A terceira Carta Encíclica de Bento XVI empresta o título a este blogue. A Caridade na Verdade. Agora permanecem a fé, a esperança e a caridade, mas só esta entra na eternidade com Deus. Espaço pastoral de Tabuaço, Távora, Pinheiros e Carrazedo, de portas abertas para a Igreja e para o mundo...
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sexta-feira, 20 de outubro de 2023
terça-feira, 23 de julho de 2013
7 bem-aventuranças para a Família
O padre José Tolentino Mendonça propôs este sábado em Belo Horizonte, no Brasil, uma reflexão sobre sete bem-aventuranças para a família cristã, durante a conferência "Família, Amizade, Afetividade e Sexualidade: desafios para um amor integral".
A palestra abriu o terceiro dia do Congresso Mundial das Universidades Católicas (CMUC), realizada entre quinta-feira e domingo na Pontifícia Universidade Católica - Minas.
Na primeira das duas conferências que apresentou no encontro, o diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura e vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa, propôs sete bem-aventuranças para a família cristã.
Bem-aventurada a família hospitaleira.
Não somos nada e de ninguém. Precisamos aceitar as graças e fraquezas de todos os integrantes da família. É o princípio da incompletude e da comunhão, ou seja, cada um completa-se com as suas qualidades e defeitos. Sozinhos, ficamos aquém de nós mesmos.
Bem-aventurada a família que combate o analfabetismo do afeto.
Bem-aventurada a família que combate o analfabetismo do afeto.
Os membros da família precisam de acolher as pessoas como elas são, o que fizeram e o que serão. É preciso abraçar as hesitações e ter afeto com todos.
Bem-aventurada a família que dá importância ao inútil.
Bem-aventurada a família que dá importância ao inútil.
Vivemos num mundo em que tudo precisa de motivo, função e posição. Precisamos aceitar a perder para dar.
Bem-aventurada a família que não deita fora a "Caixa de Brinquedos".
A "Caixa de Brinquedos" da família é o tempo para conversar, lembrar acontecimentos do dia a dia, realizar atividades lúdicas, interagir idosos com crianças, resgatar momentos de alegria, como receitas de avós e o Natal. Muitas famílias deixaram de abrir as "Caixas de Brinquedo", tendo perdido a oportunidade de construir um amor integral.
Bem-aventurada a família que usa bem a crise.
«Somente por meio da crise é que podemos ver a verdade e o sentido da vida. A experiência da crise é importante para evitar o pior, e viver a vida com profundidade e não superficialmente. Crise é libertação e independência.»
Bem-aventurada a família que acredita ser um laboratório da alegria.
Bem-aventurada a família que acredita ser um laboratório da alegria.
A felicidade é singular como rir e chorar. A família que é laboratório da alegria é fábrica de abraço e doação.
Bem-aventurada a família que vive aberta ao mundo e a Deus.
Bem-aventurada a família que vive aberta ao mundo e a Deus.
Vivemos rodeados de perguntas, e a família de hoje é uma delas. A família precisa de estar aberta para trocar conhecimentos para alcançar o amor.
Para o consultor do Pontifício Conselho para a Cultura, a família não pode ficar desagregada: «É o lugar onde aprendemos a amar, compartilhar, resolver conflitos e dar o valor ao afeto. A família precisa ser uma escola da vida».
Para o consultor do Pontifício Conselho para a Cultura, a família não pode ficar desagregada: «É o lugar onde aprendemos a amar, compartilhar, resolver conflitos e dar o valor ao afeto. A família precisa ser uma escola da vida».
Pontifícia Universidade Católica - Minas, 22.07.13,
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Editorial Agência Ecclesia - No labirinto da crise
«A Humanidade só pode crescer como um todo» e «esse todo não é apenas material, mas sobretudo espiritual e cultural»
Procuram-se soluções. Desejam-se certezas sobre o amanhã. É grande a vontade de ter respostas, de saber, sem rodeios nem enganos, o que fazer e com o que contar.
Poucas vezes, porém, se murmuram interrogações sobre o sentido das coisas e da vida, sobre o ser pessoa neste tempo, as razões para ser mais e melhor todos os dias.
Os problemas sociais e económicos, individuais e da sociedade, parecem fazer esquecer o essencial da existência, aquilo que não se contabiliza em folhas de cálculo ou em listagens de estatísticas.
