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sábado, 20 de julho de 2013

XVI Domingo do Tempo Comum - ano C - 21 de julho 2013

       1 – “Jesus entrou em certa povoação e uma mulher chamada Marta recebeu-O em sua casa. Ela tinha uma irmã chamada Maria, que, sentada aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra”.
       Primeira lição: o amor tem concretização. Não se vive genericamente. Amamos o mundo inteiro, mas precisamos de nos sentir acarinhados por alguém, um familiar, um amigo, uma pessoa que nos espera... Jesus vive a maior parte da sua vida com os pais. Vem para a humanidade inteira. Porém, nasce em Belém; seus pais são Maria e José; vive em Nazaré, e situa a Sua vida pública na Judeia e na Galileia, com algumas passagens pontuais pela Samaria. Tem muitos amigos, os discípulos. Um grupo mais restrito de 12 apóstolos, entre os quais se salientam três ou quatro mais próximos. Vai a casa de fariseus, de publicanos, vai onde é convidado ou para onde Se faz convidado – «Zaqueu, desce depressa, pois hoje tenho de ficar em tua casa» (Lc 19, 5) – mas tem depois uma ou outra família onde Se hospeda e onde regressa, como é a casa dos seus amigos Lázaro, Maria e Marta.
       Segunda lição: Jesus não é o super-homem. Verdadeiramente Deus. Verdadeiramente homem. Não é uma personagem esquisita, heroica, ao jeito das figuras televisivas ou cinematográficas. É um homem de carne e osso, concreto, que vive num tempo e num espaço determinados. Mesmo que frugalmente, como naquela época, tem necessidade de comer, de descansar, de sentir a presença dos amigos. Vê-se neste evangelho mas também em muitas outras passagens, como quando reclama a vigilância e proximidade dos discípulos. Em contraponto com João Batista, que vive no deserto e se alimenta de gafanhotos e mel silvestre, Jesus come como os seus discípulos, vai a festas para as quais é convidado, e come as refeições que a Mãe lhe prepara. Passando naquela povoação, Jesus e os discípulos não deixam de visitar os amigos, aproveitando para repousar e recuperar energias.
       2 – «Marta, Marta, andas inquieta e preocupada com muitas coisas, quando uma só é necessária».
       Depois de mais uma jornada, Jesus, com os seus discípulos, entra em determinada povoação e Marta recebe-O em sua casa. Aprendamos com ela a receber Jesus em nossa casa. Mas depois de O acolhermos, é necessário darmos-Lhe atenção. Marta atarefa-se para receber bem. Entretanto vê que a sua irmã está sentada aos pés de Jesus a escutá-l'O. Forma sublime de acolher, com o ouvido, melhor, com o coração!
       «Senhor, não Te importas que minha irmã me deixe sozinha a servir?»
       Marta aproxima-se de Jesus e dá-lhe uma leve repreensão. Ele tinha obrigação de compreender. Sua irmã está ali “sem fazer nada”, quando poderia estar a ajudá-la.
       Jesus não recrimina Marta pelo carinho e generosidade com que O trata e como cuida da casa. No entanto alerta para algo mais importante. Se cada um faz o que lhe compete…
       Quando se recebe alguém em casa é necessário preparar tudo. À última hora adensam-se os preparativos. Quantos mais a ajudar, melhor. No entanto, se temos um convidado, um amigo, não o deixamos sozinho na sala, a não ser que não haja outra possibilidade.
       Jesus aponta para a escuta da Palavra, para a prioridade da oração, da contemplação, do estar junto d'Ele, aos seus pés. Há todo outro trabalho útil e meritório, mas este não pode anular aquele. De que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro se vier a perder a sua alma, a sua vida?

