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quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Santo Estêvão, o primeiro mártir

Nota biográfica:
       Estêvão foi um dos primeiros sete Diáconos escolhidos pelos Apóstolos, com o fim de por eles serem aliviados de tarefas administrativas (Atos. 6, 1-6). Homem cheio do Espírito Santo, não limitou Estêvão o seu «diaconado» aos serviços caritativos. Com efeito, dedicou-se, com toda a sua alma, à evangelização, tornando-se testemunho de Cristo Ressuscitado. O livro dos Actos dos Apóstolos (Ato, 7) atribui-lhe um discurso, que, sendo o primeiro ensaio cristão da leitura dos textos do Antigo Testamento em função da vinda do Senhor, servirá de modelo aos primeiros arautos do Evangelho. Primeiro diácono, foi também o primeiro mártir da Igreja. Cerca do ano 36 da nossa era, com uma morte aceite com as mesmas disposições com que Jesus aceitou a Sua, Estêvão dava o supremo testemunho do Seu amor por Ele.
Oração de coleta:
       Ensinai-nos, Senhor, a imitar o que celebramos,amando os nossos inimigos, a exemplo do primeiro mártir, Santo Estêvão, que soube implorar o perdão para os seus perseguidores. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Atos dos Apóstolos:
       Naqueles dias, Estêvão, cheio de graça e fortaleza, fazia grandes prodígios e milagres entre o povo. Entretanto, alguns membros da sinagoga chamada dos Libertos, oriundos de Cirene, de Alexandria, da Cilícia e da Ásia, vieram discutir com Estêvão, mas não eram capazes de resistir à sabedoria e ao Espírito Santo com que ele falava. Ao ouvirem as suas palavras,estremeciam de raiva em seu coração e rangiam os dentes contra Estêvão. Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, de olhos fitos no Céu, viu a glória de Deus e Jesus de pé à sua direita e exclamou: «Vejo o Céu aberto e o Filho do homem de pé à direita de Deus». Então levantaram um grande clamor e taparam os ouvidos; depois atiraram-se todos contra ele, empurraram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas colocaram os mantos aos pés de um jovem chamado Saulo. Enquanto o apedrejavam, Estêvão orava, dizendo: «Senhor Jesus, recebe o meu espírito» (6, 8-10; 7, 54-49).
São Fulgêncio de Ruspas, bispo

As armas da caridade

Ontem celebrámos o nascimento temporal do nosso Rei eterno; hoje celebramos o martírio triunfal do seu soldado. Ontem, o nosso rei, revestido com o manto da carne, saindo do seio virginal, dignou-Se visitar o mundo; hoje, o soldado, saindo do tabernáculo do seu corpo, entrou triunfante no Céu.
O nosso Rei, o Altíssimo, humilhou-Se por nós; mas a sua vinda não foi em vão: Ele trouxe grandes dons aos seus soldados, a quem não só enriqueceu abundantemente, mas também fortaleceu para serem invencíveis na luta. Trouxe o dom da caridade que torna os homens participantes da natureza divina.
Ao repartir tão liberalmente os seus dons, nem por isso ficou mais pobre: enriquecendo de modo admirável a pobreza dos seus fiéis, Ele conservou a plenitude dos seus tesouros inesgotáveis.
Assim, a mesma caridade que Cristo trouxe do Céu à terra, fez subir Estêvão da terra ao Céu. A mesma caridade que precedeu no Rei, resplandeceu depois no soldado.
Estêvão, para merecer a coroa que o seu nome significava, tomou como arma a caridade e com ela triunfava em toda a parte. Por amor de Deus não cedeu perante os judeus que o atacavam; por amor do próximo, intercedia pelos que o apedrejavam. Pela caridade, argumentava contra os que estavam no erro para que se corrigissem; pela caridade, orava pelos que o apedrejavam para que não fossem castigados.
Confiado na força da caridade, venceu a crueldade de Saulo e mereceu ter como companheiro no Céu aquele que na terra foi seu perseguidor. Movido pela santa e infatigável caridade, desejava conquistar com a sua oração aqueles que não pôde converter com as suas palavras.
E agora, Paulo alegra-se com Estêvão, com Estêvão goza da glória de Cristo, com Estêvão triunfa, com Estêvão reina. Onde entrou primeiro Estêvão, martirizado pelas pedras de Paulo, entrou depois Paulo, ajudado pelas orações de Estêvão.
Oh como é verdadeira aquela vida, meus irmãos, em que Paulo não fica confundido pela morte de Estêvão, e Estêvão se alegra pela companhia de Paulo, porque em ambos exulta a mesma caridade. A caridade de Estêvão superou a crueldade dos judeus, a caridade de Paulo cobriu a multidão dos seus pecados; pela caridade mereceram ambos possuir o reino dos Céus.
A caridade é a fonte e origem de todos os bens, é a mais segura protecção, é o caminho que leva ao Céu. Quem caminha na caridade não pode temer nem errar; ela dirige, protege e leva a bom termo.
Por isso, irmãos, uma vez que Jesus Cristo nos deu a escada da caridade pela qual todo o cristão pode subir ao Céu, conservai fielmente a caridade verdadeira, exercitai a uns com os outros e, subindo por ela, progredi sempre no caminho da perfeição.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Senhor, não lhes atribuas este pecado...

