Esta leitura pode ser muito interessante para os Conselhos Pastorais: mostrando o que realmente vale a pena resgatar, viver, anunciar. No final só uma conclusão: só Jesus Cristo, só Deus é definitivo. Converter-se de todo o coração a Jesus. As estruturas e as tradições hão de estar ao serviço do reino de Deus, como a Igreja, como os cristãos. Anunciar Jesus. Sair dos lugares de conforto, espevitar a fé, promover os dons de cada um em benefício de todos.
O castelhano é de fácil e acessível leitura, mas esperando um pouco logo estará disponível em português. O autor como o livro foi-nos recomendado, informando que a tradução para português está pronta, faltando a publicação. Aguardemos.
Para quem não tenha lido a Exortação Apostólica de Francisco, a Alegria do Evangelho, seria oportuno ler agora, por exemplo, enquanto se aguarda a publicação deste livro em português. Perceber-se-á melhor o contexto, o ambiente desta proposta de Pagola.
Segue a apresentação do livro pelo próprio José Antonio Pagola:
Sobre os grupos de Jesus: visitar a página Vida Nueva: AQUI
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Papa Francisco - Alegria do Evangelho - São Tomás
No passado dia 24 de novembro, solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, e Encerramento do Ano da Fé, o Papa Francisco entregou á Igreja a Sua primeira Exortação Apostólica, A Alegria do Evangelho - Evangelii Gaudium. Resulta do Sínodo dos Bispos, realizado entre os dias 7 e 28 de outubro de 2012, presidido por Bento XVI, sobre a Nova Evangelização para a Transmissão da Fé. Habitualmente, depois do Sínodo é publicada uma Exortação, em que o Papa recolhendo e sintetizando os propósitos do Sínodo, apresenta as linhas de força, neste caso, para a vivência da fé, no contexto atual.
Como é do conhecimento geral, Bento XVI resignou à missão de Papa, sendo eleito um novo Papa, em 13 de março, como título de Francisco, a quem coube elaborar esta Exortação que vivamente recomendamos. O documento anterior, a Encíclica Lumen Fidei, ainda que a assinatura seja de Francisco, foi preparada e enformada por Bento XVI, recolhendo algumas notas/impressões pessoais de Francisco. A Exortação é toda ela da lavra de Francisco.
Muito já se disse e continua a dizer desta Exortação, pelo que aqui traga apenas um ou outro sublinhado.
Em primeiro lugar, e para quem gosta muito de comparações, ficam claro que não são relevantes. Cada Papa tem a sua maneira de ser e de pastorear. Mas as diferenças não são tamanhas como as semelhanças. Num e noutro, em Bento XVI e em Francisco, vêm ao de cima a grande fé e proximidade a Jesus Cristo e à Sua palavra de amor. Escrevem de forma simples, direta, acessível, envolvente, cuja mensagem é claramente perceptível. Cada Papa traz o seu cunho pessoal. Não foi diferente de Bento XVI, não é diferente de Francisco. Se alguma diferença se nota, talvez o facto de o discurso de Francisco não ser não sistemático, mas mais ao correr da pena.
Como em muitos documentos papais anteriores, também este se socorre dos Predecessores, como João XXIII, Paulo VI, João Paulo II, Bento XVI.
Da minha leitura, agradável e viciante, verifiquei outra diferença: Bento XVI cita muito Santo Agostinho, sobre quem escreve, reflete, promove; Francisco escreve e cita com maior frequência São Tomás de Aquino. Para Francisco, a Suma Teológica é uma referência constante. Santo Agostinho para já está mais escondido.
Evangelho significa precisamente Boa Notícia, capaz de suscitar alegria, essencial ao anúncio do Evangelho. Quem acolhe Jesus, fá-lo com alegria, que há de transbordar para os outros, em compromissos de serviço e de caridade.
Há toda uma linguagem e termos que Francisco tem vindo a vincar: cultura do encontro, cuidado dos mais frágeis, educação e cultura, a cultura do descarte, contrapondo com a cultura da proximidade...
Mais um belíssimo texto que infunde esperança, mobilizando a vivência alegre e comprometida da fé, no mundo atual.
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terça-feira, 26 de novembro de 2013
Papa Francisco - Evangelii Gaudium | oração conclusiva
Oração conclusiva da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium:
Virgem e Mãe Maria,
Vós que, movida pelo Espírito,
acolhestes o Verbo da vida
na profundidade da vossa fé humilde,
totalmente entregue ao Eterno,
ajudai-nos a dizer o nosso «sim»
perante a urgência, mais imperiosa do que nunca,
de fazer ressoar a Boa Nova de Jesus.
Vós, cheia da presença de Cristo,
levastes a alegria a João o Baptista,
fazendo-o exultar no seio de sua mãe.
Vós, estremecendo de alegria,
cantastes as maravilhas do Senhor.
Vós, que permanecestes firme diante da Cruz
com uma fé inabalável,
e recebestes a jubilosa consolação da ressurreição,
reunistes os discípulos à espera do Espírito
para que nascesse a Igreja evangelizadora.
Alcançai-nos agora um novo ardor de ressuscitados
para levar a todos o Evangelho da vida
que vence a morte.
Dai-nos a santa ousadia de buscar novos caminhos
para que chegue a todos
o dom da beleza que não se apaga.
Vós, Virgem da escuta e da contemplação,
Mãe do amor, esposa das núpcias eternas
intercedei pela Igreja, da qual sois o ícone puríssimo,
para que ela nunca se feche nem se detenha
na sua paixão por instaurar o Reino.
Estrela da nova evangelização,
ajudai-nos a refulgir com o testemunho da comunhão,
do serviço, da fé ardente e generosa,
da justiça e do amor aos pobres,
para que a alegria do Evangelho
chegue até aos confins da terra
e nenhuma periferia fique privada da sua luz.
Mãe do Evangelho vivente,
manancial de alegria para os pequeninos,
rogai por nós.
Amen. Aleluia!
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