Sem esquecer a necessária luta pela justiça social e pela conquista da dignidade de vida para todas as pessoas, é preciso primeiro clarificar as questões que derivam da procura do sentido da vida, do valor dado a cada momento e das motivações imediatas e últimas. Só posteriormente se podem encontrar soluções para os problemas de âmbito económico e social.
José Mattoso, na recolha de artigos e conferências em torno do tema da sabedoria, publicados no livro “Levantar o Céu – Os labirintos da Sabedoria”, responde a estes dois grupos de questões. Este volume, fundamentado na investigação da História e na profundidade espiritual do autor, oferece um quadro interpretativo do momento presente, informa sobre as opções civilizacionais que lhe deram origem e aponta para as necessárias mudanças de rumo. Nestas páginas, sim, encontram-se as soluções para os problemas do amanhã, aqueles que todas as pessoas anseiam ver resolvidos. Mas com surpresas.
“A Humanidade só pode crescer como um todo” e “esse todo não é apenas material, mas sobretudo espiritual e cultural”, sustenta o autor.
Para “encontrar a saída do labirinto em que a vida nos coloca”, José Mattoso sugere a procura do “desenvolvimento espiritual, cultural e solidário, orientado para o progresso integral do homem e não apenas para o benefício de uma minoria egoísta, irresponsável e predadora”.
Como o conseguir? – a resposta é do historiador: “Creio que a perspetiva meramente ética, cívica e laica acerca do valor do princípio da cidadania como fator de desenvolvimento humano é ineficaz. Encerra os cidadãos num plano limitado e material, e este torna-se inoperante para neutralizar a tendência egoísta e gananciosa do homem. Se queremos manter a esperança num futuro melhor para a Humanidade temos de recuperar a noção do sagrado”.
A celebração do Ano da Fé pode oferecer uma ocasião de excelência para essa recuperação da “noção do sagrado” na procura de um futuro melhor para a Humanidade.
Poucas vezes, porém, se murmuram interrogações sobre o sentido das coisas e da vida, sobre o ser pessoa neste tempo, as razões para ser mais e melhor todos os dias.
Os problemas sociais e económicos, individuais e da sociedade, parecem fazer esquecer o essencial da existência, aquilo que não se contabiliza em folhas de cálculo ou em listagens de estatísticas.
Sem esquecer a necessária luta pela justiça social e pela conquista da dignidade de vida para todas as pessoas, é preciso primeiro clarificar as questões que derivam da procura do sentido da vida, do valor dado a cada momento e das motivações imediatas e últimas. Só posteriormente se podem encontrar soluções para os problemas de âmbito económico e social.
José Mattoso, na recolha de artigos e conferências em torno do tema da sabedoria, publicados no livro “Levantar o Céu – Os labirintos da Sabedoria”, responde a estes dois grupos de questões. Este volume, fundamentado na investigação da História e na profundidade espiritual do autor, oferece um quadro interpretativo do momento presente, informa sobre as opções civilizacionais que lhe deram origem e aponta para as necessárias mudanças de rumo. Nestas páginas, sim, encontram-se as soluções para os problemas do amanhã, aqueles que todas as pessoas anseiam ver resolvidos. Mas com surpresas.
“A Humanidade só pode crescer como um todo” e “esse todo não é apenas material, mas sobretudo espiritual e cultural”, sustenta o autor.
Para “encontrar a saída do labirinto em que a vida nos coloca”, José Mattoso sugere a procura do “desenvolvimento espiritual, cultural e solidário, orientado para o progresso integral do homem e não apenas para o benefício de uma minoria egoísta, irresponsável e predadora”.
Como o conseguir? – a resposta é do historiador: “Creio que a perspetiva meramente ética, cívica e laica acerca do valor do princípio da cidadania como fator de desenvolvimento humano é ineficaz. Encerra os cidadãos num plano limitado e material, e este torna-se inoperante para neutralizar a tendência egoísta e gananciosa do homem. Se queremos manter a esperança num futuro melhor para a Humanidade temos de recuperar a noção do sagrado”.
A celebração do Ano da Fé pode oferecer uma ocasião de excelência para essa recuperação da “noção do sagrado” na procura de um futuro melhor para a Humanidade.
Paulo Rocha, Editorial da Agência Ecclesia.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
S O C I E D A D E
A sociedade de hoje é pobre em diálogos.
