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sábado, 21 de agosto de 2021

O Grande Homem

O GRANDE HOMEM, de José Luiz Silva, in Tribuna do Norte 18/04/1982


O grande homem não ama. E não desama. Tem mulher para casa e amante para exibições mundanas. As duas, presas à sua condição de grande homem.
O grande homem tem emoções, mas controla-as através de um computador miniaturizado que carrega no ventre próspero. Tem coração, mas as suas pulsações são controladas pelo marca-passo. Tudo nele é funcional. O riso e o sorriso, a cara fechada, as piscadelas, o suor na fronte, a untuosidade, os dedos grossos, as unhas curtas encerradas. Até o pigarro é motivo para desfraldar o lenço branco e atrás esconder o seu enfado.
O grande homem não trai. Faz política. Tem jogo de cintura. Traidores são os que divergem de suas opiniões pendulares, da sua verdade granítica, os que enfarados o abandonam.
O grande homem não rouba. É negociante. Ladino. Comércio é isso desde que o mundo é mundo. Desde que surgiu na terra o primeiro grande homem. Ladrão é pequeno e desonesto, que ousou o primeiro avanço, quis imitá-lo, repetindo no varejo o que só no atacado conquista imunidades.
O grande homem não mente. Falta com a verdade. É otimista. Ilude-se com as aparências. É traído pelas perspetivas. A sua palavra é lei. A sua verdade também. Chamado a legislar, não se enquadra nos mandamentos legais, que cria para disciplinar o vulgo.
O grande homem entende que as pessoas existem em função dele. Ao seu serviço. Para ele, quando não servem são descartadas. Enquanto ele não tem contas a prestar. Às vezes, na sua intuição (o grande homem é intuitivo), vende o servidor que já não lhe interessa. Negócio é negócio.
O grande homem criou, numa de suas iluminações interiores (ele é um iluminado), um código de ética ao seu serviço. E outro para limitar os outros. Pelo seu código, “amigos, amigos, negócios à parte”. No código alheio, um descuido é traição ou dureza de coração.
O grande homem não se prende à lealdade. Leais devem ser os servos. Ele paira acima das contingências.
O grande homem não ouve ninguém fora do círculo próprio dos grandes homens. Decide. E exige obediência, coerência. Daí porque é líder. E nele descobrem veios do carisma.
O grande homem pode comercializar, negociar, instrumentalizar, atendendo aos seus interesses. O homem comum, não. Quem nada tem, deve ter vergonha na cara.
Diante de outros grandes homens, o grande homem é humilde e manso de coração. Pede. Suplica. Requer. Espera deferimento. Oferece. Dá. Diante do homem comum, é impetuoso, valente, intransigente, moralista. A humanidade, ele olha-a de cima para baixo, se possível e quando, em gesto de compunção.
O grande homem vive dos outros, dos favores, conceções, condescendência, credulidade, trocas, arreglos, advocacia administrativa, conluios, mordomias, ociosidade (se possível com dignidade). Grandes frases, grandes discursos, grandes patriotismos. O homem comum pede pouco, o sobejo da mesa, o mínimo sem o qual (Santo Tomaz de Aquino) a própria virtude não é exigível. É um impertinente, importuno, postulante, chato.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Igualdade: a preservação das diferenças

O elogio da igualdade acontece pela valorização do que é distinto. Apresentando o tema que preside às actividades do Secretariado da Pastoral da Cultura durante o ano 2010, D. Manuel Clemente sublinhou a necessidade de, nas sociedades actuais, salvaguardar o que é diferente para que seja possível construir a igualdade entre as pessoas.
       “O género ou a raça não são necessariamente limites à igualdade a realizar, mas a possibilidade de se ser com os outros, dando e recebendo”. Para D. Manuel Clemente, “a igualdade só pode acontecer entre seres distintos”. “Entre seres absolutamente idênticos, não haveria campo para a igualdade” porque, referiu o Presidente da Comissão Episcopal da Cultural, Bens Culturais e Comunicações Sociais, a igualdade “pressupõe relação”.

