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segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

ROBERT CHEAIB - EDUCAR OS FILHOS NA FÉ

ROBERT CHEAIB (2019). Educar os filhos na fé. Prior Velho: Paulinas Editora. 208 páginas.
"Enquanto os filhos são pequenos, os limites, as regras e a disciplina não são apenas úteis, são necessários e cruciais. Somos responsáveis pelos nossos filhos quando são pequenos e é ingénuo pensar que podem ser deixados entregues a si próprios logo em tenra idade. É uma espécie de «abandono de menores»... Um dos primeiros segredos da educação dos filhos na fé é mesmo: começar cedo. Ao invés, um dos erros da educação religiosa dos filhos é ficar à espera que cresçam, que «tenham idade para conversarmos sobre estas coisas»... Se não fores tu a semear, outro semeará por ti e, muito provavelmente, semeará uma semente diferente - se não mesmo contrária - da tua... «Não os ensino a falar português porque tenho receio que no futuro a língua portuguesa nãos eja a língua da sua preferência». É um raciocínio ridículo porque, assim, privo os meus filhos de uma ferramenta relacional importante como a língua".
Por estas palavras do próprio autor, podemos calcular a importância da educação da fé das crianças, a começar no berço. Achar que se deve deixar a religião para quando os filhos puderem escolher é um erro infantil, uma vez que em todas as dimensões da vida, os pais procuram dar as ferramentas aos filhos para que, ao crescerem, possam tomar as próprias decisões. Também assim no campo da religião. Esta deve ser como a língua materna. Se os pais se escusarem a educar o filhos, haverá quem o faça, a televisão, a Internet, os colegas.
O autor é doutorado em Teologia Fundamental, pela Universidade Pontifícia Gregoriana, exercendo a docência em várias universidades, é conferencista, em Itália e em outros países, abordando temáticas relativas à vida de casal, educação dos filhos, juventude e fé, desafios do ateísmo. É casado e pai.

Os cinco pilares propostos pelo autor e desenvolvidos ao longo do livro:
  • Educação preventiva: é preciso começar cedo. É preciso prevenir a queda da fé reforçando as fundações enquanto os filhos são pequenos.
  • Educação no dia a dia: a fé não se vive dentro de uma redoma de vidro nem de maneira isolada do resto da educação. A vida de fé precisa de uma educação integral e de uma experiência diária. Só experimentando o amor no dia a dia é que os nossos filhos vão percecionar e sentir o Amor de Deus como credível e familiar.
  • Educação narrativa: a fé não é feita de conceitos, mas de narrações, de um povo que faz experiência de um Deus que vem ao seu encontro; de uma comunidade que faz experiência de um Deus que se faz homem, fala do Pai através de parábolas e de histórias convidando-nos a sermos, como Ele, testemunho e parábola de Deus.
  • Educação responsável: como pais não podemos delegar aos outros a responsabilidade da educação na fé dos nossos filhos. Aliás, somos mesmo os primeiros catequistas deles. E somo-lo, em primeiro lugar, com o exemplo de vida que não deve desmentir as nossas palavras. Somos também responsáveis no sentido que temos a tarefa de dar respostas às perguntas dos nossos filhos ou, pelo menos, temos a responsabilidade de os saber orientar para as pessoas que estão em condições de dar resposta às legítimas perguntas e dúvidas em matéria de fé.
  • Educação responsabilizadora: ou os nossos filhos se tornam crentes ativos ou então serão para sempre clientes passivos que, mais tarde ou mais cedo, se aproximam de fornecedores de respostas mais perspicazes (cf. Lc 6,8). Os filhos sentir-se-ão parte da Igreja e que a fé é a fé deles, se tiverem feito experiência pessoal de Deus. A nossa tarefa, enquanto eles forem pequenos, é a de lhes proporcionar oásis onde possam ir buscar a água de Cristo, oásis que podem ser comunidades oficiais ou encontros «informais» com a prole de outras famílias desejosas, como nós, de criar os filhos na fé».
Ao longo do livro, o autor vai sublinhando a presença dos pais em relação aos filhos, arranjar tempo, proximidade, as primeiras testemunhas da fé, o exemplo é crucial, o amor entre os esposos, que nunca deve ser descurado. A educação, também na fé, passa pela vivência. "Para sermos bons catequistas dos nossos filhos devemos ser bons pais". A amabilidade há de ser a referência na educação: "Quem não se sente amado não quererá ouvir razões. Quem não se sente amado e não experimenta o amor não acreditará no Deus-amor. Sem amor a nossa existência permanece indecifrável e insensata... o amor exige proximidade" e escuta.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Aura Miguel. Conversas... com o Papa Francisco