Os homens pensam que o diálogo é uma espada, mas não, com o diálogo constrói-se a paz. Quando se dialoga não há vencedores nem vencidos, mas sim uma união para conduzir à paz, à união, à tolerância e ao respeito mútuo, de irmãos para irmãos.
Unidos em verdade e em concórdia, na justiça e na humildade, o mundo tornar-se-á melhor e como somos os promissores homens do amanhã e vivendo com todos estes valores temos a esperança que o mundo vai tornar-se mais justo, mais verdadeiro e unido. É essa a nossa esperança. As nossas armas serão uma atmosfera de apostolado, onde reine o diálogo, a verdade e a alegria e assim todos seremos mais felizes.
Os homens pensam que o diálogo é uma espada, mas não, com o diálogo constrói-se a paz. Quando se dialoga não há vencedores nem vencidos, mas sim uma união para conduzir à paz, à união, à tolerância e ao respeito mútuo, de irmãos para irmãos.
Unidos em verdade e em concórdia, na justiça e na humildade, o mundo tornar-se-á melhor e como somos os promissores homens do amanhã e vivendo com todos estes valores temos a esperança que o mundo vai tornar-se mais justo, mais verdadeiro e unido. É essa a nossa esperança. As nossas armas serão uma atmosfera de apostolado, onde reine o diálogo, a verdade e a alegria e assim todos seremos mais felizes.
8.º Ano de Catequese, in Boletim Voz Jovem, janeiro 2012
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Às vezes basta SORRIR
É impressionante a quantidade de pessoas pelas quais passamos todos os dias, muitas vezes as mesmas pessoas, dia após dia, nos mesmos sítios, mas sempre distantes, ausentes, frias, de cara "fechada".
Vivemos numa sociedade governada pelo medo do próximo, falta de atenção, de simpatia, a pensar apenas em si próprio no eu apenas. Somos fruto de uma sociedade que nos vai moldando e nem sempre da melhor maneira.
Muitas vezes basta sorrirmos para fazermos alguém sentir-se melhor, um “bom-dia” sorridente, um “olá” que muda a outra pessoa. Quantas vezes não acontece chegarem a um sítio para tratarem de alguma coisa e aparecer uma cara sisuda para vos atender e vos deixa de pé atrás?
Mas não desanime porque mesmo nesses casos um sorriso da nossa parte é uma maneira de falar melhor e, mais, tornar as coisas mais agradáveis. Depois temos aquelas pessoas que nos veem todos os dias e nos sorriem, que nos tratam bem, que nos sabem atender e nos fazem sentir bem. E isso é muito muito bom. Por isso, sorriam, façam algo pelos outros, mudemos algumas coisas e pode ser que o que está a nossa volta mude também de alguma forma para nós.
Ofélia Santos, Boletim Voz Jovem, janeiro 2012
domingo, 12 de setembro de 2010
Limites - Mónica Monastério
Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos, os erros de nossos progenitores... e com o esforço de abolirmos os abusos do passado... somos os pais mais dedicados e compreensivos, mas, por outro lado... os mais bobos e inseguros que já houve na história.

O grave é que estamos lidando com crianças mais “espertas” do que nós, ousadas, e mais “poderosas” que nunca!
Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ser, passamos de um extremo ao outro. Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais... e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos.
Os últimos que tivemos medo dos pais... e os primeiros que tememos os filhos.
Os últimos que cresceram sob o mando dos pais... e os primeiros que vivem sob o jugo dos filhos.
E, o que é pior... os últimos que respeitamos nossos pais...(às vezes sem escolhas)... e os primeiros que aceitamos que nossos filhos nos faltem com o respeito.
À medida que o permissível substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudou de forma radical... para o bem e para o mal.
Com efeito, antes se considerava um bom pai, aquele cujos filhos se comportavam bem, obedeciam suas ordens, e os tratavam com o devido respeito. E bons filhos, as crianças que eram formais, e veneravam seus pais, mas à medida em que as fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos foram se desvanecendo... hoje, os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem, ainda que pouco o respeitem.
E são os filhos, quem agora, esperam respeito de seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem suas idéias, seus gostos, suas preferências e sua forma de agir e viver. E que além disso, que patrocinem no que necessitarem para tal fim.
