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terça-feira, 11 de setembro de 2018

Aniversário de D. Jacinto, Bispo Emérito de Lamego

       D. Jacinto Tomaz de Carvalho Botelho, natural de Moimenta da Beira (Prados de Cima - Vila da Rua), nasceu em 11 de Setembro de 1935.
       Entrou para o Seminário de Resende em 1946 e foi ordenado, no dia 15 de agosto de 1958, ano em que morreu o Papa Pio XII. Celebrou os 50 anos de Sacerdócio no dia 15 de agosto de 2008. Depois da Ordenação foi estudar para Roma.
       Concluídos os estudos em História da Igreja, regressou à Diocese de Lamego, concretamente ao Seminário Maior, sendo professor e integrando-se na Equipa Formadora, vindo a assumir a responsabilidade do Seminário. Entretanto, assumiu outras missões, como Vigário Geral Adjunto e Vigário Geral da Diocese. Durante algum tempo foi pároco de Sande (Lamego).
       Foi nomeado Bispo Auxiliar de Braga e a sua ordenação Episcopal, na Sé Catedral de Lamego, foi no dia 20 de janeiro de 1996, dia de S. Sebastião, Padroeiro de Lamego.
       Depois da morte de D. Américo Couto de Oliveira, Bispo antecessor, viria a assumir a responsabilidade da Diocese, tomando posse no dia 19 de março de 2000. No dia 8 de julho de 2000, seria ordenado o primeiro padre, na Diocese, pelas suas mãos, e que é o Pároco de Tabuaço, Pe. Manuel Gonçalves.
       Parabéns D. Jacinto e que a Senhora dos Remédios, a Senhora da Lapa, a Senhora da Conceição, a Senhora da Assunção, a Mãe de Jesus Cristo, continue a velar pelo seu ministério sacerdotal e episcopal.
       Atualmente a residir na cidade de Lamego, é Bispo Emérito deste nossa Diocese, desde o dia 29 de janeiro de 2012, dia da tomada de posse de D. António Couto, como Bispo de Lamego.

