A terceira Carta Encíclica de Bento XVI empresta o título a este blogue. A Caridade na Verdade. Agora permanecem a fé, a esperança e a caridade, mas só esta entra na eternidade com Deus. Espaço pastoral de Tabuaço, Távora, Pinheiros e Carrazedo, de portas abertas para a Igreja e para o mundo...
sexta-feira, 14 de agosto de 2026
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domingo, 2 de junho de 2024
sexta-feira, 24 de maio de 2024
sexta-feira, 19 de janeiro de 2024
III Domingo do Tempo Comum (ano B) - 21.janeiro.2024
quinta-feira, 11 de janeiro de 2024
sábado, 10 de junho de 2023
sábado, 21 de janeiro de 2023
Domingo do Palavra de Deus - ano A - 22.janeiro.2023

Por iniciativa do Papa Francisco, o terceiro Domingo do Tempo
Comum é o Domingo da Palavra de Deus, que para nós cristãos não é, apenas, um
conjunto de carateres ou uma composição de palavras, mas é o próprio Jesus
Cristo. Ele é a Palavra de Deus que Se faz vida para nós, encarnando, assume-nos,
identificando-Se com a nossa humanidade. A Palavra de Deus tem um rosto e uma
presença, é Pessoa, é Jesus Cristo. Com as Suas palavras e com os Seus gestos
mostra-nos o caminho que nos salva, que dá sentido à nossa existência. Esse
caminho passa pelo amor, pela ternura, pela compaixão, passa por gastar-nos no
cuidado uns dos outros, no serviço à humanidade e à própria criação.
2 – Depois do batismo e, sobretudo, depois da prisão de João
Batista, a missão de Jesus acelera e intensifica-se. O caminho foi preparado, a
voz proclamou a Palavra que estava para vir, a Palavra está agora no meio de
nós. Jesus cumpre, com a Sua vida, as promessas reveladas em Isaías: «Terra
de Zabulão e terra de Neftali, estrada do mar, além do Jordão, Galileia dos
gentios: o povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que
habitavam na sombria região da morte, uma luz se levantou».
É um tempo novo, mas o desafio é idêntico: «Arrependei-vos,
porque está próximo o reino dos Céus».
O evangelista deixa entrever alguma precaução, uma vez que, depois
da prisão de João, Jesus Se retirou para a Galileia e é nessa região que
recruta a quase totalidade dos Seus discípulos. Vendo dois irmãos, Simão
(Pedro) e seu irmão André, que andavam na pesca, disse-lhes: «Vinde e
segui-Me e farei de vós pescadores de homens». Um pouco mais à frente,
Jesus viu outros dois irmãos, Tiago e João, filhos de Zebedeu, a consertar as
redes e fez-lhes o mesmo desafio. Uns e outros, deixaram o que estavam a fazer
e seguiram-n'O.
Com eles, Jesus percorre a Galileia a ensinara o Evangelho do
Reino, acompanhando as palavras com gestos, curas e milagres. Hoje, Jesus
continua a chamar-nos, a mim e a ti. Como é que Lhe respondemos? Colocamos
condições ou seguimo-l'O incondicionalmente? Tratamos das nossas coisas, ou
pomo-nos a caminho com Ele?
3 – O Profeta Isaías, na primeira leitura, é portador da boa nova,
da esperança para o povo do Senhor. Os tempos não são de euforia, a adversidade
parece levar a melhor, as trevas tornaram-se densas, a perseguição e o exílio
são espinhos cravados no coração. Muitas foram as causas desta humilhação
passada, desta desolação, entre as quais está o pecado do egoísmo e da
prepotência, da corrupção e da injustiça. Um povo dividido torna-se vulnerável
à divisão e à devastação.