AURA MIGUEL (2017). Conversas em Altos Voos. Encontros e entrevista com o Papa Francisco. Lisboa: Paulus Editora. 146 páginas.
"A matéria-prima deste livro é a entrevista de uma hora que o Papa Francisco concedeu à Rádio Renascença, a 8 de Setembro de 2015, na Casa Santa Marta. Mas este livro inclui detalhes inéditos sobre como é viajar com o Papa Francisco e como é o seu estilo descontraído, dentro do avião e não só; há várias peripécias documentadas em muitas fotos, aqui reproduzidas, bem como minuciosos relatos dos bastidores. Mas o motivo principal deste livro relaciona-se com a próxima visita do primeiro Papa latino-americano a Fátima. A nossa esperança é que estas páginas ajudem a conhecer melhor o ilustre peregrino que aí vem e reforcem o amor dos portugueses pelo Sucessor de Pedro, tão inseparavelmente ligado à Mensagem que a Virgem, há cem anos, confiou a três crianças portuguesas" (contracapa).
       Aura Miguel é "vaticanista", isto é, jornalista, da Rádio Renascença, e que está creditada junto da Santa Sé (Vaticano), acompanhando o Papa nas suas viagens apostólicas. Já conta mais de 80 viagens no avião que transporta o Papa para diversos países. Acompanhou João Paulo II, Bento XVI e agora Francisco. São muitas as histórias e as curiosidades. Neste livro conta o primeiro encontro com o Papa Francisco, como lhe solicitou uma entrevista para a Rádio Renascença e como Francisco respondeu num novo voo, numa nova Viagem Apostólica, seis meses depois, entregando-lhe um envelope, com a data para entrevista, o lugar e a hora.
       A entrevista realizou-se a 8 de setembro de 2015, Natividade de Nossa Senhora, na Casa de Santa Marta, por ocasião da Visita Ad Limina dos Bispos portugueses, com início a 7 de setembro.
       A publicação do livro e da entrevista, disponível digitalmente na Rádio Renascença, prepara e antecipa a Visita do Papa Francisco a Portugal como Peregrino de Fátima.
       A entrevista começa precisamente por falar do conhecimento que o Papa tem dos portugueses, falando também encontro com os Bispos portugueses, com a acentuação nos jovens e na catequese, partindo depois para outros temas como a surpresa da eleição, as periferias, os jovens e a Europa envelhecida, os valores e a educação, a paz em que sente apesar de tamanha responsabilidade, o Jubileu da Misericórdia, a cultura do encontro, a criatividade na educação, os direitos e os deveres, os direitos com a verdade, a felicidade e os problemas a enfrentar, o empenho político e o cuidado pela criação, a preferência de uma Igreja acidentada que uma Igreja doente por não sair...
       Além de outras curiosidades que constam do livro, o facto do Papa Francisco, juntamente com o envelope, ter entregado a Aura Miguel duas pagelas, uma de Santa Teresa do Menino Jesus e outra de São José.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Devagar se vai ao longe… com a persistência do amor!

       Depressa e bem não há quem. Diz o povo num dos seus ditados. Ou nestoutro, devagar se vai ao longe. Séneca põe-nos de sobreaviso: todos os ventos são desfavoráveis para quem não sabe para onde vai.
       Na aprendizagem, nos relacionamentos, na vida das pessoas e das comunidades, a paciência é essencial para percorrer o caminho, por entre as dificuldades e os obstáculos. Por vezes, a forma inesperada e violenta como a vida nos surpreende pode levar-nos à desistência ou à resiliência. Desistir por certo não é uma opção para quem quer viver, para quem se quer feliz, para quem sonha e procura realizar-se como pessoa. Nem sempre é fácil. E facilmente dizemos aos outros que desistir é o caminho mais fácil. Mas se não os podemos substituir nas suas dificuldades podemos animá-los, pela presença, por uma palavra, um sorriso. E se é válido para os outros também é para nós. Resistir, insistir, recomeçar, com paciência, com amor, persistir no bem, na ligação aos outros. O “não” está certo, vamos procurar e lutar pelo sim, pela felicidade, apostando os trunfos não desistindo nem dos outros nem da vida.
       O Papa Francisco utiliza uma belíssima imagem sobre a paciência e o amor que devemos ter com os outros. “Segurar o papagaio [de papel] assemelha-se à atitude que é preciso ter perante o crescimento da pessoa: em dado momento, é preciso dar-lhe corda, porque «rabeia». Dito de outra maneira: é preciso dar-lhe tempo. Temos de saber pôr o limite no momento justo. Mas, outras vezes, temos de saber olhar para o outro lado e fazer como o pai da parábola, que deixa que o filho se vá embora e desperdice a sua fortuna, para que faça a sua própria experiência”.
       O cuidado com as pessoas, a tolerância baseada no amor e na ternura, a criatividade para deixar que o outro cresça e manifeste as suas qualidades. Dos pais para os filhos, dos educadores para os educandos, suficientemente perto para ajudar, humildes quanto baste para deixar que os próprios vão tomando a vida nas suas mãos.
       Noutra passagem o Papa Francisco utiliza outro termo curioso: “Quantas vezes, na vida, é preciso travar, não querer atingir tudo de repente! Transitar na paciência pressupõe todas essas coisas: é claudicar da pretensão de querer solucionar tudo. É preciso fazer um esforço, mas entendendo que uma pessoa não pode tudo. Há que relativizar um pouco a mística da eficácia”.
       A caridade é paciente, tudo espera, tudo suporta…

Publicado na Voz de Lamego, n.º 4384, de 25 de outubro de 2016

terça-feira, 9 de agosto de 2016

GOMES MACHADO. Edith Stein - Pedagoga e Mística.