Masculino e feminino:
       Para D. Manuel Clemente, hoje “temos de considerar um certo tropeço da ‘indistinção’ a surgir no caminho da igualdade. O que se deve à aceleração que a Europa conheceu no domínio da ciência e da técnica, com a “mentalidade conexa”.
       “Trazidas do campo da natureza para a pessoa humana, começou esta a ser encarada mais como algo a produzir do que simplesmente a reproduzir”, referiu D. Manuel Clemente.
       Mais do que como produto da natureza, o ser homem ou ser mulher começou a ser encarado com escolha livre. Para o Bispo do Porto, escolhe-se “o que se queira ou o que se sinta ser, alterando a fisiologia pela tecnologia”.
       Para D. Manuel Clemente, a igualdade garante especificidades: geográficas e de género. Ideias que desafiam a acção dos referentes da pastoral da cultura porque a norma dos tempos actuais sugere “vontade de ser tudo, sem limites naturais ou institucionais de qualquer espécie”.
       Culturalmente, andará por perto o tempo da “deriva libertária do liberalismo”. Ou seja, “a liberdade sem referência”, como um sentimento individual “sem relação”.

Desafios aos Referentes da Pastoral da Cultura:
       Aos participantes no VI Encontro de Referentes da Pastoral da Cultura, D. Manuel Clemente desafiou a “ligar propostas evangelizadoras e realidades locais valorizando, ou seja distinguindo positivamente, lugares, tradições e modos e potenciando-os para o futuro como identidades intercambiadas”.
       Por outro lado, o Bispo do Porto alertou para a oportunidade de aprofundar os “modos feminino e masculino”, dos autóctones e dos imigrados que vêm de outras culturas. Para D. Manuel Clemente, esse aprofundamento deverá ser feito nas dimensões bíblica, antropológica e cultural.

Elogio da igualdade:
       No VI Encontro, os Referentes da Pastoral da Cultura apresentaram as iniciativas a decorrer ou programadas nas instituições que representam. Foi também uma oportunidade para lançar as actividades para 2010, que este ano, quer propor “um novo elogio da igualdade”.
       “Dedicámos o ano passado a pensar os novos caminhos da liberdade”. Depois da igualdade, o próximo ano será para analisar temáticas sobre a fraternidade.
       O Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura assinala assim o Centenário da República, “não como acontecimento do passado mas como realidade presente”. O Pe. José Tolentino Mendonça, Director deste Secretariado, referiu que esta é uma forma de “revisitar, em chave cristã, a herança tricolor de liberdade, igualdade e fraternidade”.

Notícia desenvolvida pela Agência Ecclesia.

O Homem e a Mulher

O homem é a mais elevada das criaturas.
A mulher, o mais sublime dos ideais.
Deus fez para o homem um trono; para a mulher fez um altar.
O trono exalta e o altar santifica.
O homem é o cérebro; a mulher, o coração. O cérebro produz a luz; o coração produz amor. A luz fecunda; o amor ressuscita.
O homem é o génio; a mulher é o anjo. O génio é imensurável; o anjo é indefinível;
A aspiração do homem é a suprema glória; a aspiração da mulher é a virtude extrema; A glória promove a grandeza e a virtude, a divindade.
O homem tem a supremacia; a mulher, a preferência. A supremacia significa a força; a preferência representa o direito.
O homem é forte pela razão; a mulher, invencível pelas lágrimas.
A razão convence e as lágrimas comovem.
O homem é capaz de todos os heroísmos; a mulher, de todos os martírios. O heroísmo enobrece e o martírio purifica.
O homem pensa e a mulher sonha. Pensar é ter uma larva no cérebro; sonhar é ter na fronte uma auréola.
O homem é a águia que voa; a mulher, o rouxinol que canta. Voar é dominar o espaço e cantar é conquistar a alma.
Enfim, o homem está colocado onde termina a terra; a mulher, onde começa o céu.

