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domingo, 3 de fevereiro de 2013

YOUCAT - citações e sublinhados - vários

"O tempo para procurar Deus é esta vida. O tempo para encontrar Deus é a morte. O tempo para desfrutar Deus é a eternidade" São Francisco de Sales.

"Temos de nos tornar santos uns com os outros. Temos de chegar a Deus uns com os outros, apresentar-nos diante d'Ele uns com os outros. Não nos devemos encontrar com o bom Deus uns sem os outros. Que diria Ele se regressássemos uns sem os outros?" Charles Péguy

"Fala de Cristo apenas quando te perguntarem! Mas vive de tal maneira que te perguntem por Cristo". Paul Claudel

"A Igreja é uma mulher de idade muito avançada, com muitas rugas. Mas é a minha mãe. E numa mãe não se bate". Karl Rahner

"Temos de carregar a nossa cruz, não de a arrastar; e temos de a agarrar como um tesouro, não como uma carga. Só pela cruz nos podemos tornar semelhantes a Jesus". François Fénellon

"Onde se afunda a fé na mãe de Deus, afunda-se também a fé em Deus Filho e em Deus Pai" Ludwig Feuerbach

"Quando a fé na Mãe de Deus se afunda, afunda-se também a fé no Filho de Deus e no Pai" Ludwig Feuerbach

Nada te perturbe, Nada te espante, / Tudo passa, Deus não muda, / A paciência tudo alcança; / Quem a Deus tem, Nada lhe falta: / Só Deus basta. Santa Teresa de Ávila

Deus quer que sejamos felizes. Mas onde está a nascente desta esperança? Está na comunhão com Deus que vive no fundo da alma de cada pessoa. Irmão Roger Schutz

"A virtude é o que uma pessoa faz com paixão; o vício é o que uma pessoa, por paixão, não consegue deixar" São Tomás de Aquino

"Não temas que a tua vida termine um dia! Teme mais que te descuides de a começar bem" Beato John Henry Newman

"A justiça sem mesiricórdia é insensível, a misericórdia sem a justiça é desonrosa". Friedrich Bodeslchwing (teólogo evangélico)

"Fora da misericórdia de Deus não há para o ser humano mais nenhuma fonte de esperança". João Paulo II
"Deus diz: Eu queria que um estivesse em função do outro, e que todos os Meus servos partilhassem as graças e os dons que de Mim receberam" Santa Catarina de Sena

 "O meu passado, dizia ele, já não me preocupa: pertence à misericórdia divina. O meu futuro ainda não me preocupa: pertence à misericórdia divina. O que me preocupa e me desafia é o hoje, que pertence à graça de Deus e à entrega do meu coração, da minha boa vontade". São Francisco de Sales

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A forma do cristianismo em mudança

Em tantas situações, nesta diáspora cultural onde estamos semeados, a única palavra verosímil é a do testemunho de uma vida vivida com simplicidade e alegria no seguimento de Jesus.

       O teólogo Karl Rahner escreveu que “A Igreja tem sido conduzida pelo Senhor da história para uma nova época”. Não se trata só de baixas drásticas nos indicadores estatísticos quando se compara a atualidade com aquele que já foi o quadro da vivência da Fé. A questão é bem mais complexa. Talvez o que o nosso tempo descobre, mesmo entre convulsões e incertezas, seja um modo diferente de ser crente, traduzido de formas alternativas nas suas necessidades, buscas e pertenças. Não estamos perante o crepúsculo do cristianismo, como defendem aqueles que se apressam a chamar pós-cristãs às nossas sociedades. Quem não se apercebe que o radical lugar do cristianismo foi sempre a habitação da própria mudança não o colhe por dentro. Mas há eixos que se vão tornando suficientemente claros para que seja cada vez mais um dever os enunciarmos e contarmos com eles. 
Podem-se apontar três:
  • Primeiro, os cristãos regressam à condição de “pequeno rebanho”. Com a evaporação de um cristianismo que se transmitia geracionalmente como herança inquestionada, os cristãos voltam a sê-lo por decisão pessoal, uma decisão muitas vezes em contra-corrente, maturada de modo solitário em relação aos círculos mais imediatos de pertença. Já não é de modo previsível que nos tornamos cristãos. Isso acontece e acontecerá cada vez mais como uma opção e uma surpresa.
  • Depois, à medida que se assiste a um enfraquecimento da inscrição institucional das Igrejas no horizonte da sociedade redescobrimos o valor e as possibilidades de uma presença discreta no meio do mundo. Em tantas situações, nesta diáspora cultural onde estamos semeados, a única palavra verosímil é a do testemunho de uma vida vivida com simplicidade e alegria no seguimento de Jesus.
  • E, em terceiro lugar, esta grande mudança epocal mostra-nos que precisamos recuperar aquilo que Karl Rahner chama o “santo poder do coração”. Os cristãos são chamados a viver a amizade como um ministério. “Isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15,17). Há, de facto, uma revelação do cristianismo que só a prática da amizade é capaz de proporcionar. E nisto, o mundo, que pode até perder-se em equívocos sobre os cristãos, não se engana. Mesmo se for um único instante de contacto o que tivermos, tal basta para deixar transparecer uma amizade.
José Tolentino Mendonça, Editorial da Agência Ecclesia.