Um amigo é um bem,
Um tesouro que se tem,
Sóis vós as estrelas,
Que nos guiam mais além.
São momentos bons e maus,
Nesta estrada percorrida,
E digo mais, não vos trocava
Por nada desta vida.
Refrão
E talvez um dia, chegue a hora do adeus,
Deixar-vos-ei com pena, amigos meus,
Mas mesmo longe, vós estais perto,
Ao pé de mim,
Pois entre amigos é assim.
Um amigo é um irmão,
Nosso pensar, nossa mão.
Meus amigos que estão aqui
Para vós canto esta canção.
O tempo voa neste instante,
E já estamos de partida,
E digo mais, não vos trocava
Por nada desta vida.
A terceira Carta Encíclica de Bento XVI empresta o título a este blogue. A Caridade na Verdade. Agora permanecem a fé, a esperança e a caridade, mas só esta entra na eternidade com Deus. Espaço pastoral de Tabuaço, Távora, Pinheiros e Carrazedo, de portas abertas para a Igreja e para o mundo...
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domingo, 14 de dezembro de 2014
UM AMIGO É UM BEM
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
E D I T O R I A L - Voz Jovem
1 – O ano pastoral em marcha, com a dinâmica sinodal “Repensar a Pastoral da Igreja em Portugal”, auscultando os sinais positivos na Sociedade e na Igreja, provoca a nossa reflexão sobre a vivência cristã no mundo em que vivemos, recolhendo tudo o que de bom existe e fazendo incidir a Luz do Espírito Santo em todas as dimensões da vida pessoal, familiar e social.
Neste caminho, a presença no nosso Bispo, D. Jacinto Botelho, em Visita Pastoral a todo Concelho/Arciprestado de Tabuaço, torna-se um estímulo e uma oportunidade para reflectir e um desafio ao compromisso de todos os baptizados, potenciando as qualidades na vivência eclesial e no empenho, quanto possível, social, político, associativo.
2 – Vários encontros e celebrações marcaram a Visita Pastoral a Tabuaço. Marcante o encontro com os grupos paroquiais/movimentos eclesiais, em que o senhor Bispo deixou palavras de agradecimento e incentivo.
O Conselho Económico é como que uma extensão do pároco, tendo a missão de sensibilizar para as iniciativas pastorais, em estreita colaboração com o pároco, fazendo chegar, de forma mais informal, mais longe a mensagem.
A catequese é um serviço fundamental em que o ensino há-de ser sobretudo testemunho de vida cristã.
Os grupos corais, devendo zelar pelo bom gosto musical, têm uma missão peculiar de “dar louvor e glória a Deus”, com o seu canto, ajudando a comunidade celebrante a viver melhor a liturgia.
As Zeladoras da Igreja e dos altares cuidam para que o ambiente bem preparado, a limpeza, a beleza da ornamentação, ajudem no louvor e glória de Deus. “Não há cargos mais ou menos importantes…”, todos juntos na missão de louvar e dar glória a Deus!
Leitores: um trabalho que implica muita atenção, “é preciso preparar sempre a leituras que se fazem… emprestamos a nossa voz, os nossos lábios, ao Senhor”… É preciso ler com cuidado, sem comer as palavras…
Acólitos: estão num lugar de maior visibilidade, devem exercer o seu ministério com naturalidade e com dignidade.
Escuteiros (Guias e Escuteiros da Europa) é um grupo extraordinariamente importante para a juventude…
Ministros Extraordinários da Comunhão, elementos pertencentes à Santa Casa da Misericórdia, cristãos que integram vários grupos paroquiais, todos têm uma missão muito importante na vivência da fé e no testemunho de Jesus Cristo.
Os agentes de pastoral numa comunidade são como uma locomotiva, põem a máquina em funcionamento. Sem locomotiva as carruagens ficam paradas.
3 – Obviamente que o serviço em Igreja nem sempre é humanamente compensador, desde logo pela exposição às críticas de outros que ainda estão a descobrir que papel desenvolver para que a comunidade seja mais Jesus Cristo.
Tal como a Igreja, em geral, também as pessoas empenhadas na pastoral da paróquia, partilham alegrias e tristezas, dificuldades e inquietações do tempo que passa...
A este propósito, o Senhor Bispo sublinhou o voluntariado dentro das comunidades cristãs, agradecendo o trabalho dos vários grupos paroquiais, incentivando a “encarar as dificuldades não com desalento, mas com esperança”…
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segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Guias da Europa (Tabuaço) - Promessas
As Guias da Europa fizeram as suas promessas no dia de ontem, 17 de Outubro. Participaram na Eucaristia, com outros escuteiros pertencentes aos Escuteiros e Guias da Europa, e no final as promessas, no adro da Igreja Paroquial.
Algumas das imagens que documentam este momento importante para as Guias da Europa, em Tabuaço. A canção - Somos Um - que serve de música de fundo foi também cantada na Eucaristia pelo Grupo Coral.
Veja as imagens e reflicta nas palavras da canção:
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Que fizeste do tempo?!