Quer dizer; os papéis se inverteram. Agora são os pais que têm que agradar a seus filhos para “ganhá-los” e não o inverso como no passado. Isto explica o esforço que fazem tantos pais e mães para serem os melhores amigos e “darem tudo” a seus filhos.
Dizem que os extremos se atraem. Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de medo de seus pais... a debilidade do presente os preenche de medo e menosprezo... aos nos verem tão débeis e perdidos como eles.
Os filhos precisam perceber que durante a infância, estamos à frente de suas vidas, como líderes capazes de sujeitá-los quando não os podemos conter... e de guiá-los, enquanto não sabem para onde vão...

É assim que evitaremos que as novas gerações se afoguem no descontrole e tédio no qual está afundando uma sociedade que parece ir à deriva, sem parâmetros nem destino. Se o autoritarismo suplanta, o permissível sufoca.
Apenas uma atitude firme, respeitosa, lhes permitirá confiar em nossa idoneidade para governar suas vidas enquanto forem menores, porque vamos à frente liderando-os... e não atrás, carregando-os e rendidos às suas vontades.
Os limites abrigam o indivíduo. Com amor ilimitado e profundo respeito.

O grave é que estamos lidando com crianças mais “espertas” do que nós, ousadas, e mais “poderosas” que nunca!
Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ser, passamos de um extremo ao outro. Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais... e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos.
Os últimos que tivemos medo dos pais... e os primeiros que tememos os filhos.
Os últimos que cresceram sob o mando dos pais... e os primeiros que vivem sob o jugo dos filhos.
E, o que é pior... os últimos que respeitamos nossos pais...(às vezes sem escolhas)... e os primeiros que aceitamos que nossos filhos nos faltem com o respeito.
À medida que o permissível substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudou de forma radical... para o bem e para o mal.
Com efeito, antes se considerava um bom pai, aquele cujos filhos se comportavam bem, obedeciam suas ordens, e os tratavam com o devido respeito. E bons filhos, as crianças que eram formais, e veneravam seus pais, mas à medida em que as fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos foram se desvanecendo... hoje, os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem, ainda que pouco o respeitem.
E são os filhos, quem agora, esperam respeito de seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem suas idéias, seus gostos, suas preferências e sua forma de agir e viver. E que além disso, que patrocinem no que necessitarem para tal fim.
Quer dizer; os papéis se inverteram. Agora são os pais que têm que agradar a seus filhos para “ganhá-los” e não o inverso como no passado. Isto explica o esforço que fazem tantos pais e mães para serem os melhores amigos e “darem tudo” a seus filhos.
Dizem que os extremos se atraem. Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de medo de seus pais... a debilidade do presente os preenche de medo e menosprezo... aos nos verem tão débeis e perdidos como eles.
Os filhos precisam perceber que durante a infância, estamos à frente de suas vidas, como líderes capazes de sujeitá-los quando não os podemos conter... e de guiá-los, enquanto não sabem para onde vão...

É assim que evitaremos que as novas gerações se afoguem no descontrole e tédio no qual está afundando uma sociedade que parece ir à deriva, sem parâmetros nem destino. Se o autoritarismo suplanta, o permissível sufoca.
Apenas uma atitude firme, respeitosa, lhes permitirá confiar em nossa idoneidade para governar suas vidas enquanto forem menores, porque vamos à frente liderando-os... e não atrás, carregando-os e rendidos às suas vontades.
Os limites abrigam o indivíduo. Com amor ilimitado e profundo respeito.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Deus nunca Se decepciona
«Somos moldados por todas as graças que recebemos, por todas as graças que recusámos,
por todos os gestos de amor e todos os gestos de ódio ou de indiferença,
pelos nossos fracassos e os nossos êxitos;
tudo, literalmente tudo se inscreve na nossa carne.
Assim, a experiência do amor de Deus por nós,
experiência que fazemos um dia (...),
não muda a nossa história nem o que nos moldou,
mas muda-nos porque nos revela que Deus nos ama,
tal como somos,
não tais como gostaríamos de ser,
não tais como a sociedade ou os nosso pais gostariam que fôssemos,
mas tais como somos hoje, com as nossas fragilidades, as nossas feridas,
os nosso medos, as nossas qualidades e os nosso defeitos.
Tais como somos hoje, somos amados por Deus.
