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sábado, 9 de maio de 2020

Bênçãos - Apresentação do Senhor | 2020

Na Festa da Apresentação do Senhor, a 2 de fevereiro, a bênção das Velas, acolhendo Jesus como a Luz das Nações, a bênçãos das Crianças e das Grávidas, e a bênção e distribuição do pão.
A bênção traz-nos o bem de Deus para o acolhermos e multiplicarmos na partilha. Este ano de 2020, o dia 2 de fevereiro caiu num Domingo, tornando-se ainda uma celebração mais significativa, pois a verdadeira Luz é Jesus, Jesus Ressuscitado, que nos encontre e nos irmana no Primeiro Dia da Semana.

Fotos: Paróquia de Tabuaço - Raquel Assis 
Música: Claudine Pinheiro - Tu de novo (no CD Até quando?)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Bênção do Posto da G.N.R. de Tabuaço

       No dia 3 de fevereiro, durante a tarde, a inauguração do Posto da Guarda Nacional Republicana de Tabuaço. A Inauguração contou com a presença do Comandante-Geral da Guarda Nacional Republicana, Tenente General Manuel Silva Couto, da Secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna, Isabel Oneto e a Ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa. Os anfitriões: o Presidente da Câmara Municipal de Tabuaço, Carlos Carvalho, os membros do executivo municipal; o Presidente e vários membros da Assembleia Municipal de Tabuaço, os representantes das Juntas de Freguesias do Concelho, os representantes das entidades e associações convidadas e aa população da vila e do concelho. No início a guarda de honra, feita por um pelotão da GNR, seguindo-se o hastear da bandeira nacional e descerramento de lápide que assinala este dia.
Seguiu-se a bênção das instalações e dos presentes, com o Pároco de Tabuaço, Pe. Manuel Gonçalves.
       Seguiram-se as intervenções do Comandante-Geral da GNR; do Presidente da Câmara Municipal, e da Ministra da Administração Interna. Depois dos discursos, a visita às instalações, guiada pelo Comandante do Posto Territorial de Tabuaço, Sargento Ajudante Marques. Quando a Senhora Ministra e demais comitiva acedeu à varanda, a atuação do Grupo de Cantares de Barcos.
       Houve também tempo para um pequeno lanche servido aos convidados e à população.
       O Edifício da GNR resultou da requalificação e ampliação da antiga escola primária de Tabuaço.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Dizer bem de uns sem dizer mal dos outros

       Durante a Sua vida pública, Jesus vai, anuncia, cura, expulsa os demónios, aproxima-Se das pessoas, especialmente daquelas que se encontram em situações de exclusão ou com a vida hipotecada, pobres, doentes, publicanos, crianças, mulheres, pessoas do campo, pecadores, ou deixa que se aproximem, para O escutarem, para beneficiarem da Sua bênção e, por vezes, para Lhe armarem ciladas.
       Os discípulos estão por perto. Escutam-n’O, fazem perguntas, ouvem explicações mais detalhadas. São também destinatários das Suas palavras, com chamadas de atenção, reprimendas (sobretudo quando discutem lugares de poder), desafios. Vivem com Ele, veem a Sua postura, a forma como Se dá por inteiro, como fala, a Sua docilidade, a facilidade com que Se relaciona com as pessoas de todos os estratos sociais e a Sua opção preferencial pelos mais “pequenos”: os excluídos dos reinos deste mundo, a quem convida para a Sua mesa e a quem primeiro abre as portas do Reino de Deus.
       Há de chegar o dia em que Ele já não estará fisicamente entre os Seus discípulos. Estará para sempre presente pela Palavra proclamada e vivida, no Seu Corpo mistérico que é a Igreja, do qual somos membros, pelos sacramentos, mas também através de nós e da nossa capacidade de O transparecermos. É o que Ele diz aos Seus discípulos daquele tempo histórico. Estagiam com Ele. Envia-os dois a dois, com o poder de curar e expulsar demónios, anunciando a proximidade do Reino dos Céus. Como viram Jesus fazer, devem reproduzir criativamente a Sua mensagem e o Seu poder misericordioso.
       Um dia, ao regressaram, contam a Jesus que viram alguém a expulsar demónios em Seu nome e quiseram impedi-lo por não fazer parte do grupo. São surpreendidos, e nós também, pelo Mestre da Docilidade: «Não o impeçais, porque não há ninguém que faça um milagre em meu nome e vá logo dizer mal de mim. Quem não é contra nós é por nós» (Mc 9, 39-40).
       É possível dizer bem de alguém sem necessidade de dizer mal dos outros. É possível gostar e dizer bem do Papa Francisco, gostando e dizendo bem do Seu Predecessor, Bento XVI. Infelizmente, muitos precisam de dizer mal de um para mostrarem que gostam mais do outro. Assim também em muitas dimensões da vida, na política, no desporto, com aqueles que pertencem aos mesmos grupos que nós, mesmo intraeclesiais.
       Ainda estamos longe de transparecer Jesus e o Seu Evangelho da Delicadeza. Podemos lá chegar, ponhamo-nos a caminho!

