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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Requiem - Algumas dicas para o meu funeral

Requiem - Algumas dicas para o meu funeral (P. Gonçalo Portocarrero de Almada)
        Reverendíssimo Senhor Padre,
       Fico-lhe muito grato por celebrar as minhas exéquias e peço-lhe desde já que me desculpe pelo facto de não me levantar para o cumprimentar, mas a rigidez do meu cadáver não me consente essa deferência para com V. Revª. Quero crer que, depois da ressurreição dos mortos, o possa fazer, retribuindo então a gentileza desta celebração exequial.
       Como sabe, não foi escolhido por ser o meu mais estimado irmão no sacerdócio mas, pelo contrário, por ser aquele que menos me apreciava e por isso também o que melhor me conhecia e aquele com quem eu mais concordava. Quis assim evitar a tolice, hoje muito em voga, do elogio fúnebre que, para além de vã, é idolátrica, na medida em que transfere para a criatura o louvor que é devido ao Criador. Não permita pois, Senhor Padre, que se profane a celebração litúrgica com evocações de familiares e amigos. Esse «culto dos mortos» é uma reminiscência pagã que não tem cabimento numa liturgia cristã, que é única e exclusivamente a celebração do Deus vivo.
       Peça-lhes antes que me perdoem as minhas muitas faltas e que sufraguem a minha alma, sobretudo mandando celebrar o Santo Sacrifício do Altar por todas as almas do purgatório. Ao contrário dos que presumem a entrada imediata no Céu e, por isso, dispensam as orações pelos fiéis defuntos, tenho consciência de que só pela misericórdia de Deus me poderá ser concedida a graça de uma posterior purificação, que poderá ser abreviada com as orações, sacrifícios e indulgências de quem tiver por bem rezar pela minha alma. Bem hajam!
       Não quero outras flores que as que ornamentem o Sacrário ou as que se coloquem aos pés de Nossa Senhora. Não quero luto, nem lágrimas, não quero gravatas pretas nem vestes sombrias, porque sei que não me aguarda um Juiz impiedoso, mas um Pai pródigo em amor e rico em misericórdia. É n’Ele que eu espero e é para Ele que, pela sua graça, eu vou, com a antecipada alegria de um encontro ardentemente desejado.
       Queria ainda pedir-lhe um favor: não fale da morte porque, como sabe melhor do que eu, a morte não existe para um cristão. Fale da vida e da Vida: da etapa terrena da existência humana e da sua dimensão definitiva, na eternidade de Deus. Sim, fale sobretudo de Deus: quanto tempo se perde a falar do que não é nada e que pouco o tempo para pregar Aquele que é tudo! 
       Permita-me ainda uma última recomendação: se alguém lhe perguntar de quem é o corpo a que se vai dar cristã sepultura, até que seja chegado o momento do juízo final e da ressurreição da carne, em que firmemente creio, diga apenas que este meu corpo que aí jaz mais não é do que a mortalha de um pobre pecador, de um padre qualquer que amava apaixonadamente Cristo e a sua Igreja e que pede a esse seu irmão na fé a esmola de uma oração. Pela mesma razão já acima invocada, ainda não é desta que beijo a mão de Vossa Reverência, de quem sou, muito grato e obrigado.

P. Gonçalo Portocarrero de Almada, AQUI

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Morreu o Pe. Armando Tomé

       Natural de Carvalhal, concelho da Mêda, nasceu a 3 de Novembro de 1922 e foi ordenado sacerdote a 12 de Agosto de 1945. Durante 30 anos foi Pároco de Pinheiros, de Carrazedo e da Granja do Tedo, sendo também professor no Externado de Tabuaço. Posteriormente foi também pároco de Santa Comba, no concelho de Vila Nova de Foz Côa, e de Barreiros, no concelho da Mêda. Morreu hoje, com 87 anos de idade, na Casa Sacerdotal de São José em Lamego, onde passou as últimas semanas, depois de estar internado.
       O seu funeral será amanhã, pelas 16h00, na Igreja Paroquial de Foz Côa.
       As paróquias deste espaço paroquial, Pinheiros e Carrazedo, associam-se a ele em oração. Que Deus o tenha em eterno descanso. Paz à sua alma.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Exéquias da D. Donzelina Santos

A Sé Catedral de Lamego foi pequena para acolher as pessoas que quiseram participar nas Exéquias de D. Donzelina dos Santos, mãe do Senhor Bispo de Aveiro, D. António Francisco dos Santos, oriundo da nossa Diocese, natual de Ferreiros de Tendais, no Concelho de Cinfães.
Bispos da Guarda, de Viseu, de Braga, do Porto, de Aveiro, de Vila Real, Sacerdotes, mais de 250, de Lamego e de Aveiro, Diáconos em ordem ao presbiterado e Diáconos permanentes, relogiosos e religiosas, Leigos em número significativo, autoridades locais e associações...
Uma celebração de festa e de acção de graças.
Imagem: Diocese de Lamego.