A terceira Carta Encíclica de Bento XVI empresta o título a este blogue. A Caridade na Verdade. Agora permanecem a fé, a esperança e a caridade, mas só esta entra na eternidade com Deus. Espaço pastoral de Tabuaço, Távora, Pinheiros e Carrazedo, de portas abertas para a Igreja e para o mundo...
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quinta-feira, 9 de abril de 2026
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
sexta-feira, 28 de novembro de 2025
sexta-feira, 22 de agosto de 2025
quinta-feira, 6 de março de 2025
quarta-feira, 23 de março de 2022
D. António Couto - As Mulheres nas Cartas de São Paulo
D. ANTÓNIO COUTO (2022). As Mulheres nas Cartas de São Paulo. Gaeiras: Alêtheia Editores. 130 Páginas.
Há tempos, através da transmissão da Missa dominical, cuja segunda leitura trazia uma das cartas de São Paulo, em que falava da submissão de todos a Cristo, mas, na continuação da leitura, falava na submissão da mulher ao marido, como da Igreja a Cristo. Para quem ler o texto com honestidade, vê que a submissão, em lógica de amor e serviço, é recíproca. Ao marido é dito claramente que há de amar a mulher como ao seu próprio corpo, portanto, não se trata de o homem submeter a mulher, mas de amá-la como Cristo amou a Igreja e deu a vida por ela.
Mas logo surgiram algumas pessoas escandalizadas, multiplicando as partilhas e a polémica e, diria eu, evidenciando uma grande ignorância religiosa (bíblica). Para ajudar a clarificar os escritos de São Paulo, os genuínos e os que foram retocados. D. António resolveu colocar em pratos limpos a visão de São Paulo, bem como os acrescentos que foram feitos posteriormente.
“Dados os ‘apupos’ que se fizeram ouvir um pouco por toda a comunicação social e redes sociais por causa de um texto notável de São Paulo que, aparentemente, à primeira vista e audição, impunha à mulher submissão ao marido, resolvi também eu, ilustre Teófilo, examinar atentamente tudo e oferecer de forma ordenada e a quem o desejar, também ao mundo moderno, um percurso em que se mostra com suficiente clareza a maneira excecional como Paulo se relacionou com as mulheres concretas, com nome, que encontrou no seu caminho, e como refletiu sobre a sua condição e missão nas comunidades cristãs primitivas.
O leitor atento terá oportunidade de encontrar nas páginas que se seguem alguns dos textos mais emblemáticos e problemáticos que tanto espanto têm provocado. Terá oportunidade de os encontrar e de os compreender, e até de se surpreender e encantar com o excesso de sentido que deles emana.
É tempo de alguns preconceitos caírem, como caiu o muro de Berlim. O que não se espera, também pode acontecer.”
D. António Couto - Olhar a Família com os olhos de Deus
D. ANTÓNIO COUTO (2022).Olhar a Família com os olhos de Deus. Apelação: Paulus Editora. 156 páginas.
Enquanto decorre o Ano da Amoris Laetitia, o Bispo da Diocese de Lamego, D. António José da Rocha Couto, serve-nos, com mestria, esta obra dedicada à família, partindo de diferentes textos bíblicos.
Nada melhor do que ser o próprio a apresentar este livro:
“Em ano dedicado à família, e estando ela, em qualquer das suas dimensões (família de sangue, família eclesial, família religiosa…), tão corroída e anémica, mas sendo também célula perseguida por diferentes viroses ideológicas que percorrem o nosso tempo, decidi compor este pequeno livro, de sabor bíblico e cultural sério, que intitulo Olhar a família com os olhos de Deus, e que consta de três ensaios, que intitulei: «Deus e Israel. As metáforas da família nos Profetas» (1), «Aliança conjugal. Fundamentos bíblicos da família» (2) e «Identidade e missão da família a partir da Bíblia» (3).
São abordados os temas e problemas principais que assolam o nosso tempo sem compromissos e sem nascimentos, e com os mais debilitados e idosos, a quem roubámos já a sua liberdade de escolha, nas ágoras e átrios públicos tão apregoada e defendida, atirados para um limbo eterno, mais ou menos amorfo e anódino, onde os seus afetos não são correspondidos, as suas emoções vão para o baú dos trapos e para o canto das bonecas, e assuas razões não valem nada, e vão para o caixote! Que mundo é este, atravessado por tantas contradições, e conduzido ao que parece por tantos «Eu» sem «me» (Maurice Blanchot).
É como tentar destilar a Bíblia, que é uma explosão de vida, de dramas, de tensões e de emoções, para a tentar reduzir a uma série de princípios, mais ou menos como tentar reduzir uma pessoa viva a uma diagrama! (Abraham Joshua Heschel). Não há compromissos duradouros. Metem medo a quem ainda tem liberdade de escolha! O que há, no campo sentimental, são «relações de bolso» (Catherine Jarvie) ou «compromissos enlatados» (Anthony Giddens), tudo rápido, estéril e descartável, assente apenas na satisfação corrente, sem obrigações, tudo pronto a «consumir de preferência antes de…» (Anthony Giddens).
Percebe-se agora talvez melhor por que razão a questão do «outro», que é o «não identificável», o «sem eu», o «me sem eu», o «sem nome», seja hoje a questão do Ocidente, e que conceitos como responsabilidade, liberdade, alteridade, socialidade, hospitalidade, mandamento, obediência tenham de ganhar hoje novas tonalidades e articulações.
E fica igualmente a descoberto que quem quiser levantar esta sociedade desencantada, anestesiada, desinfetada, medicada, esvaziada, dependurada, tem primeiro de lhe restituir tudo o que lhe roubou: Deus, a Providência, a alma, os pais, os filhos, os netos, o chão, o céu, a casa, o sonho, as canções, o amor, a emoção, a comoção, a história, as histórias, a tradição, o rosto, o rosto do outro, a heteronomia, a exterioridade, a socialidade, a responsabilidade pelo outro. Ninguém levanta um saco vazio. Só se pode dependurá-lo. Assim também não é possível levantar uma sociedade esvaziada e dependurada, a não ser restituindo-lhe tudo o que lhe foi roubado.
Deixo nas tuas mãos este pequeno livro. Podes saboreá-lo devagar. Tem múltiplos aromas e sabores”.
sábado, 26 de setembro de 2020
terça-feira, 2 de junho de 2020
ANTÓNIO COUTO - Leitura do tempo em que vamos
ANTÓNIO COUTO (2020). Daqui, desta planura: Leitura do Tempo em que vamos. Lisboa: Óbidos: Aletheia Editores. 140 páginas.
