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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Electricista recusa trabalho em clínica de aborto

Foto de Tim com a sua família

       O jornal The Catholic Spirit da Arquidiocese de Minneapolis, nos Estados Unidos, destacou o testemunho de um eletricista católico que, apesar de estar desempregado desde julho de 2009, rejeitou uma suculenta oferta de trabalho na construção de uma clínica abortista da rede Planned Parenthood.
       Em meados de fevereiro de 2011, Tim Roach, que tem dois filhos pequenos, recebeu uma ligação do sindicato local sobre uma oferta de trabalho. "Não podia chegar em um momento melhor. Os benefícios por desemprego de Tim estão por acabar. Não podia acreditar que estavam oferecendo um trabalho por um prazo de onze meses com um salário anual de 65 000 a 70 000 dólares", contou o electricista ao periódico.
       Tim pensou que o emprego era perfeito mas logo recebeu a má notícia. Tratava-se de uma posição na construção da nova clínica da Planned Parenthood na avenida University da cidade de St. Paul. "Ele (o representante do sindicato) não estava realmente seguro de que iam praticar abortos ali. O rapaz evitou o ponto, acredito, para buscar me atrair e que eu dissesse sim. Mas, me disse a mim mesmo: 'Espere um minuto. É uma da Planned Parenthood'", a maior rede de clínicas abortistas do mundo.
       O eletricista continua desempregado e sem perspectivas imediatas de emprego. Felizmente, sua esposa Nicole, de 37 anos, tem um trabalho a tempo completo em uma escola primária. Embora Tim tenha rejeitado a oferta com prontidão - a conversação telefónica durou apenas um minuto - Nicole tomou mais tempo para acatar sua decisão, sobretudo porque ela dirige o orçamento familiar e se ocupou da tensão financeira do desemprego prolongado de Tim.
       "O primeiro que queria fazer era justificar (aceitar o trabalho)", mas logo percebeu que não era "só uma clínica".
       "Em todo este processo, nossa fé se aprofundou. Sentimo-nos como se isto fosse uma prova para nossa fé. Escolhemos manter nossa fé", afirma Nicole e assegura estar impressionada pela reacção do seu marido. "Ele tem essa formação moral que o faz reconhecer imediatamente que isto não é o correcto", afirma.
       A história de Tim chegou por correio electrónico ao Padre Erik Lundgren, vice-pároco da paróquia Divina Misericórdia, que Tim frequenta, e a incorporou em uma de suas homilias. "Pensei que é um exemplo inspirador para todos em nossa paróquia, sobre o zelo que é necessário que nós os católicos tenhamos no debate pró-vida, na luta pró-vida", afirma o sacerdote.
       "É inspirador para mim como um sacerdote. Aqui, na Divina Misericórdia, as palavras, 'Jesus, confio em ti' escritas na nossa pia batismal, e é disto que se trata tudo isto", acrescentou.
       Conforme afirma The Catholic Spirit, "Tim continua procurando um trabalho. Em última instância, seu objetivo é começar sua própria empresa, mas terá que ganhar e economizar dinheiro para que isto aconteça. Enquanto isso, está disposto a aceitar qualquer trabalho que possa encontrar".
       "Nos últimos seis meses, aprendemos a tomar nossos temores e preocupações e entregá-las a Deus," diz Nicole, sua esposa. "Sentimo-nos orgulhosos de ser católicos e orgulhosos de tomar uma posição contra o aborto", acrescentou.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

... só se despreza a caridade cristã!

