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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Santa Teresa do Menino Jesus

Maria Francisca Teresa, nasceu no dia 2 de janeiro de 1873, em Alençon, França, filha mais nova, a nona, de Luís Martin e de Célia Guérin. O pai era relojoeiro e joalheiro e a mãe dedicava-se a fazer renda. Foi baptizada dois dias depois, no dia 4 de fevereiro. Dos seus oito irmãos, quatro morreram em tenra idade. Sobreviveram: Maria, Paulina, Leónia e Celina. Ficou com quatro anos e meio quando em 28 de agosto de 1877 a sua mãe morreu. A família transferiu-se para Lisieux. Teresa será conhecida também como Santa Teresa de Lisieux (até para a diferenciar de Santa Teresa de Ávila). Em Lisieux vivia o irmão da sua mãe, tio, casado e com filhas. Era uma oportunidade de aprofundar as relações familiares e se sentirem mais aconchegados.
       Em outubro de 1881 frequenta a abadia das beneditinas de Lisieux, em semi-internato, para receber formação completa como os outros jovens das classes médias em que se inseria. No dia 2 de outubro do ano seguinte, 1882, a sua irmã Paulina entra no Carmelo. Teresa sentiu como que uma segunda orfandade.
       Surgiu então uma misteriosa doença que atingia o cume em 25 de março de 1883, com obsessões, ataques violentos, dores, sintomas que ninguém sabe classificar. Esteve à beira da morte. No dia 13 de maio de 1883, solenidade de Pentecostes nesse ano, a estátua de Nossa Senhora que estava no seu quarto sorriu-lhe e ela ficou curada.
       Em 25 de dezembro de 1886 recebe a graça do que chama conversão, a sensibilidade excessiva. Entrou no Carmelo em 9 de abril de 1888, depois de muitas resistências dos superiores eclesiásticos, por ser demasiado jovem. Vai a Roma, em peregrinação, de 4 de novembro a 2 de dezembro de 1987, com o pai e a irmã Celina, para pedir a necessária licença papal. No dia 20 de Novembro participam na audiência papal, na qual Teresa fala ao Papa, embora tal atrevimento fosse proibido, ninguém estava autorizado a falar nas audiências papais. Leão XIII proferiu-lhe palavras de alento. Em 28 de dezembro, a autorização chegou, através do Bispo diocesano.
       A vida exterior, visível de Santa Teresa do Menino Jesus e da santa Face, é de observância perfeita e feliz às regras da Ordem do Carmo.
       Pouco tempo depois de entrar no convento, em 29 de julho de 1894, morre o pai. Mais um sofrimento atroz.
       A partir de fevereiro de 1893 e até morrer tornou-se mestra de noviças, mas sem título. A 2 e 3 de abril de 1896 manifesta-se a tuberculose pulmonar, que a conduzirá à morte, em lenta agonia, no dia 30 de setembro de 1897, tinha 24 anos. Foi beatificada em 1923 e canonizada em 1925, sendo proclamada por Pio XII, nessa ocasião, como Padroeira das Missões. O Papa João Paulo II, em 19 de outubro de 1997, proclamou-a "Doutora da Igreja".
Oração de colecta:
       Deus de infinita bondade, que abris as portas do vosso reino aos pequeninos e humildes, fazei que sigamos confiadamente o caminho espiritual de Santa Teresa do Menino Jesus, para que, por sua intercessão, cheguemos à revelação da vossa glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Santa Teresa do Menino Jesus