D. António Couto, Bispo de Lamego, já nos habituou à clareza e profundidade de pensamento, no campo da reflexão bíblica, mas também com as pontes com a cultura deste tempo, do tempo dos escritos sagrados, da antropologia e arqueologia, com a etimologia dos termos e da linguagem, procurando a fidelidade a cada autor e sobretudo ao Autor primeiro.
Esta é uma obra diferente de todas as outras que publicou, ainda que haja expressões e conteúdos já insinuados, refletidos ou aprofundados noutros textos, nomeadamente nas pistas de reflexão que nos apresenta para cada domingo, sentando-se connosco à mesa da Palavra.
O tempo em que vamos remete-nos para a egolatria, para o culto do eu sem um tu como interlocutor e quando muito um tu que é adversário, inimigo e osbtáculo às minhas pretensões. O individualismo, a cultura do "ego" e, por outro lado, a exaltação da liberdade pura, sem entraves, nem ligações. Dispensa-se o outro, tudo o que é institucional, e passo a ser "eu" o critério para a minha vida, sou eu que decido, que faço. Quero, posso e mando. Dispenso o outro e o Outro que é Deus. Fico sem Deus, sem chão nem céu, sem pai nem mãe, sem religião. Eu decido o que sou, sem umbigo, escolho se sou homem ou sou mulher, ou uma mistura de ambos. Deus foi remetido para o pensamento e do pensamento para a inexistência. Não há nenhum critério moral fora de mim.
Ao individualismo atual, D. António Couto propõe a socialidade, a partir sobretudo da reflexão filosófica de Emmanuel Levinas. A opção pelo outro, que me cabe acolher. O outro aponta para o totalmente Outro, Deus, que Se revela em cada rosto. O outro impõe-se, irrompe na minha vida, com o mandamento: não matarás. O outro não é redutível, não é enquadrado, é sempre um mistério, não da razão, mas da humanidade. Levinas propõe o primado do outro.
A questão do Ocidente é a questão de uma liberdade absoluta que rejeita e exclui o rosto, a resposta, a responsabilidade. Daí que a questão do Ocidente se torne na questão do "outro", a questão da alteridade. O rosto do outro, a alteridade, conduz à socialidade, isto é, à responsabilidade pelo outro, que não tem princípio em mim, é "fruto do rosto do outro vindo sem se fazer anunciar, vindo como eleiçãi em que a minha humanidade recebe a sua verdadeira identidade e unicidade pela impossibilidade de se subtrair à eleição... a socialidade é a minha responsabilidade pelo outro, pelo próximo". "A socialidade póe-me em relação com o rosto ou o viso do outro, ao mesmo tempo, pobre e senhor, porque porque nu, e senhor porque pobre e nu, rosto ou viso que não surge como conteúdo, mas como súplica e mandamento, que quebra e interrompe a minha espontaneidade e expansividade selvagem... impõe-me a responsabilidade pelo outro, que é o verdadeiro sentido da proximidade, na aceção nova de me obrigar a responder ao outro e pelo outro, portanto, por aquilo que não fui eu que fiz".
Deixemos o autor falar um pouco mais: "De facto, perdemos o «amor», o cinto, o cíngulo, o cordão, o sýndesmos, que dava segurança, sentido e beleza à nossa vida. Vendo bem, andamos por aí perdidos, desconstruídos, à deriva, vivendo de «relações de bolso» e de «compromissos enlatados, com a advertência bem visível: »consumir de preferência antes de...». A música que nos chega aos ouvidos são notas servidas em pautas enlatadas,sons de mármore, ritmos de marchas militares ou fúnebres. Só o Rosto nu do pobre que é, afinal, o verdadeiro soberano, que nos elege, institui, veste, e ordena, vindo de fora e acolhido à porta com amor, surpresa e maravilha, dom, e-vento, ad-vento, pode romper e fecundar este areal espesso com gesso. Falo do alento de Deus, beijo de Deus no pó que modela em suas mãos. Só Ele pode transformar estas pedras em filhos e irmãos".
O tempo em que vamos remete-nos para a egolatria, para o culto do eu sem um tu como interlocutor e quando muito um tu que é adversário, inimigo e osbtáculo às minhas pretensões. O individualismo, a cultura do "ego" e, por outro lado, a exaltação da liberdade pura, sem entraves, nem ligações. Dispensa-se o outro, tudo o que é institucional, e passo a ser "eu" o critério para a minha vida, sou eu que decido, que faço. Quero, posso e mando. Dispenso o outro e o Outro que é Deus. Fico sem Deus, sem chão nem céu, sem pai nem mãe, sem religião. Eu decido o que sou, sem umbigo, escolho se sou homem ou sou mulher, ou uma mistura de ambos. Deus foi remetido para o pensamento e do pensamento para a inexistência. Não há nenhum critério moral fora de mim.
Ao individualismo atual, D. António Couto propõe a socialidade, a partir sobretudo da reflexão filosófica de Emmanuel Levinas. A opção pelo outro, que me cabe acolher. O outro aponta para o totalmente Outro, Deus, que Se revela em cada rosto. O outro impõe-se, irrompe na minha vida, com o mandamento: não matarás. O outro não é redutível, não é enquadrado, é sempre um mistério, não da razão, mas da humanidade. Levinas propõe o primado do outro.
A questão do Ocidente é a questão de uma liberdade absoluta que rejeita e exclui o rosto, a resposta, a responsabilidade. Daí que a questão do Ocidente se torne na questão do "outro", a questão da alteridade. O rosto do outro, a alteridade, conduz à socialidade, isto é, à responsabilidade pelo outro, que não tem princípio em mim, é "fruto do rosto do outro vindo sem se fazer anunciar, vindo como eleiçãi em que a minha humanidade recebe a sua verdadeira identidade e unicidade pela impossibilidade de se subtrair à eleição... a socialidade é a minha responsabilidade pelo outro, pelo próximo". "A socialidade póe-me em relação com o rosto ou o viso do outro, ao mesmo tempo, pobre e senhor, porque porque nu, e senhor porque pobre e nu, rosto ou viso que não surge como conteúdo, mas como súplica e mandamento, que quebra e interrompe a minha espontaneidade e expansividade selvagem... impõe-me a responsabilidade pelo outro, que é o verdadeiro sentido da proximidade, na aceção nova de me obrigar a responder ao outro e pelo outro, portanto, por aquilo que não fui eu que fiz".