       3 – «Marta, Marta, andas inquieta e preocupada com muitas coisas...».
       Como não revermo-nos neste alerta de Jesus?
       Vivemos numa luta permanente. Atarefados, em grandes correrias, com a agenda cheia, não há tempo para nada. Falta depois o tempo para o essencial, para estar com a família, para os pais brincarem com os filhos, para os filhos passarem tardes com os pais e os avós, ou participarem num programa comum, na Eucaristia, numa festa, um almoço ou jantar. Os filhos têm os seus compromissos, os horários dos pais são incompatíveis com o dos filhos.
       Queremos fazer muitas coisas, estar em todo o lado, e acabamos por nem fazer uma coisa nem outra, nem estar num sítio nem no outro, ou pelo menos com a qualidade e envolvimento devidos. Matamo-nos a trabalhar e quando nos apercebemos, em vão, cansamo-nos para nada, ou porque não aproveitamos, ou porque já não temos saúde para gozar os frutos, ou não tivemos tempo para solidificar amizades ou dedicar tempo e afeto à família, ou porque aqueles para quem trabalhamos não agradecem e esbanjam rapidamente o que nos custou tanto a conseguir.
       Temos esta consciência? Corremos, corremos, e parece que não saímos do mesmo lugar, e quanto mais corremos mais nos atrasamos? Já alguém se sentiu assim? Com a vida a escapar-se-lhes como a areia entre os dedos das mãos? Tantas preocupações e trabalhos e no final parece que ficamos de mãos vazias! Quem é que já experimentou situações assim? Lutas e cansaços, e para quê?
       4 – «…uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte».
       Justo equilíbrio, sem perder o norte, o ponto de partida, o chão que nos liga, a meta para onde nos dirigimos. Cada um de nós há de apostar em ser Marta – que acolhe, trabalha, labuta –, e Maria – que escuta, acolhe, contempla, bebe as palavras do Senhor.
       E assim a Igreja! A melhor parte, o ponto de partida: estar aos pés do Senhor. Perto de Jesus. Escutá-l'O. Primeiro, discípulos, e depois apóstolos, enviados. De novo a fé e as obras. Uma coisa leva à outra. Não estão desligadas. Se corremos muito mas sem Deus, sem oração, sem ligação a um sentido maior, corremos o risco de nos perdermos. Por outro lado, a fé há de ser encarnada. Fé com carne, com vida, com obras.
       São Bento, Padroeiro da Europa, cuja festa celebramos a 11 de julho, tem uma regra muito simples: ora et labora – reza e trabalha. É possível que o trabalho, honesto, dedicado, seja oração. Mas há tempos específicos para a oração, para que aquele não seja um fardo. É preciso trabalhar e descansar. Trabalhar e beneficiar dos frutos do trabalho. Trabalhar e partilhar o que se produz. Também isso é oração. Esta desperta-nos para os outros.
       Espaço e tempo para a contemplação, a beleza, o encontro com os amigos e com a família, para o descanso, para participar em atividades lúdicas e culturais, para apreciar a natureza, para rezar, para louvar e agradecer, para descobrir a harmonia do que nos rodeia e o engenho de homens e mulheres que vivem perto ou longe de nós e que ajudam a embelezar esta nossa terra.

       5 – «Se agradei aos vossos olhos, não passeis adiante sem parar em casa do vosso servo».
       Na primeira leitura, vemos a delicadeza de Abraão, um homem de Deus, justo, trabalhador, que, pela hora de mais calor, está a descansar. Vê passar três homens, e não precisa de grandes cálculos, entende este encontro como sinal da presença de Deus, sinal de bênção.
       Também aqui, a fé é concretizável em gestos de generosidade e aproximação. Abraão faz uma leitura muito rápida. Quem passa pela minha casa, à frente da minha porta, vem da parte de Deus, então é necessário tratá-lo como enviado de Deus.
       Abraão convida ao descanso e rapidamente prepara uma bela refeição, para que aqueles homens possam restaurar as forças da viagem. Que bela lição esta que Abraão nos dá. É necessário que aqueles que passam por nós deixem um pouco de si e levam um pouco de nós, como evoca Antoine de Saint-Exupéry, no Principezinho. O que fizerdes ao meu irmão, a Mim o fazeis…
       Abraão não se engana. Aquelas personagens deixarão a sua bênção transformadora: «Passarei novamente pela tua casa daqui a um ano e então Sara tua esposa terá um filho».

       6 – “Cristo no meio de vós, esperança da glória. E nós O anunciamos…”
       Deus passa em nossa casa, mas não vai adiante sem antes bater à nossa porta, permitindo-nos a hospitalidade. Podemos abrir-lhe a porta e deixá-l’O entrar, mais e mais na nossa vida.
       O mistério desta vinda e deste encontro revela-Se em plenitude em Jesus Cristo. Assume a condição de filho, para nos assumir como irmãos. Primeiro, a descoberta, o encontro e a conversão, como em Paulo, e depois o anúncio. Não podemos dar o que não temos. Damos Aquele que nos habita.