        Estêvão disse ao povo, aos anciãos e aos escribas: «Homens de dura cerviz, incircuncisos de coração e de ouvidos, sempre resistis ao Espírito Santo. Como foram os vossos antepassados, assim sois vós também. A qual dos Profetas não perseguiram os vossos antepassados? Eles também mataram os que predisseram a vinda do Justo, do qual fostes agora traidores e assassinos, vós que recebestes a Lei pelo ministério dos Anjos e não a tendes cumprido».
       Ao ouvirem estas palavras, estremeciam de raiva em seu coração e rangiam os dentes contra Estêvão. Mas ele, cheio do Espírito Santo, de olhos fitos no Céu, viu a glória de Deus e Jesus de pé à sua direita e exclamou: «Vejo o Céu aberto e o Filho do homem de pé à direita de Deus». Então levantaram um grande clamor e taparam os ouvidos; depois atiraram-se todos contra ele, empurraram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas colocaram os mantos aos pés de um jovem chamado Saulo. Enquanto o apedrejavam, Estêvão orava, dizendo: «Senhor Jesus, recebe o meu espírito». Depois ajoelhou-se e bradou com voz forte: «Senhor, não lhes atribuas este pecado». Dito isto, expirou. Saulo estava de acordo com a execução de Estêvão (Atos 7, 51 - 8, 1a).
       O Livro dos Atos dos Apóstolos mostra-nos o pulsar da Igreja no seus inícios, com a actividade evangelizadora e caritativa dos Apóstolos, centram-se em especial em São Pedro (primeira parte) e em São Paulo (segunda parte), mas também de outros intervenientes, entre os quais Santo Estêvão, o primeiro mártir cristão.
       Hoje é-nos relatado o episódio deste martírio. Estêvão, em nome da comunidade, continua a pregar Jesus Cristo, a Sua morte e ressurreição. Tal como aos Apóstolos, também a Estêvão foi proibido de pregar, de falar em nome de Jesus. Mas tal como os Apóstolos, também Estêvão prefere obedecer a Deus do que aos homens mesmo que isso lhe custe a vida. E custa. Na hora da condenação e da morte, Estêvão continua a dar testemunho, alegre, de Jesus Cristo e da Sua realeza.
       Verdadeiramente, Estêvão é outro Cristo. Veja-se o paralelismo: Vê o Céu aberto... entrega o seu espírito a Deus... pede perdão para os acusadores e para os carrascos...
       Neste episódio vê-se também o compromisso daquele que viria a ser o Apóstolo por excelência, Paulo (= Saulo), vigia, aguarda, responsabiliza-se pela eliminação de Estêvão. Logo virá a conversão e a vida nova.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Levantou-se uma grande perseguição à Igreja

        "Levantou-se uma grande perseguição contra a Igreja de Jerusalém e todos, à excepção dos Apóstolos, se dispersaram pelas terras da Judeia e da Samaria. Alguns homens piedosos sepultaram Estêvão e fizeram grandes lamentações por ele. Saulo, por sua vez, devastava a Igreja: ia de casa em casa, arrastava homens e mulheres e metia-os na prisão. Entretanto, os irmãos dispersos andaram de terra em terra, a anunciar a palavra do Evangelho. Foi assim que Filipe, tendo descido a uma cidade da Samaria, começou a anunciar Cristo àquela gente. As multidões aderiam unanimemente às palavras de Filipe, porque ouviam falar dos milagres que fazia e também os viam. De muitos possessos saíam espíritos impuros, soltando enormes gritos, e numerosos paralíticos e coxos foram curados. E houve muita alegria naquele cidade" (Atos 8, 1b-8).
       Cedo a perseguição à Igreja se faz sentir. A pregação dos Apóstolos começa por Jerusalém, espalhando-se a partir da cidade santa. A perseguição, contudo, acelera o processo da evangelização para fora da cidade. O que era pontual, passa a ser constante.
       Esta perseguição, que se acentua com o martírio de Estêvão, leva à dispersão dos discípulos, por ora ficam em Jerusalém apenas os Apóstolos. Os irmãos dispersos vão andar de terra em terra a anunciar Jesus Cristo, com alegria, com entusiasmo e com a adesão de muitos à causa do Evangelho.
       A perseguição é um mal, mas também uma oportunidade ara a Boa Nova.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Levantou-se uma grande perseguição...