E, se temos a impressão de que constantemente decepcionamos os outros,
que somos incapazes de corresponder às suas expectativas,
à sua confiança, às esperanças que depositaram em nós;
se temos o sentimento de que há uma distância
entre o que parecemos ser e o que somos na realidade,
entre aquilo que os outros pensam que somos capazes de fazer e o que podemos fazer de facto, então é preciso que saibamos que a Ele, o nosso Deus, jamais O decepcionaremos.
Ele conhece-nos exactamente.
Conhece o estranho mundo de trevas e luz que nos habita,
conhece melhor que nós esta mistura misteriosa que somos,
sabe aquilo de que somos capazes.
Os outros podem ser decepcionados por nós porque formam sonhos a nosso respeito
e nos projectam no ideal;
Deus nunca Se decepciona, porque aquele que ama, é aquele que eu sou hoje;
Deus não vive no futuro nem no passado mas sim no presente.
Ele "é" o presente e vê-me na minha realidade presente.»
por todos os gestos de amor e todos os gestos de ódio ou de indiferença,
pelos nossos fracassos e os nossos êxitos;
tudo, literalmente tudo se inscreve na nossa carne.
Assim, a experiência do amor de Deus por nós,
experiência que fazemos um dia (...),
não muda a nossa história nem o que nos moldou,
mas muda-nos porque nos revela que Deus nos ama,
tal como somos,
não tais como gostaríamos de ser,
não tais como a sociedade ou os nosso pais gostariam que fôssemos,
mas tais como somos hoje, com as nossas fragilidades, as nossas feridas,
os nosso medos, as nossas qualidades e os nosso defeitos.
Tais como somos hoje, somos amados por Deus.
E, se temos a impressão de que constantemente decepcionamos os outros,
que somos incapazes de corresponder às suas expectativas,
à sua confiança, às esperanças que depositaram em nós;
se temos o sentimento de que há uma distância
entre o que parecemos ser e o que somos na realidade,
entre aquilo que os outros pensam que somos capazes de fazer e o que podemos fazer de facto, então é preciso que saibamos que a Ele, o nosso Deus, jamais O decepcionaremos.
Ele conhece-nos exactamente.
Conhece o estranho mundo de trevas e luz que nos habita,
conhece melhor que nós esta mistura misteriosa que somos,
sabe aquilo de que somos capazes.
Os outros podem ser decepcionados por nós porque formam sonhos a nosso respeito
e nos projectam no ideal;
Deus nunca Se decepciona, porque aquele que ama, é aquele que eu sou hoje;
Deus não vive no futuro nem no passado mas sim no presente.
Ele "é" o presente e vê-me na minha realidade presente.»
Jean Vanier, em "A Fonte das Lágrimas", in Conhecer e Seguir Jesus.
sexta-feira, 26 de março de 2010
NY Times, o Papa e uma parte da verdade
O NY Times do dia 24 de Março publica uma notícia com o título "Vaticano negou-se a expulsar padre que abusou de rapazes".
Em resumo, o artigo reproduz a trágica história de Lawrence C. Murphy que terá abusado de 200 rapazes surdos num Colégio na Diocese de Milwaukee, onde trabalhou entre 1950 e 1974. As primeiras acusações de abusos contra L. Murphy surgiram a partir de 1974 e todas elas foram arquivadas pelo tribunal civil.
Da documentação reproduzida pelo NY Times, fica provado que, os únicos a preocuparem-se com as vítimas foram as autoridades diocesanas, que afastaram Murphy de cargos e até o mudaram de Diocese (de Milwaukee passou à Diocese de Superior), onde o único encargo que tinha era ajudar o Pároco da zona onde passou a residir.
Desde 1974 até 1996, a Diocese de Milwaukee abriu vários expedientes processuais canónicos tendo em vista a gravidade dos acontecimentos, com a finalidade de o obrigar a obter a dispensa das obrigações do estado clerical. É no âmbito destes processos judiciais canónicos que surge um dado novo: algumas tentativas de abuso por parte de Murphy terão sido feitas durante a confissão. Uma vez que este delito está na esfera da competência da Congregação para a Doutrina da Fé, em 1996 (ou seja, 22 anos depois de Murphy ter sido afastado do trabalho com crianças e já depois das autoridades civis se terem desinteressado do seu caso, arquivando os processos de denúncia), o Bispo de Milwaukee escreve para a Congregação presidida na altura pelo Card. Ratzinger a pedir esclarecimentos sobre se a competência para julgar o P. Murphy é da Congregação para a Doutrina da Fé ou é da Diocese americana. É neste contexto que o Vaticano tem conhecimento do processo e do caso do P. Murphy.