Deixemos o autor falar um pouco mais: "De facto, perdemos o «amor», o cinto, o cíngulo, o cordão, o sýndesmos, que dava segurança, sentido e beleza à nossa vida. Vendo bem, andamos por aí perdidos, desconstruídos, à deriva, vivendo de «relações de bolso» e de «compromissos enlatados, com a advertência bem visível: »consumir de preferência antes de...». A música que nos chega aos ouvidos são notas servidas em pautas enlatadas,sons de mármore, ritmos de marchas militares ou fúnebres. Só o Rosto nu do pobre que é, afinal, o verdadeiro soberano, que nos elege, institui, veste, e ordena, vindo de fora e acolhido à porta com amor, surpresa e maravilha, dom, e-vento, ad-vento, pode romper e fecundar este areal espesso com gesso. Falo do alento de Deus, beijo de Deus no pó que modela em suas mãos. Só Ele pode transformar estas pedras em filhos e irmãos".
sexta-feira, 7 de junho de 2019
Visita Pastoral de D. António a Tabuaço - 2019
Visita Pastoral de D. António Couto à Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Tabuaço, entre 9 e 19 de maio de 2019.
Seleção de fotos dos diferentes dias: visita aos doentes, Lar da Santa Casa, Creche, Centro de Dia, Agrupamento de escolas, encontro com os grupos paroquiais, com a Câmara e instituições ligadas à Câmara, celebrações, encerramento da Visita Pastoral. Fotos disponíveis na página da paróquia no Facebook: @tbcparoquia
Créditos das fotos: Paróquia de Tabuaço (vários jovens e adultos); Rui de Carvalho; Centro de Dia; Irmão Joaquim.
quinta-feira, 6 de junho de 2019
Visita Pastoral de D. António a Pinheiros - 2019
Visita Pastoral de D. António José da Rocha Couto, à Paróquia de Santa Eufémia de Pinheiros. Na sexta-feira, 26 de abril, na aproximação ao final da tarde, a visita à Junta de Freguesia e sede também da associação "Unidos por Pinheiros". Seguiu-se a visita e oração no Cemitério, por todos aqueles, familiares, amigos e conterrâneos, que vive na eternidade de Deus. Logo depois, a celebração da Eucaristia com a administração da Santa Unção. Depois da celebração, o encontro com os crismandos.
O Domingo, 28 de abril, o dia da grande FESTA, com a receção ao Senhor Bispo, no largo em frente à sede da Junta de Freguesia, ao som de foguetes e de cânticos, iniciando a procissão para a Igreja, para a Santa Missa.
Na celebração da Eucaristia, o Crisma da Jéssica, de Carrazedo, do Pedro Barradas, da Margarida Silva e do Ricardo Egger. Depois da Santa Missa, o almoço com a comunidade. Participação especial do Grupo Coral da Catequese da Paróquia de Tabuaço na animação coral.
Créditos - Fotos: Ana Fonseca, Teresa Costa, Anabela Moura
Música de fundo: DDPJ de Lamego - Hino da JMJ e JDJ 2019 - "Eis aqui a Serva do Senhor".
Visita Pastoral de D. António a Távora - 2019
A Visita Pastoral de D. António Couto à Paróquia de São João Batista de Távora realizou-se a 3 de fevereiro de 2019.
Na sexta-feira precedente, 1 de fevereiro, o Sr. Bispo reuniu com os crismandos e pessoas empenhadas na vida da comunidade. O domingo foi festivo para toda a comunidade, acolhendo o Sr. Bispo na Capela de Nossa Senhora dos Prazeres. A santa Missa, na Igreja Matriz, contou com a celebração do Crisma, com a bênção das crianças, dois bebés ao colo das mães... A parte da celebração, visita ao Cemitério... seguindo-se as concertinas de Távora e o almoço para a comunidade. Créditos: Fotos - Rui da Costa Carvalho
Música de fundo: DDPJ de Lamego - Hino da JDJ 2018 (Pretarouca - Lamego) - Queres precisar de mim.
quarta-feira, 5 de junho de 2019
Visita Pastoral D. António a Carrazedo - 2019
Paróquia de São Salvador de Carrazedo, 27 de janeiro de 2019.
Imagens dos momentos da Visita de D. António à nossa comunidade: Receção à entrada da povoação, junto à imagem do Imaculado Coração de Maria; Santa Missa, com a celebração da Santa Unção; ação de graças pelas obras na Igreja (2017-2018), visita e oração ao Cemitério, lanche-convívio para toda a comunidade.
Música de fundo: DDPJ de Lamego - "Diz o teu sim" - Hino da JDJ 2017, em Nespereira - Cinfães.
terça-feira, 11 de setembro de 2018
Aniversário de D. Jacinto, Bispo Emérito de Lamego
D. Jacinto Tomaz de Carvalho Botelho, natural de Moimenta da Beira (Prados de Cima - Vila da Rua), nasceu em 11 de Setembro de 1935.
Concluídos os estudos em História da Igreja, regressou à Diocese de Lamego, concretamente ao Seminário Maior, sendo professor e integrando-se na Equipa Formadora, vindo a assumir a responsabilidade do Seminário. Entretanto, assumiu outras missões, como Vigário Geral Adjunto e Vigário Geral da Diocese. Durante algum tempo foi pároco de Sande (Lamego).
Foi nomeado Bispo Auxiliar de Braga e a sua ordenação Episcopal, na Sé Catedral de Lamego, foi no dia 20 de janeiro de 1996, dia de S. Sebastião, Padroeiro de Lamego.
Depois da morte de D. Américo Couto de Oliveira, Bispo antecessor, viria a assumir a responsabilidade da Diocese, tomando posse no dia 19 de março de 2000. No dia 8 de julho de 2000, seria ordenado o primeiro padre, na Diocese, pelas suas mãos, e que é o Pároco de Tabuaço, Pe. Manuel Gonçalves.
Parabéns D. Jacinto e que a Senhora dos Remédios, a Senhora da Lapa, a Senhora da Conceição, a Senhora da Assunção, a Mãe de Jesus Cristo, continue a velar pelo seu ministério sacerdotal e episcopal.
Atualmente a residir na cidade de Lamego, é Bispo Emérito deste nossa Diocese, desde o dia 29 de janeiro de 2012, dia da tomada de posse de D. António Couto, como Bispo de Lamego.
Atualmente a residir na cidade de Lamego, é Bispo Emérito deste nossa Diocese, desde o dia 29 de janeiro de 2012, dia da tomada de posse de D. António Couto, como Bispo de Lamego.
