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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Tabuaço: Magusto e Semana dos Seminários | 2016

       Sábado, 12 de novembro de 2016, um dia depois do São Martinho de Tours, a realização do Magusto Paroquial, proposto a partir da catequese, aberto à participação de toda a comunidade paroquial.
       Este ano dois motivos a relevar: a presença de três seminaristas, o Diogo Martinho, entre nós aos fins de semana, o Marcelo Moutinho, de São João da Pesqueira, e o João Miguel, de Freigil, em Resende, e o facto de mais pessoas terem respondido positivamente ao convite do pároco e das catequistas. Como habitualmente, a jornada iniciou com a celebração da Eucaristia, incluindo o testemunho vocacional do João, seguindo-se o magusto no Centro Paroquial.

       Algumas imagens para recordar e para guardar...

Para visitar o Álbum desta jornada,

domingo, 9 de novembro de 2014

SEMANA dos SEMINÁRIOS | 9-16 de novembro | MENSAGEM

sábado, 8 de novembro de 2014

D. António Couto - Servidores da Alegria do Evangelho

1. A Evangelii Gaudium do Papa Francisco constitui uma imensa provocação para a nossa Igreja. Os nossos hábitos adquiridos saem abalados, as pautas por que habitualmente nos regemos ficam caducas, a nossa maneira de viver assim-assim entra em derrocada. Sim, a força do Evangelho rebenta os nossos vestidos e odes velhos. A alegria não se serve mais em moldes velhos. É urgente um coração novo para acolher esta enxurrada de alegria. precisamos de Pastores novos à medida da Alegria e do Evangelho.
2. É neste contexto que vamos viver mais uma vez a Semana das Vocações e Ministérios, que este ano acontece de 9 a 16 de novembro, subordinada ao tema que o Papa Francisco trouxe pata a cena «Servidores da Alegria do Evangelho». Rezemos ao Senhor da colheita para que seja Ele, Bom e Belo Pastor, a velar sempre pelo rebanho, e para que nos ensine a ser Pastores e formar Pastores segundo o seu coração de Pastor e Pai premuroso.
3. E sejamos generosos no Ofertório de Domingo, dia 16, que será destinado, na sua inteireza, para as necessidades dos nossos Seminários de Lamego e Resende, e também para o Seminário interdiocesano de São José, sediado em Braga, onde se formam os seminaristas maiores das quatro Dioceses do nosso interior norte: Lamego, Guarda, Viseu e Bragança-Miranda.
4. Esta deslocação para junto de um dos polos da Faculdade de Teologia da UCP, neste caso, Braga, acarreta naturalmente despesas extra, mas tornou-se necessária devido ao decréscimo dos seminaristas nestas quatro Dioceses do nosso interior. O baixo número de seminaritas maiores destas quatro Diocese, atualmente reduzido a cerca de 20, não justifca e até desaconselhava que se mantivesse em atividade o Instituto de estudos Teológico que estas quatro Dioceses mantinham em Viseu.

Que Deus nos abençoe e guarde em cada dia, e faça frutificar o labor dos nossos Seminários.

Lamego, 26 de outubro de 2014, Dia do Senhor.
+ António

domingo, 10 de novembro de 2013

Semana dos Seminários | mensagem de D. António Couto

       1. Está na moda a palavra “Seminário”. Usa-se na Universidade e para múltiplos encontros de estudo e de trabalho. Neste âmbito alargado, um Seminário é um tempo onde as pessoas se reúnem num lugar mais ou menos redondo para porem em comum as suas ideias e pontos de vista acerca de uma determinada temática ou situação. É cada vez mais da experiência comum que ninguém possui a verdade toda inteira, bem redonda, como diziam os antigos filósofos gregos, sendo, por isso, enriquecedores todos os contributos e todos os pontos de vista. Ainda por cima num tempo em que os saberes tendem a especializar-se, é sempre bom saber o contributo que pode trazer para a discussão o vizinho do lado. Sempre neste sentido lato, um Seminário é aquilo que a raiz da palavra indica: uma sementeira.