sábado, 20 de janeiro de 2018

São Sebastião - Testemunha fiel de Cristo

       Celebrámos, neste dia 20 de janeiro, na nossa Diocese de Lamego, a solenidade do Padroeiro principal, mártir São Sebastião, o bom soldado de Cristo. O patrono escolhido deverá ser uma referência que inspire a viver o Evangelho na identificação com Jesus Cristo, morto e ressuscitado.
       Quando uma terra e/ou uma comunidade escolhe um patrono isso deve-se ao seu carisma e à vontade de seguir a sua determinação e o exemplo da sua vida. Os santos mártires ganharam uma enorme projeção nas comunidades cristãs dos primeiros séculos e pelos séculos seguintes.
       É nesta perspetiva que São Sebastião, Santa Eufémia, Santa Inês, Santa Luzia, São Vicente, diácono, Santa Bárbara, se impõem por todo o mundo cristão, pelo testemunho de fidelidade ao Evangelho, a Jesus Cristo, arriscando a própria vida. Foi também uma forma de catequizar as comunidades, pregar através de exemplos concretos.
       A vida de São Sebastião, naquilo que a tradição assimilou e transmitiu, é um exemplo como a fé ajuda a ultrapassar os obstáculos da vida e como o cristão se pode santificar nas mais diversas profissões e/ou ocupações. Mais forte que tudo é o amor a Deus.
       Descendente de uma família nobre, terá nascido em Narbona, sul de França, em meados do século III. Segundo a maioria dos estudiosos, os seus pais eram de Milão, onde cresceu até se mudar para Roma. Mas também há quem defenda que o pai era natural de Narbona e Sebastião tenha nascido em Milão.
       Em nome da religião enveredou por uma carreira militar, para desse modo defender os cristãos que sofriam uma terrível perseguição. As suas qualidades são amplamente elogiadas: figura imponente, prudência, bondade, bravura, era estimado pela nobreza e respeitado por todos.
       De Milão, o jovem soldado deslocou-se para Roma, onde a perseguição era mais intensa e feroz, para testemunhar a fé e defender os cristãos.
       O imperador Diocleciano, reconhecendo nele a valentia e desconhecendo a sua religião, nomeou-o capitão general da Guarda Pretoriana. Animava os condenados para que se mantivessem firmes e fiéis a Jesus Cristo.
       Primeiro cai nas graças do imperador, logo a defesa da fé cristã e a intercessão pelos cristãos perseguidos desencadeiam a sua morte. Cada novo mártir que surgia tornava-se um alento e um desafio para Sebastião. Foi denunciado por Fabiano, então Governador Romano. Diocleciano acusou-o de ingratidão. Foi cravado por flechas, até o julgarem morto.
       A iconografia é muito plástica a seu respeito, inconfundível. São Sebastião é representado com o corpo pejado com várias setas, e surge preso a um tronco de árvore.
       Entretanto uma jovem, de nome Irene (santa Irene?) passou e verificou que ainda estava vivo. Levou-o para casa e curou-lhe as feridas. Ainda não completamente restabelecido, mas já com algumas forças e persistência voltou junto do imperador para defender os cristãos, condenando-lhe a impiedade e injustiça.
       Diocleciano mandou que fosse chicoteado até à morte e depois deitado à Cloaca Máxima, o lugar mais imundo de Roma. O corpo foi recuperado e sepultado nas catacumbas da Via Ápia. Faleceu a 20 de janeiro de 288, ou 300.
       Logo após o seu martírio começou a ser venerado como santo.
       Testemunhou a fé, com coragem e alegria, a partir da sua vida, como jovem soldado, cristão. Daqui se conclui que a santidade é possível em qualquer trabalho, em qualquer vocação, em qualquer compromisso humano.
       O tempo e o ambiente em que vivemos não é de perseguição declarada aos cristãos, mas a nossa tarefa não é mais fácil que a de São Sebastião. A sua fé confrontou-se com a perseguição, ajudando aqueles que estavam próximos de desanimar.
       Quantas vezes nos deixamos contagiar por um contexto, por valores e leis contrários à fé que professamos? Quantas oportunidades para nos afirmarmos cristãos? Quantas formas de perseguição aos valores que defendemos? Quantos cristãos precisam que os animemos na sua fé, na sua caminhada espiritual?!

       Vale a pena ler e meditar um texto de SANTO AMBRÓSIO sobre o Salmo 118, apresentando São Sebastião como testemunha fiel de Cristo, e que é hoje apresentado na Liturgia das Horas:

Testemunha fiel de Cristo

É necessário passar por muitas tribulações para entrar no reino de Deus. As muitas perseguições correspondem muitas provações: onde há muitas coroas de vitória tem de ter havido muitos combates. É bom para ti que haja muitos perseguidores, pois entre tantas perseguições mais facilmente encontrarás o modo de ser coroado.
Consideremos o exemplo do mártir Sebastião, que hoje celebramos.
Nasceu em Milão. Talvez o perseguidor já se tivesse afastado, ou talvez ainda não tivesse vindo a este lugar, ou seria mais condescendente. De qualquer modo, Sebastião compreendeu que aqui, ou não haveria luta, ou ela seria insignificante.
Partiu para Roma, onde grassavam severas perseguições por causa da fé; aí foi martirizado, isto é, aí foi coroado. Deste modo, ali onde tinha chegado como hóspede, encontrou a morada da imortalidade eterna. Se não houvesse mais que um perseguidor, talvez este mártir não tivesse sido coroado.
Mas o pior é que os perseguidores não são só aqueles que se veem: há também os que não se veem, e estes são muito mais numerosos.
Assim como um único rei perseguidor emitia muitos decretos de perseguição, e desse modo havia diversos perseguidores em cada uma das cidades ou das províncias, também o diabo envia muitos servos seus a mover perseguições, não apenas no exterior, mas dentro da alma de cada um.
Destas perseguições foi dito: Todos os que querem viver piedosamente em Cristo Jesus sofrem perseguição. E disse ‘todos’, não excluiu nenhum. Quem poderia na verdade ser excetuado, quando o próprio Senhor suportou os tormentos das perseguições?
Quantos há que, em segredo, todos os dias são mártires de Cristo e dão testemunho do Senhor Jesus! Conheceu esse martírio aquele apóstolo e testemunha fiel de Cristo, que disse: Esta é a nossa glória e o testemunho da nossa consciência.