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
CEP - Normas para Jejum e a abstinência
Jejum e abstinência
3. O jejum é a forma de penitência que consiste na privação de alimentos. Na disciplina tradicional da Igreja, a concretização do jejum fazia-se limitando a alimentação diária a uma refeição, embora não se excluísse que se pudesse tomar alimentos ligeiros às horas das outras refeições.
Ainda que convenha manter-se esta forma tradicional de jejuar, contudo os fiéis poderão cumprir o preceito do jejum privando-se de uma quantidade ou qualidade de alimentos ou bebidas que constituam verdadeira privação ou penitência.
3. O jejum é a forma de penitência que consiste na privação de alimentos. Na disciplina tradicional da Igreja, a concretização do jejum fazia-se limitando a alimentação diária a uma refeição, embora não se excluísse que se pudesse tomar alimentos ligeiros às horas das outras refeições.
Ainda que convenha manter-se esta forma tradicional de jejuar, contudo os fiéis poderão cumprir o preceito do jejum privando-se de uma quantidade ou qualidade de alimentos ou bebidas que constituam verdadeira privação ou penitência.
4. A abstinência, por sua vez, consiste na escolha de uma alimentação simples e pobre. A sua concretização na disciplina tradicional da Igreja era a abstenção de carne. Será muito aconselhável manter-se esta forma de abstinência, particularmente nas sextas-feiras da Quaresma. Mas poderá ser substituída pela privação de outros alimentos e bebidas, sobretudo mais requintados e dispendiosos ou da especial preferência de cada um.
Contudo, devido à evolução das condições sociais e do género de alimentação, aquela concretização pode não bastar para praticar a abstinência como acto penitencial. Lembrem-se os fiéis de que o essencial do espírito de abstinência é o que dizemos acima, ou seja, a escolha de uma alimentação simples e pobre e a renúncia ao luxo e ao esbanjamento. Só assim a abstinência será privação e se revestirá de carácter penitencial.
Determinações relativas ao jejum e à abstinência
5. O jejum e a abstinência são obrigatórios em Quarta-feira de Cinzas e em Sexta-feira Santa.
6. A abstinência é obrigatória, no decurso do ano, em todas as sextas-feiras que não coincidam com algum dia enumerado entre as solenidades. Esta forma de penitência reveste-se, no entanto, de significado especial nas sextas-feiras da Quaresma.
7. O preceito da abstinência obriga os fiéis a partir dos 14 anos completos.
O preceito do jejum obriga os fiéis que tenham feito 18 anos até terem completado os 59.
Aos que tiverem menos de 14 anos, deverão os pastores de almas e os pais procurar atentamente formá-los no verdadeiro sentido da penitência, sugerindo-lhes outros modos de a exprimirem.
Contudo, devido à evolução das condições sociais e do género de alimentação, aquela concretização pode não bastar para praticar a abstinência como acto penitencial. Lembrem-se os fiéis de que o essencial do espírito de abstinência é o que dizemos acima, ou seja, a escolha de uma alimentação simples e pobre e a renúncia ao luxo e ao esbanjamento. Só assim a abstinência será privação e se revestirá de carácter penitencial.
Determinações relativas ao jejum e à abstinência
5. O jejum e a abstinência são obrigatórios em Quarta-feira de Cinzas e em Sexta-feira Santa.
6. A abstinência é obrigatória, no decurso do ano, em todas as sextas-feiras que não coincidam com algum dia enumerado entre as solenidades. Esta forma de penitência reveste-se, no entanto, de significado especial nas sextas-feiras da Quaresma.
7. O preceito da abstinência obriga os fiéis a partir dos 14 anos completos.
O preceito do jejum obriga os fiéis que tenham feito 18 anos até terem completado os 59.
Aos que tiverem menos de 14 anos, deverão os pastores de almas e os pais procurar atentamente formá-los no verdadeiro sentido da penitência, sugerindo-lhes outros modos de a exprimirem.
8. As presentes determinações sobre o jejum e a abstinência apenas se aplicam em condições normais de saúde, estando os doentes, por conseguinte, dispensados da sua observância.
Determinações relativas a outras penitências
9. Nas sextas-feiras poderão os fiéis cumprir o preceito penitencial, quer fazendo penitência como acima ficou dito, quer escolhendo formas de penitência reconhecidas pela tradição, tais como a oração e a esmola, ou mesmo optar por outras formas, de escolha pessoal, como, por exemplo, privar-se de fumar, de algum espectáculo, etc.
13. Os cristãos depositarão o seu contributo penitencial em lugar devidamente identificado em cada igreja ou capela, ou através da Cúria diocesana. Na Quaresma, todavia, em vez desta modalidade ou concomitantemente com ela, o contributo poderá ser entregue no ofertório da Missa dominical, em dia para o efeito fixado.
Determinações relativas a outras penitências
9. Nas sextas-feiras poderão os fiéis cumprir o preceito penitencial, quer fazendo penitência como acima ficou dito, quer escolhendo formas de penitência reconhecidas pela tradição, tais como a oração e a esmola, ou mesmo optar por outras formas, de escolha pessoal, como, por exemplo, privar-se de fumar, de algum espectáculo, etc.
13. Os cristãos depositarão o seu contributo penitencial em lugar devidamente identificado em cada igreja ou capela, ou através da Cúria diocesana. Na Quaresma, todavia, em vez desta modalidade ou concomitantemente com ela, o contributo poderá ser entregue no ofertório da Missa dominical, em dia para o efeito fixado.
quarta-feira, 28 de junho de 2017
Paróquia de Tabuaço | Celebração do Crisma | 2017
Neste ano pastoral, a celebração do Sacramento do Crisma foi celebrado a 27 de maio de 2017, com 4 jovens que completaram os 10 anos de catequese - Guilherme, Mariana Lemos, Paula Margarida, Daniela Gonçalves - e 5 adultos - José Carlos Pinto, Teresa Maria, Rosa Maria, Ana Patrícia, Cátia Vanessa. Presidiu à celebração o nosso Bispo, D. António Couto. No final, lanche-convívio para toda a comunidade.
Neste videoporama, além das fotos do Crisma, três belíssimos temas musicais:
DiFÉrente - Tua Palavra (música e letra: Tõno Casado);
Enviados - Grupo de Jovens do Monte Formoso: Enche-me com o Teu Espírito;
Mendigo de Deus - Vem...
DiFÉrente - Tua Palavra (música e letra: Tõno Casado);
Enviados - Grupo de Jovens do Monte Formoso: Enche-me com o Teu Espírito;
Mendigo de Deus - Vem...