       2. Mas hoje quero referir-me ao Seminário em sentido estrito e específico, que é o lugar, o tempo e o modo onde e como a Igreja reúne e forma os candidatos ao sacerdócio. O lugar e o modo é aqui uma casa ampla e simples, uma tenda plantada no coração da cidade dos homens, com espaços interiores e exteriores, com vistas para Deus e para o mundo, dado que quem se prepara para o sacerdócio tem de aprender a ver e a ouvir Deus de perto e a ser visto e ouvido por Deus, como tem igualmente de estar atento às situações concretas em que vivem os homens e mulheres deste tempo, pois deve saber ouvir os seus gritos de alegria ou de tristeza, e deve saber levar-lhes a mensagem do Evangelho, e dizer a cada um: «“Tu também és amado por Deus em Cristo Jesus”. E não apenas dizê-lo, mas pensá-lo realmente. E não apenas pensá-lo, mas fazê-lo acontecer, de modo que essa pessoa sinta e descubra que há nela alguma coisa já salva, alguma coisa maior e mais nobre do que pensava, e desperte assim para uma nova consciência de si» (Eloi Leclerc, Sagesse d’un pauvre, Paris, Éditions Franciscaines, 1984, p. 150). Também de forma diferente dos Seminários que por aí se realizam, o tempo do Seminário para a formação sacerdotal não é um dia nem uma semana ou um semestre, mas a vida toda.

       3. Os Seminários de estudo ou de trabalho e o Seminário que prepara para a vida sacerdotal têm na sua raiz a semente. Semente e semeador e campo lavrado e semeado são metáforas que povoam a Escritura dos dois Testamentos, e indicam um modo de vida. O agricultor olha com carinho o chão que trabalha, as árvores que planta, os frutos que vê nascer e amadurecer. Lançar a semente é um tempo e um modo importante, mas é a colheita que ele tem sempre em vista. A colheita é um tempo de alegria (Sl 126,5-6). De acordo com o Evangelho, é pela colheita e pela alegria que devemos afinar sempre o nosso olhar e os critérios com que contemplamos a seara de Deus. Assim deve ser também o Seminário: tempo de nos maravilharmos com as árvores que florescem. Quando desaparece a flor, surge o fruto. No dizer de Jesus, o Senhor que servimos é o Senhor da colheita, da estação dos frutos, da alegria. Por isso, manda-nos rezar assim: «Pedi ao Senhor da colheita (therismós) que mande trabalhadores para a sua colheita (therismós)» (Lc 10,2). Ou somos da estação dos frutos e da alegria, ou andamos certamente perdidos.

       4. A missão específica do Seminário, dizem os Documentos do magistério da Igreja, é «formar Pastores para a Igreja de hoje, no mundo de hoje» (Exortação Apostólica Pastores Dabo Vobis, n.º 61; Normas Fundamentais para a Formação Sacerdotal nas Dioceses Portuguesas, n.º 129 e 162). O Pastor está atento às suas ovelhas e conhece-as uma a uma, cuida delas com premura, dá a vida por elas (Jo 10,1-18). É, por isso, que, na sua vertente humana, o Seminário deve ser uma comunidade impregnada de profunda amizade e caridade, de modo a poder ser considerada uma verdadeira família, que vive na simplicidade, na confiança e na alegria. E, na sua vertente cristã, deve configurar-se como comunidade de discípulos do Senhor Ressuscitado, reunida à volta da alegria do Senhor Ressuscitado, formada dia a dia na leitura e na meditação da Palavra de Deus, no sacramento da Eucaristia e no exercício da justiça e da caridade fraterna. Uma comunidade onde resplandeça o Espírito de Cristo e o amor para com a Igreja. Uma comunidade orante, onde se aprende e se cultiva o vocativo da oração e o imperativo da comunhão (Exortação Apostólica Pastores Dabo Vobis, n.º 60).

       5. O ambiente simples e dinâmico do Seminário ajudará cada um dos candidatos ao sacerdócio a alcançar uma compreensão cada vez mais profunda das exigências e da beleza da sua vocação, em ordem à aceitação, cada vez mais radical e definitiva, do projecto de Deus. Os formadores saberão acompanhar cada candidato, e levá-lo a ver a sua vocação à luz da Igreja, da sua doutrina, da sua prática pastoral e litúrgica e da sua legislação, de modo a fazer crescer no coração de cada candidato um coração novo à medida de Cristo, conforme ao coração de Cristo, sensível às dores de cada ser humano, para saber ser, neste mundo controverso, verdadeiro semeador de esperança e ceifeiro feliz.

       6. Sábia e inteligentemente, a documentação da Igreja tem salientado que, «de sua natureza, a formação sacerdotal exige uma continuidade, ao longo de toda a vida, com incidência nos primeiros anos de sacerdócio» (Exortação Apostólica Pastores Dabo Vobis, n.º 70-76; Normas Fundamentais para a Formação Sacerdotal nas Dioceses Portuguesas, n.º 152). Isto quer dizer que devemos humildemente saber estar sempre em formação, sentados na escola do nosso verdadeiro Mestre e Senhor.