Textos para a Eucaristia (ano C): Gen 18, 1-10a; Col 1, 24-28; Lc 10, 38-42.

sábado, 29 de maio de 2010

Prece Para o Dia de Descanso

Abençoado sejas, Senhor,
pelo descanso deste dia que te é consagrado.
Uno-me a todos os homens
que te servem com reverência e amor,
e te glorificam pelos seus actos honestos e bons.
Abençoado sejas, Senhor,
porque hoje me permites refazer as minhas forças,
para o dia-a-dia do trabalho
que dignifica o meu viver humano
e prolonga o teu projecto criador.
Abençoado sejas, Senhor,
pela oportunidade de conviver mais neste dia
com meus familiares e amigos,
que fazem parte de minha vida
e estão confiados aos teus cuidados.
Abençoado sejas, Senhor,
pelo bem-estar deste dia sossegado,
que me possibilita retornar agradecido
o entusiasmo e a alegria de viver.
Abençoado sejas, Senhor,
porque reconfortas hoje o meu espírito,
para que eu possa sempre caminhar,
à luz da tua presença e do teu olhar.
Amém

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O BANQUEIRO (Para relaxar e rir)

Certa tarde, um famoso banqueiro ia para casa, em sua enorme limousine, quando viu dois homens à beira da estrada comendo relva. Ordenou ao seu motorista que parasse e, saindo, perguntou a um deles:

- Por que estão comendo relva?
- Não temos dinheiro para comida... - disse o pobre homem - Por isso temos que comer relva.
- Bem, então venham a minha casa e eu lhes darei de comer - disse o banqueiro.
- Obrigado, mas tenho mulher e dois filhos comigo. Estão ali, debaixo daquela árvore.
- Que venham também - disse novamente o banqueiro. E, voltando-se para o outro homem, disse-lhe:
- Você também pode vir.

O homem, com uma voz muito sumida disse:
- Mas, senhor, eu também tenho esposa e seis filhos comigo!
- Pois que venham também. - respondeu o banqueiro.

E entraram todos no enorme e luxuoso carro.
Uma vez a caminho, um dos homens olhou timidamente o banqueiro e disse:
- O senhor é muito bom. Obrigado por nos levar a todos!
O banqueiro respondeu:
- Meu caro, não tenha vergonha, fico muito feliz por fazê-lo! Vocês vão ficar encantados com a minha casa... A relva está com mais de 20 centímetros de altura!

Moral da história:
Quando achar que um banqueiro (ou banco) o está a ajudar, não
se iluda, pense mais um pouco...

Um abraço
(Enviado por email)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Oração da Noite


Senhor, obrigada por mais este dia.
Obrigada pelos pequenos e grandes dons que tua bondade colocou em nosso caminho a cada instante desta jornada.
Obrigada pela luz, pelo alimento, pela água, pelo trabalho, por este tecto.
Obrigada pela beleza de tuas criaturas, pelo milagre da vida, pela inocência das crianças, pelo gesto amigo, pelo amor.
Obrigada pela surpresa de tua presença em cada ser.
Obrigada por teu amor que nos sustenta e protege, pelo teu perdão que nos faz crescer.
Obrigada pela alegria de termos sido úteis, ter servido a humanidade, aos que nos cercam.
Que amanhã sejamos melhores.
Quero, antes de adormecer, per­doar e abençoar a quem me magoou neste dia.
Abençoa, senhor, o meu descanso, o meu corpo, os meus familiares e amigos.
Abençoa, desde já, nosso amanhã.
Obrigada! Boa noite, Senhor!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Tu dizes NÃO, Deus diz SIM!