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quarta-feira, 31 de maio de 2017
Paróquia de Tabuaço | Sacramento do Crisma | 2017
A comunidade paroquial de Nossa Senhora da Conceição de Tabuaço teve muitas razões para celebrar em grande festa, no passado dia 27 de maio de 2017, o Sacramento do Crisma dos jovens do 10.º ano de catequese, juntamente com um grupo de adultos.
Os conteúdos dos catecismos foram trabalhados em sessões semanais, com 4 jovens, ao longo dos anos catequéticos. O grupo de 5 adultos frequentaram as sessões (mensais) das Escolas da fé durante o ano pastoral, realizando algumas outras sessões, específicas e mais próximas, de aprofundamento da mensagem cristã.
O importante era “despertar e abrir os corações” para a beleza de serem cristãos e seguir Jesus em comunidade.
Pelas 21h00, do dia 23 de maio, fomos brindados com a presença do Sr. Bispo, D. António, que veio enriquecer-nos ainda mais com as explicações dadas sobre a origem da palavra “Crisma”, que vem do grego e que é também a origem da palavra Cristo. Também nos falou dos santos óleos, perfumados com bálsamo, que servem para ungir. E disse-nos ainda que no Antigo Testamento os reis, sacerdotes, juízes eram ungidos com um “balde” de óleo para que este penetrasse mais nos corpos, até ao coração.
Deu-nos a conhecer o sentido da imposição das mãos. O Sr. Bispo, o Sr. Pró Vigário Geral, Pe. João Carlos, e o nosso Pároco, Pe. Manuel, na celebração do Crisma, de mãos abertas e estendidas em sinal de partilhar, viver, de testemunhar o Amor de Deus e servir os outros.
À hora marcada, iniciámos a Procissão de entrada, do Centro Paroquial para a Igreja, com a Cruz paroquial e respetivas lanternas, com os crismandos e padrinhos, e com os meninos da catequese, com as suas catequistas. Chegados à Igreja, início da Solenidade da Ascensão do Senhor.
Na homilia, o Sr. Bispo D. António convidou-nos a viver na força (“dýnamis” em grego), dinâmica ou dinamismo, melhor, dinamite, do Espírito Santo que desce sobre os crismandos e sobre a comunidade. Também focou que precisamos de trabalhar afincadamente na construção de um mundo novo, com a luz do Espírito Santo, para sermos verdadeiras testemunhas da Sua palavra: “Ide e anunciai o Evangelho a toda a criatura”.
No momento do ofertório, os crismados levaram à mesa da refeição do Senhor o pão e o vinho, a água e um ramo de flores, bem como “dados” (lembranças para os crismados), com diversas orações para antes das refeições.
A celebração decorreu com bastante dignidade, entusiasmo e toda a comunidade cristã (grupo coral, grupo de jovens, catequese, acólitos, zeladoras, membros de diferentes grupos paroquiais) contribuiu para dar mais brilho à celebração. Estamos todos de parabéns.
No final, o nosso Pároco fez os agradecimentos ao Sr. Bispo, ao Sr. Pró Vigário Geral, aos crismados, meninos da catequese, catequistas, às pessoas que cuida(ra)m da limpeza e arranjo da Igreja, a todos os que ao longo do ano contribuem, com generosidade e alegria, nas diferentes tarefas, zelando para que os espaços e as celebrações tenham a maior dignidade. Finalizou convidando toda a comunidade para participar no lanche-convívio, que teria lugar no centro paroquial. A alma precisa do alimento de Deus, mas o corpo também necessita do outro alimento.
Mais uma vez… Bem haja Sr. Bispo.
Elisa Lacueva Pinto dos Santos
Texto publicado na Voz de Lamego, edição de 30 de maio de 2017
Fotos da celebração do Crisma:
Encontro de D. António Couto com os Crismandos - 23 de maio de 2017
Celebração do Crisma - 27 de maio de 2017 - Procissão de Entrada
Teresa Maria
Daniela Filipa
Paula Margarida
Cátia Vanessa
Mariana
Guilherme
José Carlos
Ana Patrícia
Rosa Maria
D. António José da Rocha Couto, Bispo de Lamego
Catequista: Elisa Adelaide Lacueva Pinto dos Samtos
Outras fotos disponíveis: Paróquia de Tabuaço no Facebook.
terça-feira, 18 de abril de 2017
Aniversário natalício de D. António Couto, nosso Bispo
D. António José da Rocha Couto:
Foi nomeado pelo Papa Bento XVI como Bispo titular da Diocese de Lamego, sucedendo a D. Jacinto Botelho.
A 2 de Outubro de 1963 entrou no Seminário de Tomar, da Sociedade Portuguesa das Missões Ultramarinas, hoje Sociedade Missionária da Boa Nova.
Data Nascimento: 18 de Abril de 1952. Naturalidade: Vila Boa do Bispo, Marco de Canaveses, Porto Ordenação Sacerdotal: 3 de Dezembro de 1980, em Cucujães. Nomeação episcopal: 6 de Julho de 2007, para Bispo Auxiliar de Braga.Ordenação Episcopal: 23 de Setembro de 2007, no Seminário das Missões, Cucujães, Oliveira de Azeméis.
Nomeação para Bispo de Lamego: 19 de Novembro de 2011.
A 2 de Outubro de 1963 entrou no Seminário de Tomar, da Sociedade Portuguesa das Missões Ultramarinas, hoje Sociedade Missionária da Boa Nova.
Recebeu a ordenação sacerdotal em Cucujães, em 3 de Dezembro de 1980.
Os primeiros anos de sacerdócio foram vividos no Seminário de Tomar, acompanhando os alunos do 11.º e 12.º anos. No ano lectivo de 1981-1982 foi Professor de Educação Moral e Religiosa Católica na Escola de Santa Maria do Olival, em Tomar.
Em 1982 fez o curso de Capelães Militares, na Academia Militar, e foi nomeado capelão militar do Batalhão de Serviço de Material, do Entroncamento, e, pouco depois, também da Escola Prática de Engenharia, de Tancos.
Transferiu-se depois para Roma, para a Pontifícia Universidade Urbaniana, onde, em 1986, obteve a licenciatura canónica em Teologia Bíblica. Na mesma Universidade obteve, em 1989, o respectivo Doutoramento, depois da permanência de cerca de um ano em Jerusalém, no Studium Biblicum Franciscanum.
Regressou então a Portugal, e foi colocado no Seminário da Boa Nova, de Valadares, com o encargo da formação dos estudantes de teologia.
É professor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, núcleo do Porto, desde o ano lectivo de 1990-1991.