António José GOMES MACHADO. Edith Stein: Pedagoga e Mística. Editorial A.O., Braga 2008, 304 páginas.
        António José Gomes Machado dá à estampa este livro correspondente à dissertação de Mestrado em Ciências Religiosas, sobre Edith Stein que viria a converter-se em Teresa Benedita da Cruz. Nasceu em Breslau, na Alemanha, em 12 de outubro de 1981. Este dia coincidia com o Dia do Perdão, para os judeus, uma das festas judaicas mais significativas.
       Como é sabido, o século XX é marcado pelas duas grandes guerras e também Edith Stein, como judia e como alemã, estará no centro destes dois conflitos. Na primeira, voluntariando-se como enfermeira para ajudar os muitos feridos que chegavam aos hospitais. Na segunda, como vítima da perseguição nazi. Pelo meio fica uma história de procura, de descoberta, de encontro, de conversão, de luta, de persistência.
       A sua família é judia. As festas principais são oportunidades para a família estar mais ligada ao povo da primeira Aliança, promovendo ritos, tradições, costumes. Cedo verificará que a vida não é consequente com a fé professada e celebrada, sendo que as festas judaicas se tornam sobretudo encontro com a família mas não tendo uma tradução prática na vida quotidiana. Por volta dos 14/15 anos chega assaltam em definitivo as dúvidas e a busca pela verdade, por um sentido mais pleno para a vida. Deixa a escola e passa por um tempo em que se mistura o agnosticismo, o indiferentismo religioso, e até o ateísmo, mas sem uma clara animosidade em relação à religião judaica ou outra.
       Como nos mostra o autor, a sua busca levá-la-á a Santa Teresa de Ávila (Teresa de Jesus), a mística que renovou o Carmelo. Nunca deixando de procurar um sentido para a vida, a verdade, Edith Stein volta a estudar, entra em contacto com o pai da Fenomenologia, tornando-se sua discípula, mas não se fixando aí. Contacta com outros filósofos como Max Scheler, católico. Lê a autobiografia de Santa Teresa de Jesus e dá-se o clique: é esta a verdade. A partir de então, embora continuando a investigar, a dar aulas, explicações, na área da educação e da pedagogia, procura assumir a conversão, compra o Catecismo da Igreja Católica e um Missal, pede a um sacerdote para ser batizada e torna-se católica. A sua busca continuará sempre. As suas investigações terão um ponto de apoio, Jesus Cristo, o Messias anunciando pela Sagrada Escritura, esperado pelos judeus, e que ela descobre em Jesus. Concorre para uma cátedra na universidade mas, por ser mulher, é impedida. Então resolve seguir em definitivo a sua vocação, torna-se religiosa, procurando imitar Santa Teresa de Jesus.
       Entramos na segunda guerra mundial. As religiosas acham por bem que se mude para a Holanda, para outro Carmelo. Os Bispos holandeses acharam por bem emitir uma Carta Pastoral denunciando as atrocidades cometidas pelos nazis. Esta carta foi lida em 24 de julho de 1942 em todas as Igrejas católicas da Holanda. Como resposta, os representantes do Reich ordenaram a deportação de todos os judeus católicos, arrancando-os dos conventos. Também Edith foi detida a 2 de agosto de 1942, juntamente com a irmã Rosa Stein. Passaram por alguns campos de concentração, até que no dia 7 de agosto foram deportadas para o mais famoso campo de extermínio Auschwitz-Birkenau, onde chegara no dia nove do mesmo mês. Nesse dia, as que chegaram nesta leva, foram conduzidas para uma câmara de gás para serem mortas. Durante a noite os seus corpos foram queimados.
       O livro apresenta os dados biográficos de Santa Teresa Benedita da Cruz, mas também os frutos da sua investigação acerca da educação e da pedagogia, sendo que ela própria procurar colocar em prática o que ensinava.
       É uma leitura que permite conhecer melhor a co-padroeira da Europa (ao lado de Santa Brígida da Suécia e Santa Catarina de Sena), com muitos textos da própria Edith Stein. O livro é um extraordinário testemunho de vida, na procura permanente pela verdade, pelo bem, por um sentido para a vida.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Alfredo DINIS e João PAIVA | Educação, Ciência e Religião