Victor Hugo

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Jesus Cristo, o caminho para a divindade

"O Filho de Deus se faz homem para nos servir de caminho.

Percorrendo o caminho de sua humanidade, chegaremos à divindade."


Santo Agostinho

domingo, 5 de agosto de 2012

Jesus parte abençoando. Abençoando, parte!

       "... Peçamos-Le que acompanhe as pessoas que amamos ou com quem estamos preocupados. Peçamos-Lhe que Se torne eficazmente presente na sua Igreja.
       E porque não pedir-Lhe que nos conceda também hoje testemunhas novas da sua presença, nas quais Ele mesmo Se aproxime de nós?...
       Jesus parte abençoando. Abençoando, parte; e, na bênção, permanece. As suas mãos continuam estendidas sobre este mundo. As mãos de Cristo que abençoam são como um tecto que nos protege; mas, ao mesmo tempo, são um gesto de abertura que fende o mundo para que o Céu penetre nele e nele possa afirmar a sua presença.
       No gesto das mãos que abençoam, exprime-se a relação duradoura de Jesus com os seus discípulos, com o mundo. Ao partir, Ele eleva-nos acima de nós mesmos e abre o mundo a Deus. Por isso os discípulos puderam transbordar de alegria quando voltaram de Betânia para casa.
       Na fé, sabemos que Jesus, abençoando, tem as suas mãos estendidas sobre nós. Tal é a razão permanente da alegria cristã".

Joseph Ratzinger/Bento XVI, Jesus de Nazaré,  pp 236.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

O centro da cruz é a VERDADE

(JNRJ = INRI = Jesus Nazareno Rei da Judeia) 

       "O centro da mensagem até à cruz - até à inscrição na cruz - é o Reino de Deus, a nova realeza que Jesus representa. Mas o centro dessa realeza é a Verdade. A realeza anunciada por Jesus nas parábolas e, por fim, de modo totalmente aberto diante do juiz terreno é, precisamente, a realeza da Verdade. A instauração desta realeza como verdadeira libertação do homem é o que interessa".

Joseph Ratzinger/Bento XVI, Jesus de Nazaré,  p 160.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Redenção: a verdade que se torna reconhecível

       A «Redenção», no sentido pleno da palavra, só pode consistir no facto de a verdade se tornar reconhecível. E ela torna-se reconhecível se Deus Se tornar reconhecível. Ele torna-Se reconhecível em Jesus Cristo. N'Ele, Deus entrou no mundo, e assim plantou a medida da verdade no meio da história. Externamente, a verdade é impotente no mundo; tal como Cristo, que, segundo os critérios do mundo, não tem poder: Ele não possui nenhuma legião; acaba crucificado. Mas é precisamente assim, na carência total de poder, que Ele é poderoso, e só assim a verdade se torna incessantemente força.

Joseph Ratzinger/Bento XVI, Jesus de Nazaré,  pp. 160.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Deus é a realidade que dá o ser e o sentido

       No mundo, verdade e opinião errada, verdade e mentira estão continuamente indissociáveis. A Verdade, em toda a sua grandeza e pureza, não aparece. O mundo é «verdadeiro» na medida em que reflecte Deus, o sentido da criação, a Razão eterna donde brotou. E torna-se tanto mais verdadeiro quanto mais se aproximar de Deus. O homem torna-se verdadeiro, torna-se ele mesmo quando se conforma co Deus. Então alcança a sua verdadeira natureza. Deus é a realidade que dá o ser e o sentido.
        «Dar testemunho da verdade» significa pôr em realce Deus e a sua vontade face aos interesses do mundo e às suas potências. Deus é a medida do ser. Neste sentido, a verdade é o verdadeiro «Rei» que dá a todas as coisas a sua luz e a sua grandeza. Podemos também dizer que dar testemunho da verdade significa, partindo de Deus, da Razão criativa, tornar a criação decifrável e a sua verdade tão acessível que possa constituir a medida e o critério orientador no mundo do homem, que venham ao encontro dos grandes e poderosos o poder da verdade, o direito comum, o direito da verdade.