Publicado na Voz de Lamego, n.º 4359, de 19 de abril de 2016

sexta-feira, 29 de abril de 2016

6.º Domingo da Páscoa - ano C - 1 de maio de 2016

       1 – "Um Anjo… mostrou-me a cidade santa de Jerusalém, que descia do Céu, da presença de Deus, resplandecente da glória de Deus. O seu esplendor era como o de uma pedra preciosíssima, como uma pedra de jaspe cristalino... Na cidade não vi nenhum templo, porque o seu templo é o Senhor Deus omnipotente e o Cordeiro. A cidade não precisa da luz do sol nem da lua, porque a glória de Deus a ilumina e a sua lâmpada é o Cordeiro".
       A visão de São João, no Apocalipse, faz-nos ver os novos céus e a nova terra, que se constroem com e à volta de Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo e nos salva. Tempo de graça e de salvação. No meio das intempéries e das trevas, há uma nova Luz que irradia e inunda toda a escuridão convertendo-a em claridade e esplendor. Do Céu desce a nova Jerusalém, a cidade do altíssimo, cidade santa, adornada de glória e majestade. Os Apóstolos têm aí gravados os seus nomes. É também aí que gravaremos os nossos nomes, como discípulos missionários.
       Na cidade não existe Templo! As nossas cidades, vilas e aldeias nasceram e cresceram à volta do templo, da Igreja, lugar de encontro e de festa, lugar de oração e de luto, lugar de acolhimento e de despedida. Hoje há cidades sem esta luz e esta centralidade. Ou pelo menos, o centro está deslocado para outros loteamentos. À volta da Igreja as casas estão vazias e a própria Igreja se esvazia, não tanto pelo afastamento geográfico, mas pelo esvaziamento espiritual, pela indiferença, pelas milhentas preocupações que a vida atual coloca.
       A garantia de São João é um desafio. Esta cidade não precisa nem luz do sol nem da lua, é alumiada por Deus, pela Sua Glória. A lâmpada permanentemente acesa é o Cordeiro, Filho Bem-amado do Pai. Os verdadeiros adoradores hão adorar a Deus em espírito e verdade. Não importa tanto o espaço mas a autenticidade, a relação com Deus, a ligação aos outros, ainda que os espaços criem oportunidades para o encontro, para a celebração, multiplicando a Luz que vem de Deus. A luz da minha fé ao juntar-se à do outro torna mais forte a luz e a fé, elevando-nos para Deus.
       2 – Aí está (de novo) o olhar de Jesus. Terno. Apaixonado. Envolvente. Desafiador. Próximo. Profundo. Familiar. Com uma suavidade e docilidade que não escondem a gravidade do momento. O olhar e a vida. O sorriso e o coração. Num ambiente recatado, simples, descontraído, mas sem perder a solenidade do momento e das palavras, e dos gestos. Depois de lavar os pés aos seus discípulos, durante a Ceia, Jesus é tocado por um misto de alegria, festa, apaziguamento e de ansiedade, receio, tristeza. Vai partir. O cálice da alegria, pela proximidade com os seus, é também o cálice das lágrimas, pois logo dará a vida por eles e por nós.
       Se o tempo é breve, urge relembrar-lhes o essencial da Sua mensagem e da Sua vida. Em jeito de confidência, mas com firmeza e confiança. As trevas aproximam-se. Antes de acontecer, Jesus previne e antecipa. Quando chegar a hora que, pelo menos, não sejam surpreendidos em absoluto. Do rosto de Jesus irradia luz que atravessa as trevas mais densas. A separação é sempre dolorosa, muito mais quando é definitiva. Saber que Ele estará presente, ainda que de forma diferente, é um lenitivo para a Sua ausência (física).
       Escutai, pois, com atenção: «Quem Me ama guardará a minha palavra e meu Pai o amará; Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada. Quem Me não ama não guarda a minha palavra. Disse-vos estas coisas, estando ainda convosco. Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos recordará tudo o que Eu vos disse. Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. Vou partir, mas voltarei para junto de vós. Disse-vo-lo agora, antes de acontecer, para que, quando acontecer, acrediteis».
       Com a mensagem que nos agrafa a Jesus – se, como Ele, nos amarmos uns aos outros, e se O amarmos de todo o coração –, vem a Sua paz, garantia que seremos a Sua morada para sempre.
       3 – Vivemos o Jubileu da Misericórdia, Ano Santo, que acentua o amor misericordioso, compassivo, que brota das entranhas maternas, espontâneo, umbilical. A misericórdia de Deus é visível e concretizável em Jesus, no Seu jeito de amar, de Se aproximar, de Se compadecer.
       Neste Dia da Mãe torna-se ainda mais plástico este amor umbilical, entranhado, quase biológico. Não há amor como o de Mãe, tão profundo e natural, tão genuíno. Não há nada mais forte, mais íntimo que o amor da Mãe pelo filho. É um amor que concilia e apazigua.