Sabia que Deus tem uma resposta positiva para todas as coisas negativas que nós dizemos para nós mesmos?
Tu dizes: Isso é impossível.
Deus diz: TODAS AS COISAS SÃO POSSÍVEIS PARA QUEM CRÊ. (Lucas 18, 27)

Tu dizes: Estou muito cansado.
Deus diz: EU TE DAREI DESCANSO. (Mateus 11, 28)

Tu dizes: Ninguém me ama de verdade.
Deus diz: EU TE AMO. (João 3, 16 e 13, 34)

Tu dizes: Não consigo ir em frente.
Deus diz: MINHA GRAÇA TE BASTA. (2 Coríntios 12, 9; Salmo 91, 15)

Tu dizes: Eu não consigo perceber as coisas.
Deus diz: EU DIRIGIREI TEUS PASSOS. (Provérbios 3, 5-6)

Tu dizes: Eu não consigo fazer isso.
Deus diz: TU PODES TODAS AS COISAS. (Filipenses 4, 13)

Tu dizes: Eu não sou capaz.
Deus diz: EU SOU CAPAZ., (2 Coríntios 9, 8)

Tu dizes: Isso não vai valer a pena.
Deus diz: ISSO VALERÁ A PENA. (Romanos 8, 28)

Tu dizes: Não consigo perdoar-me.
Deus diz: EU PERDOO-TE. (1 João 1, 9 e Romanos 8, 1)

Tu dizes: Não consigo o que quero.
Deus diz: EU SUPRIREI TODAS AS TUAS NECESSIDADES. (Filipenses 4, 19)

Tu dizes: Estou com medo.
Deus diz: EU NÃO TE DEI UM ESPÍRITO DE COVARDIA. (2 Timóteo 1, 7)

Tu dizes: Estou sempre preocupado e frustrado.
Deus diz: LANÇA TODA A TUA ANSIEDADE EM MIM. (1 Pedro 5, 7)

Tu dizes: Eu não tenho fé suficiente.
Deus diz: EU TENHO DADO A CADA UM UMA MEDIDA DE FÉ. (Romanos 12, 3)

Tu dizes: Eu não sou inteligente .
Deus diz: EU TE DOU SABEDORIA. (1 Coríntios 1, 30)
Tu dizes: Eu me sinto sozinho.
Deus diz: EU NUNCA TE DEIXAREI, NEM TE DESAMPARAREI. (Hebreus 13, 5)

Autor Desconhecido.

sábado, 10 de outubro de 2009

Bom Domingo!

"Sou apenas um lápis nas mãos de Deus, e é Ele quem me escreve."
Fiquei pensando:
"Por que um lápis e não uma caneta?"
O lápis por si é mais simples do que a caneta, e uma característica dele é que quando a sua ponta quebra ou está acabando, podemos "apontá-la" novamente, e ao errarmos ao escrever, damos um jeito de apagar.
Ao passo que a caneta, ao acabar a tinta, por mais bela que seja, geralmente, é jogada fora e também não conseguimos apagar a sua escrita.
Deus vai nos "apontando" na escrita da vida.
Quanto mais somos "apontados", tanto melhor fica a escrita.
Não é fácil passarmos por este processo, mas a nobreza do lápis está em se deixar gastar para servir da melhor maneira possível.
O Senhor até poderia escrever a nossa história a caneta,
só que, muitas vezes, nós a pegamos para escrever e
"escrevemos errado", ou seja, quando não fazemos as escolhas
certas, e isso traz sérias consequências para a nossa vida.
Fique com Deus!!

(Autor desconhecido)

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Oração da Noite

Senhor,
obrigada por mais este dia.
Obrigada pelos pequenos e grandes dons que a tua bondade colocou no meu caminho a cada instante desta jornada.
Obrigada pela luz, pelo alimento, pela água, pelo trabalho, por este tecto.
Obrigada pela beleza de tuas criaturas, pelo milagre da vida, pela inocência das crianças, pelo gesto amigo, pelo amor.
Obrigada pela surpresa de tua presença em cada ser.
Obrigada por teu amor que me sustenta e protege, pelo teu perdão que me faz crescer.
Obrigada pela alegria de ter sido útil, ter servido à humanidade, aos que me cercam.
Que amanhã seja melhor.
Quero, antes de adormecer, per­doar e abençoar a quem me magoou neste dia.
Abençoa, Senhor, o meu descanso, o meu corpo, os meus familiares e amigos.
Abençoa, desde já, o nosso amanhã.
Obrigada! Boa noite, Senhor!

sábado, 29 de agosto de 2009

Óptimo Domingo...

..."Se todos os seus esforços forem vistos com indiferença, não desanime, porque também o Sol, ao nascer, dá um espectáculo maravilhoso e, no entanto, a maioria da plateia continua a dormir"...
...TENHA UM "ÓPTIMO DOMINGO"...