Ao longo de gerações, o povo sofreu as consequências de uma má
gestão, com os líderes políticos e religiosos a pensar mais nos seus interesses
do que no bem de todo o povo. Pode fazer-se uma leitura religiosa – o pecado
conduz ao conflito e à morte - mastambém uma leitura política – quando são
privilegiados os interesses pessoais e familiares, em vez do povo no seu
conjunto, cresce o descontentamento, as discussões e a revolta. De conflito em
conflito destrói-se a identidade e a força da comunidade, tornando-se
vulnerável a ataques de exércitos de países vizinhos!
Profetisa Isaías: «Assim como no tempo passado foi humilhada a
terra de Zabulão e de Neftali, também no futuro será coberto de glória o
caminho do mar, o Além do Jordão, a Galileia dos gentios».
A tristeza e o luto darão lugar à alegria e à gratidão. «Multiplicastes
a sua alegria, aumentastes o seu contentamento. Rejubilam na vossa presença,
como os que se alegram no tempo da colheita, como exultam os que repartem
despojos. Vós quebrastes, como no dia de Madiã, o jugo que pesava sobre o povo,
o madeiro que ele tinha sobre os ombros e o bastão do opressor».
Depois da Cruz, a manhã de Páscoa. Depois da sexta-feira santa, da
paixão e do sofrimento, da entrega e da oblação, o Domingo da luz e da vida
nova, da paz e da salvação.
4 – O salmo responde, em forma de oração, à Palavra de Deus, no
louvor e na gratidão pelo aconchego que encontramos nos braços, no olhar, na
presença de Deus. Ele é a nossa luz e salvação. «O Senhor é protetor da
minha vida: de quem hei de ter medo? / Uma coisa peço ao Senhor, por ela
anseio: habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para gozar da
suavidade do Senhor e visitar o seu santuário. / Espero vir a contemplar a
bondade do Senhor na terra dos vivos. Confia no Senhor, sê forte. Tem confiança
e confia no Senhor».
A confiança é condição essencial para encontrarmos a paz e
vivermos harmoniosamente. Sabemos que não estamos sós. Nos momentos de treva e
nas tempestades da vida, Ele está a caminhar connosco, não nos deixa sós,
guia-nos, desde que abramos uma brecha para que a Sua luz e o Seu amor desbloqueiem
os nossos medos e prisões.
5 – São Paulo é o Apóstolo da Palavra. Ficou assim conhecido por
ser o maior missionário de todos os tempos, anunciando o Evangelho em toda a
parte, em todas as circunstâncias, oportuna e inoportunamente. O Evangelho que
anuncia é Cristo morto e ressuscitado, filho de Deus que dá a vida pela
humanidade. Depois da sua conversão, que a Igreja comemora a 25 de janeiro,
gastou-se por inteiro para fazer chegar a palavra de Deus a todos os recantos,
para ganhar alguns para Cristo. Fez-se tudo para todos para que reine o amor e
a verdade de Cristo.
A caminho de Damasco, nas encruzilhadas da vida, na busca
incessante pela verdade, na perseguição aqueles que considerava inimigos do
judaísmo, Paulo foi surpreendido pela Luz que vem do alto, pela Luz que é
Jesus. As trevas que o cegavam deram lugar à claridade da luz. De perseguidor
tornou-se seguidor de Jesus, procurando identificar-se totalmente com Ele. O
próprio nos dirá: "já não sou eu que vivo é Cristo que vive em
mim", "para mim viver é Cristo".
Na pregação como nas missivas que dirige às comunidades, o
apóstolo procura que o seu testemunho conduza outros a deixar-se ver por Jesus
Cristo, a deixar-se iluminar pelo Evangelho.
À comunidade de Corinto, e às nossas comunidades, e a quantos
creem em Cristo, são Paulo interpela: «Rogo-vos, pelo nome de Nosso Senhor
Jesus Cristo, que faleis todos a mesma linguagem e que não haja divisões entre
vós, permanecendo bem unidos, no mesmo pensar e no mesmo agir. Eu soube, meus
irmãos, pela gente de Cloé, que há divisões entre vós, que há entre vós quem
diga: 'Eu sou de Paulo', 'eu de Apolo', 'eu de Pedro', 'eu de Cristo'. Estará
Cristo dividido? Porventura Paulo foi crucificado por vós? Foi em nome de Paulo
que recebestes o Batismo? Na verdade, Cristo não me enviou para batizar, mas
para anunciar o Evangelho; não, porém, com sabedoria de palavras, a fim de não
desvirtuar a cruz de Cristo».