       Na Cruz, sabendo deste amor que permanece e nos faz querer permanecer na casa materna, ou que em nossa casa habite o amor da Mãe, amor que ultrapassa todas as barreias, até a da morte, Jesus dá-nos Maria por Mãe, para permanecer junto de nós e nos embalar, para nos lembrar do amor que Deus nos tem, unindo-nos como família e desafiando-nos a permanecermos de tal forma no amor de Deus que possamos guardar a Sua Palavra, vivendo como irmãos.
       4 – O Espírito Santo, que Jesus envia de junto do Pai, reconduzir-nos-á à verdade plena, recordando-nos as palavras de Jesus enquanto fisicamente entre nós. É uma inspiração mediada pela oração pessoal, mas sobretudo pela oração e reflexão em comunidade, onde Se acolhe a Palavra de Deus, se assimila e se expande. A Igreja é, com os seus, membros, discípula missionária. Faz-se aprendiz, para logo transparecer o que apreendeu.
        Paulo e Barnabé prosseguem na missão de evangelizar, solidificando a fé e o compromisso de constituir comunidades que sejam famílias, cujas pessoas vivam harmoniosamente, entreajudando-se solidariamente. Por vezes a prática é ensombrada pelas leis. Não que estas não sejam necessárias em todas as realidades sociais, mas de preferência que não roubem espaço à Lei do Amor, que pleniza, simplifica e clarifica todas as leis, ao serviço do bem comum, especialmente dos mais desfavorecidos.
       A comunidade de Antioquia experimenta as dificuldades de crescimento, com sensibilidades diferentes. Alguns homens, oriundos da Judeia ensinam que os seguidores de Jesus Cristo, vindos do paganismo, têm de igualmente seguir a Lei de Moisés e ser circuncidados. Paulo e Barnabé têm um entendimento bem diferente, o que gera acesa discussão na comunidade.
       A comunidade não exclui, mas procura uma resposta que conduza a Jesus e ao Seu Evangelho e, por conseguinte, envia Paulo e Barnabé e alguns anciãos idóneos à comunidade-mãe, a Jerusalém. A comunidade de Jerusalém, presidida por Tiago, reúne os apóstolos e os anciãos e responde: «Tendo sabido que, sem a nossa autorização, alguns dos nossos vos foram inquietar, perturbando as vossas almas com as suas palavras, resolvemos, de comum acordo, escolher delegados para vo-los enviarmos, juntamente com os nossos queridos Barnabé e Paulo, homens que expuseram a sua vida pelo nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso vos mandamos Judas e Silas, que vos transmitirão de viva voz as nossas decisões. O Espírito Santo e nós decidimos não vos impor mais nenhuma obrigação, além destas que são indispensáveis: abster-vos da carne imolada aos ídolos, do sangue, das carnes sufocadas e das relações imorais. Procedereis bem, evitando tudo isso. Adeus».
       5 – A reflexão da Igreja de Jerusalém debruça-se sobre aspetos práticos e concretos. É dessa forma que se vive e se prova a fé em Jesus Cristo, na vida quotidiana e no compromisso com os irmãos. O essencial está contido no Evangelho, nas palavras e nos gestos de Jesus. Porém, como os tempos são distintos, também as respostas terão que ser novas, criativas, fiéis à postura de Jesus: acolhimento, perdão, serviço, caridade, respeito, diálogo, docilidade, confiança em Deus, opção preferencial pelos pobres. Também aqui a importância do papel conciliador da Mãe!
       A Palavra de Deus não é um receituário onde se encontrem respostas as todas as questões, mas é clarificadora a apontar um caminho, o de Jesus, e do Seu projeto de vida nova, vivida na intimidade com o Pai, na cumplicidade do Espírito Santo. Diante de uma dificuldade, a primeira decisão há de ser a da oração, procurando, depois, pelo diálogo, pela meditação, encontrar a resposta que, em Igreja e com espírito eclesial, melhor se aproxima de Jesus, sob a ambiência da misericórdia e da compaixão.
       "Concedei-nos, Deus omnipotente, a graça de viver dignamente estes dias de alegria em honra de Cristo ressuscitado, de modo que a nossa vida corresponda sempre aos mistérios que celebramos". À oração de súplica, façamos corresponder os nossos propósitos, na certeza humilde que a salvação não nos vem pelos méritos da perfeição, mas pela graça e misericórdia de Deus, que nos chama à vida, nos prepara e nos ambienta para respondermos positivamente aos desafios da existência. "Deus Se compadeça de nós e nos dê a sua bênção, / resplandeça sobre nós a luz do seu rosto".
       Não precisamos de outra luz que não seja a de Jesus, mais brilhante que o sol!