FONTES:
J. H. BARROS DE OLIVEIRA (2003). Santos de todos os Tempos, Apelação: Paulus Editora
Publicado originalmente na página da Diocese de Lamego.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Aniversário da Ordenação Episcopal de D. Jacinto

       D. Jacinto Tomaz de Carvalho Botelho, natural de Moimenta da Beira (Prados de Cima - Vila da Rua), nasceu em 11 de Setembro de 1935.
       Entrou para o Seminário de Resende em 1946 e foi ordenado, no dia 15 de agosto de 1958, ano em que morreu o Papa Pio XII. Celebrou os 50 anos de Sacerdócio no dia 15 de agosto de 2008. Depois da Ordenação foi estudar para Roma.
       Concluídos os estudos em História da Igreja, regressou à Diocese de Lamego, concretamente ao Seminário Maior, sendo professor e integrando-se na Equipa Formadora, vindo a assumir a responsabilidade do Seminário. Entretanto, assumiu outras missões, como Vigário Geral Adjunto e Vigário Geral da Diocese. Durante algum tempo foi pároco de Sande (Lamego).
       Foi nomeado Bispo Auxiliar de Braga e a sua ordenação Episcopal, na Sé Catedral de Lamego, foi no dia 20 de janeiro de 1996, dia de São Sebastião, Padroeiro de Lamego.
       Depois da morte de D. Américo Couto de Oliveira, Bispo antecessor, viria a assumir a responsabilidade da Diocese, tomando posse no dia 19 de março de 2000. No dia 8 de julho de 2000, seria ordenado o primeiro padre, na Diocese, pelas suas mãos, e que é o Pároco de Tabuaço, Pe. Manuel Gonçalves.
       Atualmente a residir na cidade de Lamego, é Bispo Emérito deste nossa Diocese, desde o dia 29 de janeiro de 012, dia da tomada de posse de D. António Couto, como Bispo de Lamego.
       Parabéns D. Jacinto e que a Senhora dos Remédios, a Senhora da Lapa, a Senhora da Conceição, a Senhora da Assunção, a Mãe de Jesus Cristo, continue a velar pelo seu ministério sacerdotal e episcopal.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

São Sebastião, Padroeiro da Diocese de Lamego

       Padroeiro da Diocese de Lamego.
       Juntamente com Santa Bárbara é dos mártires com mais popularidade no Concelho e na Diocese. Muitas das paróquias têm imagens de São Sebastião e algumas têm capelas em sua honra.
       Terá nascido em Narbona, sul de França, de uma família nobre, em meados do século III. Os seus pais seriam de Milão, onde cresceu até se mudar para Roma.
       Em nome da religião enveredou por uma carreira militar. O imperador Diocleciano, desconhecendo a sua religião, nomeou-o capitão general da Guarda Pretoriana. Ajudava a que os condenados se mantivessem fiéis a Jesus Cristo. Cada mártir que surgia era um alento para Sebastião. Foi denunciado por Fabiano, então Governador Romano. Diocleciano acusou-o de ingratidão. Foi cravado por flechas, até o julgarem morto. Santa Irene encontrou-o e tratou-o. Depois de restabelecido voltou junto do imperador. Este mandou que fosse chicoteado até à morte e depois deitado à Cloaca Máxima, o lugar mais imundo de Roma. O corpo foi recuperado e sepultado nas catacumbas da Via Ápia.
       Faleceu a 20 de Janeiro de 288.