De 1996 a 2002 foi Reitor do Seminário do Seminário da Boa Nova, de Valadares. Foi também Vigário Geral da Sociedade Missionária da Boa Nova (SMBN) de 1999 a 2002, ano em que foi eleito Superior Geral da mesma Sociedade Missionária da Boa Nova, cargo que ocupou até à data da sua Ordenação Episcopal, em 23 de Setembro de 2007.
A SMBN é composta por sacerdotes diocesanos e leigos que se consagram à evangelização. Surgida em Portugal em 1930, dedica-se à evangelização ad gentes em Moçambique (desde 1937), Angola (desde 1970), Brasil (desde 1970), Zâmbia (desde 1980) e Japão (desde 1998).
Em 2004, João Paulo II nomeou-o membro da Congregação para a Evangelização dos Povos.
D. António Couto é colaborador do Programa ECCLESIA (RTP2), da Igreja Católica, tendo colaborado regularmente desde 2003, na sua qualidade de biblista.
É autor dos seguintes livros: Até um dia (poemas) 1987; Raízes histórico-culturais da Vila Boa do Bispo (1988); A Aliança do Sinai como núcleo lógico-teológico central do Antigo Testamento (tese de doutoramento), 1990; Como uma dádiva. Caminhos de antropologia bíblica, 2002 (2.ª edição revista em 2005); Pentateuco. Caminho da vida agraciada, 2003 (2.ª edição revista, 2005); Estação de Natal (2012); Vejo um ramo de amendoeira (2012); O livro do Génesis (2013); A nossa Páscoa (2013); Quando Ele nos abre as Escrituras. Domingo após Domingo. Ano A (2013); Introdução ao Evangelho de São Mateus (2014). Quando Ele nos abre as Escrituras. Domingo após Domingo. Ano B (2014). Os desafios da Nova Evangelização (2014). Introdução ao Evangelho segundo São Marcos (2015). Quando Ele nos abre as Escrituras. Domingo após Domingo. Ano C (2015). O Livro dos Salmos (2015). E também autor de inúmeros artigos em enciclopédias, colectâneas e revistas.
É também presença habitual na Internet. Exemplo disso é o concorrido blogue MESA DE PALAVRAS: aqui, onde propõe as diversas reflexões dominicais.terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
Mensagem de D. António Couto para a Quaresma 2017
1. «O outro é um dom», «o pecado cega-nos», «a Palavra é um dom», são, por esta ordem, os subtítulos ou fios condutores com que o Papa Francisco costurou a sua mensagem para esta Quaresma de 2017 que agora se inicia. Entre «dom» e «dom», o pecado, que é uma espécie de nó cego no coração, bloqueia-nos num mundo de portas fechadas a cadeado, tornando-nos imunes, isto é, vacinados, indiferentes, insensíveis, face aos outros e face à Palavra, aquela que vem de Deus, Palavra criadora e carinhosa, e aquela que vem dos outros, da ternura dos outros, mas também das suas dores, sofrimentos e gritos.
2. Sim, o dom é primeiro. A Palavra criadora de Deus está antes das coisas, da história e de mim. Ou não seria Palavra criadora! E ainda antes de mim estão outras mãos que me acolhem com carinho. É suficientemente claro que não fui eu o primeiro a chegar aqui. Diz Deus para Baruc e para mim: «Tu procuras para ti coisas grandes! Não procures! Porque eis que Eu farei vir a desgraça sobre toda a carne, oráculo do Senhor. Mas darei a ti a tua vida como despojo em todos os lugares para onde fores» (Jeremias 45,5). E João, o Batista, aponta a cada um de nós a fonte da vida e do dom, afirmando: «Um homem nada pode receber, a não ser que lhe tenha sido dado do céu» (João 3,27). E São Paulo deixa a retinir nos nossos ouvidos a pergunta essencial: «Que tens tu que não tenhas recebido?» (1 Coríntios 4,7).
3. No Tratado Pirqê ’Abôt (2,9), da Mishna judaica, Yohanan ben Zakai pergunta aos seus discípulos: «Qual é o caminho mau de que o homem se deve afastar?». E Rabi Simeão respondeu: «Pedir emprestado e não restituir». Mas acrescenta logo que «é a mesma coisa receber emprestado de um homem ou de Deus». E o grande filósofo hebreu Abraham Joshua Heschel comenta de forma certeira e incisiva: «Talvez esteja aqui o núcleo da miséria humana: quando nos esquecemos de que a vida é um dom e também um empréstimo».
4. Em boa verdade, quando dou por mim, já tenho coisas atrás, já estou sempre depois do meu nascimento, já tenho um pai e uma mãe, já sou filho. E reconhecer-me filho é descobrir-me como receção originária da vida, proveniente de um amor que me precede. Verdadeiramente, quando começamos a dar por nós, o espanto primeiro que nos invade não é o mundo, mas alguém que começamos a ver diante de nós. Alguém: o dom de outras mãos que amorosamente se estendem para nós. «A primeira experiência da pessoa, diz bem Emmanuel Mounier, é a experiência da 2.ª pessoa: o tu, e, portanto, o nós, vem antes do eu». O «bom dia» precede o «cogito». Nós não somos incestuosa e tautologicamente filhos de nós mesmos, como requer o célebre «cogito ergo sum» [= «eu penso, logo existo»] cartesiano ou o faraónico «ego feci memetipsum» [= «eu fiz-me a mim mesmo»] (Ezequiel 29,3). Eu não sou a origem, o senhor e o centro do mundo. «Eu» dou por mim como «eis-me-aqui», como tantas vezes na Bíblia se vê e ouve.
5. Um dom imenso nos precede. Mas o dom é sempre frágil. É como um vaso cheio de afeto, que se quebra logo que o recebedor o comece a considerar como seu. Na verdade, não se possui senão para se perder, e só não se perde o que se dá. Aproveitemos então, caríssimos irmãos e irmãs, este tempo santo da Quaresma para fazer a experiência de tudo receber de Deus e tudo partilhar com alegria com os nossos irmãos, na certeza de que «Deus ama quem dá com alegria» (2 Coríntios 9,7; cf. Atos 20,35; Tobias 4,16).