Alfredo DINIS e João PAIVA (2013). Educação, Ciência e Religião. Lisboa: Gradiva. 2.ª Edição. 204 páginas.
       A confusão, a distinção, a sobreposição, a ruptura, o confronto entre fé e cultura, entre ciência e religião, entre sociedade e Igreja, entre o homem e Deus, entre a terra e o céu, preenche muitas bibliotecas, milhares de páginas de livros, revistas, boletins, com discussões que vêm de há muito tempo mas que, uma e outra vez, voltam à discussão.
       O Papa Bento XVI, citado diversas vezes neste trabalho, em diversas ocasiões, como Cardeal e depois como Papa, refletiu muitas vezes na necessidade da ciência e da religião trabalharem conjuntamente, respeitando o campo uma da outra, mas, no plano da fé, a ciência desemboca na na fé, como sentido das coisas, do mundo, da pessoa. Por sua vez, a fé precisa da razão, da ciência, para nacionalizar o que é necessário racionalizar, pois também a religião não é um fenómeno abstrato, sem ligação à vida, ao mundo, ao que de mais profundo existe no ser humano.
       Os autores deste livro lançam pistas e procuram respostas para diversos questionamentos levantados pelos homens das ciências e pelos crentes. Se alguns "cientistas" fecham todas as portas à religião, muitos outros encontram Deus nas ciências e nas diferentes descobertas. Estas podem contradizer a Bíblia, nas suas especificações concretas e históricas, mas não anulam a necessidade do ser humano procurar um sentido, uma razão de ser para viver, para existir neste tempo e neste mundo.
       Pode haver pontos de contacto entre a ciência e a religião. Não se anula, mas podem ajudar-se. A melhor atitude, de parte a parte, é a da abertura, de se colocar a hipótese de que o outro tem as suas razões. Não se pode negar um Absoluto (crer em Deus) com outro absoluto (Deus nunca, não é sequer hipótese).
       Alfredo Dinis (1952-2013) é licenciado em Filosofia e Humanidades, e em Teologia, Mestre e Doutor em História e Filosofia da Ciência. Sacerdote jesuíta.
       João Paiva é licenciado em Química e mestre em Ensino da Física e da Química, doutorado em Química e Professor na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.
       Universos diferentes mas que se tocam na mesma ambiência cristã e católica. No caso presente, a ciência não é uma obstáculo à fé e à vivência da mesma em situações reais e concretas, mas no entanto a ciência desafia a fé, a religião, a formular novos conceitos, mas que, como referiu Bento XVI, a fé seja luz e não obscurantismo.
       A linguagem é simples, acessível, assertiva, sem dogmatismos, com muitas portas abertas. Adão e Eva? Preservativo e amor responsável? Galileu, Copérnico. Idade Média. Teoria da evolução das espécies, evolucionismo, e a criação obra de Deus? Vida em outras planetas? Jesus como único Mediador, também extensível para outras galáxias?

Veja também a seguinte notícia/debate:

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Nunca desistas...


       Na cidade de Pittsburgh, estado da Pensilvânia, EUA, Jamie é uma mãe solteira a braços com a ineficiência do acompanhamento pedagógico que a sua filha, disléxica, precisaria para garantir o sucesso escolar. Apesar das tentativas, a sensibilização que tenta junto da direção da escola, e em particular da principal professora da filha, não surtem qualquer efeito.
      Desesperada, conhece Nona, uma professora que vive igualmente sozinha com um filho problemático e que passa por um período particularmente difícil após a separação do marido. Outrora professora combativa, empenhada e carismática para os seus alunos, Nona parece ter sucumbido aos entraves de um sistema educativo demasiado distante da realidade específica da sua escola, limitando-se a fazer o essencial para permitir aos alunos completarem a escolaridade obrigatória.
       As preocupações e afinidades entre ambas aproximam-nas e uma lei vigente no sistema, segundo a qual é permitido aos pais assumirem maior controlo da escola, desperta em Jamie o ímpeto de fazer desta uma instituição melhor para a sua filha e os restantes alunos. O espírito afoito de Jamie faz despertar em Nona o sentido de dignidade profissional e pessoal, e sobretudo a esperança que há muito perdera.
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       Juntas, encetam uma luta pela qualidade educativa que as levará a travar várias batalhas junto do corpo docente, da direção e até mesmo de outros pais. Mas não desistem.
       "Nunca Desistas" é a terceira longa metragem de Daniel Barnz, e a terceira vez, depois "No País das Maravilhas" e "Beastly – O Feitiço do Amor", que o realizador norte-americano exprime a sua preocupação com a questão da inclusão/exclusão numa sociedade que teima em promover padrões de normalidade próximos de uma perfeição superficial, utópica e desumanizadora.
       Aqui, numa história de luta por um sistema educativo mais justo que conta com mais um notável desempenho de Viola Davis ("As Serviçais" e "Dúvida"), Barnz foca com razoável interesse um caso que, embora baseado numa realidade circunscrita a um estado norte-americano (uma lei que permite aos encarregados de educação participação ativa e efetiva na gestão da escola), desperta interesse além fronteiras.
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       É o caso de Portugal, onde a resposta à inclusão de crianças com dificuldades de aprendizagem, abrangendo um vastíssimo espectro de obstáculos ao sucesso escolar e pessoal dos alunos, está longe de encontrar resposta na escolaridade obrigatória.
       Não obstante o registo algo caricatural do corpo docente e algum populismo nas asserções do argumento, "Nunca Desistas" tem o mérito de nos pôr a pensar sobre a escola e a família como protagonistas, por excelência, da esperança numa sociedade mais humana.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Novena de Santa Eufémia - quarto dia