O título do NY Times rapidamente passou de "Vaticano negou-se a expulsar padre que abusou de rapazes" a "Bento XVI terá encoberto padre norte-americano". No entanto, mais uma vez, a tentativa de implicar o actual Papa no encobrimento de casos de abusos de menores torna a falir.
Mais informações:
El Papa y los abusos: la fiebre amarilla de "The New York Times", en La Iglesia en la prensa
Papa não encobriu caso Murphy, in Zenit
Prete pedofilo in Usa, ecco come è andata veramente, in Avvenire
Postado a partir de Ubi Caritas.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
A Mulher e a sua condição na sociedade pós-moderna
A Dra. Helena Castro orientou, na paróquia de Tabuaço um fim de semana com São Paulo, ajudando-nos a reflectir sobre o Apóstolo, a rezar com ele e assumir o mesmo zelo dentro das comunidades.
Chegou-nos agora um texto, publicado numa revista brasileira sobre as Mulheres e a Filosofia e que nós gostaríamos de partilhar. Para fazer o download clique na imagem.quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Uma hora
Uma criança perguntou timidamente ao pai,quando este regressava do trabalho:- Pai,quanto é que ganhas por hora?
O pai, friamente,respondeu:
- Para que queres tu saber? São dez euros por hora.
- Então, pai, poderias emprestar-me três euros?
- Então é por isso que queres saber quanto ganho, por hora? Vai para a cama e não me aborreças mais!
Já era noite quando o pai começou a pensar no que tinha acontecido e sentiu-se culpado. Talvez o filho necessite de comprar algo. Entrou no quarto e perguntou-lhe baixinho:
- Filho, estás a dormir?
- Não, pai.
- Olha, aqui tens os três euros que me pediste.
- Muito obrigado, pai.
Depois a criança levantou-se, foi buscar os sete euros do mealheiro e disse ao pai:
- Agora já tenho dez euros! Pai, podias vender-me uma hora do teu tempo?
Este texto mostra que cada vez mais a nossa sociedade tem uma política anti-família,que cada um de nós,individualmente, tem dificuldade em combater. Os pais com a procura desenfreada por uma carreira e pelo reconhecimento social acima de qualquer valor,não têm tempo para os filhos. A escola ensina, educa, mas os valores aprendem-se ou deveriam ser aprendidos em casa.
(Reflexão de Malena)
sábado, 5 de setembro de 2009
Longe de Deus, o homem vive inquieto
"O ser humano desenvolve-se quando cresce no espírito,
quando a sua alma se conhece a si mesma e apreende as verdades que Deus nela imprimiu em gérmen,
quando dialoga consigo mesma e com o seu Criador.
Longe de Deus, o homem vive inquieto e está mal.
A alienação social e psicológica e as inúmeras neuroses que caracterizam as sociedades opulentas
devem-se também a causas de ordem espiritual.
Uma sociedade do bem-estar, materialmente desenvolvida
mas oprimente para a alma, não está,
por si mesma, orientada para o autêntico desenvolvimento".
Bento XVI, A Caridade na Verdade, 76.
quando a sua alma se conhece a si mesma e apreende as verdades que Deus nela imprimiu em gérmen,
quando dialoga consigo mesma e com o seu Criador.
Longe de Deus, o homem vive inquieto e está mal.
A alienação social e psicológica e as inúmeras neuroses que caracterizam as sociedades opulentas
devem-se também a causas de ordem espiritual.
Uma sociedade do bem-estar, materialmente desenvolvida
mas oprimente para a alma, não está,
por si mesma, orientada para o autêntico desenvolvimento".
Bento XVI, A Caridade na Verdade, 76.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Para quem gosta muito de ler...
Três belíssimas histórias:
Maggie O'Farrel, Antes de nos encontrarmos. Editorial Presença:Lisboa 2006.
Cecilia Ahern, P.S. - Eu Amo-te (p.s. - I yove you). Editorial Presença. 25.ª Edição: Lisboa 2009.
Mia Couto, Jesusalém, Editorial Caminho: 2009.
O primeiro, conta a história de Stella e Jake, que vivem separados por milhares de quilómetros, ela em Londres e ele em Hong Kong. Um dia encontram-se...