Oração:
       Concedei-nos, Senhor, o espírito de fortaleza, para que, a exemplo do vosso mártir São Sebastião, aprendamos a obedecer antes a Vós que aos homens. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

São Sebastião, Padroeiro da Diocese de Lamego

       1 – O padroeiro principal da Diocese de Lamego, é São Sebastião, ao qual se junta Santo Agostinho, padroeiro secundário..
        Quando uma terra e/ou uma comunidade escolhe um patrono isso deve-se ao seu carisma e à vontade de seguir a sua determinação e o exemplo da sua vida. Os santos mártires ganharam uma enorme projeção nas comunidades cristãs dos primeiros séculos e pelos séculos seguintes.
       É nesta perspetiva que São Sebastião, Santa Eufémia, Santa Inês, Santa Luzia, Santa Leocádia, São Vicente, diácono, Santa Bárbara, se impõem por todo o mundo cristão, pelo testemunho de fidelidade ao Evangelho, a Jesus Cristo, arriscando a própria vida. Foi também uma forma de catequizar as comunidades, pregar através de exemplos concretos.
       São Sebastião, que se celebra a 20 de janeiro, dia da sua morte, é a nossa escolha para janeiro, para também nós, unidos à Diocese, procurarmos acolher o testemunho da sua vida, na fidelidade à Igreja, no compromisso com o nosso tempo e com este mundo em que vivemos.
       É mais uma figura do ano sacerdotal que nos interpela. A coragem demonstrada diante dos perseguidores, diante dos algozes, desvela-nos o rosto de Deus, que em Cristo Jesus, Se entrega inteiramente à humanidade.
       2 – Descendente de uma família nobre, terá nascido em Narbona, sul de França, em meados do século III. Segundo a maioria dos estudiosos, os seus pais eram de Milão, onde cresceu até se mudar para Roma. Mas também há quem defenda que o pai era natural de Narbona e Sebastião tenha nascido em Milão.
       Em nome da religião enveredou por uma carreira militar, para desse modo defender os cristãos que sofriam uma terrível perseguição. As suas qualidades são amplamente elogiadas: figura imponente, prudência, bondade, bravura, era estimado pela nobreza e respeitado por todos. O imperador Diocleciano, reconhecendo nele a valentia e desconhecendo a sua religião, nomeou-o capitão general da Guarda Pretoriana. Animava os condenados para que se mantivessem firmes e fiéis a Jesus Cristo.
       Cada mártir que surgia era um alento para Sebastião. Foi denunciado por Fabiano, então Governador Romano. Diocleciano acusou-o de ingratidão. Foi cravado por flechas, até o julgarem morto. Santa Irene encontrou-o e tratou-o. Depois de restabelecido voltou junto do imperador. Este mandou que fosse chicoteado até à morte e depois deitado à Cloaca Máxima, o lugar mais imundo de Roma. O corpo foi recuperado e sepultado nas catacumbas da Via Ápia. Faleceu a 20 de janeiro de 288, ou 300.

       3 – O tempo e o ambiente em que vivemos não é de perseguição declarada aos cristãos, mas a nossa tarefa não é mais fácil que a de São Sebastião. A sua fé confrontou-se com a perseguição, ajudando aqueles que estavam próximos de desanimar.
       Quantas vezes nos deixamos contagiar por um contexto, por valores e leis contrários à fé que professámos? Quantas oportunidades para nos afirmarmos cristãos? Quantas formas de perseguição aos valores que defendemos? Quantos cristãos precisam que os animemos na sua fé, na sua caminhada espiritual?!
       São Sebastião, rogai por nós!