Joseph Ratzinger/Bento XVI, Jesus de Nazaré,  pp. 158-159.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Ele está agora junto de nós!

       "Na súplica cristã pelo regresso de Jesus está sempre contida também a experiência da sua presença. Esta súplica nunca aparece referida apenas ao futuro. Aqui se aplica precisamente aquilo que disse o Ressuscitado: «Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos» (Mt 28, 20). Ele está agora junto de nós, de forma particularmente densa na presença eucarística. Mas, em sentido inverso, a experiência da presença traz consigo também a tensão para o futuro, para a presença definitivamente realizada: a presença não é completa, impele para além de si mesmo, põe-nos a caminho do definitivo.

Joseph Ratzinger/Bento XVI, Jesus de Nazaré,  pp 234.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O regresso de Cristo: enxugará todas as lágrimas

       "A fé no regresso de Cristo é o segundo pilar da profissão de fé cristã. Ele, que Se fez carne e agora permanece Homem para sempre, que para sempre inaugurou em Deus a esfera do ser humano, chama todo o mundo a entrar nos braços aberto de Deus para que, no fim, Deus Se torne tudo em todos e o Filho possa entregar ao Pai o mundo inteiro congregado n'Ele (cf. 1 Cor 15, 20-28). Isto implica a certeza na esperança de que Deus enxugará todas as lágrimas, não ficará nada que seja sem sentido, toda a injustiça será superada e será estabelecida a justiça. A vitória do amor será a última palavra da história do mundo.
       Durante o «tempo intermédio», requer-se dos cristãos, como atitude fundamental, a vigilância. Esta significa que o homem não se feche no momento presente entregando-se às coisas sensíveis, mas erga o seu olhar para além do momentâneo e da sua urgência. O que conta é manter livre a visão sobre Deus, para d'Ele receber o critério e a capacidade de agir de modo justo".

Joseph Ratzinger/Bento XVI, Jesus de Nazaré,  pp 232.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Ressurreição: Cristo na vastidão de Deus

       "A ressurreição de Jesus foi a evasão para um género de vida totalmente novo, para uma vida já não sujeita à lei do morrer e do transformar-se, mas situado além disso - uma vida que inaugurou uma nova dimensão de ser homem. Por isso, a ressurreição de Jesus não é um acontecimento singular que possamos menosprezar e que pertença apenas ao passado, mas sim uma espécie de «mutação decisiva» (...), um salto de qualidade. Na ressurreição de Jesus, foi alcançada uma nova possibilidade de ser homem, uma possibilidade que interessa a todos e abre um futuro, um novo género de futuro para todos os homens...
       A ressurreição de Cristo ou é um acontecimento universal, ou não existe, diz-nos São Paulo. E somente se a entendermos como acontecimento universal, como inauguração de uma nova dimensão da existência humana, é que estaremos no caminho de uma interpretação justa do testemunho sobre a ressurreição presente no Novo Testamento...

Ele saiu para uma vida diversa, nova: saiu para a vastidão de Deus e é a partir dela que Se manifesta aos seus...

Joseph Ratzinger/Bento XVI, Jesus de Nazaré,  pp 199-200.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Ecce Homo - Eis o Homem!

       "N'Ele se manifesta a miséria de todos os prejudicados e arruinados. Na sua miséria, reflecte-se a desumanidade do poder humano, que assim esmaga o impotente. N'Ele se reflecte aquilo que chamamos «pecado»: aquilo em que se torna o homem quando vira as costas a Deus e, autonomamente, toma nas suas mãos o governo do mundo...
       N'Ele continua presente o Deus escondido. Também o homem açoitado e humilhado permanece imagem de Deus. Desde que Jesus Se deixou açoitar, são precisamente os feridos e os açoitados a imagem de Deus, que quis sofrer por nós. Assim, Jesus, no meio da Sua Paixão, é imagem de esperança: Deus está do lado dos que sofrem".