O segundo, já em filme, conta a história de Holly e Gerry. Casaram e viviam com as discussões próprias do casal. Entretanto é-lhe diagnosticado um tumor cerebral e morre ao fim de alguns meses. A história centra-se à volta da vida de Holly que tenta sobreviver sem o amor da sua vida.
O terceiro, do autor moçambicano, acompanha-nos numa história intensa onde estão presentes elementos como a colonização e descolonização, a guerra, os medos, os silêncios, a culpa, a vida e a sobrevivência, a procura de um sentido para a vida...
Maggie O'Farrel, Antes de nos encontrarmos. Editorial Presença:Lisboa 2006.
Cecilia Ahern, P.S. - Eu Amo-te (p.s. - I yove you). Editorial Presença. 25.ª Edição: Lisboa 2009.
Mia Couto, Jesusalém, Editorial Caminho: 2009.
O primeiro, conta a história de Stella e Jake, que vivem separados por milhares de quilómetros, ela em Londres e ele em Hong Kong. Um dia encontram-se...
O segundo, já em filme, conta a história de Holly e Gerry. Casaram e viviam com as discussões próprias do casal. Entretanto é-lhe diagnosticado um tumor cerebral e morre ao fim de alguns meses. A história centra-se à volta da vida de Holly que tenta sobreviver sem o amor da sua vida.
O terceiro, do autor moçambicano, acompanha-nos numa história intensa onde estão presentes elementos como a colonização e descolonização, a guerra, os medos, os silêncios, a culpa, a vida e a sobrevivência, a procura de um sentido para a vida...
sábado, 29 de agosto de 2009
A paz e a natureza
"A paz dos povos e entre os povos
permitiria também uma maior preservação da natureza.
O açambarcamento dos recursos, especialmente da água,
pode provocar graves conflitos entre as populações envolvidas.
Um acordo pacífico sobre o uso dos recursos
pode salvaguardar a natureza e,
simultaneamente, o bem-estar das sociedades interessadas".
Bento XVI, A Caridade na Verdade, 51.
permitiria também uma maior preservação da natureza.
O açambarcamento dos recursos, especialmente da água,
pode provocar graves conflitos entre as populações envolvidas.
Um acordo pacífico sobre o uso dos recursos
pode salvaguardar a natureza e,
simultaneamente, o bem-estar das sociedades interessadas".
Bento XVI, A Caridade na Verdade, 51.
Primeiro Casamento, em Tabuaço
Realiza-se, hoje, o primeiro Casamento (religioso) do ano, na paróquia de Tabuaço.
Nubentes:
Pedro João Paiva Martins Oliveira, natural do Pereiro.
Paula Sofia Pereira dos Santos, natural de Tabuaço.
Votos de felicidade, no acolhimento da bênção de Deus.
Nubentes:
Pedro João Paiva Martins Oliveira, natural do Pereiro.
Paula Sofia Pereira dos Santos, natural de Tabuaço.
Votos de felicidade, no acolhimento da bênção de Deus.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
O mercado e a consciência moral
"A sociedade não tem que se proteger do mercado,
como se o desenvolvimento deste implicasse ipso facto
a morte das relações autenticamente humana.
É verdade que o mercado pode ser orientado de modo negativo,
não porque isso esteja na sua natureza,
mas porque uma certa ideologia pode dirigi-lo em tal sentido.
Não se deve esquecer que o mercado, em estado puro, não existe;
mas toma forma a partir de configurações culturais que o especificam e orientam.
Por isso não é o instrumento que deve ser questionado,
mas o homem, a sua consciência moral
e a sua responsabilidade pessoal e social".
Bento XVI, A Caridade na Verdade, 36.
como se o desenvolvimento deste implicasse ipso facto
a morte das relações autenticamente humana.
É verdade que o mercado pode ser orientado de modo negativo,
não porque isso esteja na sua natureza,
mas porque uma certa ideologia pode dirigi-lo em tal sentido.
Não se deve esquecer que o mercado, em estado puro, não existe;
mas toma forma a partir de configurações culturais que o especificam e orientam.
Por isso não é o instrumento que deve ser questionado,
mas o homem, a sua consciência moral
e a sua responsabilidade pessoal e social".
Bento XVI, A Caridade na Verdade, 36.
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