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Editorial Voz Jovem - Rostos do Ano da Fé

       1 – O ano da Fé, iniciado no dia 11 de outubro de 2012 e que terminará no dia 24 de novembro do corrente ano, na solenidade de Cristo Rei, há de levar-nos a um testemunho mais luminoso.
       Os santos, ainda que tenham vivido em outros tempos e contextos, ajudam-nos a visualizar a vivência concreta, alegre, corajosa da FÉ.
       No mês de janeiro celebramos vários santos. Destacámos sobretudo o mártir São Sebastião, Padroeiro principal da Diocese de Lamego. Em todas as Igrejas da Diocese existe (pelo menos) uma imagem de São Sebastião e que deveria presidir a todas as procissões em honra dos santos.
       2 – Vejamos as várias invocações neste primeiro mês do ano, iniciado com a solenidade de SANTA MARIA MÃE DE DEUS, em dia Mundial da Paz.
       Dia 2: Basílio Magno e Gregório de Nazianzo, Bispos de doutores da Igreja; dia 7: São Raimundo de Penaforte, Presbítero; dia 10: Beato Gonçalo de Amarante, Padroeiro de Valença do Douro; dia 17: Santo Antão, Abade, Padroeiro da Desejosa; dia 20: mártir São Sebastião, Padroeiro da Diocese de Lamego e da Balsa e São Fabiano, Papa e mártir; dia 21: Santa Inês, Virgem e Mártir; dia 22: São Vicente, diácono e mártir, Padroeiro das Dioceses de Lisboa e do Algarve; dia 24: São Francisco de Sales; dia 25: Conversão de São Paulo; dia 26: São Timóteo e São Tito, Bispos, discípulos de São Paulo; dia 28: São Tomás de Aquino; dia 31: São João Bosco, Presbítero.
       3 – São Sebastião, Padroeiro Principal da Diocese de Lamego, naquilo que a tradição assimilou e transmitiu, é um exemplo como a fé ajuda a ultrapassar os obstáculos da vida e como o cristão se pode santificar nas mais diversas profissões e/ou ocupações. Mais forte que tudo, é o amor a Deus.
       Terá nascido em Narbona, sul de França, de uma família nobre, em meados do século III. Os seus pais seriam de Milão, onde cresceu até se mudar para Roma. Soldado romano vinculado à guarda pretoriano do grande perseguidor da Igreja, Diocleciano, responsável por demasiados martírios de cristãos. Mudou-se para Roma, onde a perseguição era mais intensa e feroz, para testemunhar a fé e defender os cristãos.
       Cai nas graças do imperador, sendo nomeado capitão/comandante da Guarda Pretoriana, mas logo a defesa da fé cristã lhe trará a morte. Animava os cristãos condenados a não desfalecerem. Entretanto foi denunciado por Fabiano, então Governador Romano. Diocleciano acusa-o de ingratidão. Preso a uma árvore, é cravado com flechas, até o julgarem morto. Santa Irene encontrou-o ainda com vida, levou-o para casa e tratou-lhe as feridas. Depois de restabelecido voltou junto do imperador, para defender os cristãos, condenando-lhe a impiedade. Este mandou que fosse chicoteado até à morte e depois deitado à Cloaca Máxima, o lugar mais imundo de Roma. O corpo foi recuperado e sepultado nas catacumbas da Via Ápia.
       Testemunhou a fé, com coragem e alegria, a partir da sua vida, como jovem soldado, cristão. Daqui se conclui que a santidade é possível em qualquer trabalho, em qualquer vocação, em qualquer compromisso humano.
       4 – Passaram alguns séculos, mas o número de mártires continua a ser demasiado elevado. No último ano civil, 2012, 105 mil cristãos deram a vida pela fé. A palavra martírio é traduzível por testemunha. O mártir é testemunha eloquente da fé em Jesus Cristo. Como cristãos, todos devemos tornar-se testemunhas de Jesus Cristo, dando a vida nos gestos e nas palavras.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Diocese de Lamego - Solenidade de São Sebastião