       Seguindo a edição impressa da NOVENA de Santa EUFÉMIA, o quarto dia sugere-nos sermos discípulos de Jesus aprendermos e vivermos com Ele, para depois nos tornarmos enviados, apóstolos, testemunhas.
       Olhando para o Evangelho de hoje (Lc 6, 12-19), o que é que hoje podemos aprender com Jesus? Antes de mais a prioridade da oração, da intimidade com Deus. Nada decidir de importante na nossa vida sem antes rezarmos com fé, demoradamente, sobretudo quando as escolhas nos implicam e àqueles que estão à nossa volta. Jesus passa a noite em oração. De manhã chama os discípulos e dentre eles escolhe algumas para um seguimento mais próximo, a que damos o nome de Apóstolos (enviados, testemunhas da morte e ressurreição de Jesus Cristo).
       Primeiro oração. Só depois o seguimento e o testemunho. Jesus reza. Chama. Anuncia a Palavra de Deus e envia. Não podemos ensinar a Palavra de Deus se antes a não rezámos. Não podemos ser Apóstolos de Jesus, se antes nãos formos seus discípulos. Não podemos anunciar o Evangelho, sem antes nos convertermos de todo o coração à vida nova que Jesus nos dá.
       Santa Eufémia poderá dar testemunho, com alegria e coragem, depois da sua firme adesão a Jesus Cristo. Ouçamos as palavras de Santo Ambrósio: "A santa e gloriosa Eufémia conservou a virgindade e mereceu ser cingida com a coroa do martírio. Pelas suas preces o inimigo foi vencido, o adversário Prisco eliminado, a virgem tirada do fogo da fornalha, sã e salva, as pedras duras transformadas em pó, as feras amansaram-se e submeteram-se, todos os suplícios foram superados pela oração; por fim, trespassada pela espada, deixou a prisão da carne e, jubilosa, juntou-se ao coro celeste…”.
       São as preces de Santa Eufémia que vencem o inimigo. É a intimidade com Deus que lhe dá o destemor para enfrentar os adversários do cristianismo. Com os outros mártires, ela aprendeu a ser discípula de Jesus. Como outros cristãos e cristãs, ela deu o maior testemunhod e fé, com a sua própria vida.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Novena de Santa EUFÉMIA - terceiro dia

       A nossa proposta de reflexão centrar-se-ia no seguinte título: Aprender na escola de Santa Eufémia (Veja-se os títulos da NOVENA de Santa Eufémia, os anteriores e os atuais).
       A imagem de Santa Eufémia traja uma magnífica capa/manto. Poderia ser apenas um aspeto decorativo, desconhecendo-se por certa que roupas vestiria a jovem Eufémia, ainda que estudando a época e a região se pudesse chegar a uma possibilidade aproximada de indumentária. Curiosamente na Paróquia de Pinheiros, talvez com a preocupação de salientar a imagem/estátua de Santa Eufémia, acrescentavam-lhe um manto em pano pregado à madeira dourada, estragando dessa forma a própria imagem e sem acrescentar beleza. Popularmente, diríamos que quando uma senhora se pinta a preocupação é embelezar o rosto, sublinhar os olhos, ou as maças do rosto, ou disfarçar algum traço que não se gosta tanto. No caso da imagem, escondia a riqueza desta obra de arte e certamente o trabalho do escultor.
     Imagem à parte, vamos ao tema de hoje. O manto estará ligado à vida de Santa Eufémia. De uma família nobre, com posses, ela teve condições para estudar, frequentando uma escola, ou recebendo a instrução através de professores particulares. Instruiu-se com os professores, mas como todos nós, instruiu-se com a família, com os pais, seguindo de perto os ensinamentos da mãe, os seus conselhos. E muito terá aprendido com o testemunho de outros cristãos, dos mártires, cuja vida era oferecida por serem cristãos. O testemunho de muitos deles, fê-la corajosa na hora de também ela ser chamada a dar testemunho, com palavras, desafiando a autoridade e incentivando a coragem daqueles que eram torturados e estavam à beira de ser mortos, e depois enfrentando também na sua pele as torturas e a morte.
       Hoje o evangelho (Lc 6, 6-11), traz-nos a cura de um paralítico a um sábado, mostrando-nos que todas as horas são boas para fazer o bem, como em todas as circunstâncias podemos bendizer e bem-fazer. Assim o fez Santa Eufémia, aprendamos na sua escola, ela que aprendeu na Escola de Jesus e de muitos cristãos e cristãs que testemunharam a sua fidelidade a Deus.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Papa Francisco - a cultura do naufrágio e educação