Joseph Ratzinger/Bento XVI, Jesus de Nazaré,  p 164.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Eu, Domador de Mim...


.O velhote já tinha todas as rugas do tempo, quando o encontrei pela primeira vez. Queixava-se de que tinha muito a fazer.
Contra quem lutamos? Perguntei-lhe.Como era possível, que em sua solidão, tivesse tanto trabalho...
- Tenho que domar dois falcões, treinar duas águias, manter quietos dois coelhos, vigiar uma serpente, carregar um asno e dominar um leão! – disse ele.
- Não vejo nenhum animal perto do local onde vives.
-Onde eles estão?
- Ele então explicou:
- Estes animais, todos os Homens têm!
. Os dois falcões lançam-se sobre tudo o que aparece, seja bom ou mau. Tenho que domá-los para que se fixem sobre uma boa presa. São meus olhos!
. As duas águias, ferem e destroçam com suas garras. Tenho que treiná-las para que sejam úteis e ajudem sem ferir. São as minhas mãos!
. Os dois coelhos, querem ir aonde lhes agrada. Fugindo dos demais e esquivando-se das dificuldades... Tenho que ensinar-lhes a ficarem quietos, mesmo que seja penoso, problemático ou desagradável. São meus pés!
.O mais difícil é vigiar a serpente. Apesar de estar presa numa jaula de 32 barras, mal se abre a jaula, está sempre pronta para morder e envenenar os que a rodeiam. Se não a vigio de perto, causa danos. É a minha língua!
. O burro é muito obstinado, não quer cumprir com suas obrigações. Alega estar cansado e se recusa a transportar a carga de cada dia. É meu corpo!
.Finalmente, preciso dominar o leão... Ele quer ser sempre o rei, o mais importante. É vaidoso e orgulhoso. É o meu coração!

Autor Desconhecido.

sábado, 27 de março de 2010

HORA DO PLANETA - Dia 27/03/2010

O mundo está sobre ameaças constantes causadas pelas mudanças climáticas se não agirmos rápido num futuro bem próximo será tarde de mais, vamos defender o nosso planeta terra como esta fazendo varias campanhas globais como a WWF, e outras espalhadas pelo mundo.
A Hora do Planeta, uma iniciativa do Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês), atingiu este ano um novo recorde de adesão de cidades, em Portugal e em todo o mundo, avança a Lusa.
Até sexta-feira à tarde tinham aderido à iniciativa que vai deixar parte do país às escuras 25 municípios, mais do dobro dos de 2009.
A nível mundial também se batem recordes: 121 países e regiões confirmaram a participação no evento.
Monumentos às Escuras
Hoje ,também os monumentos vão apagar as luzes por um mundo mais verde. Este ano, adere pela primeira vez em Portugal a Estátua do Marquês, que se junta aos emblemáticos momentos como o Mosteiro dos Jerónimos e o Cristo-Rei, na capital.
A Norte, as luzes também se vão apagar. O Mercado do Bolhão, os Clérigos e a Sé são alguns dos pontos históricos do Porto que aderiram à iniciativa.
A chamada de atenção global da WWF, que visa alertar para a necessidade de protegermos o Planeta, teve início nas Ilhas Chatham da Nova Zelândia, às 06:45 (hora local) e finaliza, quase cerca de 25 horas depois em Apia, Samoa, às 07:30 (hora local) de domingo.
Apagar as luzes por uma hora(das 20h30m às 21h30m) - a Hora do Planeta - é não só contribuir para a preservação do nosso Planeta, como fazer parte da maior plataforma voluntária de cidadãos contra as alterações climáticas.
Diga não a destruição e diga sim a recuperação.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

De onde vem a injustiça?