       Excerto da Homilia de D. António Couto, Bispo de Lamego, na Sé Catedral, na celebração da Eucaristia, em honra do Pardroeiro Prinicpal da Diocese de Lamego:


sábado, 19 de janeiro de 2013

II Domingo do Tempo Comum - ano C - 20 de janeiro

SOLENIDADE DE SÃO SEBASTIÃO,

PADROEIRO DA DIOCESE DE LAMEGO


       1 – Com o Batismo de Jesus, no último domingo, iniciámos o TEMPO COMUM, que será interrompido com a Quaresma e Tempo Pascal, e nos levará até o próximo ano litúrgico que sempre inicia com o Advento. É comum ou ordinário, mas não é um tempo vazio ou secundário, é uma oportunidade para o cristão “contemplar de perto, episódio após episódio, toda a vida histórica do seu Senhor, desde o Batismo no Jordão até à Cruz e à Glória da Ressurreição” (D. António Couto).
       Depois do Batismo, a liturgia da palavra apresenta-nos Jesus nas Bodas de Canaã, na vida comum, no quotidiano das pessoas e das famílias. Assim O veremos em momentos de festa, de alegria e nos momentos de tristeza e luto. Jesus não está acima ou à margem. Está no meio, no centro da vida humana. Vai às margens para trazer para a luz, para a vida, para a felicidade aqueles que se perderam ou estão em vias disso.
       Como membro da comunidade, e certamente da família, também vai à festa. Estão todos. Sua Mãe. Os discípulos. São José já teria morrido, por isso não está presente. Onde pulsa a vida, Jesus diz presente. E a Sua presença passa a ser notada, ainda que de forma discreta, mas eficiente.
       O quadro que nos é apresentado por São João é revelador. Vejamos o texto.
       2 – “A certa altura faltou o vinho. Então a Mãe de Jesus disse-Lhe: «Não têm vinho». Jesus respondeu-Lhe: «Mulher, que temos nós com isso? Ainda não chegou a minha hora». Sua Mãe disse aos serventes: «Fazei tudo o que Ele vos disser». Havia ali seis talhas de pedra, destinadas à purificação dos judeus, levando cada uma de duas a três medidas. Disse-lhes Jesus: «Enchei essas talhas de água». Eles encheram-nas até acima. Depois disse-lhes: «Tirai agora e levai ao chefe de mesa». E eles levaram. Quando o chefe de mesa provou a água transformada em vinho, – ele não sabia de onde viera, pois só os serventes, que tinham tirado a água, sabiam – chamou o noivo e disse-lhe: «Toda a gente serve primeiro o vinho bom e, depois de os convidados terem bebido bem, serve o inferior. Mas tu guardaste o vinho bom até agora».
       Antes de mais a delicadeza de Maria, Mãe de Jesus. Atenta. Discreta. Interventiva. Recorre a Quem deve recorrer. Confiante, cheia de graça e de fé. Intercede. E não duvida de Jesus, ainda que o Filho a chame a atenção. E dá uma ordem clara – fazei tudo o que Ele vos disser. Também é para nós esta recomendação, sabendo que se fizermos o que Ele nos disser, entramos no Seu caminho de salvação e vida nova.
       Jesus faz a Sua parte. Conta connosco. Mais uma experiência para a qual os discípulos estão convocados. O milagre acontece quando damos o melhor de nós mesmos, o que temos, mesmo que seja uma bilha de água. Deus opera a salvação em nós, transforma-nos no mais saboroso e suculento vinho para a festa. Criou-nos sem nós, como diz Santo Agostinho, mas não nos salva sem nós, sem a nossa resposta.
       O bom vinho chega com Jesus Cristo. Definitivamente está na nossa vida. Do nosso lado.
       3 – O profeta Isaías intui, de forma sublime, a vinda do Messias de Deus, que ora vemos concretizado em Jesus Cristo. Com Ele chegará o tempo de graça e salvação, será restabelecida toda a justiça.