"... Para educar é preciso ter em conta duas realidades: o quadro de segurança e a zona de risco. Não se pode educar apenas com base em quadros de segurança, nem apenas com base em zonas de risco; tem de haver uma proporção, não digo equilíbrio. Uma pessoa começa a caminhar quando nota o que lhe falta, porque se não lhe faltar qualquer coisa não caminha...
CULTURA do NAUFRÁGIO
"... porque o náufrago enfrenta o desafio de sobreviver com criatividade. Ou espera que o venham resgatar ou ele dá início ao seu próprio resgate. Na ilha onde chega, tem de começar a construir uma palhota, para a qual pode utilizar as tábuas do barco afundado e, também elementos novos que encontra no lugar. O desafio de assumir o passado, ainda que já não flutue, e de utilizar as ferramentas que o presente oferece, tendo em vista o futuro.

In SERGIO RUBIN e FRANCESCA AMBROGETTI, Papa Francisco. Conversas com Jorge Bergoglio.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Roberto Carneiro - Educação, Cidadania, Ano da Fé, Europa

       "O antigo ministro da Educação, em entrevista à FAMÍLIA CRISTÃ, fala sobre um novo modelo educativo de serviço. A palavra servir – tão cristã – leva-nos a estender a conversa a outros focos. Escola, professores, alunos, família, cidadania, Igreja, fé, vida, doença e morte – eis alguns dos assuntos abordados numa conversa de duas horas no edifício da Biblioteca João Paulo II, da Universidade Católica de Lisboa".
 

FC – Quando falta cidadania, quando os portugueses participam muito pouco...
R.C. – Estou preocupado com isso. Há uma clivagem ética, cada um tenta resolver os problemas por si e para si. Esta clivagem ética de toda a Europa mina os seus fundamentos. Recordo-me de um episódio, passado há já alguns anos, quando um jornalista pergunta ao [ensaísta] Eduardo Lourenço qual seria a solução para a Europa. Ele respondeu simplesmente: «A fraternidade cristã.» Na fraternidade cristã somos todos irmãos em Jesus Cristo e filhos do mesmo Pai. Ninguém tem o direito de explorar e maltratar o outro. Esse sentido ético da fraternidade é eu sentir que preciso do outro para a minha felicidade, porque o outro não é senão a outra metade de mim. Sou incompleto se não me completar com o outro. Por conseguinte, uma questão central que temos de recolocar hoje, como há 2000 anos, é: Quem é o meu próximo? Como me posso sentir pobre dele? Que iniciativa devo tomar para dele me aproximar sem nada esperar em retorno?

FC – Em outubro inicia-se o Ano da Fé, que também se cruza com essa questão.
R.C. – A fé faz-nos livres para servir melhor o outro. A fé tem de ser imbuída em sentido de serviço, senão é orgulho pessoal. Ninguém se salva sozinho, salva-se sobretudo no abraço ao outro, no encontro com o outro e pensar que o outro tem sempre coisas fantásticas a dar-me: o sem-abrigo, o imigrante, eventualmente o mendigo andrajoso que nos repugna porque cheira mal... Quando nós achamos que uma pessoa não merece a nossa atenção é porque não a conhecemos. Se eu não a descubro, a culpa é minha. Está ali um filão para descobrir, é um poço onde posso matar a sede. Se eu souber beber do poço dos que estão à minha volta, disponíveis para o diálogo e para a relação, nunca mais terei sede.

FC – Que trabalho tem de ser feito pela Igreja no Ano da Fé?
R.C. – Organizar as comunidades de base. É de baixo para cima, capilarmente, que a Igreja se faz. Há uma grande crise da prática religiosa. Aproveito para dizer que ir ao domingo à Missa não faz ninguém praticante. Praticante é o que põe em prática a Palavra de Cristo. Precisamos de pastores e de uma orientação mais clara neste momento de crise: faça-se ouvir a voz da Igreja Mãe e Mestra. É preciso também rever a cultura em família. A semente tem de ser lançada quando a criança ainda é pequenina, e acarinhada para fazer com que a criança se enamore da pessoa de Cristo. A pessoa que não se enamora não descobre amor, não dá nada. O amor está na base da redenção. Temos de nos enamorar, ler todos os dias a Sagrada Escritura e nela buscar o "rosto de Cristo, meu irmão". Como se pode chegar à fé sem tempos de silêncio para ouvirmos a voz do Pai? O silêncio é, para mim, frequentemente, olhar para o crucifixo, testemunhar a grandeza contida na contingência humana, e escutar...

FC – O que escuta do Pai?
R.C. – Coisas terríveis: «És um soberbo, um orgulhoso, não estejas a dissimular as tuas deficiências, não queiras esconder a tua realidade frágil.»