       "O evangelista Marcos refere as seguintes palavras de Jesus, que se inserem no debate de então acerca do que é puro e impuro: “Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa tornar impuro. Mas o que sai do homem, isso é que o torna impuro. Porque é do interior do coração dos homens, que saem os maus pensamentos” (Mc 7,14-15.20-21)...
       Para além da questão imediata relativa ao alimento, podemos entrever nas reacções dos fariseus uma tentação permanente do homem: individuar a origem do mal numa causa exterior... A injustiça, fruto do mal, não tem raízes exclusivamente externas; tem origem no coração do homem, onde se encontram os germes de uma misteriosa conivência com o mal…
       Sim, o homem torna-se frágil por um impulso profundo, que o mortifica na capacidade de entrar em comunhão com o outro. Aberto por natureza ao fluxo livre da partilha, adverte dentro de si uma força de gravidade estranha que o leva a dobrar-se sobre si mesmo, a afirmar-se acima e contra os outros: é o egoísmo, consequência do pecado original. Adão e Eva, seduzidos pela mentira de Satanás, colhendo o fruto misterioso contra a vontade divina, substituíram à lógica de confiar no Amor aquela da suspeita e da competição; à lógica do receber, da espera confiante do Outro, aquela ansiosa do agarrar, do fazer sozinho (cfr Gn 3,1-6) experimentando como resultado uma sensação de inquietação e de incerteza. Como pode o homem libertar-se deste impulso egoísta e abrir-se ao amor?"

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Quem é Jesus Cristo?

Jesus Cristo esteve na terra há mais de 2000 anos e mesmo assim continua, até hoje, arrebatando multidões através dos seus ensinamentos e feitos.Jesus, o maior Homem da História.
VEJA ALGUNS DOS MOTIVOS:



terça-feira, 1 de dezembro de 2009

DIA MUNDIAL DA SIDA

O Dia Mundial da Sida assinala-se hoje em Portugal com várias iniciativas para lembrar uma doença que, desde 1983, já infectou quase 35 mil pessoas no país e matou cerca de 25 milhões de pessoas em todo o mundo.
Este ano, o lema da data é o “Acesso Universal e Direitos Humanos” e em Portugal o tema em discussão será o vírus da imunodeficiência humana (VIH) no local de trabalho.

A Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida vai assinalar hoje a data com a realização da III reunião do Conselho Nacional para a Infecção VIH/sida, na sala do Tratado de Lisboa, no Pavilhão Atlântico.

O Conselho Nacional é o instrumento de coordenação e acompanhamento das políticas públicas de prevenção e controlo da infecção VIH desenvolvidas sectorialmente.

A efeméride será assinalada também pela Liga Portuguesa Contra a Sida (LPCS) com a abertura da sua venda de Natal na Baixa de Lisboa para angariação de fundos e onde será prestada informação sobre o VIH/sida.

“A luta contra a SIDA é feita todos os dias há quase 20 anos pela LPCS, com acções de sensibilização e apoio aos doentes”, afirma a presidente da LPCS, Maria Eugénia Saraiva. A mesma responsável adianta que a venda de Natal é “uma acção muito importante para a instituição, porque permite angariar fundos que podem ser utilizados todo o ano”.

Está também a decorrer, até ao dia 04 de Dezembro, o peditório nacional da Associação Abraço, com o tema “Um pequeno passo para si, uma grande ajuda para muitos”.

A 31 de Dezembro de 2008, Portugal tinha 34 888 casos notificados, segundo o último relatório do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA) sobre a situação epidemiológica da infecção VIH/Sida. O maior número de casos notificados é de utilizadores de drogas por via endovenosa, representando 42,5 por cento de todas as notificações, reflectindo a tendência inicial da epidemia no país.

O número de casos associados à infecção por transmissão sexual (heterossexual) representa o segundo grupo, com 40 por cento dos registos e a transmissão sexual (homossexual masculina) apresenta 12,3 por cento dos casos. As restantes formas de transmissão correspondem a 5,2 por cento do total. Os casos notificados de infecção VIH/SIDA que referem como forma provável de infecção a transmissão sexual (heterossexual) apresentam uma tendência evolutiva crescente.

Já o último relatório da ONUSida aponta que desde que surgiu a doença, morreram cerca de 25 milhões de pessoas e 60 milhões foram infectadas, mas, nos últimos oito anos, as novas infecções diminuíram 17 por cento.

De Jornal Público - Dia Mundial da Sida

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Cegonha - Carlos Paião

Olá cegonha, gosto de ti!
Há quanto tempo, te não via por ai!
Nem teus ninhos nos telhados,
Nem as asas pelo céu!
Olá cegonha! que aconteceu?

Ainda me lembro de ouvir-te dizer,
Que tu de longe os bebes vinhas trazer!
Mas os homens vão crescendo,
E as cegonhas a morrer!
Ainda me lembro...não pode ser!

Adeus cegonha, tu vais voar!
E a gente sonha...é bom sonhar!
No teu destino, por nós traçado!
Leva o menino, que é pequenino, toma cuidado!

Adeus cegonha, adeus lembranças...
A gente sonha, como crianças!
Faz outro ninho, no som dos céus!
Vai de mansinho, mas pelo caminho, diz-nos adeus!

Adeus cegonha, tu vais voar!
E a gente sonha... é bom sonhar!
No teu destino, por nós traçado...
Leva o menino que é pequenino,toma cuidado!
Leva o menino... mas tem cuidado!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Vida depois da Vida

Quando morreu, no século XIX, Victor Hugo arrastou nada menos que dois milhões de acompanhantes em seu cortejo fúnebre, em plena Paris. Lutador das causas sociais, defensor dos oprimidos, divulgador do ensino e da educação, o genial literato deixou textos inéditos que, por sua vontade, somente foram publicados após a sua morte.
Um deles fala exactamente do homem e da imortalidade e traduz-se mais ou menos nas seguintes palavras: a morte não é o fim de tudo.
Ela não é senão o fim de uma coisa e o começo de outra.
Na morte o homem acaba, e a alma começa.
Que digam esses que atravessam a hora fúnebre, a última alegria, a primeira do luto.
Digam se não é verdade que ainda há ali alguém,
e que não acabou tudo?
Eu sou uma alma.
Bem sinto que o que darei ao túmulo não é o meu eu, o meu ser.
O que constitui o meu eu, irá além.
O homem é um prisioneiro.
O prisioneiro escala penosamente os muros da sua masmorra, coloca o pé em todas as saliências e sobe até ao respiradouro.
Aí, olha, distingue ao longe a campina, aspira o ar livre, vê a luz. Assim é o homem.
O prisioneiro não duvida que encontrará a claridade do dia, a liberdade.
Como pode o homem duvidar se vai encontrar
a eternidade à sua saída?
Por que não possuirá ele um corpo subtil, etéreo, de que o nosso corpo humano não pode ser senão um esboço grosseiro?
A alma tem sede do absoluto e o absoluto não é deste mundo.
É por demais pesado para esta Terra.
O mundo luminoso é o mundo invisível.
O mundo do luminoso é o que não vemos.
Os nossos olhos carnais só vêem a noite.
A morte é uma mudança de vestimenta.
A alma, que estava vestida de sombra, vai ser vestida de luz.
Na morte o homem fica sendo imortal.
A vida é o poder que tem o corpo de manter a alma sobre a Terra, pelo peso que faz nela.
A morte é uma continuação. Para além das sombras, estende-se o brilho da eternidade.
As almas passam de uma esfera para outra, tornam-se cada vez mais luz, aproximam-se cada vez mais e mais de Deus.
O ponto de reunião é no infinito.
Aquele que dorme e desperta, desperta e vê que é homem.
Aquele que é vivo e morre, desperta e vê que é Espírito.

"Victor Hugo"