       "Naquele dia, levantou-se uma grande perseguição contra a Igreja de Jerusalém e todos, à excepção dos Apóstolos, se dispersaram pelas terras da Judeia e da Samaria. Alguns homens piedosos sepultaram Estêvão e fizeram grandes lamentações por ele. Saulo, por sua vez, devastava a Igreja: ia de casa em casa, arrastava homens e mulheres e metia-os na prisão. Entretanto, os irmãos dispersos andaram de terra em terra, a anunciar a palavra do Evangelho. Foi assim que Filipe, tendo descido a uma cidade da Samaria, começou a anunciar Cristo àquela gente. As multidões aderiam unanimemente às palavras de Filipe, porque ouviam falar dos milagres que fazia e também os viam. De muitos possessos saíam espíritos impuros, soltando enormes gritos, e numerosos paralíticos e coxos foram curados. E houve muita alegria naquele cidade" (Act 8, 1b-8).
        Depois da morte de Estêvão, a perseguição à Igreja acentua-se.
       Por um lado, os fiéis da Igreja dispersam-se pela Judeia e pela Samaria, ficando apenas os Apóstolos. Por outro lado, esta dispersão levará a mensagem de Jesus mais longe. O Evangelho acompanha os cristãos "em fuga". Por um tempo mais os Apóstolos ficarão, para garantir a assistência aos que ficam. Serão os últimos a abandonar o barco. Mais tarde, quando Tiago for morto, então também os Apóstolos dispersar-se-ão.
       O texto mostra uma vez mais Saulo (Paulo) como o grande perseguidor da Igreja...

terça-feira, 20 de abril de 2010

Estêvão, cheio do Espírito Santo...

       Mas ele, cheio do Espírito Santo, de olhos fitos no Céu, viu a glória de Deus e Jesus de pé à sua direita e exclamou: «Vejo o Céu aberto e o Filho do homem de pé à direita de Deus». Então levantaram um grande clamor e taparam os ouvidos; depois atiraram-se todos contra ele, empurraram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas colocaram os mantos aos pés de um jovem chamado Saulo. Enquanto o apedrejavam, Estêvão orava, dizendo: «Senhor Jesus, recebe o meu espírito». Depois ajoelhou-se e bradou com voz forte: «Senhor, não lhes atribuas este pecado». Dito isto, expirou. Saulo estava de acordo com a execução de Estêvão (Actos 7, 51 - 8, 1a).
       Estêvão, cheio do Espírito Santo, continua a anunciar Jesus Cristo, morto e ressuscitado, e mesmo diante da ameaça de morte. Também na adversidade somos cristãos e não apenas quando as coisas nos correm de feição.
       Salienta-se no texto a presença de Saulo (São Paulo) e o facto de nesta altura ele concordar com o desfecho mortal para Estêvão. Vê-se como a conversão de São Paulo será profunda.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Estêvão, cheio de graça e fortaleza

       Estêvão, cheio de graça e fortaleza, fazia grandes prodígios e milagres entre o povo. Entretanto, alguns membros da sinagoga chamada dos Libertos, oriundos de Cirene, de Alexandria, da Cilícia e da Ásia, vieram discutir com Estêvão, mas não eram capazes de resistir à sabedoria e ao Espírito Santo com que ele falava. Subornaram então uns homens para afirmarem: «Ouvimos Estêvão proferir blasfémias contra Moisés e contra Deus». Provocaram assim a ira do povo, dos anciãos e dos escribas. Depois surgiram inesperadamente à sua frente, apoderaram-se dele e levaram-no ao Sinédrio, apresentando falsas testemunhas, que disseram: «Este homem não cessa de proferir palavras contra este Lugar Santo e contra a Lei, pois ouvimo-l’O dizer que Jesus, o Nazareno, destruirá este lugar e mudará os costumes que recebemos de Moisés». Todos os membros do Sinédrio tinham os olhos fixos nele e viram que o seu rosto parecia o rosto de um Anjo (Act 6, 8-15).

       A Igreja é fortalecida pela acção do Espírito Santo, através dos seus membros. Estêvão, torna-se o primeiro mártir, o primeiro a dar a vida pelo nome de Jesus Cristo. Como outros membros das comunidades nascentes, Estêvão prega destimidamente a Palavra de Deus, a Boa Nova de Jesus Cristo, morto e ressuscitado para nossa salvação.
       Mas a adesão provocada pelo entusiasmo, pelas palavras e pelo testemunho de Estêvão leva, de novo, as autoridades a sentir inveja, ou medo de perderem relevância, e mais uma vez surgem as maquinações, através de falsos tetedmunhos que conduzirão Estêvão à morte...

sábado, 26 de dezembro de 2009

Santo Estêvão, o primeiro mártir...

Nota Histórica:
       Estêvão foi um dos primeiros sete Diáconos escolhidos pelos Apóstolos, com o fim de por eles serem aliviados de tarefas administrativas (Act. 6, 1-6). Homem cheio do Espírito Santo, não limitou Estêvão o seu «diaconado» aos serviços caritativos.
       Com efeito, dedicou-se, com toda a sua alma, à evangelização, tornando-se testemunho de Cristo Ressuscitado. 
       O livro dos Actos dos Apóstolos (Act, 7) atribui-lhe um discurso, que, sendo o primeiro ensaio cristão da leitura dos textos do Antigo Testamento em função da vinda do Senhor, servirá de modelo aos primeiros arautos do Evangelho.
       Primeiro diácono, foi também o primeiro mártir da Igreja. Cerca do ano 36 da nossa era, com uma morte aceite com as mesmas disposições com que Jesus aceitou a Sua, Estêvão dava o supremo testemunho do Seu amor por Ele.