6. Façamos pois, amados irmãos e irmãs, do tempo da Quaresma um tempo de diferença, e não de indiferença. Dilatemos as cordas do nosso coração até às periferias do mundo, e que o nosso olhar seja de Misericórdia para os nossos irmãos de perto e de longe. Façamos um exercício de verdade. Despojemo-nos, não apenas do que nos sobra, mas também do que nos faz falta. Dar o que sobra não tem a marca de Deus. Jesus não nos deu coisas, algumas coisas para o efeito retiradas da algibeira, mas deu por nós a sua vida inteira. Dar-nos uns aos outros e dar com alegria deve ser, para os discípulos de Jesus, a forma, não excecional, mas normal, quotidiana, de viver. Como em anos anteriores, peço aos meus irmãos e irmãs das 223 paróquias da nossa Diocese de Lamego para abrirmos o nosso coração a todos os que sofrem aqui perto e lá longe.
7. Neste sentido, vamos destinar uma parte da esmola da nossa Caridade quaresmal para o Fundo Solidário Diocesano, para aliviar as dores dos nossos irmãos e irmãs de perto que precisam da nossa ajuda, e são cada vez mais. Olhando para os nossos irmãos e irmãs de longe, vamos destinar outra parte do esforço da nossa Caridade para levar um pequeno gesto de carinho aos nossos irmãos e irmãs da África e da América Latina, mais concretamente de Moçambique e da Bolívia, países em que os Missionários Espiritanos têm missões que necessitam do nosso apoio. O motivo de este ano canalizarmos a esmola da nossa Caridade através dos Missionários Espiritanos reside no facto de a Província Portuguesa dos Missionários Espiritanos estar este ano de 2017 a celebrar 150 de presença em Portugal. Este caminho da nossa Caridade Quaresmal será anunciado, como de costume, em todas as Igrejas da nossa Diocese no Domingo I da Quaresma, realizando-se a Coleta no Domingo de Ramos na Paixão do Senhor.
8. Com a ternura de Jesus Cristo, saúdo, no início desta caminhada quaresmal de 2017, Ano do Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima, todas as crianças, jovens, adultos e idosos, catequistas, acólitos, leitores, salmistas, membros dos grupos corais, ministros da comunhão, membros dos conselhos económicos e pastorais, membros de todas as associações e movimentos, departamentos e serviços, todos os nossos seminaristas, todos os consagrados, todos os diáconos e sacerdotes que habitam e servem a nossa Diocese de Lamego ou estão ao serviço de outras Igrejas. Saúdo com particular afeto todos os doentes, carenciados e desempregados, e as famílias que atravessam dificuldades. Uma saudação de particular carinho a todos aqueles que tiveram de sair da sua e da nossa terra, vivendo a dura condição de emigrantes.
9. Que o Deus da Paz nos conceda uma abundante chuva de Graça e de Ternura, e que Maria, nossa Mãe, Senhora do Rosário de Fátima, seja nossa carinhosa Medianeira.
Lamego, 01 de março de 2017, Quarta-feira de Cinzas
Na certeza da minha oração e comunhão convosco, a todos vos abraça o vosso bispo e irmão,
+ António.
sábado, 12 de novembro de 2016
Paróquia de Tabuaço: calendarização pastoral 2016-17
D. António Couto, Bispo da mui e nobre Diocese de Lamego, a que pertencemos, tem insistido numa dinâmica missionária da Igreja diocesana, correspondendo ao mandato de Jesus, "IDE E ANUNCIAI O EVANGELHO A TODA A CRIATURA" (Mc 16, 15), à sensibilidade do Papa Francisco que deseja uma Igreja em saída, em busca da ovelha perdida, ou melhor, em busca das 99 ovelhas que estão fora, preferindo uma Igreja acidentada por sair que uma Igreja doente por estar centrada em si mesma.
Ao longo dos anos, o envio missionário: IDE. O IR liberta-nos da autorreferecialidade, para nos centrarmos em Jesus Cristo. O discípulo é simultaneamente missionário. Na intuição da Teologia da Libertação ou Teologia da Salvação, compromisso refletido e assumido na América Latina, de onde é originário o Papa Francisco, a evangelização há de ser uma constante, de todo o cristão, de todas as comunidades, em todo o tempo. Foi o proceder de Jesus: vamos a outras povoações anunciar o Evangelho, foi para isto que Eu vim (cf. Mc 1, 38). São Paulo, que no dizer de Bento XVI é "modelo de cada evangelizador", rearfirma a cada passo a necessidade de evangelizar: "Ai de mim se não evangelizar" (1 Cor 9,16).
Jesus vem da parte de Deus, vem da eternidade, faz-Se um de nós, um connosco. Traz-nos Deus. traz-nos o Céu. Traz-nos a Palavra de Deus. Melhor, Ele é a Palavra que Se faz carne. N'Ele a Palavra tem substância, consistência, tem Corpo, tem vida. Ele é a Palavra, a Sabedoria, o Rosto de Deus no meio dos homens.
Desde o início do Seu pontificado que o Papa Francisco tem insistido na necessidade de ir às periferias não apenas geográficas mas também existenciais, como Jesus, ir ao encontro dos mais frágeis, dos pobres, dos excluídos, das comunidades e dos povos em maior dificuldade, distantes dos bens da criação, da cultura, da educação, do acesso aos cuidados de saúde. Quem está no centro e vive na comodidade corre o risco de se esquecer dos sofrimentos dos outros e das suas dificuldades. Daí a insistência reiterada no proceder de Jesus, em ser seus discípulos, imitando-O na preferência pelos mais desfavorecidos.
Com efeito, Jesus fez-Se pobre para nos enriquecer com a Sua pobreza. Para fundamentar a Teologia da Libertação e para que esta não corresse o risco de se converter em mais uma ideologia ao lado de outras, o então Cardeal Joseph Ratzinger, Prefeito da Congregação da Doutrina da Fé, durante a maior parte do pontificado de João Paulo II, apontou Jesus Cristo como a referência fundante da opção preferencial pelos pobres. Na verdade, Jesus Cristo encarnou, assumiu as dores da humanidade, as suas limitações. Como rezará Maria, no Magnificat, esse é o proceder de Deus, levantar os caídos, restituir a vida e a dignidade aos pobres, exaltar os humildes. O proceder de Jesus há de ser o nosso proceder. Somos Seus discípulos. Aprendamos d'Ele e com Ele. Convém que não nos coloquemos à Sua frente, escondendo-O atrás de nós ou pela opacidade da nossa vida, para que O transpareçamos, sejamos Suas testemunhas, como alerta o nosso Bispo na Carta Pastoral para este ano de 2016-2017.