Outro texto que vale a pena descobrir. O Pe. José Augusto Marques, Pároco de Resende e Felgueiras, Professor de EMRC, Assistente dos Escuteiros, escreve habitualmente uma coluna do Boletim "Sê", dos Agrupamento de escuteiros, no género deste que aqui encontramos. Pode consultar o texto no Perfil Hotmail do Pe. José Augusto Marques:
“O tempo é o único bem totalmente irrecuperável. Recupera-se uma posição, um exército e até um país, mas o tempo perdido, jamais”.
Napoleão Bonaparte
O ritmo alucinante em que se desenrola a nossa vida actualmente faz com que “o tempo” se torne como um dos bens mais preciosos. A nossa vida transforma-se muitas vezes numa luta feroz contra o tempo que nos parece escapar das mãos como areia movediça. A nossa vida tornou-se, em muitas circunstâncias, escrava do tempo.
Este facto traz consigo inúmeras consequências quer ao nível pessoal, quer para a sociedade em geral. Sentimo-nos muitas vezes profundamente divididos - por um lado sentimo-nos comprometidos a aproveitar bem o tempo e a administrar da melhor forma um conjunto de oportunidades que nos são dadas; por outro lado sentimos que nos falta tempo para realizar coisas essenciais e nem sempre somos capazes de gerir bem as opções que se nos deparam. É aqui que se joga tantas vezes o sentido da vida e da nossa realização pessoal - saber distinguir o essencial do acessório é o segredo duma vida realizada e feliz.
Impõe-se por isso a grande questão: que fizeste do tempo? Da resposta a esta pergunta depende a nossa qualidade de vida. Podemos distinguir vários tempos entre os quais a nossa vida se desenrola: tempo para Deus, tempo para mim, tempo para os outros, tempo para as coisas. Todos eles são importantes, mas, dependendo da hierarquia que nós fizermos deles, assim definimos as prioridades da nossa vida e, consequentemente, o maior ou menor sentido da nossa realização.
Em primeiro lugar devemos estabelecer o tempo para Deus. É Ele que nos dá todo o tempo, é a Ele que nós devemos oferecer o nosso tempo - quando rezamos ou trabalhamos, quando descansamos ou nos divertimos, quando estudamos ou convivemos, tudo são oportunidades imperdíveis de louvar o Senhor de todas as coisas. Quando ouvimos dizer às pessoas que não têm tempo para rezar, então é sinal que o Senhor do tempo fica fora do nosso tempo. Que ingratidão!
Muito importante é também o tempo para mim. É necessário que eu prescinda do ritmo rotineiro da vida que me projecta constantemente para o exterior para poder mergulhar dentro de mim e pensar a minha vida. Fazer projectos, avaliar resultados, redefinir caminhos… são condições essenciais para que a minha qualidade de vida melhore. Às vezes limitamo-nos a ser escravos do tempo em vez de sermos administradores do tempo, porque nos falta encontrar este momento especial de encontro connosco próprios.
O tempo para os outros deve ser resultado do reconhecimento óbvio da nossa condição de seres humanos que vivem em sociedade e em família. Não vivemos isolados, dependemos uns dos outros e temos necessidade de dar de nós o melhor em reconhecimento pelo muito que recebemos dos outros e dessa grande herança que nos foi legada ainda antes de nós o merecermos. Dar tempo aos outros fazendo da vida uma missão de serviço, administrar a vida sempre com o sentido de quem põe ao serviço do bem comum o melhor que há em si, dá-nos uma sensação de paz, de dever cumprido, de realização. “Dar de si, antes de pensar em si” - este lema rotário lembra-nos a necessidade de focalizarmos o objectivo nos outros em vez de o focalizarmos em nós, desprende-nos do nosso egoísmo e torna-nos pessoas melhores. “Há mais alegria em dar do que em receber”, diz Jesus.
Finalmente o tempo para as coisas. Também é importante dedicar tempo às coisas de que gostamos. Ter tempo para apreciar a natureza e cultivar um jardim ou uma horta, ter tempo para o lazer e o desporto, ter tempo para a aventura e o descanso, ter tempo para cuidar da casa e da sua imagem, etc. Tudo é importante na vida quando realizado com amor e há pequenos pormenores nas nossas ocupações que fazem grandes diferenças. O que marca essa diferença é sempre o objectivo que nos move em cada realização.
Administrar bem o tempo é, pois, o grande desafio que se coloca diante de nós. Um dia, quando comparecermos diante do Senhor do tempo, Ele nos perguntará: que fizeste do Meu tempo? A resposta a esta pergunta deparar-se-á diante de nós em ecrã gigante e a verdade das nossas prioridades definirá a assertividade ou não da nossa vida. De uma coisa podemos estar certos - não teremos nova oportunidade para viver o que foi vivido. O tempo é coisa tão rara quanto preciosa, não nos podemos permitir desperdiçar as oportunidades que nos foram dadas com amor.
Quando o nosso tempo coincidir com o tempo de Deus, então seremos plenamente felizes, mas esse momento deixará de chamar-se tempo e será eternidade!
Pe. José Augusto
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