FC – Que coisas boas lhe diz o Pai?
R.C. – «Estou sempre do teu lado. Nunca te abandonarei.» Sabe, cada vez mais identifico na Vanitas o grande pecado mortal. A vaidade está na raiz de todas as fraquezas humanas, da luxúria, da gula, da preguiça, da inveja, da mentira... e é o orgulho que nos afasta do Pai.

FC – Quando é que o Eng. Roberto Carneiro tem vaidade?
R.C. – Permanentemente. Quando tento parecer o que não sou. Em muitas conferências sou aplaudido. Aplausos para quê? Ajo para o reino de Deus ou para glória pessoal? Reconhecer que se é homem, pecador e frágil é fundamental para se ser salvo.

FC – Sente-se cada vez mais frágil?
R.C. – E dependente... uma dependência cada vez maior com a idade e com algumas maleitas. Às vezes para descer um degrau preciso de ajuda, preciso de um computador para escrever (já não consigo escrever à mão porque tremo), às vezes preciso de ajuda para descodificarem aquilo que digo. É a dependência. A dependência de Deus é total. Entrego-me nas mãos do Pai. Peço-Lhe sem descanso: «Dá-me sentido para isto, dá-me o sentido da vida» – e o sentido da vida e da morte é a dependência. Tornar-se dependente cada vez mais do Pai, é perceber que não se tem vontade própria, de nada nos serve a (van)glória pessoal. Tudo o que se faz bem, faz-se pelo Pai. O que sai bem, é o Pai que nos ajuda, é para glória de Deus e para o progresso do Seu reino que temos de fazer as coisas. Portanto, digo-Lhe: «Faz de mim o que quiseres.» A vida é bela se soubermos apreciá-la no esplendor da dependência do Senhor da História.

FC – Mesmo os amargos de boca...
R.C. – Os amargos de boca têm sentido – ajudam-nos a sentir a nossa fragilidade. Quando morrer espero poder dizer como São Paulo: «Combati o bom combate, cheguei ao fim da corrida e mantive a minha fé.»
 (Entrevista completa, edição de setembro da Família Cristã)

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Jillian Jensen - Who You Are | X Factor USA

       Jillian Jensen, de 19 anos, foi desde muito nova vítima de bullying na escola e procurou sempre apoio na música para se sentir melhor. Este ano decidiu participar no X Factor e protagonizou um dos momentos mais emocionantes deste programa. A jovem conseguiu deixar várias pessoas com lágrimas nos olhos, inclusive o próprio Simon, que recebeu o seguinte comentário da Demi Lovato: «You have a heart».
Fonte: AQUI

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Extraia VIDA das cinzas...

       "Comece tudo de novo. Recomece quantas vezes forem necessárias. Dê sempre uma nova oportunidade. Extraia vida das cinzas. refaça as forças para uma nova batalha. saiba que o sábio é aquele que reconhece os seus erros e é capaz de os usar como alicerces da sua maturidade e não aquele que nunca erra. Pais e educadores, nunca desistam!"

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Filho és, Pai serás - versão chinesa

       Uma senhora de idade avançada foi morar com o filho, a nora e a netinha de 4 anos. As mãos da velhinha estavam trémulas, sua visão embaçada e os passos, vacilantes.
       A família comia reunida à mesa. Mas as mãos trémulas e a visão falha da senhora a atrapalhavam na hora de comer. A soja rolava de sua colher e caía no chão. Quando pegava a tigela, o missoshiru (sopa à base de pasta de soja) era derramado na toalha.
       O filho e a nora irritaram-se com a bagunça:
       - Precisamos tomar uma providência com respeito à mamãe”, disse o filho.
       - Já tivemos suficiente sopa derramada, barulho de gente comendo com a boca aberta e comida pelo chão.
       Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da cozinha.
       Ali, a senhora comia sozinha, enquanto o resto da família fazia as refeições na sala, com satisfação.
       Desde que a velhinha quebrara uma ou duas tigelas de louça, sua comida era servida numa tigela de madeira. Quando a família olhava para a velha senhora sentada ali sozinha, às vezes notava que ela tinha lágrimas nos olhos.
       Mesmo assim, as únicas palavras que lhe diziam eram admoestações ásperas quando ela deixava um palito ou comida cair ao chão. A menina de 4 anos assistia a tudo em silêncio.
       Uma noite, antes do jantar, a mãe percebeu que a filha pequena estava no chão, manuseando pedaços de madeira. Ela perguntou delicadamente à criança: “O que estás a fazer?”
       A menina respondeu docemente:
       - Oh, estou fazendo uma tigela para você comer, quando eu crescer.
       E a garota sorriu e voltou ao trabalho.