       7. Atravessamos uma vez mais a Semana dos Seminários, que este ano acontece de 10 a 17 de Novembro, subordinada à temática de sabor paulino «Para que Cristo se forme em nós» (cf. Gálatas 4,19). Rezemos ao Senhor da colheita para que seja Ele, Bom Pastor, a velar sempre pelo seu rebanho, e para que nos ensine a ser Pastores e formar Pastores segundo o seu coração de Pastor e Pai premuroso. E sejamos generosos no Ofertório de Domingo, dia 17, que será destinado, na sua inteireza, para as necessidades dos nossos Seminários de Lamego e Resende. E que Deus nos abençoe e guarde em cada dia, e faça frutificar o labor dos nossos Seminários.

Lamego, 1 de Novembro de 2013, Solenidade de Todos os Santos
+ António, Bispo de Lamego

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Oração na Semana dos Seminários

Senhor Jesus, Bom Pastor,
que em obediência ao Pai
dais a vida pelas ovelhas,
concedei-nos as vocações sacerdotais
de que a Igreja e o mundo tanto necessitam.

Fazei que as nossas famílias e comunidades
sejam campo fértil, onde possam germinar.
Abençoai o trabalho apostólico
dos sacerdotes, catequistas e educadores
para que acompanhem a vocação sacerdotal
daqueles que escolheis.

Dai aos jovens seminaristas a coragem de Vos seguir
e o dom de configurarem o seu coração com o Vosso.
E que Santa Maria, Vossa Mãe, Rainha dos Apóstolos,
os guie e proteja, até chegarem a ser
pastores consagrados a Deus e ao seu Povo.
ÁMEN.
»» oração proposta pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP).

domingo, 6 de novembro de 2011

Mensagem de D. Jacinto: Semana dos Seminários

       De 6 a 13 de Novembro decorre, como nos anos transactos, a Semana dos Seminários.
 (Seminário Maior de Lamego e Seminário Menor de Resende)

       Ela terá na nossa diocese este ano um particular significado, atendo à celebração jubilar da inauguração do novo edifício do Seminário Maior, realização dum sonho alimentado ao lon­go de gerações, depois do esbulho realizado pelo Governo a seguir à proclamação da República.
       Como há cinquenta nos testemunhou o Senhor D. João, o grande Prelado do empreendi­mento, aquela construção foi um milagre da Providência. Poderemos dizer que fruto da Graça é toda a missão que o Seminário ao longo dos anos vem desenvolvendo no serviço da formação dos novos sacerdotes. Tem todo o sentido a aplicação da Palavra da Escritura: Se o Senhor não edificar a Sua casa, em vão trabalham os que a constroem.
       Por isso voltamos a pedir-vos a riqueza da vossa oração, lembrando a recomendação de Jesus: Rezai ao Senhor da Messe para que envie operários para a Sua seara. Recordemos o pensamento que Sua Santidade, Bento XVI, escreveu no seu livro Jesus de Nazaré: “O chama­mento dos discípulos é um acontecimento de oração – são por assim dizer gerados na oração, na intimidade com o Pai. […] Os trabalhadores da messe de Deus não se podem escolher sim­plesmente como um empresário procura os seus operários: mas devem ser pedidos a Deus, e por Ele mesmo serem escolhidos para este serviço.” 
       Sabemos como sempre a piedade da oração é sumamente valorizada com o sacrifício voluntário, nomeadamente quando ele é expressão do esforço da conversão que nos é pedida, para garantir a autenticidade de cristãos.
       Contamos convosco, caríssimos diocesanos, com a solicitude das vossas preces e da vos­sa mortificação. Não podemos dispensar a caridade desta comunhão. Tomai consciência que os seminários são vossos, são casas que vos pertencem e as suas equipas formadoras e os nossos seminaristas ficam contentes com a vossa visita, sinal do vosso carinho e da vossa solidariedade.
       Há cinquenta anos, no discurso da inauguração, sublinhou o Senhor D. João os grandes sacrifícios pedidos aos cristãos da Diocese e a sua exemplar generosidade. Sempre os seminá­rios se mantiveram com a caridade dos fiéis. Num tempo tão difícil como o que vivemos e ex­perimentamos, limitadíssimos nas economias, compreendereis que a vossa esmola, muito mais sacrificada, dadas as circunstâncias, é particularmente necessária, mas, como o óbolo da viúva, provocará a resposta gratificante do Senhor que se não deixa vencer em misericórdia.
       Que Jesus, Maria, Senhora de Lurdes, Ana e José, padroeiros dos nossos seminários, os abençoem e cubram com a sua protecção todos os fiéis da Diocese de Lamego.

+ Jacinto Tomaz de Carvalho Botelho, Bispo de Lamego