No coração da Igreja eu serei o amor

Não obstante a minha pequenez, quereria iluminar as almas como os Profetas, os Doutores, sentia a vocação de ser Apóstolo... Queria ser missionário, não apenas durante alguns anos mas queria tê-lo sido desde o princípio do mundo e continuar até à consumação dos séculos. Mas acima de tudo, ó meu amado Salvador, quereria derramar o sangue por Vós até à última gota.
Porque durante a oração estes desejos me faziam sofrer um autêntico martírio, abri as epístolas de São Paulo a fim de encontrar uma resposta. Casualmente fixei-me nos capítulos XII e XIII da primeira epístola aos Coríntios; e li no primeiro que nem todos podem ser ao mesmo tempo Apóstolos, Profetas, Doutores, etc.... que a Igreja é formada por membros diferentes e que os olhos não podem ao mesmo tempo ser as mãos. A resposta era clara, mas não satisfazia completamente os meus desejos e não me trazia a paz.
Continuei a ler e encontrei esta frase que me confortou profundamente: Procurai com ardor os dons mais perfeitos; eu vou mostrar-vos um caminho mais excelente. E o Apóstolo explica como todos os dons mais perfeitos não são nada sem o amor e que a caridade é o caminho mais excelente que nos leva com segurança até Deus. Finalmente tinha encontrado a tranquilidade.
Ao considerar o Corpo Místico da Igreja, não conseguira reconhecer-me em nenhum dos membros descritos por São Paulo; melhor, queria identificar me com todos eles. A caridade ofereceu me a chave da minha vocação. Compreendi que, se a Igreja apresenta um corpo formado por membros diferentes, não lhe falta o mais necessário e mais nobre de todos; compreendi que a Igreja tem coração, um coração ardente de amor; compreendi que só o amor fazia atuar os membros da Igreja e que, se o amor viesse a extinguir-se, nem os Apóstolos continuariam a anunciar o Evangelho nem os mártires a derramar o seu sangue; compreendi que o amor encerra em si todas as vocações, que o amor é tudo e que abrange todos os tempos e lugares, numa palavra, que o amor é eterno.
Então, com a maior alegria da minha alma arrebatada, exclamei: Ó Jesus, meu amor! Encontrei finalmente a minha vocação. A minha vocação é o amor. Sim, encontrei o meu lugar na Igreja, e este lugar, ó meu Deus, fostes Vós que mo destes: no coração da Igreja, minha Mãe, eu serei o amor; com o amor serei tudo; e assim será realizado o meu sonho.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

VL: Queria que a Mãe morresse… para ir para o Céu – 2

       A afirmação inocente de Santa Teresinha será o seu modo de agir. É o seu desejo para consumar o encontro definitivo com Jesus Cristo. Aos 15 anos entra para o convento, por sua insistência, para viver uma vida inteiramente dedicada a Jesus, à oração, à contemplação.
       Quer ser santa. E tudo o que faz, o trabalho mais humilde, a paciência com os outros, o sofrimento em silêncio, a aceitação da zombaria por parte de outras irmãs, a oração e o tempo de recreio, em tudo procura ser agradável a Jesus Cristo, o Seu único Esposo, bem-amado, com Quem se quer em definitivo na eternidade.
       Não é caso único. Santa Teresinha tem a vida resolvida. Quer viva quer morra será para glória de Deus. Quer ir para o Céu, mas se for melhor permanecer viva, então aceita, pois dessa forma ajudar outros a encontrar-se com Jesus.
       O Apóstolo São Paulo, o maior missionário de todos os tempos, vive a mesma dualidade. A identificação a Jesus – «Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim» (Gál 2, 20) – deixam-no pronto para ascender à glória de Deus Pai. Todavia, o mais importante será cumprir a vontade de Deus: “Cristo será engrandecido no meu corpo, quer pela vida quer pela morte. É que, para mim, viver é Cristo e morrer, um lucro. Se, entretanto, eu viver corporalmente, isso permitirá que dê fruto a obra que realizo. Que escolher então? Não sei. Estou pressionado dos dois lados: tenho o desejo de partir e estar com Cristo, já que isso seria muitíssimo melhor; mas continuar a viver é mais necessário por causa de vós. E é confiado nisto que eu sei que ficarei e continuarei junto de todos vós, para o progresso e a alegria da vossa fé, a fim de que a glória, que tendes em Cristo Jesus por meio de mim, aumente com a minha presença de novo junto de vós” (Fil 1, 19-26).
       Noutra missiva, o Apóstolo reafirma o mesmo dilema: “Permanecendo neste corpo, vivemos exilados, longe do Senhor, pois caminhamos pela fé e não pela visão... Cheios dessa confiança, preferimos exilar-nos do corpo, para irmos morar junto do Senhor. Por isso também, quer permaneçamos na nossa morada, quer a deixemos, esforçamo-nos por lhe agradar” (2 Cor 6-9). 
       Mas outros santos tinham o mesmo desejo e o mesmo compromisso. Santa Fustina de Kowalska, Santo Inácio de Antioquia, Santa Eufémia de Calcedónia… Viver u morrer para glória e louvor de Deus Pai!