Os discípulos são missionários. Não à vez. Mas em simultâneo. O discípulo de Jesus Cristo, transparece-O, é missionário, é apóstolo. Também esta terminologia é muito latino-americana, visualizável sobretudo na Assembleia do Episcopado Latino Americano e Caribenho, em Aparecida, em 2007. Em Aparecida, estavam os dois últimos Papas, isto é, Bento XVI e o então Cardeal Jorge Mario Bergoglio, atual Papa Francisco. Bento XVI no discurso de Aparecida sanciona em definitivo a opção preferencial pelos mais pobres e o compromisso do discípulo missionário, mostrando que quanto mais próximo de Jesus for o discípulo tanto mais motivado para ser missionário. Não se compreende que existam discípulos que não sejam missionários, mas também não é possível missionários que não sejam (sempre) discípulos, aprendizes de Jesus e do Seu Evangelho de serviço, de perdão, de amor. O Cardeal Bergoglio foi o Relator Presidente desta Assembleia, com a sensibilidade latino-americana de acolher o contributo de todos e de promover uma evangelização, não a partir do exterior ou a partir de cima, mas a partir das bases. A libertação-salvação deve envolver todos, a começar por aqueles e aquelas que se encontram fragilizados, excluídos, à margem. Serão também agentes e atores do seus destino e não apenas destinatários ou espetadores.
A Diocese de Lamego, sob o pontificado de D. António Couto, vive em dinâmica missionária, com a incidência em mais oração, mais formação, mais encontros, mais proximidade, escolas de vivência da fé, encontro com Jesus, tempos de reflexão e de confraternização. Uma Igreja de portas abertas, para quem sai ao encontro dos outros, para quem entra e para quem quer regressar. Igreja, Casa e Escola da Fé e do Evangelho, onde se constrói com mais amor a família de Deus, INDO e anunciando a todos, em todo o tempo, o Evangelho da Caridade e da Misericórdia.
A Paróquia de Tabuaço, inserida nesta Diocese de São Sebastião de Lamego e no Arciprestado que engloba as Zonas Pastorais (concelhos) de Moimenta da Beira, Sernancelhe e Tabuaço, procurará responder aos desafios do nosso Bispo a toda a Diocese, comprometendo-nos todos com todos, INDO a toda a parte, anunciando o Evangelho sempre, em todas as circunstâncias. Comprometidos com a nossa identidade batismal, procuraremos valorizar os tempos de oração, continuar a aprofundar a vivência da fé, através de momentos de reflexão e de formação como as escolas da fé. No nosso Arciprestado, além da CAMINHADA DO ADVENTO E NATAL e da CAMINHADA DA QUARESMA E DA PÁSCOA, a iniciativa "UM SANTO MISSIONÁRIO POR MÊS", com a proposta de em cada mês apresentar um santo missionário, entregar uma pagela com o santo do mês, divulgar a sua biografia através das folhas dominicais, centrando as escolas da fé no testemunho do santo missionário do mês, deixando-se motivar e envolver, imitando os santos, ou melhor, imitando Jesus que transparece na santidade destes cristãos de todos os tempos.
A comunidade paroquial, no seu tempo, é o primeiro agente de pastoral e de evangelização. É agente e destinatária. Depois cada batizado, cada grupo, catequese e catequistas, zeladoras da Igreja, associados do Apostolado de Oração, Conselhos Pastoral e para os Assuntos Económicos, Grupos corais, Grupo de Jovens e Grupo de Acólitos, Movimento da Mensagem de Fátima, Mordomas de Nossa Senhora da Conceição, Guias e Escuteiros da Europa, Ministros Extraordinários da Comunhão, Pároco, Seminarista. Através de diferentes meios e oportunidades, do Boletim Paroquial, do Boletim Dominical, páginas da Internet, celebrações, tempos de formação e/ou de oração, festas da Catequese, ano litúrgico no seu conjunto, coração a coração, passar a mensagem e a alegria do evangelho a quem encontramos, na família, na vizinhança, no local de trabalho, convidando, informando, desafiando, entregado a reflexão dominical, ou alertando para um convívio ou um festa. Tendo no Lar da Santa Casa um lugar de encontro para visitar e partilhar a vida da comunidade paroquial, a vivência da fé, o anúncio da alegria e da paz do Evangelho.
Um dos momentos aglutinadores para a comunidade é e continuará a ser a Festa da Padroeira, Nossa Senhora da Conceição, a 8 de dezembro, com a NOVENA que a precede, em retiro aberto, este ano terá como pregador o Pe. Joaquim Proença Dionísio, Diretor da Voz de Lamego e Reitor do Seminário Maior de Lamego, mobilizando os grupos eclesiais, Bombeiros Voluntários e as autoridades autárquicas, a GNR...
Para se envolver, participando, a CALENDARIZAÇÃO PASTORAL, com algumas datas, celebrações, momentos, já definidos. Tendo acesso à Internet, procure/a estar atento à página oficial (www.tbcparoquia.com) ou à página da Paróquia no Facebook (@tbcparoquia), ou inscrevendo-se no Grupo facebokkiano "Paroquianos". Indo à Missa, esteja/está atenta/o ao Boletim Dominical. Não indo, peça/pede que lho/to tragam.
A comunidade paroquial, no seu tempo, é o primeiro agente de pastoral e de evangelização. É agente e destinatária. Depois cada batizado, cada grupo, catequese e catequistas, zeladoras da Igreja, associados do Apostolado de Oração, Conselhos Pastoral e para os Assuntos Económicos, Grupos corais, Grupo de Jovens e Grupo de Acólitos, Movimento da Mensagem de Fátima, Mordomas de Nossa Senhora da Conceição, Guias e Escuteiros da Europa, Ministros Extraordinários da Comunhão, Pároco, Seminarista. Através de diferentes meios e oportunidades, do Boletim Paroquial, do Boletim Dominical, páginas da Internet, celebrações, tempos de formação e/ou de oração, festas da Catequese, ano litúrgico no seu conjunto, coração a coração, passar a mensagem e a alegria do evangelho a quem encontramos, na família, na vizinhança, no local de trabalho, convidando, informando, desafiando, entregado a reflexão dominical, ou alertando para um convívio ou um festa. Tendo no Lar da Santa Casa um lugar de encontro para visitar e partilhar a vida da comunidade paroquial, a vivência da fé, o anúncio da alegria e da paz do Evangelho.
Um dos momentos aglutinadores para a comunidade é e continuará a ser a Festa da Padroeira, Nossa Senhora da Conceição, a 8 de dezembro, com a NOVENA que a precede, em retiro aberto, este ano terá como pregador o Pe. Joaquim Proença Dionísio, Diretor da Voz de Lamego e Reitor do Seminário Maior de Lamego, mobilizando os grupos eclesiais, Bombeiros Voluntários e as autoridades autárquicas, a GNR...
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