“Os povos hão de ver a tua justiça e todos os reis a tua glória. Receberás um nome novo, que a boca do Senhor designará... Não mais te chamarão «Abandonada», nem à tua terra «Deserta», mas hão de chamar-te «Predileta» e à tua terra «Desposada», porque serás a predileta do Senhor e a tua terra terá um esposo. Tal como o jovem desposa uma virgem, o teu Construtor te desposará; e como a esposa é a alegria do marido, tu serás a alegria do teu Deus”.
       Os que são envolvidos por esta LUZ, nova e bela, tornar-se-ão anunciadores, testemunhas, gritando a salvação, transparecendo em Si mesmos a graça que acolhem de Deus, como se reza no salmo: “Anunciai dia a dia a sua salvação, publicai entre as nações a sua glória, em todos os povos as suas maravilhas”.
       4 – Cumpre-nos acolher a salvação de Deus, pela fé que professamos, pela esperança que anunciamos, pela caridade que nos aproxima dos outros para neles encontrar a PRESENÇA de Deus. Somos diferentes, é certo, na idade, no tempo, nas qualidades, e nas limitações, no temperamento, no lugar em que nos encontramos, mas o compromisso com Jesus é para todos. Batizados na mesma fé, no mesmo Espírito Santo, com a nossa vida havemos de levar Jesus mais longe, ao coração de cada pessoa que encontramos, nas mais diversas situações e circunstâncias.
       Belíssima mensagem do apóstolo, salientando como os dons são concedidos a uns mas a favor de todos:
“Há diversidade de dons espirituais, mas o Espírito é o mesmo. Há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos. Em cada um se manifestam os dons do Espírito para o bem comum... é um só e o mesmo Espírito que faz tudo isto, distribuindo os dons a cada um conforme Lhe agrada”.
       5 – Celebrámos, na nossa Diocese de Lamego, a solenidade do Padroeiro principal, mártir São Sebastião, o bom soldado de Cristo. O patrono escolhido deverá ser uma referência que inspire a viver o Evangelho na identificação com Jesus Cristo, morto e ressuscitado.
       A vida de São Sebastião, naquilo que a tradição assimilou e transmitiu, é um exemplo como a fé ajuda a ultrapassar os obstáculos da vida e como o cristão se pode santificar nas mais diversas profissões e/ou ocupações. Mais forte que tudo, é o amor a Deus. Sebastião seria soldado romano, vinculado à guarda pretoriano do grande perseguidor da Igreja, Diocleciano, responsável por demasiados martírios de cristãos. De Milão, o jovem soldado deslocou-se para Roma, onde a perseguição era mais intensa e feroz, para testemunhar a fé e defender os cristãos.
       Primeiro cai nas graças do imperador, logo a defesa da fé cristã e a intercessão pelos cristãos perseguidos desencadeiam a sua morte, que seria com setas, estando preso a uma árvore. É deixado como morto. Entretanto uma jovem, de nome Irene (santa Irene?) passou e verificou que ainda estava vivo. Levou-o para casa e curou-lhe as feridas. Antes de estar completamente restabelecido voltou junto do imperador para defender os cristãos, condenando-lhe a impiedade e injustiça. Desta feita, foi morto através de vergastadas. É um segundo martírio. Sepultado nas catacumbas, na via Ápia, logo começou a ser venerado como santo.
       Testemunhou a fé, com coragem e alegria, a partir da sua vida, como jovem soldado, cristão. Daqui se conclui que a santidade é possível em qualquer trabalho, em qualquer vocação, em qualquer compromisso humano.