Pe. Manuel Gonçalves


Textos para a Eucaristia (ano C): Atos 15, 1-2. 22-29; Sl 66 (67); Ap 21, 10-14. 22-23; Jo 14, 23-29.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Apresentação do Senhor | Bênção das Crianças | 2016

     Decorridos 40 dias da celebração festiva do Natal, comemoração do nascimento de Jesus, a celebração da Apresentação no Templo, a 2 de fevereiro. Segundo a Lei de Moisés, o primeiro filho varão, deveria ser consagrado ao Senhor, subindo ao Templo e oferecendo um par de rolas ou de pombas. Na bênção do mais velho, a bênção da geração vindoura. Por outro lado, e como meditamos no quarto mistério do Rosário, nos mistérios Gozosos, a Purificação de Nossa Senhora. A mulher que dava à luz e os que tivessem contacto com ela ficam impuros. Trata-se não de uma impureza moral, mas cultual. A partir da Purificação, as mulheres-mães poderiam novamente entrar no Templo e participar nas orações públicas.
       No templo as figuras de Simeão e de Ana, que revelam a Luz e a Graça que irradia d'Aquele menino.
Na Paróquia de Tabuaço, como em muitas paróquias, neste dia celebra-se também a Bênção das Crianças.  Este ano, a celebração iniciou no Centro Paroquial, com a bênção das Velas. Tradicionalmente este é o Dia das Candeias ou da Senhora das Candeias. Seguimos, em procissão, para a Igreja Paroquial, onde celebrámos a Eucaristia. O Evangelho, da Apresentação de Jesus no Templo, foi encenado pelo Grupo de Jovens (GJT).
       No momento da ação de graças, a bênção conjunta e individual das crianças presentes na celebração, seguindo-se a bênção e distribuição do pão, para que nunca falte às nossas mesas e para sabermos partilhá-lo com quem o não tem.
       Algumas imagens desta celebração:
Para as outras fotos que temos disponíveis:

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Pinheiros - Apresentação de Jesus - 2014

       No dia 2 de fevereiro, conhecido como o Dia das Candeias, a Igreja celebra a Apresentação de Jesus. Também na Paróquia de Santa Eufémia de Pinheiros se assinalou este dia, na forma habitual de benzer as Velas,gesto que nos relembra do Batismo, iniciando com este rito a Eucaristia. O Evangelho do dia foi ilustrado pelas crianças e jovens adolescentes. Ficam algumas imagens deste momento de festa.
Para ver todas as fotos disponíveis visitar: