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domingo, 14 de dezembro de 2014

UM AMIGO É UM BEM

Um amigo é um bem,
Um tesouro que se tem,
Sóis vós as estrelas,
Que nos guiam mais além.
São momentos bons e maus,
Nesta estrada percorrida,
E digo mais, não vos trocava
Por nada desta vida.

Refrão
E talvez um dia, chegue a hora do adeus,
Deixar-vos-ei com pena, amigos meus,
Mas mesmo longe, vós estais perto,
Ao pé de mim,
Pois entre amigos é assim.

Um amigo é um irmão,
Nosso pensar, nossa mão.
Meus amigos que estão aqui
Para vós canto esta canção.
O tempo voa neste instante,
E já estamos de partida,
E digo mais, não vos trocava
Por nada desta vida.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

E D I T O R I A L - Voz Jovem

       1 – O ano pastoral em marcha, com a dinâmica sinodal “Repensar a Pastoral da Igreja em Portugal”, auscultando os sinais positivos na Sociedade e na Igreja, provoca a nossa reflexão sobre a vivência cristã no mundo em que vivemos, recolhendo tudo o que de bom existe e fazendo incidir a Luz do Espírito Santo em todas as dimensões da vida pessoal, familiar e social.
       Neste caminho, a presença no nosso Bispo, D. Jacinto Botelho, em Visita Pastoral a todo Concelho/Arciprestado de Tabuaço, torna-se um estímulo e uma oportunidade para reflectir e um desafio ao compromisso de todos os baptizados, potenciando as qualidades na vivência eclesial e no empenho, quanto possível, social, político, associativo.

       2 – Vários encontros e celebrações marcaram a Visita Pastoral a Tabuaço. Marcante o encontro com os grupos paroquiais/movimentos eclesiais, em que o senhor Bispo deixou palavras de agradecimento e incentivo.
       O Conselho Económico é como que uma extensão do pároco, tendo a missão de sensibilizar para as iniciativas pastorais, em estreita colaboração com o pároco, fazendo chegar, de forma mais informal, mais longe a mensagem.
       A catequese é um serviço fundamental em que o ensino há-de ser sobretudo testemunho de vida cristã.
       Os grupos corais, devendo zelar pelo bom gosto musical, têm uma missão peculiar de “dar louvor e glória a Deus”, com o seu canto, ajudando a comunidade celebrante a viver melhor a liturgia.
       As Zeladoras da Igreja e dos altares cuidam para que o ambiente bem preparado, a limpeza, a beleza da ornamentação, ajudem no louvor e glória de Deus. “Não há cargos mais ou menos importantes…”, todos juntos na missão de louvar e dar glória a Deus!
       Leitores: um trabalho que implica muita atenção, “é preciso preparar sempre a leituras que se fazem… emprestamos a nossa voz, os nossos lábios, ao Senhor”… É preciso ler com cuidado, sem comer as palavras…
       Acólitos: estão num lugar de maior visibilidade, devem exercer o seu ministério com naturalidade e com dignidade.
       Escuteiros (Guias e Escuteiros da Europa) é um grupo extraordinariamente importante para a juventude…
        Ministros Extraordinários da Comunhão, elementos pertencentes à Santa Casa da Misericórdia, cristãos que integram vários grupos paroquiais, todos têm uma missão muito importante na vivência da fé e no testemunho de Jesus Cristo.
       Os agentes de pastoral numa comunidade são como uma locomotiva, põem a máquina em funcionamento. Sem locomotiva as carruagens ficam paradas.

       3 – Obviamente que o serviço em Igreja nem sempre é humanamente compensador, desde logo pela exposição às críticas de outros que ainda estão a descobrir que papel desenvolver para que a comunidade seja mais Jesus Cristo.
       Tal como a Igreja, em geral, também as pessoas empenhadas na pastoral da paróquia, partilham alegrias e tristezas, dificuldades e inquietações do tempo que passa...
       A este propósito, o Senhor Bispo sublinhou o voluntariado dentro das comunidades cristãs, agradecendo o trabalho dos vários grupos paroquiais, incentivando a “encarar as dificuldades não com desalento, mas com esperança”…

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Guias da Europa (Tabuaço) - Promessas

       As Guias da Europa fizeram as suas promessas no dia de ontem, 17 de Outubro. Participaram na Eucaristia, com outros escuteiros pertencentes aos Escuteiros e Guias da Europa, e no final as promessas, no adro da Igreja Paroquial.
       Algumas das imagens que documentam este momento importante para as Guias da Europa, em Tabuaço. A canção - Somos Um - que serve de música de fundo foi também cantada na Eucaristia pelo Grupo Coral.
       Veja as imagens e reflicta nas palavras da canção:

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Que fizeste do tempo?!