Textos para a Eucaristia (ano C): Is 62, 1-5; Sl 95 (96); 1 Cor 12, 4-11; Jo 2, 1-11.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

D. Jacinto sobre a tragédia do Haiti



Veja outros vídeos sobre D. Jacinto a partir do blogue da Diocese de Lamego. Leia a homilia completa de D. Jacinto, no dia do Padroeiro da Diocese, São Sebastião, no dia 20 de Janeiro, na página da Diocese.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Aniversário da Ordenação Episcopal de D. Jacinto


No dia 20 de Janeiro, Festa de São Sebastião, Padroeiro da Diocese de Lamego, o senhor Bispo D. Jacinto completou 14 anos da sua ordenação Espíscopal, tendo sido nomeado Bispo Auxiliar de Braga, e 10 anos do anúncio que seria Bispo de Lamego. Renovámos a nossa comunhão com o nosso Bispo, rezando por ele e desejando um trabalho pastoral profícuo.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

São Sebastião, Padroeiro de Lamego

       Padroeiro da Diocese de Lamego. Juntamente com Santa Bárbara é dos mártires com mais popularidade no Concelho e na Diocese. Muitas das paróquias têm imagens de São Sebastião e algumas têm capelas em sua honra.
       Terá nascido em Narbona, sul de França, de uma família nobre, em meados do século III. Os seus pais seriam de Milão, onde cresceu até se mudar para Roma.
       Em nome da religião enveredou por uma carreira militar. O imperador Diocleciano, desconhecendo a sua religião, nomeou-o capitão general da Guarda Pretoriana. Ajudava a que os condenados se mantivessem fiéis a Jesus Cristo. Cada mártir que surgia era um alento para Sebastião. Foi denunciado por Fabiano, então Governador Romano. Diocleciano acusou-o de ingratidão. Foi cravado por flechas, até o julgarem morto. Santa Irene encontrou-o e tratou-o. Depois de restabelecido voltou junto do imperador. Este mandou que fosse chicoteado até à morte e depois deitado à Cloaca Máxima, o lugar mais imundo de Roma. O corpo foi recuperado e sepultado nas catacumbas da Via Ápia.
       Faleceu a 20 de Janeiro de 288.

domingo, 22 de novembro de 2009

Dia da Igreja Diocesana - Lamego

À volta do nosso Bispo, D. Jacinto Botelho, reunimo-nos para o Solene Pontifical, celebrando a festa de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo (Cristo Rei), e o Dia da Igreja Diocesana de Lamego. O dia 20 de Novembro é o dia do aniversário da Dedicação da Sé Ctedral, mas celebra-se no Domingo seguinte.
No final da Eucaristia, e como no ano anterior, a oração de compromisso de toda a comunidade celebrante. Deixamo-vos com a Oração de Compromisso:

DIA DA IGREJA DIOCESANA
(22.11.2009)

Oração de Compromisso
       Senhor, aqui estamos para Vos servir. Somos a Igreja de Lamego, congregada à volta do nosso Bispo, agradecida pelo dom dos seus cinquenta anos de vida sacerdotal. Aqui vivemos e é aqui que Vós viveis, e quereis continuar a viver, em comunhão connosco, na comunhão de uns com os outros.
       Aqui estamos dispostos a ajudar as nossas paróquias a tornarem-se comunidades cristãs mais conscientes e amadurecidas no Teu Amor. Somos a Tua Igreja, com uma missão no mundo: ser testemunhas da Boa Nova da Salvação oferecida a toda a Humanidade.
       Sentimos que um dia nos chamastes a participar da Tua Felicidade e nos escolhestes para trabalhar no Teu Reino. Obrigado! Queremos ser fiéis à confiança que depositas em nós. Queremos corresponder ao Teu amor.
       Queremos, ao longo deste ano, tomar consciência do lugar e missão dos sacramentos da Ordem e do Matrimónio na Igreja e na Sociedade.
       Ajudai-nos a caminhar na esperança e na alegria, a sentir o gosto em Vos servir, e a saber caminharem Igreja, Povo de Deus, à Luz da Vossa Palavra, com a ajuda e intercessão de São Sebastião e Santo Agostinho, nossos Padroeiros, e de Maria, Mãe da Igreja.
       Somos a Vossa Igreja, Senhor, alimentados na Eucaristia do Vosso Amor!