Filho és, Pai serás - LIMITES

        Nos velhos tempos havia uma terra onde os filhos costumavam levar os pais velhos, que já não podiam trabalhar, para o cimo de um monte, onde ficavam sozinhos, para morrer à míngua. Certa vez um jovem do lugar foi levar o velho pai, às costas, para abandoná-lo. Chegando ao ponto em que ia deixar o ancião, colocou-o no chão e deu-lhe uma manta para que se abrigasse do frio até a hora da morte.
        E o velho perguntou :
       - Tens por acaso uma faca contigo?
       - Tenho, sim senhor. Para que a quer?
       - Para que cortes ao meio esta manta que me estás dando. Guarda a outra metade para ti, quando teu filho te trouxer para este lugar.
       O jovem ficou pensativo. Tomou o pai às costas e voltou com ele para casa, fazendo assim, com que o horrível costume desaparecesse para sempre.
       Filho és, pai serás, como fizeres, assim acharás.
       Conhecemos esta história e este provérbio.
       Veja o vídeo/diaporama que sobre a exigência em relação aos filhos, na relação com a displicência em relação aos pais...

domingo, 30 de outubro de 2011

A lição da CRIANÇA sobre o amor!

       Numa sala de aula, havia várias crianças.
       Quando uma delas perguntou à professora:
       - Professora, o que é o amor?
       A professora sentiu que a criança merecia uma resposta à altura da pergunta inteligente que fizera. Como já estava na hora do recreio, pediu para que cada aluno desse uma volta pelo pátio da escola e trouxesse o que mais despertasse nele o sentimento de amor.
       As crianças saíram apressadas e, ao voltarem, a professora disse:
       - Quero que cada um mostre o que trouxe consigo.
       A primeira criança disse:
       - Eu trouxe esta flor, não é linda?
       A segunda criança falou:
       - Eu trouxe esta borboleta. Veja o colorido de suas asas, vou colocá-la em minha coleção.
       A terceira criança completou:
       - Eu trouxe este filhote de passarinho. Ele havia caído do ninho junto com outro irmão. Não é uma gracinha?
       E assim as crianças foram se colocando.
       Terminada a exposição, a professora notou que havia uma criança que tinha ficado quieta o tempo todo. Ela estava vermelha de vergonha, pois nada havia trazido. A professora se dirigiu a ela e perguntou:
       - Meu bem, por que você nada trouxe?
       E a criança timidamente respondeu:
       - Desculpe, professora. Vi a flor e senti o seu perfume. Pensei em arrancá-la, mas preferi deixá-la para que seu perfume exalasse pôr mais tempo. Vi também a borboleta, leve, colorida. Ela parecia tão feliz que não tive coragem de aprisioná-la. Vi também o passarinho caído entre as folhas, mas, ao subir na árvore, notei o olhar triste de sua mãe e preferi devolvê-lo ao ninho. Portanto professora, trago comigo o perfume da flor, a sensação de liberdade da borboleta e a gratidão que senti nos olhos da mãe do passarinho. Como posso mostrar o que trouxe?
       A professora agradeceu a criança e lhe deu nota máxima, pois ela fora à única que percebera que só podemos trazer o amor no coração.

Autor desconhecido, in Nova Civilização.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Pai: estou a ver-te, todos os dias!

       Esta é uma belíssima carta de um filho para um pai, poderia ser de um aluno para um professor, de um discípulo para um mestre.

Postado a partir de Padres Inquietos.

domingo, 12 de setembro de 2010

Doutoras!...

(Clique para passar)

No mundo em que os títulos são importantes, em que se exige sempre maior especialização, na área profissional, torne-se especialista na arte de amar.

Como excelente mestra, ensine aos seus filhos, através do seu exemplo, a insuperável arte de expressar sentimentos.

Ensine a difícil arte de interpretação de choro de bebé e de secar lágrimas de adolescente.

Exemplifique a renúncia, a paciência e a diplomacia. E colha, vitoriosa, ao final de cada dia, os louros do seu esforço nos abraços dos seus filhos e na espontaneidade de suas manifestações de afecto.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A elegância do comportamento

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.
É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.
É uma elegância desobrigada.
É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.
Nas pessoas que escutam mais do que falam.
E quando falam, passam longe da fofoca, das maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detectá-las nas pessoas que não usam um tom superior de voz.
Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.
É possível detectá-la em pessoas pontuais.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.
É elegante não ficar espaçoso demais.
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante retribuir carinho e solidariedade.
Sobrenome, jóias, e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.
Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.
Educação enferruja por falta de uso.

"LEMBRE-SE de que colheremos, infalivelmente aquilo que houvermos semeado.

Se estamos sofrendo, é porque estamos colhendo os frutos amargos das sementeiras errôneas. Fique alerta quanto ao momento presente. Plante apenas sementes de sinceridade e de amor, para colher amanhã os frutos doces da alegria e da felicidade. Cada um colhe, exatamente, aquilo que plantou."

Autor desconhecido

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Finalistas de Távora - fotos

       No dia 18 de Junho, na Sexta-feira passada, foi a Festa de Finalistas de 3 meninos da Escola do Primeiro Ciclo de Távora. Cedidas pelo Sr. Rui de Carvalho, de Távora, aqui ficam algumas imagens ilustrativas desta festa.