A palavra anunciada é igual para todos, é Jesus Cristo, e, por
conseguinte, quanto mais sintonizados com a Palavra de Deus, com Jesus, mais
predispostos à comunhão, à fraternidade. Se nos reconhecemos irmãos de Jesus,
vivamos como irmãos entre nós.
6 – O que são Paulo nos deixa como desafio, rezamo-lo logo a
iniciar a Eucaristia: "Deus todo-poderoso e eterno, dirigi a nossa vida
segundo a vossa vontade, para que mereçamos produzir abundantes frutos de boas
obras, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho".
A oração, humilde e sincera, abre-nos ao coração para Deus, que
dilata o nosso coração para a amarmos do mesmo jeito que Ele (nos) ama,
cuidando especialmente dos mais frágeis. Acolher e traduzir a vontade de Deus:
sermos felizes e contribuirmos para que todos se sintam filhos amados do
Senhor.
Pe.
Manuel Gonçalves
Textos
para a Eucaristia (ano A): Is 8, 23b – 9, 3 (9, 1-4); Sl
26 (27); 1Cor 1, 10-13. 17; Mt 4, 12-23.
sábado, 14 de janeiro de 2023
sábado, 16 de janeiro de 2021
sábado, 19 de janeiro de 2019
terça-feira, 15 de janeiro de 2019
Sei quem Tu és: o Santo de Deus
Por outro lado, sublinha-se que Jesus ensinava com autoridade e não como os escribas. Muitas vezes o Evangelho fala desta autoridade de Jesus. Vem-Lhe de Deus Pai, vem do conteúdo da Mensagem, mas sobretudo, o que é observável pelos conterrâneos e contemporâneos, a palavra corresponde à vivência. A autoridade significa aqui coerência de vida.
sábado, 13 de janeiro de 2018
sábado, 17 de janeiro de 2015
Domingo II do Tempo Comum - ano B - 18 de janeiro
sábado, 30 de agosto de 2014
XXII Domingo do Tempo Comum - ano A - 31 de agosto
sábado, 9 de junho de 2012
X Domingo do Tempo Comum (ano B) - 10 de junho
«Como pode Satanás expulsar Satanás? Se um reino estiver dividido contra si mesmo, tal reino não pode aguentar-se. E se uma casa estiver dividida contra si mesma, essa casa não pode aguentar-se. Portanto, se Satanás se levanta contra si mesmo e se divide, não pode subsistir: está perdido. Ninguém pode entrar em casa de um homem forte e roubar-lhe os bens, sem primeiro o amarrar: só então poderá saquear a casa. Em verdade vos digo: Tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e blasfémias que tiverem proferido; mas quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca terá perdão: será réu de pecado eterno».
"Aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos há de ressuscitar com Jesus e nos levará convosco para junto d’Ele... Ainda que em nós o homem exterior se vá arruinando, o homem interior vai-se renovando de dia para dia. Porque a ligeira aflição dum momento prepara-nos, para além de toda e qualquer medida, em peso eterno de glória. Não olhamos para as coisas visíveis, olhamos para as invisíveis: as coisas visíveis são passageiras, ao passo que as invisíveis são eternas. Bem sabemos que, se esta tenda, que é a nossa morada terrestre, for desfeita, recebemos nos Céus uma habitação eterna, que é obra de Deus e não é feita pela mão dos homens".
Disse Deus: «Quem te deu a conhecer que estavas nu? Terias tu comido dessa árvore, da qual te proibira comer?» Adão respondeu: «A mulher que me destes por companheira deu-me do fruto da árvore e eu comi». O Senhor Deus perguntou à mulher: «Que fizeste?» E a mulher respondeu: «A serpente enganou-me e eu comi».