Publicado na Voz de Lamego, n.º 4387, de 15 de novembro de 2016

VL: Queria que a Mãe morresse… para ir para o Céu – 1

       No Arciprestado de Moimenta da Beira – Sernancelhe - Tabuaço, procurando responder ao Plano Pastoral da Diocese de Lamego, sob o lema “Ide e anunciai o Evangelho a toda a criatura” (Mc 16, 15), proposto, fundamentado e refletido por D. António Couto na Carta Pastoral dirigida a toda a Diocese, acolhemos uma iniciativa pastoral – “Um santo missionário por mês”.
       No Jubileu da Misericórdia havia um conjunto de santos mais ligados, pelas palavras e pelos gestos, à misericórdia e que nos ajudavam a viver a fé e a vida sob o prisma da misericórdia, da compaixão e da ternura, testemunhando e transparecendo a misericórdia divina. Quando nos centramos numa dinâmica missionária, como tem sido ao longo dos últimos anos na nossa Diocese, com a referência e convite permanentes “Ide”, há santos cuja vida visualiza a pressa em levar o Evangelho a toda a parte, a todas as pessoas.
       Desta feita, em 2016-2017, a missão evangelizadora alarga-se e aprofunda-se: “todos, tudo, sempre, em toda a parte”. Em diversas paróquias do Arciprestado, a oportunidade de nos deixarmos envolver com o testemunho de santos missionários como Santa Teresa do Menino Jesus (outubro) e São Francisco Xavier (novembro), Padroeiros das Missões; Santa Faustina de Kowalska (dezembro), missionária da misericórdia ou Santa Teresa De Calcutá, missionária da caridade.
       Em épocas distantes, em ambientes diferentes, em dinâmicas variadas, os santos missionários permitem-nos ver como é possível viver a santidade em casa, num convento, indo ao encontro dos outros, na família, no meio dos jovens, na prática da caridade, na oração.
       Nesta dinâmica pastoral, a entrega de uma pagela com o santo missionário do mês, com uma tarefa para o mês que pode passar por um pai-nosso pelas missões, uma oração, a prática de uma das obras de misericórdia, levar um convite e/ou mensagem ao vizinho, visitar um doente individualmente ou em grupo. Desdobráveis, boletins paroquiais ou dominicais, escolas da fé, para aprofundar o conhecimento sobre o respetivo santo missionário, procurando, pelo sua intercessão e pelo seu testemunho, assumir a mesma paixão missionária de viver o Evangelho, levando-o a todos.
       Na Paróquia de Tabuaço, na primeira sessão da escola da fé, desta iniciativa pastoral, o responsável arciprestal, reverendo Pe. Giroto, acerca de Santa Teresa do Menino Jesus e como provocação inicial, apresentou-nos um pedaço de um filme, em que Teresa ainda menina diz à Mãe que quer que ela morra. Ao porquê, responde que, segundo lhe disse a própria Mãe, só morrendo a Mãe poderá ir para o Céu.

Publicado na Voz de Lamego, n.º 4386, de 8 de novembro de 2016

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Santa Teresa do Menino Jesus - História de uma Alma

Santa TERESA DO MENINO JESUS. História de uma Alma. Manuscritos Autobiográficos. Editorial A. O., 14.º Edição. Braga 2009. 352 páginas.
       Padroeira das Missões, Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face, também reconhecida por Santa Teresa de Lisieux, é uma das figuras maiores do Carmelo e da Igreja, onde figuram por exemplo e Santa Teresa de Jesus / Santa Teresa de Ávila, que lhe serve de inspiração em muitos momentos, ou Santa Teresa Benedita da Cruz / Edith Stein.
       Conhecer o que se escreveu sobre os santos, ou sobre o comum dos mortais, é uma forma de nos inteiramos das suas vidas. Contudo, mais importante será ler o que os próprios escreveram sobre a sua vida e sobre a sua vocação. Teresa do Menino Jesus nasceu em 2 de janeiro de 1873, e foi-lhe dado o nome de Maria Francisca Teresa Martin. Com quatro anos a família fixa-se em Lisieux. Vive num contexto de grande religiosidade, de tal forma que as cinco irmãs que sobreviveram à infância se tornaram religiosas. Teresa do Menino Jesus foi admitida no Carmelo antes da idade permitida, tendo recorrido ao Bispo e ao Papa. Consegue ser admitida com 15 anos, depois de muita persistência, orações, intercessões, súplicas ou como a própria refere depois de muito sofrer. Um dos momentos reveladores é a 13 de maio de 1883, domingo de Pentecostes, recebe o sorriso da Virgem Maria e a cura milagrosa e inexplicável,quando se encontrava gravemente doente.
       A sua delicadeza e a procura constante por viver identificada com Jesus Cristo, com a Sua Cruz, grangearam-lhe, ainda em vida, a admiração de irmãs e/ou sacerdotes que a acompanhavam. Por isso lhe foi solicitado que escrevesse as suas memórias, para que depois da morte outros possam benificiar do testemunho da sua vida. São muitos os padecimentos por que passa, procurando não deixar trasnparecer para os outros, para não dar trabalhos às irmãs de clausura. Por vezes mantém-se heroicamente de pé só para obedecer a alguma irmã. Por outro lado, a morte não assusta. Seguindo o testemunho de São Paulo, quer na morte quer em vida, o que importa é fazer a vontade de Deus, identidicando-se com Jesus Cristo.
       Morre em 30 de setembro de 1897, com 24 anos de idade. Muito jovem mas com uma longa história de vida que tem inspirado muitas conversões. Foi beatificada em 29 de abril de 1923 e canonizada em 17 de maio de 1925, pelo Papa Pio XI, o mesmo que em 14 de dezembro de 1927 a declara Padroeira das Missões.
       Em 19 de outubro de 1997, o Papa João Paulo II declara-a Doutora da Igreja. Refira-se que o Santo Padre ja tinha ido em peregrinação a Lisieus em 2 de junho de 1980. Por outro lado, o mesmo Papa declara Veneráveis os pais de Teresa do Menino Jesus, em 26 de março de 1994. Serão beatificados em 19 de outubro de 2008, em Lisieux.
       Depois de muitas revisões, o texto que ora recomendamos procura ser o mais fidedigno, apresentando notas com a indicação de palavras acrescentadas, ou rasuradas, pela próprio ou pelas Madres. Mas mais importante, esta é uma leitura verdadeiramente fundamental para entender a vida e a santidade de Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face.
 (Jesus bate à nossa porta - quadro pintado por Santa Teresa do Menino Jesus, em 1982, oferecido à sua irmã Celina)
 (Teresa do Menino Jesus no papel de Santa Joana d'Arc, em 21 de janeiro de 1895)
(Retrato de Santa Teresa, pintado pela sua irmã Celina, alusivo à chuva de rosas que Teresa prometeu fazer cair sobre a terra quando chegasse ao Céu)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Canto de Gratidão (Sta. Teresinha)

Tu me escondeste para sempre em Tua Face!…
Escuta minha voz, ó divino Jesus;
Venho cantar a inexprimível graça
De ter sofrido e carregado a cruz.

Muito tempo bebi no cálice do pranto
E partilhei a taça de tuas dores,
Descobri que sofrer tem seu encanto
E pela cruz se salvam pecadores.

Pela cruz foi que cresceu a minha vida
E nela achei um horizonte lindo.
Nos raios de Tua Face tão querida
Meu frágil coração vive subindo.

Ouço Tua voz, meu Bem-Amado, em tom
macio e terno:
“É uma nova estação que se inicia;
Vem”, me dizes, “chegou o fim do inverno,
A noite finalmente virou dia”!

“Mantém os olhos ao céu sempre elevados
E, em dois tronos, verás, na eternidade,
Teu Pai e tua Mãe, seres amados
Dos quais te veio a felicidade!…”

“Como um instante fluirá a tua vida
E estás perto do céu neste Carmelo;
Por Meu Amor é que foste escolhida
E no céu te reservo um trono belo!”

(autor desconhecido)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Súplica a Santa Teresinha

Santa Teresa do Menino Jesus,
Concedei-me que siga a tua vida de Infância Espiritual,
Que viva no espírito de simplicidade e humildade evangélicas,
Num total abandono à vontade do Senhor.
Ensinai-me a aceitar cada sofrimento como dom precioso
Feito a quem mais ama.
Que eu possa também terminar a minha vida terrena,
Repetindo as tuas últimas palavras:
«Meu Deus, eu amo-Te».

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face

Maria Francisca Teresa, nasceu no dia 2 de Janeiro de 1873, em Alençon, França, filha mais nova, a nona, de Luís Martin e de Célia Guérin. O pai era relojoeiro e joalheiro e a mãe dedicava-se a fazer renda. Foi baptizada dois dias depois, no dia 4 de Fevereiro. Dos seus oito irmãos, quatro morreram em tenra idade. Sobreviveram: Maria, Paulina, Leónia e Celina. Ficou com quatro anos e meio quando em 28 de Agosto de 1877 a sua mãe morreu. A família transferiu-se para Lisieux. Teresa será conhecida também como Santa Teresa de Lisieux (até para a diferenciar de Santa Teresa de Ávila). Em Lisieux vivia o irmão da sua mãe, tio, casado e com filhas. Era uma oportunidade de aprofundar as relações familiares e se sentirem mais aconchegados.
Em Outubro de 1881 frequenta a abadia das beneditinas de Lisieux, em semi-internato, para receber formação completa como os outros jovens das classes médias em que se inseria. No dia 2 de Outubro do ano seguinte, 1882, a sua irmã Paulina entra no Carmelo. Teresa sentiu como que uma segunda orfandade.
Surgiu então uma misteriosa doença que atingia o cume em 25 de Março de 1883, com obsessões, ataques violentos, dores, sintomas que ninguém sabe classificar. Esteve à beira da morte. No dia 13 de Maio de 1883, solenidade de Pentecostes nesse ano, a estátua de Nossa Senhora que estava no seu quarto sorriu-lhe e ela ficou curada.
Em 25 de Dezembro de 1886 recebe a graça do que chama conversão, a sensibilidade excessiva. Entrou no Carmelo em 9 de Abril de 1888, depois de muitas resistências dos superiores eclesiásticos, por ser demasiado jovem. Vai a Roma, em peregrinação, de 4 de Novembro a 2 de Dezembro, com o pai e a irmã Celina, para pedir a necessária licença papal. No dia 20 de Novembro participam na audiência papal, na qual Teresa fala ao Papa, embora tal atrevimento fosse proibido, ninguém estava autorizado a falar nas audiências papais. Leão XIII proferiu-lhe palavras de alento. Em 28 de Dezembro, a autorização chegou, através do Bispo diocesano.
A vida exterior, visível de Santa Teresa do Menino Jesus e da santa Face, é de observância perfeita e feliz às regras da Ordem do Carmo.
Pouco tempo depois de entrar no convento, em 29 de Julho de 1894, morre o pai. Mais um sofrimento atroz.
A partir de Fevereiro de 1893 e até morrer tornou-se mestra de noviças, mas sem título. A 2 e 3 de Abril de 1896 manifesta-se a tuberculose pulmonar, que a conduzirá à morte, em lenta agonia, no dia 30 de Setembro de 1897, tinha 24 anos. Foi beatificada em 1923 e canonizada em 1925, sendo proclamada por Pio XII, nesse dia, como Padroeira das Missões. O Papa João Paulo II, em 19 de Outubro de 1997, proclamou-a "Doutora da Igreja".