Outro texto que vale a pena descobrir. O Pe. José Augusto Marques, Pároco de Resende e Felgueiras, Professor de EMRC, Assistente dos Escuteiros, escreve habitualmente uma coluna do Boletim "Sê", dos Agrupamento de escuteiros, no género deste que aqui encontramos. Pode consultar o texto no Perfil Hotmail do Pe. José Augusto Marques:



“O tempo é o único bem totalmente irrecuperável. Recupera-se uma posição, um exército e até um país, mas o tempo perdido, jamais”.
Napoleão Bonaparte
  
O ritmo alucinante em que se desenrola a nossa vida actualmente faz com que “o tem­po” se torne como um dos bens mais preciosos. A nossa vida transforma-se muitas vezes numa luta feroz contra o tempo que nos parece escapar das mãos como areia movediça. A nossa vida tornou-se, em muitas circunstâncias, escrava do tempo.
Este facto traz consigo inúmeras consequências quer ao nível pessoal, quer para a sociedade em geral. Sentimo-nos muitas vezes profundamente divididos - por um lado senti­mo-nos comprometidos a aproveitar bem o tempo e a administrar da melhor forma um con­junto de oportunidades que nos são dadas; por outro lado sentimos que nos falta tempo para realizar coisas essenciais e nem sempre somos capazes de gerir bem as opções que se nos deparam. É aqui que se joga tantas vezes o sentido da vida e da nossa realização pessoal - saber distinguir o essencial do acessório é o segredo duma vida realizada e feliz.
Impõe-se por isso a grande questão: que fizeste do tempo? Da resposta a esta per­gunta depende a nossa qualidade de vida. Podemos distinguir vários tempos entre os quais a nossa vida se desenrola: tempo para Deus, tempo para mim, tempo para os outros, tempo para as coisas. Todos eles são importantes, mas, dependendo da hierarquia que nós fizer­mos deles, assim definimos as prioridades da nossa vida e, consequentemente, o maior ou menor sentido da nossa realização.
Em primeiro lugar devemos estabelecer o tempo para Deus. É Ele que nos dá todo o tempo, é a Ele que nós devemos oferecer o nosso tempo - quando rezamos ou trabalhamos, quando descansamos ou nos divertimos, quando estudamos ou convivemos, tudo são opor­tunidades imperdíveis de louvar o Senhor de todas as coisas. Quando ouvimos dizer às pes­soas que não têm tempo para rezar, então é sinal que o Senhor do tempo fica fora do nosso tempo. Que ingratidão!
Muito importante é também o tempo para mim. É necessário que eu prescinda do rit­mo rotineiro da vida que me projecta constantemente para o exterior para poder mergulhar dentro de mim e pensar a minha vida. Fazer projectos, avaliar resultados, redefinir cami­nhos… são condições essenciais para que a minha qualidade de vida melhore. Às vezes limitamo-nos a ser escravos do tempo em vez de sermos administradores do tempo, porque nos falta encontrar este momento especial de encontro connosco próprios.

O tempo para os outros deve ser resultado do reconhecimento óbvio da nossa condi­ção de seres humanos que vivem em sociedade e em família. Não vivemos isolados, depen­demos uns dos outros e temos necessidade de dar de nós o melhor em reconhecimento pelo muito que recebemos dos outros e dessa grande herança que nos foi legada ainda antes de nós o merecermos. Dar tempo aos outros fazendo da vida uma missão de serviço, adminis­trar a vida sempre com o sentido de quem põe ao serviço do bem comum o melhor que há em si, dá-nos uma sensação de paz, de dever cumprido, de realização. “Dar de si, antes de pensar em si” - este lema rotário lembra-nos a necessidade de focalizarmos o objectivo nos outros em vez de o focalizarmos em nós, desprende-nos do nosso egoísmo e torna-nos pes­soas melhores. “Há mais alegria em dar do que em receber”, diz Jesus.
Finalmente o tempo para as coisas. Também é importante dedicar tempo às coisas de que gostamos. Ter tempo para apreciar a natureza e cultivar um jardim ou uma horta, ter tempo para o lazer e o desporto, ter tempo para a aventura e o descanso, ter tempo para cui­dar da casa e da sua imagem, etc. Tudo é importante na vida quando realizado com amor e há pequenos pormenores nas nossas ocupações que fazem grandes diferenças. O que mar­ca essa diferença é sempre o objectivo que nos move em cada realização.
Administrar bem o tempo é, pois, o grande desafio que se coloca diante de nós. Um dia, quando comparecermos diante do Senhor do tempo, Ele nos perguntará: que fizeste do Meu tempo? A resposta a esta pergunta deparar-se-á diante de nós em ecrã gigante e a ver­dade das nossas prioridades definirá a assertividade ou não da nossa vida. De uma coisa podemos estar certos - não teremos nova oportunidade para viver o que foi vivido. O tempo é coisa tão rara quanto preciosa, não nos podemos permitir desperdiçar as oportunidades que nos foram dadas com amor.
Quando o nosso tempo coincidir com o tempo de Deus, então seremos plenamente felizes, mas esse momento deixará de chamar-se tempo e será eternidade!
Pe. José Augusto