         Nos últimos 500 anos o Ocidente viveu o maior ataque cultural da história. Seguindo o magno processo contra a cultura cristã, nas suas três fases, entende-se a situação actual. Primeiro atacou-se a Igreja em nome de Deus. Depois descartou-se a divindade mantendo a moral cristã. Hoje desmantela-se a ética.
        A primeira fase seguiu dois passos. Primeiro, com Lutero, Calvino e outros reformadores, agrediu-se a estrutura eclesial conservando o Cristianismo. A fé em Cristo era preciosa, apesar dos perversos eclesiásticos. Depois, através de Hume, Voltaire e outros teístas, o cientifismo deísta rejeitou a doutrina e ritos, acenando à divindade longínqua e apática d'"O Grande Arquitecto" e distorcendo a História para apagar o papel da Igreja.
        A segunda fase do ataque dirigiu--se ao transcendente. Recusava-se Deus e a eternidade, pretendendo conservar as regras cristãs de comportamento social. O primeiro passo, de Feuerbach, Comte e outros ateus, quis demonstrar filosoficamente a inexistência formal de Deus na sociedade humanista ideal. O falhanço dos esforços teóricos levou Thomas Huxley, Bertand Russell e outros agnósticos ao ateísmo prático simplesmente desinteressado da questão religiosa.
        A fase actual é de ataque frontal à moral cristã. Primeiro, com Saint-Simon, Marx e outros revolucionários, visou-se uma moral exclusivamente humana. Mas, como Nietzsche e Sartre tinham explicado, eliminando a referência metafísica, vivemos "Para lá do Bem e do Mal".
        Para compreender os traços essenciais da atitude moral dominante é preciso lembrar o elemento novo e original que o Cristianismo trouxe à civilização há 2000 anos. Aí se situa o núcleo da luta moral da nossa era. Quando Cristo nasceu, a sociedade ocidental já possuía uma estrutura ética sofisticada. Homero, Zoroastro, Sócrates, Zenão, Epicuro e tantos outros tinham estabelecido um sistema complexo de virtudes, regras e comportamentos. No campo estrito da ética, a revelação cristã trouxe apenas um contributo: a misericórdia.
        Para Aristóteles e seus contemporâneos, o perdão era uma injustiça inaceitável. A visão cristã do mundo tornou-o indispensável: "todos pecaram e estão privados da glória de Deus. Sem o merecerem, todos são justificados pela Sua graça, em virtude da redenção realizada em Cristo Jesus" (Rm 3, 23-24).
        Aquilo que a moral de hoje perdeu é a misericórdia. Em jornais, novelas, televisão e cinema encontramos valores e atitudes elevados. Mantêm-se virtudes, guardam-se mandamentos, pululam os exemplos honestos, sensatos, equilibrados. Tolera-se tudo. Só se despreza a caridade cristã.
        Existem duas formas de destruir a misericórdia: eliminando o pecado e eliminando o perdão. 
       Estas são precisamente as duas atitudes mais comuns nos dias que correm. Numa enorme quantidade de situações não se vê nada de mal. Naquelas em que se vê, não há desculpa possível. As acções do próximo ou são indiferentes ou intoleráveis. O que nunca são é censuradas e perdoadas. O que nunca se faz é combinar o repúdio do pecado com a compaixão pelo pecador.
        O resultado está à vista. A moral oficial, em filmes, romances, séries e telejornais, é uma amálgama de regras, princípios e procedimentos, sem fundamento, coerência ou justificação. Do libertarismo mais acéfalo salta-se ao moralismo totalitário sem lógica ou razão. Aborto e adultério tornavam-se de crimes em direitos, enquanto tabaco e touradas passaram de hábitos a infâmias. Os enredos da moda exaltam os valores pagãos, mágicos, bárbaros, orientais, ocultistas, libertinos, vampiros. Todos, menos cristãos.
        Após 500 anos de ataques à Igreja, este é o estado do Ocidente. Qual a situação da fé, com cinco séculos de agressões? Está igual a si mesma. A moral cristã perdura, 100 anos depois de Nietzsche. A fé em Cristo mantém-se, 250 anos depois de Hume. A Igreja Católica permanece, cinco séculos após Lutero. O último meio milénio não foi mais duro para os discípulos de Cristo que os anteriores. Desde o Calvário, a Igreja é atacada. Ressuscitando ao terceiro dia.
João César das Neves, in (DN 5/09/2011) POVO.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Sneijder: católico dentro e fora de campo

        O médio holandês assistiu a um acidente de viação e ajudou prontamente no auxílio à sinistrada, abandonando o local apenas quando chegou a ambulância.
       A história heróica do atleta do Inter de Milão, considerado o melhor médio da última edição da Liga dos Campeões e candidato ao prémio de melhor jogador do Mundo da FIFA, vem esta sexta-feira relatada em vários órgãos de comunicação.
       O médio do Inter conduzia pelas ruas de Milão e viu uma vespa cair no asfalto molhado.
       “Estava no chão e logo fui ajudada por um casal que rapidamente pegou no telemóvel e chamou a ambulância. Depois chegou um jovem com um fato-de-treino do Inter que perguntou se precisava de ajuda. Ficou sempre perto de mim e só então percebi que esse jovem era o Sneijder, que só abandonou o local quando fui para o hospital. Ele foi impecável! Não esperava tanta gentileza de alguém que até não tinha qualquer obrigação de ficar comigo” contou a protagonista do acidente, Elisabetta Savazzi, de 29 anos.
       A jovem, fã do Inter “desde pequena”, revelou ainda que o médio de 26 anos contou-lhe alguns detalhes da sua vida na cidade italiana: “Enquanto esperámos pela ambulância ele falou de como se sente bem em Milão e nunca recusou os pedidos de quem passava para tirar fotografias ou dar autógrafos. É um exemplo dentro e fora de campo”, acrescentou.

Fonte: Sapo, a partir de Padres Inquietos.

Wayne Rooney impedido de falar...

       Um funcionário da Associação de Futebol de Inglaterra calou o avançado Wayne Rooney, quando era entrevistado sobre a sua fé católica.
       Nos últimos dias, Rooney foi fotografiado com um rosário durante os treinos da sua equipa e numa entrevista, um periodista preguntou-lhe porque é que o trazia.
       Rooney, de origem irlandesa, respondeu: «Eu tenho desde os meus quatro anos e vós não vedes os meus treinos. Obviamente não o posso usar durante os jogos. É a minha religião».
       Quando os jornalistas queriam fazer uma nova pergunta sobre a sua fé, o chefe de relações públicas da AF, Mark Whittle, interrumpeu a Rooney dizendo «Não falamos sobre religião».
       Segundo informou o jornal The Sunday Times, a algum tempo o futebolista, revelou que «poderia ter sido sacerdote» porque disfrutou muito da sua educação religiosa que recibeu em criança.

 Postado a partir de Padres Inquietos.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Bento XVI a dias da Visita ao Reino Unido

       "O Papa Bento XVI vai ser o primeiro sucessor de S. Pedro a ir, em visita oficial, ao Reino Unido, de 16 a 19 de Setembro. O Papa João Paulo II tinha feito, em 1982, uma visita pastoral.
       Desde que foi feito o anúncio oficial, no final do ano passado, que um conjunto de personalidades e entidades começou uma campanha anti-visita muito acesa. Pelo meio, a resposta, seja por parte da Conferência Episcopal, seja por parte dos leigos católicos tem sido muito interessante. Talvez a iniciativa de maior realce, seja a Catholic Voices, que é uma associação de leigos que se dispôs a formar-se sobre o Papa e sobre a doutrina católica e a estar disponível a ir falar a todos os meios de comunicação que desejassem abordar o tema da visita papal. A iniciativa tem tido bastante sucesso, pois os cerca de 50 elementos que fazem parte da Associação têm aparecido em inúmeras ocasiões, seja na rádio, seja na televisão, não só do Reino Unido, mas também em outros países.
       A campanha contra a visita papal tem usado vários argumentos: os casos de pedofilia cometido por clérigos, os custos da viagem, ataques dirigidos directamente à pessoa do Papa. No entanto, essa campanha tem trazido ao de cima um conjunto de artigos muito interessantes, de defesa do Papa e da Igreja, escritos até por não católicos. É o caso do artigo escrito no Daily Mail por Stephen Glover (que não é católico, como abertamente o diz no artigo), com o título: 'Os verdadeiros intolerantes são aqueles que se opõem ao Papa'.
       E não deixa de ter razão".
Texto: JP, Ubi Caritas.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Católico" não praticante", é um desses?

Ao ler "Católico não praticante", achei ridícula essa afirmação. Para mim, ou se é católico ou não é. O que é ser católico não praticante? É não participar das missas? É não participar de nada então! É só o acto de ser o que é devido a uma hierarquia familiar, seguida de há anos atrás. Ser católico não praticante é como dizer, que sou ciclista não praticante. "A missa é o tudo da igreja". Então, não percamos maestral proeza de podermos entrar em comunhão com Deus e com a paróquia, à qual pertencemos, pois Jesus espera de braços abertos a sua ovelha perdida. Quanto a este assunto, recebi um e-mail que fala sobre ficarmos em cima do muro, e aí está:
Havia um grande muro separando dois grandes grupos.
De um lado do muro estavam Deus, os anjos e os servos leais de Deus.
Do outro lado do muro estavam Satanás, seus demónios e todos os humanos que não servem a Deus.
E, em cima do muro havia um jovem indeciso, que havia sido criado num lar cristão, mas que agora estava em dúvida se continuaria servindo a Deus ou se deveria aproveitar um pouco os prazeres do mundo.
O jovem indeciso observou que o grupo do lado de Deus chamava e gritava sem parar:
- Ei, desce do muro agora… Vem para cá!
Já o grupo de Satanás não gritava e nem dizia nada. Essa situação continuou por um tempo, até que o jovem indeciso resolveu perguntar a Satanás:
- O grupo do lado de Deus fica o tempo todo chamando-me para eu descer e ficar do lado deles. Por que" você" e seu grupo não me chamam e nem dizem nada para me convencer a descer para o vosso lado ?
Grande foi a surpresa do jovem quando Satanás respondeu:
- É porque o muro é MEU.
Nunca se esqueça: Não existe meio termo. O muro já tem dono.
Pense nisso !!