A terceira Carta Encíclica de Bento XVI empresta o título a este blogue. A Caridade na Verdade. Agora permanecem a fé, a esperança e a caridade, mas só esta entra na eternidade com Deus. Espaço pastoral de Tabuaço, Távora, Pinheiros e Carrazedo, de portas abertas para a Igreja e para o mundo...
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sexta-feira, 17 de setembro de 2010
quinta-feira, 10 de junho de 2010
A Águia, a Gralha e o Pastor

Ela então voou para alto e tomou impulso, e com grande velocidade, atirou-se sobre uma ovelha, com a intenção de também carregá-la presa às suas garras.
Ocorre que estas acabaram por ficar embaraçadas no espesso manto de lã da Ovelha, e isso a impediu inclusive de soltar-se, embora o tentasse com todas as suas forças. O Pastor das ovelhas, vendo o que estava acontecendo, capturou-a. Feito isso, cortou suas penas, de modo que não pudesse mais voar. À noite levou-a para casa, e entregou-a como brinquedo para seus filhos.
- Que pássaro engraçado é esse?, perguntou um deles.
- Ele é uma Gralha meus filhos. Mas se você lhe perguntar, ele dirá que é uma Águia.
Autor: Esopo
quarta-feira, 9 de junho de 2010
O lobo e a sua sombra...

Então ele viu aquela sombra de si mesmo projetada no chão. E como a sombra de uma coisa é sempre bem maior que a própria coisa, ao ver aquilo, exclamou vaidoso: “Ora, ora, veja só o quanto grande eu sou! Imagine eu, com todo esse tamanho, e ainda tendo que fugir de um insignificante Leão! Eu o mostrarei, quando o encontrar, se Ele ou Eu, afinal, quem de verdade é o rei dos animais!”
E enquanto estava distraído envolto em seus pensamentos e gabando a si mesmo, um Leão pulou sobre ele e o capturou.
Ele então exclamou com tardio arrependimento: “Coitado de mim! Minha exagerada autoestima foi a causa da minha perdição.”
Moral da História:
Não permita que suas fantasias o façam esquecer da realidade.
Autor: Esopo, in Nova Civilização.
domingo, 8 de novembro de 2009
A janela
Um casal, recém-casado, mudou-se para um bairro muito tranquilo.Na primeira manhã na casa, enquanto tomava café, a mulher reparou através da janela que uma vizinha pendurava lençóis no varal.
- Que lençóis sujos ela está a dependurar no varal! Está a precisar de um sabão novo. Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!
O marido olhou e ficou calado.
Alguns dias depois, novamente, durante o café da manhã, a vizinha pendurava lençóis no varal e a mulher comentou com o marido:
- A nossa vizinha continua pendurando os lençóis sujos! Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar roupas!
E assim, a cada dois ou três dias, a mulher repetia seu discurso, enquanto a vizinha pendurava suas roupas no varal.
Passado um mês, a mulher se surpreendeu ao ver os lençóis sendo estendidos, e empolgada foi dizer ao marido:
- Vê, ela aprendeu a lavar as roupas! Será que a outra vizinha ensinou? Porque eu não fiz nada.
O marido calmamente respondeu:
- Não, hoje levantei-me mais cedo e lavei os vidros da nossa janela!
E assim é.
Tudo depende da janela, através da qual observamos os factos.
Antes de criticar, verifique se fez alguma coisa para contribuir.
Verifique seus próprios defeitos e limitações.
Devemos olhar, antes de tudo, para nossa própria casa, para dentro de nós mesmos.
Lave a sua vidraça.
Abra a sua janela.
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